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Com base na leitura do texto que se segue, responda a questão.
Nem tudo por dinheiro
Por que aquele casal de moradores de rua de São Paulo devolveu os R$ 20 mil que encontrou na rua? Tenho me perguntado. Até fiz rápida enquete entre aqueles com quem convivo. Se você fosse morador de rua, devolveria o dinheiro confortavelmente acondicionado num saco plástico? Na pesquisa vapt-vupt, a devolução da grana venceu por larga maioria de votos. Mas eu, além de vencida, continuei inconformada: como dois pobres moradores de um viaduto da cidade de São Paulo recusaram a sorte e procuraram a polícia para devolver o dinheiro? Achado não é roubado, oras bolas.
Vinte mil reais para eles é uma pequena fortuna. É a loteria que poderia lhes assegurar um período de boa comida, boas roupas e um teto, ou até, se assim decidissem, a possibilidade de recomeçar uma vida cidadã.
Tentei me colocar no lugar dos dois – exercício de alteridade que não me levará muito longe. Só sabemos do que somos capazes na hora do pega pra capar. Não adianta arrotar regras. É só quando o Titanic começa a afundar é que nos confrontamos com o heroísmo ou a covardia de nós mesmos. Mas ainda assim me arrisquei, e concluí sem nenhuma dificuldade: Eu não devolveria o dinheiro, de jeito e maneira. Mudaria de viaduto, de bairro, de cidade, mas iria desfrutar de algum conforto por dias ou meses que fosse.
E, antes que um leitor mais ofendido me acuse de desonestidade, informo-lhe que me considero uma das pessoas mais honestas que conheço, dentro das regras que a lei e o convívio social me impõem. Nem precisava tanto. O que não me imuniza das tentações – cada Titanic é um Titanic.
Continuei acompanhando as entrevistas de Rejaniel de Jesus Silva Santos e de sua mulher, Sandra Regina Domingues, tentando decifrar as razões que os teriam levado a devolver o dinheiro. Ouço Rejaniel dizer aos jornalistas, ao lado dos policiais, que a primeira coisa que lhe veio à cabeça foi avisar a polícia. Está aí um motivo razoável para a devolução: o medo de ser pego com a grana, espancado e levado para o fundo da cadeia. Aos olhos da polícia e de muita gente que se considera de bem, morador de rua é um arremedo de ser humano.
Havia mais um motivo: Rejaniel queria que a mãe se orgulhasse de seu gesto. “A minha mãe me ensinou que não devo roubar e, se vir alguém roubando, devo avisar à polícia. Se ela me assistir pela TV lá no Maranhão vai ver que o filho dela ainda é uma das pessoas mais honestas deste mundo.”
Aos poucos, fui entendendo as razões do casal. Rejaniel tem um valor supremo, que nenhuma imprevidência conseguiu lhe tirar: o amor à mãe e o desejo de que ela reconheça nele o filho que ela teve e criou.
Desde que devolveram o dinheiro, o casal tem sido tratado como gente. Almoços, lugar para dormir, entrevistas. Seria a soma desses valores e vantagens, a proteção da polícia, a admiração dos cidadãos, o amor à mãe, maior do que a pequena fortuna de R$ 20 mil? Talvez seja. Mas eu não me conformo.
FREITAS, Conceição. CORREIO BRAZILIENSE, Cidades, 11 de julho de 2012, p. 29.
Com base na leitura global do texto, é possível afirmar que
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Quanto ao regime previdenciário no serviço público federal, é CORRETO afirmar que
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Terêncio Ribeiro Nava, servidor público federal estável, foi demitido do serviço público após processo administrativo disciplinar. Insatisfeito, ajuizou ação judicial na qual requereu a anulação da decisão administrativa. Julgada a ação, Terêncio obteve decisão transitada em julgado com resultado favorável a seu pedido. Para que o servidor possa retornar a seu cargo de origem ainda existente, conforme a lei 8.112/90, a decisão judicial deverá ter determinado sua
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Com base na leitura do texto que se segue, responda a questão.
Nem tudo por dinheiro
Por que aquele casal de moradores de rua de São Paulo devolveu os R$ 20 mil que encontrou na rua? Tenho me perguntado!$ ^{(I)} !$. Até fiz rápida enquete entre aqueles com quem convivo. Se você fosse morador de rua, devolveria o dinheiro confortavelmente acondicionado num saco plástico? Na pesquisa vapt-vupt, a devolução da grana venceu por larga maioria de votos. Mas eu, além de vencida, continuei inconformada: como dois pobres moradores de um viaduto da cidade de São Paulo recusaram a sorte e procuraram a polícia para devolver o dinheiro? Achado não é roubado, oras bolas.
Vinte mil reais para eles é uma pequena fortuna. É a loteria que poderia lhes assegurar!$ ^{(II)} !$ um período de boa comida, boas roupas e um teto, ou até, se assim decidissem, a possibilidade de recomeçar uma vida cidadã.
Tentei me colocar no lugar dos dois – exercício de alteridade que não me levará muito longe. Só sabemos do que somos capazes na hora do pega pra capar. Não adianta arrotar regras. É só quando o Titanic começa a afundar é que nos confrontamos com o heroísmo ou a covardia de nós mesmos. Mas ainda assim me arrisquei, e concluí sem nenhuma dificuldade: Eu não devolveria o dinheiro, de jeito e maneira. Mudaria de viaduto, de bairro, de cidade, mas iria desfrutar de algum conforto por dias ou meses que fosse.
E, antes que um leitor mais ofendido me acuse de desonestidade, informo-lhe!$ ^{(III)} !$ que me considero uma das pessoas mais honestas que conheço, dentro das regras que a lei e o convívio social me impõem. Nem precisava tanto. O que não me imuniza das tentações – cada Titanic é um Titanic.
Continuei acompanhando as entrevistas de Rejaniel de Jesus Silva Santos e de sua mulher, Sandra Regina Domingues, tentando decifrar as razões que os teriam levado a devolver o dinheiro. Ouço Rejaniel dizer aos jornalistas, ao lado dos policiais, que a primeira coisa que lhe veio à cabeça foi avisar a polícia. Está aí um motivo razoável para a devolução: o medo de ser pego com a grana, espancado e levado para o fundo da cadeia. Aos olhos da polícia e de muita gente que se considera de bem, morador de rua é um arremedo de ser humano.
Havia mais um motivo: Rejaniel queria que a mãe se orgulhasse de seu gesto. “A minha mãe me ensinou que não devo roubar e, se vir alguém roubando, devo avisar à polícia. Se ela me assistir pela TV lá no Maranhão vai ver que o filho dela ainda é uma das pessoas mais honestas deste mundo.”
Aos poucos, fui entendendo as razões do casal. Rejaniel tem um valor supremo, que nenhuma imprevidência conseguiu lhe tirar!$ ^{(IV)} !$: o amor à mãe e o desejo de que ela reconheça nele o filho que ela teve e criou.
Desde que devolveram o dinheiro, o casal tem sido tratado como gente. Almoços, lugar para dormir, entrevistas. Seria a soma desses valores e vantagens, a proteção da polícia, a admiração dos cidadãos, o amor à mãe, maior do que a pequena fortuna de R$ 20 mil? Talvez seja. Mas eu não me conformo.
FREITAS, Conceição. CORREIO BRAZILIENSE, Cidades, 11 de julho de 2012, p. 29.
Levando-se em conta as prescrições da Gramática Normativa (GN) sobre colocação pronominal, julgue as afirmações abaixo e, em seguida, marque a opção CORRETA.
I. Em “Tenho me perguntado” , o pronome ‘me’ pode vir enclítico ao verbo ‘perguntar’;
II. Em “É a loteria que poderia lhes assegurar” , o pronome ‘lhes’ pode vir mesoclítico ao verbo ‘poder’, o qual está conjugado no futuro do pretérito;
III. Em “E, antes que um leitor mais ofendido me acuse de desonestidade, informo-lhe” , o pronome ‘lhe’ pode tanto vir enclítico (assim como está no enunciado) quanto vir proclítico ao verbo ‘informar’;
IV. Em “imprevidência conseguiu lhe tirar” , o pronome ‘lhe’ pode vir enclítico tanto ao verbo ‘conseguir’ quanto ao verbo ‘tirar’, colocações estas que ainda encontram guarida na GN, mas que são cada vez menos recorrentes em usos cultos escritos contemporâneos, como comprova o próprio enunciado selecionado.
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Nos serviços de saúde, é imprescindível o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) como medida de prevenção e profilaxia da disseminação de micro-organismos de pacientes colonizados/infectados para pacientes susceptíveis e para profissionais de saúde. Quanto às condutas de biossegurança, analise as afirmativas abaixo:
I. Os cabelos devem ser protegidos com o gorro, da contaminação por meio de aerossóis, gotículas de sangue ou secreções corporais;
II. As luvas deverão ser utilizadas sempre que houver possibilidade de contato com sangue ou fluidos corporais;
III. Ao entrar em contato com o paciente portador ou suspeito do H1N1, os profissionais de saúde deverão utilizar máscara do tipo N95;
IV. As Precauções Padrão são medidas que preveem o uso de EPI somente no atendimento de pacientes portadores de doenças transmissíveis.
Estão CORRETOS somente os itens:
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Paciente internado em Unidade de Terapia Intensiva, com vários cateteres de monitorização de pressão invasiva, apresenta as seguintes medidas de pressão:
• Pressão arterial sistólica = 120mmHg
• Pressão arterial diastólica = 80mmHg
• Pressão da artéria pulmonar = 18mmHg
• Pressão de capilar pulmonar = 10mmHg
• Pressão venosa central = 8mmHg
A pressão de pulso desse paciente é
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Os cuidados de enfermagem prestados ao paciente nos períodos pré-operatório, transoperatório e pós-operatório visam a minimizar os riscos e reabilitá-los o mais rápido possível. Em relação aos períodos cirúrgicos, é CORRETO afirmar:
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Sobre o pulso, assinale a opção CORRETA.
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Um bom funcionamento do aparelho intestinal tem importância relevante na qualidade de vida e bem estar do indivíduo. Alguns fatores podem influenciar o funcionamento intestinal, EXCETO:
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Sr. E.U.G., 59 anos, foi internado em Clínica Cirúrgica de um Hospital Geral para submeter-se a uma Prostatectomia. No segundo dia de pós-operatório, iniciou quadro de Delirium (emergência clínica/psiquiátrica). A enfermeira plantonista, para realizar o planejamento dos cuidados de enfermagem, fez avaliação do Sr. E.U.G e colheu as seguintes informações:
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