Foram encontradas 353 questões.
Os rios recebem, no seu percurso, pedaços de pau, folhas
secas, penas de urubu
E demais trombolhos.
Seria como o percurso de uma palavra antes de chegar ao
poema.
As palavras, na viagem para o poema, recebem nossas
torpezas, nossas demências, nossas vaidades.
E demais escorralhas.
As palavras se sujam de nós na viagem.
Mas desembarcamC no poema escorreitas: como que
filtradas.
E livres das tripas do nosso espírito.
Manoel de Barros. Ensaios fotográficos. Rio de Janeiro: Record, 2000, p. 21.
Considerando as idéias do poema acima e suas inter-relações com a literatura, a geografia e a história brasileiras, julgue os itens a seguir.
Apesar de, sintaticamente, constituir uma frase nominal, sem verbo flexionado, a idéia expressa no último verso do poema está subordinada à idéia do verbo “desembarcam” (v. 10).
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Os rios recebem, no seu percurso, pedaços de pau, folhas
secas, penas de urubu
E demais trombolhos.
Seria como o percurso de uma palavra antes de chegar ao
poema.
As palavras, na viagem para o poema, recebem nossas
torpezas, nossas demências, nossas vaidades.
E demais escorralhas.
As palavras se sujam de nós na viagem.
Mas desembarcam no poema escorreitasC: como que
filtradas.
E livres das tripas do nosso espírito.
Manoel de Barros. Ensaios fotográficos. Rio de Janeiro: Record, 2000, p. 21.
Considerando as idéias do poema acima e suas inter-relações com a literatura, a geografia e a história brasileiras, julgue os itens a seguir.
A palavra “escorreitas” (v.10) está sendo empregada com o mesmo sentido que tem na seguinte oração: O palestrante impressionou por sua linguagem escorreita.
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Os rios recebem, no seu percurso, pedaços de pau, folhas
secas, penas de urubu
E demais trombolhos.
Seria como o percurso de uma palavra antes de chegar ao
poema.
As palavras, na viagem para o poema, recebem nossas
torpezas, nossas demências, nossas vaidades.
E demais escorralhas.
As palavras se sujam de nós na viagem.
Mas desembarcam no poema escorreitas: como que
filtradas.
E livres das tripas do nosso espírito.
Manoel de Barros. Ensaios fotográficos. Rio de Janeiro: Record, 2000, p. 21.
Considerando as idéias do poema acima e suas inter-relações com a literatura, a geografia e a história brasileiras, julgue os itens a seguir.
O desenvolvimento das idéias no poema indica que, no verso 9, por impossibilidade de se usar um pronome pessoal como objeto indireto em uma construção reflexiva, o elemento “nós” deve ser interpretado como substantivo.
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Os rios recebem, no seu percurso, pedaços de pau, folhas
secas, penas de urubu
E demais trombolhos.
Seria como o percurso de uma palavra antes de chegar ao
poema.
As palavras, na viagem para o poema, recebem nossas
torpezas, nossas demências, nossas vaidades.
E demais escorralhas.
As palavras se sujam de nós na viagem.
Mas desembarcam no poema escorreitas: como que
filtradas.
E livres das tripas do nosso espírito.
Manoel de Barros. Ensaios fotográficos. Rio de Janeiro: Record, 2000, p. 21.
Considerando as idéias do poema acima e suas inter-relações com a literatura, a geografia e a história brasileiras, julgue os itens a seguir.
No texto, o poeta compara o percurso das palavras até o poema ao percurso de um rio.
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— É verdade, é chuva no sertão.
A voz do meu avô estava trêmula. O homem duro chegara a se comover. E tossia alto para que não o vissem na comoção. Na outra noite os relâmpagos se firmaram mesmo. A conversa da cozinha ganhara outra animação. É chuva no sertão. Dois dias depois vinham de volta sertanejos que não resistiram à saudade da terra ressuscitada. Já voltavam com outra cara. O sol que lhes tirara tudo seria dominado pela chuva do céu. O Paraíba não tardaria a descer. Chamavam a primeira cheia do rio de “correio do inverno”. O céu se avolumava em nuvens brancas. Eram os carneiros pastando. As notícias se amiudavam sobre as chuvas. Uns falavam de muita água no Piauí, outros já sabiam que no Ceará os rios estavam correndo. E começava a fazer um calor dos infernos. A negra generosa garantia que aquela quentura era aviso de cheia:
— Vem água descendo.
(...)
Quando o rio chegava, corríamos para vê-lo de perto. A cabeça da primeira cheia era como se fosse um serviço de limpeza geral do leito. Descia com ela uma imundície de restos e matérias em putrefação. Bois mortos, cavalos meio roídos pelos urubus. Aos poucos o Paraíba começava a limpar. O leito coberto de juncos, as vazantes de batata-doce cediam lugar ao caudal que se espalhava de barreira a barreira. Água vermelha como de barreiro de olaria.
José Lins do Rego. Meus verdes anos. Rio de
Janeiro: José Olympio/INL/MEC, 1980, p. 81-2.
O texto acima corresponde a fragmentos extraídos da obra Meus Verdes Anos, de José Lins do Rego. Com relação às estruturas desse texto e a aspectos literários, históricos e geográficos brasileiros, julgue os itens de 15 a 25.
Em relação às políticas sociais, a Primeira República pouco modificou a realidade precedente, da qual o pungente cenário nordestino seria um exemplo a mais, situação que tende a ser alterada a partir de 1930, no contexto da Era Vargas.
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— É verdade, é chuva no sertão.
A voz do meu avô estava trêmula. O homem duro chegara a se comover. E tossia alto para que não o vissem na comoção. Na outra noite os relâmpagos se firmaram mesmo. A conversa da cozinha ganhara outra animação. É chuva no sertão. Dois dias depois vinham de volta sertanejos que não resistiram à saudade da terra ressuscitada. Já voltavam com outra cara. O sol que lhes tirara tudo seria dominado pela chuva do céu. O Paraíba não tardaria a descer. Chamavam a primeira cheia do rio de “correio do inverno”. O céu se avolumava em nuvens brancas. Eram os carneiros pastando. As notícias se amiudavam sobre as chuvas. Uns falavam de muita água no Piauí, outros já sabiam que no Ceará os rios estavam correndo. E começava a fazer um calor dos infernos. A negra generosa garantia que aquela quentura era aviso de cheia:
— Vem água descendo.
(...)
Quando o rio chegava, corríamos para vê-lo de perto. A cabeça da primeira cheia era como se fosse um serviço de limpeza geral do leito. Descia com ela uma imundície de restos e matérias em putrefação. Bois mortos, cavalos meio roídos pelos urubus. Aos poucos o Paraíba começava a limpar. O leito coberto de juncos, as vazantes de batata-doceC cediam lugar ao caudal que se espalhava de barreira a barreira. Água vermelha como de barreiro de olaria.
José Lins do Rego. Meus verdes anos. Rio de
Janeiro: José Olympio/INL/MEC, 1980, p. 81-2.
O texto acima corresponde a fragmentos extraídos da obra Meus Verdes Anos, de José Lins do Rego. Com relação às estruturas desse texto e a aspectos literários, históricos e geográficos brasileiros, julgue os itens de 15 a 25.
As “vazantes de batata-doce” (l.23) dizem respeito à agricultura de subsistência praticada nas várzeas dos rios, de forma sazonal, devido ao regime fluvial.
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— É verdade, é chuva no sertão.
A voz do meu avô estava trêmula. O homem duro chegara a se comover. E tossia alto para que não o vissem na comoção. Na outra noite os relâmpagos se firmaram mesmo. A conversa da cozinha ganhara outra animação. É chuva no sertão. Dois dias depois vinham de volta sertanejos que não resistiram à saudade da terra ressuscitada. Já voltavam com outra cara. O sol que lhes tirara tudo seria dominado pela chuva do céu. O Paraíba não tardaria a descer. Chamavam a primeira cheia do rio de “correio do inverno”. O céu se avolumava em nuvens brancas. Eram os carneiros pastando. As notícias se amiudavam sobre as chuvas. Uns falavam de muita água no Piauí, outros já sabiam que no Ceará os rios estavam correndo. E começava a fazer um calor dos infernos. A negra generosa garantia que aquela quentura era aviso de cheia:
— Vem água descendo.
(...)
Quando o rio chegava, corríamos para vê-lo de perto. A cabeça da primeira cheia era como se fosse um serviço de limpeza geral do leito. Descia com ela uma imundície de restos e matérias em putrefação. Bois mortos, cavalos meio roídos pelos urubus. Aos poucos o Paraíba começava a limpar. O leito coberto de juncos, as vazantes de batata-doce cediam lugar ao caudal que se espalhava de barreira a barreira. Água vermelha como de barreiro de olaria.
José Lins do Rego. Meus verdes anos. Rio de
Janeiro: José Olympio/INL/MEC, 1980, p. 81-2.
O texto acima corresponde a fragmentos extraídos da obra Meus Verdes Anos, de José Lins do Rego. Com relação às estruturas desse texto e a aspectos literários, históricos e geográficos brasileiros, julgue os itens de 15 a 25.
Nos fragmentos apresentados, o autor discorre acerca de uma anomalia climática: chuva no sertão nordestino cuja característica é a semi-aridez.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
— É verdade, é chuva no sertão.
A voz do meu avô estava trêmula. O homem duro chegara a se comover. E tossia alto para que não o vissem na comoção. Na outra noite os relâmpagos se firmaram mesmo. A conversa da cozinha ganhara outra animação. É chuva no sertão. Dois dias depois vinham de volta sertanejos que não resistiram à saudade da terra ressuscitada. Já voltavam com outra cara. O sol que lhes tirara tudo seria dominado pela chuva do céu. O Paraíba não tardaria a descer. Chamavam a primeira cheia do rio de “correio do inverno”. O céu se avolumava em nuvens brancas. Eram os carneiros pastando. As notícias se amiudavam sobre as chuvas. Uns falavam de muita água no Piauí, outros já sabiam que no Ceará os rios estavam correndo. E começava a fazer um calor dos infernos. A negra generosa garantia que aquela quentura era aviso de cheia:
— Vem água descendo.
(...)
Quando o rio chegava, corríamos para vê-lo de perto. A cabeça da primeira cheia era como se fosse um serviço de limpeza geral do leito. Descia com ela uma imundície de restos e matérias em putrefação. Bois mortos, cavalos meio roídos pelos urubus. Aos poucos o Paraíba começava a limpar. O leito coberto de juncos, as vazantes de batata-doce cediam lugar ao caudal que se espalhava de barreira a barreira. Água vermelha como de barreiro de olaria.
José Lins do Rego. Meus verdes anos. Rio de
Janeiro: José Olympio/INL/MEC, 1980, p. 81-2.
O texto acima corresponde a fragmentos extraídos da obra Meus Verdes Anos, de José Lins do Rego. Com relação às estruturas desse texto e a aspectos literários, históricos e geográficos brasileiros, julgue os itens de 15 a 25.
José Lins do Rego aproxima-se da estética de Guimarães Rosa, tanto pela inovação na língua quanto pelas características da narrativa voltada para a violência no sertão.
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— É verdade, é chuva no sertão.
A voz do meu avô estava trêmula. O homem duro chegara a se comover. E tossia alto para que não o vissem na comoção. Na outra noite os relâmpagos se firmaram mesmo. A conversa da cozinha ganhara outra animação. É chuva no sertão. Dois dias depois vinham de volta sertanejos que não resistiram à saudade da terra ressuscitada. Já voltavam com outra cara. O sol que lhes tirara tudo seria dominado pela chuva do céu. O Paraíba não tardaria a descer. Chamavam a primeira cheia do rio de “correio do inverno”. O céu se avolumava em nuvens brancas. Eram os carneiros pastando. As notícias se amiudavam sobre as chuvas. Uns falavam de muita água no Piauí, outros já sabiam que no Ceará os rios estavam correndo. E começava a fazer um calor dos infernos. A negra generosa garantia que aquela quentura era aviso de cheia:
— Vem água descendo.
(...)
Quando o rio chegava, corríamos para vê-lo de perto. A cabeça da primeira cheia era como se fosse um serviço de limpeza geral do leito. Descia com ela uma imundície de restos e matérias em putrefação. Bois mortos, cavalos meio roídos pelos urubus. Aos poucos o Paraíba começava a limpar. O leito coberto de juncosC, as vazantes de batata-doce cediam lugar ao caudal que se espalhava de barreira a barreira. Água vermelha como de barreiro de olaria.
José Lins do Rego. Meus verdes anos. Rio de
Janeiro: José Olympio/INL/MEC, 1980, p. 81-2.
O texto acima corresponde a fragmentos extraídos da obra Meus Verdes Anos, de José Lins do Rego. Com relação às estruturas desse texto e a aspectos literários, históricos e geográficos brasileiros, julgue os itens de 15 a 25.
A vírgula empregada depois de “juncos” (l.23) separa dois termos enumerados e, por isso, corresponde à conjunção aditiva e.
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— É verdade, é chuva no sertão.
A voz do meu avô estava trêmula. O homem duro chegara a se comover. E tossia alto para que não o vissem na comoção. Na outra noite os relâmpagos se firmaram mesmo. A conversa da cozinha ganhara outra animação. É chuva no sertão. Dois dias depois vinham de volta sertanejos que não resistiram à saudade da terra ressuscitada. Já voltavam com outra cara. O sol que lhes tirara tudo seria dominado pela chuva do céu. O Paraíba não tardaria a descer. Chamavam a primeira cheia do rio de “correio do inverno”. O céu se avolumava em nuvens brancas. Eram os carneiros pastando. As notícias se amiudavam sobre as chuvas. Uns falavam de muita água no Piauí, outros já sabiam que no Ceará os rios estavam correndo. E começava a fazer um calor dos infernos. A negra generosa garantia que aquela quentura era aviso de cheia:
— Vem água descendo.
(...)
Quando o rio chegava, corríamos para vê-lo de perto. A cabeça da primeira cheia era como se fosse um serviço de limpeza geral do leito. Descia com ela uma imundície de restos e matérias em putrefação. Bois mortos, cavalos meio roídos pelos urubus. Aos poucos o Paraíba começava a limparC. O leito coberto de juncos, as vazantes de batata-doce cediam lugar ao caudal que se espalhava de barreira a barreira. Água vermelha como de barreiro de olaria.
José Lins do Rego. Meus verdes anos. Rio de
Janeiro: José Olympio/INL/MEC, 1980, p. 81-2.
O texto acima corresponde a fragmentos extraídos da obra Meus Verdes Anos, de José Lins do Rego. Com relação às estruturas desse texto e a aspectos literários, históricos e geográficos brasileiros, julgue os itens de 15 a 25.
Apesar de não explicitar o pronome se, indicativo de reflexividade, o verbo “limpar” (l.22) deixa subentender a voz reflexiva.
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