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Foram encontradas 60 questões.

2384985 Ano: 2009
Disciplina: Ética na Administração Pública
Banca: UFSCAR
Orgão: UFSCAR
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O Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, aprovado pelo Decreto nº 1.171, de 22.6.1994, exalta alguns valores que devem ser observados no exercício da função pública, a saber:

I. verdade, como um direito do cidadão, ainda que contrária aos seus interesses ou da administração.

II. dignidade, que deve estar refletida em comportamentos e atitudes direcionadas à preservação da honra e da tradição dos serviços públicos.

III. moralidade, representada pelo equilíbrio entre a legalidade e a finalidade do ato.

IV. decoro, que deve ser mantido pelo servidor não apenas no local de trabalho, mas também, fora dele.

V. cortesia, boa vontade e respeito pelo cidadão que paga os tributos.

Estão corretas:

 

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2384984 Ano: 2009
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: UFSCAR
Orgão: UFSCAR
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Quanto ao tratamento constitucional reservado aos servidores públicos, considere:

I. É assegurado o reajustamento dos benefícios para preservar, em caráter permanente, o valor real, conforme critérios estabelecidos em lei.

II. O tempo de contribuição federal, estadual ou municipal não será contado para efeito de aposentadoria e o tempo de serviço correspondente para efeito de disponibilidade.

III. A lei poderá estabelecer qualquer forma de contagem de tempo de contribuição fictício.

IV. Como condição para a aquisição da estabilidade, é obrigatória a avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade.

É correto apenas o que consta em:

 

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2384983 Ano: 2009
Disciplina: Ética na Administração Pública
Banca: UFSCAR
Orgão: UFSCAR
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Para fins do Código de Conduta do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, entende-se por servidor público:

I. os servidores públicos titulares de cargo efetivo.

II. os titulares de cargo em comissão.

III. os empregados de sociedades de economia mista.

IV. os que, temporariamente, prestam serviços à Administração Pública Federal, desde que mediante retribuição financeira.

Estão corretos os itens:

 

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2384982 Ano: 2009
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: UFSCAR
Orgão: UFSCAR
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Quanto ao regramento constitucional da Administração Pública, assinale a alternativa correta:

 

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2384981 Ano: 2009
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: UFSCAR
Orgão: UFSCAR
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Em tema de direitos e deveres individuais e coletivos, considere:

I. todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em qualquer local, independentemente de autorização ou de prévio aviso à autoridade competente.

II. as entidades associativas, quando expressamente autorizadas, têm legitimidade para representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente.

III. aos autores pertence o direito exclusivo de utilização de suas obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar.

IV. constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático.

V. Dentre outras hipóteses, será concedida a extradição de estrangeiros por crime político ou de opinião.

Estão corretas as que encontram apenas em:

 

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2384980 Ano: 2009
Disciplina: Ética na Administração Pública
Banca: UFSCAR
Orgão: UFSCAR
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Estão subordinados ao Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, aprovado pelo Decreto nº 1.171, de 22.06.1994:

I. os empregados das empresas públicas federais.

II. os empregados das empresas provadas que prestam serviços aos órgãos e entidades do Poder Executivo Federal mediante contrato de prestação de serviços (serviços terceirizados, tais como segurança, limpeza, etc.).

III. os que prestam serviço de natureza temporária na Administração Pública Federal direta, sem remuneração.

IV. os servidores do Poder Legislativo.

V. os servidores do Poder Judiciário.

Estão corretas:

 

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2384979 Ano: 2009
Disciplina: Ética na Administração Pública
Banca: UFSCAR
Orgão: UFSCAR
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De acordo com o Decreto nº 1.171/1994 (Código de Conduta do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal), é vedado ao servidor público:

I. valer-se do cargo para lograr proveito pessoal.

II. desviar servidor público para atendimento a interesse particular.

III. fazer uso, em benefício próprio, de informação privilegiada obtida em razão do cargo.

IV. manter consigo, fora da repartição onde exerce suas funções, o computador portátil (notebook) que recebeu para uso no interesse do serviço.

Estão corretos os itens:

 

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2384978 Ano: 2009
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: UFSCAR
Orgão: UFSCAR
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A Emenda Constitucional nº 34/2001 alterou uma regra relativa à exceção ao princípio de não-acumulação remunerada de cargos públicos. Essa alteração referiu-se à possibilidade de acumulação lícita de:

 

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2384977 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: UFSCAR
Orgão: UFSCAR
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Naquelles annos aquillo alli era u’a photographia

Por Roberto Gomes

Temos mais uma reforma ortográfica pela proa. O que dará muita dor de cabeça aos escrevinhadores em geral e a este pobre cronista em particular.

Os primeiros livros que li eram da biblioteca de meu pai, o que incluía livros vindos da biblioteca de um primo distante, que viveu no início do século XX, além daqueles que eu retirava da biblioteca pública de Blumenau. Todos obedeciam a velhas convenções ortográficas.

Sem boas livrarias na cidade e não tendo dinheiro para comprar livros novos, eu lia edições publicadas havia meio século. No cardápio, Machado de Assis nas edições Garnier, um vício do qual não me livrei até hoje. Continuo convencido de que Machado deve ser lido sempre nas edições Garnier; o leitor tomaria um vinho francês numa caneca de porcelana?

Isso significa que li os primeiros livros – os mais marcantes – em edições feitas segundo uma convenção ortográfica anterior àquela na qual fui alfabetizado. Nelas havia uma profusão de “seccado, despeza, á socapa, aquillo, affluiu, caracteres, naquelle, annos, edade, estupido, collocal-os, d’ahi, fel-o, bellas, pharmacias, cousas, vae, alli, creação, sahires, photographia, defuncto, rheumatismo, affecções, mez”. Foi o meu primeiro conflito com a ortografia. Habitava dois mundos: o dos livros escolares e, um outro, velho de uns cinqüenta anos.

Naquele momento estava em vigor a ortografia fixada em 1943. Em 1971, novas mudanças – despencaram alguns acentos, pelo que lembro. O resultado é que fiquei ainda mais confuso. Coexistiam em minha pobre cabeça convenções que vinham de 1911 e alcançavam 1971. Com minha notória capacidade de misturar alhos com bugalhos, para usar uma expressão ainda mais antiga, acabei criando confusões imensas.

Vem daí minha hesitação quando devo grafar certas palavras. Misturei várias ortografias e fico sofrendo para me lembrar se despesa é com z ou com s. A ortografia me parece um terreno movediço que flutua segundo a arbitrariedade das leis dos homens. Caiu ou não aquele acento? É diferencial? Havia uma implicância suspeita com relação ao acento diferencial. E aquele acento agudo que, em alguns casos, virava oblíquo? Por isso acabei fã de palavras proparoxítonas – levam acento e acabou-se. Que não se mexa nelas!

Agora, esse tal acordo ortográfico dos países lusófonos, sobre o qual eu e mais uns cento e oitenta milhões de brasileiros não fomos consultados. E justo quando o corretor ortográfico do Word me passava a sensação de ter afinal chegado ao paraíso.

Mas há equívocos. Em primeiro lugar, essa reforma não implica qualquer mudança na “língua portuguesa”, conforme ouvi um membro da Academia Brasileira de Letras dizer. Mudam apenas certas convenções ortográficas, não mais.

Não sei também se isso contribui realmente para “unificar” a língua que praticamos. Estou relendo no momento Os Maias, do Eça. Há nesse romance inúmeras frases incompreensíveis para um brasileiro. Não por razões ortográficas. O significado das palavras, seu desuso, o fato de designarem objetos que sumiram – o que o leitor acha que era uma tipóia? Além disso, a ordem das palavras, o modo de arranjá-las, o uso de pronomes, certos tempos verbais, certas expressões, tudo isso causa ao leitor brasileiro algum desconforto.

Nada disso está ligado à ortografia. Então, me parece que o alarde em torno desta reforma é falso. Desconfio que possa ser mais uma bobagem lusófona: colocar o secundário no lugar do principal.

Manoel Carlos Karam, meu querido amigo, me dizia uma coisa ótima: o que o incomodava era o prejuízo gráfico. Por exemplo: estava acostumado ao trema, um grafismo indissociável de certas palavras a seu ver. Por isso, a tal reforma anunciada causava nele um grande desgosto. Ademais, o trema lhe parecia belíssimo.

Um dia, faz tempo, contei meus sofrimentos ao professor Eurico Back, enquanto tomávamos cafezinho numa antiga saleta da Universidade Católica. Ele me ouviu atentamente, com um olhar divertido, e me aconselhou, com a serenidade dos sábios:

- Não dê a menor importância a essas coisas. Quando ficar em dúvida, abra um dicionário e pronto.

Fonte: http://criaredicoes.com.br/cronicasrg.htm

O elemento “e” empregado em “abra um dicionário e pronto” é classificado pelas gramáticas de língua portuguesa como uma:

 

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2384976 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: UFSCAR
Orgão: UFSCAR
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Naquelles annos aquillo alli era u’a photographia

Por Roberto Gomes

Temos mais uma reforma ortográfica pela proa. O que dará muita dor de cabeça aos escrevinhadores em geral e a este pobre cronista em particular.

Os primeiros livros que li eram da biblioteca de meu pai, o que incluía livros vindos da biblioteca de um primo distante, que viveu no início do século XX, além daqueles que eu retirava da biblioteca pública de Blumenau. Todos obedeciam a velhas convenções ortográficas.

Sem boas livrarias na cidade e não tendo dinheiro para comprar livros novos, eu lia edições publicadas havia meio século. No cardápio, Machado de Assis nas edições Garnier, um vício do qual não me livrei até hoje. Continuo convencido de que Machado deve ser lido sempre nas edições Garnier; o leitor tomaria um vinho francês numa caneca de porcelana?

Isso significa que li os primeiros livros – os mais marcantes – em edições feitas segundo uma convenção ortográfica anterior àquela na qual fui alfabetizado. Nelas havia uma profusão de “seccado, despeza, á socapa, aquillo, affluiu, caracteres, naquelle, annos, edade, estupido, collocal-os, d’ahi, fel-o, bellas, pharmacias, cousas, vae, alli, creação, sahires, photographia, defuncto, rheumatismo, affecções, mez”. Foi o meu primeiro conflito com a ortografia. Habitava dois mundos: o dos livros escolares e, um outro, velho de uns cinqüenta anos.

Naquele momento estava em vigor a ortografia fixada em 1943. Em 1971, novas mudanças – despencaram alguns acentos, pelo que lembro. O resultado é que fiquei ainda mais confuso. Coexistiam em minha pobre cabeça convenções que vinham de 1911 e alcançavam 1971. Com minha notória capacidade de misturar alhos com bugalhos, para usar uma expressão ainda mais antiga, acabei criando confusões imensas.

Vem daí minha hesitação quando devo grafar certas palavras. Misturei várias ortografias e fico sofrendo para me lembrar se despesa é com z ou com s. A ortografia me parece um terreno movediço que flutua segundo a arbitrariedade das leis dos homens. Caiu ou não aquele acento? É diferencial? Havia uma implicância suspeita com relação ao acento diferencial. E aquele acento agudo que, em alguns casos, virava oblíquo? Por isso acabei fã de palavras proparoxítonas – levam acento e acabou-se. Que não se mexa nelas!

Agora, esse tal acordo ortográfico dos países lusófonos, sobre o qual eu e mais uns cento e oitenta milhões de brasileiros não fomos consultados. E justo quando o corretor ortográfico do Word me passava a sensação de ter afinal chegado ao paraíso.

Mas há equívocos. Em primeiro lugar, essa reforma não implica qualquer mudança na “língua portuguesa”, conforme ouvi um membro da Academia Brasileira de Letras dizer. Mudam apenas certas convenções ortográficas, não mais.

Não sei também se isso contribui realmente para “unificar” a língua que praticamos. Estou relendo no momento Os Maias, do Eça. Há nesse romance inúmeras frases incompreensíveis para um brasileiro. Não por razões ortográficas. O significado das palavras, seu desuso, o fato de designarem objetos que sumiram – o que o leitor acha que era uma tipóia? Além disso, a ordem das palavras, o modo de arranjá-las, o uso de pronomes, certos tempos verbais, certas expressões, tudo isso causa ao leitor brasileiro algum desconforto.

Nada disso está ligado à ortografia. Então, me parece que o alarde em torno desta reforma é falso. Desconfio que possa ser mais uma bobagem lusófona: colocar o secundário no lugar do principal.

Manoel Carlos Karam, meu querido amigo, me dizia uma coisa ótima: o que o incomodava era o prejuízo gráfico. Por exemplo: estava acostumado ao trema, um grafismo indissociável de certas palavras a seu ver. Por isso, a tal reforma anunciada causava nele um grande desgosto. Ademais, o trema lhe parecia belíssimo.

Um dia, faz tempo, contei meus sofrimentos ao professor Eurico Back, enquanto tomávamos cafezinho numa antiga saleta da Universidade Católica. Ele me ouviu atentamente, com um olhar divertido, e me aconselhou, com a serenidade dos sábios:

- Não dê a menor importância a essas coisas. Quando ficar em dúvida, abra um dicionário e pronto.

Fonte: http://criaredicoes.com.br/cronicasrg.htm

O autor no décimo primeiro parágrafo utiliza a seguinte frase: “estava acostumado ao trema”.

Segundo o novo acordo ortográfico esse grafismo somente permanece em vocábulos como:

 

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