Magna Concursos

Foram encontradas 420 questões.

1715024 Ano: 2018
Disciplina: Psicologia
Banca: UFS
Orgão: UFS
Provas:

Com base no texto abaixo, responda às questões 43 e 44.

Durante um desses encontros [do Grupo de Matriciamento, conduzido por uma psicóloga de orientação psicanalítica e dois agentes comunitários de saúde (ACS)], R. toma a palavra e pede para que os demais colegas escutem sua angústia. Com alguma dificuldade e o apoio dos ACS, ela relata o forte temor de que seu esposo morra. Vem sonhando com este fato há alguns dias e acredita se tratar de uma premonição. Egressa de um período de tratamento no CAPS da cidade, R. tem uma história que há muito pouco tempo pode começar a narrar. Presenciou a morte (trágica) de algumas pessoas muito próximas a ela e passou a ter alucinações, entre elas, uma em que uma faca ‘olha’ para ela e ‘diz’ para machucar-se. Com o início de seus tratamentos, as alucinações cessam e R. passa a conseguir se servir das palavras (e dos sonhos) para delinear sua angústia. Os colegas de grupo tentam apaziguá-la, dizendo que não se preocupasse (em breve o esposo faria uma cirurgia), mas R. ainda quer conversar um pouco mais depois do encerramento do encontro. Ofegante, conta que ‘se a gente sonha, é que vai acontecer’ e, muito assustada, diz não querer perder o marido. Ocorreu à psicanalista dizer: ‘Sabes que eu conheci um velhinho que escrevia e pensava muito sobre os sonhos das pessoas, e ele nos ensinou que os sonhos na verdade têm a ver com as nossas preocupações, com aquilo que vivemos durante os nossos dias e isso tudo pode aparecer de um jeito muito esquisito mesmo’. Ela escuta, respira fundo e solta o ar de forma entrecortada, mas parece um pouco mais tranquila. No encontro seguinte, chega à sala de grupos e abraça a psicanalista, dizendo, ‘Foi ótimo conversar naquele dia, estou bem mais calma, e agora sei que meu esposo precisa fazer aquela cirurgia para ficar bem’. Durante todos esses momentos de intervenção, os ACS estavam presentes. Esse, a nosso ver, é o principal elemento que diferencia o apoio matricial de outras práticas e que também emerge como desafio. O papel do matriciador não é seguir capitaneando a escuta dos usuários da unidade básica (...), mas conseguir fazer uma passagem dessa escuta à equipe. Logo, a psicanalista-matriciadora e os ACS conversam para examinar aquilo que acontecera nos encontros com a usuária. O que se percebe é uma desmistificação desse lugar de cuidado em relação ao sofrimento psíquico e o empoderamento por parte dos ACS da capacidade de escuta. Uma delas diz à psicanalista, ‘às vezes, eles só precisam de uma palavra, não é?’. E é justamente o que seguem fazendo as agentes, se permitindo dirigirem-se aos usuários para indagar sobre seus desconfortos.” (In: Matriciamento na atenção básica de saúde: o psicanalista em ação fora de casa. Correio da APPOA, 249, out. 2015.

Disponível em: http://www.appoa.com.br/correio/edicao/249/matriciam ento_na_atencao_basica_de_saude_o_psicanalista_e m_acao_fora_de_casa/246. Acesso em 11 dez. 2017).

Pode-se afirmar que o principal objetivo da atividade de matriciamento na Unidade Básica de Saúde (UBS) acima descrita é:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1715023 Ano: 2018
Disciplina: Psicologia
Banca: UFS
Orgão: UFS
Provas:

Com base no texto abaixo, responda às questões 43 e 44.

Durante um desses encontros [do Grupo de Matriciamento, conduzido por uma psicóloga de orientação psicanalítica e dois agentes comunitários de saúde (ACS)], R. toma a palavra e pede para que os demais colegas escutem sua angústia. Com alguma dificuldade e o apoio dos ACS, ela relata o forte temor de que seu esposo morra. Vem sonhando com este fato há alguns dias e acredita se tratar de uma premonição. Egressa de um período de tratamento no CAPS da cidade, R. tem uma história que há muito pouco tempo pode começar a narrar. Presenciou a morte (trágica) de algumas pessoas muito próximas a ela e passou a ter alucinações, entre elas, uma em que uma faca ‘olha’ para ela e ‘diz’ para machucar-se. Com o início de seus tratamentos, as alucinações cessam e R. passa a conseguir se servir das palavras (e dos sonhos) para delinear sua angústia. Os colegas de grupo tentam apaziguá-la, dizendo que não se preocupasse (em breve o esposo faria uma cirurgia), mas R. ainda quer conversar um pouco mais depois do encerramento do encontro. Ofegante, conta que ‘se a gente sonha, é que vai acontecer’ e, muito assustada, diz não querer perder o marido. Ocorreu à psicanalista dizer: ‘Sabes que eu conheci um velhinho que escrevia e pensava muito sobre os sonhos das pessoas, e ele nos ensinou que os sonhos na verdade têm a ver com as nossas preocupações, com aquilo que vivemos durante os nossos dias e isso tudo pode aparecer de um jeito muito esquisito mesmo’. Ela escuta, respira fundo e solta o ar de forma entrecortada, mas parece um pouco mais tranquila. No encontro seguinte, chega à sala de grupos e abraça a psicanalista, dizendo, ‘Foi ótimo conversar naquele dia, estou bem mais calma, e agora sei que meu esposo precisa fazer aquela cirurgia para ficar bem’. Durante todos esses momentos de intervenção, os ACS estavam presentes. Esse, a nosso ver, é o principal elemento que diferencia o apoio matricial de outras práticas e que também emerge como desafio. O papel do matriciador não é seguir capitaneando a escuta dos usuários da unidade básica (...), mas conseguir fazer uma passagem dessa escuta à equipe. Logo, a psicanalista-matriciadora e os ACS conversam para examinar aquilo que acontecera nos encontros com a usuária. O que se percebe é uma desmistificação desse lugar de cuidado em relação ao sofrimento psíquico e o empoderamento por parte dos ACS da capacidade de escuta. Uma delas diz à psicanalista, ‘às vezes, eles só precisam de uma palavra, não é?’. E é justamente o que seguem fazendo as agentes, se permitindo dirigirem-se aos usuários para indagar sobre seus desconfortos.” (In: Matriciamento na atenção básica de saúde: o psicanalista em ação fora de casa. Correio da APPOA, 249, out. 2015.

Disponível em: http://www.appoa.com.br/correio/edicao/249/matriciam ento_na_atencao_basica_de_saude_o_psicanalista_e m_acao_fora_de_casa/246. Acesso em 11 dez. 2017).

Pode-se afirmar que a intervenção da psicóloga sobre a questão de R., que lhe foi endereçada ao final do grupo, é condizente com a seguinte descrição:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1715022 Ano: 2018
Disciplina: Psicologia
Banca: UFS
Orgão: UFS
Provas:

Toda compreensão e tratamento dados a questões relativas às moradias populares, as chamadas favelas, pautam-se pela ideia de falta e carência. Segundo essa visão estereotipada e assegurada pela mídia, a população das favelas está privada de serviços básicos, como saneamento, energia elétrica, pavimentação, segurança, Justiça e educação. Ainda de acordo com isso, seus moradores seriam carentes também de valores cívicos, como respeito, integridade, honestidade, disciplina, sendo, por essas razões, retratados como um meio dominado pela desordem, a bagunça e a desgraça. (...) podemos dizer que cada morador da favela tem uma maneira diferente de se identificar com os significantes que lhe são oferecidos e que lhe nomeiam, como ‘bandido’ ou carente’. Essas identidades têm sentidos diferentes, mas, acima de tudo, cada um de nós possui um modo de viver e de se utilizar delas que é particular e não passa pelo sentido. É preciso, portanto, chegar perto desse núcleo que determina cada modo de viver, para que, a partir do encontro com o não-sentido, produzam-se novos sentidos. Em outras palavras, no momento em que o sujeito está absolutamente colado a uma identidade, o analista pode ajudar a criar um intervalo entre os dois, permitindo a ele manejá-la de maneira plástica e mais favorável.”

Considere esse excerto extraído da coletânea Psicanálise na favela - Projeto Digaí-Maré: a clínica dos grupos (Rio de Janeiro: Associação Digaí-Maré, 2008, p. 117; p. 127) e responda as questões 40, 41 e 42.

A referência textual ao “núcleo [do sujeito] que determina cada modo de viver” remete-se às seguintes categorias da teoria freudo-lacaniana, EXCETO:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1715021 Ano: 2018
Disciplina: Psicologia
Banca: UFS
Orgão: UFS
Provas:

Toda compreensão e tratamento dados a questões relativas às moradias populares, as chamadas favelas, pautam-se pela ideia de falta e carência. Segundo essa visão estereotipada e assegurada pela mídia, a população das favelas está privada de serviços básicos, como saneamento, energia elétrica, pavimentação, segurança, Justiça e educação. Ainda de acordo com isso, seus moradores seriam carentes também de valores cívicos, como respeito, integridade, honestidade, disciplina, sendo, por essas razões, retratados como um meio dominado pela desordem, a bagunça e a desgraça. (...) podemos dizer que cada morador da favela tem uma maneira diferente de se identificar com os significantes que lhe são oferecidos e que lhe nomeiam, como ‘bandido’ ou carente’. Essas identidades têm sentidos diferentes, mas, acima de tudo, cada um de nós possui um modo de viver e de se utilizar delas que é particular e não passa pelo sentido. É preciso, portanto, chegar perto desse núcleo que determina cada modo de viver, para que, a partir do encontro com o não-sentido, produzam-se novos sentidos. Em outras palavras, no momento em que o sujeito está absolutamente colado a uma identidade, o analista pode ajudar a criar um intervalo entre os dois, permitindo a ele manejá-la de maneira plástica e mais favorável.”

Considere esse excerto extraído da coletânea Psicanálise na favela - Projeto Digaí-Maré: a clínica dos grupos (Rio de Janeiro: Associação Digaí-Maré, 2008, p. 117; p. 127) e responda as questões 40, 41 e 42.

Conforme a perspectiva clínica lacaniana, NÃO se pode inferir do excerto acima:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1715020 Ano: 2018
Disciplina: Psicologia
Banca: UFS
Orgão: UFS
Provas:

Toda compreensão e tratamento dados a questões relativas às moradias populares, as chamadas favelas, pautam-se pela ideia de falta e carência. Segundo essa visão estereotipada e assegurada pela mídia, a população das favelas está privada de serviços básicos, como saneamento, energia elétrica, pavimentação, segurança, Justiça e educação. Ainda de acordo com isso, seus moradores seriam carentes também de valores cívicos, como respeito, integridade, honestidade, disciplina, sendo, por essas razões, retratados como um meio dominado pela desordem, a bagunça e a desgraça. (...) podemos dizer que cada morador da favela tem uma maneira diferente de se identificar com os significantes que lhe são oferecidos e que lhe nomeiam, como ‘bandido’ ou carente’. Essas identidades têm sentidos diferentes, mas, acima de tudo, cada um de nós possui um modo de viver e de se utilizar delas que é particular e não passa pelo sentido. É preciso, portanto, chegar perto desse núcleo que determina cada modo de viver, para que, a partir do encontro com o não-sentido, produzam-se novos sentidos. Em outras palavras, no momento em que o sujeito está absolutamente colado a uma identidade, o analista pode ajudar a criar um intervalo entre os dois, permitindo a ele manejá-la de maneira plástica e mais favorável.”

Considere esse excerto extraído da coletânea Psicanálise na favela - Projeto Digaí-Maré: a clínica dos grupos (Rio de Janeiro: Associação Digaí-Maré, 2008, p. 117; p. 127) e responda as questões 40, 41 e 42.

As referências textuais ao que “não passa pelo sentido” e ao “encontro com o não-sentido” remetemse a qual categoria psíquica, segundo Jacques Lacan?

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1715019 Ano: 2018
Disciplina: Psicologia
Banca: UFS
Orgão: UFS
Provas:

"(...) o estádio do espelho é um drama cujo impulso interno precipita-se da insuficiência para a antecipação - e que fabrica para o sujeito, apanhado no engodo da identificação espacial, as fantasias que se sucedem desde uma imagem despedaçada do corpo até uma forma de sua totalidade que chamaremos de ortopédica - e para a armadura enfim assumida de uma identidade alienante, que marcará com sua estrutura rígida todo o seu desenvolvimento mental." (In: Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998, p.100).

O estádio do espelho refere-se a um momento lógico do desenvolvimento psíquico que envolve a apreensão pelo bebê do(a) __________, ocorrendo cronologicamente de modo geral entre __________.

Assinale a alternativa que preenche as lacunas CORRETAMENTE:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1715018 Ano: 2018
Disciplina: Psicologia
Banca: UFS
Orgão: UFS
Provas:

A posição do psicanalista confrontado com o tratamento [da toxicomania] é ditada pela ética de sua disciplina. Cabe a ele ouvir uma demanda para além de seu objetivo imediato e responder a ela sem preocupação de ‘cura’, sem empatia nem antipatia pelo sintoma ou por aquele que dele é portador, mas tendo em mente que a manutenção de uma posição rigorosa e desprovida de compaixão também é suscetível de aliviar o paciente, inclusive de seu sofrimento.” (In: O transexualismo. Rio de Janeiro: Companhia de Freud, 2002).

Com base no excerto acima, responda as questões 37 e 38.

De uma perspectiva psicanalítica, a cura entendida no sentido do tratamento da toxicomania seria orientada via:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1715017 Ano: 2018
Disciplina: Psicologia
Banca: UFS
Orgão: UFS
Provas:

A posição do psicanalista confrontado com o tratamento [da toxicomania] é ditada pela ética de sua disciplina. Cabe a ele ouvir uma demanda para além de seu objetivo imediato e responder a ela sem preocupação de ‘cura’, sem empatia nem antipatia pelo sintoma ou por aquele que dele é portador, mas tendo em mente que a manutenção de uma posição rigorosa e desprovida de compaixão também é suscetível de aliviar o paciente, inclusive de seu sofrimento.” (In: O transexualismo. Rio de Janeiro: Companhia de Freud, 2002).

Com base no excerto acima, responda as questões 37 e 38.

A ética da psicanálise fundamenta-se na noção de:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1715016 Ano: 2018
Disciplina: Psicologia
Banca: UFS
Orgão: UFS
Provas:

“(...) se é verdade que o toxicômano ama o estado de falta [fissura] porque dele goza, pois bem, então vemos que a prática natural, normal e espontânea que temos da interdição, esta prática animada, como deve ser, pela intenção de assistir, de cuidar, viria participar ao mesmo tempo da manutenção e do entretenimento da toxicomania, uma vez que ela está mergulhada até o fundo em seu objetivo (...)” (In: Alcoolismo, delinquência, toxicomania: uma outra forma de gozar. São Paulo: Escuta, 2000, p. 110). Com base nesse excerto, marque a alternativa CORRETA:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1715015 Ano: 2018
Disciplina: Psicologia
Banca: UFS
Orgão: UFS
Provas:

Considere o excerto extraído do livro A loucura entre nós: uma experiência lacaniana no país da Saúde Mental (Rio de Janeiro: Contra Capa, 2014, p. 85-86): “No momento em que a clínica psiquiátrica adere ao progresso científico e se distancia das questões subjetivas, algo dessa subjetividade reaparece na posição humanista sustentada pelos demais discursos que compõem a Saúde Mental. A nova forma do humanismo é fundada com base no conceito de cidadania, podendo o testemunho do aspecto defensivo do humanismo atual ser percebido na expressão ‘direitos do cidadão’, definitivamente atrelada à grande maioria dos discursos da Saúde Mental. (...) Houve uma desvalorização da clínica, em prol da promoção social do louco. (...) A nova condição não deixa de trazer embaraços, uma vez que a abordagem da loucura pela vertente da cidadania acrescenta de modo irreversível o discurso jurídico ao cotidiano das instituições.” Responda as questões 33, 34 e 35.

Com relação à subjetividade à qual o texto faz alusão, marque verdadeiro (V) ou falso (F) às afirmações abaixo:

( ) Reduz-se ao Outro social, que guia às práticas de atenção inclusiva.

( ) Embasa um humanismo confrontativo e polarizado à biomedicina.

( ) É entendida como experiência singular e incomunicável.

( ) Dá origem a uma clínica generalizada da cidadania possível.

Assinale a alternativa CORRETA:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas