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1049909 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
Provas:

Sobre gramáticos e revisores

Os gramáticos são entidades dotadas de um grande

poder.

Eles têm o poder para baixar leis sobre como as

palavras devem ser escritas e sobre como elas devem ser

ajuntadas. Seu poder vai ao ponto de poderem estabelecer

que uma certa palavra existe ou que tal palavra não existe.

Quando a dita palavra aparece em um texto, eles a

desrealizam por meio de uma palavra latina, deleatur,

afirmando que se trata de um simples fantasma.

Foi o que aconteceu com a palavra “estória”.

Atreva-se a escrevê-la! Os “revisores”, policiais da língua

que cumprem as ordens dos gramáticos, logo a transformam

em “história”, assumindo que o escritor a escreveu por

ignorar que ela foi a óbito.

Os revisores são seres obedientes: cumprem e fazem

cumprir as leis ditadas pelos gramáticos. Saramago descreve

a sua condição como seres “atados de pés e mãos por um

conjunto de proibições mais severas que um código penal”.

Olhos de falcão, têm de estar atentos aos mínimos detalhes.

Sua concentração nos detalhes é de tal ordem que, por vezes,

o sentido do texto, aquilo que o escritor está dizendo, lhes

escapa.

Aconteceu comigo. Escrevi um livro — O Poeta,

o Guerreiro, o Profeta. O argumento se construía

precisamente sobre a diferença entre “estória” e “história”.

Em um capítulo era “estória”. No outro, era “história”. Se

ele, o revisor, tivesse prestado atenção naquilo que eu estava

dizendo, ele teria notado que o aparecimento alternativo de

“estória” e “história” não podia ser acidental. Mas ele,

obediente às leis dos gramáticos, transformou todos os

“estórias” em “história”, tornando o meu livro

gramaticalmente correto e literariamente nonsense. Noutra

ocasião, o revisor enquadrou na reforma ortográfica uma fala

do Riobaldo, que eu citava. Ficou divertido ler Riobaldo,

jagunço de muitas mortes, contando seus casos com fala de

professora primária.

Saramago tem medo dos revisores. Não permite que

eles metam o bedelho nos seus livros para enquadrá-los às

regras da gramática. Desprezando vírgulas e pontos, ele

vai em frente, consciente de que seus leitores são

suficientemente inteligentes para colocar as vírgulas e os

pontos nos lugares que sua respiração e o sentido

determinarem.

Mas o escritor português sabe que os revisores são

pessoas que sofrem. Deve ser terrível viver o tempo todo sob

a tirania das leis dos gramáticos e sob a tirania do texto do

autor a que eles têm de se submeter, sem dar sua

contribuição pessoal. Afinal de contas o revisor não gosta de

ser revisor. Ele queria mesmo era ser escritor.

Assim, contrariamente ao que já disse, fico a pensar

que talvez o poder dos revisores seja maior que o poder dos

gramáticos: com uma única palavra, eles podem mudar o

mundo ou arruinar um livro.

Rubem Alves. Folha de S. Paulo, 20/1/2009. Internet: www1.folha.uol.com.br (com adaptações).

Julgue os itens de 96 a 103, no tocante aos aspectos intrínsecos e extrínsecos do texto.

Ao relacionar os revisores a “policiais da língua que cumprem as ordens dos gramáticos” (l.11-12), o autor empregou um recurso retórico-estilístico que confere ao texto maior força argumentativa.

 

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1049908 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
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Sobre gramáticos e revisores

Os gramáticos são entidades dotadas de um grande

poder.

Eles têm o poder para baixar leis sobre como as

palavras devem ser escritas e sobre como elas devem ser

ajuntadas. Seu poder vai ao ponto de poderem estabelecer

que uma certa palavra existe ou que tal palavra não existe.

Quando a dita palavra aparece em um texto, eles a

desrealizam por meio de uma palavra latina, deleatur,

afirmando que se trata de um simples fantasma.

Foi o que aconteceu com a palavra “estória”.

Atreva-se a escrevê-la! Os “revisores”, policiais da língua

que cumprem as ordens dos gramáticos, logo a transformam

em “história”, assumindo que o escritor a escreveu por

ignorar que ela foi a óbito.

Os revisores são seres obedientes: cumprem e fazem

cumprir as leis ditadas pelos gramáticos. Saramago descreve

a sua condição como seres “atados de pés e mãos por um

conjunto de proibições mais severas que um código penal”.

Olhos de falcão, têm de estar atentos aos mínimos detalhes.

Sua concentração nos detalhes é de tal ordem que, por vezes,

o sentido do texto, aquilo que o escritor está dizendo, lhes

escapa.

Aconteceu comigo. Escrevi um livro — O Poeta,

o Guerreiro, o Profeta. O argumento se construía

precisamente sobre a diferença entre “estória” e “história”.

Em um capítulo era “estória”. No outro, era “história”. Se

ele, o revisor, tivesse prestado atenção naquilo que eu estava

dizendo, ele teria notado que o aparecimento alternativo de

“estória” e “história” não podia ser acidental. Mas ele,

obediente às leis dos gramáticos, transformou todos os

“estórias” em “história”, tornando o meu livro

gramaticalmente correto e literariamente nonsense. Noutra

ocasião, o revisor enquadrou na reforma ortográfica uma fala

do Riobaldo, que eu citava. Ficou divertido ler Riobaldo,

jagunço de muitas mortes, contando seus casos com fala de

professora primária.

Saramago tem medo dos revisores. Não permite que

eles metam o bedelho nos seus livros para enquadrá-los às

regras da gramática. Desprezando vírgulas e pontos, ele

vai em frente, consciente de que seus leitores são

suficientemente inteligentes para colocar as vírgulas e os

pontos nos lugares que sua respiração e o sentido

determinarem.

Mas o escritor português sabe que os revisores são

pessoas que sofrem. Deve ser terrível viver o tempo todo sob

a tirania das leis dos gramáticos e sob a tirania do texto do

autor a que eles têm de se submeter, sem dar sua

contribuição pessoal. Afinal de contas o revisor não gosta de

ser revisor. Ele queria mesmo era ser escritor.

Assim, contrariamente ao que já disse, fico a pensar

que talvez o poder dos revisores seja maior que o poder dos

gramáticos: com uma única palavra, eles podem mudar o

mundo ou arruinar um livro.

Rubem Alves. Folha de S. Paulo, 20/1/2009. Internet: www1.folha.uol.com.br (com adaptações).

Julgue os itens de 96 a 103, no tocante aos aspectos intrínsecos e extrínsecos do texto.

Ao longo do texto, o autor emprega aspas nas palavras ‘estória’ (l.10) e ‘história’ (l.13) como recurso estilístico para imprimir objetividade e clareza ao texto.

 

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1049907 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
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Sobre gramáticos e revisores

Os gramáticos são entidades dotadas de um grande

poder.

Eles têm o poder para baixar leis sobre como as

palavras devem ser escritas e sobre como elas devem ser

ajuntadas. Seu poder vai ao ponto de poderem estabelecer

que uma certa palavra existe ou que tal palavra não existe.

Quando a dita palavra aparece em um texto, eles a

desrealizam por meio de uma palavra latina, deleatur,

afirmando que se trata de um simples fantasma.

Foi o que aconteceu com a palavra “estória”.

Atreva-se a escrevê-la! Os “revisores”, policiais da língua

que cumprem as ordens dos gramáticos, logo a transformam

em “história”, assumindo que o escritor a escreveu por

ignorar que ela foi a óbito.

Os revisores são seres obedientes: cumprem e fazem

cumprir as leis ditadas pelos gramáticos. Saramago descreve

a sua condição como seres “atados de pés e mãos por um

conjunto de proibições mais severas que um código penal”.

Olhos de falcão, têm de estar atentos aos mínimos detalhes.

Sua concentração nos detalhes é de tal ordem que, por vezes,

o sentido do texto, aquilo que o escritor está dizendo, lhes

escapa.

Aconteceu comigo. Escrevi um livro — O Poeta,

o Guerreiro, o Profeta. O argumento se construía

precisamente sobre a diferença entre “estória” e “história”.

Em um capítulo era “estória”. No outro, era “história”. Se

ele, o revisor, tivesse prestado atenção naquilo que eu estava

dizendo, ele teria notado que o aparecimento alternativo de

“estória” e “história” não podia ser acidental. Mas ele,

obediente às leis dos gramáticos, transformou todos os

“estórias” em “história”, tornando o meu livro

gramaticalmente correto e literariamente nonsense. Noutra

ocasião, o revisor enquadrou na reforma ortográfica uma fala

do Riobaldo, que eu citava. Ficou divertido ler Riobaldo,

jagunço de muitas mortes, contando seus casos com fala de

professora primária.

Saramago tem medo dos revisores. Não permite que

eles metam o bedelho nos seus livros para enquadrá-los às

regras da gramática. Desprezando vírgulas e pontos, ele

vai em frente, consciente de que seus leitores são

suficientemente inteligentes para colocar as vírgulas e os

pontos nos lugares que sua respiração e o sentido

determinarem.

Mas o escritor português sabe que os revisores são

pessoas que sofrem. Deve ser terrível viver o tempo todo sob

a tirania das leis dos gramáticos e sob a tirania do texto do

autor a que eles têm de se submeter, sem dar sua

contribuição pessoal. Afinal de contas o revisor não gosta de

ser revisor. Ele queria mesmo era ser escritor.

Assim, contrariamente ao que já disse, fico a pensar

que talvez o poder dos revisores seja maior que o poder dos

gramáticos: com uma única palavra, eles podem mudar o

mundo ou arruinar um livro.

Rubem Alves. Folha de S. Paulo, 20/1/2009. Internet: www1.folha.uol.com.br (com adaptações).

Julgue os itens de 96 a 103, no tocante aos aspectos intrínsecos e extrínsecos do texto.

Estão coordenadas entre si as orações contidas em “sobre como as palavras devem ser escritas e sobre como elas devem ser ajuntadas” (l.3-5) e em “que uma certa palavra existe ou que tal palavra não existe” (l.6).

 

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1049906 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
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Sobre gramáticos e revisores

Os gramáticos são entidades dotadas de um grande

poder.

Eles têm o poder para baixar leis sobre como as

palavras devem ser escritas e sobre como elas devem ser

ajuntadas. Seu poder vai ao ponto de poderem estabelecer

que uma certa palavra existe ou que tal palavra não existe.

Quando a dita palavra aparece em um texto, eles a

desrealizam por meio de uma palavra latina, deleatur,

afirmando que se trata de um simples fantasma.

Foi o que aconteceu com a palavra “estória”.

Atreva-se a escrevê-la! Os “revisores”, policiais da língua

que cumprem as ordens dos gramáticos, logo a transformam

em “história”, assumindo que o escritor a escreveu por

ignorar que ela foi a óbito.

Os revisores são seres obedientes: cumprem e fazem

cumprir as leis ditadas pelos gramáticos. Saramago descreve

a sua condição como seres “atados de pés e mãos por um

conjunto de proibições mais severas que um código penal”.

Olhos de falcão, têm de estar atentos aos mínimos detalhes.

Sua concentração nos detalhes é de tal ordem que, por vezes,

o sentido do texto, aquilo que o escritor está dizendo, lhes

escapa.

Aconteceu comigo. Escrevi um livro — O Poeta,

o Guerreiro, o Profeta. O argumento se construía

precisamente sobre a diferença entre “estória” e “história”.

Em um capítulo era “estória”. No outro, era “história”. Se

ele, o revisor, tivesse prestado atenção naquilo que eu estava

dizendo, ele teria notado que o aparecimento alternativo de

“estória” e “história” não podia ser acidental. Mas ele,

obediente às leis dos gramáticos, transformou todos os

“estórias” em “história”, tornando o meu livro

gramaticalmente correto e literariamente nonsense. Noutra

ocasião, o revisor enquadrou na reforma ortográfica uma fala

do Riobaldo, que eu citava. Ficou divertido ler Riobaldo,

jagunço de muitas mortes, contando seus casos com fala de

professora primária.

Saramago tem medo dos revisores. Não permite que

eles metam o bedelho nos seus livros para enquadrá-los às

regras da gramática. Desprezando vírgulas e pontos, ele

vai em frente, consciente de que seus leitores são

suficientemente inteligentes para colocar as vírgulas e os

pontos nos lugares que sua respiração e o sentido

determinarem.

Mas o escritor português sabe que os revisores são

pessoas que sofrem. Deve ser terrível viver o tempo todo sob

a tirania das leis dos gramáticos e sob a tirania do texto do

autor a que eles têm de se submeter, sem dar sua

contribuição pessoal. Afinal de contas o revisor não gosta de

ser revisor. Ele queria mesmo era ser escritor.

Assim, contrariamente ao que já disse, fico a pensar

que talvez o poder dos revisores seja maior que o poder dos

gramáticos: com uma única palavra, eles podem mudar o

mundo ou arruinar um livro.

Rubem Alves. Folha de S. Paulo, 20/1/2009. Internet: www1.folha.uol.com.br (com adaptações).

Julgue os itens de 96 a 103, no tocante aos aspectos intrínsecos e extrínsecos do texto.

Uma forma de reescrever os períodos contidos nas linhas de 3 a 6, objetivando-se dar-lhes concisão, mas sem perder as informações essenciais, é: Eles possuem o poder de legislar sobre a grafia, a sintaxe e a existência das palavras.

 

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1049905 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
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Vida de professor de escola pública é um massacre

diário, especialmente nas grandes cidades. As salas são

superlotadas, boa parte dos alunos tem doenças, inclusive

mentais, os laboratórios não funcionam, os pais se envolvem

pouco na educação dos filhos, cujo repertório cultural é,

geralmente, baixo. Existem as mais variadas formas de violência

— do xingamento às agressões físicas. O sistema de aulas

dissertativas é insuportável para quem gosta de criatividade e

inovação.

Gilberto Dimenstein. Folha de S.Paulo, 31/5/2009, C

A respeito das ideias principais e da organização do parágrafo acima, julgue os itens que se seguem.

O texto está constituído por orações curtas, predominantemente coordenadas, não ocorrendo prolixidade nem linguagem rebuscada.

 

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1049904 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
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Vida de professor de escola pública é um massacre

diário, especialmente nas grandes cidades. As salas são

superlotadas, boa parte dos alunos tem doenças, inclusive

mentais, os laboratórios não funcionam, os pais se envolvem

pouco na educação dos filhos, cujo repertório cultural é,

geralmente, baixo. Existem as mais variadas formas de violência

— do xingamento às agressões físicas. O sistema de aulas

dissertativas é insuportável para quem gosta de criatividade e

inovação.

Gilberto Dimenstein. Folha de S.Paulo, 31/5/2009, C

A respeito das ideias principais e da organização do parágrafo acima, julgue os itens que se seguem.

Um resumo do texto apresentado, que retome apenas as ideias centrais do texto, pode ser assim formulado: Os professores de escola pública, especialmente nas grandes cidades, sofrem diariamente com superlotação das salas, doenças dos alunos, laboratórios inoperantes, pais negligentes, variadas formas de violência, além de metodologia de ensino repetitiva.

 

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1049903 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
Provas:

Vida de professor de escola pública é um massacre

diário, especialmente nas grandes cidades. As salas são

superlotadas, boa parte dos alunos tem doenças, inclusive

mentais, os laboratórios não funcionam, os pais se envolvem

pouco na educação dos filhos, cujo repertório cultural é,

geralmente, baixo. Existem as mais variadas formas de violência

— do xingamento às agressões físicas. O sistema de aulas

dissertativas é insuportável para quem gosta de criatividade e

inovação.

Gilberto Dimenstein. Folha de S.Paulo, 31/5/2009, C

A respeito das ideias principais e da organização do parágrafo acima, julgue os itens que se seguem.

Uma forma de dar seguimento coeso e coerente ao texto apresentado é acrescentar-lhe o período: Os diretores de escolas públicas, mesmo nas grandes cidades, gozam de maiores privilégios junto às secretarias estaduais de educação.

 

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1049902 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
Provas:

Vida de professor de escola pública é um massacre

diário, especialmente nas grandes cidades. As salas são

superlotadas, boa parte dos alunos tem doenças, inclusive

mentais, os laboratórios não funcionam, os pais se envolvem

pouco na educação dos filhos, cujo repertório cultural é,

geralmente, baixo. Existem as mais variadas formas de violência

— do xingamento às agressões físicas. O sistema de aulas

dissertativas é insuportável para quem gosta de criatividade e

inovação.

Gilberto Dimenstein. Folha de S.Paulo, 31/5/2009, C

A respeito das ideias principais e da organização do parágrafo acima, julgue os itens que se seguem.

O desenvolvimento do parágrafo se faz por meio da enumeração ou descrição de detalhes.

 

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1049901 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
Provas:

Vida de professor de escola pública é um massacre

diário, especialmente nas grandes cidades. As salas são

superlotadas, boa parte dos alunos tem doenças, inclusive

mentais, os laboratórios não funcionam, os pais se envolvem

pouco na educação dos filhos, cujo repertório cultural é,

geralmente, baixo. Existem as mais variadas formas de violência

— do xingamento às agressões físicas. O sistema de aulas

dissertativas é insuportável para quem gosta de criatividade e

inovação.

Gilberto Dimenstein. Folha de S.Paulo, 31/5/2009, C

A respeito das ideias principais e da organização do parágrafo acima, julgue os itens que se seguem.

O parágrafo apresentado consta de duas partes: o tópico frasal, que expressa a ideia-núcleo: a vida de professor de escola pública nas grandes cidades é um massacre diário; e o desenvolvimento, que se inicia em “As salas”.

 

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1049870 Ano: 2009
Disciplina: Redação Oficial
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
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Julgue o item a seguir, referente a correspondência oficial.

Mensagem, ofício, memorando e ata constituem tipos de correspondência no âmbito da administração pública.

 

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