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O desejo de dominação e de fortuna encrava-se, aqui e lá, em praias hostis que deverão povoar seu interior. Nos primeiros tempos, cada porto ou praia de desembarque é uma ilha cercada de hostilidade e mistério. É preciso, pois, relatar rapidamente a epopéia da instalação do homem branco nessas costas africanas e americanas e tentar compreender como a ocupação das terras da América e a utilização dos portos da África fazem do Atlântico o imenso mar interior que os navegadores europeus aprenderão a cruzar cada vez com maior segurança, para voltar a unir o que o caos précambriano separou, na prática de um tráfico rendoso e sempre mais indispensável ao desenvolvimento do Novo Mundo. O homem branco considerará lucrativo e glorioso instalar-se no Brasil, nas vastidões quase desertas, que se mostrarão fáceis de conquistar e prometedoras de riquezas, enquanto a África dos reinos e das tribos negras, território “repleto” que ninguém ainda pensa em conquistar e colonizar, aparenta ser relativamente pobre em metais nobres e vai-se deixar dessangrar em sua força de trabalho, sua grande reserva, o homem preto, mercadoria diferente das outras, e tornada, após o eclipse de outras riquezas naturais — ouro, especiarias, marfim —, a fortuna essencial do continente negro. Cabedal a transportar para o Novo Mundo, a trazer para as Américas sangue e fortuna. Estranha aventura que enxerta a África negra na América branca e vermelha.
Kátia de Queirós Mattoso. In: Ser escravo no Brasil. São Paulo: Brasiliense, p. 17 (com adaptações).
Relativamente ao texto acima e aos temas a ele associados, julgue os itens que se seguem.
Entre as transformações que marcaram os Tempos Modernos, uma das mais significativas foi o deslocamento do eixo econômico do Mediterrâneo para o Atlântico. Nos séculos XV e XVI, o Atlântico se tornaria o imenso mar interior que os europeus aprenderiam a dominar, impelidos pela promessa de enriquecimento que lhes acenava a exploração de recursos naturais e de seres humanos.
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O desejo de dominação e de fortuna encrava-se, aqui e lá, em praias hostis que deverão povoar seu interior. Nos primeiros tempos, cada porto ou praia de desembarque é uma ilha cercada de hostilidade e mistério. É preciso, pois, relatar rapidamente a epopéia da instalação do homem branco nessas costas africanas e americanas e tentar compreender como a ocupação das terras da América e a utilização dos portos da África fazem do Atlântico o imenso mar interior que os navegadores europeus aprenderão a cruzar cada vez com maior segurança, para voltar a unir o que o caos précambriano separou, na prática de um tráfico rendoso e sempre mais indispensável ao desenvolvimento do Novo Mundo. O homem branco considerará lucrativo e glorioso instalar-se no Brasil, nas vastidões quase desertas, que se mostrarão fáceis de conquistar e prometedoras de riquezas, enquanto a África dos reinos e das tribos negras, território “repleto” que ninguém ainda pensa em conquistar e colonizar, aparenta ser relativamente pobre em metais nobres e vai-se deixar dessangrar em sua força de trabalho, sua grande reserva, o homem preto, mercadoria diferente das outras, e tornada, após o eclipse de outras riquezas naturais — ouro, especiarias, marfim —, a fortuna essencial do continente negro. Cabedal a transportar para o Novo Mundo, a trazer para as Américas sangue e fortuna. Estranha aventura que enxerta a África negra na América branca e vermelha.
Kátia de Queirós Mattoso. In: Ser escravo no Brasil. São Paulo: Brasiliense, p. 17 (com adaptações).
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A principal riqueza explorada pelos colonizadores na África foi o homem; abolida a escravidão e declarada a independência das colônias africanas, a ausência de riquezas naturais relegou o continente à pobreza, à fome e às epidemias.
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O desejo de dominação e de fortuna encrava-se, aqui e lá, em praias hostis que deverão povoar seu interior. Nos primeiros tempos, cada porto ou praia de desembarque é uma ilha cercada de hostilidade e mistério. É preciso, pois, relatar rapidamente a epopéia da instalação do homem branco nessas costas africanas e americanas e tentar compreender como a ocupação das terras da América e a utilização dos portos da África fazem do Atlântico o imenso mar interior que os navegadores europeus aprenderão a cruzar cada vez com maior segurança, para voltar a unir o que o caos précambrianoE separou, na prática de um tráfico rendoso e sempre mais indispensável ao desenvolvimento do Novo Mundo. O homem branco considerará lucrativo e glorioso instalar-se no Brasil, nas vastidões quase desertas, que se mostrarão fáceis de conquistar e prometedoras de riquezas, enquanto a África dos reinos e das tribos negras, território “repleto” que ninguém ainda pensa em conquistar e colonizar, aparenta ser relativamente pobre em metais nobres e vai-se deixar dessangrar em sua força de trabalho, sua grande reserva, o homem preto, mercadoria diferente das outras, e tornada, após o eclipse de outras riquezas naturais — ouro, especiarias, marfim —, a fortuna essencial do continente negro. Cabedal a transportar para o Novo Mundo, a trazer para as Américas sangue e fortuna. Estranha aventura que enxerta a África negra na América branca e vermelha.
Kátia de Queirós Mattoso. In: Ser escravo no Brasil. São Paulo: Brasiliense, p. 17 (com adaptações).
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A expressão “caos pré-cambriano” (l.10-11) remete ao período imediatamente anterior à era das grandes navegações européias.
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O desejo de dominação e de fortuna encrava-se, aqui e lá, em praias hostis que deverão povoar seu interior. Nos primeiros tempos, cada porto ou praia de desembarque é uma ilha cercada de hostilidade e mistério. É preciso, pois, relatar rapidamente a epopéia da instalação do homem branco nessas costas africanas e americanas e tentar compreender como a ocupação das terras da América e a utilização dos portos da África fazem do Atlântico o imenso mar interior que os navegadores europeus aprenderão a cruzar cada vez com maior segurança, para voltar a unir o que o caos précambriano separou, na prática de um tráfico rendoso e sempre mais indispensável ao desenvolvimento do Novo Mundo. O homem branco considerará lucrativo e glorioso instalar-se no Brasil, nas vastidões quase desertas, que se mostrarão fáceis de conquistar e prometedoras de riquezas, enquanto a África dos reinos e das tribos negras, território “repleto” que ninguém ainda pensa em conquistar e colonizar, aparenta ser relativamente pobre em metais nobres e vai-se deixar dessangrarC em sua força de trabalho, sua grande reserva, o homem preto, mercadoria diferente das outras, e tornada, após o eclipse de outras riquezas naturais — ouro, especiarias, marfim —, a fortuna essencial do continente negro. Cabedal a transportar para o Novo Mundo, a trazer para as Américas sangue e fortuna. Estranha aventura que enxerta a África negra na América branca e vermelha.
Kátia de Queirós Mattoso. In: Ser escravo no Brasil. São Paulo: Brasiliense, p. 17 (com adaptações).
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No texto, a expressão “deixar dessangrar” (l.18-19) está empregada com o sentido de deixar explorar, deixar exaurir.
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O desejo de dominação e de fortuna encrava-se, aqui e lá, em praias hostis que deverão povoar seu interior. Nos primeiros tempos, cada porto ou praia de desembarque é uma ilha cercada de hostilidade e mistério. É preciso, pois, relatar rapidamente a epopéia da instalação do homem branco nessas costas africanas e americanas e tentar compreender como a ocupação das terras da América e a utilização dos portos da África fazem do Atlântico o imenso mar interior que os navegadores europeus aprenderão a cruzar cada vez com maior segurança, para voltar a unir o que o caos précambriano separou, na prática de um tráfico rendoso e sempre mais indispensável ao desenvolvimento do Novo Mundo. O homem branco considerará lucrativo e glorioso instalar-se no Brasil, nas vastidões quase desertas, que se mostrarão fáceis de conquistar e prometedoras de riquezas, enquanto a África dos reinos e das tribos negras, território “repleto” que ninguém ainda pensa em conquistar e colonizar, aparenta ser relativamente pobre em metais nobres e vai-se deixar dessangrar em sua força de trabalho, sua grande reserva, o homem pretoC, mercadoriaC diferente das outras, e tornada, após o eclipse de outras riquezas naturais — ouro, especiarias, marfim —, a fortunaC essencial do continente negro. CabedalC a transportar para o Novo Mundo, a trazer para as Américas sangue e fortuna. Estranha aventura que enxerta a África negra na América branca e vermelha.
Kátia de Queirós Mattoso. In: Ser escravo no Brasil. São Paulo: Brasiliense, p. 17 (com adaptações).
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Os substantivos “mercadoria” (l.20), “fortuna” (l.22 e 24) e “Cabedal” (l.23) retomam a expressão “o homem preto” (l.19-20).
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Kátia de Queirós Mattoso. In: Ser escravo no Brasil. São Paulo: Brasiliense, p. 17 (com adaptações).
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Depreende-se da argumentação do texto que a “prática de um tráfico rendoso” (l.11) contribuiu para que o Atlântico pudesse ser considerado um “imenso mar interior” (l.8) e permitiu o enxerto da “África negra na América branca e vermelha” (l.25).
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O desejo de dominação e de fortuna encrava-se, aqui e lá, em praias hostis que deverão povoar seu interior. Nos primeiros tempos, cada porto ou praia de desembarque é uma ilha cercada de hostilidade e mistério. É preciso, pois, relatar rapidamente a epopéia da instalação do homem branco nessas costas africanas e americanas e tentar compreender como a ocupação das terras da América e a utilização dos portos da África fazem do Atlântico o imenso mar interior que os navegadores europeus aprenderãoE a cruzar cada vez com maior segurança, para voltar a unir o que o caos précambriano separou, na prática de um tráfico rendoso e sempre mais indispensável ao desenvolvimento do Novo Mundo. O homem branco consideraráE lucrativo e glorioso instalar-se no Brasil, nas vastidões quase desertas, que se mostrarãoE fáceis de conquistar e prometedoras de riquezas, enquanto a África dos reinos e das tribos negras, território “repleto” que ninguém ainda pensa em conquistar e colonizar, aparenta ser relativamente pobre em metais nobres e vai-se deixar dessangrar em sua força de trabalho, sua grande reserva, o homem preto, mercadoria diferente das outras, e tornada, após o eclipse de outras riquezas naturais — ouro, especiarias, marfim —, a fortuna essencial do continente negro. Cabedal a transportar para o Novo Mundo, a trazer para as Américas sangue e fortuna. Estranha aventura que enxerta a África negra na América branca e vermelha.
Kátia de Queirós Mattoso. In: Ser escravo no Brasil. São Paulo: Brasiliense, p. 17 (com adaptações).
Relativamente ao texto acima e aos temas a ele associados, julgue os itens que se seguem.
A flexão de verbos no futuro — “aprenderão” (l.9), “considerará” (l.13), “mostrarão” (l.14) — implica que os fatos narrados ainda não haviam acontecido quando a autora do texto se dedicava à reflexão sobre a dominação e a fortuna.
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Os bens minerais 1 têm local de ocorrência determinado pela natureza, e não, pelo homem. Parques e reservas ambientais são delimitados pelo homem. Qual o valor de 100 toneladas de ouro enterradas em local desconhecido ou inacessível? Que benefício esse tipo de recurso natural traz para a sociedade? O Brasil, com toda a sua carência de trabalho, educação, capital e investimento, deve ignorar a existência desse tipo de recurso? A indústria mineral, além de dar suporte a praticamente toda a cadeia produtiva nacional, foi responsável por exportações de cerca de US$ 18,6 bilhões em 2004 (excluídos petróleo e gás).
Julgue os itens subseqüentes, em relação ao texto acima e ao tema a que ele se reporta.
A preocupação com o impacto ambiental advindo do uso dos recursos naturais intensificou-se no século XX, tendo sido tema discutido por organizações não-governamentais, por Estados e, de maneira significativa, por fóruns multilaterais, a exemplo de conferências e de acordos patrocinados pela Organização das Nações Unidas (ONU).
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Os bens minerais 1 têm local de ocorrência determinado pela natureza, e não, pelo homem. Parques e reservas ambientais são delimitados pelo homem. Qual o valor de 100 toneladas de ouro enterradas em local desconhecido ou inacessível? Que benefício esse tipo de recurso natural traz para a sociedade? O Brasil, com toda a sua carência de trabalho, educação, capital e investimento, deve ignorar a existência desse tipo de recurso? A indústria mineral, além de dar suporte a praticamente toda a cadeia produtiva nacional, foi responsável por exportações de cerca de US$ 18,6 bilhões em 2004 (excluídos petróleo e gás).
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No Brasil, os custos ambientais e sociais decorrentes da exploração mineral são desprezíveis em face da riqueza em volume e diversidade de minérios existentes no território brasileiro.
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Os bens minerais 1 têm local de ocorrência determinado pela natureza, e não, pelo homem. Parques e reservas ambientais são delimitados pelo homem. Qual o valor de 100 toneladas de ouro enterradas em local desconhecido ou inacessível? Que benefício esse tipo de recurso natural traz para a sociedade? O Brasil, com toda a sua carência de trabalho, educação, capital e investimento, deve ignorar a existência desse tipo de recurso? A indústria mineral, além de dar suporte a praticamente toda a cadeia produtiva nacional, foi responsável por exportações de cerca de US$ 18,6 bilhões em 2004 (excluídos petróleo e gás).
João H. Larizzatti “Cartas”. In: Época, 26/12/2005, p.15 (com adaptações).
Julgue os itens subseqüentes, em relação ao texto acima e ao tema a que ele se reporta.
Os projetos de mineração, no Brasil, têm-se mostrado bastante eficazes na promoção de desenvolvimento socioeconômico nas áreas onde se localizam, visto que vêm eliminando a pobreza e a exclusão social na região.
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