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- Linguagens e Suportes MidiáticosProdução AudiovisualTeorias, Conceitos e Terminologia de Audiovisual e Cinema
Utiliza-se o termo "tomada panorâmica" quando a câmera
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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
“A ciência descreve as coisas como são; a arte, como são sentidas, como se sente que são”, escreveu Fernando Pessoa. A certeza do poeta foi motivo de debates e de uma profusão de tratados filosóficos na passagem do século XVI, com sua crença platônico- pitagórica na matemática como fundamento da ciência e da arte, para o século XVII, quando se percebeu que nem tudo podia ser reduzido a números. Em especial as coisas sentidas.
Um pioneiro dessa visão crítica foi o músico Vincenzo Galilei (1520-1590), pai de Galileu Galilei, que antes do advento da revolução científica já percebia os limites da “matematização”, capaz de gerar mudanças positivas na classificação de algumas ciências, mas ineficaz em outras. “Não somente porque a busca da natureza dos objetos de algumas ciências estava sendo posto em dúvida, como também pelo fato de que as formas de interação entre os conhecimentos práticos, teóricos e dos artesãos se deram de maneiras diversas”, afirma a historiadora Carla Bromberg.
Se, hoje, é mera fonte de prazer, a música, desde a Idade Média, era considerada como uma ciência que tinha por fundamento a aritmética e, consequentemente, seu objeto não era o som, mas o número. Nas universidades, só se aceitava que se teorizasse sobre o mundo sonoro. Dentre os autores desses tratados poucos praticavam a música. “Foi o choque das formas de conhecimento prático e técnico com o teórico que mostrou a necessidade de uma mudança. Defender ideias que contradiziam autoridades e estruturas do pensamento ocidental foi algo que Vincenzo já fazia antes de Galileu.”
Em seus tratados musicais, o tocador de alaúde e teórico musical esboçou um método investigativo inovador. “Na contramão da sua época, Vincenzo preconizou a supremacia da observação e dos experimentos”, nota a pesquisadora. Vincenzo não hesitava em questionar doutrinas tradicionais. “Como não se haviam explicado os problemas de forma a satisfazer o intelecto, foram necessárias uma averiguação e a arguição dos fatos teóricos”, escreveu. Para ele, qualquer que fosse o autor, antigo ou moderno, era preciso contestar alegações falsas, pois uma ideia não deveria ser propagada apenas por causa da autoridade do seu criador.
O alvo de Vincenzo era justamente os adeptos dos conceitos pitagóricos, como Gioseffo Zarlino (1517- 1590), mestre-capela da catedral de São Marcos, em Veneza. Embora tenha sido mestre de Galilei por algum tempo, Zarlino tinha uma leitura tradicional da natureza matemática da música, tentando encaixar na velha moldura pitagórico-platônica legitimada na tradição textual as “novidades sonoras” advindas dos excessos da polifonia. Galilei, a partir de seus experimentos, concluiu que muitas das razões propostas teoricamente não existiam na prática. Vincenzo também percebeu que muitos dos intervalos musicais que o sistema vigente negava existiam e eram matematicamente representáveis.”
Adaptado de HAAG, C. Ainda assim o som se move.
Revista FAPESP. Edição 197 - Julho de 2012
Considere as seguintes hipóteses de deslocamento do vocábulo apenas.
I - depois do vocábulo ideia
II - antes do vocábulo deveria
III - depois do vocábulo criador
Quais delas mantêm o sentido e a correção da frase original?
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No que se refere à paragênese típica de jazida filoneana hidrotermal de baixa temperatura, assinale a alternativa que contém os minerais típicos dessa paragênese.
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Muitas vezes, os materiais são submetidos a operações por longos períodos sob condições de elevada temperatura e tensão mecânica estática, o que gera mudanças em seu comportamento em função do processo de difusão dos átomos, movimento de discordâncias, escorregamento de contornos de grão e da recristalização. Para avaliar esse comportamento, utiliza-se um ensaio, que consiste na aplicação de uma carga inicial e constante durante um período de tempo sob temperaturas elevadas, cujo objetivo é determinar a vida útil do material nessas condições. Qual é o nome desse ensaio?
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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
Quando 2012 for apenas uma página metaforicamente amarelada na Wikipédia, dois eventos globais serão associados ao ano que está terminando: o sucesso do clipe da música Gangnam Style e a suposição de que o mundo poderia acabar no dia 21 de dezembro. Excluindo-se a compreensível percepção de que ouvir Gangnam Style sem parar durante boa parte do ano já foi a própria antessala do apocalipse, é possível identificar pelo menos dois elementos em comum entre a dancinha do cantor coreano Psy e a suposta profecia maia.
Para começar, ambos fizeram rir. Um artista que contasse apenas com o próprio talento musical talvez tivesse um pouco mais de dificuldade para alcançar, em apenas cinco meses, a estratosférica cifra de 1 bilhão de visualizações no YouTube. Mas Psy conquistou a atenção do mundo não porque é o novo Michael Jackson, mas porque milhões de internautas de todas as idades acharam engraçado compartilhar o vídeo em que um sujeito gordinho monta um cavalo imaginário enquanto canta em um idioma incompreensível. Também do fim do mundo versão 2012 pode-se dizer, com alguma tranquilidade, que, ao contrário de anúncios anteriores do apocalipse iminente, este ninguém levou a sério. Nenhuma seita perdida nos confins do Planalto Central, nenhuma tribo obscura nos recônditos do México, nem mesmo aqueles malucos urbanos sempre tão dispostos a adotar a última crença pret-à-porter disponível no mercado: ninguém apareceu para reivindicar contrição e abrigos antimeteoros. (O máximo que os descendentes da civilização maia requereram foi o direito de promover o turismo usando como chamariz uma interpretação estapafúrdia de um calendário, o que parece ter sido suficiente para levar milhões de turistas do apocalipse para a região do sudeste mexicano.) O fim do mundo como o conhecemos em 2012 foi, acima de tudo, uma inesgotável fonte de piadas – muito mais do que de metáforas.
O segundo elemento em comum entre os coreanos e os maias é ainda mais decisivo para entendermos a época em que vivemos: trata-se do visível descompasso entre o tamanho original desses dois assuntos e a dimensão que acabaram tomando. Como se o vídeo do seu cachorro correndo atrás do rabo ou o do seu gato se espreguiçando no sofá fosse parar não apenas no Jornal Nacional, mas no cinema, no rádio e nos computadores pessoais de milhões de pessoas ao redor do planeta. Se o número de fãs que genuinamente curte Gangnam Style é muito menor do que aquela cifra de 1 bilhão de visualizações no YouTube sugere, boa parte deste fenômeno é baseada numa multidão que não existe no mundo real – como aqueles investimentos sem lastro que causaram a crise de 2008. Da mesma forma que a possibilidade do fim do mundo, onipresente na mídia nos últimos dias, nunca realmente existiu, a não ser como blague coletiva explorada até a última gota de nada na nadésima potência.
As melhores e as piores ideias já produzidas pelo homem contemplavam a utopia de uma humanidade guiada em bloco por um mesmo ideal coletivo. Religião, ideologia ou mesmo o medo de que o planeta se transforme em um pastel flutuante no espaço ainda não chegaram perto de produzir qualquer tipo de unanimidade global. Mas a internet pode estar mudando isso. O que temos aprendido nestes primeiros anos de rede mundial é que quanto menos se pretende dizer, maior é a chance de que o mundo inteiro esteja disposto a parar para ouvir.
Adaptado de: LAITANO, C. Gangnam style e o apocalipse.
Zero Hora, Porto Alegre, 22 dez 2012.
Assinale a alternativa que apresenta conteúdo que se pode depreender das ideias veiculadas pelo texto.
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Em relação ao escoamento forçado de um fluido gasoso, com uma temperatura T∞ , em contato com uma superfície plana sólida com uma temperatura Ts , considere as seguintes afirmações relativas ao coeficiente convectivo de transferência de calor h.
I - Seu valor aumenta para um aumento da velocidade do fluido.
II - Seu valor depende das propriedades térmicas e difusivas do fluido e da parede sólida.
III - Seu valor aumenta para um aumento da rugosidade da superfície do sólido.
IV - Seu valor aumenta consideravelmente para um aumento da diferença de temperatura (Ts - T∞).
Quais estão corretas?
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Quanto à utilização de recursos terapêuticos, suas indicações e contraindicações, bem como no que se refere ao manejo adequado da fisioterapia aplicada a condições clínicas, assinale a afirmativa INCORRETA.
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Os microfones capacitivos que necessitam de alimentação do tipo phantom power utilizam
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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
Tenho medo da palavra "prático". Sempre me parece que o que é prático nos tira alguma coisa.
Acho que tudo começou no dia em que cheguei da escola e vi cortado o abacateiro do quintal da minha infância.
"É mais prático. Suja muito" – disse minha avó.
Eu não podia acreditar. Já não bastava terem cimentado o gramadinho onde eu fazia incríveis florestas, agora eu teria apenas aquele toco no meio do cimento para sentar. Francamente! Não gosto do que é prático. Prático me parece mínimo, sem detalhes. E Deus mora nos detalhes.
No mês passado, estive em temporada no centro do Rio. Fazia tempo que eu não andava por lá. Tentei achar um restaurante onde eu costumava ir almoçar com meu pai. Era uma dessas tabernas da Lapa, pequenas, baratas e com comida maravilhosa – vinda de uma senhora portuguesa escondida na cozinha.
Procurei loucamente pelas ruazinhas atrás da Cinelândia e quis gritar de alegria quando vi o mesmo letreiro ainda na porta.
O lugar era o mesmo, mas tinha sido azulejado, os quadros, retirados das paredes e a comida, agora, era cobrada a quilo. Uma fila para servir, outra para pesar, bandejas, talheres ensacados, sachezinhos de sal e nem sequer um caldeirão de caldo verde ou uma lasca de bacalhau que fosse no bufê.
Achei que tinha mudado o dono e apenas mantido o nome, mas, quando olhei pelo quadradinho que dava pra cozinha, lá estava, curiosamente, a mesma senhora, castigada pelo tempo e pelo que é mais prático e econômico.
Lembrei-me da minha avó. Também prática. Também portuguesa. Quando mandou cortar o abacateiro ainda fazia sua própria massa de pastel. Viva fosse, talvez já tivesse se rendido à massa pronta, comprada no supermercado. Teria meu perdão. Quem pode resistir ao que é mais prático e econômico num mundo que justifica tudo pelo custo e pela eficiência?
Mas será que preciso mesmo ficar sacudindo travesseirinhos de sal úmido pelas mesas? Não consigo dizer por que uma coisa tão banal me provoca tanto mal-estar, mas sei exatamente o conforto que me dá um guardanapo de pano furadinho num restaurante decadente que não se rendeu ao bufê a quilo.
A felicidade não é prática e econômica. A felicidade mora nos becos. Quer coisa mais prática e econômica do que uma sala iluminada por uma lâmpada fluorescente? Quer coisa mais triste?
Se tivesse ido ao restaurante para jantar, acho que choraria na calçada.
Adaptado de: FRAGA, Denise. Precisar, não precisa. Folha
de São Paulo, 24/7/2012. Disponível em
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/denisefraga/11245
96-precisar-nao-precisa.shtml. Acessado em 20/1/2013.
Assinale a alternativa em que o sujeito da oração indicada classifica-se como indeterminado, do ponto de vista da norma gramatical.
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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
A preocupação com o tratamento dado aos animais que nos servem de alimento tem origem em um questionamento ainda maior, ao qual a ciência tenta dar uma resposta: seriam os bichos capazes de desenvolver algum tipo de sentimento ou inteligência? Estudos recentes revelam que o cérebro de alguns animais processa tarefas antes atribuídas apenas a seres humanos. Já se sabe que os elefantes adotam um comportamento semelhante ao luto quando um integrante da manada morre. Pássaros como o corvo sabem confeccionar e usar ferramentas para construir seus ninhos. Ratos tendem a imitar os movimentos de outros membros da espécie ao vê-los se contorcer de dor. O exemplo mais notável de animal que apresenta um tipo de inteligência evoluída é o bonobo, um membro da família dos chimpanzés. Cientistas americanos conseguiram que um exemplar desses primatas desenvolvesse um sistema complexo de comunicação. Ele compreende cerca de 380 palavras e, por meio de um tabuleiro com cartões coloridos, as ordena de modo a compor frases. O bonobo também consegue expressar noções de tempo e grandeza.
Com isso, os defensores dos animais ganharam mais argumentos para tentar mudar as leis a favor de seus protegidos. Há dois anos, o Parlamento espanhol estendeu alguns direitos humanos a chimpanzés, gorilas, orangotangos e, claro, bonobos. O país das touradas decidiu que os primatas não podem ser torturados nem mortos (salvo em casos de defesa contra ataque). “Quando o homem começa a perceber que os animais têm algumas características semelhantes às suas, fica menos suscetível a submetê-los a tratamentos que resultem em dor ou sofrimento”, disse a VEJA a advogada americana Pamela Frasch, especialista em legislação dos direitos dos animais."
Adaptado de: Sinais de Inteligência. Revista Veja,
8/10/2010, edição 2181, p. 129 Disponível em
http://veja.abril.com.br/acervodigital/home.aspx. Acessado
em 16/1/2013.
Considere as seguintes propostas de reformulação da pontuação do texto.
I - Inserir uma vírgula depois do vocábulo tarefas.
II - Substituir o ponto que segue o vocábulo comunicação por dois pontos, com o devido ajuste no emprego de maiúsculas e minúsculas.
III - Suprimir a vírgula que segue o vocábulo e.
Quais estão corretas do ponto de vista da norma gramatical e conservam o sentido original do texto?
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