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Pode-se mostrar de forma simples e imediata a uma pessoa sensata – eles afirmariam – que Beethoven é melhor do que Irving Berlin ou os Beatles, ou que Rafael é melhor que Norman Rockwell ou Peter Max, que Shakespeare é melhor do que Eddie Guest ou Bob Dylan, que Tolstói é melhor do que Harold Robbins. Mas não são poucas as pessoas perfeitamente sensatas que preferem Beatles a Beethoven, Peter Max a Rafael, Bob Dylan a Shakespeare e Harold Robbins a Tolstói; pode ser que eles não o digam abertamente, mas o revelam no que escolhem para ouvir, ver, escutar ou ler. Seria isso somente porque ninguém se deu ao trabalho de provar que estão erados?
GREENBERG, Clement. Estética Doméstica. Trad. André Medina Carone. Vol. 21 São Paulo: Cosac Naify, 2013.
Esse exemplo ilustra o que ficou conhecido na filosofia como juízo estético. Com relação a esse conceito, assinale a alternativa correta.
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Mas, ó, bom Deus! O que é isso? Que nome damos a esse fenômeno? Que infortúnio é esse? Que vício é esse, ou melhor, que infeliz vício é esse? Ver infinitas pessoas servindo em vez de obedecer; sendo tiranizadas em vez de governadas; sendo desprovidas de bens e parentes, mulheres e crianças, até mesmo de uma vida própria! (...) Quando não 100 mil homens, mas 100 países, mil cidades, 1 milhão de homens se recusam a atacar um único indivíduo, cujo melhor tratamento a eles concedido é a imposição da servidão e da escravidão, como chamamos isso?
LA BOÉTIE, Étienne. Discurso sobre a servidão voluntária. São Paulo: Edipro, 2017.
Na obra Discurso sobre a servidão voluntária, Étienne de La Boétie investiga o motivo por que os seres humanos aceitam o domínio e não desejam a liberdade, se bastaria que “não servissem mais, e estariam livres”. No que tange a essa investigação, assinale a alternativa correta.
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O medo da morte é o determinante da mediação racional que submete, no pensamento político de Hobbes, a sociabilidade ao interesse e a vida comum à ordem política. Vejamos por quê. É o medo da morte violenta em mãos alheias que torna os homens dóceis às recomendações da razão, no contexto imaginário do “estado de natureza”, em que os personagens concebidos pela antropologia hobbesiana são postos frente a frente. Resulta desse experimento, projetado com rigor de geômetra, o conflito generalizado ou a guerra virtual de todos contra todos.
SOARES, Luiz Eduardo. “O lugar do sofrimento humano no pensamento político moderno”. In: Síntese Nova Fase, v. 20, n. 61 (1993): 257-266.
O amor à vida, ou o medo de morrer, faz com que os seres humanos estejam sempre prontos a se proteger ou mesmo a atacar. Se um ser humano pode intentar contra a vida de outro, no estado de natureza, então não seria ilegítimo se a hostilidade fosse antecipada e a violência cometida. Mas esse estado, como é bem conhecido, dá lugar à sociedade por meio da celebração do pacto social. De acordo com esse assunto e com a política hobbesiana, assinale a alternativa correta.
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O problema da verdade é fortemente caracterizado em Platão pela problemática relativa aos dois aspectos do conhecimento e da convicção. Em linha de máxima, os dois aspectos podem ser nitidamente distinguidos: uma coisa é estarmos convencidos da verdade do que se diz, outra é conhecer a verdade acerca do que se diz.
CASERTANO, Giovanni. Paradigmas da verdade em Platão. São Paulo: Edições Loyola, 2010.
No que se refere ao tema da verdade, assinale a alternativa correta.
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O problema do equilíbrio entre fé e razão é constante no arco do pensamento medieval. A solução de Agostinho é um “círculo hermenêutico”: este significa que todo conhecimento pressupõe pré-conhecimentos apreendidos por outro caminho, que podem depois ser confirmados, desmentidos ou modificados. A fé é, portanto, um préconhecimento em relação à razão (credo ut intelligam).
REALE, G.; ANTISERI, D. História da filosofia: patrística e escolástica. V. 2. São Paulo: Paulus, 2003, p. 88.
A esse respeito, assinale a alternativa correta.
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De uma maneira específica, a ciência da religião difere de outras ciências. Como qualquer outro objeto de estudo, a religião tem uma dimensão visível. Diferentemente dos objetos de outras disciplinas, a religião tem também uma dimensão invisível, quando se refere ao “transcendente”, ao “espiritual”, ao “divino” ou ao semelhante. Cientistas de outras disciplinas ignoram essa dimensão sem que isso distorça seus resultados. Se cientistas da religião negassem o transcendente, não levariam os fiéis a sério e posicionar-seiam arrogantemente contra eles. De uma outra maneira, a ciência da religião difere da teologia.
GRESCHAT, Hans-Jürgen. O que é ciência da religião? Trad. Frank Usarski. São Paulo: Paulinas, 2005, com adaptações.
De acordo com o texto, assinale a alternativa que apresenta a diferença entre “teólogos” e “cientistas da religião”.
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A investigação em Ética a Nicômaco começa com a pergunta se existe o bem supremo humano (I, 1) e afirma que este existe, dado que há um fim último para todas as atividades humanas. Segundo Aristóteles, a existência de uma hierarquia de fins pressupõe necessariamente que existem fins últimos, pois uma cadeia finalística não pode chegar ao infinito, devendo haver um termo na série.
NATALI, Carlo. Aristóteles. São Paulo: Paulus, 2016, com adaptações.
De acordo com a investigação aristotélica, em Ética a Nicômaco, assinale a alternativa correta.
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A maioria das tecnologias que nos próximos cinco anos ou dez anos terão um grande impacto no mundo já estão em uso de forma limitada, enquanto as tecnologias que remodelarão o mundo em menos de quinze anos provavelmente já existem em laboratórios na forma de protótipos.
BOSTROM, Nick. Superinteligência: caminhos, perigos e estratégias para um novo mundo. RJ: DarkSide Books, 2018.
O contexto desse fragmento de texto refere-se tanto às expectativas geradas em relação à criação de máquinas com uma inteligência comparável e até mesmo superior a dos humanos quanto a previsões de uma mudança radical, de nível mundial. A respeito desse tema e desse contexto, assinale a alternativa correta.
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A palavra religião é como um labirinto. Perder-se-á nele quem não trouxer um fio na mão para se orientar. Logo após a entrada encontramos ambiguidades. O uso da palavra religião é corriqueiro, mas parece que somente especialistas conhecem o termo “Ciência da Religião”. Os demais articulam a vaga sensação de que se trata de “teologia ou algo semelhante”. Não é necessário muito esforço para achar a causa disso.
GRESCHAT, Hans-Jürgen. O que é ciência da religião? Trad. Franck Usarski. São Paulo: Paulinas, 2005.
O contexto dessa presente citação diz respeito às diferentes maneiras mediante as quais o termo religião pode ser entendido. Greschat apresenta uma multiplicidade de sentidos, entre os quais se destaca a associação do termo religião aos segmentos da religião cristã – fato que representa o impulso de transformar algo vago, o termo religião, em algo concreto –, e, na área jurídico-pública, o emprego da palavra religião em vez de cristianismo em referência à unidade cristã. Com relação à diversidade de sentidos do termo religião e às dificuldades a ela associadas, assinale a alternativa correta.
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No fundo do pensamento dos antigos jônios não há uma vontade consciente de educar. Porém, no meio da decadência da concepção mítica do mundo e no caos gerado pela fermentação de uma nova sociedade humana, encaram de um modo inteiramente novo o mais profundo problema da vida, o problema do ser.
JAEGER, Werner. Paidéia: a formação do homem grego. São Paulo: Martins Fontes, 1995.
Com base no problema apresentado e nos respectivos conhecimentos a respeito dos primeiros filósofos, assinale a alternativa correta.
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