A depressão citada por Kübler-Ross como um dos estágios de enfrentamento da terminalidade é diferente do Estado Depressivo Maior (EDM), na forma como é definido pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV-TR). O próprio manual preocupa-se com essa questão e estabelece as diferenças entre o processo de luto e o Estado Depressivo Maior. Sobre essas diferenças, no luto,
Elizabeth Kübler-Ross foi a pioneira em descrever as atitudes e reações emocionais suscitadas pela aproximação da morte em pacientes terminais, deixando valiosas contribuições para a Psicologia na compreensão do processo de morte e morrer. Seus trabalhos descrevem a identificação dos cinco estágios que um paciente pode vivenciar durante sua terminalidade. Esses estágios são denominados de
Sabe-se que os idosos são um grupo em vulnerabilidade devido ao próprio ciclo de vida e ao aumento das relações de dependência, promovendo oportunidades maiores de vivenciarem práticas de violência. Um dos fatores de risco para a violência estrutural contra idosos é o chamado preconceito de idade ou discriminação etária. Em sendo assim, preconceito de idade
Ficar doente é assustador em qualquer idade. Crianças pequenas geralmente não compreendem o que está acontecendo, e a experiência de adoecimento pode ser particularmente aflitiva e perturbadora. Sob uma perspectiva piagetiana, a compreensão das crianças sobre a saúde e a doença está atrelada ao desenvolvimento cognitivo. Assim, quando uma criança na fase operacional concreta adoece, ela possui
Durante a primeira infância, é comum observar que os adultos se comunicam com os bebês de uma maneira particular, chamada Fala Dirigida à Criança (FDC), que, comprovadamente, estimula o desenvolvimento da linguagem. Essa fala caracteriza-se por
As hospitalizações são eventos estressantes para as crianças de todas as idades. Ao mesmo tempo, permitem ao psicólogo observar o efeito das separações da criança de seus progenitores. Para a criança, o recurso interpessoal mais importante para enfrentamento da hospitalização é o apego seguro aos seus cuidadores. No apego seguro (Bolwby, 1990), o cuidador funciona como base segura para que a criança explore o ambiente e sinta -se protegida. O psicólogo que atua na pediatria pode observar o apego seguro em situações de hospitalização quando os pais se ausentam e, no seu retorno, a criança
No Brasil, desde 2000, o Método Canguru passou a ser adotado como política pública para humanização da assistência ao recém-nascido de baixo peso. Ele apoia o cuidado neonatal para todas aquelas crianças que, ao nascer, necessitam de intervenções próprias de uma internação hospitalar. É um método que exige uma atuação multiprofissional, e o psicólogo está inserido nela. Uma das contribuições da Psicologia é favorecer a formação de laços afetivos no nascimento pré-termo. Na primeira etapa do método canguru, o psicólogo pode atuar para o fortalecimento do vínculo, quando
Durante a realização de um grupo de gestantes, o residente de psicologia que conduzia o grupo ouve uma das gestantes dizer: “Eu desejei muito essa gravidez, sonhava em ser mãe desde novinha, mas, agora que eu estou grávida, sinto muito medo. Medo de alguma anormalidade com o meu filho, medo do parto, medo de não ser uma boa mãe”. O conteúdo da fala dessa gestante revela
Carl Rogers, psicólogo americano que desenvolveu a abordagem centrada na pessoa (ACP), enfatizou o conceito de tendência atualizante como fundamental para o processo de crescimento do cliente. Um psicólogo contemporâneo que trabalha com a ACP precisa considerar esse conceito em sua atuação na clínica psicológica. Sendo assim, o psicólogo concebe o cliente como capaz de
O setting analítico, em uma psicoterapia de base psicanalítica, promove a repetição de elementos contidos na história do paciente e a concentração de conflitos através da relação transferencial que se estabelece entre paciente e analista. Já a contratransferência se refere