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Foram encontradas 348 questões.

2078816 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Fala aos inconfidentes mortos

Treva da noite,
lanosa capa
nos ombros curvos
dos altos montes
aglomerados...
Agora, tudo
jaz em silêncio:
amor, inveja,
ódio, inocência,
no imenso tempo
se estão lavando...

Grosso cascalho
da humana vida...
Negros orgulhos,
ingênua audácia,
e fingimentos
e covardias
(e covardias!)
vão dando voltas
no imenso tempo,
— à água implacável
do tempo imenso,
rodando soltos,
com sua rude
miséria exposta...

Parada noite,
suspensa em bruma:
não, não se avistam
os fundos leitos...
Mas, no horizonte
do que é memória
da eternidade,
referve o embate
de antigas horas,
de antigos fatos,
de homens antigos.

E aqui ficamos
todos contritos,
a ouvir na névoa
o desconforme,
submerso curso
dessa torrente
do purgatório...
Quais os que tombam,
em crime exaustos,
quais os que sobem,
purificados?

Cecília Meireles In: Romanceiro da Inconfidência Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989, p 278-9

O poema Fala aos inconfidentes mortos encerra a obra Romanceiro da Inconfidência, na qual Cecília Meireles aborda o importante episódio histórico acontecido em Minas Gerais. Acerca desse poema e de aspectos a ele relacionados, julgue os itens de 57 a 61 e assinale a opção correta no item 62, que é do tipo C.

Entre os aspectos de estilo que justificam a inserção desse poema no movimento modernista, destacam-se o emprego de versos curtos e a ausência de musicalidade, decorrente da não utilização de rimas.

 

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2078815 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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13 de maio

Enfim, lei. Nunca fui, nem o cargo me consentia ser propagandista da abolição, mas confesso que senti grande prazer quando soube da votação final do Senado e da sanção da regente. Estava na rua do Ouvidor, onde a agitação era grande e a alegria geral.

Um conhecido meu, homem de imprensa, achando-me ali, ofereceu-me lugar no seu carro, que estava na rua Nova, e ia enfileirar no cortejo organizado para rodear o paço da cidade, e fazer ovação à regente. Estive quase, quase a aceitar, tal era o meu atordoamento, mas os meus hábitos quietos, os costumes diplomáticos, a própria índole e a idade me retiveram melhor que as rédeas do cocheiro aos cavalos do carro, e recusei. Recusei com pena. Deixei-os ir, a ele e aos outros, que se juntaram e partiram da rua Primeiro de Março. Disseram-me depois que os manifestantes erguiam-se nos carros, que iam abertos, e faziam grandes aclamações, em frente ao paço, onde estavam também todos os ministros. Se eu lá fosse, provavelmente faria o mesmo e ainda agora não me teria entendido... Não, não faria nada; meteria a cara entre os joelhos.

Ainda bem que acabamos com isto. Era tempo. Embora queimemos todas as leis, decretos e avisos, não poderemos acabar com os atos particulares, escrituras e inventários, nem apagar a instituição da História, ou até da
Poesia. (...)

14 de maio, meia-noite

Não há alegria pública que valha uma boa alegria particular. Saí agora do Flamengo, fazendo esta reflexão, e vim escrevê-la, e mais o que lhe deu origem.

Era a primeira reunião dos Aguiar; havia alguma gente e bastante animação. (...) A alegria dos donos da casa era viva, a tal ponto que não a atribuí somente ao fato dos amigos juntos, mas também ao grande acontecimento do dia. Assim o disse por esta única palavra, que me pareceu expressiva, dita a brasileiros:

— Felicito-os.

— Já sabia? — perguntaram ambos.

Não entendi, não achei que responder. Que era que eu podia saber já, para os felicitar, se não era o fato público? Chamei o melhor dos meus sorrisos de acordo e complacência, ele veio, espraiou-se, e esperei. Velho e velha disseram-me então rapidamente, dividindo as frases, que a carta viera dar-lhes grande prazer. (...)

Eis aí como, no meio do prazer geral, pode aparecer um particular, e dominá-lo. Não me enfadei com isso; ao contrário, achei-lhes razão, e gostei de os ver sinceros. Por fim, estimei que a carta do filho postiço viesse após anos de silêncio pagar-lhes a tristeza que cá deixou. Era devida a carta; como a liberdade dos escravos, ainda que tardia, chegava bem.

Machado de Assis Memorial de Aires Internet: <www dominiopublico gov br>

A respeito do fragmento de texto apresentado, que compõe o romance Memorial de Aires, de Machado de Assis, e considerando os aspectos que ele suscita, julgue os itens de 44 a 53.

No trecho datado de 14 de maio, o realce dado aos sentimentos dos personagens, em detrimento do acontecimento político do dia anterior, revela a influência do movimento romântico na obra machadiana.

 

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2076995 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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13 de maio

Enfim, lei. Nunca fui, nem o cargo me consentia ser propagandista da abolição, mas confesso que senti grande prazer quando soube da votação final do Senado e da sanção da regente. Estava na rua do Ouvidor, onde a agitação era grande e a alegria geral.

Um conhecido meu, homem de imprensa, achando-me ali, ofereceu-me lugar no seu carro, que estava na rua Nova, e ia enfileirar no cortejo organizado para rodear o paço da cidade, e fazer ovação à regente. Estive quase, quase a aceitar, tal era o meu atordoamento, mas os meus hábitos quietos, os costumes diplomáticos, a própria índole e a idade me retiveram melhor que as rédeas do cocheiro aos cavalos do carro, e recusei. Recusei com pena. Deixei-os ir, a ele e aos outros, que se juntaram e partiram da rua Primeiro de Março. Disseram-me depois que os manifestantes erguiam-se nos carros, que iam abertos, e faziam grandes aclamações, em frente ao paço, onde estavam também todos os ministros. Se eu lá fosse, provavelmente faria o mesmo e ainda agora não me teria entendido... Não, não faria nada; meteria a cara entre os joelhos.

Ainda bem que acabamos com isto. Era tempo. Embora queimemos todas as leis, decretos e avisos, não poderemos acabar com os atos particulares, escrituras e inventários, nem apagar a instituição da História, ou até da
Poesia. (...)

14 de maio, meia-noite

Não há alegria pública que valha uma boa alegria particular. Saí agora do Flamengo, fazendo esta reflexão, e vim escrevê-la, e mais o que lhe deu origem.

Era a primeira reunião dos Aguiar; havia alguma gente e bastante animação. (...) A alegria dos donos da casa era viva, a tal ponto que não a atribuí somente ao fato dos amigos juntos, mas também ao grande acontecimento do dia. Assim o disse por esta única palavra, que me pareceu expressiva, dita a brasileiros:

— Felicito-os.

— Já sabia? — perguntaram ambos.

Não entendi, não achei que responder. Que era que eu podia saber já, para os felicitar, se não era o fato público? Chamei o melhor dos meus sorrisos de acordo e complacência, ele veio, espraiou-se, e esperei. Velho e velha disseram-me então rapidamente, dividindo as frases, que a carta viera dar-lhes grande prazer. (...)

Eis aí como, no meio do prazer geral, pode aparecer um particular, e dominá-lo. Não me enfadei com isso; ao contrário, achei-lhes razão, e gostei de os ver sinceros. Por fim, estimei que a carta do filho postiço viesse após anos de silêncio pagar-lhes a tristeza que cá deixou. Era devida a carta; como a liberdade dos escravos, ainda que tardia, chegava bem.

Machado de Assis Memorial de Aires Internet: <www dominiopublico gov br>

A respeito do fragmento de texto apresentado, que compõe o romance Memorial de Aires, de Machado de Assis, e considerando os aspectos que ele suscita, julgue os itens de 44 a 53.

A recusa do narrador em juntar-se ao cortejo popular aponta, de forma metafórica, para um traço marcante da obra machadiana, o qual prenuncia o modernismo: a defesa da autonomia da literatura em relação aos temas sociais.

 

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2075667 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Um gênero musical no Brasil que sabe se reinventar é o sertanejo. Os números provam que o método funciona: das cem músicas mais tocadas nas rádios em 2017, oitenta e sete delas eram músicas sertanejas. O gigante do streaming Spotify também observou que o gênero liderou com folga todos os s principais rankings nacionais, tanto no top 10 de artistas quanto de álbuns e de músicas. O termo música sertaneja deriva do recorte territorial denominado sertão. As origens dessa denominação de localização geográfica derivam da língua portuguesa trazida ao Brasil no período colonial.

Internet: <www uol/entretenimento/especiais/musica-sertaneja> (com adaptações)

Considerando o texto precedente como motivador, julgue os itens que se seguem.

Diversas obras da literatura brasileira abordam o sertão como região pouco habitada e atrasada, entre elas Os Sertões, de Euclides da Cunha, que retrata o interior semiárido do Nordeste, e Grande Sertão Veredas, de Guimarães Rosa, que retrata a vida no cerrado ao norte de Minas Gerais.

 

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2075664 Ano: 2018
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Enunciado 3435609-1

The idea that best matches the cartoon above is that

 

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2075543 Ano: 2018
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Enunciado 3435608-1

The message conveyed by this cartoon — which is based on the film The Shape of Water and presents Neptune (on the right), a sea creature and a man — is that

 

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2075519 Ano: 2018
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Enunciado 3435607-1

Don’t let that scare you away. There is a murder and a fatal church-bell-related accident, but the afterlife in Coco is a warm and hectic place, more comical than creepy. The story happens during the Day of the Dead, when the border controls between life and death relax and the departed are allowed temporary passage to the land of the living. A boy named Miguel makes the trip in reverse, which is not to say that he dies, but rather that his living self, through one of several metaphysical loopholes that the movie explains, is transported into a fantastical world of specters and skeletons, who hold fabulous parties and raucous outdoor concerts.

Nearly as enchanting as that magical realm is the Mexican village of Santa Cecilia, Miguel’s hometown, where he is part of a prosperous clan of shoemakers. The cultural vibe of Coco is inclusive rather than exoticizing, pre-empting inevitable concerns about authenticity and appropriation with the mixture of charm and sensitivity that has become something of a 21st-century Disney hallmark. Here, the importance of family — the multigenerational household that sustains and constrains the hero — is both specific and universal. It’s what
explains the particular beats of Miguel’s story and what connects him to viewers regardless of background.

He shows a certain kinship with other well-known recent cartoon characters. A gifted musician in a family that forbids music, he is a bit like Remy, the “Ratatouille” rat whose kin were hostile to his artistic ambition, and like Mumble, the misfit penguin in “Happy Feet.” Miguel’s quest — a search for roots, lost ancestors and information that might explain who he is — resembles Dory’s journey in Finding Dory. The sidekicks who accompany him, animal and (formerly) human, are drawn from a familiar well of archetypes, and the final round of lesson-learning and reconciliation hits notes we have heard many times before.

Internet: <www nytimes com> (adapted)

Based on the text above, judge the items from 21 through 28.

What connects Coco to the long tradition of recent cartoon characters is their obsession with the idea of death.

 

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2075512 Ano: 2018
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Enunciado 3435606-1

Don’t let that scare you away. There is a murder and a fatal church-bell-related accident, but the afterlife in Coco is a warm and hectic place, more comical than creepy. The story happens during the Day of the Dead, when the border controls between life and death relax and the departed are allowed temporary passage to the land of the living. A boy named Miguel makes the trip in reverse, which is not to say that he dies, but rather that his living self, through one of several metaphysical loopholes that the movie explains, is transported into a fantastical world of specters and skeletons, who hold fabulous parties and raucous outdoor concerts.

Nearly as enchanting as that magical realm is the Mexican village of Santa Cecilia, Miguel’s hometown, where he is part of a prosperous clan of shoemakers. The cultural vibe of Coco is inclusive rather than exoticizing, pre-empting inevitable concerns about authenticity and appropriation with the mixture of charm and sensitivity that has become something of a 21st-century Disney hallmark. Here, the importance of family — the multigenerational household that sustains and constrains the hero — is both specific and universal. It’s what
explains the particular beats of Miguel’s story and what connects him to viewers regardless of background.

He shows a certain kinship with other well-known recent cartoon characters. A gifted musician in a family that forbids music, he is a bit like Remy, the “Ratatouille” rat whose kin were hostile to his artistic ambition, and like Mumble, the misfit penguin in “Happy Feet.” Miguel’s quest — a search for roots, lost ancestors and information that might explain who he is — resembles Dory’s journey in Finding Dory. The sidekicks who accompany him, animal and (formerly) human, are drawn from a familiar well of archetypes, and the final round of lesson-learning and reconciliation hits notes we have heard many times before.

Internet: <www nytimes com> (adapted)

Based on the text above, judge the items from 21 through 28.

The sentence “He shows a certain kinship with other well-known recent cartoon characters.” (l. 23 and 24) can be correctly paraphrased as There are similarities between Miguel and some other recent cartoon characters.

 

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2075506 Ano: 2018
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Enunciado 3435605-1

Don’t let that scare you away. There is a murder and a fatal church-bell-related accident, but the afterlife in Coco is a warm and hectic place, more comical than creepy. The story happens during the Day of the Dead, when the border controls between life and death relax and the departed are allowed temporary passage to the land of the living. A boy named Miguel makes the trip in reverse, which is not to say that he dies, but rather that his living self, through one of several metaphysical loopholes that the movie explains, is transported into a fantastical world of specters and skeletons, who hold fabulous parties and raucous outdoor concerts.

Nearly as enchanting as that magical realm is the Mexican village of Santa Cecilia, Miguel’s hometown, where he is part of a prosperous clan of shoemakers. The cultural vibe of Coco is inclusive rather than exoticizing, pre-empting inevitable concerns about authenticity and appropriation with the mixture of charm and sensitivity that has become something of a 21st-century Disney hallmark. Here, the importance of family — the multigenerational household that sustains and constrains the hero — is both specific and universal. It’s what
explains the particular beats of Miguel’s story and what connects him to viewers regardless of background.

He shows a certain kinship with other well-known recent cartoon characters. A gifted musician in a family that forbids music, he is a bit like Remy, the “Ratatouille” rat whose kin were hostile to his artistic ambition, and like Mumble, the misfit penguin in “Happy Feet.” Miguel’s quest — a search for roots, lost ancestors and information that might explain who he is — resembles Dory’s journey in Finding Dory. The sidekicks who accompany him, animal and (formerly) human, are drawn from a familiar well of archetypes, and the final round of lesson-learning and reconciliation hits notes we have heard many times before.

Internet: <www nytimes com> (adapted)

Based on the text above, judge the items from 21 through 28.

In the film, the use of the strange and picturesque features of the Mexican culture is exploitative.

 

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2075489 Ano: 2018
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Enunciado 3435604-1

Don’t let that scare you away. There is a murder and a fatal church-bell-related accident, but the afterlife in Coco is a warm and hectic place, more comical than creepy. The story happens during the Day of the Dead, when the border controls between life and death relax and the departed are allowed temporary passage to the land of the living. A boy named Miguel makes the trip in reverse, which is not to say that he dies, but rather that his living self, through one of several metaphysical loopholes that the movie explains, is transported into a fantastical world of specters and skeletons, who hold fabulous parties and raucous outdoor concerts.

Nearly as enchanting as that magical realm is the Mexican village of Santa Cecilia, Miguel’s hometown, where he is part of a prosperous clan of shoemakers. The cultural vibe of Coco is inclusive rather than exoticizing, pre-empting inevitable concerns about authenticity and appropriation with the mixture of charm and sensitivity that has become something of a 21st-century Disney hallmark. Here, the importance of family — the multigenerational household that sustains and constrains the hero — is both specific and universal. It’s what
explains the particular beats of Miguel’s story and what connects him to viewers regardless of background.

He shows a certain kinship with other well-known recent cartoon characters. A gifted musician in a family that forbids music, he is a bit like Remy, the “Ratatouille” rat whose kin were hostile to his artistic ambition, and like Mumble, the misfit penguin in “Happy Feet.” Miguel’s quest — a search for roots, lost ancestors and information that might explain who he is — resembles Dory’s journey in Finding Dory. The sidekicks who accompany him, animal and (formerly) human, are drawn from a familiar well of archetypes, and the final round of lesson-learning and reconciliation hits notes we have heard many times before.

Internet: <www nytimes com> (adapted)

Based on the text above, judge the items from 21 through 28.

The word “loopholes” (l.9) is synonymous with events.

 

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