Foram encontradas 180 questões.
Assinale a alternativa correta no que se
refere ao ingresso no cargo, às formas
de desenvolvimento e à remuneração
previstos no Plano de Carreira dos
Cargos Técnico-Administrativos em
Educação – PCCTAE.
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A respeito dos procedimentos a serem
observados pela União, Estados,
Distrito Federal e Municípios, com o fim
de garantir o acesso às informações,
assinale a alternativa correta.
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Sobre normas de conduta dos servidores
públicos civis da União, das Autarquias
e das Fundações Públicas, assinale a
alternativa correta.
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A Lei 11.091/2005 dispõe sobre a
estruturação do Plano de Carreira dos
Cargos Técnico-Administrativos em
Educação, no âmbito das Instituições
Federais de Ensino vinculadas ao
Ministério da Educação, e dá outras
providências. A respeito dos conceitos
previstos na Lei 11.091/2005, assinale a
alternativa correta.
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O acesso à informação, de que trata a Lei
12.527/2011, compreende, entre outros,
os direitos de obter
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A respeito da Lei 8.027/1990, que dispõe
sobre normas de conduta dos servidores
públicos civis da União, das Autarquias
e das Fundações Públicas, e dá outras
providências, assinale a alternativa
correta.
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1225764
Ano: 2019
Disciplina: Administração Financeira e Orçamentária
Banca: AOCP
Orgão: UFRB
Disciplina: Administração Financeira e Orçamentária
Banca: AOCP
Orgão: UFRB
Provas:
- Aspectos IniciaisFunções do Estado na Economia
- Orçamento PúblicoAspectos Gerais do Orçamento Público
- Orçamento PúblicoTécnicas Orçamentárias
Os governos participam de muitas
formas na economia dos países,
executando as funções econômicas
que o Estado precisa exercer e que
são conhecidas como as funções do
orçamento. Quais são os tipos dessas
funções?
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- Lei de Responsabilidade FiscalDisposições Preliminares (arts. 1º e 2º)
- Lei de Responsabilidade FiscalReceitas Públicas na LRF
- Lei de Responsabilidade FiscalDespesa Pública (arts. 15 ao 24)
Ao estabelecer que as obrigações
assumidas no exercício sejam
compatíveis com os recursos financeiros
obtidos no mesmo exercício, a Lei de
Responsabilidade Fiscal (LRF) reforça
qual princípio orçamentário?
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TEXTO
Brumadinho, Mariana, impunidade e descaso
Nenhum dos envolvidos no desastre de 2015
foi responsabilizado, e a fiscalização continuou
precária mesmo depois da primeira tragédia:
ingredientes para mais uma catástrofe
Pouco mais de três anos depois do desastre
de Mariana, do qual Minas Gerais ainda luta para
se recuperar, mais um rompimento de barragem
da mineradora Vale assombra o país. Desta vez,
como afirmou o presidente da empresa, Fabio
Schvartsman, o custo ambiental pode até ter sido
menor que o de Mariana, mas o custo humano
foi muito maior. (...) Como é possível que dois
desastres dessas dimensões tenham ocorrido em
um espaço que, para este tipo de situação, pode
ser considerado curto?
Mariana – cuja barragem pertencia à Samarco,
joint-venture entre a Vale e a britânica BHP Billiton
– deveria ter servido de aprendizado, mas todas
as informações que surgiram após o desastre de
Brumadinho mostram que os esforços nem das
empresas responsáveis, nem do Estado brasileiro
foram suficientes para evitar que outro episódio
catastrófico ocorresse. A empresa certamente
sabe que a preservação e a prevenção
compensam; os danos de imagem podem ser
diferentes daqueles que atingem outros tipos
de negócios – o público não pode simplesmente
“boicotar” uma mineradora, por exemplo –,
mas também existem, e a Vale sentiu, nesta
segunda-feira, a perda de seu valor de mercado.
Schvartsman chegou a dizer que a empresa fez
todo o possível para garantir a segurança de suas
barragens depois de Mariana, mas agora se sabe
que “todo o possível” não bastou.
A palavra ausente neste período entre Mariana
e Brumadinho é “responsabilização”. O Ministério
Público Federal denunciou 21 pessoas e as três
empresas (Samarco, Vale e BHP Billiton) pelo
desastre de Mariana, mas ainda não houve
julgamento. A Gazeta do Povo apurou que, das 68
multas aplicadas após a tragédia de 2015, apenas
uma está sendo paga, em 59 parcelas. A demora
para que os responsáveis paguem pela sucessão
de irresponsabilidades que levou ao desastre
certamente não incentiva as mineradoras a manter boas práticas de prevenção de desastres
que possam ir além do estritamente necessário.
Os dados mais estarrecedores, no entanto,
vieram dos relatórios governamentais que
mostram uma inação quase completa do poder
público na fiscalização do estado das barragens
no país. O Relatório de Segurança de Barragens
de 2017, da Agência Nacional de Águas, mostra
que apenas 27% das barragens de rejeitos (caso
tanto de Mariana quanto de Brumadinho) foram
vistoriadas em 2017 pela Agência Nacional
de Mineração. Há 45 barragens com “algum
comprometimento importante que impacte a sua
segurança”. A informalidade é a regra: 42% das
barragens cadastradas nos órgãos de fiscalização
não têm nenhum tipo de documento como outorga,
autorização ou licença. E, nos poucos casos em
que há vistoria, ela é feita por amostragem de
algumas áreas da barragem, o que pode ignorar
pontos críticos. É assim que tanto a barragem de
Fundão, em Mariana, como a da Mina Córrego
do Feijão, em Brumadinho, foram consideradas
seguras. Ainda mais revoltante é a informação
de que a Câmara de Atividades Minerárias da
Secretaria de Meio Ambiente de Minas Gerais
aprovou uma ampliação de 70% no complexo
Paraopeba (onde se encontrava a barragem que
estourou em Brumadinho) de forma apressada,
rebaixando o potencial poluidor da operação para
que o licenciamento ambiental pudesse pular
fases.
A atividade mineradora é atribuição da iniciativa
privada, mas a fiscalização é uma obrigação
do Estado. E os relatórios demonstram que o
governo não deu importância a esse trabalho
nem mesmo depois de Mariana. Como resultado
desta omissão coletiva, dezenas, possivelmente
centenas, de vidas perderam-se em Brumadinho.
Mortes que poderiam ter sido evitadas se o caso
de 2015 tivesse levado a uma responsabilização
rápida por parte da Justiça, um trabalho mais
cuidadoso por parte das empresas de mineração
e uma fiscalização abrangente feita pelo governo.
Adaptado de: <https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/brumadinho-mariana-impunidade-e-descaso-6621e4i8qg00dhyqctji1wdh2/>.
Acesso em: 04 abr. 2019.
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A cidade caminhava devagar
Henrique Fendrich
Então você que é o Henrique? Ah, mas é uma
criança ainda. Meu filho fala muito de você, ele
lê o que você escreve. Mas sente-se! Você gosta
de ouvir sobre essas coisas de antigamente, não
é? Caso raro, menino. A gente já não tem mais
com quem falar, a não ser com os outros velhos.
Só que os velhos vão morrendo, e com eles
vão morrendo as histórias que eles tinham para
contar. Olha, do meu tempo já são poucos por
aqui. Da minha família mesmo, eu sou o último,
não tenho mais irmão, cunhado, nada. Só na
semana passada eu fui a dois enterros. Um foi o
do velho Bubi. Esse você não deve ter conhecido.
Era alfaiate, foi casado com uma prima minha. E
a gente vai a esses enterros e fica pensando que
dali a pouco pode ser a nossa vez. Mas faz parte,
não é? É assim que a vida funciona e a gente só
pode aceitar.
Agora, muita coisa mudou também. A cidade já
é outra, nem se compara com a da minha época.
As coisas caminhavam mais devagar naquele
tempo. Hoje é essa correria toda, ninguém mais
consegue sossegar. Mudou muita coisa, muitos
costumes que a gente tinha foram ficando para
trás. Olha, é preciso que se diga também que
havia mais respeito. Eu vejo pelos meus próprios
netos, quanta diferença no jeito que eles tratam
os pais deles! Se deixar, são eles que governam a
casa. Consegue ver aquele quadro ali na parede?
Papai e mamãe… Eu ainda tinha que pedir bênção
a eles. A gente fazia as refeições juntos todos os
dias, e sempre no mesmo horário. Hoje é cada um
para um lado, uma coisa estranha, sabe? Parece
que as coisas mudam e a gente não se adapta.
E vai a gente tentar falar algo… Ninguém ouve,
olham para você como se tivessem muita pena da
sua velhice.
Aqui para cima tem um colégio. Cinco horas
da tarde, eles saem em bando. A gente até evita
estar na rua nesse horário. Por que você pensa
que eles se preocupam com a gente? Só falta eles
nos derrubarem, de tão rápido que eles andam.
As calçadas são estreitas e, se a gente encontrar
uma turma caminhando na nossa direção, quem
você acha que precisa descer, eles ou nós, os
velhos? É a gente… Nem parece que um dia eles
também vão ficar velhos como a gente.
A verdade é que as pessoas estão se
afastando, não estão se importando mais umas
com as outras. Nem os vizinhos a gente conhece
mais. Faz mais de um mês que chegou vizinho
novo na casa que era do Seu Erico e até agora a
gente não sabe quem é que foi morar lá. A Isolda
veio com umas histórias de a gente ir lá fazer
amizade, mas eu falei para ela que essa gente
vive em outro mundo, outros valores, e é capaz
até de pensarem mal da gente se a gente for lá.
Mas você deve achar que eu só sei reclamar,
não é? Tem coisa boa também, claro que tem.
Hoje as pessoas já não sofrem como na nossa
época. Ali faltava tudo, a gente não tinha nem
igreja para ir no domingo, imagine só. O padre
aparecia uma vez a cada dois meses e olhe lá. E
viajar para o centro? Só de carroça, e não tinha
asfalto, não tinha nada. Se chovia, a estrada
virava um lamaçal e a gente tinha que voltar. Isso
mudou, hoje está melhor. Hoje tem todas essas
tecnologias aí, é mais fácil tratar doença também.
Olha, se eu vivesse no tempo do meu pai, acho
que não teria chegado tão longe assim, porque ali
não tinha os remédios que eles precisavam, né?
Só que também tem essa questão da segurança,
que hoje a gente não tem quase nenhuma. A
gente tem até medo que alguém entre aqui em
casa. São dois velhos, o que a gente vai poder
fazer contra o ladrão?
Mas vamos sentar e tomar um café, a Isolda
já preparou. Tem cuque, lá da festa da igreja.
Se você viesse ontem, teria encontrado meu
filho, ele quem trouxe. Depois quero te mostrar
o álbum de fotos do papai. Está meio gasto, as
fotos estão amarelas… Mas é normal, né? São
coisas de outro tempo. Do tempo em que a cidade
caminhava mais devagar.
Adaptado de: <http://www.aescotilha.com.br/cronicas/henrique-fendrich/a-cidade-caminhava-devagar> . Acesso em: 28 jun. 2019.
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