Foram encontradas 40 questões.
Em uma visita domiciliar, você se depara com um paciente que apresenta o seguinte quadro clínico: olhos fechados que se abrem com estímulo doloroso, perguntas respondidas com frases sem sentido, reação de retirada quando é feito estímulo doloroso no membro superior. Com base no exposto, assinale a alternativa que apresenta o escore na escala de Glasgow.
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Homem de 35 anos procura atendimento médico por apresentar muita dor na perna direita iniciada quando fazia desmatamento em região de plantação de bananas. O exame revela a marca de duas pequenas lesões puntiformes paralelas com edema endurado, equimoses, bolhas e sangramentos no local das lesões. Há enfartamento ganglionar. Assinale a alternativa que apresenta a hipótese mais provável e a conduta adequada.
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Uma criança é trazida para atendimento médico por quadro de febre e tosse. A mãe foi buscá-la na creche durante seu expediente de trabalho. Ao final da consulta, a mãe pede um atestado de acompanhante. Qual a conduta correta em relação a esse pedido?
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De acordo com a Portaria 344/1998, assinale a alternativa que apresenta o medicamento sujeito a receita de controle especial em duas vias:
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Faz parte do quadro clínico de paralisia do nervo troclear (IV par craniano):
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Diante de um quadro de parada cardiorrespiratória, é inaceitável que o médico da Unidade de Saúde aguarde a chegada do serviço de emergência sem tentar medidas de ressuscitação. Assinale a alternativa em que conste um dos medicamentos que deve estar disponível para apoio a essas medidas.
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Assinale a alternativa em que outro trecho do mesmo tutorial para edição de imagens foi redigido com clareza e respeito às normas do português escrito.
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Assinale a alternativa em que o seguinte trecho de um tutorial para edição de imagens foi redigido com clareza e respeito às normas do português escrito.
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Sobre infecção urinária (ITU) atendida na atenção primária à saúde, é correto afirmar:
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As lições do analfabetismo
Marcos Fabrício Lopes da Silva
Sobre o analfabetismo, Étienne Bonnot de Condillac (1714-1780) apresenta argumentação taxativa: “O verdadeiro órfão é aquele que não recebeu educação”. O professor emérito da UnB Isaac Roitman, no artigo “Os órfãos da educação” (Correio Braziliense, 24/08/2015), explica a oração proferida pelo filósofo francês, considerando a realidade brasileira: “O que se espera de um país que ocupa o oitavo lugar no planeta em número de analfabetos adultos? Temos 14 milhões de adultos que não sabem ler nem escrever, sem contar os analfabetos funcionais. Eles são cegos sociais porque não conseguem decodificar o código escrito ao seu redor. Entre outras dificuldades, eles não conseguem ler o destino dos ônibus, a bula dos remédios, o cardápio das lanchonete e até mesmo o que está escrito na bandeira brasileira. Eles podem ser considerados como órfãos da educação, pois não tiveram oportunidade de se alfabetizar no sistema educacional ou nunca tiveram oportunidade de frequentar uma escola”.
É necessário, contudo, destacar que os analfabetos historicamente sofrem com a indiferença impetrada pelos alfabetizados, percebidos como “cidadãos de primeira classe”.
Como consequência desse quadro, Machado de Assis (1839-1908) concluiu argutamente, numa crônica publicada no periódico Ilustração Brasileira, de 15/08/1876, que era falacioso pensar em opinião pública nacional formada pelo saber de todos os brasileiros. O alto índice de analfabetismo diagnosticado desde o Brasil Império oferecia margem para constatar esse parecer machadiano. Tais circunstâncias inquietaram o escritor-jornalista, a ponto de ele se certificar de que: “As instituições existem, mas por e para 30% dos cidadãos. Proponho uma reforma no estilo político. Não se deve dizer: ‘consultar a nação, representantes da nação, os poderes da nação’; mas – ‘consultar os 30%, representantes dos 30%, poderes dos 30%’. A opinião pública é uma metáfora sem base; há só a opinião dos 30%. Um deputado que disser na Câmara: ‘Sr. presidente, falo deste modo porque os 30% nos ouvem…’ dirá uma coisa extremamente sensata”.
Outro entrave para a erradicação do analfabetismo se refere à timidez de uma comunidade acadêmica que palidamente reserva suas ações de pesquisa e extensão para promover a formação educacional daqueles que não foram contemplados pelos ganhos da alfabetização e do letramento. As unidades de ensino e aprendizagem precisam ter como meta principal de suas ações incentivar e compartilhar as benesses da educação para além das prerrogativas formais de instrução. A respeito, o saudoso escritor José Saramago (1922-2010), em Democracia e universidade (2005), esclarece:
“Dir-me-ão: ‘Mas instrução e educação não são o mesmo?’. Não, senhores, não é o mesmo. Instruir é, obviamente, transmitir conhecimentos acerca das distintas matérias que estão no programa; educar é, segundo o dicionário, dirigir, encaminhar, doutrinar, e os professores, tenho de dizê-lo, ainda que isso possa incomodar alguém, não estão lá para educar mas para instruir, não podem educar porque não sabem e porque não têm meios para fazê-lo. Para instruir, sim, para isso receberam o encargo da sociedade, que lhes proporcionou os meios científicos, as ferramentas adequadas e os programas pertinentes, o necessário para transmitir um nível de conhecimentos que permita aos alunos progredir técnica e cientificamente na sociedade”.
Para que a instrução e a educação se encontrem no denominador comum da escolaridade, não adianta simplesmente enxergar os analfabetos como “ cegos sociais(1” ou “órfãos da educação”. Uma família de analfabetos, com os seus valores, com as suas tradições, sejam camponeses ou da cidade, pode educar, é a educação mais básica que há, a primeira orientação para governar-se na vida com retidão. Num mundo instruído, as pessoas acolhidas verdadeiramente por ele podem encontrar algo diferente, fórmulas para acrescentar à primeira educação recebida. Assim complementarão e ampliarão a base. Ou seja, a educação recebida no seio da família.
(Disponível em: <http://observatorioda
imprensa.com.br/jornal-de-debates/as-licoes-do-analfabetismo/>. Acesso em 29 ago. 2015. Adaptado)
No texto, a opinião do autor é elaborada a partir da interlocução com vários autores. Considere as seguintes afirmativas sobre a opinião de autores citados no texto.
1. Isaac Roitmann chama de “cegos sociais” tanto aqueles que não sabem ler nem escrever quanto os analfabetos funcionais.
2. Para Machado de Assis, a participação dos analfabetos nas instituições brasileiras do final do século XVIII era incipiente, porém perceptível.
3. Lopes da Silva adere à distinção entre instrução e educação formulada por José Saramago e concorda com a avaliação deste sobre a atuação dos professores.
Assinale a alternativa correta.
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