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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Dos cavalos da Inconfidência
(...)
Eles eram muitos cavalos,
— rijos, destemidos, velozes —
entre Mariana e Serro Frio,
Vila Rica e Rio das Mortes.
Eles eram muitos cavalos,
transportando no seu galope
coronéis, magistrados, poetas,
furriéis, alferes, sacerdotes.
E ouviam segredos e intrigas,
e sonetos e liras e odes:
testemunhas sem depoimento,
diante de equívocos enormes.
(...)
Eles eram muitos cavalos:
e uns viram correntes e algemas,
outros, o sangue sobre a forca,
outros, o crime e as recompensas.
Eles eram muitos cavalos:
e alguns foram postos à venda,
outros ficaram nos seus pastos,
e houve uns que, depois da sentença,
levaram o Alferes cortado
em braços, pernas e cabeça.
E partiram com sua carga
na mais dolorosa inocência.
Eles eram muitos cavalos.
E morreram por esses montes,
esses campos, esses abismos,
tendo servido a tantos homens.
Eles eram muitos cavalos,
mas ninguém mais sabe os seus nomes,
sua pelagem, sua origem...
E iam tão alto, e iam tão longe!
E por eles se suspirava,
consultando o imenso horizonte!
— Morreram seus flancos robustos,
que pareciam de ouro e bronze.
Eles eram muitos cavalos.
E jazem por aí, caídos,
misturados às bravas serras,
misturados ao quartzo e ao xisto,
à frescura aquosa das lapas,
ao verdor do trevo florido.
E nunca pensaram na morte.
E nunca souberam de exílios.
Eles eram muitos cavalos,
cumprindo seu duro serviço.
A cinza de seus cavaleiros
neles aprendeu tempo e ritmo,
e a subir aos picos do mundo...
e a rolar pelos precipícios...
Cecília Meireles. Romanceiro da Inconfidência. In: Obra poética. Rio de Janeiro: Aguilar, 1972, p. 544-6.
Julgue os itens subseqüentes, a respeito do texto acima e do tema por ele abordado.
No poema, a retomada do tema épico da Inconfidência é índice da poética passadista de Cecília Meireles, que produziu obra de grande valor poético, embora dissociada dos problemas de seu tempo, visto que abordou temas já superados e renegados por seus contemporâneos.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Dos cavalos da Inconfidência
(...)
Eles eram muitos cavalos,
— rijos, destemidos, velozes —
entre Mariana e Serro Frio,
Vila Rica e Rio das Mortes.
Eles eram muitos cavalos,
transportando no seu galope
coronéis, magistrados, poetas,
furriéis, alferes, sacerdotes.
E ouviam segredos e intrigas,
e sonetos e liras e odes:
testemunhas sem depoimento,
diante de equívocos enormes.
(...)
Eles eram muitos cavalos:
e uns viram correntes e algemas,
outros, o sangue sobre a forca,
outros, o crime e as recompensas.
Eles eram muitos cavalos:
e alguns foram postos à venda,
outros ficaram nos seus pastos,
e houve uns que, depois da sentença,
levaram o Alferes cortado
em braços, pernas e cabeça.
E partiram com sua carga
na mais dolorosa inocência.
Eles eram muitos cavalos.
E morreram por esses montes,
esses campos, esses abismos,
tendo servido a tantos homens.
Eles eram muitos cavalos,
mas ninguém mais sabe os seus nomes,
sua pelagem, sua origem...
E iam tão alto, e iam tão longe!
E por eles se suspirava,
consultando o imenso horizonte!
— Morreram seus flancos robustos,
que pareciam de ouro e bronze.
Eles eram muitos cavalos.
E jazem por aí, caídos,
misturados às bravas serras,
misturados ao quartzo e ao xisto,
à frescura aquosa das lapas,
ao verdor do trevo florido.
E nunca pensaram na morte.
E nunca souberam de exílios.
Eles eram muitos cavalos,
cumprindo seu duro serviço.
A cinza de seus cavaleiros
neles aprendeu tempo e ritmo,
e a subir aos picos do mundo...
e a rolar pelos precipícios...
Cecília Meireles. Romanceiro da Inconfidência. In: Obra poética. Rio de Janeiro: Aguilar, 1972, p. 544-6.
Julgue os itens subseqüentes, a respeito do texto acima e do tema por ele abordado.
A repetição e o ritmo do verso “Eles eram muitos cavalos”, apoiados no pretérito da forma verbal, quando confrontados com o sentido expresso no texto, sugerem o movimento do galope, o que aproxima o leitor do mundo recriado nos versos e comunica-lhe, também, o desejo de recuperação do andamento do tempo decorrido, perdido.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Dos cavalos da Inconfidência
(...)
Eles eram muitos cavalosC,
— rijos, destemidos, velozes —
entre Mariana e Serro Frio,
Vila Rica e Rio das Mortes.
Eles eram muitos cavalos,
transportando no seu galope
coronéis, magistrados, poetas,
furriéis, alferes, sacerdotes.
E ouviam segredos e intrigas,
e sonetos e liras e odes:
testemunhas sem depoimento,
diante de equívocos enormes.
(...)
Eles eram muitos cavalos:
e uns viram correntes e algemas,
outros, o sangue sobre a forca,
outros, o crime e as recompensas.
Eles eram muitos cavalos:
e alguns foram postos à venda,
outros ficaram nos seus pastos,
e houve uns que, depois da sentença,
levaram o Alferes cortado
em braços, pernas e cabeça.
E partiram com sua carga
na mais dolorosa inocência.
Eles eram muitos cavalos.
E morreram por esses montes,
esses campos, esses abismos,
tendo servido a tantos homens.
Eles eram muitos cavalos,
mas ninguém mais sabe os seus nomes,
sua pelagem, sua origem...
E iam tão alto, e iam tão longe!
E por eles se suspirava,
consultando o imenso horizonte!
— Morreram seus flancos robustos,
que pareciam de ouro e bronze.
Eles eram muitos cavalos.
E jazem por aí, caídos,
misturados às bravas serras,
misturados ao quartzo e ao xisto,
à frescura aquosa das lapas,
ao verdor do trevo florido.
E nunca pensaram na morte.
E nunca souberam de exílios.
Eles eram muitos cavalos,
cumprindo seu duro serviço.
A cinza de seus cavaleiros
neles aprendeu tempo e ritmo,
e a subir aos picos do mundo...
e a rolar pelos precipícios...
Cecília Meireles. Romanceiro da Inconfidência. In: Obra poética. Rio de Janeiro: Aguilar, 1972, p. 544-6.
Julgue os itens a seguir, relativos ao trecho de poema de Cecília Meireles apresentado ao lado e à temática histórica a ele associada.
Apesar de compor esses versos em forma poética tradicional, Cecília Meireles aborda a história da Inconfidência de maneira inovadora, ao adotar o mote “Eles eram muitos cavalos” (v.1) como foco de seu olhar moderno sobre o passado.
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Nem só de jacarés, cobras e chuvas ao fim da tarde viveu a capital do Amazonas. Distante das lendas, assim como do resto do Brasil, Manaus cresceu de um desejo coletivo pela prosperidade que a imensa riqueza da extração da borracha permitia. Já lá se vai este tempo áureo, mas a arquitetura sobrevivente daquela época remonta às lembranças e estimula o olhar mais atento para o passado. O período da borracha liga-se diretamente à instalação da Província do Amazonas, em 1852. Só assim seria possível controlar-se o movimento de pessoas e tudo o que faziam em tão vasto território, e, assim, arrecadar para os cofres públicos o dinheiro da exportação da borracha para atender às demandas, que se tornariam cada vez maiores. Desse modo, a cidade foi-se favorecendo de uma diversidade de bens incomuns em muitos outros locais do Brasil. Em Manaus, a luz elétrica das casas, nas ruas e nos bondes chegou mais cedo do que em muitas capitais européias, antes do fim do século XIX, assim como a água potável, o sistema de esgotos e o tratamento sanitário, que combatiam eficazmente as endemias que afligiam a maioria dos brasileiros.
Márcio Páscoa. Uma Atenas na selva. In: Nossa História. Rio de Janeiro: Vera Cruz, ago./2005, p. 61 (com adaptações).
Julgue os itens subseqüentes, a respeito do texto acima e do tema por ele abordado.
A exploração da borracha na Amazônia segue o padrão da economia brasileira, da colônia ao Império, caracterizado pelo escravismo e voltado para o abastecimento do mercado interno. Com efeito, excetuando-se um e outro produto cuja expansão era sazonal — como o ouro, o algodão, o tabaco e o café —, a maior parte da produção desvinculava-se dos mecanismos de exportação.
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Nem só de jacarés, cobras e chuvas ao fim da tarde viveu a capital do Amazonas. Distante das lendas, assim como do resto do Brasil, Manaus cresceu de um desejo coletivo pela prosperidade que a imensa riqueza da extração da borracha permitia. Já lá se vai este tempo áureo, mas a arquitetura sobrevivente daquela época remonta às lembranças e estimula o olhar mais atento para o passado. O período da borracha liga-se diretamente à instalação da Província do Amazonas, em 1852. Só assim seria possível controlar-se o movimento de pessoas e tudo o que faziam em tão vasto território, e, assim, arrecadar para os cofres públicos o dinheiro da exportação da borracha para atender às demandas, que se tornariam cada vez maiores. Desse modo, a cidade foi-se favorecendo de uma diversidade de bens incomuns em muitos outros locais do Brasil. Em Manaus, a luz elétrica das casas, nas ruas e nos bondes chegou mais cedo do que em muitas capitais européias, antes do fim do século XIX, assim como a água potável, o sistema de esgotos e o tratamento sanitário, que combatiam eficazmente as endemias que afligiam a maioria dos brasileiros.
Márcio Páscoa. Uma Atenas na selva. In: Nossa História. Rio de Janeiro: Vera Cruz, ago./2005, p. 61 (com adaptações).
Julgue os itens subseqüentes, a respeito do texto acima e do tema por ele abordado.
Embora duradouro e sem concorrência internacional, o ciclo da borracha na Amazônia entrou em declínio irreversível no momento em que os interesses imperialistas dedicaram-se à obtenção de novas fontes de matéria-prima, mais baratas e menos poluentes, como a dos produtos sintéticos.
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Nem só de jacarés, cobras e chuvas ao fim da tarde viveu a capital do Amazonas. Distante das lendas, assim como do resto do Brasil, Manaus cresceu de um desejo coletivo pela prosperidade que a imensa riqueza da extração da borracha permitia. Já lá se vai este tempo áureo, mas a arquitetura sobrevivente daquela época remonta às lembranças e estimula o olhar mais atento para o passado. O período da borracha liga-se diretamente à instalação da Província do Amazonas, em 1852. Só assim seria possível controlar-se o movimento de pessoas e tudo o que faziam em tão vasto território, e, assim, arrecadar para os cofres públicos o dinheiro da exportação da borracha para atender às demandas, que se tornariam cada vez maiores. Desse modo, a cidade foi-se favorecendo de uma diversidade de bens incomuns em muitos outros locais do Brasil. Em Manaus, a luz elétrica das casas, nas ruas e nos bondes chegou mais cedo do que em muitas capitais européias, antes do fim do século XIX, assim como a água potável, o sistema de esgotos e o tratamento sanitário, que combatiam eficazmente as endemias que afligiam a maioria dos brasileiros.
Márcio Páscoa. Uma Atenas na selva. In: Nossa História. Rio de Janeiro: Vera Cruz, ago./2005, p. 61 (com adaptações).
Com referência ao texto acima e a aspectos histórico-geográficos, julgue os itens que se seguem.
A frase riqueza de uns, pobreza de outros se aplica ao notável desenvolvimento de Manaus, por ocasião do boom de exportação da borracha, quando se verificam o embelezamento da cidade, a grande oferta de bens e serviços, o acesso aos espaços de lazer e cultura. Ao mesmo tempo, praticava-se a extrema violência contra os indígenas, expulsos de suas terras à medida que a demanda por aumento da produção de borracha exigia a abertura de novos seringais.
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Nem só de jacarés, cobras e chuvas ao fim da tarde viveu a capital do Amazonas. Distante das lendas, assim como do resto do Brasil, Manaus cresceu de um desejo coletivo pela prosperidade que a imensa riqueza da extração da borracha permitia. Já lá se vai este tempo áureo, mas a arquitetura sobrevivente daquela época remonta às lembranças e estimula o olhar mais atento para o passado. O período da borracha liga-se diretamente à instalação da Província do Amazonas, em 1852. Só assim seria possível controlar-se o movimento de pessoas e tudo o que faziam em tão vasto território, e, assim, arrecadar para os cofres públicos o dinheiro da exportação da borracha para atender às demandas, que se tornariam cada vez maiores. Desse modo, a cidade foi-se favorecendo de uma diversidade de bens incomuns em muitos outros locais do Brasil. Em Manaus, a luz elétrica das casas, nas ruas e nos bondes chegou mais cedo do que em muitas capitais européias, antes do fim do século XIX, assim como a água potável, o sistema de esgotos e o tratamento sanitário, que combatiam eficazmente as endemias que afligiam a maioria dos brasileiros.
Márcio Páscoa. Uma Atenas na selva. In: Nossa História. Rio de Janeiro: Vera Cruz, ago./2005, p. 61 (com adaptações).
Com referência ao texto acima e a aspectos histórico-geográficos, julgue os itens que se seguem.
Quando a borracha tornou-se permanente riqueza econômica na Amazônia, a partir do incremento da industrialização nas últimas décadas do século XIX, os índios foram afastados das atividades extrativistas do látex e substituídos por trabalhadores livres, em sua maioria migrantes nordestinos.
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Nem só de jacarés, cobras e chuvas ao fim da tarde viveu a capital do Amazonas. Distante das lendas, assim como do resto do Brasil, Manaus cresceu de um desejo coletivo pela prosperidade que a imensa riqueza da extração da borracha permitia. Já lá se vai este tempo áureo, mas a arquitetura sobrevivente daquela época remonta às lembranças e estimula o olhar mais atento para o passado. O período da borracha liga-se diretamente à instalação da Província do Amazonas, em 1852. Só assim seria possível controlar-se o movimento de pessoas e tudo o que faziam em tão vasto território, e, assim, arrecadar para os cofres públicos o dinheiro da exportação da borracha para atender às demandas, que se tornariam cada vez maiores. Desse modo, a cidade foi-se favorecendo de uma diversidade de bens incomuns em muitos outros locais do Brasil. Em Manaus, a luz elétrica das casas, nas ruas e nos bondes chegou mais cedo do que em muitas capitais européias, antes do fim do século XIX, assim como a água potável, o sistema de esgotos e o tratamento sanitário, que combatiam eficazmente as endemias que afligiam a maioria dos brasileiros.
Márcio Páscoa. Uma Atenas na selva. In: Nossa História. Rio de Janeiro: Vera Cruz, ago./2005, p. 61 (com adaptações).
Com referência ao texto acima e a aspectos histórico-geográficos, julgue os itens que se seguem.
A dimensão do parque industrial instalado em Manaus faz dessa cidade um tecnopolo no coração da Amazônia.
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Nem só de jacarés, cobras e chuvas ao fim da tarde viveu a capital do Amazonas. Distante das lendas, assim como do resto do Brasil, Manaus cresceu de um desejo coletivo pela prosperidade que a imensa riqueza da extração da borracha permitia. Já lá se vai este tempo áureo, mas a arquitetura sobrevivente daquela época remonta às lembranças e estimula o olhar mais atento para o passado. O período da borracha liga-se diretamente à instalação da Província do Amazonas, em 1852. Só assim seria possível controlar-se o movimento de pessoas e tudo o que faziam em tão vasto território, e, assim, arrecadar para os cofres públicos o dinheiro da exportação da borracha para atender às demandas, que se tornariam cada vez maiores. Desse modo, a cidade foi-se favorecendo de uma diversidade de bens incomuns em muitos outros locais do Brasil. Em Manaus, a luz elétrica das casas, nas ruas e nos bondes chegou mais cedo do que em muitas capitais européias, antes do fim do século XIX, assim como a água potável, o sistema de esgotos e o tratamento sanitário, que combatiam eficazmente as endemias que afligiam a maioria dos brasileiros.
Márcio Páscoa. Uma Atenas na selva. In: Nossa História. Rio de Janeiro: Vera Cruz, ago./2005, p. 61 (com adaptações).
Com referência ao texto acima e a aspectos histórico-geográficos, julgue os itens que se seguem.
Diferentemente do apogeu da borracha experimentado no passado, a região Norte vive, atualmente, um período de estagnação econômica e de degradação ambiental.
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A situação dos holandeses tinha alguma coisa de especial — que os afastava de outros Estados e nações na Europa barroca. Essa coisa era a precocidade. A Holanda se tornou um império mundial em apenas duas gerações; a mais formidável potência econômica estendeu-se pelo globo desde a Tasmânia até o Ártico. Os holandeses, porém, eram circunavegadores claustrofóbicos. No final, toda aquela estupenda riqueza era consumida no espaço restrito de uma fervilhante colméia de menos de 2 milhões de habitantes. A prodigiosa qualidade de seu sucesso subiu-lhes à cabeça, mas também lhes deu certo fastio. Simon Shama. O desconforto da riqueza. São Paulo:
Companhia das Letras, 1992, p. 19 (com adaptações).
Com referência ao texto acima e a aspectos histórico-geográficos, julgue os itens que se seguem.
Típica expressão de intervencionismo estatal na economia, o sistema colonial respondeu pelo enriquecimento de países europeus que estiveram à frente desse empreendimento. Trata-se de iniciativa que se inscreveu nos quadros de desenvolvimento do capitalismo comercial, de expansão do mercado interno nacional e de consolidação dos Estados nacionais.
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