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É correto afirmar que
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INSTRUÇÃO: Analise e responda a questão, de acordo com Lei nº 8.112, de 11/12/1990 e suas alterações.
Assinale a alternativa INCORRETA.
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Uma entrevista estruturada para triagem do diagnóstico de esquizofrenia (prevalência na população geral = 1%) apresenta 90% de sensibilidade e 9% de taxa de falso positivo.
Presumindo-se que um indivíduo foi positivo para o referido teste, a chance de ele vir a ter o diagnóstico de esquizofrenia é de
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As aplicações externas ao calor e frio têm por objetivo ajudar as funções naturais do corpo. Em relação às finalidades das aplicações quentes, marque a alternativa INCORRETA:
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INSTRUÇÃO: Leia este texto e, com base nele, responda à questão.
A Bulgária existe
Lembro com distorcida nitidez a noite em que ouvi pela primeira vez o nome Campos de Carvalho (1916-98). Jogava bilhar num daqueles botecos ladrilhados da rua Cardeal Arcoverde quando um acaso fez com que Sérgio Cohn, então editor da sensacional revista de poesia "Azougue", adentrasse o ambiente. Disse distorcida nitidez: lembro que chovia e que ainda estávamos no conturbado século 20. E que as esferas coloridas ricocheteavam provocando um ruído estridente. Acho que os ladrilhos eram brancos. E que Sérgio estava de óculos. Pouco importa.
Sentamo-nos e ele contou que tinha acabado de entrevistar Campos de Carvalho. "Quem?" "O maior escritor brasileiro de todos os tempos!" "Como? Nunca ouvi falar..." Me parecia impossível não conhecê-lo, até porque Sérgio repetiu, algumas vezes, que "o texto dele tem tudo a ver com você".
São normais, em conversas entre autores, delírios em que inventamos alguém para ver se convencemos o interlocutor. Já estava com a certeza de que era alvo de uma brincadeira quando lhe pedi uma frase do escritor. "Aos 16 anos de idade matei meu professor de lógica alegando legítima defesa."
Houve um silêncio, daqueles que se seguem a um estrondo. "É a primeira frase de 'A Lua Vem da Ásia', uma de suas quatro novelas" disse Sérgio, emoldurando meu encantamento. Nunca mais fui o mesmo. Um ano depois, a José Olympio lançaria um livro com as tais novelas ("A Lua Vem da Ásia", "Vaca de Nariz Sutil", "Chuva Imóvel" e "Púcaro Búlgaro") e eu me tornaria discípulo e divulgador da obra de Campos de Carvalho.
Me deixei influenciar por suas ideias, sua maneira livre e louca de escrever, seu surrealismo iconoclasta, seu humor dilacerante. Passei anos devorando aquelas iguarias insanas e procurando digeri-las no calor do que escrevia.
Na época, eu era repórter da "Viagem e Turismo". Tinha bom trânsito com os editores, e minhas pautas, embora atípicas, eram aceitas com simpatia. Foi munido desse cacife que entrei numa reunião e disse: "Alguém precisa ir à Bulgária comprovar a existência do país. Até onde sei, não existe."
Houve uma gargalhada, e o editor, com uma expressão "esse cara vai aprontar", aprovou a viagem. A pauta, na verdade, vinha do "Púcaro Búlgaro". Na vertiginosa narrativa de cerca de cem páginas, o personagem organiza uma hilária expedição à Bulgária a fim de certificar-se de sua existência.
Dias depois, estava no avião rumo a Sófia, a capital do controvertido país. Munido de câmera digital e embriagado do espírito surrealista de Campos, entrei na fila que me levaria ao guarda de fronteira e à possível constatação da existência do país. Enquanto esperava minha vez, observava um tapume que dividia a rua do aeroporto. A parte inferior era vazada, o que permitia ver sapatos de "cidadãos búlgaros" transitando pela suposta calçada. "Onde há búlgaros, há Bulgária", pensei.
Mas os secretos desígnios que conduzem nossos passos me guardavam uma surpresa. O policial informou que meu visto valeria só dali a quatro dias e que eu poderia esperar na sala de embarque por quatro dias ou ir embora. Olhei para a desolada sala com seus sofás e bancos de couro imundos.
Disse que era repórter brasileiro e estava ali a trabalho. Ele então conduziu-me até uma sala, onde esperei um funcionário que trataria da minha situação. Nesse ínterim, lembrei que a maioria da polícia secreta da ex-URSS, a terrível KGB, era de búlgaros. Tremi. Então chegou outro funcionário. "Para que lugares você pretendia ir?", perguntou-me, já me informando no verbo "pretendia" que eu não entraria no seu país.
Neste momento, entendi que minha reportagem estava em pleno curso -policiais de fronteira queriam ocultar de mim a não existência da Bulgária. Respondi que meu objetivo era "andar sempre em frente sob a neve até atingir o mar Negro." Ele retorquiu nervoso: "Mas por que a Bulgária?". Era a perguntava que eu esperava. "Porque no Brasil há uma desconfiança quanto à existência da Bulgária." Imediatamente, ele apontou a saída e fui jogado no ônibus que me levaria de volta a um avião.
PESSOA, Ciro. http://sergyovitro.blogspot.com/2012/01/bulgaria-existe-ciro-pessoa.html Acesso em 08 jan.
2012.
Assinale a alternativa em que a ideia expressa pela oração destacada, no período transcrito, está INCORRETAMENTE identificada entre parênteses.
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INSTRUÇÃO: A questão deve ser respondida com base na leitura do TEXTO. Leia com atenção, antes de respondê-la.
TEXTO
Inovadores solitários trabalham bem com os outros

Tímido e quase surdo, Thomas Edison trabalhava tão obsessivamente em seu laboratório em Nova Jersey que sua própria família mal o conhecia. Ele passou a personificar o mito do gênio solitário, após ajudar a inaugurar a era moderna inventando o fonógrafo e a lâmpada e conquistando mais de mil patentes.
Mas na realidade Edison precisava de ajuda, mesmo que a colaboração não fosse fácil para ele. Nikola Tesla, um assistente frustrado e mal pago, e mais tarde um amargo adversário, descreveu Edison desta maneira: “Ele não tinha hobby, não se interessava por nenhuma diversão e ignorava as mais elementares regras de higiene”.
Desde então, inovadores lutaram com o difícil equilíbrio entre inspiração solitária e realização coletiva, colaborativa. Muitos parecem se inclinar naturalmente para a primeira, mas por pragmatismo adotam a segunda.
Quando Steve Jobs morreu, no ano passado, colegas da Apple lembraram seu estilo muitas vezes bruto e prepotente de liderança, sua arrogância cheia de opiniões e até sua desconsideração pelas regras elementares de higiene. Mas para Jobs a colaboração era essencial. Muitas de suas 313 patentes foram compartilhadas com outras pessoas e, se seus engenheiros e projetistas não cooperassem, ele os demitia.
Como relatou o “Times”, “as patentes também mostram que com frequência Jobs trabalhou com a equipe de desenho industrial para refinar cada detalhe de um produto”.
No livro “Steve Jobs”, Walter Isaacson conta que a Sony tinha todos os ingredientes para dominar a música digital, com uma experiência de usuário integrado que misturava hardware, software e conteúdo. A Apple chegou mais tarde, mas com seus iPods e iTunes criou uma indústria de bilhões de dólares. Sua vantagem? Ao contrário das divisões rivais da Sony, escreveu Isaacson, “Jobs não organizou a Apple em divisões semiautônomas; ele controlava de perto todas as suas equipes e as empurrava para o trabalho como uma empresa coesa e flexível”.
O modelo de colaboração inovadora foram os Laboratórios Bell. Seu campus em Nova Jersey tinha longos corredores com escritórios abertos e seu diretor, Mervin Kelly, incentivava o livre intercâmbio de ideias entre teóricos, físicos, químicos, matemáticos e engenheiros. Na maior parte do século 20, os cientistas da Bell conduziram avanços revolucionários em transistores, fibra óptica, células solares e lasers, para citar só alguns.
“The Idea Factory: Bell LabsandtheGreat Age of American Innovation” [“A Fábrica de Ideias: os Bell Labs e a Grande Era da Inovação Americana”], de Jon Gertner, relata como um teórico, Claude Elwood Shannon, fazia malabarismo enquanto pedalava em uma bicicleta fixa no corredor. Ele também era conhecido por uma teoria da matemática binária que ajudou a criar os computadores digitais.
Mas o que dizer daqueles pensadores pouco sociáveis que não se importam em trocar ideias com um gênio malabarista que pedala no monociclo? Escrevendo na revista “Wired”, Clive Thompson afirmou que, para muitos verdadeiros inovadores, a dinâmica social do “trabalho em equipe incessante” pode ser estressante e causar distração. Thompson ofereceu uma solução grandiosa, mas óbvia: a web.
“Com textos, bate-papo, atualizações, comentários e correio eletrônico, você pode discutir ideias”, escreveu. Mas, ele acrescentou, “pode fazer isso na privacidade”. Ainda melhor, se seus hábitos de higiene estão aquém de suas inovações.
DELANEY, Kevin. Disponível em: http://www.opovo.com.br/app/opovo/thenewyorktimes/2012/04/30/
noticiasnewyorktimes/2830277/inovadores-solitarios-trabalham-bem-com-os-outros.shtml. Acesso em: 14
mai. 2012.
Leia o seguinte trecho do texto.
[...] “as patentes também mostram que com frequência Jobs trabalhou com a equipe de desenho industrial para refinar cada detalhe de um produto”.
As aspas nesse trecho foram utilizadas para
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INSTRUÇÃO: Analise e responda a questão, de acordo com Lei nº 8.112, de 11/12/1990 e suas alterações.
O prazo de validade de um concurso público é de
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Para prencher a cavidade pulpar dos dentes diafanizados, utilizamos
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INSTRUÇÃO: Leia este texto e, com base nele, responda à questão.
A Bulgária existe
Lembro com distorcida nitidez a noite em que ouvi pela primeira vez o nome Campos de Carvalho (1916-98). Jogava bilhar num daqueles botecos ladrilhados da rua Cardeal Arcoverde quando um acaso fez com que Sérgio Cohn, então editor da sensacional revista de poesia "Azougue", adentrasse o ambiente. Disse distorcida nitidez: lembro que chovia e que ainda estávamos no conturbado século 20. E que as esferas coloridas ricocheteavam provocando um ruído estridente. Acho que os ladrilhos eram brancos. E que Sérgio estava de óculos. Pouco importa.
Sentamo-nos e ele contou que tinha acabado de entrevistar Campos de Carvalho. "Quem?" "O maior escritor brasileiro de todos os tempos!" "Como? Nunca ouvi falar..." Me parecia impossível não conhecê-lo, até porque Sérgio repetiu, algumas vezes, que "o texto dele tem tudo a ver com você".
São normais, em conversas entre autores, delírios em que inventamos alguém para ver se convencemos o interlocutor. Já estava com a certeza de que era alvo de uma brincadeira quando lhe pedi uma frase do escritor. "Aos 16 anos de idade matei meu professor de lógica alegando legítima defesa."
Houve um silêncio, daqueles que se seguem a um estrondo. "É a primeira frase de 'A Lua Vem da Ásia', uma de suas quatro novelas" disse Sérgio, emoldurando meu encantamento. Nunca mais fui o mesmo. Um ano depois, a José Olympio lançaria um livro com as tais novelas ("A Lua Vem da Ásia", "Vaca de Nariz Sutil", "Chuva Imóvel" e "Púcaro Búlgaro") e eu me tornaria discípulo e divulgador da obra de Campos de Carvalho.
Me deixei influenciar por suas ideias, sua maneira livre e louca de escrever, seu surrealismo iconoclasta, seu humor dilacerante. Passei anos devorando aquelas iguarias insanas e procurando digeri-las no calor do que escrevia.
Na época, eu era repórter da "Viagem e Turismo". Tinha bom trânsito com os editores, e minhas pautas, embora atípicas, eram aceitas com simpatia. Foi munido desse cacife que entrei numa reunião e disse: "Alguém precisa ir à Bulgária comprovar a existência do país. Até onde sei, não existe."
Houve uma gargalhada, e o editor, com uma expressão "esse cara vai aprontar", aprovou a viagem. A pauta, na verdade, vinha do "Púcaro Búlgaro". Na vertiginosa narrativa de cerca de cem páginas, o personagem organiza uma hilária expedição à Bulgária a fim de certificar-se de sua existência.
Dias depois, estava no avião rumo a Sófia, a capital do controvertido país. Munido de câmera digital e embriagado do espírito surrealista de Campos, entrei na fila que me levaria ao guarda de fronteira e à possível constatação da existência do país. Enquanto esperava minha vez, observava um tapume que dividia a rua do aeroporto. A parte inferior era vazada, o que permitia ver sapatos de "cidadãos búlgaros" transitando pela suposta calçada. "Onde há búlgaros, há Bulgária", pensei.
Mas os secretos desígnios que conduzem nossos passos me guardavam uma surpresa. O policial informou que meu visto valeria só dali a quatro dias e que eu poderia esperar na sala de embarque por quatro dias ou ir embora. Olhei para a desolada sala com seus sofás e bancos de couro imundos.
Disse que era repórter brasileiro e estava ali a trabalho. Ele então conduziu-me até uma sala, onde esperei um funcionário que trataria da minha situação. Nesse ínterim, lembrei que a maioria da polícia secreta da ex-URSS, a terrível KGB, era de búlgaros. Tremi. Então chegou outro funcionário. "Para que lugares você pretendia ir?", perguntou-me, já me informando no verbo "pretendia" que eu não entraria no seu país.
Neste momento, entendi que minha reportagem estava em pleno curso -policiais de fronteira queriam ocultar de mim a não existência da Bulgária. Respondi que meu objetivo era "andar sempre em frente sob a neve até atingir o mar Negro." Ele retorquiu nervoso: "Mas por que a Bulgária?". Era a perguntava que eu esperava. "Porque no Brasil há uma desconfiança quanto à existência da Bulgária." Imediatamente, ele apontou a saída e fui jogado no ônibus que me levaria de volta a um avião.
PESSOA, Ciro. http://sergyovitro.blogspot.com/2012/01/bulgaria-existe-ciro-pessoa.html Acesso em 08 jan.
2012.
O motivo que levou o autor do texto a empreender uma viagem à Bulgária foi
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INSTRUÇÃO: A questão deve ser respondida com base no TEXTO.
TEMPORADA SEM FIM
Existe um Brasil que pouca gente conhece. Não porque o acesso seja complicado – na verdade, esse Brasil desconhecido fica exatamente no mesmo lugar daquele Brasil que você costuma visitar. Não é uma questão de localização, mas de época. Estou falando do Brasil da baixa temporada.
Entenda: o Brasil tem a baixa temporada mais longa – e mais aproveitável – do planeta. Em qualquer mês fora das férias escolares existe algum lugar do patropi com clima perfeito (e pouca gente para dividir o espaço com você). Em muitos lugares, o clima da baixa temporada é, inclusive, melhor do que durante as férias.
É o caso, por exemplo, do litoral do Sudeste e de Santa Catarina, onde o outono costuma ser visivelmente mais seco do que o verão. Vá antes de o frio chegar e você pegará muito mais sol do que em janeiro. No meio do ano – entre maio e outubro – é a vez de Minas, do Brasil central e do Norte. Evite as férias de julho e os feriadões, e você será o dono do pedaço.
E o que são as praias do Nordeste no segundo semestre? Livres e desimpedidas, como poucas no mundo. (Se bem que eu conheço fãs do “inverno” nordestino também. Entre abril e junho, instalam-se em hotéis ou pousadas pé na areia munidos de um estoque de livros e aproveitam as abertura de sol para caminhar na praia.)
Esse Brasil fora das férias e dos feriadões é bem mais em conta do que aquele Brasil de janeiro que você já conhece. E se você foi ao Brasil do Reveillon ou do Carnaval, vai achar esse Brasil de baixa temporada uma autêntica pechincha.
Sabendo procurar, você vai encontrar resorts com diárias surpreendentemente camaradas. A situação fica ainda mais favorável quando você considera se hospedar em pousadas. Durante toda a baixa estação, pousadeiros costumam se mostrar receptivos à pergunta “por quanto você me faz?”. Um momento bastante propício para descolar barbadas é sempre na semana que antecede um feriadão, quando todo mundo fica em casa para sair ao mesmo tempo no fim de semana seguinte.
E finalmente: sabe aquelas diárias incríveis de hospedagem oferecidas pelos sites de compras coletivas? Muitas vezes esses sites apenas organizam e dão publicidade a tarifas que você conseguiria se pesquisasse por conta própria.
Veja só, não estou dizendo que o Brasil está baratinho. Só queria mostrar o quanto você perde ao pensar que todos os meses são como janeiro. Aceita um conselho? Salve uma semana das suas férias para tirar na baixa temporada. Você vai descobrir um Brasil bom, bonito e bem mais perto do seu bolso.
FREIRE, Ricardo. Revista Gol. n. 120 Mar. 2012, p.140.
No desenvolvimento de seu texto, o autor refere-se ao Brasil como
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