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A capciosa conjugação do verbo “entreter”
Eduardo de Moraes Sabbag
O verbo “entreter” possui conjugação capciosa. Tanto é verdade que é possível ouvir flexões curiosas – “ele /entérte/”, “ele vai /entertê/”, “ele havia /entertido/” –, principalmente, é claro, na voz daquele falante com pouca instrução... e simpática simplicidade.
Já faz um bom tempo que cheguei a São Paulo, vindo de Guaxupé, em Minas Gerais. Lá vivi até meus 17 anos e testemunhei, não poucas vezes, as “divertidas” flexões.
A propósito, vem-me à mente a fala de um simpático sorveteiro – um daqueles que anda a cidade toda, empurrando um carrinho e anunciando com buzina que está ali –, de quem comprávamos, quando crianças, os inesquecíveis “sorvetes de saquinho”. O homem vociferava, indicando o produto maior do que o outro:
– Leve este, menino! Ele “enterte” mais...
Obviamente, não me valho do presente artigo para apontar, com o indicador, o “erro” de conjugação verbal daquele falante, de origem simples e limitada instrução. À luz do padrão culto da língua, há um problema, sim, na flexão verbal por ele utilizada. Todavia, se atentarmos para os fatores múltiplos que demarcam o plano da comunicação – grau de instrução do falante, coloquialidade do discurso, objetivo da mensagem, entre outros –, poderemos até defender a ausência de “erro” naquela fala. Os linguistas me apoiam – creio.
Posso dizer, assim, que aquele simpático sorveteiro, que ainda permanece em minha memória, com seu legítimo “mineirês”, inspirou-me a falar sobre a conjugação do verbo ENTRETER. É o motivo deste artigo. Passemos, então, à análise do fato.
De início, é necessário destacar que o verbo ENTRETER possui a acepção de “distrair, ter por ocupação”. Exemplo: “O homem poderia entreter a criança com o sorvete”. Nota-se que sua transitividade é dupla, podendo apresentar-se como verbo transitivo direto ou como verbo bitransitivo. Veja:
O palhaço entreteve a criança (verbo transitivo direto);
O palhaço entretinha as crianças com brincadeiras (verbo transitivo direto e indireto).
Em tempo, é importante lembrar que o verbo pode ser pronominal:
O palhaço entreteve-se com a plateia naquele circo;
Eu me entretenho com música popular brasileira.
Passemos, agora, aos problemas de flexão verbal. Não percamos de vista, todavia, que este verbo deve ser conjugado como o verbo “ter”, do qual deriva.
Já no presente do indicativo, o verbo começa a mostrar suas “garras”. Se falamos “eu tenho”, falaremos “eu entretenho”. [...] Aliás, e se o saudoso sorveteiro da infância quisesse se valer do português culto? [...]
Cá pra nós: do jeito que criança é, desconfiada e arredia, é bem provável que deixasse de comprar aquele sorvete maior... Ficaria inibida com um verbo tão diferente e erudito... O tiro sairia pela culatra! Por isso, insistimos que, se houve “erro”, este se deu apenas na perspectiva imposta pelo português de rigor, na esteira do padrão culto da linguagem. Quando analisamos o plano comunicacional, em uma abrangência superior, não veremos erro na fala. São os mistérios e ensinamentos da oralidade despretensiosa...
[...]
Assim, vimos algumas “encruzilhadas” que este verbo apresenta. E tudo porque uma agradável lembrança da infância veio à tona... e nos entreteve neste artigo. Um gramatical entretenimento...
Aliás, seria tão bom ouvir novamente aquele buzina do homem do sorvete, oferecendo o produto “que /entérte/”, “que vai /entertê/ mais”... Seria uma ótima oportunidade de lhe dizer que aquela espontânea flexão verbal, por ele utilizada, não existe, mas que seu sorvete era inesquecível! Tão inesquecível que sua fala me levou a aprender, com o tempo – e no português de rigor –, que são melhores as formas “ele entretém”, “ele vai entreter”, “ele havia entretido”.
Disponível em: <http://www.cartaforense.com.br/autor/eduardo-de-moraes-sabbag/7>.
[Adaptado]. Acesso em: 9 set. 2017.
Considerando o trecho abaixo, transcrito do Texto, analise as afirmativas apresentadas na sequência, conforme a norma padrão escrita, e assinale a alternativa correta.
– Leve este, menino! Ele “enterte” mais...
I. O verbo “entreter” deveria estar flexionado na forma “entrete”.
II. A flexão de “entreter” na terceira pessoa do singular do presente do indicativo é “entretém”.
III. O pronome pessoal retoma o pronome demonstrativo.
IV. O termo “ele” retoma o substantivo “menino”.
 

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A capciosa conjugação do verbo “entreter”
Eduardo de Moraes Sabbag
O verbo “entreter” possui conjugação capciosa. Tanto é verdade que é possível ouvir flexões curiosas – “ele /entérte/”, “ele vai /entertê/”, “ele havia /entertido/” –, principalmente, é claro, na voz daquele falante com pouca instrução... e simpática simplicidade.
Já faz um bom tempo que cheguei a São Paulo, vindo de Guaxupé, em Minas Gerais. Lá vivi até meus 17 anos e testemunhei, não poucas vezes, as “divertidas” flexões.
A propósito, vem-me à mente a fala de um simpático sorveteiro – um daqueles que anda a cidade toda, empurrando um carrinho e anunciando com buzina que está ali –, de quem comprávamos, quando crianças, os inesquecíveis “sorvetes de saquinho”. O homem vociferava, indicando o produto maior do que o outro:
– Leve este, menino! Ele “enterte” mais...
Obviamente, não me valho do presente artigo para apontar, com o indicador, o “erro” de conjugação verbal daquele falante, de origem simples e limitada instrução. À luz do padrão culto da língua, há um problema, sim, na flexão verbal por ele utilizada. Todavia, se atentarmos para os fatores múltiplos que demarcam o plano da comunicação – grau de instrução do falante, coloquialidade do discurso, objetivo da mensagem, entre outros –, poderemos até defender a ausência de “erro” naquela fala. Os linguistas me apoiam – creio.
Posso dizer, assim, que aquele simpático sorveteiro, que ainda permanece em minha memória, com seu legítimo “mineirês”, inspirou-me a falar sobre a conjugação do verbo ENTRETER. É o motivo deste artigo. Passemos, então, à análise do fato.
De início, é necessário destacar que o verbo ENTRETER possui a acepção de “distrair, ter por ocupação”. Exemplo: “O homem poderia entreter a criança com o sorvete”. Nota-se que sua transitividade é dupla, podendo apresentar-se como verbo transitivo direto ou como verbo bitransitivo. Veja:
O palhaço entreteve a criança (verbo transitivo direto);
O palhaço entretinha as crianças com brincadeiras (verbo transitivo direto e indireto).
Em tempo, é importante lembrar que o verbo pode ser pronominal:
O palhaço entreteve-se com a plateia naquele circo;
Eu me entretenho com música popular brasileira.
Passemos, agora, aos problemas de flexão verbal. Não percamos de vista, todavia, que este verbo deve ser conjugado como o verbo “ter”, do qual deriva.
Já no presente do indicativo, o verbo começa a mostrar suas “garras”. Se falamos “eu tenho”, falaremos “eu entretenho”. [...] Aliás, e se o saudoso sorveteiro da infância quisesse se valer do português culto? [...]
Cá pra nós: do jeito que criança é, desconfiada e arredia, é bem provável que deixasse de comprar aquele sorvete maior... Ficaria inibida com um verbo tão diferente e erudito... O tiro sairia pela culatra! Por isso, insistimos que, se houve “erro”, este se deu apenas na perspectiva imposta pelo português de rigor, na esteira do padrão culto da linguagem. Quando analisamos o plano comunicacional, em uma abrangência superior, não veremos erro na fala. São os mistérios e ensinamentos da oralidade despretensiosa...
[...]
Assim, vimos algumas “encruzilhadas” que este verbo apresenta. E tudo porque uma agradável lembrança da infância veio à tona... e nos entreteve neste artigo. Um gramatical entretenimento...
Aliás, seria tão bom ouvir novamente aquele buzina do homem do sorvete, oferecendo o produto “que /entérte/”, “que vai /entertê/ mais”... Seria uma ótima oportunidade de lhe dizer que aquela espontânea flexão verbal, por ele utilizada, não existe, mas que seu sorvete era inesquecível! Tão inesquecível que sua fala me levou a aprender, com o tempo – e no português de rigor –, que são melhores as formas “ele entretém”, “ele vai entreter”, “ele havia entretido”.
Disponível em: <http://www.cartaforense.com.br/autor/eduardo-de-moraes-sabbag/7>.
[Adaptado]. Acesso em: 9 set. 2017.
A esfera que caracteriza a circulação à qual pertence o gênero do Texto 1 é a:
 

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Texto 2

Enunciado 1141994-1
Disponível em: <https://wordsofleisure.com/tag/mafalda/page/2/>. [Adaptado]. Acesso em: 11 set. 2017.
Com base no Texto 2 e na norma padrão escrita, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. O pronome “eu” tem o mesmo referente em todos os balões. II. O pronome “eu” exerce a função de sujeito da oração em todos os balões. III. O Texto 2 é um exemplo do gênero “tira” ou “tirinha”. IV. A principal função do destaque aos termos “mãe” (segundo balão) e “filha” (terceiro balão) é evitar que o leitor fique em dúvida de quem é a voz naquele quadro.
 

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razões científicas para aprender outro idioma

Humberto Abdo

Pesquisas científicas conduzidas nos últimos anos têm confirmado a importância e os

benefícios cognitivos de aprender novos idiomas. Além de poder assimilar outra linguagem e

sua cultura, as vantagens de estudar idiomas envolvem o desenvolvimento da memória,

habilidades de tomar decisões com mais rapidez e ainda ajudam a atrasar algumas doenças,

como o Alzheimer. Confira cinco motivos pelos quais você deve começar a aprender uma

nova língua:

1. Você desenvolve melhor as suas habilidades multitarefa

Pessoas que sabem falar mais de um idioma, especialmente crianças, conseguem “deslocar”

facilmente a atenção entre dois sistemas de fala e escrita. Um estudo da Universidade

Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, sugeriu que essa habilidade ajuda a

desenvolvermos a capacidade de conciliar várias tarefas ao mesmo tempo, já que o cérebro

passa pelo exercício de revezar entre diferentes estruturas linguísticas.

2. Os riscos de ter Alzheimer ou demência diminuem

Vários estudos sobre o assunto foram conduzidos e os resultados demonstram que, para

adultos que só falam uma língua, a idade média para os primeiros sinais de demência

começarem a se manifestar é 71,4. Entre adultos que falam duas ou mais línguas, os

sintomas só começam aos 75,5. As pesquisas também consideraram fatores como

escolaridade, nível de renda, sexo e saúde física, mas esses aspectos não alteraram os

resultados.

3. Sua memória também é fortalecida

Um estudo publicado em 2011 pela Academia Americana de Neurologia mostrou que

aprender novos idiomas ajuda a “proteger” nossas memórias, mesmo depois de adultos.

Entre os voluntários do estudo, os pesquisadores descobriram que falantes de quatro ou mais

idiomas tinham cinco vezes menos chance de desenvolver problemas cognitivos em

comparação com quem falava dois idiomas; para os que falavam três línguas, a chance era

três vezes menor. Os resultados consideraram a idade e escolaridade dos participantes.

4. Melhora a capacidade de tomar decisões

Publicado pelo periódico Psychological Science, um estudo da Universidade de Chicago

sugere que o processo de raciocinar em outro idioma ajuda a diminuir inconsistências

cognitivas e melhora o processo de tomada de decisão: ao usar seu idioma estrangeiro, as

decisões passam a ser mais sistemáticas e menos baseadas em fatores negativos, processo

mental que seria comum ao usar a língua nativa.

5. Sua percepção fica mais aguçada

Uma pesquisa da Universidade de Pompeu Fabra, na Espanha, revelou que pessoas que

falam mais de um idioma são mais observadoras e capazes de manter o foco sobre

informações relevantes, filtrando o que não for tão importante. Também demonstram melhor

desempenho para identificar informações erradas — o personagem Sherlock Holmes não era

um poliglota por acaso.

Disponível em: http://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2016/12/5-razoes-cientificas-para-aprender-outro-idioma.html. Acesso em: set. 20

 
Identifique as afirmativas em que o termo destacado corresponde ao sujeito da frase e, em seguida, assinale a alternativa correta.
I. “Pesquisas científicas conduzidas nos últimos anos têm confirmado a importância e os benefícios cognitivos de aprender novos idiomas.” (linhas 01 e 02) II. “Além de poder assimilar outra linguagem e sua cultura, as vantagens de estudar idiomas envolvem o desenvolvimento da memória [...].” (linhas 02 e 03) III. “Entre adultos que falam duas ou mais línguas, os sintomas só começam aos 75,5.” (linhas 18 e 19) IV.“Publicado pelo periódico Psychological Science, um estudo da Universidade de Chicago sugere que o processo de raciocinar em outro idioma ajuda a diminuir inconsistências cognitivas e melhora o processo de tomada de decisão.” (linhas 32 a 34) V. “Uma pesquisa da Universidade de Pompeu Fabra, na Espanha, revelou que pessoas que falam mais de um idioma são mais observadoras e capazes de manter o foco sobre informações relevantes, filtrando o que não for tão importante.” (linhas 39 a 41)
 

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razões científicas para aprender outro idioma

Humberto Abdo

Pesquisas científicas conduzidas nos últimos anos têm confirmado a importância e os

benefícios cognitivos de aprender novos idiomas. Além de poder assimilar outra linguagem e

sua cultura, as vantagens de estudar idiomas envolvem o desenvolvimento da memória,

habilidades de tomar decisões com mais rapidez e ainda ajudam a atrasar algumas doenças,

como o Alzheimer. Confira cinco motivos pelos quais você deve começar a aprender uma

nova língua:

1. Você desenvolve melhor as suas habilidades multitarefa

Pessoas que sabem falar mais de um idioma, especialmente crianças, conseguem “deslocar”

facilmente a atenção entre dois sistemas de fala e escrita. Um estudo da Universidade

Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, sugeriu que essa habilidade ajuda a

desenvolvermos a capacidade de conciliar várias tarefas ao mesmo tempo, já que o cérebro

passa pelo exercício de revezar entre diferentes estruturas linguísticas.

2. Os riscos de ter Alzheimer ou demência diminuem

Vários estudos sobre o assunto foram conduzidos e os resultados demonstram que, para

adultos que só falam uma língua, a idade média para os primeiros sinais de demência

começarem a se manifestar é 71,4. Entre adultos que falam duas ou mais línguas, os

sintomas só começam aos 75,5. As pesquisas também consideraram fatores como

escolaridade, nível de renda, sexo e saúde física, mas esses aspectos não alteraram os

resultados.

3. Sua memória também é fortalecida

Um estudo publicado em 2011 pela Academia Americana de Neurologia mostrou que

aprender novos idiomas ajuda a “proteger” nossas memórias, mesmo depois de adultos.

Entre os voluntários do estudo, os pesquisadores descobriram que falantes de quatro ou mais

idiomas tinham cinco vezes menos chance de desenvolver problemas cognitivos em

comparação com quem falava dois idiomas; para os que falavam três línguas, a chance era

três vezes menor. Os resultados consideraram a idade e escolaridade dos participantes.

4. Melhora a capacidade de tomar decisões

Publicado pelo periódico Psychological Science, um estudo da Universidade de Chicago

sugere que o processo de raciocinar em outro idioma ajuda a diminuir inconsistências

cognitivas e melhora o processo de tomada de decisão: ao usar seu idioma estrangeiro, as

decisões passam a ser mais sistemáticas e menos baseadas em fatores negativos, processo

mental que seria comum ao usar a língua nativa.

5. Sua percepção fica mais aguçada

Uma pesquisa da Universidade de Pompeu Fabra, na Espanha, revelou que pessoas que

falam mais de um idioma são mais observadoras e capazes de manter o foco sobre

informações relevantes, filtrando o que não for tão importante. Também demonstram melhor

desempenho para identificar informações erradas — o personagem Sherlock Holmes não era

um poliglota por acaso.

Disponível em: http://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2016/12/5-razoes-cientificas-para-aprender-outro-idioma.html. Acesso em: set. 20

 
Considere as seguintes sentenças, retiradas do Texto 3.
“Pesquisas científicas conduzidas nos últimos anos têm confirmado a importância e os benefícios cognitivos de aprender novos idiomas.” (linhas 01 e 02)
“ [...] e ainda ajudam a atrasar algumas doenças, como o Alzheimer.” (linhas 04 e 05)
Entre adultos que falam duas ou mais línguas, os sintomas só começam aos 75,5.” (linhas 18 e 19)
“Pessoas que sabem falar mais de um idioma, especialmente crianças, conseguem “deslocar” facilmente a atenção entre dois sistemas de fala e escrita.” (linhas 09 e 10)
Os termos destacados pertencem, respectivamente, às seguintes classes de palavras:
 

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A capciosa conjugação do verbo “entreter”
Eduardo de Moraes Sabbag
O verbo “entreter” possui conjugação capciosa. Tanto é verdade que é possível ouvir flexões curiosas – “ele /entérte/”, “ele vai /entertê/”, “ele havia /entertido/” –, principalmente, é claro, na voz daquele falante com pouca instrução... e simpática simplicidade.
Já faz um bom tempo que cheguei a São Paulo, vindo de Guaxupé, em Minas Gerais. III) vivi até meus 17 anos e testemunhei, não poucas vezes, as “divertidas” flexões.
A propósito, vem-me à mente a fala de um simpático sorveteiro – um daqueles que anda a cidade toda, empurrando um carrinho e anunciando com buzina que está ali –, de quem comprávamos, quando crianças, os inesquecíveis “sorvetes de saquinho”. O homem vociferava, indicando o produto maior do que o outro:
– Leve este, menino! Ele “enterte” mais...
Obviamente, não me valho do presente artigo para apontar, com o indicador, o “erro” de conjugação verbal daquele falante, de origem simples e limitada instrução. À luz do padrão culto da língua, há um problema, sim, na flexão verbal por ele III) utilizada. Todavia I), se atentarmos para os fatores múltiplos que demarcam o plano da comunicação – grau de instrução do falante, coloquialidade do discurso, objetivo da mensagem, entre outros –, poderemos até defender a ausência de “erro” naquela fala. Os linguistas me apoiam – creio.
Posso dizer, assim I), que II) aquele simpático sorveteiro, que II) ainda permanece em minha memória, com seu legítimo “mineirês”, inspirou-me a falar sobre a conjugação do verbo ENTRETER. É o motivo deste artigo. Passemos, então, à análise do fato.
De início, é necessário destacar que o verbo ENTRETER possui a acepção de “distrair, ter por ocupação”. Exemplo: “O homem poderia entreter a criança com o sorvete”. Nota-se que sua transitividade é dupla, podendo apresentar-se como verbo transitivo direto ou como verbo bitransitivo. Veja:
O palhaço entreteve a criança (verbo transitivo direto);
O palhaço entretinha as crianças com brincadeiras (verbo transitivo direto e indireto).
Em tempo, é importante lembrar que o verbo pode ser pronominal:
O palhaço entreteve-se com a plateia naquele circo;
Eu me entretenho com música popular brasileira.
Passemos, agora, aos problemas de flexão verbal. Não percamos de vista, todavia, que este verbo deve ser conjugado como o verbo “ter”, do qual deriva.
Já no presente do indicativo, o verbo começa a mostrar suas “garras”. Se falamos “eu tenho”, falaremos “eu entretenho”. [...] Aliás, e se o saudoso sorveteiro da infância quisesse se valer do português culto? [...]
Cá pra nós: do jeito que criança é, desconfiada e arredia, é bem provável que deixasse de comprar aquele sorvete maior... Ficaria inibida com um verbo tão diferente e erudito... O tiro sairia pela culatra! Por isso, insistimos que, se houve “erro”, este se deu apenas na perspectiva imposta pelo português de rigor, na esteira do padrão culto da linguagem. Quando analisamos o plano comunicacional, em uma abrangência superior, não veremos erro na fala. São os mistérios e ensinamentos da oralidade despretensiosa...
[...]
Assim, vimos algumas “encruzilhadas” que este verbo apresenta. E tudo porque uma agradável lembrança da infância veio à tona... e nos entreteve neste artigo. Um gramatical entretenimento...
Aliás, seria tão bom ouvir novamente aquele buzina do homem do sorvete, oferecendo o produto “que /entérte/”, “que vai /entertê/ mais”... Seria uma ótima oportunidade de lhe dizer que aquela espontânea flexão verbal, por ele utilizada, não existe, mas que seu sorvete era inesquecível! Tão inesquecível que sua fala me levou a aprender, com o tempo – e no português de rigor –, que são melhores as formas “ele entretém”, “ele vai entreter”, “ele havia entretido”.
Disponível em: <http://www.cartaforense.com.br/autor/eduardo-de-moraes-sabbag/7>.
[Adaptado]. Acesso em: 9 set. 2017.
Com base no Texto e na norma padrão escrita, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. Os termos “Todavia” e “assim” podem ser substituídos sem prejuízo de significado por “Contudo” e “desse modo”, respectivamente.
II. As duas ocorrências da palavra “que” correspondem a, nesta ordem, conjunção integrante e pronome.
III. Em “lá” e “ele” ocorre coesão lexical por elipse.
IV. Os verbos bitransitivos flexionam-se de dois modos distintos ao mesmo tempo.
 

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Texto 2

Enunciado 1141980-1
Disponível em: <https://wordsofleisure.com/tag/mafalda/page/2/>. [Adaptado]. Acesso em: 11 set. 2017.
Com base no Texto 2 e na norma padrão escrita, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. Os termos “mas”, “porque”, “se” e “e” (primeiro, segundo, terceiro e quarto balões, respectivamente) funcionam como elementos coesivos para relacionar o dado posto como o dado novo. II. A conjunção adversativa “mas” (primeiro balão) pode ser substituída por “e” sem prejuízo de significação. III. As grafias “por que” e “porque” (primeiro e segundo balões, respectivamente) são diferentes porque a primeira ocorrência não está no início da frase e a segunda está. IV. O termo “se” (terceiro balão) desempenha a função de conjunção subordinativa causal.
 

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razões científicas para aprender outro idioma

Humberto Abdo

Pesquisas científicas conduzidas nos últimos anos têm confirmado a importância e os

benefícios cognitivos de aprender novos idiomas. Além de poder assimilar outra linguagem e

sua cultura, as vantagens de estudar idiomas envolvem o desenvolvimento da memória,

habilidades de tomar decisões com mais rapidez e ainda ajudam a atrasar algumas doenças,

como o Alzheimer. Confira cinco motivos pelos quais você deve começar a aprender uma

nova língua:

1. Você desenvolve melhor as suas habilidades multitarefa

Pessoas que sabem falar mais de um idioma, especialmente crianças, conseguem “deslocar”

facilmente a atenção entre dois sistemas de fala e escrita. Um estudo da Universidade

Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, sugeriu que essa habilidade ajuda a

desenvolvermos a capacidade de conciliar várias tarefas ao mesmo tempo, já que o cérebro

passa pelo exercício de revezar entre diferentes estruturas linguísticas.

2. Os riscos de ter Alzheimer ou demência diminuem

Vários estudos sobre o assunto foram conduzidos e os resultados demonstram que, para

adultos que só falam uma língua, a idade média para os primeiros sinais de demência

começarem a se manifestar é 71,4. Entre adultos que falam duas ou mais línguas, os

sintomas só começam aos 75,5. As pesquisas também consideraram fatores como

escolaridade, nível de renda, sexo e saúde física, mas esses aspectos não alteraram os

resultados.

3. Sua memória também é fortalecida

Um estudo publicado em 2011 pela Academia Americana de Neurologia mostrou que

aprender novos idiomas ajuda a “proteger” nossas memórias, mesmo depois de adultos.

Entre os voluntários do estudo, os pesquisadores descobriram que falantes de quatro ou mais

idiomas tinham cinco vezes menos chance de desenvolver problemas cognitivos em

comparação com quem falava dois idiomas; para os que falavam três línguas, a chance era

três vezes menor. Os resultados consideraram a idade e escolaridade dos participantes.

4. Melhora a capacidade de tomar decisões

Publicado pelo periódico Psychological Science, um estudo da Universidade de Chicago

sugere que o processo de raciocinar em outro idioma ajuda a diminuir inconsistências

cognitivas e melhora o processo de tomada de decisão: ao usar seu idioma estrangeiro, as

decisões passam a ser mais sistemáticas e menos baseadas em fatores negativos, processo

mental que seria comum ao usar a língua nativa.

5. Sua percepção fica mais aguçada

Uma pesquisa da Universidade de Pompeu Fabra, na Espanha, revelou que pessoas que

falam mais de um idioma são mais observadoras e capazes de manter o foco sobre

informações relevantes, filtrando o que não for tão importante. Também demonstram melhor

desempenho para identificar informações erradas — o personagem Sherlock Holmes não era

um poliglota por acaso.

Disponível em: http://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2016/12/5-razoes-cientificas-para-aprender-outro-idioma.html. Acesso em: set. 20

 

De acordo com a norma padrão escrita da língua portuguesa, indique se as afirmativas abaixo são verdadeiras (V) ou falsas (F) e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.

(  ) Em “Pessoas que sabem falar mais de um idioma” (linha 09), o pronome “que” restringe o conjunto de pessoas com a capacidade de “deslocar” a atenção entre os sistemas de fala e escrita.
(   ) Na frase “Pesquisas científicas conduzidas nos últimos anos têm confirmado a importância e os benefícios cognitivos de aprender novos idiomas” (linhas 01 e 02) a expressão destacada exerce a função de complemento nominal.
(   ) Em “os resultados demonstram que, para adultos que só falam uma língua, a idade média para os primeiros sinais de demência começarem a se manifestar é 71,4” (linha 16 a 18), os dois “que” destacados têm a mesma função sintática.
(   ) A voz verbal na frase “Vários estudos sobre o assunto foram conduzidos” (linha 16) é classificada como passiva analítica.
(   ) Na frase “As pesquisas também consideraram fatores como escolaridade, nível de renda, sexo e saúde física, mas esses aspectos não alteraram os resultados” (linhas 19 a 21), a conjunção destacada introduz uma frase explicativa.

 

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5 razões científicas para aprender outro idioma
Humberto Abdo
Pesquisas científicas conduzidas nos últimos anos têm confirmado a importância e os benefícios cognitivos de aprender novos idiomas. Além de poder assimilar outra linguagem e sua cultura, as vantagens de estudar idiomas envolvem o desenvolvimento da memória, habilidades de tomar decisões com mais rapidez e ainda ajudam a atrasar algumas doenças, como o Alzheimer. Confira cinco motivos pelos quais você deve começar a aprender uma nova língua:
1. Você desenvolve melhor as suas habilidades multitarefa
Pessoas que sabem falar mais de um idioma, especialmente crianças, conseguem “deslocar” facilmente a atenção entre dois sistemas de fala e escrita. Um estudo da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, sugeriu que essa habilidade ajuda a desenvolvermos a capacidade de conciliar várias tarefas ao mesmo tempo, já que o cérebro passa pelo exercício de revezar entre diferentes estruturas linguísticas.
2. Os riscos de ter Alzheimer ou demência diminuem
Vários estudos sobre o assunto foram conduzidos e os resultados demonstram que, para adultos que só falam uma língua, a idade média para os primeiros sinais de demência começarem a se manifestar é 71,4. Entre adultos que falam duas ou mais línguas, os sintomas só começam aos 75,5. As pesquisas também consideraram fatores como escolaridade, nível de renda, sexo e saúde física, mas esses aspectos não alteraram os resultados.
3. Sua memória também é fortalecida
Um estudo publicado em 2011 pela Academia Americana de Neurologia mostrou que aprender novos idiomas ajuda a “proteger” nossas memórias, mesmo depois de adultos. Entre os voluntários do estudo, os pesquisadores descobriram que falantes de quatro ou mais idiomas tinham cinco vezes menos chance de desenvolver problemas cognitivos em comparação com quem falava dois idiomas; para os que falavam três línguas, a chance era três vezes menor. Os resultados consideraram a idade e escolaridade dos participantes.
4. Melhora a capacidade de tomar decisões
Publicado pelo periódico Psychological Science, um estudo da Universidade de Chicago sugere que o processo de raciocinar em outro idioma ajuda a diminuir inconsistências cognitivas e melhora o processo de tomada de decisão: ao usar seu idioma estrangeiro, as decisões passam a ser mais sistemáticas e menos baseadas em fatores negativos, processo mental que seria comum ao usar a língua nativa.
5. Sua percepção fica mais aguçada
Uma pesquisa da Universidade de Pompeu Fabra, na Espanha, revelou que pessoas que falam mais de um idioma são mais observadoras e capazes de manter o foco sobre informações relevantes, filtrando o que não for tão importante. Também demonstram melhor desempenho para identificar informações erradas — o personagem Sherlock Holmes não era um poliglota por acaso.
Disponível em: <http://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2016/12/5-razoes-
cientificas-para-aprender-outro-idioma.html>. Acesso em: 18 set. 2017.
Considerando a sequência textual abaixo e a norma padrão escrita, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.
Quando eu chegar à universidade e avistar o tamanho do campus, ficarei encantado, absorto por tudo aquilo que me espera.
I. Ao se substituir os verbos “chegar” e “avistar” por “vir” e “ver”, estes devem flexionar-se em “vir” e “ver”, respectivamente.
II. Ao se substituir os verbos “chegar” e “avistar” por “vir” e “ver”, estes devem flexionar-se em “vier” e “vir”, respectivamente.
III. Ao se substituir os verbos “chegar” e “avistar” por “vir” e “ver”, estes devem flexionar-se em “vim” e “vê”, respectivamente.
IV. O termo “absorto” por ser substituído por “extasiado” sem prejuízo de significação.
V. A palavra “quando” exerce a função de conjunção subordinativa adverbial temporal.
 

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1142070 Ano: 2018
Disciplina: Engenharia Elétrica
Banca: UFSC
Orgão: UFSC
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Em relação a ensaios de transformadores de potência, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.

I. No ensaio de perdas em carga e impedância de curto-circuito, os terminais do transformador, em geral do secundário, são curto-circuitados, e no primário é aplicada uma tensão alternada na frequência nominal, de modo que a corrente atinja seu valor nominal. Esta é a tensão de curto curto-circuito do enrolamento, e nesse ensaio são medidas a tensão no primário, a corrente e a potência no secundário.

II. No ensaio a vazio, em geral, o lado do primário fica em vazio, enquanto a tensão nominal é aplicada no lado secundário. Nesse ensaio são medidas a tensão, a corrente e a potência no primário.

III. A partir do ensaio a vazio pode-se determinar a perda do núcleo, e a partir do ensaio de curto-circuito, as perdas no cobre e, portanto, o rendimento do transformador.

IV. A partir do ensaio a vazio pode-se determinar as perdas no cobre, e a partir do ensaio de curto-circuito, as perdas do núcleo e, portanto, o rendimento do transformador.

Questão Anulada

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