Magna Concursos

Foram encontradas 45 questões.

2274766 Ano: 2013
Disciplina: Comunicação Social
Banca: UFV
Orgão: UFV
Provas:

A ação de rackear no dimmer é:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2274765 Ano: 2013
Disciplina: Comunicação Social
Banca: UFV
Orgão: UFV
Provas:

No meio profissional da iluminação cênica, é comum denominar com a sigla LED o refletor que utiliza esse tipo de lâmpada. Assinale a afirmativa que define CORRETAMENTE tal refletor, bem como o funcionamento deste:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2274764 Ano: 2013
Disciplina: Comunicação Social
Banca: UFV
Orgão: UFV
Provas:

A respeito do trabalho do ator, diretor, produtor e mestre da luz a gás Henry Irving, conhecido por investir na criação de cenas impetuosas, efeitos emocionais e atmosferas, é CORRETO afirmar:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2274763 Ano: 2013
Disciplina: Comunicação Social
Banca: UFV
Orgão: UFV
Provas:

Leia atentamente o trecho a seguir:

Do ponto de vista do espetáculo, a transformação é total, a começar pelo espaço que ele ocupa. A partir do século XV, e principalmente durante o século XVI, o teatro recolhe-se a espaços restritos, onde é possível cobrar ingresso ou escolher os convidados. Alguns desses espaços continuam abertos a luz solar, porém há uma tendência cada vez maior de ocupar espaços fechados e edifícios construídos especificamente para as representações cênicas – os Teatros – colocando a questão da ocupação espacial e visibilidade como problemas a serem resolvidos e o desenvolvimento da iluminação cênica como uma necessidade.

(SIMÕES, 2008, p. 32)

Com base nas informações apresentadas no fragmento acima e nos conhecimentos sobre a iluminação cênica, é CORRETO afirmar:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2274762 Ano: 2013
Disciplina: Comunicação Social
Banca: UFV
Orgão: UFV
Provas:

A respeito da iluminação cênica, analise as afirmativas a seguir:

I. A iluminação cênica é utilizada em espetáculos desde o século XVI. Sabe-se que a luz elétrica só foi inventada no final do século XIX, mas antes disso os artistas utilizavam outros instrumentos de iluminação, como as velas, depois a lâmpada a óleo e, por fim, a lâmpada a gás.

II. A iluminação artificial foi realizada com tochas por muitos anos, sendo sucedida pelas velas e pelas lâmpadas a óleo; essas últimas eram feitas de chumbo, barro, bronze e ouro. A luminosidade da lâmpada a óleo, criada por Amié Argand no século XVI e utilizada até o século XVIII, era maior que a das tochas e velas. Somente nos séculos XIX e XX surgiram as luminárias a querosene, gás e eletricidade (SERRAT, 2006 apud SIMÔES, 2008).

III. Após o advento da luz elétrica, os recursos para se trabalhar com iluminação cênica foram se modificando e se desenvolvendo. Surgiram diversos aparelhos que auxiliaram na transformação da iluminação cênica. Os refletores são um exemplo dessa evolução; atualmente possuem diferentes funções e são encontrados em diversos modelos. Uma iluminação cênica elaborada com os diferentes aparelhos que o mercado oferece não apenas ilumina um espetáculo, mas cria a ambiência em que a cena se passa.

Estão CORRETAS as afirmativas:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Na Bienal do Rio, futebol e literatura entram em campo juntos

Com abertura marcada para quinta-feira, dia 29, a 16ª edição da Bienal do Livro do Rio tem como maior novidade um espaço dedicado a debates sobre futebol e literatura. Em um aquecimento para os bate-papos, escritores, jornalistas e pesquisadores falam sobre a relação entre o mundo das letras e o esporte das multidões no Brasil

por Leonardo Cazes

Os caminhos do futebol e da literatura nunca se cruzaram muito no Brasil. Apesar de não faltarem escritores apaixonados pelo esporte, há um consenso de que, com exceção da crônica, a produção literária sobre o tema ainda é pequena se comparada com o tamanho da devoção do país pelo universo da bola. Mas, às vésperas da Copa do Mundo de 2014, houve uma mudança nesse quadro: novos romances engrossam a lista de obras sobre o tema e a Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, que começa na quinta-feira, terá um espaço exclusivo, o Placar Literário, para falar de futebol em suas múltiplas dimensões. O próprio mercado editorial parece estar fazendo as pazes com o esporte, pois nunca se lançou tantos livros sobre jogadores, clubes e campeonatos, ressalta João Máximo, jornalista do GLOBO e curador do espaço.

Historicamente, a relação entre futebol e as letras nunca foi propriamente tranquila. Bernardo Buarque de Hollanda, professor da Escola Superior de Ciências Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e que conversará com José Miguel Wisnik sobre “Amor e ódio na arquibancada”, no dia 1º de setembro, às 16h30m, destaca alguns momentos emblemáticos. O primeiro foi no final da década de 1910, quando o Brasil viveu um grande boom do esporte após a conquista do campeonato Sul-americano, em 1919, com uma vitória de 1 a 0 sobre o Uruguai no Estádio das Laranjeiras, no Rio de Janeiro. O título coincidiu com uma série de greves gerais e a organização do movimento operário, de onde sairiam os futuros ídolos esportivos.

— Os intelectuais e simpatizantes dos movimentos anarquistas e comunistas associam o futebol à fábrica de estratégias de distração dos trabalhadores pelas classes dirigentes, disseminando um profundo ceticismo sobre o esporte, tal como aparece na obra de Lima Barreto no início dos anos 1920 — afirma o professor.

Falsos inimigos da bola

A antipatia de Lima Barreto será, inclusive, tema de uma das mesas do Placar Literário. No dia 2 de setembro, às 18h30m, Dênis de Moraes, biógrafo de Graciliano Ramos, e Joel Rufino dos Santos participarão do debate “Graça e Lima, os falsos inimigos da bola”. Máximo conta que a rejeição de ambos ao esporte foi mal interpretada. No caso de Barreto, que chegou a fundar uma liga contra o futebol, sua raiva era justificada pelo caráter elitista da atividade na época. O primeiro clube a aceitar amplamente os negros em sua equipe, por exemplo, foi o Vasco da Gama, na década de 1920. Em 1914, o Fluminense chegou a escalar um jogador negro, Carlos Alberto, mas o obrigou a entrar em campo utilizando pó-de-arroz no rosto para disfarçar a sua cor. É daí que vem o apelido que o tricolor carrega até hoje.

— O Lima Barreto não foi contra o futebol, ele foi contra uma instituição que marginalizava os negros na sociedade, como ele. Ele chegou a esculhambar o próprio presidente da República que era contra a convocação de negros e mulatos para a seleção. Outra grande lenda que corre até hoje é que Graciliano Ramos previu que o futebol não vingaria no Brasil. Esse artigo que ele escreveu no início dos anos 1920, com o pseudônimo de J. Calisto, foi publicado num jornal de Palmeira dos Índios (AL). Na época, tentava-se introduzir o futebol na cidade, imitando os grandes centros onde ele já era popular. Quando Graciliano diz que o futebol não ia vingar aqui, ele se referia à cidade, não ao país — defende Máximo.

O principal retrato desta época é o livro “O negro no futebol brasileiro”, de Mário Filho, lançado em 1947. Para o escritor e jornalista Sérgio Rodrigues, este é o grande romance sobre futebol escrito no país, apesar de não ser uma obra de ficção. Rodrigues, que lança em setembro “O drible” (Companhia das Letras), afirma que o livro de Mário Filho é um “romance de não ficção”, pegando emprestado a expressão com que Truman Capote definia o seu “A sangue frio”, clássico do new journalism americano. O escritor chama a atenção para a linguagem de crônica e a enorme galeria de personagens e suas histórias apresentados na obra.

Bernardo Buarque de Hollanda enumera outras obras sobre futebol pouco conhecidas, como “Água-mãe”, publicada em 1941, de José Lins do Rêgo. Ela narra a melancólica trajetória de um craque dos gramados que é esquecido quando se contunde e se vê obrigado a abandonar o campo. Hollanda cita ainda “O sol escuro”, lançado em 1967, de Macedo Miranda, e o conto “O dia em que o Brasil perdeu a Copa”, de Paulo Perdigão, em 1975. O texto de Perdigão ficou mais conhecido por sua adaptação cinematográfica feita por Jorge Furtado e Anna Azevedo.

Apesar dos exemplos, o número é modesto. Sérgio Rodrigues, que participará da mesa “Gols de letra: dois romances” com Hélio de la Peña no dia 31 de agosto, às 18h30m, faz uma comparação com outros países e esportes para mostrar que o descompasso entre a paixão nacional e a produção literária não é só coisa nossa.

— Os casos são mesmo escassos, principalmente quando se leva em conta a força do futebol no país. Só não sei se faz muito sentido esse raciocínio que busca paralelos simplistas entre cultura esportiva e cultura literária. Não conheço o grande romance italiano de Fórmula 1 ou o grande romance japonês de sumô. Talvez porque o esporte seja um sistema narrativo completo, que não só prescinde de novas linguagens como tende até a rejeitá-las — diz o escritor.

(Disponível em: http://oglobo.globo.com/blogs/prosa. Acesso em: 27 ago. 2013. Adaptado.)

" — Os casos são mesmo escassos, principalmente quando se leva em conta a força do futebol no país. Só não sei se faz muito sentido esse raciocínio que busca paralelos simplistas entre cultura esportiva e cultura literária. Não conheço o grande romance italiano de Fórmula 1 ou o grande romance japonês de sumô. Talvez porque o esporte seja um sistema narrativo completo, que não só prescinde de novas linguagens como tende até a rejeitá-las — diz o escritor." (§ 9)

Na passagem acima, os travessões foram usados, respectivamente, para:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Na Bienal do Rio, futebol e literatura entram em campo juntos

Com abertura marcada para quinta-feira, dia 29, a 16ª edição da Bienal do Livro do Rio tem como maior novidade um espaço dedicado a debates sobre futebol e literatura. Em um aquecimento para os bate-papos, escritores, jornalistas e pesquisadores falam sobre a relação entre o mundo das letras e o esporte das multidões no Brasil

por Leonardo Cazes

Os caminhos do futebol e da literatura nunca se cruzaram muito no Brasil. Apesar de não faltarem escritores apaixonados pelo esporte, há um consenso de que, com exceção da crônica, a produção literária sobre o tema ainda é pequena se comparada com o tamanho da devoção do país pelo universo da bola. Mas, às vésperas da Copa do Mundo de 2014, houve uma mudança nesse quadro: novos romances engrossam a lista de obras sobre o tema e a Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, que começa na quinta-feira, terá um espaço exclusivo, o Placar Literário, para falar de futebol em suas múltiplas dimensões. O próprio mercado editorial parece estar fazendo as pazes com o esporte, pois nunca se lançou tantos livros sobre jogadores, clubes e campeonatos, ressalta João Máximo, jornalista do GLOBO e curador do espaço.

Historicamente, a relação entre futebol e as letras nunca foi propriamente tranquila. Bernardo Buarque de Hollanda, professor da Escola Superior de Ciências Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e que conversará com José Miguel Wisnik sobre “Amor e ódio na arquibancada”, no dia 1º de setembro, às 16h30m, destaca alguns momentos emblemáticos. O primeiro foi no final da década de 1910, quando o Brasil viveu um grande boom do esporte após a conquista do campeonato Sul-americano, em 1919, com uma vitória de 1 a 0 sobre o Uruguai no Estádio das Laranjeiras, no Rio de Janeiro. O título coincidiu com uma série de greves gerais e a organização do movimento operário, de onde sairiam os futuros ídolos esportivos.

— Os intelectuais e simpatizantes dos movimentos anarquistas e comunistas associam o futebol à fábrica de estratégias de distração dos trabalhadores pelas classes dirigentes, disseminando um profundo ceticismo sobre o esporte, tal como aparece na obra de Lima Barreto no início dos anos 1920 — afirma o professor.

Falsos inimigos da bola

A antipatia de Lima Barreto será, inclusive, tema de uma das mesas do Placar Literário. No dia 2 de setembro, às 18h30m, Dênis de Moraes, biógrafo de Graciliano Ramos, e Joel Rufino dos Santos participarão do debate “Graça e Lima, os falsos inimigos da bola”. Máximo conta que a rejeição de ambos ao esporte foi mal interpretada. No caso de Barreto, que chegou a fundar uma liga contra o futebol, sua raiva era justificada pelo caráter elitista da atividade na época. O primeiro clube a aceitar amplamente os negros em sua equipe, por exemplo, foi o Vasco da Gama, na década de 1920. Em 1914, o Fluminense chegou a escalar um jogador negro, Carlos Alberto, mas o obrigou a entrar em campo utilizando pó-de-arroz no rosto para disfarçar a sua cor. É daí que vem o apelido que o tricolor carrega até hoje.

— O Lima Barreto não foi contra o futebol, ele foi contra uma instituição que marginalizava os negros na sociedade, como ele. Ele chegou a esculhambar o próprio presidente da República que era contra a convocação de negros e mulatos para a seleção. Outra grande lenda que corre até hoje é que Graciliano Ramos previu que o futebol não vingaria no Brasil. Esse artigo que ele escreveu no início dos anos 1920, com o pseudônimo de J. Calisto, foi publicado num jornal de Palmeira dos Índios (AL). Na época, tentava-se introduzir o futebol na cidade, imitando os grandes centros onde ele já era popular. Quando Graciliano diz que o futebol não ia vingar aqui, ele se referia à cidade, não ao país — defende Máximo.

O principal retrato desta época é o livro “O negro no futebol brasileiro”, de Mário Filho, lançado em 1947. Para o escritor e jornalista Sérgio Rodrigues, este é o grande romance sobre futebol escrito no país, apesar de não ser uma obra de ficção. Rodrigues, que lança em setembro “O drible” (Companhia das Letras), afirma que o livro de Mário Filho é um “romance de não ficção”, pegando emprestado a expressão com que Truman Capote definia o seu “A sangue frio”, clássico do new journalism americano. O escritor chama a atenção para a linguagem de crônica e a enorme galeria de personagens e suas histórias apresentados na obra.

Bernardo Buarque de Hollanda enumera outras obras sobre futebol pouco conhecidas, como “Água-mãe”, publicada em 1941, de José Lins do Rêgo. Ela narra a melancólica trajetória de um craque dos gramados que é esquecido quando se contunde e se vê obrigado a abandonar o campo. Hollanda cita ainda “O sol escuro”, lançado em 1967, de Macedo Miranda, e o conto “O dia em que o Brasil perdeu a Copa”, de Paulo Perdigão, em 1975. O texto de Perdigão ficou mais conhecido por sua adaptação cinematográfica feita por Jorge Furtado e Anna Azevedo.

Apesar dos exemplos, o número é modesto. Sérgio Rodrigues, que participará da mesa “Gols de letra: dois romances” com Hélio de la Peña no dia 31 de agosto, às 18h30m, faz uma comparação com outros países e esportes para mostrar que o descompasso entre a paixão nacional e a produção literária não é só coisa nossa.

— Os casos são mesmo escassos, principalmente quando se leva em conta a força do futebol no país. Só não sei se faz muito sentido esse raciocínio que busca paralelos simplistas entre cultura esportiva e cultura literária. Não conheço o grande romance italiano de Fórmula 1 ou o grande romance japonês de sumô. Talvez porque o esporte seja um sistema narrativo completo, que não só prescinde de novas linguagens como tende até a rejeitá-las — diz o escritor.

(Disponível em: http://oglobo.globo.com/blogs/prosa. Acesso em: 27 ago. 2013. Adaptado.)

"Apesar de não faltarem escritores apaixonados pelo esporte, há um consenso de que, com exceção da crônica, a produção literária sobre o tema ainda é pequena se comparada com o tamanho da devoção do país pelo universo da bola." (§ 1)

Na passagem acima, a palavra sublinhada é empregada para introduzir uma ideia de:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Na Bienal do Rio, futebol e literatura entram em campo juntos

Com abertura marcada para quinta-feira, dia 29, a 16ª edição da Bienal do Livro do Rio tem como maior novidade um espaço dedicado a debates sobre futebol e literatura. Em um aquecimento para os bate-papos, escritores, jornalistas e pesquisadores falam sobre a relação entre o mundo das letras e o esporte das multidões no Brasil

por Leonardo Cazes

Os caminhos do futebol e da literatura nunca se cruzaram muito no Brasil. Apesar de não faltarem escritores apaixonados pelo esporte, há um consenso de que, com exceção da crônica, a produção literária sobre o tema ainda é pequena se comparada com o tamanho da devoção do país pelo universo da bola. Mas, às vésperas da Copa do Mundo de 2014, houve uma mudança nesse quadro: novos romances engrossam a lista de obras sobre o tema e a Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, que começa na quinta-feira, terá um espaço exclusivo, o Placar Literário, para falar de futebol em suas múltiplas dimensões. O próprio mercado editorial parece estar fazendo as pazes com o esporte, pois nunca se lançou tantos livros sobre jogadores, clubes e campeonatos, ressalta João Máximo, jornalista do GLOBO e curador do espaço.

Historicamente, a relação entre futebol e as letras nunca foi propriamente tranquila. Bernardo Buarque de Hollanda, professor da Escola Superior de Ciências Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e que conversará com José Miguel Wisnik sobre “Amor e ódio na arquibancada”, no dia 1º de setembro, às 16h30m, destaca alguns momentos emblemáticos. O primeiro foi no final da década de 1910, quando o Brasil viveu um grande boom do esporte após a conquista do campeonato Sul-americano, em 1919, com uma vitória de 1 a 0 sobre o Uruguai no Estádio das Laranjeiras, no Rio de Janeiro. O título coincidiu com uma série de greves gerais e a organização do movimento operário, de onde sairiam os futuros ídolos esportivos.

— Os intelectuais e simpatizantes dos movimentos anarquistas e comunistas associam o futebol à fábrica de estratégias de distração dos trabalhadores pelas classes dirigentes, disseminando um profundo ceticismo sobre o esporte, tal como aparece na obra de Lima Barreto no início dos anos 1920 — afirma o professor.

Falsos inimigos da bola

A antipatia de Lima Barreto será, inclusive, tema de uma das mesas do Placar Literário. No dia 2 de setembro, às 18h30m, Dênis de Moraes, biógrafo de Graciliano Ramos, e Joel Rufino dos Santos participarão do debate “Graça e Lima, os falsos inimigos da bola”. Máximo conta que a rejeição de ambos ao esporte foi mal interpretada. No caso de Barreto, que chegou a fundar uma liga contra o futebol, sua raiva era justificada pelo caráter elitista da atividade na época. O primeiro clube a aceitar amplamente os negros em sua equipe, por exemplo, foi o Vasco da Gama, na década de 1920. Em 1914, o Fluminense chegou a escalar um jogador negro, Carlos Alberto, mas o obrigou a entrar em campo utilizando pó-de-arroz no rosto para disfarçar a sua cor. É daí que vem o apelido que o tricolor carrega até hoje.

— O Lima Barreto não foi contra o futebol, ele foi contra uma instituição que marginalizava os negros na sociedade, como ele. Ele chegou a esculhambar o próprio presidente da República que era contra a convocação de negros e mulatos para a seleçãoA. Outra grande lenda que corre até hoje é que Graciliano Ramos previu que o futebol não vingaria no Brasil. Esse artigo que ele escreveu no início dos anos 1920, com o pseudônimo de J. Calisto, foi publicado num jornal de Palmeira dos Índios (AL). Na época, tentava-se introduzir o futebol na cidade, imitando os grandes centros onde ele já era popular. Quando Graciliano diz que o futebol não ia vingar aqui, ele se referia à cidade, não ao país — defende Máximo.

O principal retrato desta época é o livro “O negro no futebol brasileiro”, de Mário Filho, lançado em 1947. Para o escritor e jornalista Sérgio Rodrigues, este é o grande romance sobre futebol escrito no país, apesar de não ser uma obra de ficção. Rodrigues, que lança em setembro “O drible” (Companhia das Letras), afirma que o livro de Mário Filho é um “romance de não ficção”, pegando emprestado a expressão com que Truman Capote definia o seu “A sangue frio”, clássico do new journalism americano. O escritor chama a atenção para a linguagem de crônica e a enorme galeria de personagens e suas histórias apresentados na obra.

Bernardo Buarque de Hollanda enumera outras obras sobre futebol pouco conhecidas, como “Água-mãe”, publicada em 1941, de José Lins do Rêgo. Ela narra a melancólica trajetória de um craque dos gramados que é esquecido quando se contunde e se vê obrigado a abandonar o campo. Hollanda cita ainda “O sol escuro”, lançado em 1967, de Macedo Miranda, e o conto “O dia em que o Brasil perdeu a Copa”, de Paulo Perdigão, em 1975. O texto de Perdigão ficou mais conhecido por sua adaptação cinematográfica feita por Jorge Furtado e Anna Azevedo.

Apesar dos exemplos, o número é modesto. Sérgio Rodrigues, que participará da mesa “Gols de letra: dois romances” com Hélio de la Peña no dia 31 de agosto, às 18h30m, faz uma comparação com outros países e esportes para mostrar que o descompasso entre a paixão nacional e a produção literária não é só coisa nossa.

— Os casos são mesmo escassos, principalmente quando se leva em conta a força do futebol no país. Só não sei se faz muito sentido esse raciocínio que busca paralelos simplistas entre cultura esportiva e cultura literária. Não conheço o grande romance italiano de Fórmula 1 ou o grande romance japonês de sumô. Talvez porque o esporte seja um sistema narrativo completo, que não só prescinde de novas linguagens como tende até a rejeitá-las — diz o escritor.

(Disponível em: http://oglobo.globo.com/blogs/prosa. Acesso em: 27 ago. 2013. Adaptado.)

Assinale a alternativa em que a substituição da palavra sublinhada pela expressão dada entre parênteses acarreta mudança de sentido:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Na Bienal do Rio, futebol e literatura entram em campo juntos

Com abertura marcada para quinta-feira, dia 29, a 16ª edição da Bienal do Livro do Rio tem como maior novidade um espaço dedicado a debates sobre futebol e literatura. Em um aquecimento para os bate-papos, escritores, jornalistas e pesquisadores falam sobre a relação entre o mundo das letras e o esporte das multidões no Brasil

por Leonardo Cazes

Os caminhos do futebol e da literatura nunca se cruzaram muito no Brasil. Apesar de não faltarem escritores apaixonados pelo esporte, há um consenso de que, com exceção da crônica, a produção literária sobre o tema ainda é pequena se comparada com o tamanho da devoção do país pelo universo da bola. Mas, às vésperas da Copa do Mundo de 2014, houve uma mudança nesse quadro: novos romances engrossam a lista de obras sobre o tema e a Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, que começa na quinta-feira, terá um espaço exclusivo, o Placar Literário, para falar de futebol em suas múltiplas dimensões. O próprio mercado editorial parece estar fazendo as pazes com o esporte, pois nunca se lançou tantos livros sobre jogadores, clubes e campeonatos, ressalta João Máximo, jornalista do GLOBO e curador do espaço.

Historicamente, a relação entre futebol e as letras nunca foi propriamente tranquila. Bernardo Buarque de Hollanda, professor da Escola Superior de Ciências Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e que conversará com José Miguel Wisnik sobre “Amor e ódio na arquibancada”, no dia 1º de setembro, às 16h30m, destaca alguns momentos emblemáticos. O primeiro foi no final da década de 1910, quando o Brasil viveu um grande boom do esporte após a conquista do campeonato Sul-americano, em 1919, com uma vitória de 1 a 0 sobre o Uruguai no Estádio das Laranjeiras, no Rio de Janeiro. O título coincidiu com uma série de greves gerais e a organização do movimento operário, de onde sairiam os futuros ídolos esportivos.

— Os intelectuais e simpatizantes dos movimentos anarquistas e comunistas associam o futebol à fábrica de estratégias de distração dos trabalhadores pelas classes dirigentes, disseminando um profundo ceticismo sobre o esporte, tal como aparece na obra de Lima Barreto no início dos anos 1920 — afirma o professor.

Falsos inimigos da bola

A antipatia de Lima Barreto será, inclusive, tema de uma das mesas do Placar Literário. No dia 2 de setembro, às 18h30m, Dênis de Moraes, biógrafo de Graciliano Ramos, e Joel Rufino dos Santos participarão do debate “Graça e Lima, os falsos inimigos da bola”. Máximo conta que a rejeição de ambos ao esporte foi mal interpretada. No caso de Barreto, que chegou a fundar uma liga contra o futebol, sua raiva era justificada pelo caráter elitista da atividade na época. O primeiro clube a aceitar amplamente os negros em sua equipe, por exemplo, foi o Vasco da Gama, na década de 1920. Em 1914, o Fluminense chegou a escalar um jogador negro, Carlos Alberto, mas o obrigou a entrar em campo utilizando pó-de-arroz no rosto para disfarçar a sua cor. É daí que vem o apelido que o tricolor carrega até hoje.

— O Lima Barreto não foi contra o futebol, ele foi contra uma instituição que marginalizava os negros na sociedade, como ele. Ele chegou a esculhambar o próprio presidente da República que era contra a convocação de negros e mulatos para a seleção. Outra grande lenda que corre até hoje é que Graciliano Ramos previu que o futebol não vingaria no Brasil. Esse artigo que ele escreveu no início dos anos 1920, com o pseudônimo de J. Calisto, foi publicado num jornal de Palmeira dos Índios (AL). Na época, tentava-se introduzir o futebol na cidade, imitando os grandes centros onde ele já era popular. Quando Graciliano diz que o futebol não ia vingar aqui, ele se referia à cidade, não ao país — defende Máximo.

O principal retrato desta época é o livro “O negro no futebol brasileiro”, de Mário Filho, lançado em 1947. Para o escritor e jornalista Sérgio Rodrigues, este é o grande romance sobre futebol escrito no país, apesar de não ser uma obra de ficção. Rodrigues, que lança em setembro “O drible” (Companhia das Letras), afirma que o livro de Mário Filho é um “romance de não ficção”, pegando emprestado a expressão com que Truman Capote definia o seu “A sangue frio”, clássico do new journalism americano. O escritor chama a atenção para a linguagem de crônica e a enorme galeria de personagens e suas histórias apresentados na obra.

Bernardo Buarque de Hollanda enumera outras obras sobre futebol pouco conhecidas, como “Água-mãe”, publicada em 1941, de José Lins do Rêgo. Ela narra a melancólica trajetória de um craque dos gramados que é esquecido quando se contunde e se vê obrigado a abandonar o campo. Hollanda cita ainda “O sol escuro”, lançado em 1967, de Macedo Miranda, e o conto “O dia em que o Brasil perdeu a Copa”, de Paulo Perdigão, em 1975. O texto de Perdigão ficou mais conhecido por sua adaptação cinematográfica feita por Jorge Furtado e Anna Azevedo.

Apesar dos exemplos, o número é modesto. Sérgio Rodrigues, que participará da mesa “Gols de letra: dois romances” com Hélio de la Peña no dia 31 de agosto, às 18h30m, faz uma comparação com outros países e esportes para mostrar que o descompasso entre a paixão nacional e a produção literária não é só coisa nossa.

— Os casos são mesmo escassos, principalmente quando se leva em conta a força do futebol no país. Só não sei se faz muito sentido esse raciocínio que busca paralelos simplistas entre cultura esportiva e cultura literária. Não conheço o grande romance italiano de Fórmula 1 ou o grande romance japonês de sumô. Talvez porque o esporte seja um sistema narrativo completo, que não só prescinde de novas linguagens como tende até a rejeitá-las — diz o escritor.

(Disponível em: http://oglobo.globo.com/blogs/prosa. Acesso em: 27 ago. 2013. Adaptado.)

“A antipatia de Lima Barreto será, inclusive, tema de uma das mesas do Placar Literário.” (§ 4)

Nessa informação, a palavra sublinhada é CORRETAMENTE substituída, sem mudança de sentido, por:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Na Bienal do Rio, futebol e literatura entram em campo juntos

Com abertura marcada para quinta-feira, dia 29, a 16ª edição da Bienal do Livro do Rio tem como maior novidade um espaço dedicado a debates sobre futebol e literatura. Em um aquecimento para os bate-papos, escritores, jornalistas e pesquisadores falam sobre a relação entre o mundo das letras e o esporte das multidões no Brasil

por Leonardo Cazes

Os caminhos do futebol e da literatura nunca se cruzaram muito no Brasil. Apesar de não faltarem escritores apaixonados pelo esporte, há um consenso de que, com exceção da crônica, a produção literária sobre o tema ainda é pequena se comparada com o tamanho da devoção do país pelo universo da bola. Mas, às vésperas da Copa do Mundo de 2014, houve uma mudança nesse quadro: novos romances engrossam a lista de obras sobre o tema e a Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, que começa na quinta-feira, terá um espaço exclusivo, o Placar Literário, para falar de futebol em suas múltiplas dimensõesB. O próprio mercado editorial parece estar fazendo as pazes com o esporte, pois nunca se lançou tantos livros sobre jogadores, clubes e campeonatos, ressalta João Máximo, jornalista do GLOBO e curador do espaço.

Historicamente, a relação entre futebol e as letras nunca foi propriamente tranquila. Bernardo Buarque de Hollanda, professor da Escola Superior de Ciências Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e que conversará com José Miguel Wisnik sobre “Amor e ódio na arquibancada”, no dia 1º de setembro, às 16h30m, destaca alguns momentos emblemáticos. O primeiro foi no final da década de 1910, quando o Brasil viveu um grande boom do esporte após a conquista do campeonato Sul-americano, em 1919, com uma vitória de 1 a 0 sobre o Uruguai no Estádio das Laranjeiras, no Rio de Janeiro. O título coincidiu com uma série de greves gerais e a organização do movimento operário, de onde sairiam os futuros ídolos esportivos.

— Os intelectuais e simpatizantes dos movimentos anarquistas e comunistas associam o futebol à fábrica de estratégias de distração dos trabalhadores pelas classes dirigentes, disseminando um profundo ceticismo sobre o esporte, tal como aparece na obra de Lima Barreto no início dos anos 1920 — afirma o professor.

Falsos inimigos da bola

A antipatia de Lima Barreto será, inclusive, tema de uma das mesas do Placar Literário. No dia 2 de setembro, às 18h30m, Dênis de Moraes, biógrafo de Graciliano Ramos, e Joel Rufino dos Santos participarão do debate “Graça e Lima, os falsos inimigos da bola”. Máximo conta que a rejeição de ambos ao esporte foi mal interpretada. No caso de Barreto, que chegou a fundar uma liga contra o futebol, sua raiva era justificada pelo caráter elitista da atividade na época. O primeiro clube a aceitar amplamente os negros em sua equipe, por exemplo, foi o Vasco da Gama, na década de 1920. Em 1914, o Fluminense chegou a escalar um jogador negro, Carlos Alberto, mas o obrigou a entrar em campo utilizando pó-de-arroz no rosto para disfarçar a sua cor. É daí que vem o apelido que o tricolor carrega até hoje.

— O Lima Barreto não foi contra o futebol, ele foi contra uma instituição que marginalizava os negros na sociedade, como ele. Ele chegou a esculhambar o próprio presidente da República que era contra a convocação de negros e mulatos para a seleção. Outra grande lenda que corre até hoje é que Graciliano Ramos previu que o futebol não vingaria no Brasil. Esse artigo que ele escreveu no início dos anos 1920, com o pseudônimo de J. Calisto, foi publicado num jornal de Palmeira dos Índios (AL). Na época, tentava-se introduzir o futebol na cidade, imitando os grandes centros onde ele já era popular. Quando Graciliano diz que o futebol não ia vingar aqui, ele se referia à cidade, não ao país — defende Máximo.

O principal retrato desta época é o livro “O negro no futebol brasileiro”, de Mário Filho, lançado em 1947. Para o escritor e jornalista Sérgio Rodrigues, este é o grande romance sobre futebol escrito no país, apesar de não ser uma obra de ficção. Rodrigues, que lança em setembro “O drible” (Companhia das Letras), afirma que o livro de Mário Filho é um “romance de não ficção”, pegando emprestado a expressão com que Truman Capote definia o seu “A sangue frio”, clássico do new journalism americano. O escritor chama a atenção para a linguagem de crônica e a enorme galeria de personagens e suas histórias apresentados na obra.

Bernardo Buarque de Hollanda enumera outras obras sobre futebol pouco conhecidas, como “Água-mãe”, publicada em 1941, de José Lins do Rêgo. Ela narra a melancólica trajetória de um craque dos gramados que é esquecido quando se contunde e se vê obrigado a abandonar o campo. Hollanda cita ainda “O sol escuro”, lançado em 1967, de Macedo Miranda, e o conto “O dia em que o Brasil perdeu a Copa”, de Paulo Perdigão, em 1975. O texto de Perdigão ficou mais conhecido por sua adaptação cinematográfica feita por Jorge Furtado e Anna Azevedo.

Apesar dos exemplos, o número é modesto. Sérgio Rodrigues, que participará da mesa “Gols de letra: dois romances” com Hélio de la Peña no dia 31 de agosto, às 18h30m, faz uma comparação com outros países e esportes para mostrar que o descompasso entre a paixão nacional e a produção literária não é só coisa nossa.

— Os casos são mesmo escassos, principalmente quando se leva em conta a força do futebol no país. Só não sei se faz muito sentido esse raciocínio que busca paralelos simplistas entre cultura esportiva e cultura literária. Não conheço o grande romance italiano de Fórmula 1 ou o grande romance japonês de sumô. Talvez porque o esporte seja um sistema narrativo completo, que não só prescinde de novas linguagens como tende até a rejeitá-las — diz o escritor.

(Disponível em: http://oglobo.globo.com/blogs/prosa. Acesso em: 27 ago. 2013. Adaptado.)

Dentre as passagens do texto transcritas abaixo, assinale aquela em que a associação entre o pronome relativo sublinhado e o seu referente dado entre parênteses é feita de forma INCORRETA:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas