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Foram encontradas 65 questões.

1313906 Ano: 2015
Disciplina: Administração Financeira e Orçamentária
Banca: UFSC
Orgão: UFSC
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Sobre descentralização de créditos orçamentários e liberação financeira, é CORRETO afirmar que quando a descentralização envolver unidades gestoras:
 

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1308398 Ano: 2015
Disciplina: Medicina
Banca: UFSC
Orgão: UFSC
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A respeito da classificação das doenças segundo sua relação com o trabalho desenvolvida por Richard Schilling (1911-1997), assinale a alternativa CORRETA.
 

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1305238 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: UFSC
Orgão: UFSC
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Texto 2
[ ... ]
À medida que muitas nações do mundo têm falhado reiteradamente em efetuar cortes significativos em sua produção de gases de efeito estufa, cientistas e outras pessoas começaram a se perguntar se a mudança climática poderia ser brecada não por cortes de emissões, mas por uma tecnologia que removesse esses gases da atmosfera. Essa abordagem é chamada geoengenharia.
Infelizmente, uma recente simulação de seus efeitos sobre os oceanos verificou que nem métodos extremos seriam capazes de reabilitar completamente os ambientes marinhos. O trabalho foi publicado em Nature Climate Change em 3 de agosto (A Scientific American integra o Nature Publishing Group). Os experimentos focaram a chamada remoção do excesso de dióxido de carbono (CO2) diretamente da atmosfera. Teoricamente, isso poderia ajudar os oceanos porque eles se tornam perigosamente ácidos quando absorvem demais CO2 atmosférico.
Uma ideia de remoção implica plantar árvores, que consomem grandes quantidades de dióxido de carbono, e depois queimá-las em instalações onde os gases podem ser capturados e armazenados no subsolo. Mas até agora ninguém ainda testou esse ou outros esquemas similares de remoção de carbono em larga escala. A segunda melhor opção para testes dessa envergadura é uma simulação em grande escala.
No novo estudo, pesquisadores liderados por Sabine Mathesius, cientista ambiental no Instituto Potsdam de Pesquisa sobre Impacto Climático, na Alemanha, usou um modelo computadorizado para investigar a eficácia da CDR na reabilitação de águas marinhas danificadas por emissões de CO2. [ ... ]
Disponível em: <http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/extrair_carbono_da_atmosfera _nao_reduzira_aquecimento_global.html>. Acesso em: 1 set. 2015. [Adaptado].
Assinale a alternativa que completa CORRETAMENTE a frase abaixo.
De acordo com o Texto 2, as árvores consomem alta quantidade de CO2 e até o momento não houve experimentos, em larga escala, de:
 

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1296652 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: UFSC
Orgão: UFSC
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Texto 2
[ ... ]
À medida que muitas nações do mundo têm falhado reiteradamente em efetuar cortes significativos em sua produção de gases de efeito estufa, cientistas e outras pessoas começaram a se perguntar se a mudança climática poderia ser brecada não por cortes de emissões, mas por uma tecnologia que removesse esses gases da atmosfera. Essa abordagem é chamada geoengenharia.
Infelizmente, uma recente simulação de seus efeitos sobre os oceanos verificou que nem métodos extremos seriam capazes de reabilitar completamente os ambientes marinhos. O trabalho foi publicado em Nature Climate Change em 3 de agosto (A Scientific American integra o Nature Publishing Group). Os experimentos focaram a chamada remoção do excesso de dióxido de carbono (CO2) diretamente da atmosfera. Teoricamente, isso poderia ajudar os oceanos porque eles se tornam perigosamente ácidos quando absorvem demais CO2 atmosférico.
Uma ideia de remoção implica plantar árvores, que consomem grandes quantidades de dióxido de carbono, e depois queimá-las em instalações onde os gases podem ser capturados e armazenados no subsolo. Mas até agora ninguém ainda testou esse ou outros esquemas similares de remoção de carbono em larga escala. A segunda melhor opção para testes dessa envergadura é uma simulação em grande escala.
No novo estudo, pesquisadores liderados por Sabine Mathesius, cientista ambiental no Instituto Potsdam de Pesquisa sobre Impacto Climático, na Alemanha, usou um modelo computadorizado para investigar a eficácia da CDR na reabilitação de águas marinhas danificadas por emissões de CO2. [ ... ]
Disponível em: <http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/extrair_carbono_da_atmosfera _nao_reduzira_aquecimento_global.html>. Acesso em: 1 set. 2015. [Adaptado].
Assinale a alternativa que completa CORRETAMENTE a frase abaixo.
Em termos de argumentação textual, o 3º parágrafo do Texto 2 tem enfoque na:
 

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823355 Ano: 2015
Disciplina: Contabilidade Pública
Banca: UFSC
Orgão: UFSC
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Sobre os estágios da Despesa Orçamentária, é CORRETO afirmar que o empenho de despesa é o ato emanado de autoridade competente, que cria para o Estado obrigação de:
 

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817481 Ano: 2015
Disciplina: Contabilidade Geral
Banca: UFSC
Orgão: UFSC
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Com os dados a seguir responda à questão.
A Cia. Lavação Diferente foi constituída em 15/mar/11 e encerra seus exercícios sociais a cada 31/dez. Do “lucro líquido” de cada exercício social são destinados 60% para dividendos, os quais sempre são pagos durante o exercício social seguinte. Quando a empresa apura “prejuízo líquido”, não há qualquer destinação para dividendos. Ela presta serviços de lavação de carros e as únicas despesas que incorre para auferir as receitas são com os salários dos lavadores e com material de limpeza.
Ela foi constituída com um Capital Social de $ 9.080, totalmente integralizado no ato. Para tal, os sócios (acionistas) entregaram a ela $ 7.600, em moeda corrente, $ 1.080 com material de limpeza (detergentes, sabões, etc.) e uma máquina Jet para auxiliar no trabalho de lavação, no valor de $ 400. Em 1º. de agosto de 2011 aumentaram o capital social em R$ 450 com outra máquina Jet. Depois disso, os sócios jamais aumentaram ou reduziram seu Capital Social.
A correta Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados da Cia. Lavação Diferente, relativa ao exercício social de 2013, é a seguinte:
DEMONSTRAÇÃO DOS LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS (2013)
1 Saldo inicial de “Lucros Acumulados”............................4.800
2 Prejuízo líquido de 2013.................................................(4.940)
3 Dividendos distribuídos...................................................zero
4 Saldo final de “Lucros Acumulados”...............................(140)
4. Saldo final de “Lucros Acumulados”.............................( 140 )
Durante 2013, os acionistas receberam $ 4.440 a título de dividendos. Sabe-se que durante 2011 a Cia. recebeu $ 9.840, valor que representa quatro quintos das receitas de serviços que auferiu em seu 1º exercício social (2011). Sabe-se que neste mesmo exercício social (2011) ela adquiriu $ 3.060 de material de limpeza, pagando 2/3 à vista. Sabe-se que o seu Balanço Patrimonial de 31/dez/11 (o que foi publicado) apresentava a conta “Salários a Pagar” com o valor de $ 760. Tal valor é apenas parte das “despesas” que ela não pagou durante 2011. Sabe-se também que em 31/dez/2011 a Cia. tinha em estoque o valor de 1/3 de seu material de limpeza.
A Cia. Lavação Diferente tem por norma jamais receber qualquer quantia de seus clientes antes de lhe prestar serviços. Com relação aos lavadores, ela jamais lhes dá qualquer adiantamento de salários.
Qual o valor do lucro (ou prejuízo) do 1º exercício social da Cia. Lavação Diferente?
 

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817469 Ano: 2015
Disciplina: Contabilidade Geral
Banca: UFSC
Orgão: UFSC
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Assinale a alternativa que completa CORRETAMENTE a frase abaixo.
Considerando que a empresa XYZ realizou as seguintes operações: I – comprou mercadorias à vista por R$ 600.000; II – comprou mercadorias a prazo por R$ 200.000; III – vendeu mercadorias à vista por R$ 200.000 e a prazo por R$ 600.000. Considerando, ainda, que o estoque inicial das mercadorias era de R$ 240.000 e que após o registro dessas operações as mercadorias remanescentes foram avaliadas por R$ 440.000, os valores do CMV e do Lucro Bruto da empresa XYZ foram, respectivamente:
 

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813303 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: UFSC
Orgão: UFSC
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Texto 1
Produção Interdisciplinar de Conhecimento Científico no Brasil: temas ambientais
Tatiana de P. A. Maranhão¹
Resumo: A importância dos temas ambientais parece ser compartilhada por diversos discursos políticos internacionais. Apesar desse aparente consenso, países adotam estratégias diferentes de investimentos no desenvolvimento científico e tecnológico, produzido de modo desigual e concentrado. Ademais, questões ambientais constituem objetos de pesquisa extremamente complexos, que necessitam de pesquisas interdisciplinares. No Brasil, houve uma reorientação temática dos investimentos em P&D, o que poderia incrementar a pesquisa interdisciplinar, mas que, de fato, demonstra a dificuldade de se superar a divisão de campos disciplinares. Analisou-se que o número de grupos de pesquisa, linhas de pesquisa, pesquisadores e produção científica cresceu de modo significativo nos censos de 2000 a 2006. Apesar desse crescimento na pesquisa, manteve-se uma concentração temática nos campos disciplinares: as Ciências Humanas e as Ciências Sociais Aplicadas concentraram-se em pesquisas sobre meio ambiente e desenvolvimento sustentável, enquanto as Biológicas, Agrárias e Exatas dedicaram-se majoritariamente à biodiversidade e aos recursos naturais.
Palavras-chave: interdisciplinaridade; produção interdisciplinar de conhecimento; desenvolvimento científico e tecnológico; pesquisa científica.
1. Introdução
Na contemporaneidade de um planeta cujo processo civilizador caracteriza-se por formar redes de interdependências dinâmicas e desiguais entre as sociedades dos indivíduos (Elias, 1994a: 112; 1994b: 264), diversos problemas interpenetram as fronteiras reais das nações e das grandes áreas do conhecimento científico. Problemas mundiais, como a desigualdade socioeconômica e a degradação ambiental (Shiva, 2004: 163-164; Latour, 2002: 15-16), transformados em problemas científicos, transcendem os limites circunscritos pela organização disciplinar do conhecimento (Bursztyn & Sayago, 2006: 104).
Ocorre que, ao longo da história, com a divisão e a especialização do trabalho (Herrera, 1984: 60-67; Bursztyn, 2005: 59-76) e com a divisão dos saberes em disciplinas baseadas numa lógica racionalista (Bartholo, 1984:71), houve uma ênfase na separação do ser humano em relação à natureza, na medida em que este pretendeu controlá-la e transformá-la por meio da ciência, da política, da economia. Atualmente, as externalidades, os riscos e a incerteza de um contexto de relações mundializadas, num tempo-espaço que ocorre em fluxos dinâmicos e velozes (Castells, 2005; Beck, Giddens & Lash, 1997; Beck, 2002), reduzem a crença humana acerca das possibilidades de ação e de compreensão sobre a Natureza, assim como se reduz a capacidade desta de renovação.
A prática interdisciplinar de pesquisa ocorre em meio a diversos contextos no âmbito da história e consiste num empreendimento coletivo (e controverso) para conhecer as realidades². Tal contexto, caracterizado pela complexidade (Baumgarten, 2006; Floriani, 2006; Zellmer et al, 2006), indica a necessidade de novas explicações científicas multidimensionais de médio e longo alcance (Baumgarten, 2006: 16-17), principalmente quando se investigam objetos complexos, que escapam às explicações de uma única disciplina (Floriani, 2006: 72).
Diante dos desafios da contemporaneidade, o presente trabalho pretende analisar certos aspectos da pesquisa interdisciplinar (Sobral, 2006a; 2006b), com base em informações sobre programas de pós-graduação interdisciplinares e dados dos quatro Censos realizados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq, em 2000, 2002, 2004 e 2006, sobre o diretório dos Grupos de Pesquisa. Uma vez que saberes disciplinares isolados são insuficientes para a análise (e solução) de problemas ambientais complexos, há que se enfrentar desafios e transcender os limites do campo científico e da organização disciplinar do conhecimento. Portanto, quais são os significados da interdisciplinaridade na produção do conhecimento científico contemporâneo?
2. Significados da interdisciplinaridade
A concepção utilizada pelo presente trabalho está de acordo com a definição esta-belecida por Lélé & Norgaard:
[...] o termo interdisciplinaridade pode ser usado para descrever todos os tipos de cruzamentos entre as disciplinas, desfazendo as sutis diferenças entre multi-, inter- e trans-, levantadas em discussões mais elaboradas sobre o assunto (2005: 967).
Tal posicionamento considera que disciplinas são artefatos acadêmico-administrativos e que, para analisar problemas complexos como a questão ambiental, é preciso pensar nas comunidades científicas sem se restringir aos saberes compartimentalizados em disciplinas curriculares (Lélé & Norgaard, 2005: 972).
Pressupõe-se, portanto, que “é impossível a construção de uma única, absoluta e geral teoria da interdisciplinaridade” (Fazenda, 1994: 13), principalmente pelo fato dessa interdisciplinaridade se constituir na prática, ou seja, ser “mais processo do que produto” (Fazenda, 1994: 25). “O significado de interdisciplinaridade evidencia um cruzamento de saberes disciplinares no campo científico e um esforço organizado de coordenação, cooperação e comunicação menos assimétrica” (Teixeira, 2004: 64).
[...]
3. Questões Ambientais e Interdisciplinaridade na Pós-Graduação
[...]
O que se percebe quando a “causa ambiental emerge como foco de interesse no mundo acadêmico” (Bursztyn, 2004: 68) é que o sistema universitário público brasileiro encontra-se em crise, para alguns, uma “crise de confiança epistemológica” (Santos, 1999: 282-283). Até 1985, existiam 54.000 pesquisadores, vinculados a 36.000 projetos. Destes, um total de 580 tratava sobre “meio ambiente e recursos naturais”. As áreas do conhecimento que dominavam tais projetos relacionavam-se principalmente às Engenharias, à Biologia e à Química, que correspondiam a 95,9% do total (Bursztyn, 2004: 68). “Observa-se, dessa forma, a existência de um ‘duplo movimento’: há, simultaneamente, um destaque maior para a questão ambiental como objeto de pesquisa e um maior número de programas interdisciplinares na Pós-Graduação” (Bursztyn, 2004: 70).
Em 2008, tal situação sofreu alterações: de um total de 240 cursos de pós-graduação designados na grande área “multidisciplinar”, 190 são programas e cursos da área de conhecimento “interdisciplinar”, sendo que 96 oferecem Mestrados, 9 Doutorados, 48 Mestrados e Doutorados e 73 Mestrados profissionais reconhecidos (CAPES, 2008). Dentre esses, 17 receberam avaliação nota 5, mais do que o dobro de programas interdisciplinares com essa nota na avaliação anterior da CAPES, o que indica um aumento significativo na qualidade (e quantidade) de programas reconhecidos. Apesar disso, ainda não há nenhum curso avaliado com notas 6 ou 7, o que reforça a hipótese de resistência na cultura institucional/disciplinar das universidades e de contínuo aprimoramento dos sistemas de avaliação.
[...]
4. Produção interdisciplinar de pesquisa científica: o Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq
[...]
A partir do levantamento feito no Diretório de Grupos de Pesquisa (CNPq, 2008), há evidências da concentração de certas áreas do conhecimento em determinadas questões ambientais. À exceção dos grupos de pesquisa da grande área “Linguística, Letras e Artes”, que praticamente não apresentam afinidade com os temas ambientais selecionados para esta pesquisa, nota-se que o tema ambiental mais presente entre os grupos de pesquisa registrados no CNPq é meio ambiente (N=985 em 2006 e N’=1151 em 2008). A base do CNPq pode apresentar um mesmo grupo de pesquisa relacionado a diferentes temas, o que resulta numa dupla contagem.
[...]
5. Considerações Finais
[...]
Apesar da prática de pesquisa interdisciplinar no cenário mundial não estar sis-tematizada e das dificuldades relativas à institucionalização de cursos interdisciplinares, observou-se que, no Brasil, todas as áreas do conhecimento possuem grupos de pesquisa que trabalham temas predominantes na questão ambiental, num envolvimento crescente e constante. Todavia, as Ciências Humanas e as Ciências Sociais Aplicadas concentram-se em pesquisas sobre meio ambiente e desenvolvimento sustentável, enquanto as Biológicas, Agrárias e Exatas dedicam-se majoritariamente às temáticas da biodiversidade e dos recursos naturais.
[...]
6. Referências
[...]
Notas
1. Cientista política, mestre em Ciência Política e doutora em Sociologia pela Universidade de Brasília.
2. Pode-se citar, como um outro exemplo de esforços coletivos para lidar com fenômenos mundiais complexos, a criação de organismos internacionais, organizações não-governamentais e movimentos sociais. [...]
Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-69922010000300008&script =sci_arttext>. Acesso em: 2 set. 2015. [Adaptado].
Com base no Texto 1 e conforme a norma padrão escrita, é CORRETO afirmar que:
 

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813283 Ano: 2015
Disciplina: Contabilidade Pública
Banca: UFSC
Orgão: UFSC
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Sobre Restos a Pagar e Despesas de Exercícios Anteriores (DEA)e a repercussão nas Variações Patrimoniais, é CORRETO afirmar que tendo em vista que os restos a pagar processados pressupõem que tenha ocorrido o reconhecimento do passivo correspondente, nesta situação, no exercício corrente (no qual será executada a DEA):
 

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813230 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: UFSC
Orgão: UFSC
Provas:
Texto 1
Produção Interdisciplinar de Conhecimento Científico no Brasil: temas ambientais
Tatiana de P. A. Maranhão¹
Resumo: A importância dos temas ambientais parece ser compartilhada por diversos discursos políticos internacionais. Apesar desse aparente consenso, países adotam estratégias diferentes de investimentos no desenvolvimento científico e tecnológico, produzido de modo desigual e concentrado. Ademais, questões ambientais constituem objetos de pesquisa extremamente complexos, que necessitam de pesquisas interdisciplinares. No Brasil, houve uma reorientação temática dos investimentos em P&D, o que poderia incrementar a pesquisa interdisciplinar, mas que, de fato, demonstra a dificuldade de se superar a divisão de campos disciplinares. Analisou-se que o número de grupos de pesquisa, linhas de pesquisa, pesquisadores e produção científica cresceu de modo significativo nos censos de 2000 a 2006. Apesar desse crescimento na pesquisa, manteve-se uma concentração temática nos campos disciplinares: as Ciências Humanas e as Ciências Sociais Aplicadas concentraram-se em pesquisas sobre meio ambiente e desenvolvimento sustentável, enquanto as Biológicas, Agrárias e Exatas dedicaram-se majoritariamente à biodiversidade e aos recursos naturais.
Palavras-chave: interdisciplinaridade; produção interdisciplinar de conhecimento; desenvolvimento científico e tecnológico; pesquisa científica.
1. Introdução
Na contemporaneidade de um planeta cujo processo civilizador caracteriza-se por formar redes de interdependências dinâmicas e desiguais entre as sociedades dos indivíduos (Elias, 1994a: 112; 1994b: 264), diversos problemas interpenetram as fronteiras reais das nações e das grandes áreas do conhecimento científico. Problemas mundiais, como a desigualdade socioeconômica e a degradação ambiental (Shiva, 2004: 163-164; Latour, 2002: 15-16), transformados em problemas científicos, transcendem os limites circunscritos pela organização disciplinar do conhecimento (Bursztyn & Sayago, 2006: 104).
Ocorre que, ao longo da história, com a divisão e a especialização do trabalho (Herrera, 1984: 60-67; Bursztyn, 2005: 59-76) e com a divisão dos saberes em disciplinas baseadas numa lógica racionalista (Bartholo, 1984:71), houve uma ênfase na separação do ser humano em relação à natureza, na medida em que este pretendeu controlá-la e transformá-la por meio da ciência, da política, da economia. Atualmente, as externalidades, os riscos e a incerteza de um contexto de relações mundializadas, num tempo-espaço que ocorre em fluxos dinâmicos e velozes (Castells, 2005; Beck, Giddens & Lash, 1997; Beck, 2002), reduzem a crença humana acerca das possibilidades de ação e de compreensão sobre a Natureza, assim como se reduz a capacidade desta de renovação.
A prática interdisciplinar de pesquisa ocorre em meio a diversos contextos no âmbito da história e consiste num empreendimento coletivo (e controverso) para conhecer as realidades². Tal contexto, caracterizado pela complexidade (Baumgarten, 2006; Floriani, 2006; Zellmer et al, 2006), indica a necessidade de novas explicações científicas multidimensionais de médio e longo alcance (Baumgarten, 2006: 16-17), principalmente quando se investigam objetos complexos, que escapam às explicações de uma única disciplina (Floriani, 2006: 72).
Diante dos desafios da contemporaneidade, o presente trabalho pretende analisar certos aspectos da pesquisa interdisciplinar (Sobral, 2006a; 2006b), com base em informações sobre programas de pós-graduação interdisciplinares e dados dos quatro Censos realizados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq, em 2000, 2002, 2004 e 2006, sobre o diretório dos Grupos de Pesquisa. Uma vez que saberes disciplinares isolados são insuficientes para a análise (e solução) de problemas ambientais complexos, há que se enfrentar desafios e transcender os limites do campo científico e da organização disciplinar do conhecimento. Portanto, quais são os significados da interdisciplinaridade na produção do conhecimento científico contemporâneo?
2. Significados da interdisciplinaridade
A concepção utilizada pelo presente trabalho está de acordo com a definição esta-belecida por Lélé & Norgaard:
[...] o termo interdisciplinaridade pode ser usado para descrever todos os tipos de cruzamentos entre as disciplinas, desfazendo as sutis diferenças entre multi-, inter- e trans-, levantadas em discussões mais elaboradas sobre o assunto (2005: 967).
Tal posicionamento considera que disciplinas são artefatos acadêmico-administrativos e que, para analisar problemas complexos como a questão ambiental, é preciso pensar nas comunidades científicas sem se restringir aos saberes compartimentalizados em disciplinas curriculares (Lélé & Norgaard, 2005: 972).
Pressupõe-se, portanto, que “é impossível a construção de uma única, absoluta e geral teoria da interdisciplinaridade” (Fazenda, 1994: 13), principalmente pelo fato dessa interdisciplinaridade se constituir na prática, ou seja, ser “mais processo do que produto” (Fazenda, 1994: 25). “O significado de interdisciplinaridade evidencia um cruzamento de saberes disciplinares no campo científico e um esforço organizado de coordenação, cooperação e comunicação menos assimétrica” (Teixeira, 2004: 64).
[...]
3. Questões Ambientais e Interdisciplinaridade na Pós-Graduação
[...]
O que se percebe quando a “causa ambiental emerge como foco de interesse no mundo acadêmico” (Bursztyn, 2004: 68) é que o sistema universitário público brasileiro encontra-se em crise, para alguns, uma “crise de confiança epistemológica” (Santos, 1999: 282-283). Até 1985, existiam 54.000 pesquisadores, vinculados a 36.000 projetos. Destes, um total de 580 tratava sobre “meio ambiente e recursos naturais”. As áreas do conhecimento que dominavam tais projetos relacionavam-se principalmente às Engenharias, à Biologia e à Química, que correspondiam a 95,9% do total (Bursztyn, 2004: 68). “Observa-se, dessa forma, a existência de um ‘duplo movimento’: há, simultaneamente, um destaque maior para a questão ambiental como objeto de pesquisa e um maior número de programas interdisciplinares na Pós-Graduação” (Bursztyn, 2004: 70).
Em 2008, tal situação sofreu alterações: de um total de 240 cursos de pós-graduação designados na grande área “multidisciplinar”, 190 são programas e cursos da área de conhecimento “interdisciplinar”, sendo que 96 oferecem Mestrados, 9 Doutorados, 48 Mestrados e Doutorados e 73 Mestrados profissionais reconhecidos (CAPES, 2008). Dentre esses, 17 receberam avaliação nota 5, mais do que o dobro de programas interdisciplinares com essa nota na avaliação anterior da CAPES, o que indica um aumento significativo na qualidade (e quantidade) de programas reconhecidos. Apesar disso, ainda não há nenhum curso avaliado com notas 6 ou 7, o que reforça a hipótese de resistência na cultura institucional/disciplinar das universidades e de contínuo aprimoramento dos sistemas de avaliação.
[...]
4. Produção interdisciplinar de pesquisa científica: o Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq
[...]
A partir do levantamento feito no Diretório de Grupos de Pesquisa (CNPq, 2008), há evidências da concentração de certas áreas do conhecimento em determinadas questões ambientais. À exceção dos grupos de pesquisa da grande área “Linguística, Letras e Artes”, que praticamente não apresentam afinidade com os temas ambientais selecionados para esta pesquisa, nota-se que o tema ambiental mais presente entre os grupos de pesquisa registrados no CNPq é meio ambiente (N=985 em 2006 e N’=1151 em 2008). A base do CNPq pode apresentar um mesmo grupo de pesquisa relacionado a diferentes temas, o que resulta numa dupla contagem.
[...]
5. Considerações Finais
[...]
Apesar da prática de pesquisa interdisciplinar no cenário mundial não estar sis-tematizada e das dificuldades relativas à institucionalização de cursos interdisciplinares, observou-se que, no Brasil, todas as áreas do conhecimento possuem grupos de pesquisa que trabalham temas predominantes na questão ambiental, num envolvimento crescente e constante. Todavia, as Ciências Humanas e as Ciências Sociais Aplicadas concentram-se em pesquisas sobre meio ambiente e desenvolvimento sustentável, enquanto as Biológicas, Agrárias e Exatas dedicam-se majoritariamente às temáticas da biodiversidade e dos recursos naturais.
[...]
6. Referências
[...]
Notas
1. Cientista política, mestre em Ciência Política e doutora em Sociologia pela Universidade de Brasília.
2. Pode-se citar, como um outro exemplo de esforços coletivos para lidar com fenômenos mundiais complexos, a criação de organismos internacionais, organizações não-governamentais e movimentos sociais. [...]
Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-69922010000300008&script =sci_arttext>. Acesso em: 2 set. 2015. [Adaptado].
Assinale a alternativa CORRETA.
O objetivo do Texto 1 é:
 

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