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Foram encontradas 675 questões.

1356879 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: UFPI
Orgão: UFPI
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Sob o grande coreógrafo
A semana passada teve como destaques no mundo o atentado de Boston e a tensão pós-eleitoral na Venezuela, mas o colunista confessa que tem um fraco pela Coreia do Norte, e lamenta haverem arrefecido as ameaças e os filmetes mostrando os preparativos de guerra naquele país. A diversão era garantida.
No dia 30 de março, o governo de Pyongyang declarou-se em estado de guerra contra o inimigo do sul, e ameaçou um ataque, inclusive nuclear, que “explodiria” as bases americanas no Pacífico e “reduziria a cinzas” as instalações governamentais da Coreia do Sul.
O comunicado foi lido na televisão, em nome do presidente Kim Jong-un, por um apresentador de terno escuro e gravata cinza, que enfatizava com voz forte, em certos momentos quase aos gritos, a gravidade da situação. O fundo era de um azul igualmente escuro, de céu na iminência de tempestade, e acordes heroicos abriram e fecharam a transmissão.
Uma primeira evidência, com base no que as transmissões de televisão (estatal, naturalmente) filtram do país, é que a Coreia do Norte não conhece o teleprompter. Eis um fato de cuja relevância os dirigentes não se dão conta. Os apresentadores, seja o homem de terno cinza, seja uma mulher que às vezes também lê os comunicados oficiais, têm sempre os olhos baixos, colados ao texto sobre a mesa.
Na época em que havia duas Alemanhas, a comunista começou a ruir quando seus cidadãos, ao conseguirem captar a televisão do outro lado, se deram conta da diferença entre as transmissões coloridas, com variadas opções, existentes por lá, e a TV em preto e branco, monocórdia e oficial, que lhes atazanava a paciência de seu lado.
Os líderes da Coreia do Norte inverteram suas prioridades; investiram na bomba atômica, em vez de no teleprompter. A experiência alemã indica que modernizar a televisão é instrumento mais útil para a sobrevivência de um regime do que armas nucleares.
Aos comunicados, acrescentava-se a divulgação de filmetes com desfiles e exercícios militares. Os desfiles com soldados em passos rigorosamente sincronizados, a indicar que um Grande Coreógrafo, de par com o Grande Irmão, zela pelos norte-coreanos, já conhecemos de outras crises.
Mais inovadores foram os exercícios, como um que mostrava os soldados, dois a dois, envolvidos numa luta de judô, ou parecida com judô. Presumia-se que o país se preparava para uma tática que combinava o ataque nuclear com luta corporal. Em outro filme, os soldados treinavam tiros de pistola.
À bomba nuclear e à luta corporal, juntava-se o tiro de pistola no plano de combate. Os soldados também eram mostrados em exercícios de ginástica cujos movimentos sincronizados igualmente traíam o dedo do Grande Coreógrafo.
A grande estrela dos filmetes era, claro, Kim Jong-un, o novel líder máximo, o terceiro da dinastia no poder. Baby Kim foi mostrado dando instruções aos generais (o menino sabe mandar!), perscrutando o horizonte de binóculo (o menino enxerga longe!), e até, ele também, testando a mão numa pistola (ele está pronto para lutar!).
A insistência com que aquela quase criança, ainda com o mesmo ar cândido com que foi fotografado numa visita clandestina à Disneylândia de Tóquio, era mostrada em tão adultas e graves poses sugere que o menino, no meio dos generais, na verdade não manda, não enxerga além do próprio nariz, nem está pronto para lutar. Ele é apenas a peça de arremate, a figura central de que o Grande Coreógrafo necessita para fazer mover o conjunto da engrenagem.
Tudo seria muito mais divertido se não se soubesse que o Grande Coreógrafo vai além de sincronizar movimentos exteriores. Ele atua igualmente na orquestração das emoções. Na Coreia do Norte multidões choram em conjunto, como se viu nos funerais de Kim Jong-II, o pai de Baby Kim, e casais fazem visitas devocionais à estátua gigante de Kim II-sung, o avô.
São exteriorizações do controle das mentes. E o controle das mentes, como se sabe desde Orwell, caracteriza os regimes totalitários, distinguindo-os das simples ditaduras. Na Coreia do Norte, o totalitarismo, mais presente do que em qualquer outro regime atual, cumpre com eficiência sua função de infantilizar e dopar a população.
TOLEDO, Roberto Pompeu de. Sob o grande coreógrafo. Revista Veja. Disponível em: http://
veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/tag/roberto-pompeu-de-toledo.
Quanto à colocação pronominal, julgue as assertivas abaixo:
I. No trecho “o governo de Pyongyang declarou-se em estado de guerra”, a colocação do pronome “se” pode ocorrer também antes do verbo;
II. No trecho “(...) seus cidadãos, ao conseguirem captar a televisão do outro lado, se deram conta da diferença entre as transmissões coloridas”, a colocação do pronome “se” pode ocorrer também depois do verbo;
III. No trecho “À bomba nuclear e à luta corporal, juntava-se o tiro de pistola no plano de combate”, a colocação do pronome “se” pode ocorrer também antes do verbo;
IV. No trecho “(...) caracteriza os regimes totalitários, distinguindo-os das simples ditaduras”, a colocação do pronome “os” está de acordo com a norma padrão da língua portuguesa.
Assinale a opção CORRETA.
 

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1356706 Ano: 2013
Disciplina: Medicina
Banca: UFPI
Orgão: UFPI
O sistema urinário é formado pelos seguintes órgãos:
 

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1356677 Ano: 2013
Disciplina: Farmácia
Banca: UFPI
Orgão: UFPI
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Segundo matéria da revista VEJA de agosto de 2013, o número de óbitos vítimas de acidente automobilístico já supera o número de homicídios no Brasil. Muitos dos motoristas envolvidos consumiram bebida alcoólica antes de cometerem as infrações que levaram aos acidentes. Isso acontece porque o álcool pode provocar sérias alterações no sistema nervoso central, dificultando, assim, o manuseio de veículos. Sobre essas alterações provocadas pelo álcool etílico, é CORRETO afirmar que:
 

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1356546 Ano: 2013
Disciplina: Psiquiatria
Banca: UFPI
Orgão: UFPI
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Sobre o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), leia as afirmativas abaixo.
I. Inicia-se na infância, podendo, ou não, persistir na adolescência e na vida adulta. Entre as principais manifestações clínicas do TDAH na idade adulta estão: desorganização, falta de planejamento de atividades, dificuldades com noção de tempo, procrastinação e desconforto decorrente da inquietude;
II. Para realização do diagnóstico, além da avaliação clínica, são de grande valia exames funcionais de imagem, como o SPECT (Tomografia por Emissão de Fóton Único);
III. Entre as principais medicações utilizadas no tratamento do TDAH estão o metilfenidato, a lisdexanfetamina, a atomoxetina, a imipramina e a bupropiona.
Assinale a opção CORRETA.
 

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1356526 Ano: 2013
Disciplina: Engenharia Civil
Banca: UFPI
Orgão: UFPI
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Sistema completo destinado a proteger uma estrutura contra os efeitos das descargas atmosféricas. É composto de um sistema externo e de um sistema interno de proteção, denomina-se SDPA. Consideram-se componentes naturais de um SPDA, EXCETO:
 

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1356486 Ano: 2013
Disciplina: Arquivologia
Banca: UFPI
Orgão: UFPI
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A Comissão permanente de avaliação de documentos (CPAD) é criada para realizar diversas atividades com relação ao processo de avaliação de documentos. São competências da CPAD, EXCETO:
 

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1356221 Ano: 2013
Disciplina: Farmácia
Banca: UFPI
Orgão: UFPI
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A cultura de secreção de orofaringe tem por objetivo detectar microrganismos envolvidos em infecção como faringite. Quanto a esse procedimento diagnóstico, é CORRETO afirmar que:
 

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1353270 Ano: 2013
Disciplina: Engenharia Elétrica
Banca: UFPI
Orgão: UFPI
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O esquema de comando mostrado na Figura 7 é utilizado para acionar um motor trifásico de indução empregado na abertura e fechamento de um portão. Nele, S2 e S3 são chaves de fim de curso que indicam portão aberto completamente e fechado completamente, respectivamente. Analise as proposições seguintes sobre o esquema descrito.
Figura 7
Enunciado 1353270-1
I. K1 e K2 são utilizados para comandar a abertura e fechamento do portão, respectivamente.
II. O fechamento do portão acontecerá 5 segundos após a botoeira S4 ter sido pressionada.
III. Este esquema permite que o portão fique em uma posição intermediária entre aberto completamente e fechado completamente
IV. Uma vez iniciado a abertura o portão poderá ser fechado a qualquer instante, bastando para isso um segundo pulso na botoeira S4.
Assinale a opção CORRETA.
 

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1350523 Ano: 2013
Disciplina: Agronomia (Engenharia Agronômica)
Banca: UFPI
Orgão: UFPI
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Os pescados, em geral, são produtos altamente perecíveis, principalmente devido à sua composição química rica em proteína e em gordura polissaturada. Com tais características, e visando manter a qualidade dos produtos, os processos de conservação do pescado in natura e de transformações tecnológicas necessitam de cuidados especiais. Sobre isso, marque a opção INCORRETA.
 

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1349225 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: UFPI
Orgão: UFPI
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Sob o grande coreógrafo
A semana passada teve como destaques no mundo o atentado de Boston e a tensão pós-eleitoral na Venezuela, mas o colunista confessa que tem um fraco pela Coreia do Norte, e lamenta haverem arrefecido as ameaças e os filmetes mostrando os preparativos de guerra naquele país. A diversão era garantida.
No dia 30 de março, o governo de Pyongyang declarou-se em estado de guerra contra o inimigo do sul, e ameaçou um ataque, inclusive nuclear, que “explodiria” as bases americanas no Pacífico e “reduziria a cinzas” as instalações governamentais da Coreia do Sul.
O comunicado foi lido na televisão, em nome do presidente Kim Jong-un, por um apresentador de terno escuro e gravata cinza, que enfatizava com voz forte, em certos momentos quase aos gritos, a gravidade da situação. O fundo era de um azul igualmente escuro, de céu na iminência de tempestade, e acordes heroicos abriram e fecharam a transmissão.
Uma primeira evidência, com base no que as transmissões de televisão (estatal, naturalmente) filtram do país, é que a Coreia do Norte não conhece o teleprompter. Eis um fato de cuja relevância os dirigentes não se dão conta. Os apresentadores, seja o homem de terno cinza, seja uma mulher que às vezes também lê os comunicados oficiais, têm sempre os olhos baixos, colados ao texto sobre a mesa.
Na época em que havia duas Alemanhas, a comunista começou a ruir quando seus cidadãos, ao conseguirem captar a televisão do outro lado, se deram conta da diferença entre as transmissões coloridas, com variadas opções, existentes por lá, e a TV em preto e branco, monocórdia e oficial, que lhes atazanava a paciência de seu lado.
Os líderes da Coreia do Norte inverteram suas prioridades; investiram na bomba atômica, em vez de no teleprompter. A experiência alemã indica que modernizar a televisão é instrumento mais útil para a sobrevivência de um regime do que armas nucleares.
Aos comunicados, acrescentava-se a divulgação de filmetes com desfiles e exercícios militares. Os desfiles com soldados em passos rigorosamente sincronizados, a indicar que um Grande Coreógrafo, de par com o Grande Irmão, zela pelos norte-coreanos, já conhecemos de outras crises.
Mais inovadores foram os exercícios, como um que mostrava os soldados, dois a dois, envolvidos numa luta de judô, ou parecida com judô. Presumia-se que o país se preparava para uma tática que combinava o ataque nuclear com luta corporal. Em outro filme, os soldados treinavam tiros de pistola.
À bomba nuclear e à luta corporal, juntava-se o tiro de pistola no plano de combate. Os soldados também eram mostrados em exercícios de ginástica cujos movimentos sincronizados igualmente traíam o dedo do Grande Coreógrafo.
A grande estrela dos filmetes era, claro, Kim Jong-un, o novel líder máximo, o terceiro da dinastia no poder. Baby Kim foi mostrado dando instruções aos generais (o menino sabe mandar!), perscrutando o horizonte de binóculo (o menino enxerga longe!), e até, ele também, testando a mão numa pistola (ele está pronto para lutar!).
A insistência com que aquela quase criança, ainda com o mesmo ar cândido com que foi fotografado numa visita clandestina à Disneylândia de Tóquio, era mostrada em tão adultas e graves poses sugere que o menino, no meio dos generais, na verdade não manda, não enxerga além do próprio nariz, nem está pronto para lutar. Ele é apenas a peça de arremate, a figura central de que o Grande Coreógrafo necessita para fazer mover o conjunto da engrenagem.
Tudo seria muito mais divertido se não se soubesse que o Grande Coreógrafo vai além de sincronizar movimentos exteriores. Ele atua igualmente na orquestração das emoções. Na Coreia do Norte multidões choram em conjunto, como se viu nos funerais de Kim Jong-II, o pai de Baby Kim, e casais fazem visitas devocionais à estátua gigante de Kim II-sung, o avô.
São exteriorizações do controle das mentes. E o controle das mentes, como se sabe desde Orwell, caracteriza os regimes totalitários, distinguindo-os das simples ditaduras. Na Coreia do Norte, o totalitarismo, mais presente do que em qualquer outro regime atual, cumpre com eficiência sua função de infantilizar e dopar a população.
TOLEDO, Roberto Pompeu de. Sob o grande coreógrafo. Revista Veja. Disponível em: http://
veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/tag/roberto-pompeu-de-toledo.
Quanto ao uso do acento grave, julgue as assertivas abaixo:
I. No trecho “e “reduziria a cinzas” (...)”, não se usa o acento grave no vocábulo “a” por ele se tratar de artigo feminino no singular e o substantivo que lhe acompanha encontrar-se no feminino plural;
II. No trecho “a televisão é instrumento mais útil para a sobrevivência”, a troca da preposição “para” pela preposição “a” não acarretaria nenhuma necessidade de se empregar o acento grave antes do vocábulo “sobrevivência”;
III. No trecho “À bomba nuclear e à luta corporal, juntava-se o tiro de pistola no plano de combate”, as duas ocorrências de “a” com acento grave se justificam porque são expressões adverbiais com núcleo substantivo no feminino;
IV. No trecho “casais fazem visitas devocionais à estátua gigante de Kim II-sung, o avô”, o uso do acento grave se justifica porque o vocábulo “devocionais” exige a preposição “a” e o vocábulo “estátua” admite o artigo feminino “a”.
Assinale a opção CORRETA.
 

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