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O mal banal caracteriza-se pela ausência do pensamento. O praticante do mal se submete de tal forma a uma lógica externa, que não enxerga a sua responsabilidade nos atos que pratica. Quem pensa resiste à prática do mal. Ao relacionar o mal ao vazio reflexivo, a filósofa Hannah Arendt aponta para uma possível compreensão da violência nas sociedades contemporâneas, nas quais o mal se realiza na banalidade, na injustiça e nas radicais práticas de violência contra apátridas, imigrantes, mulheres, desempregados, indígenas, negros, homossexuais, crianças, idosos e a natureza.
Odílio Alves Aguiar Violência e banalidade do mal In: Cult, n º 9, ano 21, edição especial, jan /2018, p 31 (com adaptações)
Considerando o trecho de texto precedente, julgue os itens 74 e 75 e faça o que se pede no item 76, que é do tipo C.
Os imigrantes de diversos países latino-americanos, como Haiti e Venezuela, e de países em situação de conflito e pobreza, como a Síria, recém-chegados ao Brasil encontram obstáculos para se inserir legalmente no mercado de trabalho, especialmente por causa da dificuldade em aprender a língua portuguesa e do preconceito por serem refugiados de países pobres.
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13 de maio
Enfim, lei. Nunca fui, nem o cargo me consentia ser propagandista da abolição, mas confesso que senti grande prazer quando soube da votação final do Senado e da sanção da regente. Estava na rua do Ouvidor, onde a agitação era grande e a alegria geral.
Um conhecido meu, homem de imprensa, achando-me ali, ofereceu-me lugar no seu carro, que estava na rua Nova, e ia enfileirar no cortejo organizado para rodear o paço da cidade, e fazer ovação à regente. Estive quase, quase a aceitar, tal era o meu atordoamento, mas os meus hábitos quietos, os costumes diplomáticos, a própria índole e a idade me retiveram melhor que as rédeas do cocheiro aos cavalos do carro, e recusei. Recusei com pena. Deixei-os ir, a ele e aos outros, que se juntaram e partiram da rua Primeiro de Março. Disseram-me depois que os manifestantes erguiam-se nos carros, que iam abertos, e faziam grandes aclamações, em frente ao paço, onde estavam também todos os ministros. Se eu lá fosse, provavelmente faria o mesmo e ainda agora não me teria entendido... Não, não faria nada; meteria a cara entre os joelhos.
Ainda bem que acabamos com isto. Era tempo. Embora queimemos todas as leis, decretos e avisos, não poderemos acabar com os atos particulares, escrituras e inventários, nem apagar a instituição da História, ou até da
Poesia. (...)
14 de maio, meia-noite
Não há alegria pública que valha uma boa alegria particular. Saí agora do Flamengo, fazendo esta reflexão, e vim escrevê-la, e mais o que lhe deu origem.
Era a primeira reunião dos Aguiar; havia alguma gente e bastante animação. (...) A alegria dos donos da casa era viva, a tal ponto que não a atribuí somente ao fato dos amigos juntos, mas também ao grande acontecimento do dia. Assim o disse por esta única palavra, que me pareceu expressiva, dita a brasileiros:
— Felicito-os.
— Já sabia? — perguntaram ambos.
Não entendi, não achei que responder. Que era que eu podia saber já, para os felicitar, se não era o fato público? Chamei o melhor dos meus sorrisos de acordo e complacência, ele veio, espraiou-se, e esperei. Velho e velha disseram-me então rapidamente, dividindo as frases, que a carta viera dar-lhes grande prazer. (...)
Eis aí como, no meio do prazer geral, pode aparecer um particular, e dominá-lo. Não me enfadei com isso; ao contrário, achei-lhes razão, e gostei de os ver sinceros. Por fim, estimei que a carta do filho postiço viesse após anos de silêncio pagar-lhes a tristeza que cá deixou. Era devida a carta; como a liberdade dos escravos, ainda que tardia, chegava bem.
Machado de Assis Memorial de Aires Internet: <www dominiopublico gov br>
A respeito do fragmento de texto apresentado, que compõe o romance Memorial de Aires, de Machado de Assis, e considerando os aspectos que ele suscita, julgue os itens de 44 a 53.
No Censo Demográfico e na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios — ambos realizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística para levantamento de dados estatísticos e geográficos da população brasileira —, a cor do entrevistado é autodeclarada, ou seja, o próprio entrevistado se define no momento da pesquisa como branco, pardo, preto, amarelo ou indígena.
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13 de maio
Enfim, lei. Nunca fui, nem o cargo me consentia ser propagandista da abolição, mas confesso que senti grande prazer quando soube da votação final do Senado e da sanção da regente. Estava na rua do Ouvidor, onde a agitação era grande e a alegria geral.
Um conhecido meu, homem de imprensa, achando-me ali, ofereceu-me lugar no seu carro, que estava na rua Nova, e ia enfileirar no cortejo organizado para rodear o paço da cidade, e fazer ovação à regente. Estive quase, quase a aceitar, tal era o meu atordoamento, mas os meus hábitos quietos, os costumes diplomáticos, a própria índole e a idade me retiveram melhor que as rédeas do cocheiro aos cavalos do carro, e recusei. Recusei com pena. Deixei-os ir, a ele e aos outros, que se juntaram e partiram da rua Primeiro de Março. Disseram-me depois que os manifestantes erguiam-se nos carros, que iam abertos, e faziam grandes aclamações, em frente ao paço, onde estavam também todos os ministros. Se eu lá fosse, provavelmente faria o mesmo e ainda agora não me teria entendido... Não, não faria nada; meteria a cara entre os joelhos.
Ainda bem que acabamos com isto. Era tempo. Embora queimemos todas as leis, decretos e avisos, não poderemos acabar com os atos particulares, escrituras e inventários, nem apagar a instituição da História, ou até da
Poesia. (...)
14 de maio, meia-noite
Não há alegria pública que valha uma boa alegria particular. Saí agora do Flamengo, fazendo esta reflexão, e vim escrevê-la, e mais o que lhe deu origem.
Era a primeira reunião dos Aguiar; havia alguma gente e bastante animação. (...) A alegria dos donos da casa era viva, a tal ponto que não a atribuí somente ao fato dos amigos juntos, mas também ao grande acontecimento do dia. Assim o disse por esta única palavra, que me pareceu expressiva, dita a brasileiros:
— Felicito-os.
— Já sabia? — perguntaram ambos.
Não entendi, não achei que responder. Que era que eu podia saber já, para os felicitar, se não era o fato público? Chamei o melhor dos meus sorrisos de acordo e complacência, ele veio, espraiou-se, e esperei. Velho e velha disseram-me então rapidamente, dividindo as frases, que a carta viera dar-lhes grande prazer. (...)
Eis aí como, no meio do prazer geral, pode aparecer um particular, e dominá-lo. Não me enfadei com isso; ao contrário, achei-lhes razão, e gostei de os ver sinceros. Por fim, estimei que a carta do filho postiço viesse após anos de silêncio pagar-lhes a tristeza que cá deixou. Era devida a carta; como a liberdade dos escravos, ainda que tardia, chegava bem.
Machado de Assis Memorial de Aires Internet: <www dominiopublico gov br>
A respeito do fragmento de texto apresentado, que compõe o romance Memorial de Aires, de Machado de Assis, e considerando os aspectos que ele suscita, julgue os itens de 44 a 53.
A população afrodescendente que se autodeclara negra está distribuída de forma homogênea por todo o território brasileiro e sua participação na população total tem diminuído nas últimas décadas, em razão da queda das taxas de fecundidade e natalidade no Brasil.
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Um gênero musical no Brasil que sabe se reinventar é o sertanejo. Os números provam que o método funciona: das cem músicas mais tocadas nas rádios em 2017, oitenta e sete delas eram músicas sertanejas. O gigante do streaming Spotify também observou que o gênero liderou com folga todos os s principais rankings nacionais, tanto no top 10 de artistas quanto de álbuns e de músicas. O termo música sertaneja deriva do recorte territorial denominado sertão. As origens dessa denominação de localização geográfica derivam da língua portuguesa trazida ao Brasil no período colonial.
Internet: <www uol/entretenimento/especiais/musica-sertaneja> (com adaptações)
Considerando o texto precedente como motivador, julgue os itens que se seguem.
Desde o período colonial, o termo sertão é usado em referência a localidades distantes do litoral; o termo sertanejo, por sua vez, denomina a população originária dessas localidades.
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Um gênero musical no Brasil que sabe se reinventar é o sertanejo. Os números provam que o método funciona: das cem músicas mais tocadas nas rádios em 2017, oitenta e sete delas eram músicas sertanejas. O gigante do streaming Spotify também observou que o gênero liderou com folga todos os s principais rankings nacionais, tanto no top 10 de artistas quanto de álbuns e de músicas. O termo música sertaneja deriva do recorte territorial denominado sertão. As origens dessa denominação de localização geográfica derivam da língua portuguesa trazida ao Brasil no período colonial.
Internet: <www uol/entretenimento/especiais/musica-sertaneja> (com adaptações)
Considerando o texto precedente como motivador, julgue os itens que se seguem.
O sertão, enquanto recorte territorial, corresponde às regiões onde o clima semiárido predomina.
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Coco Chanel e Igor Stravinsky retrata a relação do compositor russo e do ícone da moda Coco Chanel. Suas roupas vestiram grandes atrizes de Hollywood, e seu estilo ditava moda em todo o mundo. Os seus tailleurs são referência até hoje. Além de confecções, desenvolveu perfumes com sua marca. Em 1921, criou o perfume que iria convertê-la em uma grande celebridade, o Chanel Nº 5. Chanel e Stravinsky viveram um intenso romance quando ele, após a Revolução Russa, se exilou na França. A vida da estilista foi retratada no filme Coco antes de Chanel.
Considerando os múltiplos aspectos suscitados pelo texto anterior, julgue os itens que se seguem.
A cadeia produtiva da moda globalizada revela aspectos geográficos desiguais: enquanto as grandes marcas controladas por corporações transnacionais com sede em países ricos ditam o que será tendência na próxima estação e controlam os lucros dessa indústria, há diversas denúncias quanto à exploração de mão de obra infantil, sobretudo nos países subdesenvolvidos onde essas empresas terceirizam o trabalho ou instalam as suas fábricas.
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Coco Chanel e Igor Stravinsky retrata a relação do compositor russo e do ícone da moda Coco Chanel. Suas roupas vestiram grandes atrizes de Hollywood, e seu estilo ditava moda em todo o mundo. Os seus tailleurs são referência até hoje. Além de confecções, desenvolveu perfumes com sua marca. Em 1921, criou o perfume que iria convertê-la em uma grande celebridade, o Chanel Nº 5. Chanel e Stravinsky viveram um intenso romance quando ele, após a Revolução Russa, se exilou na França. A vida da estilista foi retratada no filme Coco antes de Chanel.
Considerando os múltiplos aspectos suscitados pelo texto anterior, julgue os itens que se seguem.
Nas cidades brasileiras, os espaços de consumo da cadeia produtiva da moda se territorializam nos distritos industriais onde o setor têxtil produz mercadorias em larga escala, nas áreas onde se encontram shopping centers, nas ruas e nos centros de comércio popular, nos empreendimentos de comércio de luxo e nas plataformas virtuais de compra e venda.
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O filme Deuses do Egito é mais branco que o Oscar 2016. E, naquele caso, há um agravante: o filme se passa em um país do norte da África. O elenco principal parece mais apropriado para uma lenda celta do que para o Egito antigo, pois quase todos os atores são brancos. Esse branqueamento histórico foi motivo de fortes críticas nos Estados Unidos. A produtora e o diretor pediram desculpas ao público. Eles repetiram a velha tradição hollywoodiana de colocar atores brancos nos papéis principais: Charlton Heston encenou Moisés em Os Dez Mandamentos (1956) e Elizabeth Taylor foi Cleópatra (1963). Ou seja: Hollywood não mudou. E não percebeu que o mundo à sua volta, sim.
Ricardo Calil Polêmica racial encobre a ruindade do longa épico Deuses do Egito In: Folha de S. Paulo, 27/2/2016 Internet: <www1 folha uol com br> (com adaptações)
Julgue os próximos itens, acerca do texto precedente e dos múltiplos aspectos a ele relacionados.
Na Europa Ocidental e nos Estados Unidos da América, os casos de xenofobia aumentaram após a adoção de medidas para barrar ou diminuir a migração de pessoas vindas de países pobres da África, da Ásia, da Europa Oriental e da América Latina, como deportações, a edição de legislação restritiva à legalização dos imigrantes e a construção de muros e barreiras que dificultam a livre circulação de pessoas entre países.
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Comunidade das pequenas salas de cinema, não muita gente, e a que houver tocada em cheio como o coração tocado por um dedo vibrante, tocada, a pequena assembleia humana, por um sopro noturno, uma ação estelar. Não se vai lá em busca de catarse direta, mas de arrebatamento, cegueira, transe. Vão alguns em busca de beleza, dizem. É uma ciência de ritmo, ciclo, luz miraculosamente regulada, uma ciência de espessura e transparência da matéria? De todos os pontos da trama luminosa, ao fundo da assembleia sentadamente muda morrendo e ressuscitando segundo a respiração na noite das salas, a mão instruída nas coisas mostra, rodando quintuplamente esperta, a volta do mundo, a passagem de campo a campo, fogo, ar, terra, água, éter, verdade transmutada, forma. (...)
A escrita não substitui o cinema nem o imita, mas a técnica do cinema, enquanto ofício propiciatório, suscita modos esferográficos de fazer e celebrar. Olhos contempladores e pensadores, mão em mãos seriais, movimento, montagem da sensibilidade, música vista (ouçam também com os olhos!) (...) O arroubo é uma atenção votada às miúdas cumplicidades com o mundo, o mundo em frases, em linhas fosforescentes, em texto revelado, como se diz que se revela uma fotografia ou se revela um segredo. O poema, o cinema, são inspirados porque se fundam na minúcia e no rigor das técnicas da atenção ardente.
Alimentamo-nos de imagens emendadas, representações conjugadas simbolicamente, pontos fortes e luminosos, pensamentos bucais (...). A imagem é um ato pelo qual se transforma a realidade, é uma gramática profunda no sentido em que refere que o desejo é profundo, e profunda a morte, e a vida ressurrecta.
Herberto Helder Cinemas In: Relâmpago: Revista de Poesia n º 3, 1998, p 7-8 (com adaptações)
Com relação ao texto Cinemas, do poeta português Herberto Helder, e a aspectos a ele relacionados, julgue os itens de 1 a 8 e assinale a opção correta no item 9, que é do tipo C.
No mundo globalizado, o novo mapa mundo é formado por redes financeiras, tecnológicas, educacionais e culturais, expressas por meio das redes sociais e da mídia. Nesse contexto, a informação que circula pelo planeta é a produzida e controlada em grande parte pelos países ricos: Los Angeles e o Vale do Silício, localizados na Califórnia, costa oeste dos Estados Unidos da América, por exemplo, são lugares sede dos centros de produção e difusão da indústria do cinema e da tecnologia para o restante do mundo.
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Disciplina: Espanhol (Língua Espanhola)
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB

Considerando la viñeta de arriba, señale la opción correcta.
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