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Geração Y – Quem são esses caras

Por Carla Matsu e Luana Schabib

É o tempo de quem não sabe o que quer e, na dúvida, faz tudo. É o tempo de quem nasceu com a possibilidade de se conectar a um mundo ligado por cabos de fibra ótica (aqueles mesmos monitorados pela agência americana NSA), pela cultura pop, economia e informação on demand. Este é o tempo do instantâneo, da superexposição, do tutorial, da gameficação e, ao mesmo tempo, da individualidade e do narcisismo. Não à toa, o dicionário Oxford elegeu, em 2013, selfie como o termo do ano, para as fotos tiradas de si mesmo e publicadas nas redes sociais: eu e meu prato de comida; eu e meu look do dia diante do espelho; eu e meu ciberativismo. Eu, eu, eu. Eu e o mundo, o meu mundo.

As tecnologias tornaram acessíveis o conhecimento e as inúmeras referências. A partir da Internet, que teve sua operação comercial liberada no Brasil em 1995, tudo passou a ser possível: aprender a tocar piano ouvindo Bach no YouTube; descobrir informações que levam ao mapeamento de células cancerígenas; se divertir no site Buzzfeed com uma lista de imagens de gatinhos fofos; ou reunir pelo Facebook uma multidão de jovens para discutir o passe livre em praça pública. Esse é o contexto em que os millennials, jovens enquadrados na Geração Y, vivem. A diferença entre eles e as gerações anteriores é justamente o fato de terem nascido no boom das transformações tecnológicas, que levaram à popularização da Internet e suas consequências sociais.

Se ainda não ocupam, eles logo ocuparão espaços em que suas vozes serão cada vez mais ouvidas. O que isso significa? Que será preciso conviver, entender e criar com esses “jovens” – entre aspas mesmo porque estamos ficando velhos! [...]. A Geração Y está com a faca, o queijo e um smartphone na mão.

A Geração Y é a que nasceu entre 1980 e 1995. Dos poucos mais de 201 milhões de brasileiros, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) deste ano, cerca de 55 milhões têm idades entre 18 e 33 anos.

A Geração anterior, a X (nascidos entre 1965 e 1980), vivenciou o que se passou a chamar de “década perdida”: tempos de crises econômicas, final da ditadura militar, surgimento da AIDS. Já os jovens da Y se viram em um contexto de maior estabilidade, segurança e prosperidade: Plano Real e Governo Lula. E 79% desses jovens brasileiros acreditam que o País é influente no cenário global, de acordo com a pesquisa 8095 (referente aos anos da Geração Y), feita pela Edelman, empresa multinacional de relações públicas.

De lá para cá, já passamos pelo acesso discado da meia-noite às 5 horas da manhã (contava como um pulso só, lembram?), pelos primeiros downloads, músicas por torrent, salas de bate-papo, aprendizado de inglês jogando videogame, Orkut e o apogeu das redes sociais. Até aqui OK. Mas, ao se debruçar sobre essa parcela de jovens, é preciso lembrar o contexto em que cresceram, além de outro fator dominante: eles são filhos de uma geração de pessoas, que, ao atingirem a idade para entrar no mercado trabalho, as possibilidades estavam mais direcionadas a “garantias”. Estabilidade significava salário fixo e crescente. Ser médico, advogado ou engenheiro era o que se esperava para um jovem.

Com o equilíbrio financeiro que conseguiram, depois de muitas vezes terem se privado de lazer, alguns desejos e vontades foram internalizados e projetados para seus filhos. Esse cenário permite aos jovens de agora a liberdade e a poesia para escolherem a vida que sonham.

[...]

“O mais interessante de tudo é que estamos chegando ao momento em que essa geração se aproxima cada vez mais do poder. Mas trocas de guarda não são novidade. O contraste, desta vez, é que o modus operandi entre a geração mais velha e a que está em cena é radicalmente diferente. A anterior é do planeta analógico, esta, do digital. No Brasil, gerações anteriores à Y foram responsáveis por mudanças e conquistas essenciais para a democracia. A Y, por sua vez, ainda procura encontrar o seu lugar no mundo, vencer a insegurança e entender tanto a que veio quanto ao que pode efetivamente fazer”, diz Ronaldo Lemos, 37 anos, diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas.

Rita Almeida, 53 anos, sócia fundadora da CO.R Inovação, empresa paulistana de estratégias de marcas, finaliza: “Quem se permite ficar verdadeiramente perto dessa geração, sem medo e de coração aberto para trocar, ensinar e aprender, aprender e ensinar, é quem está conseguindo melhor interagir com esses jovens. Somos parte de um todo, independente de uma geração”.

Tecnicamente, portanto, os jovens da Geração Y são 55 milhões de brasileiros, entre 18 e 33 anos, conectados, proativos e com lógicas surpreendentes. Os chamados millennials estão superexpostos e bem próximos da vida alheia. Têm boas ideias coletivas, são narcisistas e levam a sério a ideia de felicidade em todas as etapas da vida, inclusive no trabalho. Mas, se você prestar um pouco atenção, vai reconhecer gente de 50, 60 anos... nessa turma.

Já já, seremos nós lidando com a Geração Z, que está chegando com iPads, Androids, PS4, disposição e liderança, em uma lógica um pouco mais complexa do que a nossa em relação ao mundo digital – eles têm menos filtros e, possivelmente, menos limites.

Revista Brasileiros, nº 77, dez. 2013, p. 52. [Adaptado para fins pedagógicos]

A palavra “mas” em destaque no fragmento " Mas trocas de guarda não são novidade" pode ser substituída, preservando-se o sentido da informação, por

 

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Geração Y – Quem são esses caras

Por Carla Matsu e Luana Schabib

É o tempo de quem não sabe o que quer e, na dúvida, faz tudo. É o tempo de quem nasceu com a possibilidade de se conectar a um mundo ligado por cabos de fibra ótica (aqueles mesmos monitorados pela agência americana NSA), pela cultura pop, economia e informação on demand. Este é o tempo do instantâneo, da superexposição, do tutorial, da gameficação e, ao mesmo tempo, da individualidade e do narcisismo. Não à toa, o dicionário Oxford elegeu, em 2013, selfie como o termo do ano, para as fotos tiradas de si mesmo e publicadas nas redes sociais: eu e meu prato de comida; eu e meu look do dia diante do espelho; eu e meu ciberativismo. Eu, eu, eu. Eu e o mundo, o meu mundo.

As tecnologias tornaram acessíveis o conhecimento e as inúmeras referências. A partir da Internet, que teve sua operação comercial liberada no Brasil em 1995, tudo passou a ser possível: aprender a tocar piano ouvindo Bach no YouTube; descobrir informações que levam ao mapeamento de células cancerígenas; se divertir no site Buzzfeed com uma lista de imagens de gatinhos fofos; ou reunir pelo Facebook uma multidão de jovens para discutir o passe livre em praça pública. Esse é o contexto em que os millennials, jovens enquadrados na Geração Y, vivem. A diferença entre eles e as gerações anteriores é justamente o fato de terem nascido no boom das transformações tecnológicas, que levaram à popularização da Internet e suas consequências sociais.

Se ainda não ocupam, eles logo ocuparão espaços em que suas vozes serão cada vez mais ouvidas. O que isso significa? Que será preciso conviver, entender e criar com esses “jovens” – entre aspas mesmo porque estamos ficando velhos! [...]. A Geração Y está com a faca, o queijo e um smartphone na mão.

A Geração Y é a que nasceu entre 1980 e 1995. Dos poucos mais de 201 milhões de brasileiros, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) deste ano, cerca de 55 milhões têm idades entre 18 e 33 anos.

A Geração anterior, a X (nascidos entre 1965 e 1980), vivenciou o que se passou a chamar de “década perdida”: tempos de crises econômicas, final da ditadura militar, surgimento da AIDS. Já os jovens da Y se viram em um contexto de maior estabilidade, segurança e prosperidade: Plano Real e Governo Lula. E 79% desses jovens brasileiros acreditam que o País é influente no cenário global, de acordo com a pesquisa 8095 (referente aos anos da Geração Y), feita pela Edelman, empresa multinacional de relações públicas.

De lá para cá, já passamos pelo acesso discado da meia-noite às 5 horas da manhã (contava como um pulso só, lembram?), pelos primeiros downloads, músicas por torrent, salas de bate-papo, aprendizado de inglês jogando videogame, Orkut e o apogeu das redes sociais. Até aqui OK. Mas, ao se debruçar sobre essa parcela de jovens, é preciso lembrar o contexto em que cresceram, além de outro fator dominante: eles são filhos de uma geração de pessoas, que, ao atingirem a idade para entrar no mercado trabalho, as possibilidades estavam mais direcionadas a “garantias”. Estabilidade significava salário fixo e crescente. Ser médico, advogado ou engenheiro era o que se esperava para um jovem.

Com o equilíbrio financeiro que conseguiram, depois de muitas vezes terem se privado de lazer, alguns desejos e vontades foram internalizados e projetados para seus filhos. Esse cenário permite aos jovens de agora a liberdade e a poesia para escolherem a vida que sonham.

[...]

“O mais interessante de tudo é que estamos chegando ao momento em que essa geração se aproxima cada vez mais do poder. Mas trocas de guarda não são novidade. O contraste, desta vez, é que o modus operandi entre a geração mais velha e a que está em cena é radicalmente diferente. A anterior é do planeta analógico, esta, do digital. No Brasil, gerações anteriores à Y foram responsáveis por mudanças e conquistas essenciais para a democracia. A Y, por sua vez, ainda procura encontrar o seu lugar no mundo, vencer a insegurança e entender tanto a que veio quanto ao que pode efetivamente fazer”, diz Ronaldo Lemos, 37 anos, diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas.

Rita Almeida, 53 anos, sócia fundadora da CO.R Inovação, empresa paulistana de estratégias de marcas, finaliza: “Quem se permite ficar verdadeiramente perto dessa geração, sem medo e de coração aberto para trocar, ensinar e aprender, aprender e ensinar, é quem está conseguindo melhor interagir com esses jovens. Somos parte de um todo, independente de uma geração”.

Tecnicamente, portanto, os jovens da Geração Y são 55 milhões de brasileiros, entre 18 e 33 anos, conectados, proativos e com lógicas surpreendentes. Os chamados millennials estão superexpostos e bem próximos da vida alheia. Têm boas ideias coletivas, são narcisistas e levam a sério a ideia de felicidade em todas as etapas da vida, inclusive no trabalho. Mas, se você prestar um pouco atenção, vai reconhecer gente de 50, 60 anos... nessa turma.

Já já, seremos nós lidando com a Geração Z, que está chegando com iPads, Androids, PS4, disposição e liderança, em uma lógica um pouco mais complexa do que a nossa em relação ao mundo digital – eles têm menos filtros e, possivelmente, menos limites.

Revista Brasileiros, nº 77, dez. 2013, p. 52. [Adaptado para fins pedagógicos]

Na expressão “De lá para cá”, presente no 6º parágrafo, os vocábulos “lá” e “cá”, respectivamente, retomam

 

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Por Carla Matsu e Luana Schabib

É o tempo de quem não sabe o que quer e, na dúvida, faz tudo. É o tempo de quem nasceu com a possibilidade de se conectar a um mundo ligado por cabos de fibra ótica (aqueles mesmos monitorados pela agência americana NSA), pela cultura pop, economia e informação on demand. Este é o tempo do instantâneo, da superexposição, do tutorial, da gameficação e, ao mesmo tempo, da individualidade e do narcisismo. Não à toa, o dicionário Oxford elegeu, em 2013, selfie como o termo do ano, para as fotos tiradas de si mesmo e publicadas nas redes sociais: eu e meu prato de comida; eu e meu look do dia diante do espelho; eu e meu ciberativismo. Eu, eu, eu. Eu e o mundo, o meu mundo.

As tecnologias tornaram acessíveis o conhecimento e as inúmeras referências. A partir da Internet, que teve sua operação comercial liberada no Brasil em 1995, tudo passou a ser possível: aprender a tocar piano ouvindo Bach no YouTube; descobrir informações que levam ao mapeamento de células cancerígenas; se divertir no site Buzzfeed com uma lista de imagens de gatinhos fofos; ou reunir pelo Facebook uma multidão de jovens para discutir o passe livre em praça pública. Esse é o contexto em que os millennials, jovens enquadrados na Geração Y, vivem. A diferença entre eles e as gerações anteriores é justamente o fato de terem nascido no boom das transformações tecnológicas, que levaram à popularização da Internet e suas consequências sociais.

Se ainda não ocupam, eles logo ocuparão espaços em que suas vozes serão cada vez mais ouvidas. O que isso significa? Que será preciso conviver, entender e criar com esses “jovens” – entre aspas mesmo porque estamos ficando velhos! [...]. A Geração Y está com a faca, o queijo e um smartphone na mão.

A Geração Y é a que nasceu entre 1980 e 1995. Dos poucos mais de 201 milhões de brasileiros, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) deste ano, cerca de 55 milhões têm idades entre 18 e 33 anos.

A Geração anterior, a X (nascidos entre 1965 e 1980), vivenciou o que se passou a chamar de “década perdida”: tempos de crises econômicas, final da ditadura militar, surgimento da AIDS. Já os jovens da Y se viram em um contexto de maior estabilidade, segurança e prosperidade: Plano Real e Governo Lula. E 79% desses jovens brasileiros acreditam que o País é influente no cenário global, de acordo com a pesquisa 8095 (referente aos anos da Geração Y), feita pela Edelman, empresa multinacional de relações públicas.

De lá para cá, já passamos pelo acesso discado da meia-noite às 5 horas da manhã (contava como um pulso só, lembram?), pelos primeiros downloads, músicas por torrent, salas de bate-papo, aprendizado de inglês jogando videogame, Orkut e o apogeu das redes sociais. Até aqui OK. Mas, ao se debruçar sobre essa parcela de jovens, é preciso lembrar o contexto em que cresceram, além de outro fator dominante: eles são filhos de uma geração de pessoas, que, ao atingirem a idade para entrar no mercado trabalho, as possibilidades estavam mais direcionadas a “garantias”. Estabilidade significava salário fixo e crescente. Ser médico, advogado ou engenheiro era o que se esperava para um jovem.

Com o equilíbrio financeiro que conseguiram, depois de muitas vezes terem se privado de lazer, alguns desejos e vontades foram internalizados e projetados para seus filhos. Esse cenário permite aos jovens de agora a liberdade e a poesia para escolherem a vida que sonham.

[...]

“O mais interessante de tudo é que estamos chegando ao momento em que essa geração se aproxima cada vez mais do poder. Mas trocas de guarda não são novidade. O contraste, desta vez, é que o modus operandi entre a geração mais velha e a que está em cena é radicalmente diferente. A anterior é do planeta analógico, esta, do digital. No Brasil, gerações anteriores à Y foram responsáveis por mudanças e conquistas essenciais para a democracia. A Y, por sua vez, ainda procura encontrar o seu lugar no mundo, vencer a insegurança e entender tanto a que veio quanto ao que pode efetivamente fazer”, diz Ronaldo Lemos, 37 anos, diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas.

Rita Almeida, 53 anos, sócia fundadora da CO.R Inovação, empresa paulistana de estratégias de marcas, finaliza: “Quem se permite ficar verdadeiramente perto dessa geração, sem medo e de coração aberto para trocar, ensinar e aprender, aprender e ensinar, é quem está conseguindo melhor interagir com esses jovens. Somos parte de um todo, independente de uma geração”.

Tecnicamente, portanto, os jovens da Geração Y são 55 milhões de brasileiros, entre 18 e 33 anos, conectados, proativos e com lógicas surpreendentes. Os chamados millennials estão superexpostos e bem próximos da vida alheia. Têm boas ideias coletivas, são narcisistas e levam a sério a ideia de felicidade em todas as etapas da vida, inclusive no trabalho. Mas, se você prestar um pouco atenção, vai reconhecer gente de 50, 60 anos... nessa turma.

Já já, seremos nós lidando com a Geração Z, que está chegando com iPads, Androids, PS4, disposição e liderança, em uma lógica um pouco mais complexa do que a nossa em relação ao mundo digital – eles têm menos filtros e, possivelmente, menos limites.

Revista Brasileiros, nº 77, dez. 2013, p. 52. [Adaptado para fins pedagógicos]

A questão abaixo refere-se ao fragmento reproduzido a seguir.

As tecnologias tornaram acessíveis o conhecimento e as inúmeras referências. A partir da Internet, que teve sua operação comercial liberada no Brasil em 1995, tudo passou a ser possível: aprender a tocar piano ouvindo Bach no YouTube; descobrir informações que levam ao mapeamento de células cancerígenas; se divertir no site Buzzfeed com uma lista de imagens de gatinhos fofos; ou reunir pelo Facebook uma multidão de jovens para discutir o passe livre em praça pública.

O fragmento sublinhado é uma oração

 

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É o tempo de quem não sabe o que quer e, na dúvida, faz tudo. É o tempo de quem nasceu com a possibilidade de se conectar a um mundo ligado por cabos de fibra ótica (aqueles mesmos monitorados pela agência americana NSA), pela cultura pop, economia e informação on demand. Este é o tempo do instantâneo, da superexposição, do tutorial, da gameficação e, ao mesmo tempo, da individualidade e do narcisismo. Não à toa, o dicionário Oxford elegeu, em 2013, selfie como o termo do ano, para as fotos tiradas de si mesmo e publicadas nas redes sociais: eu e meu prato de comida; eu e meu look do dia diante do espelho; eu e meu ciberativismo. Eu, eu, eu. Eu e o mundo, o meu mundo.

As tecnologias tornaram acessíveis o conhecimento e as inúmeras referências. A partir da Internet, que teve sua operação comercial liberada no Brasil em 1995, tudo passou a ser possível: aprender a tocar piano ouvindo Bach no YouTube; descobrir informações que levam ao mapeamento de células cancerígenas; se divertir no site Buzzfeed com uma lista de imagens de gatinhos fofos; ou reunir pelo Facebook uma multidão de jovens para discutir o passe livre em praça pública. Esse é o contexto em que os millennials, jovens enquadrados na Geração Y, vivem. A diferença entre eles e as gerações anteriores é justamente o fato de terem nascido no boom das transformações tecnológicas, que levaram à popularização da Internet e suas consequências sociais.

Se ainda não ocupam, eles logo ocuparão espaços em que suas vozes serão cada vez mais ouvidas. O que isso significa? Que será preciso conviver, entender e criar com esses “jovens” – entre aspas mesmo porque estamos ficando velhos! [...]. A Geração Y está com a faca, o queijo e um smartphone na mão.

A Geração Y é a que nasceu entre 1980 e 1995. Dos poucos mais de 201 milhões de brasileiros, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) deste ano, cerca de 55 milhões têm idades entre 18 e 33 anos.

A Geração anterior, a X (nascidos entre 1965 e 1980), vivenciou o que se passou a chamar de “década perdida”: tempos de crises econômicas, final da ditadura militar, surgimento da AIDS. Já os jovens da Y se viram em um contexto de maior estabilidade, segurança e prosperidade: Plano Real e Governo Lula. E 79% desses jovens brasileiros acreditam que o País é influente no cenário global, de acordo com a pesquisa 8095 (referente aos anos da Geração Y), feita pela Edelman, empresa multinacional de relações públicas.

De lá para cá, já passamos pelo acesso discado da meia-noite às 5 horas da manhã (contava como um pulso só, lembram?), pelos primeiros downloads, músicas por torrent, salas de bate-papo, aprendizado de inglês jogando videogame, Orkut e o apogeu das redes sociais. Até aqui OK. Mas, ao se debruçar sobre essa parcela de jovens, é preciso lembrar o contexto em que cresceram, além de outro fator dominante: eles são filhos de uma geração de pessoas, que, ao atingirem a idade para entrar no mercado trabalho, as possibilidades estavam mais direcionadas a “garantias”. Estabilidade significava salário fixo e crescente. Ser médico, advogado ou engenheiro era o que se esperava para um jovem.

Com o equilíbrio financeiro que conseguiram, depois de muitas vezes terem se privado de lazer, alguns desejos e vontades foram internalizados e projetados para seus filhos. Esse cenário permite aos jovens de agora a liberdade e a poesia para escolherem a vida que sonham.

[...]

“O mais interessante de tudo é que estamos chegando ao momento em que essa geração se aproxima cada vez mais do poder. Mas trocas de guarda não são novidade. O contraste, desta vez, é que o modus operandi entre a geração mais velha e a que está em cena é radicalmente diferente. A anterior é do planeta analógico, esta, do digital. No Brasil, gerações anteriores à Y foram responsáveis por mudanças e conquistas essenciais para a democracia. A Y, por sua vez, ainda procura encontrar o seu lugar no mundo, vencer a insegurança e entender tanto a que veio quanto ao que pode efetivamente fazer”, diz Ronaldo Lemos, 37 anos, diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas.

Rita Almeida, 53 anos, sócia fundadora da CO.R Inovação, empresa paulistana de estratégias de marcas, finaliza: “Quem se permite ficar verdadeiramente perto dessa geração, sem medo e de coração aberto para trocar, ensinar e aprender, aprender e ensinar, é quem está conseguindo melhor interagir com esses jovens. Somos parte de um todo, independente de uma geração”.

Tecnicamente, portanto, os jovens da Geração Y são 55 milhões de brasileiros, entre 18 e 33 anos, conectados, proativos e com lógicas surpreendentes. Os chamados millennials estão superexpostos e bem próximos da vida alheia. Têm boas ideias coletivas, são narcisistas e levam a sério a ideia de felicidade em todas as etapas da vida, inclusive no trabalho. Mas, se você prestar um pouco atenção, vai reconhecer gente de 50, 60 anos... nessa turma.

Já já, seremos nós lidando com a Geração Z, que está chegando com iPads, Androids, PS4, disposição e liderança, em uma lógica um pouco mais complexa do que a nossa em relação ao mundo digital – eles têm menos filtros e, possivelmente, menos limites.

Revista Brasileiros, nº 77, dez. 2013, p. 52. [Adaptado para fins pedagógicos]

A questão abaixo refere-se ao fragmento reproduzido a seguir.

As tecnologias tornaram acessíveis o conhecimento e as inúmeras referências. A partir da Internet, que teve sua operação comercial liberada no Brasil em 1995, tudo passou a ser possível: aprender a tocar piano ouvindo Bach no YouTube; descobrir informações que levam ao mapeamento de células cancerígenas; se divertir no site Buzzfeed com uma lista de imagens de gatinhos fofos; ou reunir pelo Facebook uma multidão de jovens para discutir o passe livre em praça pública.

Considere as afirmativas a seguir.

I No trecho, há dois períodos e nove orações.

II O acento das palavras “acessíveis” e “células” justifica-se, respectivamente, pela mesma regra do acentos de “referências” e de “público”.

III A palavra “acessíveis” é predicativo do objeto direto “o conhecimento e as inúmeras referências”.

IV Os vocábulos “que” em destaque retomam, respectivamente, “Internet” e “informações” e exercem a função de objeto direto.

Estão corretas as afirmativas

 

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Por Carla Matsu e Luana Schabib

É o tempo de quem não sabe o que quer e, na dúvida, faz tudo. É o tempo de quem nasceu com a possibilidade de se conectar a um mundo ligado por cabos de fibra ótica (aqueles mesmos monitorados pela agência americana NSA), pela cultura pop, economia e informação on demand. Este é o tempo do instantâneo, da superexposição, do tutorial, da gameficação e, ao mesmo tempo, da individualidade e do narcisismo. Não à toa, o dicionário Oxford elegeu, em 2013, selfie como o termo do ano, para as fotos tiradas de si mesmo e publicadas nas redes sociais: eu e meu prato de comida; eu e meu look do dia diante do espelho; eu e meu ciberativismo. Eu, eu, eu. Eu e o mundo, o meu mundo.

As tecnologias tornaram acessíveis o conhecimento e as inúmeras referências. A partir da Internet, que teve sua operação comercial liberada no Brasil em 1995, tudo passou a ser possível: aprender a tocar piano ouvindo Bach no YouTube; descobrir informações que levam ao mapeamento de células cancerígenas; se divertir no site Buzzfeed com uma lista de imagens de gatinhos fofos; ou reunir pelo Facebook uma multidão de jovens para discutir o passe livre em praça pública. Esse é o contexto em que os millennials, jovens enquadrados na Geração Y, vivem. A diferença entre eles e as gerações anteriores é justamente o fato de terem nascido no boom das transformações tecnológicas, que levaram à popularização da Internet e suas consequências sociais.

Se ainda não ocupam, eles logo ocuparão espaços em que suas vozes serão cada vez mais ouvidas. O que isso significa? Que será preciso conviver, entender e criar com esses “jovens” – entre aspas mesmo porque estamos ficando velhos! [...]. A Geração Y está com a faca, o queijo e um smartphone na mão.

A Geração Y é a que nasceu entre 1980 e 1995. Dos poucos mais de 201 milhões de brasileiros, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) deste ano, cerca de 55 milhões têm idades entre 18 e 33 anos.

A Geração anterior, a X (nascidos entre 1965 e 1980), vivenciou o que se passou a chamar de “década perdida”: tempos de crises econômicas, final da ditadura militar, surgimento da AIDS. Já os jovens da Y se viram em um contexto de maior estabilidade, segurança e prosperidade: Plano Real e Governo Lula. E 79% desses jovens brasileiros acreditam que o País é influente no cenário global, de acordo com a pesquisa 8095 (referente aos anos da Geração Y), feita pela Edelman, empresa multinacional de relações públicas.

De lá para cá, já passamos pelo acesso discado da meia-noite às 5 horas da manhã (contava como um pulso só, lembram?), pelos primeiros downloads, músicas por torrent, salas de bate-papo, aprendizado de inglês jogando videogame, Orkut e o apogeu das redes sociais. Até aqui OK. Mas, ao se debruçar sobre essa parcela de jovens, é preciso lembrar o contexto em que cresceram, além de outro fator dominante: eles são filhos de uma geração de pessoas, que, ao atingirem a idade para entrar no mercado trabalho, as possibilidades estavam mais direcionadas a “garantias”. Estabilidade significava salário fixo e crescente. Ser médico, advogado ou engenheiro era o que se esperava para um jovem.

Com o equilíbrio financeiro que conseguiram, depois de muitas vezes terem se privado de lazer, alguns desejos e vontades foram internalizados e projetados para seus filhos. Esse cenário permite aos jovens de agora a liberdade e a poesia para escolherem a vida que sonham.

[...]

“O mais interessante de tudo é que estamos chegando ao momento em que essa geração se aproxima cada vez mais do poder. Mas trocas de guarda não são novidade. O contraste, desta vez, é que o modus operandi entre a geração mais velha e a que está em cena é radicalmente diferente. A anterior é do planeta analógico, esta, do digital. No Brasil, gerações anteriores à Y foram responsáveis por mudanças e conquistas essenciais para a democracia. A Y, por sua vez, ainda procura encontrar o seu lugar no mundo, vencer a insegurança e entender tanto a que veio quanto ao que pode efetivamente fazer”, diz Ronaldo Lemos, 37 anos, diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas.

Rita Almeida, 53 anos, sócia fundadora da CO.R Inovação, empresa paulistana de estratégias de marcas, finaliza: “Quem se permite ficar verdadeiramente perto dessa geração, sem medo e de coração aberto para trocar, ensinar e aprender, aprender e ensinar, é quem está conseguindo melhor interagir com esses jovens. Somos parte de um todo, independente de uma geração”.

Tecnicamente, portanto, os jovens da Geração Y são 55 milhões de brasileiros, entre 18 e 33 anos, conectados, proativos e com lógicas surpreendentes. Os chamados millennials estão superexpostos e bem próximos da vida alheia. Têm boas ideias coletivas, são narcisistas e levam a sério a ideia de felicidade em todas as etapas da vida, inclusive no trabalho. Mas, se você prestar um pouco atenção, vai reconhecer gente de 50, 60 anos... nessa turma.

Já já, seremos nós lidando com a Geração Z, que está chegando com iPads, Androids, PS4, disposição e liderança, em uma lógica um pouco mais complexa do que a nossa em relação ao mundo digital – eles têm menos filtros e, possivelmente, menos limites.

Revista Brasileiros, nº 77, dez. 2013, p. 52. [Adaptado para fins pedagógicos]

A questão abaixo refere-se ao fragmento reproduzido a seguir.

As tecnologias tornaram acessíveis o conhecimento e as inúmeras referências. A partir da Internet, que teve sua operação comercial liberada no Brasil em 1995, tudo passou a ser possível: aprender a tocar piano ouvindo Bach no YouTube; descobrir informações que levam ao mapeamento de células cancerígenas; se divertir no site Buzzfeed com uma lista de imagens de gatinhos fofos; ou reunir pelo Facebook uma multidão de jovens para discutir o passe livre em praça pública.

O uso do ponto e vírgula no trecho justifica-se porque separa

 

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Geração Y – Quem são esses caras

Por Carla Matsu e Luana Schabib

É o tempo de quem não sabe o que quer e, na dúvida, faz tudo. É o tempo de quem nasceu com a possibilidade de se conectar a um mundo ligado por cabos de fibra ótica (aqueles mesmos monitorados pela agência americana NSA), pela cultura pop, economia e informação on demand. Este é o tempo do instantâneo, da superexposição, do tutorial, da gameficação e, ao mesmo tempo, da individualidade e do narcisismo. Não à toa, o dicionário Oxford elegeu, em 2013, selfie como o termo do ano, para as fotos tiradas de si mesmo e publicadas nas redes sociais: eu e meu prato de comida; eu e meu look do dia diante do espelho; eu e meu ciberativismo. Eu, eu, eu. Eu e o mundo, o meu mundo.

As tecnologias tornaram acessíveis o conhecimento e as inúmeras referências. A partir da Internet, que teve sua operação comercial liberada no Brasil em 1995, tudo passou a ser possível: aprender a tocar piano ouvindo Bach no YouTube; descobrir informações que levam ao mapeamento de células cancerígenas; se divertir no site Buzzfeed com uma lista de imagens de gatinhos fofos; ou reunir pelo Facebook uma multidão de jovens para discutir o passe livre em praça pública. Esse é o contexto em que os millennials, jovens enquadrados na Geração Y, vivem. A diferença entre eles e as gerações anteriores é justamente o fato de terem nascido no boom das transformações tecnológicas, que levaram à popularização da Internet e suas consequências sociais.

Se ainda não ocupam, eles logo ocuparão espaços em que suas vozes serão cada vez mais ouvidas. O que isso significa? Que será preciso conviver, entender e criar com esses “jovens” – entre aspas mesmo porque estamos ficando velhos! [...]. A Geração Y está com a faca, o queijo e um smartphone na mão.

A Geração Y é a que nasceu entre 1980 e 1995. Dos poucos mais de 201 milhões de brasileiros, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) deste ano, cerca de 55 milhões têm idades entre 18 e 33 anos.

A Geração anterior, a X (nascidos entre 1965 e 1980), vivenciou o que se passou a chamar de “década perdida”: tempos de crises econômicas, final da ditadura militar, surgimento da AIDS. Já os jovens da Y se viram em um contexto de maior estabilidade, segurança e prosperidade: Plano Real e Governo Lula. E 79% desses jovens brasileiros acreditam que o País é influente no cenário global, de acordo com a pesquisa 8095 (referente aos anos da Geração Y), feita pela Edelman, empresa multinacional de relações públicas.

De lá para cá, já passamos pelo acesso discado da meia-noite às 5 horas da manhã (contava como um pulso só, lembram?), pelos primeiros downloads, músicas por torrent, salas de bate-papo, aprendizado de inglês jogando videogame, Orkut e o apogeu das redes sociais. Até aqui OK. Mas, ao se debruçar sobre essa parcela de jovens, é preciso lembrar o contexto em que cresceram, além de outro fator dominante: eles são filhos de uma geração de pessoas, que, ao atingirem a idade para entrar no mercado trabalho, as possibilidades estavam mais direcionadas a “garantias”. Estabilidade significava salário fixo e crescente. Ser médico, advogado ou engenheiro era o que se esperava para um jovem.

Com o equilíbrio financeiro que conseguiram, depois de muitas vezes terem se privado de lazer, alguns desejos e vontades foram internalizados e projetados para seus filhos. Esse cenário permite aos jovens de agora a liberdade e a poesia para escolherem a vida que sonham.

[...]

“O mais interessante de tudo é que estamos chegando ao momento em que essa geração se aproxima cada vez mais do poder. Mas trocas de guarda não são novidade. O contraste, desta vez, é que o modus operandi entre a geração mais velha e a que está em cena é radicalmente diferente. A anterior é do planeta analógico, esta, do digital. No Brasil, gerações anteriores à Y foram responsáveis por mudanças e conquistas essenciais para a democracia. A Y, por sua vez, ainda procura encontrar o seu lugar no mundo, vencer a insegurança e entender tanto a que veio quanto ao que pode efetivamente fazer”, diz Ronaldo Lemos, 37 anos, diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas.

Rita Almeida, 53 anos, sócia fundadora da CO.R Inovação, empresa paulistana de estratégias de marcas, finaliza: “Quem se permite ficar verdadeiramente perto dessa geração, sem medo e de coração aberto para trocar, ensinar e aprender, aprender e ensinar, é quem está conseguindo melhor interagir com esses jovens. Somos parte de um todo, independente de uma geração”.

Tecnicamente, portanto, os jovens da Geração Y são 55 milhões de brasileiros, entre 18 e 33 anos, conectados, proativos e com lógicas surpreendentes. Os chamados millennials estão superexpostos e bem próximos da vida alheia. Têm boas ideias coletivas, são narcisistas e levam a sério a ideia de felicidade em todas as etapas da vida, inclusive no trabalho. Mas, se você prestar um pouco atenção, vai reconhecer gente de 50, 60 anos... nessa turma.

Já já, seremos nós lidando com a Geração Z, que está chegando com iPads, Androids, PS4, disposição e liderança, em uma lógica um pouco mais complexa do que a nossa em relação ao mundo digital – eles têm menos filtros e, possivelmente, menos limites.

Revista Brasileiros, nº 77, dez. 2013, p. 52. [Adaptado para fins pedagógicos]

A partir da leitura global do texto, é correto afirmar que

 

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Geração Y – Quem são esses caras

Por Carla Matsu e Luana Schabib

É o tempo de quem não sabe o que quer e, na dúvida, faz tudo. É o tempo de quem nasceu com a possibilidade de se conectar a um mundo ligado por cabos de fibra ótica (aqueles mesmos monitorados pela agência americana NSA), pela cultura pop, economia e informação on demand. Este é o tempo do instantâneo, da superexposição, do tutorial, da gameficação e, ao mesmo tempo, da individualidade e do narcisismo. Não à toa, o dicionário Oxford elegeu, em 2013, selfie como o termo do ano, para as fotos tiradas de si mesmo e publicadas nas redes sociais: eu e meu prato de comida; eu e meu look do dia diante do espelho; eu e meu ciberativismo. Eu, eu, eu. Eu e o mundo, o meu mundo.

As tecnologias tornaram acessíveis o conhecimento e as inúmeras referências. A partir da Internet, que teve sua operação comercial liberada no Brasil em 1995, tudo passou a ser possível: aprender a tocar piano ouvindo Bach no YouTube; descobrir informações que levam ao mapeamento de células cancerígenas; se divertir no site Buzzfeed com uma lista de imagens de gatinhos fofos; ou reunir pelo Facebook uma multidão de jovens para discutir o passe livre em praça pública. Esse é o contexto em que os millennials, jovens enquadrados na Geração Y, vivem. A diferença entre eles e as gerações anteriores é justamente o fato de terem nascido no boom das transformações tecnológicas, que levaram à popularização da Internet e suas consequências sociais.

Se ainda não ocupam, eles logo ocuparão espaços em que suas vozes serão cada vez mais ouvidas. O que isso significa? Que será preciso conviver, entender e criar com esses “jovens” – entre aspas mesmo porque estamos ficando velhos! [...]. A Geração Y está com a faca, o queijo e um smartphone na mão.

A Geração Y é a que nasceu entre 1980 e 1995. Dos poucos mais de 201 milhões de brasileiros, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) deste ano, cerca de 55 milhões têm idades entre 18 e 33 anos.

A Geração anterior, a X (nascidos entre 1965 e 1980), vivenciou o que se passou a chamar de “década perdida”: tempos de crises econômicas, final da ditadura militar, surgimento da AIDS. Já os jovens da Y se viram em um contexto de maior estabilidade, segurança e prosperidade: Plano Real e Governo Lula. E 79% desses jovens brasileiros acreditam que o País é influente no cenário global, de acordo com a pesquisa 8095 (referente aos anos da Geração Y), feita pela Edelman, empresa multinacional de relações públicas.

De lá para cá, já passamos pelo acesso discado da meia-noite às 5 horas da manhã (contava como um pulso só, lembram?), pelos primeiros downloads, músicas por torrent, salas de bate-papo, aprendizado de inglês jogando videogame, Orkut e o apogeu das redes sociais. Até aqui OK. Mas, ao se debruçar sobre essa parcela de jovens, é preciso lembrar o contexto em que cresceram, além de outro fator dominante: eles são filhos de uma geração de pessoas, que, ao atingirem a idade para entrar no mercado trabalho, as possibilidades estavam mais direcionadas a “garantias”. Estabilidade significava salário fixo e crescente. Ser médico, advogado ou engenheiro era o que se esperava para um jovem.

Com o equilíbrio financeiro que conseguiram, depois de muitas vezes terem se privado de lazer, alguns desejos e vontades foram internalizados e projetados para seus filhos. Esse cenário permite aos jovens de agora a liberdade e a poesia para escolherem a vida que sonham.

[...]

“O mais interessante de tudo é que estamos chegando ao momento em que essa geração se aproxima cada vez mais do poder. Mas trocas de guarda não são novidade. O contraste, desta vez, é que o modus operandi entre a geração mais velha e a que está em cena é radicalmente diferente. A anterior é do planeta analógico, esta, do digital. No Brasil, gerações anteriores à Y foram responsáveis por mudanças e conquistas essenciais para a democracia. A Y, por sua vez, ainda procura encontrar o seu lugar no mundo, vencer a insegurança e entender tanto a que veio quanto ao que pode efetivamente fazer”, diz Ronaldo Lemos, 37 anos, diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas.

Rita Almeida, 53 anos, sócia fundadora da CO.R Inovação, empresa paulistana de estratégias de marcas, finaliza: “Quem se permite ficar verdadeiramente perto dessa geração, sem medo e de coração aberto para trocar, ensinar e aprender, aprender e ensinar, é quem está conseguindo melhor interagir com esses jovens. Somos parte de um todo, independente de uma geração”.

Tecnicamente, portanto, os jovens da Geração Y são 55 milhões de brasileiros, entre 18 e 33 anos, conectados, proativos e com lógicas surpreendentes. Os chamados millennials estão superexpostos e bem próximos da vida alheia. Têm boas ideias coletivas, são narcisistas e levam a sério a ideia de felicidade em todas as etapas da vida, inclusive no trabalho. Mas, se você prestar um pouco atenção, vai reconhecer gente de 50, 60 anos... nessa turma.

Já já, seremos nós lidando com a Geração Z, que está chegando com iPads, Androids, PS4, disposição e liderança, em uma lógica um pouco mais complexa do que a nossa em relação ao mundo digital – eles têm menos filtros e, possivelmente, menos limites.

Revista Brasileiros, nº 77, dez. 2013, p. 52. [Adaptado para fins pedagógicos]

Segundo o texto, a distância entre a Geração Y a as anteriores é determinada

 

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Geração Y – Quem são esses caras

Por Carla Matsu e Luana Schabib

É o tempo de quem não sabe o que quer e, na dúvida, faz tudo. É o tempo de quem nasceu com a possibilidade de se conectar a um mundo ligado por cabos de fibra ótica (aqueles mesmos monitorados pela agência americana NSA), pela cultura pop, economia e informação on demand. Este é o tempo do instantâneo, da superexposição, do tutorial, da gameficação e, ao mesmo tempo, da individualidade e do narcisismo. Não à toa, o dicionário Oxford elegeu, em 2013, selfie como o termo do ano, para as fotos tiradas de si mesmo e publicadas nas redes sociais: eu e meu prato de comida; eu e meu look do dia diante do espelho; eu e meu ciberativismo. Eu, eu, eu. Eu e o mundo, o meu mundo.

As tecnologias tornaram acessíveis o conhecimento e as inúmeras referências. A partir da Internet, que teve sua operação comercial liberada no Brasil em 1995, tudo passou a ser possível: aprender a tocar piano ouvindo Bach no YouTube; descobrir informações que levam ao mapeamento de células cancerígenas; se divertir no site Buzzfeed com uma lista de imagens de gatinhos fofos; ou reunir pelo Facebook uma multidão de jovens para discutir o passe livre em praça pública. Esse é o contexto em que os millennials, jovens enquadrados na Geração Y, vivem. A diferença entre eles e as gerações anteriores é justamente o fato de terem nascido no boom das transformações tecnológicas, que levaram à popularização da Internet e suas consequências sociais.

Se ainda não ocupam, eles logo ocuparão espaços em que suas vozes serão cada vez mais ouvidas. O que isso significa? Que será preciso conviver, entender e criar com esses “jovens” – entre aspas mesmo porque estamos ficando velhos! [...]. A Geração Y está com a faca, o queijo e um smartphone na mão.

A Geração Y é a que nasceu entre 1980 e 1995. Dos poucos mais de 201 milhões de brasileiros, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) deste ano, cerca de 55 milhões têm idades entre 18 e 33 anos.

A Geração anterior, a X (nascidos entre 1965 e 1980), vivenciou o que se passou a chamar de “década perdida”: tempos de crises econômicas, final da ditadura militar, surgimento da AIDS. Já os jovens da Y se viram em um contexto de maior estabilidade, segurança e prosperidade: Plano Real e Governo Lula. E 79% desses jovens brasileiros acreditam que o País é influente no cenário global, de acordo com a pesquisa 8095 (referente aos anos da Geração Y), feita pela Edelman, empresa multinacional de relações públicas.

De lá para cá, já passamos pelo acesso discado da meia-noite às 5 horas da manhã (contava como um pulso só, lembram?), pelos primeiros downloads, músicas por torrent, salas de bate-papo, aprendizado de inglês jogando videogame, Orkut e o apogeu das redes sociais. Até aqui OK. Mas, ao se debruçar sobre essa parcela de jovens, é preciso lembrar o contexto em que cresceram, além de outro fator dominante: eles são filhos de uma geração de pessoas, que, ao atingirem a idade para entrar no mercado trabalho, as possibilidades estavam mais direcionadas a “garantias”. Estabilidade significava salário fixo e crescente. Ser médico, advogado ou engenheiro era o que se esperava para um jovem.

Com o equilíbrio financeiro que conseguiram, depois de muitas vezes terem se privado de lazer, alguns desejos e vontades foram internalizados e projetados para seus filhos. Esse cenário permite aos jovens de agora a liberdade e a poesia para escolherem a vida que sonham.

[...]

“O mais interessante de tudo é que estamos chegando ao momento em que essa geração se aproxima cada vez mais do poder. Mas trocas de guarda não são novidade. O contraste, desta vez, é que o modus operandi entre a geração mais velha e a que está em cena é radicalmente diferente. A anterior é do planeta analógico, esta, do digital. No Brasil, gerações anteriores à Y foram responsáveis por mudanças e conquistas essenciais para a democracia. A Y, por sua vez, ainda procura encontrar o seu lugar no mundo, vencer a insegurança e entender tanto a que veio quanto ao que pode efetivamente fazer”, diz Ronaldo Lemos, 37 anos, diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas.

Rita Almeida, 53 anos, sócia fundadora da CO.R Inovação, empresa paulistana de estratégias de marcas, finaliza: “Quem se permite ficar verdadeiramente perto dessa geração, sem medo e de coração aberto para trocar, ensinar e aprender, aprender e ensinar, é quem está conseguindo melhor interagir com esses jovens. Somos parte de um todo, independente de uma geração”.

Tecnicamente, portanto, os jovens da Geração Y são 55 milhões de brasileiros, entre 18 e 33 anos, conectados, proativos e com lógicas surpreendentes. Os chamados millennials estão superexpostos e bem próximos da vida alheia. Têm boas ideias coletivas, são narcisistas e levam a sério a ideia de felicidade em todas as etapas da vida, inclusive no trabalho. Mas, se você prestar um pouco atenção, vai reconhecer gente de 50, 60 anos... nessa turma.

Já já, seremos nós lidando com a Geração Z, que está chegando com iPads, Androids, PS4, disposição e liderança, em uma lógica um pouco mais complexa do que a nossa em relação ao mundo digital – eles têm menos filtros e, possivelmente, menos limites.

Revista Brasileiros, nº 77, dez. 2013, p. 52. [Adaptado para fins pedagógicos]

De acordo com o texto, os substantivos que nomeiam características da Geração Y são

 

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É o tempo de quem não sabe o que quer e, na dúvida, faz tudo. É o tempo de quem nasceu com a possibilidade de se conectar a um mundo ligado por cabos de fibra ótica (aqueles mesmos monitorados pela agência americana NSA), pela cultura pop, economia e informação on demand. Este é o tempo do instantâneo, da superexposição, do tutorial, da gameficação e, ao mesmo tempo, da individualidade e do narcisismo. Não à toa, o dicionário Oxford elegeu, em 2013, selfie como o termo do ano, para as fotos tiradas de si mesmo e publicadas nas redes sociais: eu e meu prato de comida; eu e meu look do dia diante do espelho; eu e meu ciberativismo. Eu, eu, eu. Eu e o mundo, o meu mundo.

As tecnologias tornaram acessíveis o conhecimento e as inúmeras referências. A partir da Internet, que teve sua operação comercial liberada no Brasil em 1995, tudo passou a ser possível: aprender a tocar piano ouvindo Bach no YouTube; descobrir informações que levam ao mapeamento de células cancerígenas; se divertir no site Buzzfeed com uma lista de imagens de gatinhos fofos; ou reunir pelo Facebook uma multidão de jovens para discutir o passe livre em praça pública. Esse é o contexto em que os millennials, jovens enquadrados na Geração Y, vivem. A diferença entre eles e as gerações anteriores é justamente o fato de terem nascido no boom das transformações tecnológicas, que levaram à popularização da Internet e suas consequências sociais.

Se ainda não ocupam, eles logo ocuparão espaços em que suas vozes serão cada vez mais ouvidas. O que isso significa? Que será preciso conviver, entender e criar com esses “jovens” – entre aspas mesmo porque estamos ficando velhos! [...]. A Geração Y está com a faca, o queijo e um smartphone na mão.

A Geração Y é a que nasceu entre 1980 e 1995. Dos poucos mais de 201 milhões de brasileiros, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) deste ano, cerca de 55 milhões têm idades entre 18 e 33 anos.

A Geração anterior, a X (nascidos entre 1965 e 1980), vivenciou o que se passou a chamar de “década perdida”: tempos de crises econômicas, final da ditadura militar, surgimento da AIDS. Já os jovens da Y se viram em um contexto de maior estabilidade, segurança e prosperidade: Plano Real e Governo Lula. E 79% desses jovens brasileiros acreditam que o País é influente no cenário global, de acordo com a pesquisa 8095 (referente aos anos da Geração Y), feita pela Edelman, empresa multinacional de relações públicas.

De lá para cá, já passamos pelo acesso discado da meia-noite às 5 horas da manhã (contava como um pulso só, lembram?), pelos primeiros downloads, músicas por torrent, salas de bate-papo, aprendizado de inglês jogando videogame, Orkut e o apogeu das redes sociais. Até aqui OK. Mas, ao se debruçar sobre essa parcela de jovens, é preciso lembrar o contexto em que cresceram, além de outro fator dominante: eles são filhos de uma geração de pessoas, que, ao atingirem a idade para entrar no mercado trabalho, as possibilidades estavam mais direcionadas a “garantias”. Estabilidade significava salário fixo e crescente. Ser médico, advogado ou engenheiro era o que se esperava para um jovem.

Com o equilíbrio financeiro que conseguiram, depois de muitas vezes terem se privado de lazer, alguns desejos e vontades foram internalizados e projetados para seus filhos. Esse cenário permite aos jovens de agora a liberdade e a poesia para escolherem a vida que sonham.

[...]

“O mais interessante de tudo é que estamos chegando ao momento em que essa geração se aproxima cada vez mais do poder. Mas trocas de guarda não são novidade. O contraste, desta vez, é que o modus operandi entre a geração mais velha e a que está em cena é radicalmente diferente. A anterior é do planeta analógico, esta, do digital. No Brasil, gerações anteriores à Y foram responsáveis por mudanças e conquistas essenciais para a democracia. A Y, por sua vez, ainda procura encontrar o seu lugar no mundo, vencer a insegurança e entender tanto a que veio quanto ao que pode efetivamente fazer”, diz Ronaldo Lemos, 37 anos, diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas.

Rita Almeida, 53 anos, sócia fundadora da CO.R Inovação, empresa paulistana de estratégias de marcas, finaliza: “Quem se permite ficar verdadeiramente perto dessa geração, sem medo e de coração aberto para trocar, ensinar e aprender, aprender e ensinar, é quem está conseguindo melhor interagir com esses jovens. Somos parte de um todo, independente de uma geração”.

Tecnicamente, portanto, os jovens da Geração Y são 55 milhões de brasileiros, entre 18 e 33 anos, conectados, proativos e com lógicas surpreendentes. Os chamados millennials estão superexpostos e bem próximos da vida alheia. Têm boas ideias coletivas, são narcisistas e levam a sério a ideia de felicidade em todas as etapas da vida, inclusive no trabalho. Mas, se você prestar um pouco atenção, vai reconhecer gente de 50, 60 anos... nessa turma.

Já já, seremos nós lidando com a Geração Z, que está chegando com iPads, Androids, PS4, disposição e liderança, em uma lógica um pouco mais complexa do que a nossa em relação ao mundo digital – eles têm menos filtros e, possivelmente, menos limites.

Revista Brasileiros, nº 77, dez. 2013, p. 52. [Adaptado para fins pedagógicos]

De acordo com o texto, para se refletir sobre a Geração Y, é preciso considerar

 

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Por Carla Matsu e Luana Schabib

É o tempo de quem não sabe o que quer e, na dúvida, faz tudo. É o tempo de quem nasceu com a possibilidade de se conectar a um mundo ligado por cabos de fibra ótica (aqueles mesmos monitorados pela agência americana NSA), pela cultura pop, economia e informação on demand. Este é o tempo do instantâneo, da superexposição, do tutorial, da gameficação e, ao mesmo tempo, da individualidade e do narcisismo. Não à toa, o dicionário Oxford elegeu, em 2013, selfie como o termo do ano, para as fotos tiradas de si mesmo e publicadas nas redes sociais: eu e meu prato de comida; eu e meu look do dia diante do espelho; eu e meu ciberativismo. Eu, eu, eu. Eu e o mundo, o meu mundo.

As tecnologias tornaram acessíveis o conhecimento e as inúmeras referências. A partir da Internet, que teve sua operação comercial liberada no Brasil em 1995, tudo passou a ser possível: aprender a tocar piano ouvindo Bach no YouTube; descobrir informações que levam ao mapeamento de células cancerígenas; se divertir no site Buzzfeed com uma lista de imagens de gatinhos fofos; ou reunir pelo Facebook uma multidão de jovens para discutir o passe livre em praça pública. Esse é o contexto em que os millennials, jovens enquadrados na Geração Y, vivem. A diferença entre eles e as gerações anteriores é justamente o fato de terem nascido no boom das transformações tecnológicas, que levaram à popularização da Internet e suas consequências sociais.

Se ainda não ocupam, eles logo ocuparão espaços em que suas vozes serão cada vez mais ouvidas. O que isso significa? Que será preciso conviver, entender e criar com esses “jovens” – entre aspas mesmo porque estamos ficando velhos! [...]. A Geração Y está com a faca, o queijo e um smartphone na mão.

A Geração Y é a que nasceu entre 1980 e 1995. Dos poucos mais de 201 milhões de brasileiros, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) deste ano, cerca de 55 milhões têm idades entre 18 e 33 anos.

A Geração anterior, a X (nascidos entre 1965 e 1980), vivenciou o que se passou a chamar de “década perdida”: tempos de crises econômicas, final da ditadura militar, surgimento da AIDS. Já os jovens da Y se viram em um contexto de maior estabilidade, segurança e prosperidade: Plano Real e Governo Lula. E 79% desses jovens brasileiros acreditam que o País é influente no cenário global, de acordo com a pesquisa 8095 (referente aos anos da Geração Y), feita pela Edelman, empresa multinacional de relações públicas.

De lá para cá, já passamos pelo acesso discado da meia-noite às 5 horas da manhã (contava como um pulso só, lembram?), pelos primeiros downloads, músicas por torrent, salas de bate-papo, aprendizado de inglês jogando videogame, Orkut e o apogeu das redes sociais. Até aqui OK. Mas, ao se debruçar sobre essa parcela de jovens, é preciso lembrar o contexto em que cresceram, além de outro fator dominante: eles são filhos de uma geração de pessoas, que, ao atingirem a idade para entrar no mercado trabalho, as possibilidades estavam mais direcionadas a “garantias”. Estabilidade significava salário fixo e crescente. Ser médico, advogado ou engenheiro era o que se esperava para um jovem.

Com o equilíbrio financeiro que conseguiram, depois de muitas vezes terem se privado de lazer, alguns desejos e vontades foram internalizados e projetados para seus filhos. Esse cenário permite aos jovens de agora a liberdade e a poesia para escolherem a vida que sonham.

[...]

“O mais interessante de tudo é que estamos chegando ao momento em que essa geração se aproxima cada vez mais do poder. Mas trocas de guarda não são novidade. O contraste, desta vez, é que o modus operandi entre a geração mais velha e a que está em cena é radicalmente diferente. A anterior é do planeta analógico, esta, do digital. No Brasil, gerações anteriores à Y foram responsáveis por mudanças e conquistas essenciais para a democracia. A Y, por sua vez, ainda procura encontrar o seu lugar no mundo, vencer a insegurança e entender tanto a que veio quanto ao que pode efetivamente fazer”, diz Ronaldo Lemos, 37 anos, diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas.

Rita Almeida, 53 anos, sócia fundadora da CO.R Inovação, empresa paulistana de estratégias de marcas, finaliza: “Quem se permite ficar verdadeiramente perto dessa geração, sem medo e de coração aberto para trocar, ensinar e aprender, aprender e ensinar, é quem está conseguindo melhor interagir com esses jovens. Somos parte de um todo, independente de uma geração”.

Tecnicamente, portanto, os jovens da Geração Y são 55 milhões de brasileiros, entre 18 e 33 anos, conectados, proativos e com lógicas surpreendentes. Os chamados millennials estão superexpostos e bem próximos da vida alheia. Têm boas ideias coletivas, são narcisistas e levam a sério a ideia de felicidade em todas as etapas da vida, inclusive no trabalho. Mas, se você prestar um pouco atenção, vai reconhecer gente de 50, 60 anos... nessa turma.

Já já, seremos nós lidando com a Geração Z, que está chegando com iPads, Androids, PS4, disposição e liderança, em uma lógica um pouco mais complexa do que a nossa em relação ao mundo digital – eles têm menos filtros e, possivelmente, menos limites.

Revista Brasileiros, nº 77, dez. 2013, p. 52. [Adaptado para fins pedagógicos]

A repetição dos pronomes “eu” e “meu”, no final do primeiro parágrafo, indicam

 

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