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Oitavas
(...)
VI
Isto, que Europa BarbariaE chama,
Do seio das delícias, tão diverso,
Quão diferente é para quem ama
Os ternos laços de seu pátrio berço!
O pastor loiro, que o seu peito inflama,
Dará novos alentos ao meu Verso,
Para mostrar do nosso Herói na boca,
Como em grandezas tanto horrorE se troca!
VII
— “Aquelas Serras na aparência feias” —
Dirá José — oh! quanto são formosas!
Elas conservam nas ocultas veias
A força das Potências Majestosas;
Têm as ricas entranhas todas cheias
De prata, oiro, e pedras preciosas;
Aquelas brutas, e escalvadas serras
Fazem as pazes, dão calor às guerras.
VIII
Aqueles matos negros, e fechados,
Que ocupam quase a região dos ares,
São os que, em edifícios respeitados,
Repartem raios pelos crespos mares.
Os Coríntios Palácios levantados,
Dóricos Templos, Jônicos Altares,
São obras feitas destes lenhos duros,
Filhos desses sertões feios, e escuros.
IX
A c’roa de oiro, que na testa brilha,
E o Cetro que empunha na mão justa
Do augusto José a Heróica Filha,
Nossa Rainha Soberana Augusta;
E Lisboa, da Europa maravilha,
Cuja riqueza todo o mundo assusta,
Estas terras a fazem respeitada,
Bárbara terra, mas abençoada.
(...)
Alvarenga Peixoto. Oitavas. In: Heitor Martins. Neoclassicismo. Brasília: Academia Brasiliense de Letras, 1982, p. 81.
Tendo como ponto de partida o texto de Antonio Candido — “Pátria do pensador (...)” —, julgue os itens subseqüentes, acerca das Oitavas, de Alvarenga Peixoto, dedicadas ao nascimento, no Brasil, de D. José, filho do governador português da Capitania de Minas Gerais.
A composição desses versos para saudar o nascimento de D. José evidencia que, entre os árcades brasileiros, o sentimento nativista ainda inexistia, pois, formados na Europa, os autores nacionais compartilhavam inteiramente o olhar da metrópole sobre a colônia: “Barbaria” (v.1) e “horror” (v.8).
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Oitavas
(...)
VI
Isto, que Europa Barbaria chama,
Do seio das delícias, tão diverso,
Quão diferente é para quem ama
Os ternos laços de seu pátrio berço!
O pastor loiro, que o seu peito inflama,
Dará novos alentos ao meu Verso,
Para mostrar do nosso Herói na boca,
Como em grandezas tanto horror se troca!
VII
— “Aquelas Serras na aparência feias” —
Dirá José — oh! quanto são formosas!
Elas conservam nas ocultas veias
A força das Potências Majestosas;
Têm as ricas entranhas todas cheias
De prata, oiro, e pedras preciosas;
Aquelas brutas, e escalvadas serras
Fazem as pazes, dão calor às guerras.
VIII
Aqueles matos negros, e fechados,
Que ocupam quase a região dos ares,
São os que, em edifícios respeitados,
Repartem raios pelos crespos mares.
Os Coríntios Palácios levantados,
Dóricos Templos, Jônicos Altares,
São obras feitas destes lenhos duros,
Filhos desses sertões feios, e escuros.
IX
A c’roa de oiro, que na testa brilha,
E o Cetro que empunha na mão justa
Do augusto José a Heróica Filha,
Nossa Rainha Soberana Augusta;
E Lisboa, da Europa maravilha,
Cuja riqueza todo o mundo assusta,
Estas terras a fazem respeitada,
Bárbara terra, mas abençoada.
(...)
Alvarenga Peixoto. Oitavas. In: Heitor Martins. Neoclassicismo. Brasília: Academia Brasiliense de Letras, 1982, p. 81.
Tendo como ponto de partida o texto de Antonio Candido — “Pátria do pensador (...)” —, julgue os itens subseqüentes, acerca das Oitavas, de Alvarenga Peixoto, dedicadas ao nascimento, no Brasil, de D. José, filho do governador português da Capitania de Minas Gerais.
O tema dos versos, que relaciona a riqueza natural do Brasil colônia à riqueza acumulada pela civilização européia, está inscrito na própria forma apurada do poema, servindo-se o poeta do padrão refinado da literatura da Europa para cantar a bruta natureza local.
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Oitavas
(...)
VI
Isto, que Europa Barbaria chama,
Do seio das delícias, tão diverso,
Quão diferente é para quem ama
Os ternos laços de seu pátrio berçoC!
O pastor loiro, que o seu peito inflama,
Dará novos alentos ao meu Verso,
Para mostrar do nosso Herói na boca,
Como em grandezas tanto horror se troca!
VII
— “Aquelas Serras na aparência feias” —
Dirá José — oh! quanto são formosas!
Elas conservam nas ocultas veias
A força das Potências Majestosas;
Têm as ricas entranhas todas cheias
De prata, oiro, e pedras preciosas;
Aquelas brutas, e escalvadas serras
Fazem as pazes, dão calor às guerras.
VIII
Aqueles matos negros, e fechados,
Que ocupam quase a região dos ares,
São os que, em edifícios respeitados,
Repartem raios pelos crespos mares.
Os Coríntios Palácios levantados,
Dóricos Templos, Jônicos Altares,
São obras feitas destes lenhos duros,
Filhos desses sertões feios, e escuros.
IX
A c’roa de oiro, que na testa brilha,
E o Cetro que empunha na mão justa
Do augusto José a Heróica Filha,
Nossa Rainha Soberana Augusta;
E Lisboa, da Europa maravilha,
Cuja riqueza todo o mundo assusta,
Estas terras a fazem respeitada,
Bárbara terra, mas abençoada.
(...)
Alvarenga Peixoto. Oitavas. In: Heitor Martins. Neoclassicismo. Brasília: Academia Brasiliense de Letras, 1982, p. 81.
Tendo como ponto de partida o texto de Antonio Candido — “Pátria do pensador (...)” —, julgue os itens subseqüentes, acerca das Oitavas, de Alvarenga Peixoto, dedicadas ao nascimento, no Brasil, de D. José, filho do governador português da Capitania de Minas Gerais.
As Oitavas, de Alvarenga Peixoto, têm como mote a exaltação das riquezas naturais do “pátrio berço” (v.4), ocultas na aparência agreste da paisagem do Brasil colônia.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Pátria do pensador, terra do cantador. Um dos pressupostos ostensivos ou latentes da literatura latino-americana foi esta contaminação, geralmente eufórica, entre a terra e a pátria, considerando-se que a grandeza da segunda seria uma espécie de desdobramento natural da pujança atribuída à primeira. As nossas literaturas se nutriram das “promessas divinas da esperança” — para citar um verso famoso do Romantismo brasileiro.
Antonio Candido. Literatura e subdesenvolvimento. São Paulo: Ática, 2000, p. 141-2 (com adaptações).
Considerando o texto acima, julgue os itens a seguir.
Em Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, o tema regionalista ganhou nova força, especialmente pelos neologismos criados pelo autor, entretanto ainda se manteve a visão pitoresca e ufanista da terra como forma de compensar o subdesenvolvimento do sertão mineiro.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Pátria do pensador, terra do cantador. Um dos pressupostos ostensivos ou latentes da literatura latino-americana foi esta contaminação, geralmente eufórica, entre a terra e a pátria, considerando-se que a grandeza da segunda seria uma espécie de desdobramento natural da pujança atribuída à primeira. As nossas literaturas se nutriram das “promessas divinas da esperança” — para citar um verso famoso do Romantismo brasileiro.
Antonio Candido. Literatura e subdesenvolvimento. São Paulo: Ática, 2000, p. 141-2 (com adaptações).
Considerando o texto acima, julgue os itens a seguir.
A relação causal entre terra bela e pátria grande não é constatada na produção do romance regionalista de 1930, pois os escritores dessa fase do Modernismo elegeram como temática principal de seus romances os problemas relacionados ao subdesenvolvimento do país, focalizando, especialmente, a região Nordeste.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Pátria do pensador, terra do cantador. Um dos pressupostos ostensivos ou latentes da literatura latino-americana foi esta contaminação, geralmente eufórica, entre a terra e a pátria, considerando-se que a grandeza da segunda seria uma espécie de desdobramento natural da pujança atribuída à primeira. As nossas literaturas se nutriram das “promessas divinas da esperança” — para citar um verso famoso do Romantismo brasileiro.
Antonio Candido. Literatura e subdesenvolvimento. São Paulo: Ática, 2000, p. 141-2 (com adaptações).
Considerando o texto acima, julgue os itens a seguir.
A feição predominantemente urbana dos romances de Machado de Assis é uma das evidências de que, na obra desse autor, não se verifica a “contaminação, geralmente eufórica, entre a terra e a pátria” referida nas linhas 3 e 4 do texto.
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Pátria do pensador, terra do cantador. Um dos pressupostos ostensivos ou latentes da literatura latino-americana foi esta contaminação, geralmente eufórica, entre a terra e a pátria, considerando-se que a grandeza da segunda seria uma espécie de desdobramento natural da pujança atribuída à primeira. As nossas literaturas se nutriram das “promessas divinas da esperança” — para citar um verso famoso do Romantismo brasileiro.
Antonio Candido. Literatura e subdesenvolvimento. São Paulo: Ática, 2000, p. 141-2 (com adaptações).
Considerando o texto acima, julgue os itens a seguir.
Ao se tornarem independentes, as antigas colônias espanholas da América adotaram a forma republicana de governo, o que lhes assegurou estabilidade política. A presença do caudilhismo nesses países foi fundamental para a consolidação da democracia e do sentimento de nacionalidade tão bem traduzido na literatura patriótica e ufanista da época.
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Pátria do pensador, terra do cantador. Um dos pressupostos ostensivos ou latentes da literatura latino-americana foi esta contaminação, geralmente eufórica, entre a terra e a pátria, considerando-se que a grandeza da segunda seria uma espécie de desdobramento natural da pujança atribuída à primeira. As nossas literaturas se nutriram das “promessas divinas da esperança” — para citar um verso famoso do Romantismo brasileiro.
Antonio Candido. Literatura e subdesenvolvimento. São Paulo: Ática, 2000, p. 141-2 (com adaptações).
Considerando o texto acima, julgue os itens a seguir.
Após a independência do Brasil, o projeto vitorioso quanto à forma de governo que seria adotada foi o da monarquia constitucional, centralizada e unitária, defendido especialmente pelas elites políticas do eixo Rio-São Paulo-Minas. A consolidação da unidade do Império incluiu, entre outras medidas, o investimento na construção de uma história e de uma literatura nacionais, centradas na exaltação da grandeza da pátria, na pujança da terra, nos grandes feitos e heróis do passado.
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Pátria do pensador, terra do cantador. Um dos pressupostos ostensivos ou latentes da literatura latino-americana foi esta contaminação, geralmente eufórica, entre a terra e a pátria, considerando-se que a grandeza da segunda seria uma espécie de desdobramento natural da pujança atribuída à primeira. As nossas literaturasC se nutriram das “promessas divinas da esperança” — para citar um verso famoso do Romantismo brasileiro.
Antonio Candido. Literatura e subdesenvolvimento. São Paulo: Ática, 2000, p. 141-2 (com adaptações).
Considerando o texto acima, julgue os itens a seguir.
Da expressão “nossas literaturas” (l.6) depreende-se a idéia de que a América Latina apresenta literaturas diversas.
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Pátria do pensador, terra do cantador. Um dos pressupostos ostensivos ou latentes da literatura latino-americana foi esta contaminação, geralmente eufórica, entre a terra e a pátria, considerando-se que a grandeza da segunda seria uma espécie de desdobramento natural da pujança atribuída à primeira. As nossas literaturas se nutriramE das “promessas divinas da esperança” — para citar um verso famoso do Romantismo brasileiro.
Antonio Candido. Literatura e subdesenvolvimento. São Paulo: Ática, 2000, p. 141-2 (com adaptações).
Considerando o texto acima, julgue os itens a seguir.
No segmento “se nutriram” (l.6-7), o pronome “se” indica que o sujeito está indeterminado.
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