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Foram encontradas 352 questões.

2402546 Ano: 2010
Disciplina: Artes Cênicas
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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O que torna a tortura atraente é o fato de ela funcionar. O preso não quer falar, apanha e fala. É sobre essa simples constatação que se edifica a complexa justificativa da tortura pela funcionalidade. O que há de terrível nela é a sua verdade. O que há de perverso nessa verdade é o sistema lógico que nela se apoia valendo-se da compreensão, em um juízo aparentemente neutro, do conflito entre dois mundos: o do torturador e o de sua vítima.

O poder absoluto que o torturador tem de infligir sofrimento à sua vítima transforma-se em elemento de controle sobre o seu corpo. No meio da selva amazônica, espancando um caboclo analfabeto que pedia ajuda divina para sustar os padecimentos, um torturador resumiria sua onipotência embutida: “Que Deus que nada, porque Deus aqui é nós mesmo”. A mente insubmissa torna-se vítima de sua carcaça, que é, a um só tempo, repasto do sofrimento e presa do inimigo. A dor destrói o mundo do torturado, ao mesmo tempo que lhe mostra outro, o do torturador, no qual não há sofrimento, mas o poder de criá-lo. Quando a vítima se submete, conclui-se um processo em que a confissão é um aspecto irrelevante. O preso, na sala de suplícios, troca seu mundo pelo do torturador.

Elio Gaspari. A ditadura escancarada. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, p. 37-41 (com adaptações).

A partir dessas informações, julgue o item.

Para que o tema da tortura seja explorada em peças teatrais, é necessário se estabelecer um rígido esquema em que bem e mal estejam claramente diferenciados, e também a noção de justiça deve ser predefinida.

 

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2402545 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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O que torna a tortura atraente é o fato de ela funcionar. O preso não quer falar, apanha e fala. É sobre essa simples constatação que se edifica a complexa justificativa da tortura pela funcionalidade. O que há de terrível nela é a sua verdade. O que há de perverso nessa verdade é o sistema lógico que nela se apoia valendo-se da compreensão, em um juízo aparentemente neutro, do conflito entre dois mundos: o do torturador e o de sua vítima.

O poder absoluto que o torturador tem de infligir sofrimento à sua vítima transforma-se em elemento de controle sobre o seu corpo. No meio da selva amazônica, espancando um caboclo analfabeto que pedia ajuda divina para sustar os padecimentos, um torturador resumiria sua onipotência embutida: “Que Deus que nada, porque Deus aqui é nós mesmo”. A mente insubmissa torna-se vítima de sua carcaça, que é, a um só tempo, repasto do sofrimento e presa do inimigo. A dor destrói o mundo do torturado, ao mesmo tempo que lhe mostra outro, o do torturador, no qual não há sofrimento, mas o poder de criá-lo. Quando a vítima se submete, conclui-se um processo em que a confissão é um aspecto irrelevante. O preso, na sala de suplícios, troca seu mundo pelo do torturador.

Elio Gaspari. A ditadura escancarada. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, p. 37-41 (com adaptações).

A partir dessas informações, julgue o item.

No período “O preso não quer falar, apanha e fala”, não está estabelecida relação de causa e efeito no nível sintático, mas se depreende tal relação no nível semântico, na ordenação temporal das orações.

 

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2402544 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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O que torna a tortura atraente é o fato de ela funcionar. O preso não quer falar, apanha e fala. É sobre essa simples constatação que se edifica a complexa justificativa da tortura pela funcionalidade. O que há de terrível nela é a sua verdade. O que há de perverso nessa verdade é o sistema lógico que nela se apoia valendo-se da compreensão, em um juízo aparentemente neutro, do conflito entre dois mundos: o do torturador e o de sua vítima.

O poder absoluto que o torturador tem de infligir sofrimento à sua vítima transforma-se em elemento de controle sobre o seu corpo. No meio da selva amazônica, espancando um caboclo analfabeto que pedia ajuda divina para sustar os padecimentos, um torturador resumiria sua onipotência embutida: “Que Deus que nada, porque Deus aqui é nós mesmo”. A mente insubmissa torna-se vítima de sua carcaça, que é, a um só tempo, repasto do sofrimento e presa do inimigo. A dor destrói o mundo do torturado, ao mesmo tempo que lhe mostra outro, o do torturador, no qual não há sofrimento, mas o poder de criá-lo. Quando a vítima se submete, conclui-se um processo em que a confissão é um aspecto irrelevante. O preso, na sala de suplícios, troca seu mundo pelo do torturador.

Elio Gaspari. A ditadura escancarada. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, p. 37-41 (com adaptações).

A partir dessas informações, julgue o item.

No início do segundo parágrafo, a locução verbal “tem de infligir” corresponde a deve transgredir.

 

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2402543 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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O que torna a tortura atraente é o fato de ela funcionar. O preso não quer falar, apanha e fala. É sobre essa simples constatação que se edifica a complexa justificativa da tortura pela funcionalidade. O que há de terrível nela é a sua verdade. O que há de perverso nessa verdade é o sistema lógico que nela se apoia valendo-se da compreensão, em um juízo aparentemente neutro, do conflito entre dois mundos: o do torturador e o de sua vítima.

O poder absoluto que o torturador tem de infligir sofrimento à sua vítima transforma-se em elemento de controle sobre o seu corpo. No meio da selva amazônica, espancando um caboclo analfabeto que pedia ajuda divina para sustar os padecimentos, um torturador resumiria sua onipotência embutida: “Que Deus que nada, porque Deus aqui é nós mesmo”. A mente insubmissa torna-se vítima de sua carcaça, que é, a um só tempo, repasto do sofrimento e presa do inimigo. A dor destrói o mundo do torturado, ao mesmo tempo que lhe mostra outro, o do torturador, no qual não há sofrimento, mas o poder de criá-lo. Quando a vítima se submete, conclui-se um processo em que a confissão é um aspecto irrelevante. O preso, na sala de suplícios, troca seu mundo pelo do torturador.

Elio Gaspari. A ditadura escancarada. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, p. 37-41 (com adaptações).

A partir dessas informações, julgue o item.

No segundo parágrafo, na fala atribuída ao torturador, foi usada a linguagem coloquial. Esse trecho poderia ser expresso corretamente em linguagem formal: Não há de se evocar Deus, porque, aqui, Deus somos nós mesmos.

 

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2402542 Ano: 2010
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Enunciado 2987472-1

O privilégio de iniciar o primeiro julgamento da história por crimes contra a paz no mundo impõe uma grave responsabilidade. Os crimes que procuraremos condenar e punir foram tão premeditados, tão maléficos e devastadores, que o mundo civilizado não pode tolerar que sejam ignorados, uma vez que este não seria capaz de sobreviver à repetição daqueles. Que quatro grandes nações, arrebatadas pela vitória e ainda ofendidas pela injúria, optem por evitar a vingança e entreguem voluntariamente à lei os seus inimigos capturados é um dos mais significativos tributos já pagos pelo Poder à Razão. O senso comum da humanidade exige que a lei não se restrinja a punir os pequenos crimes da gente miúda. A lei deve atingir também aqueles que detenham grandes poderes e que os usem de forma deliberada e articulada para pôr em ação males os quais não deixam ileso nenhum lar deste mundo. É um caso dessa magnitude que as Nações Unidas apresentarão a Vossas Excelências.

Robert H. Jackson. “Opening address for the United States.” In: Office of United States chief counsel for prosecution of axis criminality. Nazi conspiracy and aggression. Washington: United States Government Printing Office, 1946, p. 114 (tradução com adaptações).

A partir do texto acima, extraído do discurso proferido na abertura do Tribunal Internacional de Nurembergue, em 1945, julgue o item.

O pagamento, pela Alemanha, das indenizações estipuladas no Tratado de Versalhes foi concluído apenas em 2010, a título de comemoração pelo quadragésimo aniversário da reunificação alemã.

 

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2402541 Ano: 2010
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Enunciado 2987471-1

O privilégio de iniciar o primeiro julgamento da história por crimes contra a paz no mundo impõe uma grave responsabilidade. Os crimes que procuraremos condenar e punir foram tão premeditados, tão maléficos e devastadores, que o mundo civilizado não pode tolerar que sejam ignorados, uma vez que este não seria capaz de sobreviver à repetição daqueles. Que quatro grandes nações, arrebatadas pela vitória e ainda ofendidas pela injúria, optem por evitar a vingança e entreguem voluntariamente à lei os seus inimigos capturados é um dos mais significativos tributos já pagos pelo Poder à Razão. O senso comum da humanidade exige que a lei não se restrinja a punir os pequenos crimes da gente miúda. A lei deve atingir também aqueles que detenham grandes poderes e que os usem de forma deliberada e articulada para pôr em ação males os quais não deixam ileso nenhum lar deste mundo. É um caso dessa magnitude que as Nações Unidas apresentarão a Vossas Excelências.

Robert H. Jackson. “Opening address for the United States.” In: Office of United States chief counsel for prosecution of axis criminality. Nazi conspiracy and aggression. Washington: United States Government Printing Office, 1946, p. 114 (tradução com adaptações).

A partir do texto acima, extraído do discurso proferido na abertura do Tribunal Internacional de Nurembergue, em 1945, julgue o item.

Entre as causas que levaram o Partido Nacional-Socialista a conquistar o poder na Alemanha no período que antecedeu a Segunda Grande Guerra, destaca-se o ressentimento generalizado da sociedade alemã devido às indenizações de guerra impostas no Tratado de Versalhes. Tais indenizações inviabilizaram, na década de 20 do século passado, o crescimento econômico e sacrificaram a vida social desse país fato que marcou todo o período denominado República de Weimar. A crise econômica e social da Alemanha, nessa época, justificou a posterior ofensiva militar nacional-socialista em busca da ampliação dos limites territoriais do terceiro Reich.

 

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2402540 Ano: 2010
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Enunciado 2987470-1

O privilégio de iniciar o primeiro julgamento da história por crimes contra a paz no mundo impõe uma grave responsabilidade. Os crimes que procuraremos condenar e punir foram tão premeditados, tão maléficos e devastadores, que o mundo civilizado não pode tolerar que sejam ignorados, uma vez que este não seria capaz de sobreviver à repetição daqueles. Que quatro grandes nações, arrebatadas pela vitória e ainda ofendidas pela injúria, optem por evitar a vingança e entreguem voluntariamente à lei os seus inimigos capturados é um dos mais significativos tributos já pagos pelo Poder à Razão. O senso comum da humanidade exige que a lei não se restrinja a punir os pequenos crimes da gente miúda. A lei deve atingir também aqueles que detenham grandes poderes e que os usem de forma deliberada e articulada para pôr em ação males os quais não deixam ileso nenhum lar deste mundo. É um caso dessa magnitude que as Nações Unidas apresentarão a Vossas Excelências.

Robert H. Jackson. “Opening address for the United States.” In: Office of United States chief counsel for prosecution of axis criminality. Nazi conspiracy and aggression. Washington: United States Government Printing Office, 1946, p. 114 (tradução com adaptações).

A partir do texto acima, extraído do discurso proferido na abertura do Tribunal Internacional de Nurembergue, em 1945, julgue o item.

Entre os crimes julgados pelo referido tribunal, está o de extermínio sistemático de milhões de pessoas que pertenciam a grupos considerados politicamente indesejáveis pelo regime nacional-socialista alemão. Os judeus europeus foram as principais vítimas do Holocausto e, em menor escala, também foram perseguidos cidadãos da Polônia e da União Soviética, pessoas com deficiências físicas, comunistas e social-democratas alemães, homossexuais, bem como testemunhas de Jeová.

 

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2402539 Ano: 2010
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Enunciado 2987469-1

O privilégio de iniciar o primeiro julgamento da história por crimes contra a paz no mundo impõe uma grave responsabilidade. Os crimes que procuraremos condenar e punir foram tão premeditados, tão maléficos e devastadores, que o mundo civilizado não pode tolerar que sejam ignorados, uma vez que este não seria capaz de sobreviver à repetição daqueles. Que quatro grandes nações, arrebatadas pela vitória e ainda ofendidas pela injúria, optem por evitar a vingança e entreguem voluntariamente à lei os seus inimigos capturados é um dos mais significativos tributos já pagos pelo Poder à Razão. O senso comum da humanidade exige que a lei não se restrinja a punir os pequenos crimes da gente miúda. A lei deve atingir também aqueles que detenham grandes poderes e que os usem de forma deliberada e articulada para pôr em ação males os quais não deixam ileso nenhum lar deste mundo. É um caso dessa magnitude que as Nações Unidas apresentarão a Vossas Excelências.

Robert H. Jackson. “Opening address for the United States.” In: Office of United States chief counsel for prosecution of axis criminality. Nazi conspiracy and aggression. Washington: United States Government Printing Office, 1946, p. 114 (tradução com adaptações).

A partir do texto acima, extraído do discurso proferido na abertura do Tribunal Internacional de Nurembergue, em 1945, julgue o item.

Vários réus levados à Corte Penal de Nurembergue, entre 1945 e 1946, foram julgados culpados por crimes contra a humanidade, condenação que já se havia tornado comum na Europa, desde a promulgação da Declaração Universal dos Direitos Humanos pela Assembleia Nacional francesa, em 1791.

 

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2402538 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Enunciado 2987468-1

O privilégio de iniciar o primeiro julgamento da história por crimes contra a paz no mundo impõe uma grave responsabilidade. Os crimes que procuraremos condenar e punir foram tão premeditados, tão maléficos e devastadores, que o mundo civilizado não pode tolerar que sejam ignorados, uma vez que este não seria capaz de sobreviver à repetição daqueles. Que quatro grandes nações, arrebatadas pela vitória e ainda ofendidas pela injúria, optem por evitar a vingança e entreguem voluntariamente à lei os seus inimigos capturados é um dos mais significativos tributos já pagos pelo Poder à Razão. O senso comum da humanidade exige que a lei não se restrinja a punir os pequenos crimes da gente miúda. A lei deve atingir também aqueles que detenham grandes poderes e que os usem de forma deliberada e articulada para pôr em ação males os quais não deixam ileso nenhum lar deste mundo. É um caso dessa magnitude que as Nações Unidas apresentarão a Vossas Excelências.

Robert H. Jackson. “Opening address for the United States.” In: Office of United States chief counsel for prosecution of axis criminality. Nazi conspiracy and aggression. Washington: United States Government Printing Office, 1946, p. 114 (tradução com adaptações).

A partir do texto acima, extraído do discurso proferido na abertura do Tribunal Internacional de Nurembergue, em 1945, julgue o item.

Está presente no texto a ideia de que os países que compuseram o Tribunal de Nurembergue, na condição de vitoriosos na Segunda Guerra, poderiam ter adotado procedimentos de vingança.

 

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2402537 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Enunciado 2987467-1

O privilégio de iniciar o primeiro julgamento da história por crimes contra a paz no mundo impõe uma grave responsabilidade. Os crimes que procuraremos condenar e punir foram tão premeditados, tão maléficos e devastadores, que o mundo civilizado não pode tolerar que sejam ignorados, uma vez que este não seria capaz de sobreviver à repetição daqueles. Que quatro grandes nações, arrebatadas pela vitória e ainda ofendidas pela injúria, optem por evitar a vingança e entreguem voluntariamente à lei os seus inimigos capturados é um dos mais significativos tributos já pagos pelo Poder à Razão. O senso comum da humanidade exige que a lei não se restrinja a punir os pequenos crimes da gente miúda. A lei deve atingir também aqueles que detenham grandes poderes e que os usem de forma deliberada e articulada para pôr em ação males os quais não deixam ileso nenhum lar deste mundo. É um caso dessa magnitude que as Nações Unidas apresentarão a Vossas Excelências.

Robert H. Jackson. “Opening address for the United States.” In: Office of United States chief counsel for prosecution of axis criminality. Nazi conspiracy and aggression. Washington: United States Government Printing Office, 1946, p. 114 (tradução com adaptações).

A partir do texto acima, extraído do discurso proferido na abertura do Tribunal Internacional de Nurembergue, em 1945, julgue o item.

No segundo período do texto, há uma sequência de relação de causa e efeito, como indicam a oração que expressa consequência, introduzida pela conjunção “que”, e a oração que expressa causa, introduzida pela locução “uma vez que”.

 

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