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Ainda que aparentemente movida apenas pelo sentimento geral de lusofobia, característico da época, a geração romântica, fundamentada nas concepções evolucionistas da linguística da época, segundo as quais as línguas se comportavam como seres vivos e, portanto, nasciam, cresciam, envelheciam e morriam, aspirou a uma língua própria, a chamada língua brasileira, instalando uma polêmica, que será retomada, de forma mais radical, pela primeira geração modernista, a da Semana de Arte Moderna, de 1922. Enquanto os românticos — apesar de acreditarem que o nascimento da chamada língua brasileira era fato contra o qual não se poderiam insurgir — não reivindicavam mais que o direito a certa originalidade, os escritores modernistas serão os que, de fato, buscarão, na realidade linguística brasileira, as formas que constituirão a sua expressão.
Tânia C. F. Lobo. Variantes nacionais do português: sobre a questão da definição
do português do Brasil. In: Revista Internacional de Língua Portuguesa. Lisboa,
dez./1994, p. 9-15. Internet: <www.aulp.org> (com adaptações).
Julgue o item subsequente, relativos ao texto acima e ao tema nele abordado.
A estrutura “apesar de acreditarem que o nascimento da chamada língua brasileira era fato contra o qual não se poderiam insurgir” pode ser reescrita, sem prejuízo semântico, como apesar de darem crédito ao fato irreprimível do descobrimento da língua de origem brasileira.
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Ainda que aparentemente movida apenas pelo sentimento geral de lusofobia, característico da época, a geração romântica, fundamentada nas concepções evolucionistas da linguística da época, segundo as quais as línguas se comportavam como seres vivos e, portanto, nasciam, cresciam, envelheciam e morriam, aspirou a uma língua própria, a chamada língua brasileira, instalando uma polêmica, que será retomada, de forma mais radical, pela primeira geração modernista, a da Semana de Arte Moderna, de 1922. Enquanto os românticos — apesar de acreditarem que o nascimento da chamada língua brasileira era fato contra o qual não se poderiam insurgir — não reivindicavam mais que o direito a certa originalidade, os escritores modernistas serão os que, de fato, buscarão, na realidade linguística brasileira, as formas que constituirão a sua expressão.
Tânia C. F. Lobo. Variantes nacionais do português: sobre a questão da definição
do português do Brasil. In: Revista Internacional de Língua Portuguesa. Lisboa,
dez./1994, p. 9-15. Internet: <www.aulp.org> (com adaptações).
Julgue o item subsequente, relativos ao texto acima e ao tema nele abordado.
No primeiro período do texto, as formas “movida”, “fundamentada” e “aspirou”, que se caracterizam como estruturas sintáticas distintas, estão ligadas, semanticamente, ao mesmo elemento referencial.
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É somente nos meados do século XIX, com Varnhagen, que a língua do Brasil assume contornos de problema de interesse nacional e, concomitantemente, passa a constituir objeto de cogitação, para registro de uma realidade já consistente e documentável. Varnhagen afirma a unidade de língua nos dois domínios — o que, a seu ver, justificava o estudo dos clássicos e a impossibilidade de separação das duas literaturas —, mas ressalta, todavia, a diversificação da língua falada, notadamente na prosódia e no léxico, o que atribui ao acastelhanamento do português na América. A caracterização da língua do Brasil como um português diferenciado — esboçada em Varnhagen — representa, entre outros aspectos, uma das posições que delimitarão os debates em torno da língua até o final do século XIX.
Edith Pimentel Pinto (Org.). O português do Brasil – textos críticos e
teóricos – 1820-1920: fontes para a teoria e a história. Rio de
Janeiro: Livros Técnicos e Científicos; São Paulo: Editora da
Universidade de São Paulo, 1978, p. XVI-XIX (com adaptações).
Acerca do texto acima e dos temas por ele suscitados, julgue o item a seguir.
Após a queda do Império Romano, o latim manteve-se como importante idioma em diversas áreas da Europa ocidental, porque, em grande medida, havia-se firmado como a principal língua em que estava escrita a liturgia da Igreja Católica e, até o século XVII, parte dos textos produzidos na Europa.
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É somente nos meados do século XIX, com Varnhagen, que a língua do Brasil assume contornos de problema de interesse nacional e, concomitantemente, passa a constituir objeto de cogitação, para registro de uma realidade já consistente e documentável. Varnhagen afirma a unidade de língua nos dois domínios — o que, a seu ver, justificava o estudo dos clássicos e a impossibilidade de separação das duas literaturas —, mas ressalta, todavia, a diversificação da língua falada, notadamente na prosódia e no léxico, o que atribui ao acastelhanamento do português na América. A caracterização da língua do Brasil como um português diferenciado — esboçada em Varnhagen — representa, entre outros aspectos, uma das posições que delimitarão os debates em torno da língua até o final do século XIX.
Edith Pimentel Pinto (Org.). O português do Brasil – textos críticos e
teóricos – 1820-1920: fontes para a teoria e a história. Rio de
Janeiro: Livros Técnicos e Científicos; São Paulo: Editora da
Universidade de São Paulo, 1978, p. XVI-XIX (com adaptações).
Acerca do texto acima e dos temas por ele suscitados, julgue o item a seguir.
Fortemente assinalado pela difusão do ideal nacionalista no mundo ocidental, o século XIX assistiu, no Brasil, nas décadas que se seguiram à Independência, ao processo de constituição e consolidação do Estado nacional, paralelamente ao esforço para assegurar a integridade territorial e forjar uma identidade nacional brasileira, que teria na língua portuguesa um de seus pilares.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
É somente nos meados do século XIX, com Varnhagen, que a língua do Brasil assume contornos de problema de interesse nacional e, concomitantemente, passa a constituir objeto de cogitação, para registro de uma realidade já consistente e documentável. Varnhagen afirma a unidade de língua nos dois domínios — o que, a seu ver, justificava o estudo dos clássicos e a impossibilidade de separação das duas literaturas —, mas ressalta, todavia, a diversificação da língua falada, notadamente na prosódia e no léxico, o que atribui ao acastelhanamento do português na América. A caracterização da língua do Brasil como um português diferenciado — esboçada em Varnhagen — representa, entre outros aspectos, uma das posições que delimitarão os debates em torno da língua até o final do século XIX.
Edith Pimentel Pinto (Org.). O português do Brasil – textos críticos e
teóricos – 1820-1920: fontes para a teoria e a história. Rio de
Janeiro: Livros Técnicos e Científicos; São Paulo: Editora da
Universidade de São Paulo, 1978, p. XVI-XIX (com adaptações).
Acerca do texto acima e dos temas por ele suscitados, julgue o item a seguir.
A caracterização linguística advogada pelos românticos ficcionistas da segunda geração corresponde ao que propõe Varnhagen a respeito da vigência de uma variante brasileira da fala que se assemelha à língua portuguesa do período clássico.
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É somente nos meados do século XIX, com Varnhagen, que a língua do Brasil assume contornos de problema de interesse nacional e, concomitantemente, passa a constituir objeto de cogitação, para registro de uma realidade já consistente e documentável. Varnhagen afirma a unidade de língua nos dois domínios — o que, a seu ver, justificava o estudo dos clássicos e a impossibilidade de separação das duas literaturas —, mas ressalta, todavia, a diversificação da língua falada, notadamente na prosódia e no léxico, o que atribui ao acastelhanamento do português na América. A caracterização da língua do Brasil como um português diferenciado — esboçada em Varnhagen — representa, entre outros aspectos, uma das posições que delimitarão os debates em torno da língua até o final do século XIX.
Edith Pimentel Pinto (Org.). O português do Brasil – textos críticos e
teóricos – 1820-1920: fontes para a teoria e a história. Rio de
Janeiro: Livros Técnicos e Científicos; São Paulo: Editora da
Universidade de São Paulo, 1978, p. XVI-XIX (com adaptações).
Acerca do texto acima e dos temas por ele suscitados, julgue o item a seguir.
A estrutura “de separação das duas literaturas”, que é complemento do núcleo nominal “impossibilidade”, pode ser substituída, com correção gramatical e sem prejuízo semântico, por de que separe as duas literaturas.
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É somente nos meados do século XIX, com Varnhagen, que a língua do Brasil assume contornos de problema de interesse nacional e, concomitantemente, passa a constituir objeto de cogitação, para registro de uma realidade já consistente e documentável. Varnhagen afirma a unidade de língua nos dois domínios — o que, a seu ver, justificava o estudo dos clássicos e a impossibilidade de separação das duas literaturas —, mas ressalta, todavia, a diversificação da língua falada, notadamente na prosódia e no léxico, o que atribui ao acastelhanamento do português na América. A caracterização da língua do Brasil como um português diferenciado — esboçada em Varnhagen — representa, entre outros aspectos, uma das posições que delimitarão os debates em torno da língua até o final do século XIX.
Edith Pimentel Pinto (Org.). O português do Brasil – textos críticos e
teóricos – 1820-1920: fontes para a teoria e a história. Rio de
Janeiro: Livros Técnicos e Científicos; São Paulo: Editora da
Universidade de São Paulo, 1978, p. XVI-XIX (com adaptações).
Acerca do texto acima e dos temas por ele suscitados, julgue o item a seguir.
O pronome “que” é complemento da forma verbal “atribui”.
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É somente nos meados do século XIX, com Varnhagen, que a língua do Brasil assume contornos de problema de interesse nacional e, concomitantemente, passa a constituir objeto de cogitação, para registro de uma realidade já consistente e documentável. Varnhagen afirma a unidade de língua nos dois domínios — o que, a seu ver, justificava o estudo dos clássicos e a impossibilidade de separação das duas literaturas —, mas ressalta, todavia, a diversificação da língua falada, notadamente na prosódia e no léxico, o que atribui ao acastelhanamento do português na América. A caracterização da língua do Brasil como um português diferenciado — esboçada em Varnhagen — representa, entre outros aspectos, uma das posições que delimitarão os debates em torno da língua até o final do século XIX.
Edith Pimentel Pinto (Org.). O português do Brasil – textos críticos e
teóricos – 1820-1920: fontes para a teoria e a história. Rio de
Janeiro: Livros Técnicos e Científicos; São Paulo: Editora da
Universidade de São Paulo, 1978, p. XVI-XIX (com adaptações).
Acerca do texto acima e dos temas por ele suscitados, julgue o item a seguir.
No trecho “Varnhagen afirma a unidade de língua nos dois domínios”, a palavra “unidade” denota o reconhecimento de uma língua da nação brasileira.
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É somente nos meados do século XIX, com Varnhagen, que a língua do Brasil assume contornos de problema de interesse nacional e, concomitantemente, passa a constituir objeto de cogitação, para registro de uma realidade já consistente e documentável. Varnhagen afirma a unidade de língua nos dois domínios — o que, a seu ver, justificava o estudo dos clássicos e a impossibilidade de separação das duas literaturas —, mas ressalta, todavia, a diversificação da língua falada, notadamente na prosódia e no léxico, o que atribui ao acastelhanamento do português na América. A caracterização da língua do Brasil como um português diferenciado — esboçada em Varnhagen — representa, entre outros aspectos, uma das posições que delimitarão os debates em torno da língua até o final do século XIX.
Edith Pimentel Pinto (Org.). O português do Brasil – textos críticos e
teóricos – 1820-1920: fontes para a teoria e a história. Rio de
Janeiro: Livros Técnicos e Científicos; São Paulo: Editora da
Universidade de São Paulo, 1978, p. XVI-XIX (com adaptações).
Acerca do texto acima e dos temas por ele suscitados, julgue o item a seguir.
Haveria perda dos elementos de ênfase empregados, mas seriam mantidas a correção gramatical e a interpretação semântica original, caso o primeiro período do texto fosse assim reescrito: A língua do Brasil assume contornos de problema de interesse nacional que, concomitantemente, passam a constituir objeto de cogitação, para o registro de uma realidade já consistente e documentável, somente nos meados do século XIX, com Varnhagen.
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Based on the cartoon above, judge the item below.
Modern technology can be said to have been known among our early ancestors.
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