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Foram encontradas 353 questões.

3508153 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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— É verdade, é chuva no sertão.

A voz do meu avô estava trêmula. O homem duro chegara a se comover. E tossia alto para que não o vissem na comoção. Na outra noite os relâmpagos se firmaram mesmo. A conversa da cozinha ganhara outra animação. É chuva no sertão. Dois dias depois vinham de volta sertanejos que não resistiram à saudade da terra ressuscitada. Já voltavam com outra cara. O sol que lhes tirara tudo seria dominado pela chuva do céu. O Paraíba não tardaria a descer. Chamavam a primeira cheia do rio de “correio do inverno”. O céu se avolumava em nuvens brancas. Eram os carneiros pastandoE. As notícias se amiudavam sobre as chuvas. Uns falavam de muita água no Piauí, outros já sabiam que no Ceará os rios estavam correndo. E começava a fazer um calor dos infernos. A negra generosa garantia que aquela quentura era aviso de cheia:
— Vem água descendo.
(...)
Quando o rio chegava, corríamos para vê-lo de perto. A cabeça da primeira cheia era como se fosse um serviço de limpeza geral do leito. Descia com ela uma imundície de restos e matérias em putrefação. Bois mortos, cavalos meio roídos pelos urubus. Aos poucos o Paraíba começava a limpar. O leito coberto de juncos, as vazantes de batata-doce cediam lugar ao caudal que se espalhava de barreira a barreira. Água vermelha como de barreiro de olaria.

José Lins do Rego. Meus verdes anos. Rio de
Janeiro: José Olympio/INL/MEC, 1980, p. 81-2.

O texto acima corresponde a fragmentos extraídos da obra Meus Verdes Anos, de José Lins do Rego. Com relação às estruturas desse texto e a aspectos literários, históricos e geográficos brasileiros, julgue os itens de 15 a 25.

Subentende-se do contexto em que está a oração “Eram os carneiros pastando” (l.11) que o rio Paraíba é cercado de morros onde são criados carneiros.

 

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3508152 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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— É verdade, é chuva no sertão.

A voz do meu avô estava trêmula. O homem duro chegara a se comover. E tossia alto para que não o vissem na comoção. Na outra noite os relâmpagos se firmaram mesmo. A conversa da cozinha ganhara outra animação. É chuva no sertão. Dois dias depois vinham de volta sertanejos que não resistiram à saudade da terra ressuscitada. Já voltavam com outra cara. O sol que lhes tirara tudo seria dominado pela chuva do céu. O Paraíba não tardaria a descer. Chamavam a primeira cheia do rio de “correio do inverno”E. O céu se avolumava em nuvens brancas. Eram os carneiros pastando. As notícias se amiudavam sobre as chuvas. Uns falavam de muita água no Piauí, outros já sabiam que no Ceará os rios estavam correndo. E começava a fazer um calor dos infernos. A negra generosa garantia que aquela quentura era aviso de cheia:
— Vem água descendo.
(...)
Quando o rio chegava, corríamos para vê-lo de perto. A cabeça da primeira cheia era como se fosse um serviço de limpeza geral do leito. Descia com ela uma imundície de restos e matérias em putrefação. Bois mortos, cavalos meio roídos pelos urubus. Aos poucos o Paraíba começava a limpar. O leito coberto de juncos, as vazantes de batata-doce cediam lugar ao caudal que se espalhava de barreira a barreira. Água vermelha como de barreiro de olaria.

José Lins do Rego. Meus verdes anos. Rio de
Janeiro: José Olympio/INL/MEC, 1980, p. 81-2.

O texto acima corresponde a fragmentos extraídos da obra Meus Verdes Anos, de José Lins do Rego. Com relação às estruturas desse texto e a aspectos literários, históricos e geográficos brasileiros, julgue os itens de 15 a 25.

Pela expressão “correio do inverno” (l.10), depreende-se do texto que foi a chegada da cheia do rio Paraíba que permitiu ao avô enunciar: “— É verdade, é chuva no sertão” .

 

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3508151 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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— É verdade, é chuva no sertãoC.

A voz do meu avô estava trêmula. O homem duro chegaraC a se comover. E tossia alto para que não o vissem na comoção. Na outra noite os relâmpagos se firmaram mesmo. A conversa da cozinha ganharaC outra animação. É chuva no sertão. Dois dias depois vinham de volta sertanejos que não resistiram à saudade da terra ressuscitada. Já voltavam com outra cara. O sol que lhes tiraraC tudo seria dominado pela chuva do céu. O Paraíba não tardaria a descer. Chamavam a primeira cheia do rio de “correio do inverno”. O céu se avolumava em nuvens brancas. Eram os carneiros pastando. As notícias se amiudavam sobre as chuvas. Uns falavam de muita água no Piauí, outros já sabiam que no Ceará os rios estavam correndo. E começava a fazer um calor dos infernos. A negra generosa garantia que aquela quentura era aviso de cheia:
— Vem água descendo.
(...)
Quando o rio chegava, corríamos para vê-lo de perto. A cabeça da primeira cheia era como se fosse um serviço de limpeza geral do leito. Descia com ela uma imundície de restos e matérias em putrefação. Bois mortos, cavalos meio roídos pelos urubus. Aos poucos o Paraíba começava a limpar. O leito coberto de juncos, as vazantes de batata-doce cediam lugar ao caudal que se espalhava de barreira a barreira. Água vermelha como de barreiro de olaria.

José Lins do Rego. Meus verdes anos. Rio de
Janeiro: José Olympio/INL/MEC, 1980, p. 81-2.

O texto acima corresponde a fragmentos extraídos da obra Meus Verdes Anos, de José Lins do Rego. Com relação às estruturas desse texto e a aspectos literários, históricos e geográficos brasileiros, julgue os itens de 15 a 25.

O emprego do tempo verbal de “chegara” (l.3), “ganhara” (l.5) e “tirara” (l.8) indica que esses verbos expressam ações ocorridas antes da afirmação “— É verdade, é chuva no sertão” (l.1).

 

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3508150 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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— É verdade, é chuva no sertão.

A voz do meu avô estava trêmula. O homem duro chegara a se comover. E tossia alto para que não o vissem na comoção. Na outra noite os relâmpagos se firmaram mesmo. A conversa da cozinha ganhara outra animação. É chuva no sertão. Dois dias depois vinham de volta sertanejos que não resistiram à saudade da terra ressuscitada. Já voltavam com outra cara. O sol que lhes tirara tudo seria dominado pela chuva do céu. O Paraíba não tardaria a descer. Chamavam a primeira cheia do rio de “correio do inverno”. O céu se avolumava em nuvens brancas. Eram os carneiros pastando. As notícias se amiudavam sobre as chuvas. Uns falavam de muita água no Piauí, outros já sabiam que no Ceará os rios estavam correndo. E começava a fazer um calor dos infernos. A negra generosa garantia que aquela quentura era aviso de cheia:
— Vem água descendo.
(...)
Quando o rio chegava, corríamos para vê-lo de perto. A cabeça da primeira cheia era como se fosse um serviço de limpeza geral do leito. Descia com ela uma imundície de restos e matérias em putrefação. Bois mortos, cavalos meio roídos pelos urubus. Aos poucos o Paraíba começava a limpar. O leito coberto de juncos, as vazantes de batata-doce cediam lugar ao caudal que se espalhava de barreira a barreira. Água vermelha como de barreiro de olaria.

José Lins do Rego. Meus verdes anos. Rio de
Janeiro: José Olympio/INL/MEC, 1980, p. 81-2.

O texto acima corresponde a fragmentos extraídos da obra Meus Verdes Anos, de José Lins do Rego. Com relação às estruturas desse texto e a aspectos literários, históricos e geográficos brasileiros, julgue os itens de 15 a 25.

A principal característica do conjunto da obra de José Lins do Rego é a focalização na decadência da monocultura da cana-de-açúcar, provocada pela industrialização, pela máquina.

 

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3508149 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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— É verdade, é chuva no sertão.

A voz do meu avô estava trêmula. O homem duro chegara a se comover. E tossia alto para que não o vissem na comoção. Na outra noite os relâmpagos se firmaram mesmo. A conversa da cozinha ganhara outra animação. É chuva no sertão. Dois dias depois vinham de volta sertanejos que não resistiram à saudade da terra ressuscitada. Já voltavam com outra cara. O sol que lhes tirara tudo seria dominado pela chuva do céu. O Paraíba não tardaria a descer. Chamavam a primeira cheia do rio de “correio do inverno”. O céu se avolumava em nuvens brancas. Eram os carneiros pastando. As notícias se amiudavam sobre as chuvas. Uns falavam de muita água no Piauí, outros já sabiam que no Ceará os rios estavam correndo. E começava a fazer um calor dos infernos. A negra generosa garantia que aquela quentura era aviso de cheia:
— Vem água descendo.
(...)
Quando o rio chegava, corríamos para vê-lo de perto. A cabeça da primeira cheia era como se fosse um serviço de limpeza geral do leito. Descia com ela uma imundície de restos e matérias em putrefação. Bois mortos, cavalos meio roídos pelos urubus. Aos poucos o Paraíba começava a limpar. O leito coberto de juncos, as vazantes de batata-doce cediam lugar ao caudal que se espalhava de barreira a barreira. Água vermelha como de barreiro de olaria.

José Lins do Rego. Meus verdes anos. Rio de
Janeiro: José Olympio/INL/MEC, 1980, p. 81-2.

O texto acima corresponde a fragmentos extraídos da obra Meus Verdes Anos, de José Lins do Rego. Com relação às estruturas desse texto e a aspectos literários, históricos e geográficos brasileiros, julgue os itens de 15 a 25.

O trecho ilustra característica marcante na obra de José Lins do Rego, que é recordar a própria vida, misturando realidade e ficção, memória e imaginação.

 

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3508013 Ano: 2008
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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O tempo e o rio

Mas o tempo é como um rio
que caminha para o mar
passa, como passa o passarinho
passa o vento e o desespero
passa como passa a agonia
passa a noite, passa o dia
mesmo o dia derradeiro
ah, todo o tempo há de passar
como passa a mão e o rio
que lavaram teu cabelo

Edu Lobo e Capinam. O tempo e o rio (fragmento).

Julgue os seguintes itens considerando o texto poético acima.

Na década de 50 do século passado, o tempo histórico brasileiro tornou-se mais rápido, haja vista as contínuas e rápidas transformações no quadro político, econômico, social e cultural vividas pelo país.

 

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3508012 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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O tempo e o rio

Mas o tempo é como um rio
que caminha para o mar
passa, como passa o passarinho
passa o vento e o desespero
passa como passa a agonia
passa a noite, passa o dia
mesmo o dia derradeiro
ah, todo o tempo há de passar
como passa a mão e o rio
que lavaram teu cabelo

Edu Lobo e Capinam. O tempo e o rio (fragmento).

Julgue os seguintes itens considerando o texto poético acima.

As idéias desse fragmento de texto argumentam a favor da tese de que o tempo passa.

 

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3508011 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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O tempo e o rio

Mas o tempo é como um rio
que caminha para o mar
passa, como passa o passarinho
passa o vento e o desespero
passa como passa a agonia
passa a noite, passa o dia
mesmo o dia derradeiro
ah, todo o tempo há de passar
como passaC a mão e o rio
que lavaram teu cabelo

Edu Lobo e Capinam. O tempo e o rio (fragmento).

Julgue os seguintes itens considerando o texto poético acima.

A métrica e o ritmo desse texto poético privilegiam a escolha da forma de singular em “passa” no verso 9, mas gramaticalmente seria também correta, nesse verso, a opção pelo plural: passam.

 

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3508010 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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O tempo e o rio

Mas o tempo é como um rio
que caminha para o mar
passa, como passa o passarinho
passa o vento e o desespero
passa como passa a agonia
passa a noite, passa o dia
mesmo o dia derradeiro
ah, todo o tempo há de passarC
como passa a mão e o rio
que lavaram teu cabelo

Edu Lobo e Capinam. O tempo e o rio (fragmento).

Julgue os seguintes itens considerando o texto poético acima.

A expressão verbal “há de passar” (v.8) reforça uma certeza no futuro.

 

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3508009 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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O tempo e o rio

Mas o tempo é como um rio
queE caminha para o mar
passa, como passa o passarinho
passa o vento e o desespero
passa como passa a agonia
passa a noite, passa o dia
mesmo o dia derradeiro
ah, todo o tempo há de passar
como passa a mão e o rio
que lavaram teu cabelo

Edu Lobo e Capinam. O tempo e o rio (fragmento).

Julgue os seguintes itens considerando o texto poético acima.

No texto, a conjunção “que” (v.2) tem valor explicativo e corresponde a pois.

 

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