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3097640 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: UFSJ
Orgão: UFSJ

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Administração Participativa: vantagens e dificuldades

Iran Nunes, professor de Administração, consultor empresarial e educador corporativo

A administração participativa é uma grande e simples solução para o crescimento das organizações. Ligada diretamente à gestão de pessoas no seu dia a dia, tem grandes vantagen. Porém, precisamos esclarecer alguns pontos primários para sermos mais eficazes. Alguns desses pontos podem ser divididos em vantagens e dificuldades. Este artigo abre o debate sobre alguns destes pontos primários que são relacionados aqui, sendo que existem outros a serem considerados e até mesmo os relacionados abaixo precisam ser mais bem estudados e foram apresentados de forma a apenas iniciar uma reflexão sobre o assunto.

Dificuldades

1) A liderança da organização deve realmente querer uma administração participativa e estar preparada para ouvir o que os colaboradores têm a dizer sobre a organização, sem represálias ou perseguições, muito menos desprezar as ideias apresentadas, mesmo que não venha a seguir essas ideias. Algumas organizações pregam a participação de seus colaboradores e não consideram as suas posições. A pergunta é: se não iria considerar, para que perguntou? A resposta mais comum é que algumas dessas empresas se utilizam desse ponto como um marketing interno na tentativa de melhorar o ambiente organizacional, tornando o clima mais favorável. O problema é que, com isso, geram mais desconfiança por parte dos colaboradores do que o benefício proposto. Todas as vezes que o colaborador der uma ideia, se ela for interessante, use-a e reconheça o autor da ideia; se ela não for tão boa, convide o colaborador e mais pessoas para aperfeiçoá-la; se for ruim, explique ao autor da ideia por que ela não pode ser utilizada, sem desprezar a importância dessa participação, e estimule-o a tentar novamente. O principal é que a liderança realmente deseje a administração participativa; caso contrário, não utilize esse recurso; ele é bom, mas existem outras formas de gestão.

2) Ter uma equipe que realmente faça a diferença e que seja competente suficientemente para poder contribuir, porque uma administração participativa só será bem-sucedida se as pessoas fizerem a diferença. Ouvir sugestões ruins não ajuda muito, nem ter pessoas que não sabem o que fazer. A competência de seus colaboradores é fundamental para a organização. Ter essa equipe em dias de formação deficitária é complicado. Por isso, ou a organização tem condições de contratar bem, ou tem a oportunidade de desenvolver as pessoas, capacitando os seus colaboradores. Assim, a formação de uma equipe capaz é essencial para a administração participativa.

3) A comunicação deve ser clara. Saber se comunicar internamente é fundamental, primeiro para que os objetivos sejam compreendidos por todos e segundo para evitar distorções sobre o pensamento coletivo, gerando informações distorcidas e desgastes desnecessários. A comunicação nas organizações nem sempre é clara para todos. Assim, as ideias podem não representar o que foi solicitado porque houve uma falha sobre o que realmente é esperado. Essa falha de comunicação é sentida em várias empresas, e isso prejudica não só a administração participativa, bem como a empresa como um todo. Nesse ponto, é preciso compreender que todas as pessoas da organização devem ter ciência de quais são os objetivos da organização. Só assim, será possível colaborar. Isso parece muito óbvio, mas nem sempre acontece. Muitas pessoas que compõem a organização não sabem para onde ela está indo.

4) Evitar a disputa por poder e a vaidade dos colaboradores. Os colaboradores devem ter a consciência de que a ideia é coletiva, e não se pode disputar internamente por espaço ou poder, e sim por resultados gerais. A energia destrutiva é forte e não ajuda em nada; contribui apenas para levar a organização ao fracasso e evitar que ela atinja seus objetivos. É comum hoje a disputa por promoções, poder e liderança. [...]

Vantagens

1) A participação coletiva gera ideias diferentes sobre o mesmo assunto, dando ao gestor a possibilidade de escolha além de uma visão de especialistas em suas áreas de atuação. A administração participativa aumenta em muito a visão de novas ideias. São possibilidades que temos com a contribuição de mais pessoas, que têm ângulos de visão e níveis de conhecimento diferenciados. Esse enriquecimento gera opções positivas e mais facilidades para o alcance dos objetivos.

2) Pessoas que conhecem bem a organização têm uma visão melhor sobre a parte operacional da empresa, suas forças e fraquezas. Isso deve ser considerado, mas o gestor deve encarar isso como um grande quebra-cabeça, do qual só ele tem a visão do todo, mas as partes se somam, sendo importante a participação de cada um dos colaboradores. O profundo conhecimento da organização é importante. Sua cultura e características são particularidades que as pessoas que trabalham na organização têm e sentem de forma natural, e isso tem uma grande influência sobre os resultados da organização. Pessoas de fora, como consultores, podem ter o conhecimento do mercado, de técnicas administrativas, mas não conhecem as organizações tão bem como os seus colaboradores. Em minhas consultorias empresariais, encontrei, em 80% dos casos, as respostas para o sucesso das organizações dentro das próprias organizações, e as respostas me foram dadas pelos próprios colaboradores; bastou ouvi-los.

3) Outro ponto forte da administração participativa é que as pessoas quando fazem parte desse processo não só colaboram, mas se comprometem com os resultados. Afinal, o trabalho é coletivo e por isso temos um compromisso assumido por todos. A ideia é minha também, e isso gera um aumento da motivação da equipe. É muito diferente eu receber uma ordem de eu construir uma solução. Quando o colaborador participa de alguma forma da construção, eu sou responsável direto sobre o seu resultado. Assim, a motivação é um fator que diretamente ajuda, nesse caso, a chegar a um ponto desejado.

4) A administração participativa contribui para o crescimento das pessoas da organização; uns aprendem com os outros. Dessa forma, o crescimento é coletivo. O conhecimento compartilhado é uma forma de a organização aprender e, então o trabalho acaba sendo executado por profissionais em constante desenvolvimento.

Tanto relativo às dificuldades quanto em relação às vantagens, a administração participativa deve ser trabalhada. Assim, não podemos ter um juízo de valor único. As organizações que conseguem superar os problemas e que adotam a administração participativa têm conseguido resultados melhores. No mínimo, existe um avanço do conhecimento interno e a motivação em busca do resultado é outra, chegando à conclusão de que, mesmo que ainda não seja possível que a sua organização adote esse tipo de gestão agora, deve iniciar esse processo. Há formas de se adotar a administração participativa de forma gradual.

As novas formas de gestão de pessoas são debatidas e a visão de que a solução de nossos problemas está mais perto do que pensamos é verdade. A resposta para seus problemas pode estar dentro da sua organização.

Publicado em 29 de maio de 2011. (Texto adaptado)

No ponto 4 das Dificuldades, no período “A energia destrutiva é forte e não ajuda em nada, contribui apenas para levar a organização ao fracasso e evitar que ela atinja seus objetivos.”, existe um efeito de sentido de

 

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3097639 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: UFSJ
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Administração Participativa: vantagens e dificuldades

Iran Nunes, professor de Administração, consultor empresarial e educador corporativo

A administração participativa é uma grande e simples solução para o crescimento das organizações. Ligada diretamente à gestão de pessoas no seu dia a dia, tem grandes vantagen. Porém, precisamos esclarecer alguns pontos primários para sermos mais eficazes. Alguns desses pontos podem ser divididos em vantagens e dificuldades. Este artigo abre o debate sobre alguns destes pontos primários que são relacionados aqui, sendo que existem outros a serem considerados e até mesmo os relacionados abaixo precisam ser mais bem estudados e foram apresentados de forma a apenas iniciar uma reflexão sobre o assunto.

Dificuldades

1) A liderança da organização deve realmente querer uma administração participativa e estar preparada para ouvir o que os colaboradores têm a dizer sobre a organização, sem represálias ou perseguições, muito menos desprezar as ideias apresentadas, mesmo que não venha a seguir essas ideias. Algumas organizações pregam a participação de seus colaboradores e não consideram as suas posições. A pergunta é: se não iria considerar, para que perguntou? A resposta mais comum é que algumas dessas empresas se utilizam desse ponto como um marketing interno na tentativa de melhorar o ambiente organizacional, tornando o clima mais favorável. O problema é que, com isso, geram mais desconfiança por parte dos colaboradores do que o benefício proposto. Todas as vezes que o colaborador der uma ideia, se ela for interessante, use-a e reconheça o autor da ideia; se ela não for tão boa, convide o colaborador e mais pessoas para aperfeiçoá-la; se for ruim, explique ao autor da ideia por que ela não pode ser utilizada, sem desprezar a importância dessa participação, e estimule-o a tentar novamente. O principal é que a liderança realmente deseje a administração participativa; caso contrário, não utilize esse recurso; ele é bom, mas existem outras formas de gestão.

2) Ter uma equipe que realmente faça a diferença e que seja competente suficientemente para poder contribuir, porque uma administração participativa só será bem-sucedida se as pessoas fizerem a diferença. Ouvir sugestões ruins não ajuda muito, nem ter pessoas que não sabem o que fazer. A competência de seus colaboradores é fundamental para a organização. Ter essa equipe em dias de formação deficitária é complicado. Por isso, ou a organização tem condições de contratar bem, ou tem a oportunidade de desenvolver as pessoas, capacitando os seus colaboradores. Assim, a formação de uma equipe capaz é essencial para a administração participativa.

3) A comunicação deve ser clara. Saber se comunicar internamente é fundamental, primeiro para que os objetivos sejam compreendidos por todos e segundo para evitar distorções sobre o pensamento coletivo, gerando informações distorcidas e desgastes desnecessários. A comunicação nas organizações nem sempre é clara para todos. Assim, as ideias podem não representar o que foi solicitado porque houve uma falha sobre o que realmente é esperado. Essa falha de comunicação é sentida em várias empresas, e isso prejudica não só a administração participativa, bem como a empresa como um todo. Nesse ponto, é preciso compreender que todas as pessoas da organização devem ter ciência de quais são os objetivos da organização. Só assim, será possível colaborar. Isso parece muito óbvio, mas nem sempre acontece. Muitas pessoas que compõem a organização não sabem para onde ela está indo.

4) Evitar a disputa por poder e a vaidade dos colaboradores. Os colaboradores devem ter a consciência de que a ideia é coletiva, e não se pode disputar internamente por espaço ou poder, e sim por resultados gerais. A energia destrutiva é forte e não ajuda em nada; contribui apenas para levar a organização ao fracasso e evitar que ela atinja seus objetivos. É comum hoje a disputa por promoções, poder e liderança. [...]

Vantagens

1) A participação coletiva gera ideias diferentes sobre o mesmo assunto, dando ao gestor a possibilidade de escolha além de uma visão de especialistas em suas áreas de atuação. A administração participativa aumenta em muito a visão de novas ideias. São possibilidades que temos com a contribuição de mais pessoas, que têm ângulos de visão e níveis de conhecimento diferenciados. Esse enriquecimento gera opções positivas e mais facilidades para o alcance dos objetivos.

2) Pessoas que conhecem bem a organização têm uma visão melhor sobre a parte operacional da empresa, suas forças e fraquezas. Isso deve ser considerado, mas o gestor deve encarar isso como um grande quebra-cabeça, do qual só ele tem a visão do todo, mas as partes se somam, sendo importante a participação de cada um dos colaboradores. O profundo conhecimento da organização é importante. Sua cultura e características são particularidades que as pessoas que trabalham na organização têm e sentem de forma natural, e isso tem uma grande influência sobre os resultados da organização. Pessoas de fora, como consultores, podem ter o conhecimento do mercado, de técnicas administrativas, mas não conhecem as organizações tão bem como os seus colaboradores. Em minhas consultorias empresariais, encontrei, em 80% dos casos, as respostas para o sucesso das organizações dentro das próprias organizações, e as respostas me foram dadas pelos próprios colaboradores; bastou ouvi-los.

3) Outro ponto forte da administração participativa é que as pessoas quando fazem parte desse processo não só colaboram, mas se comprometem com os resultados. Afinal, o trabalho é coletivo e por isso temos um compromisso assumido por todos. A ideia é minha também, e isso gera um aumento da motivação da equipe. É muito diferente eu receber uma ordem de eu construir uma solução. Quando o colaborador participa de alguma forma da construção, eu sou responsável direto sobre o seu resultado. Assim, a motivação é um fator que diretamente ajuda, nesse caso, a chegar a um ponto desejado.

4) A administração participativa contribui para o crescimento das pessoas da organização; uns aprendem com os outros. Dessa forma, o crescimento é coletivo. O conhecimento compartilhado é uma forma de a organização aprender e, então o trabalho acaba sendo executado por profissionais em constante desenvolvimento.

Tanto relativo às dificuldades quanto em relação às vantagens, a administração participativa deve ser trabalhada. Assim, não podemos ter um juízo de valor único. As organizações que conseguem superar os problemas e que adotam a administração participativa têm conseguido resultados melhores. No mínimo, existe um avanço do conhecimento interno e a motivação em busca do resultado é outra, chegando à conclusão de que, mesmo que ainda não seja possível que a sua organização adote esse tipo de gestão agora, deve iniciar esse processo. Há formas de se adotar a administração participativa de forma gradual.

As novas formas de gestão de pessoas são debatidas e a visão de que a solução de nossos problemas está mais perto do que pensamos é verdade. A resposta para seus problemas pode estar dentro da sua organização.

Publicado em 29 de maio de 2011. (Texto adaptado)

No trecho “A comunicação nas organizações nem sempre é clara para todos,...” , a palavra “nem” foi utilizada para

 

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Administração Participativa: vantagens e dificuldades

Iran Nunes, professor de Administração, consultor empresarial e educador corporativo

A administração participativa é uma grande e simples solução para o crescimento das organizações. Ligada diretamente à gestão de pessoas no seu dia a dia, tem grandes vantagen. Porém, precisamos esclarecer alguns pontos primários para sermos mais eficazes. Alguns desses pontos podem ser divididos em vantagens e dificuldades. Este artigo abre o debate sobre alguns destes pontos primários que são relacionados aqui, sendo que existem outros a serem considerados e até mesmo os relacionados abaixo precisam ser mais bem estudados e foram apresentados de forma a apenas iniciar uma reflexão sobre o assunto.

Dificuldades

1) A liderança da organização deve realmente querer uma administração participativa e estar preparada para ouvir o que os colaboradores têm a dizer sobre a organização, sem represálias ou perseguições, muito menos desprezar as ideias apresentadas, mesmo que não venha a seguir essas ideias. Algumas organizações pregam a participação de seus colaboradores e não consideram as suas posições. A pergunta é: se não iria considerar, para que perguntou? A resposta mais comum é que algumas dessas empresas se utilizam desse ponto como um marketing interno na tentativa de melhorar o ambiente organizacional, tornando o clima mais favorável. O problema é que, com isso, geram mais desconfiança por parte dos colaboradores do que o benefício proposto. Todas as vezes que o colaborador der uma ideia, se ela for interessante, use-a e reconheça o autor da ideia; se ela não for tão boa, convide o colaborador e mais pessoas para aperfeiçoá-la; se for ruim, explique ao autor da ideia por que ela não pode ser utilizada, sem desprezar a importância dessa participação, e estimule-o a tentar novamente. O principal é que a liderança realmente deseje a administração participativa; caso contrário, não utilize esse recurso; ele é bom, mas existem outras formas de gestão.

2) Ter uma equipe que realmente faça a diferença e que seja competente suficientemente para poder contribuir, porque uma administração participativa só será bem-sucedida se as pessoas fizerem a diferença. Ouvir sugestões ruins não ajuda muito, nem ter pessoas que não sabem o que fazer. A competência de seus colaboradores é fundamental para a organização. Ter essa equipe em dias de formação deficitária é complicado. Por isso, ou a organização tem condições de contratar bem, ou tem a oportunidade de desenvolver as pessoas, capacitando os seus colaboradores. Assim, a formação de uma equipe capaz é essencial para a administração participativa.

3) A comunicação deve ser clara. Saber se comunicar internamente é fundamental, primeiro para que os objetivos sejam compreendidos por todos e segundo para evitar distorções sobre o pensamento coletivo, gerando informações distorcidas e desgastes desnecessários. A comunicação nas organizações nem sempre é clara para todos. Assim, as ideias podem não representar o que foi solicitado porque houve uma falha sobre o que realmente é esperado. Essa falha de comunicação é sentida em várias empresas, e isso prejudica não só a administração participativa, bem como a empresa como um todo. Nesse ponto, é preciso compreender que todas as pessoas da organização devem ter ciência de quais são os objetivos da organização. Só assim, será possível colaborar. Isso parece muito óbvio, mas nem sempre acontece. Muitas pessoas que compõem a organização não sabem para onde ela está indo.

4) Evitar a disputa por poder e a vaidade dos colaboradores. Os colaboradores devem ter a consciência de que a ideia é coletiva, e não se pode disputar internamente por espaço ou poder, e sim por resultados gerais. A energia destrutiva é forte e não ajuda em nada; contribui apenas para levar a organização ao fracasso e evitar que ela atinja seus objetivos. É comum hoje a disputa por promoções, poder e liderança. [...]

Vantagens

1) A participação coletiva gera ideias diferentes sobre o mesmo assunto, dando ao gestor a possibilidade de escolha além de uma visão de especialistas em suas áreas de atuação. A administração participativa aumenta em muito a visão de novas ideias. São possibilidades que temos com a contribuição de mais pessoas, que têm ângulos de visão e níveis de conhecimento diferenciados. Esse enriquecimento gera opções positivas e mais facilidades para o alcance dos objetivos.

2) Pessoas que conhecem bem a organização têm uma visão melhor sobre a parte operacional da empresa, suas forças e fraquezas. Isso deve ser considerado, mas o gestor deve encarar isso como um grande quebra-cabeça, do qual só ele tem a visão do todo, mas as partes se somam, sendo importante a participação de cada um dos colaboradores. O profundo conhecimento da organização é importante. Sua cultura e características são particularidades que as pessoas que trabalham na organização têm e sentem de forma natural, e isso tem uma grande influência sobre os resultados da organização. Pessoas de fora, como consultores, podem ter o conhecimento do mercado, de técnicas administrativas, mas não conhecem as organizações tão bem como os seus colaboradores. Em minhas consultorias empresariais, encontrei, em 80% dos casos, as respostas para o sucesso das organizações dentro das próprias organizações, e as respostas me foram dadas pelos próprios colaboradores; bastou ouvi-los.

3) Outro ponto forte da administração participativa é que as pessoas quando fazem parte desse processo não só colaboram, mas se comprometem com os resultados. Afinal, o trabalho é coletivo e por isso temos um compromisso assumido por todos. A ideia é minha também, e isso gera um aumento da motivação da equipe. É muito diferente eu receber uma ordem de eu construir uma solução. Quando o colaborador participa de alguma forma da construção, eu sou responsável direto sobre o seu resultado. Assim, a motivação é um fator que diretamente ajuda, nesse caso, a chegar a um ponto desejado.

4) A administração participativa contribui para o crescimento das pessoas da organização; uns aprendem com os outros. Dessa forma, o crescimento é coletivo. O conhecimento compartilhado é uma forma de a organização aprender e, então o trabalho acaba sendo executado por profissionais em constante desenvolvimento.

Tanto relativo às dificuldades quanto em relação às vantagens, a administração participativa deve ser trabalhada. Assim, não podemos ter um juízo de valor único. As organizações que conseguem superar os problemas e que adotam a administração participativa têm conseguido resultados melhores. No mínimo, existe um avanço do conhecimento interno e a motivação em busca do resultado é outra, chegando à conclusão de que, mesmo que ainda não seja possível que a sua organização adote esse tipo de gestão agora, deve iniciar esse processo. Há formas de se adotar a administração participativa de forma gradual.

As novas formas de gestão de pessoas são debatidas e a visão de que a solução de nossos problemas está mais perto do que pensamos é verdade. A resposta para seus problemas pode estar dentro da sua organização.

Publicado em 29 de maio de 2011. (Texto adaptado)

No ponto 3 das Dificuldades, “internamente” é uma palavra que coesivamente pressupõe a noção de

 

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3097637 Ano: 2014
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Administração Participativa: vantagens e dificuldades

Iran Nunes, professor de Administração, consultor empresarial e educador corporativo

A administração participativa é uma grande e simples solução para o crescimento das organizações. Ligada diretamente à gestão de pessoas no seu dia a dia, tem grandes vantagen. Porém, precisamos esclarecer alguns pontos primários para sermos mais eficazes. Alguns desses pontos podem ser divididos em vantagens e dificuldades. Este artigo abre o debate sobre alguns destes pontos primários que são relacionados aqui, sendo que existem outros a serem considerados e até mesmo os relacionados abaixo precisam ser mais bem estudados e foram apresentados de forma a apenas iniciar uma reflexão sobre o assunto.

Dificuldades

1) A liderança da organização deve realmente querer uma administração participativa e estar preparada para ouvir o que os colaboradores têm a dizer sobre a organização, sem represálias ou perseguições, muito menos desprezar as ideias apresentadas, mesmo que não venha a seguir essas ideias. Algumas organizações pregam a participação de seus colaboradores e não consideram as suas posições. A pergunta é: se não iria considerar, para que perguntou? A resposta mais comum é que algumas dessas empresas se utilizam desse ponto como um marketing interno na tentativa de melhorar o ambiente organizacional, tornando o clima mais favorável. O problema é que, com isso, geram mais desconfiança por parte dos colaboradores do que o benefício proposto. Todas as vezes que o colaborador der uma ideia, se ela for interessante, use-a e reconheça o autor da ideia; se ela não for tão boa, convide o colaborador e mais pessoas para aperfeiçoá-la; se for ruim, explique ao autor da ideia por que ela não pode ser utilizada, sem desprezar a importância dessa participação, e estimule-o a tentar novamente. O principal é que a liderança realmente deseje a administração participativa; caso contrário, não utilize esse recurso; ele é bom, mas existem outras formas de gestão.

2) Ter uma equipe que realmente faça a diferença e que seja competente suficientemente para poder contribuir, porque uma administração participativa só será bem-sucedida se as pessoas fizerem a diferença. Ouvir sugestões ruins não ajuda muito, nem ter pessoas que não sabem o que fazer. A competência de seus colaboradores é fundamental para a organização. Ter essa equipe em dias de formação deficitária é complicado. Por isso, ou a organização tem condições de contratar bem, ou tem a oportunidade de desenvolver as pessoas, capacitando os seus colaboradores. Assim, a formação de uma equipe capaz é essencial para a administração participativa.

3) A comunicação deve ser clara. Saber se comunicar internamente é fundamental, primeiro para que os objetivos sejam compreendidos por todos e segundo para evitar distorções sobre o pensamento coletivo, gerando informações distorcidas e desgastes desnecessários. A comunicação nas organizações nem sempre é clara para todos. Assim, as ideias podem não representar o que foi solicitado porque houve uma falha sobre o que realmente é esperado. Essa falha de comunicação é sentida em várias empresas, e isso prejudica não só a administração participativa, bem como a empresa como um todo. Nesse ponto, é preciso compreender que todas as pessoas da organização devem ter ciência de quais são os objetivos da organização. Só assim, será possível colaborar. Isso parece muito óbvio, mas nem sempre acontece. Muitas pessoas que compõem a organização não sabem para onde ela está indo.

4) Evitar a disputa por poder e a vaidade dos colaboradores. Os colaboradores devem ter a consciência de que a ideia é coletiva, e não se pode disputar internamente por espaço ou poder, e sim por resultados gerais. A energia destrutiva é forte e não ajuda em nada; contribui apenas para levar a organização ao fracasso e evitar que ela atinja seus objetivos. É comum hoje a disputa por promoções, poder e liderança. [...]

Vantagens

1) A participação coletiva gera ideias diferentes sobre o mesmo assunto, dando ao gestor a possibilidade de escolha além de uma visão de especialistas em suas áreas de atuação. A administração participativa aumenta em muito a visão de novas ideias. São possibilidades que temos com a contribuição de mais pessoas, que têm ângulos de visão e níveis de conhecimento diferenciados. Esse enriquecimento gera opções positivas e mais facilidades para o alcance dos objetivos.

2) Pessoas que conhecem bem a organização têm uma visão melhor sobre a parte operacional da empresa, suas forças e fraquezas. Isso deve ser considerado, mas o gestor deve encarar isso como um grande quebra-cabeça, do qual só ele tem a visão do todo, mas as partes se somam, sendo importante a participação de cada um dos colaboradores. O profundo conhecimento da organização é importante. Sua cultura e características são particularidades que as pessoas que trabalham na organização têm e sentem de forma natural, e isso tem uma grande influência sobre os resultados da organização. Pessoas de fora, como consultores, podem ter o conhecimento do mercado, de técnicas administrativas, mas não conhecem as organizações tão bem como os seus colaboradores. Em minhas consultorias empresariais, encontrei, em 80% dos casos, as respostas para o sucesso das organizações dentro das próprias organizações, e as respostas me foram dadas pelos próprios colaboradores; bastou ouvi-los.

3) Outro ponto forte da administração participativa é que as pessoas quando fazem parte desse processo não só colaboram, mas se comprometem com os resultados. Afinal, o trabalho é coletivo e por isso temos um compromisso assumido por todos. A ideia é minha também, e isso gera um aumento da motivação da equipe. É muito diferente eu receber uma ordem de eu construir uma solução. Quando o colaborador participa de alguma forma da construção, eu sou responsável direto sobre o seu resultado. Assim, a motivação é um fator que diretamente ajuda, nesse caso, a chegar a um ponto desejado.

4) A administração participativa contribui para o crescimento das pessoas da organização; uns aprendem com os outros. Dessa forma, o crescimento é coletivo. O conhecimento compartilhado é uma forma de a organização aprender e, então o trabalho acaba sendo executado por profissionais em constante desenvolvimento.

Tanto relativo às dificuldades quanto em relação às vantagens, a administração participativa deve ser trabalhada. Assim, não podemos ter um juízo de valor único. As organizações que conseguem superar os problemas e que adotam a administração participativa têm conseguido resultados melhores. No mínimo, existe um avanço do conhecimento interno e a motivação em busca do resultado é outra, chegando à conclusão de que, mesmo que ainda não seja possível que a sua organização adote esse tipo de gestão agora, deve iniciar esse processo. Há formas de se adotar a administração participativa de forma gradual.

As novas formas de gestão de pessoas são debatidas e a visão de que a solução de nossos problemas está mais perto do que pensamos é verdade. A resposta para seus problemas pode estar dentro da sua organização.

Publicado em 29 de maio de 2011. (Texto adaptado)

Em “Algumas organizações pregam a participação de seus colaboradores e não consideram as suas posições. A pergunta é: se não iria considerar, para que perguntou?”, encontra-se uma crítica

 

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Administração Participativa: vantagens e dificuldades

Iran Nunes, professor de Administração, consultor empresarial e educador corporativo

A administração participativa é uma grande e simples solução para o crescimento das organizações. Ligada diretamente à gestão de pessoas no seu dia a dia, tem grandes vantagen. Porém, precisamos esclarecer alguns pontos primários para sermos mais eficazes. Alguns desses pontos podem ser divididos em vantagens e dificuldades. Este artigo abre o debate sobre alguns destes pontos primários que são relacionados aqui, sendo que existem outros a serem considerados e até mesmo os relacionados abaixo precisam ser mais bem estudados e foram apresentados de forma a apenas iniciar uma reflexão sobre o assunto.

Dificuldades

1) A liderança da organização deve realmente querer uma administração participativa e estar preparada para ouvir o que os colaboradores têm a dizer sobre a organização, sem represálias ou perseguições, muito menos desprezar as ideias apresentadas, mesmo que não venha a seguir essas ideias. Algumas organizações pregam a participação de seus colaboradores e não consideram as suas posições. A pergunta é: se não iria considerar, para que perguntou? A resposta mais comum é que algumas dessas empresas se utilizam desse ponto como um marketing interno na tentativa de melhorar o ambiente organizacional, tornando o clima mais favorável. O problema é que, com isso, geram mais desconfiança por parte dos colaboradores do que o benefício proposto. Todas as vezes que o colaborador der uma ideia, se ela for interessante, use-a e reconheça o autor da ideia; se ela não for tão boa, convide o colaborador e mais pessoas para aperfeiçoá-la; se for ruim, explique ao autor da ideia por que ela não pode ser utilizada, sem desprezar a importância dessa participação, e estimule-o a tentar novamente. O principal é que a liderança realmente deseje a administração participativa; caso contrário, não utilize esse recurso; ele é bom, mas existem outras formas de gestão.

2) Ter uma equipe que realmente faça a diferença e que seja competente suficientemente para poder contribuir, porque uma administração participativa só será bem-sucedida se as pessoas fizerem a diferença. Ouvir sugestões ruins não ajuda muito, nem ter pessoas que não sabem o que fazer. A competência de seus colaboradores é fundamental para a organização. Ter essa equipe em dias de formação deficitária é complicado. Por isso, ou a organização tem condições de contratar bem, ou tem a oportunidade de desenvolver as pessoas, capacitando os seus colaboradores. Assim, a formação de uma equipe capaz é essencial para a administração participativa.

3) A comunicação deve ser clara. Saber se comunicar internamente é fundamental, primeiro para que os objetivos sejam compreendidos por todos e segundo para evitar distorções sobre o pensamento coletivo, gerando informações distorcidas e desgastes desnecessários. A comunicação nas organizações nem sempre é clara para todos. Assim, as ideias podem não representar o que foi solicitado porque houve uma falha sobre o que realmente é esperado. Essa falha de comunicação é sentida em várias empresas, e isso prejudica não só a administração participativa, bem como a empresa como um todo. Nesse ponto, é preciso compreender que todas as pessoas da organização devem ter ciência de quais são os objetivos da organização. Só assim, será possível colaborar. Isso parece muito óbvio, mas nem sempre acontece. Muitas pessoas que compõem a organização não sabem para onde ela está indo.

4) Evitar a disputa por poder e a vaidade dos colaboradores. Os colaboradores devem ter a consciência de que a ideia é coletiva, e não se pode disputar internamente por espaço ou poder, e sim por resultados gerais. A energia destrutiva é forte e não ajuda em nada; contribui apenas para levar a organização ao fracasso e evitar que ela atinja seus objetivos. É comum hoje a disputa por promoções, poder e liderança. [...]

Vantagens

1) A participação coletiva gera ideias diferentes sobre o mesmo assunto, dando ao gestor a possibilidade de escolha além de uma visão de especialistas em suas áreas de atuação. A administração participativa aumenta em muito a visão de novas ideias. São possibilidades que temos com a contribuição de mais pessoas, que têm ângulos de visão e níveis de conhecimento diferenciados. Esse enriquecimento gera opções positivas e mais facilidades para o alcance dos objetivos.

2) Pessoas que conhecem bem a organização têm uma visão melhor sobre a parte operacional da empresa, suas forças e fraquezas. Isso deve ser considerado, mas o gestor deve encarar isso como um grande quebra-cabeça, do qual só ele tem a visão do todo, mas as partes se somam, sendo importante a participação de cada um dos colaboradores. O profundo conhecimento da organização é importante. Sua cultura e características são particularidades que as pessoas que trabalham na organização têm e sentem de forma natural, e isso tem uma grande influência sobre os resultados da organização. Pessoas de fora, como consultores, podem ter o conhecimento do mercado, de técnicas administrativas, mas não conhecem as organizações tão bem como os seus colaboradores. Em minhas consultorias empresariais, encontrei, em 80% dos casos, as respostas para o sucesso das organizações dentro das próprias organizações, e as respostas me foram dadas pelos próprios colaboradores; bastou ouvi-los.

3) Outro ponto forte da administração participativa é que as pessoas quando fazem parte desse processo não só colaboram, mas se comprometem com os resultados. Afinal, o trabalho é coletivo e por isso temos um compromisso assumido por todos. A ideia é minha também, e isso gera um aumento da motivação da equipe. É muito diferente eu receber uma ordem de eu construir uma solução. Quando o colaborador participa de alguma forma da construção, eu sou responsável direto sobre o seu resultado. Assim, a motivação é um fator que diretamente ajuda, nesse caso, a chegar a um ponto desejado.

4) A administração participativa contribui para o crescimento das pessoas da organização; uns aprendem com os outros. Dessa forma, o crescimento é coletivo. O conhecimento compartilhado é uma forma de a organização aprender e, então o trabalho acaba sendo executado por profissionais em constante desenvolvimento.

Tanto relativo às dificuldades quanto em relação às vantagens, a administração participativa deve ser trabalhada. Assim, não podemos ter um juízo de valor único. As organizações que conseguem superar os problemas e que adotam a administração participativa têm conseguido resultados melhores. No mínimo, existe um avanço do conhecimento interno e a motivação em busca do resultado é outra, chegando à conclusão de que, mesmo que ainda não seja possível que a sua organização adote esse tipo de gestão agora, deve iniciar esse processo. Há formas de se adotar a administração participativa de forma gradual.

As novas formas de gestão de pessoas são debatidas e a visão de que a solução de nossos problemas está mais perto do que pensamos é verdade. A resposta para seus problemas pode estar dentro da sua organização.

Publicado em 29 de maio de 2011. (Texto adaptado)

O efeito de sentido obtido com a oração sublinhada em “O problema é que com isto geram mais desconfiança por parte dos colaboradores do que o benefício proposto.” é de

 

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Iran Nunes, professor de Administração, consultor empresarial e educador corporativo

A administração participativa é uma grande e simples solução para o crescimento das organizações. Ligada diretamente à gestão de pessoas no seu dia a dia, tem grandes vantagen. Porém, precisamos esclarecer alguns pontos primários para sermos mais eficazes. Alguns desses pontos podem ser divididos em vantagens e dificuldades. Este artigo abre o debate sobre alguns destes pontos primários que são relacionados aqui, sendo que existem outros a serem considerados e até mesmo os relacionados abaixo precisam ser mais bem estudados e foram apresentados de forma a apenas iniciar uma reflexão sobre o assunto.

Dificuldades

1) A liderança da organização deve realmente querer uma administração participativa e estar preparada para ouvir o que os colaboradores têm a dizer sobre a organização, sem represálias ou perseguições, muito menos desprezar as ideias apresentadas, mesmo que não venha a seguir essas ideias. Algumas organizações pregam a participação de seus colaboradores e não consideram as suas posições. A pergunta é: se não iria considerar, para que perguntou? A resposta mais comum é que algumas dessas empresas se utilizam desse ponto como um marketing interno na tentativa de melhorar o ambiente organizacional, tornando o clima mais favorável. O problema é que, com isso, geram mais desconfiança por parte dos colaboradores do que o benefício proposto. Todas as vezes que o colaborador der uma ideia, se ela for interessante, use-a e reconheça o autor da ideia; se ela não for tão boa, convide o colaborador e mais pessoas para aperfeiçoá-la; se for ruim, explique ao autor da ideia por que ela não pode ser utilizada, sem desprezar a importância dessa participação, e estimule-o a tentar novamente. O principal é que a liderança realmente deseje a administração participativa; caso contrário, não utilize esse recurso; ele é bom, mas existem outras formas de gestão.

2) Ter uma equipe que realmente faça a diferença e que seja competente suficientemente para poder contribuir, porque uma administração participativa só será bem-sucedida se as pessoas fizerem a diferença. Ouvir sugestões ruins não ajuda muito, nem ter pessoas que não sabem o que fazer. A competência de seus colaboradores é fundamental para a organização. Ter essa equipe em dias de formação deficitária é complicado. Por isso, ou a organização tem condições de contratar bem, ou tem a oportunidade de desenvolver as pessoas, capacitando os seus colaboradores. Assim, a formação de uma equipe capaz é essencial para a administração participativa.

3) A comunicação deve ser clara. Saber se comunicar internamente é fundamental, primeiro para que os objetivos sejam compreendidos por todos e segundo para evitar distorções sobre o pensamento coletivo, gerando informações distorcidas e desgastes desnecessários. A comunicação nas organizações nem sempre é clara para todos. Assim, as ideias podem não representar o que foi solicitado porque houve uma falha sobre o que realmente é esperado. Essa falha de comunicação é sentida em várias empresas, e isso prejudica não só a administração participativa, bem como a empresa como um todo. Nesse ponto, é preciso compreender que todas as pessoas da organização devem ter ciência de quais são os objetivos da organização. Só assim, será possível colaborar. Isso parece muito óbvio, mas nem sempre acontece. Muitas pessoas que compõem a organização não sabem para onde ela está indo.

4) Evitar a disputa por poder e a vaidade dos colaboradores. Os colaboradores devem ter a consciência de que a ideia é coletiva, e não se pode disputar internamente por espaço ou poder, e sim por resultados gerais. A energia destrutiva é forte e não ajuda em nada; contribui apenas para levar a organização ao fracasso e evitar que ela atinja seus objetivos. É comum hoje a disputa por promoções, poder e liderança. [...]

Vantagens

1) A participação coletiva gera ideias diferentes sobre o mesmo assunto, dando ao gestor a possibilidade de escolha além de uma visão de especialistas em suas áreas de atuação. A administração participativa aumenta em muito a visão de novas ideias. São possibilidades que temos com a contribuição de mais pessoas, que têm ângulos de visão e níveis de conhecimento diferenciados. Esse enriquecimento gera opções positivas e mais facilidades para o alcance dos objetivos.

2) Pessoas que conhecem bem a organização têm uma visão melhor sobre a parte operacional da empresa, suas forças e fraquezas. Isso deve ser considerado, mas o gestor deve encarar isso como um grande quebra-cabeça, do qual só ele tem a visão do todo, mas as partes se somam, sendo importante a participação de cada um dos colaboradores. O profundo conhecimento da organização é importante. Sua cultura e características são particularidades que as pessoas que trabalham na organização têm e sentem de forma natural, e isso tem uma grande influência sobre os resultados da organização. Pessoas de fora, como consultores, podem ter o conhecimento do mercado, de técnicas administrativas, mas não conhecem as organizações tão bem como os seus colaboradores. Em minhas consultorias empresariais, encontrei, em 80% dos casos, as respostas para o sucesso das organizações dentro das próprias organizações, e as respostas me foram dadas pelos próprios colaboradores; bastou ouvi-los.

3) Outro ponto forte da administração participativa é que as pessoas quando fazem parte desse processo não só colaboram, mas se comprometem com os resultados. Afinal, o trabalho é coletivo e por isso temos um compromisso assumido por todos. A ideia é minha também, e isso gera um aumento da motivação da equipe. É muito diferente eu receber uma ordem de eu construir uma solução. Quando o colaborador participa de alguma forma da construção, eu sou responsável direto sobre o seu resultado. Assim, a motivação é um fator que diretamente ajuda, nesse caso, a chegar a um ponto desejado.

4) A administração participativa contribui para o crescimento das pessoas da organização; uns aprendem com os outros. Dessa forma, o crescimento é coletivo. O conhecimento compartilhado é uma forma de a organização aprender e, então o trabalho acaba sendo executado por profissionais em constante desenvolvimento.

Tanto relativo às dificuldades quanto em relação às vantagens, a administração participativa deve ser trabalhada. Assim, não podemos ter um juízo de valor único. As organizações que conseguem superar os problemas e que adotam a administração participativa têm conseguido resultados melhores. No mínimo, existe um avanço do conhecimento interno e a motivação em busca do resultado é outra, chegando à conclusão de que, mesmo que ainda não seja possível que a sua organização adote esse tipo de gestão agora, deve iniciar esse processo. Há formas de se adotar a administração participativa de forma gradual.

As novas formas de gestão de pessoas são debatidas e a visão de que a solução de nossos problemas está mais perto do que pensamos é verdade. A resposta para seus problemas pode estar dentro da sua organização.

Publicado em 29 de maio de 2011. (Texto adaptado)

O texto foi produzido mediante principalmente as tipologias

 

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Disciplina: Português
Banca: UFSJ
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Administração Participativa: vantagens e dificuldades

Iran Nunes, professor de Administração, consultor empresarial e educador corporativo

A administração participativa é uma grande e simples solução para o crescimento das organizações. Ligada diretamente à gestão de pessoas no seu dia a dia, tem grandes vantagen. Porém, precisamos esclarecer alguns pontos primários para sermos mais eficazes. Alguns desses pontos podem ser divididos em vantagens e dificuldades. Este artigo abre o debate sobre alguns destes pontos primários que são relacionados aqui, sendo que existem outros a serem considerados e até mesmo os relacionados abaixo precisam ser mais bem estudados e foram apresentados de forma a apenas iniciar uma reflexão sobre o assunto.

Dificuldades

1) A liderança da organização deve realmente querer uma administração participativa e estar preparada para ouvir o que os colaboradores têm a dizer sobre a organização, sem represálias ou perseguições, muito menos desprezar as ideias apresentadas, mesmo que não venha a seguir essas ideias. Algumas organizações pregam a participação de seus colaboradores e não consideram as suas posições. A pergunta é: se não iria considerar, para que perguntou? A resposta mais comum é que algumas dessas empresas se utilizam desse ponto como um marketing interno na tentativa de melhorar o ambiente organizacional, tornando o clima mais favorável. O problema é que, com isso, geram mais desconfiança por parte dos colaboradores do que o benefício proposto. Todas as vezes que o colaborador der uma ideia, se ela for interessante, use-a e reconheça o autor da ideia; se ela não for tão boa, convide o colaborador e mais pessoas para aperfeiçoá-la; se for ruim, explique ao autor da ideia por que ela não pode ser utilizada, sem desprezar a importância dessa participação, e estimule-o a tentar novamente. O principal é que a liderança realmente deseje a administração participativa; caso contrário, não utilize esse recurso; ele é bom, mas existem outras formas de gestão.

2) Ter uma equipe que realmente faça a diferença e que seja competente suficientemente para poder contribuir, porque uma administração participativa só será bem-sucedida se as pessoas fizerem a diferença. Ouvir sugestões ruins não ajuda muito, nem ter pessoas que não sabem o que fazer. A competência de seus colaboradores é fundamental para a organização. Ter essa equipe em dias de formação deficitária é complicado. Por isso, ou a organização tem condições de contratar bem, ou tem a oportunidade de desenvolver as pessoas, capacitando os seus colaboradores. Assim, a formação de uma equipe capaz é essencial para a administração participativa.

3) A comunicação deve ser clara. Saber se comunicar internamente é fundamental, primeiro para que os objetivos sejam compreendidos por todos e segundo para evitar distorções sobre o pensamento coletivo, gerando informações distorcidas e desgastes desnecessários. A comunicação nas organizações nem sempre é clara para todos. Assim, as ideias podem não representar o que foi solicitado porque houve uma falha sobre o que realmente é esperado. Essa falha de comunicação é sentida em várias empresas, e isso prejudica não só a administração participativa, bem como a empresa como um todo. Nesse ponto, é preciso compreender que todas as pessoas da organização devem ter ciência de quais são os objetivos da organização. Só assim, será possível colaborar. Isso parece muito óbvio, mas nem sempre acontece. Muitas pessoas que compõem a organização não sabem para onde ela está indo.

4) Evitar a disputa por poder e a vaidade dos colaboradores. Os colaboradores devem ter a consciência de que a ideia é coletiva, e não se pode disputar internamente por espaço ou poder, e sim por resultados gerais. A energia destrutiva é forte e não ajuda em nada; contribui apenas para levar a organização ao fracasso e evitar que ela atinja seus objetivos. É comum hoje a disputa por promoções, poder e liderança. [...]

Vantagens

1) A participação coletiva gera ideias diferentes sobre o mesmo assunto, dando ao gestor a possibilidade de escolha além de uma visão de especialistas em suas áreas de atuação. A administração participativa aumenta em muito a visão de novas ideias. São possibilidades que temos com a contribuição de mais pessoas, que têm ângulos de visão e níveis de conhecimento diferenciados. Esse enriquecimento gera opções positivas e mais facilidades para o alcance dos objetivos.

2) Pessoas que conhecem bem a organização têm uma visão melhor sobre a parte operacional da empresa, suas forças e fraquezas. Isso deve ser considerado, mas o gestor deve encarar isso como um grande quebra-cabeça, do qual só ele tem a visão do todo, mas as partes se somam, sendo importante a participação de cada um dos colaboradores. O profundo conhecimento da organização é importante. Sua cultura e características são particularidades que as pessoas que trabalham na organização têm e sentem de forma natural, e isso tem uma grande influência sobre os resultados da organização. Pessoas de fora, como consultores, podem ter o conhecimento do mercado, de técnicas administrativas, mas não conhecem as organizações tão bem como os seus colaboradores. Em minhas consultorias empresariais, encontrei, em 80% dos casos, as respostas para o sucesso das organizações dentro das próprias organizações, e as respostas me foram dadas pelos próprios colaboradores; bastou ouvi-los.

3) Outro ponto forte da administração participativa é que as pessoas quando fazem parte desse processo não só colaboram, mas se comprometem com os resultados. Afinal, o trabalho é coletivo e por isso temos um compromisso assumido por todos. A ideia é minha também, e isso gera um aumento da motivação da equipe. É muito diferente eu receber uma ordem de eu construir uma solução. Quando o colaborador participa de alguma forma da construção, eu sou responsável direto sobre o seu resultado. Assim, a motivação é um fator que diretamente ajuda, nesse caso, a chegar a um ponto desejado.

4) A administração participativa contribui para o crescimento das pessoas da organização; uns aprendem com os outros. Dessa forma, o crescimento é coletivo. O conhecimento compartilhado é uma forma de a organização aprender e, então o trabalho acaba sendo executado por profissionais em constante desenvolvimento.

Tanto relativo às dificuldades quanto em relação às vantagens, a administração participativa deve ser trabalhada. Assim, não podemos ter um juízo de valor único. As organizações que conseguem superar os problemas e que adotam a administração participativa têm conseguido resultados melhores. No mínimo, existe um avanço do conhecimento interno e a motivação em busca do resultado é outra, chegando à conclusão de que, mesmo que ainda não seja possível que a sua organização adote esse tipo de gestão agora, deve iniciar esse processo. Há formas de se adotar a administração participativa de forma gradual.

As novas formas de gestão de pessoas são debatidas e a visão de que a solução de nossos problemas está mais perto do que pensamos é verdade. A resposta para seus problemas pode estar dentro da sua organização.

Publicado em 29 de maio de 2011. (Texto adaptado)

Mediante análise de características predominantes, o texto se caracteriza como

 

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3097633 Ano: 2014
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Administração Participativa: vantagens e dificuldades

Iran Nunes, professor de Administração, consultor empresarial e educador corporativo

A administração participativa é uma grande e simples solução para o crescimento das organizações. Ligada diretamente à gestão de pessoas no seu dia a dia, tem grandes vantagen. Porém, precisamos esclarecer alguns pontos primários para sermos mais eficazes. Alguns desses pontos podem ser divididos em vantagens e dificuldades. Este artigo abre o debate sobre alguns destes pontos primários que são relacionados aqui, sendo que existem outros a serem considerados e até mesmo os relacionados abaixo precisam ser mais bem estudados e foram apresentados de forma a apenas iniciar uma reflexão sobre o assunto.

Dificuldades

1) A liderança da organização deve realmente querer uma administração participativa e estar preparada para ouvir o que os colaboradores têm a dizer sobre a organização, sem represálias ou perseguições, muito menos desprezar as ideias apresentadas, mesmo que não venha a seguir essas ideias. Algumas organizações pregam a participação de seus colaboradores e não consideram as suas posições. A pergunta é: se não iria considerar, para que perguntou? A resposta mais comum é que algumas dessas empresas se utilizam desse ponto como um marketing interno na tentativa de melhorar o ambiente organizacional, tornando o clima mais favorável. O problema é que, com isso, geram mais desconfiança por parte dos colaboradores do que o benefício proposto. Todas as vezes que o colaborador der uma ideia, se ela for interessante, use-a e reconheça o autor da ideia; se ela não for tão boa, convide o colaborador e mais pessoas para aperfeiçoá-la; se for ruim, explique ao autor da ideia por que ela não pode ser utilizada, sem desprezar a importância dessa participação, e estimule-o a tentar novamente. O principal é que a liderança realmente deseje a administração participativa; caso contrário, não utilize esse recurso; ele é bom, mas existem outras formas de gestão.

2) Ter uma equipe que realmente faça a diferença e que seja competente suficientemente para poder contribuir, porque uma administração participativa só será bem-sucedida se as pessoas fizerem a diferença. Ouvir sugestões ruins não ajuda muito, nem ter pessoas que não sabem o que fazer. A competência de seus colaboradores é fundamental para a organização. Ter essa equipe em dias de formação deficitária é complicado. Por isso, ou a organização tem condições de contratar bem, ou tem a oportunidade de desenvolver as pessoas, capacitando os seus colaboradores. Assim, a formação de uma equipe capaz é essencial para a administração participativa.

3) A comunicação deve ser clara. Saber se comunicar internamente é fundamental, primeiro para que os objetivos sejam compreendidos por todos e segundo para evitar distorções sobre o pensamento coletivo, gerando informações distorcidas e desgastes desnecessários. A comunicação nas organizações nem sempre é clara para todos. Assim, as ideias podem não representar o que foi solicitado porque houve uma falha sobre o que realmente é esperado. Essa falha de comunicação é sentida em várias empresas, e isso prejudica não só a administração participativa, bem como a empresa como um todo. Nesse ponto, é preciso compreender que todas as pessoas da organização devem ter ciência de quais são os objetivos da organização. Só assim, será possível colaborar. Isso parece muito óbvio, mas nem sempre acontece. Muitas pessoas que compõem a organização não sabem para onde ela está indo.

4) Evitar a disputa por poder e a vaidade dos colaboradores. Os colaboradores devem ter a consciência de que a ideia é coletiva, e não se pode disputar internamente por espaço ou poder, e sim por resultados gerais. A energia destrutiva é forte e não ajuda em nada; contribui apenas para levar a organização ao fracasso e evitar que ela atinja seus objetivos. É comum hoje a disputa por promoções, poder e liderança. [...]

Vantagens

1) A participação coletiva gera ideias diferentes sobre o mesmo assunto, dando ao gestor a possibilidade de escolha além de uma visão de especialistas em suas áreas de atuação. A administração participativa aumenta em muito a visão de novas ideias. São possibilidades que temos com a contribuição de mais pessoas, que têm ângulos de visão e níveis de conhecimento diferenciados. Esse enriquecimento gera opções positivas e mais facilidades para o alcance dos objetivos.

2) Pessoas que conhecem bem a organização têm uma visão melhor sobre a parte operacional da empresa, suas forças e fraquezas. Isso deve ser considerado, mas o gestor deve encarar isso como um grande quebra-cabeça, do qual só ele tem a visão do todo, mas as partes se somam, sendo importante a participação de cada um dos colaboradores. O profundo conhecimento da organização é importante. Sua cultura e características são particularidades que as pessoas que trabalham na organização têm e sentem de forma natural, e isso tem uma grande influência sobre os resultados da organização. Pessoas de fora, como consultores, podem ter o conhecimento do mercado, de técnicas administrativas, mas não conhecem as organizações tão bem como os seus colaboradores. Em minhas consultorias empresariais, encontrei, em 80% dos casos, as respostas para o sucesso das organizações dentro das próprias organizações, e as respostas me foram dadas pelos próprios colaboradores; bastou ouvi-los.

3) Outro ponto forte da administração participativa é que as pessoas quando fazem parte desse processo não só colaboram, mas se comprometem com os resultados. Afinal, o trabalho é coletivo e por isso temos um compromisso assumido por todos. A ideia é minha também, e isso gera um aumento da motivação da equipe. É muito diferente eu receber uma ordem de eu construir uma solução. Quando o colaborador participa de alguma forma da construção, eu sou responsável direto sobre o seu resultado. Assim, a motivação é um fator que diretamente ajuda, nesse caso, a chegar a um ponto desejado.

4) A administração participativa contribui para o crescimento das pessoas da organização; uns aprendem com os outros. Dessa forma, o crescimento é coletivo. O conhecimento compartilhado é uma forma de a organização aprender e, então o trabalho acaba sendo executado por profissionais em constante desenvolvimento.

Tanto relativo às dificuldades quanto em relação às vantagens, a administração participativa deve ser trabalhada. Assim, não podemos ter um juízo de valor único. As organizações que conseguem superar os problemas e que adotam a administração participativa têm conseguido resultados melhores. No mínimo, existe um avanço do conhecimento interno e a motivação em busca do resultado é outra, chegando à conclusão de que, mesmo que ainda não seja possível que a sua organização adote esse tipo de gestão agora, deve iniciar esse processo. Há formas de se adotar a administração participativa de forma gradual.

As novas formas de gestão de pessoas são debatidas e a visão de que a solução de nossos problemas está mais perto do que pensamos é verdade. A resposta para seus problemas pode estar dentro da sua organização.

Publicado em 29 de maio de 2011. (Texto adaptado)

Na introdução, “pontos primários” significam pontos

 

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3097632 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: UFSJ
Orgão: UFSJ

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Administração Participativa: vantagens e dificuldades

Iran Nunes, professor de Administração, consultor empresarial e educador corporativo

A administração participativa é uma grande e simples solução para o crescimento das organizações. Ligada diretamente à gestão de pessoas no seu dia a dia, tem grandes vantagen. Porém, precisamos esclarecer alguns pontos primários para sermos mais eficazes. Alguns desses pontos podem ser divididos em vantagens e dificuldades. Este artigo abre o debate sobre alguns destes pontos primários que são relacionados aqui, sendo que existem outros a serem considerados e até mesmo os relacionados abaixo precisam ser mais bem estudados e foram apresentados de forma a apenas iniciar uma reflexão sobre o assunto.

Dificuldades

1) A liderança da organização deve realmente querer uma administração participativa e estar preparada para ouvir o que os colaboradores têm a dizer sobre a organização, sem represálias ou perseguições, muito menos desprezar as ideias apresentadas, mesmo que não venha a seguir essas ideias. Algumas organizações pregam a participação de seus colaboradores e não consideram as suas posições. A pergunta é: se não iria considerar, para que perguntou? A resposta mais comum é que algumas dessas empresas se utilizam desse ponto como um marketing interno na tentativa de melhorar o ambiente organizacional, tornando o clima mais favorável. O problema é que, com isso, geram mais desconfiança por parte dos colaboradores do que o benefício proposto. Todas as vezes que o colaborador der uma ideia, se ela for interessante, use-a e reconheça o autor da ideia; se ela não for tão boa, convide o colaborador e mais pessoas para aperfeiçoá-la; se for ruim, explique ao autor da ideia por que ela não pode ser utilizada, sem desprezar a importância dessa participação, e estimule-o a tentar novamente. O principal é que a liderança realmente deseje a administração participativa; caso contrário, não utilize esse recurso; ele é bom, mas existem outras formas de gestão.

2) Ter uma equipe que realmente faça a diferença e que seja competente suficientemente para poder contribuir, porque uma administração participativa só será bem-sucedida se as pessoas fizerem a diferença. Ouvir sugestões ruins não ajuda muito, nem ter pessoas que não sabem o que fazer. A competência de seus colaboradores é fundamental para a organização. Ter essa equipe em dias de formação deficitária é complicado. Por isso, ou a organização tem condições de contratar bem, ou tem a oportunidade de desenvolver as pessoas, capacitando os seus colaboradores. Assim, a formação de uma equipe capaz é essencial para a administração participativa.

3) A comunicação deve ser clara. Saber se comunicar internamente é fundamental, primeiro para que os objetivos sejam compreendidos por todos e segundo para evitar distorções sobre o pensamento coletivo, gerando informações distorcidas e desgastes desnecessários. A comunicação nas organizações nem sempre é clara para todos. Assim, as ideias podem não representar o que foi solicitado porque houve uma falha sobre o que realmente é esperado. Essa falha de comunicação é sentida em várias empresas, e isso prejudica não só a administração participativa, bem como a empresa como um todo. Nesse ponto, é preciso compreender que todas as pessoas da organização devem ter ciência de quais são os objetivos da organização. Só assim, será possível colaborar. Isso parece muito óbvio, mas nem sempre acontece. Muitas pessoas que compõem a organização não sabem para onde ela está indo.

4) Evitar a disputa por poder e a vaidade dos colaboradores. Os colaboradores devem ter a consciência de que a ideia é coletiva, e não se pode disputar internamente por espaço ou poder, e sim por resultados gerais. A energia destrutiva é forte e não ajuda em nada; contribui apenas para levar a organização ao fracasso e evitar que ela atinja seus objetivos. É comum hoje a disputa por promoções, poder e liderança. [...]

Vantagens

1) A participação coletiva gera ideias diferentes sobre o mesmo assunto, dando ao gestor a possibilidade de escolha além de uma visão de especialistas em suas áreas de atuação. A administração participativa aumenta em muito a visão de novas ideias. São possibilidades que temos com a contribuição de mais pessoas, que têm ângulos de visão e níveis de conhecimento diferenciados. Esse enriquecimento gera opções positivas e mais facilidades para o alcance dos objetivos.

2) Pessoas que conhecem bem a organização têm uma visão melhor sobre a parte operacional da empresa, suas forças e fraquezas. Isso deve ser considerado, mas o gestor deve encarar isso como um grande quebra-cabeça, do qual só ele tem a visão do todo, mas as partes se somam, sendo importante a participação de cada um dos colaboradores. O profundo conhecimento da organização é importante. Sua cultura e características são particularidades que as pessoas que trabalham na organização têm e sentem de forma natural, e isso tem uma grande influência sobre os resultados da organização. Pessoas de fora, como consultores, podem ter o conhecimento do mercado, de técnicas administrativas, mas não conhecem as organizações tão bem como os seus colaboradores. Em minhas consultorias empresariais, encontrei, em 80% dos casos, as respostas para o sucesso das organizações dentro das próprias organizações, e as respostas me foram dadas pelos próprios colaboradores; bastou ouvi-los.

3) Outro ponto forte da administração participativa é que as pessoas quando fazem parte desse processo não só colaboram, mas se comprometem com os resultados. Afinal, o trabalho é coletivo e por isso temos um compromisso assumido por todos. A ideia é minha também, e isso gera um aumento da motivação da equipe. É muito diferente eu receber uma ordem de eu construir uma solução. Quando o colaborador participa de alguma forma da construção, eu sou responsável direto sobre o seu resultado. Assim, a motivação é um fator que diretamente ajuda, nesse caso, a chegar a um ponto desejado.

4) A administração participativa contribui para o crescimento das pessoas da organização; uns aprendem com os outros. Dessa forma, o crescimento é coletivo. O conhecimento compartilhado é uma forma de a organização aprender e, então o trabalho acaba sendo executado por profissionais em constante desenvolvimento.

Tanto relativo às dificuldades quanto em relação às vantagens, a administração participativa deve ser trabalhada. Assim, não podemos ter um juízo de valor único. As organizações que conseguem superar os problemas e que adotam a administração participativa têm conseguido resultados melhores. No mínimo, existe um avanço do conhecimento interno e a motivação em busca do resultado é outra, chegando à conclusão de que, mesmo que ainda não seja possível que a sua organização adote esse tipo de gestão agora, deve iniciar esse processo. Há formas de se adotar a administração participativa de forma gradual.

As novas formas de gestão de pessoas são debatidas e a visão de que a solução de nossos problemas está mais perto do que pensamos é verdade. A resposta para seus problemas pode estar dentro da sua organização.

Publicado em 29 de maio de 2011. (Texto adaptado)

A introdução do texto é constituída enquanto proposta a partir de uma observação seguida de

 

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4 DICAS PARA UM TRABALHO EM EQUIPE EFICIENTE

Saber trabalhar em equipe é um requisito de dez entre dez anúncios de emprego nos dias de hoje.

Com processos produtivos, comerciais e financeiros cada vez mais complexos, as empresas precisam de grupos de trabalho para a execução de suas ações. No entanto, o trabalho em equipe é sempre um desafio, pois podem existir opiniões divergentes e discussões ríspidas, fazendo com que o trabalho não saia do lugar.

Certamente, um dos mais importantes fatores para o sucesso de um trabalho em equipe é a comunicação. A distribuição de tarefas, as tomadas de decisão, as avaliações, enfim, tudo passa por uma comunicação eficiente entre os membros de uma equipe.

A comunicação deve ser eficiente já na definição do escopo de trabalho e na distribuição das tarefas. Para que todos trabalhem juntos e na mesma direção, o primeiro passo é conscientizar cada membro da equipe de como sua parte é importante dentro do todo. A dica é documentar explicitamente, seja por meio de uma ata de reunião ou de uma apresentação em Power Point.

Veja 4 dicas de como trabalhar em equipe:

1. Comunicação entre membros da equipe

Durante as reuniões do grupo, é fundamental criar oportunidades para que cada membro da equipe possa expressar suas ideias e opiniões sobre o trabalho. É importante escutar a todos, mesmo aqueles que têm menos experiência. Isso estimula a participação e a receptividade de novas ideias e soluções

2. Critique ideias e não pessoas

Certamente, em diversas oportunidades surgirão conflitos entre os membros da equipe. Entretanto, isso não deve interferir no trabalho da equipe. Critique as ideias e nunca as pessoas (independentemente daquilo que achar delas). Ao sentir-se desconfortável com alguma situação ou decisão tomada, explique o problema, para que seja possível alcançar uma solução que agrade a todos.

3. Empatia e Cortesia

Uma boa regra é “tudo pode ser dito, desde que educada e respeitosamente.” A empatia é muito útil no ambiente de trabalho. Todos devem procurar ser leais, corteses, amigáveis e humildes. O fato de o trabalho exigir concentração do colaborador não significa que ele não possa ser cordial e abrir um espaço na agenda para ajudar os companheiros de equipe.

4. Elabore uma ata de reunião

A documentação de tudo o que é dito nas reuniões é essencial para oficializar os pontos discutidos e acordados. Isso pode ser feito por meio de uma ata de reunião ou de um e-mail de follow-up.

Para o sucesso de um trabalho em equipe, todos devem ter em mente que hoje, independentemente do cargo ocupado, é preciso saber trabalhar em grupo, já que bons resultados dificilmente nascem de ações individuais. No ambiente corporativo, uns dependem dos outros. Se um funcionário não estiver disposto a colaborar com os colegas, certamente será um elo quebrado. Com isso, o grupo/equipe não chegará ao resultado desejado e, dificilmente, cada colaborador conseguirá obter sucesso individualmente.

Publicado em: 17/03/2010

Autor: Luciano Valente

Disponível em: <http://www.scrittaonline.com.br/habilidades/dicas-de-comunicacao-para-umtrabalho- em-equipe-eficiente>. Acesso em: 14 abr. 2014.

A tipologia textual que faz juz aos objetivos do texto é a

 

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