Foram encontradas 120 questões.
Algumas assessorias de imprensa continuam insistindo em utilizar cadastros gerais para encaminhar seus releases ou prépautas para os veículos. Não que alguns cadastros existentes não funcionem: ao contrário, são bastante atualizados e desfrutam de prestígio no mercado.
Wilson da Costa Bueno. Medindo retorno do trabalho de assessoria de
imprensa. In: J. Duarte (Org.). Assessoria de imprensa e relacionamento
com a mídia. São Paulo: Atlas, 2002, p. 398 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial, julgue o item a seguir, acerca dos temas assessoria de imprensa e notícia institucional.
Os cadastros mencionados no texto acima também são denominados mailing list, cuja função é fornecer os contatos dos jornalistas dos principais veículos de imprensa, a fim de facilitar o relacionamento com a mídia externa.
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Algumas assessorias de imprensa continuam insistindo em utilizar cadastros gerais para encaminhar seus releases ou prépautas para os veículos. Não que alguns cadastros existentes não funcionem: ao contrário, são bastante atualizados e desfrutam de prestígio no mercado.
Wilson da Costa Bueno. Medindo retorno do trabalho de assessoria de
imprensa. In: J. Duarte (Org.). Assessoria de imprensa e relacionamento
com a mídia. São Paulo: Atlas, 2002, p. 398 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial, julgue o item a seguir, acerca dos temas assessoria de imprensa e notícia institucional.
Chama-se release a notícia institucional após sua publicação pelos veículos comerciais, ou seja, depois que a pauta institucional foi submetida aos critérios de seleção e edição dos veículos convencionais.
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Considerando a figura acima, que apresenta uma página web da Universidade Federal do Pampa acessada por meio do Internet Explorer 6.0, julgue os itens que se seguem.
No menu Favoritos, encontra-se opção que permite enviar, para um destinatário de correio eletrônico, como anexo de e-mail, a página web mostrada.
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Sobre gramáticos e revisores
Os gramáticos são entidades dotadas de um grande
poder.
Eles têm o poder para baixar leis sobre como as
palavras devem ser escritas e sobre como elas devem ser
ajuntadas. Seu poder vai ao ponto de poderem estabelecer
que uma certa palavra existe ou que tal palavra não existe.
Quando a dita palavra aparece em um texto, eles a
desrealizam por meio de uma palavra latina, deleatur,
afirmando que se trata de um simples fantasma.
Foi o que aconteceu com a palavra “estória”.
Atreva-se a escrevê-la! Os “revisores”, policiais da língua
que cumprem as ordens dos gramáticos, logo a transformam
em “história”, assumindo que o escritor a escreveu por
ignorar que ela foi a óbito.
Os revisores são seres obedientes: cumprem e fazem
cumprir as leis ditadas pelos gramáticos. Saramago descreve
a sua condição como seres “atados de pés e mãos por um
conjunto de proibições mais severas que um código penal”.
Olhos de falcão, têm de estar atentos aos mínimos detalhes.
Sua concentração nos detalhes é de tal ordem que, por vezes,
o sentido do texto, aquilo que o escritor está dizendo, lhes
escapa.
Aconteceu comigo. Escrevi um livro — O Poeta,
o Guerreiro, o Profeta. O argumento se construía
precisamente sobre a diferença entre “estória” e “história”.
Em um capítulo era “estória”. No outro, era “história”. Se
ele, o revisor, tivesse prestado atenção naquilo que eu estava
dizendo, ele teria notado que o aparecimento alternativo de
“estória” e “história” não podia ser acidental. Mas ele,
obediente às leis dos gramáticos, transformou todos os
“estórias” em “história”, tornando o meu livro
gramaticalmente correto e literariamente nonsense. Noutra
ocasião, o revisor enquadrou na reforma ortográfica uma fala
do Riobaldo, que eu citava. Ficou divertido ler Riobaldo,
jagunço de muitas mortes, contando seus casos com fala de
professora primária.
Saramago tem medo dos revisores. Não permite que
eles metam o bedelho nos seus livros para enquadrá-los às
regras da gramática. Desprezando vírgulas e pontos, ele
vai em frente, consciente de que seus leitores são
suficientemente inteligentes para colocar as vírgulas e os
pontos nos lugares que sua respiração e o sentido
determinarem.
Mas o escritor português sabe que os revisores são
pessoas que sofrem. Deve ser terrível viver o tempo todo sob
a tirania das leis dos gramáticos e sob a tirania do texto do
autor a que eles têm de se submeter, sem dar sua
contribuição pessoal. Afinal de contas o revisor não gosta de
ser revisor. Ele queria mesmo era ser escritor.
Assim, contrariamente ao que já disse, fico a pensar
que talvez o poder dos revisores seja maior que o poder dos
gramáticos: com uma única palavra, eles podem mudar o
mundo ou arruinar um livro.
Rubem Alves. Folha de S. Paulo, 20/1/2009. Internet: www1.folha.uol.com.br (com adaptações).
Julgue os itens de 109 a 116 à luz da retórica e da teoria da argumentação.
Na afirmação “Eu não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem!”, há um tipo de raciocínio caracterizado como contradição.
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Sobre gramáticos e revisores
Os gramáticos são entidades dotadas de um grande
poder.
Eles têm o poder para baixar leis sobre como as
palavras devem ser escritas e sobre como elas devem ser
ajuntadas. Seu poder vai ao ponto de poderem estabelecer
que uma certa palavra existe ou que tal palavra não existe.
Quando a dita palavra aparece em um texto, eles a
desrealizam por meio de uma palavra latina, deleatur,
afirmando que se trata de um simples fantasma.
Foi o que aconteceu com a palavra “estória”.
Atreva-se a escrevê-la! Os “revisores”, policiais da língua
que cumprem as ordens dos gramáticos, logo a transformam
em “história”, assumindo que o escritor a escreveu por
ignorar que ela foi a óbito.
Os revisores são seres obedientes: cumprem e fazem
cumprir as leis ditadas pelos gramáticos. Saramago descreve
a sua condição como seres “atados de pés e mãos por um
conjunto de proibições mais severas que um código penal”.
Olhos de falcão, têm de estar atentos aos mínimos detalhes.
Sua concentração nos detalhes é de tal ordem que, por vezes,
o sentido do texto, aquilo que o escritor está dizendo, lhes
escapa.
Aconteceu comigo. Escrevi um livro — O Poeta,
o Guerreiro, o Profeta. O argumento se construía
precisamente sobre a diferença entre “estória” e “história”.
Em um capítulo era “estória”. No outro, era “história”. Se
ele, o revisor, tivesse prestado atenção naquilo que eu estava
dizendo, ele teria notado que o aparecimento alternativo de
“estória” e “história” não podia ser acidental. Mas ele,
obediente às leis dos gramáticos, transformou todos os
“estórias” em “história”, tornando o meu livro
gramaticalmente correto e literariamente nonsense. Noutra
ocasião, o revisor enquadrou na reforma ortográfica uma fala
do Riobaldo, que eu citava. Ficou divertido ler Riobaldo,
jagunço de muitas mortes, contando seus casos com fala de
professora primária.
Saramago tem medo dos revisores. Não permite que
eles metam o bedelho nos seus livros para enquadrá-los às
regras da gramática. Desprezando vírgulas e pontos, ele
vai em frente, consciente de que seus leitores são
suficientemente inteligentes para colocar as vírgulas e os
pontos nos lugares que sua respiração e o sentido
determinarem.
Mas o escritor português sabe que os revisores são
pessoas que sofrem. Deve ser terrível viver o tempo todo sob
a tirania das leis dos gramáticos e sob a tirania do texto do
autor a que eles têm de se submeter, sem dar sua
contribuição pessoal. Afinal de contas o revisor não gosta de
ser revisor. Ele queria mesmo era ser escritor.
Assim, contrariamente ao que já disse, fico a pensar
que talvez o poder dos revisores seja maior que o poder dos
gramáticos: com uma única palavra, eles podem mudar o
mundo ou arruinar um livro.
Rubem Alves. Folha de S. Paulo, 20/1/2009. Internet: www1.folha.uol.com.br (com adaptações).
Julgue os itens de 109 a 116 à luz da retórica e da teoria da argumentação.
Pelo princípio da não-contradição, uma proposição não pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo.
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Sobre gramáticos e revisores
Os gramáticos são entidades dotadas de um grande
poder.
Eles têm o poder para baixar leis sobre como as
palavras devem ser escritas e sobre como elas devem ser
ajuntadas. Seu poder vai ao ponto de poderem estabelecer
que uma certa palavra existe ou que tal palavra não existe.
Quando a dita palavra aparece em um texto, eles a
desrealizam por meio de uma palavra latina, deleatur,
afirmando que se trata de um simples fantasma.
Foi o que aconteceu com a palavra “estória”.
Atreva-se a escrevê-la! Os “revisores”, policiais da língua
que cumprem as ordens dos gramáticos, logo a transformam
em “história”, assumindo que o escritor a escreveu por
ignorar que ela foi a óbito.
Os revisores são seres obedientes: cumprem e fazem
cumprir as leis ditadas pelos gramáticos. Saramago descreve
a sua condição como seres “atados de pés e mãos por um
conjunto de proibições mais severas que um código penal”.
Olhos de falcão, têm de estar atentos aos mínimos detalhes.
Sua concentração nos detalhes é de tal ordem que, por vezes,
o sentido do texto, aquilo que o escritor está dizendo, lhes
escapa.
Aconteceu comigo. Escrevi um livro — O Poeta,
o Guerreiro, o Profeta. O argumento se construía
precisamente sobre a diferença entre “estória” e “história”.
Em um capítulo era “estória”. No outro, era “história”. Se
ele, o revisor, tivesse prestado atenção naquilo que eu estava
dizendo, ele teria notado que o aparecimento alternativo de
“estória” e “história” não podia ser acidental. Mas ele,
obediente às leis dos gramáticos, transformou todos os
“estórias” em “história”, tornando o meu livro
gramaticalmente correto e literariamente nonsense. Noutra
ocasião, o revisor enquadrou na reforma ortográfica uma fala
do Riobaldo, que eu citava. Ficou divertido ler Riobaldo,
jagunço de muitas mortes, contando seus casos com fala de
professora primária.
Saramago tem medo dos revisores. Não permite que
eles metam o bedelho nos seus livros para enquadrá-los às
regras da gramática. Desprezando vírgulas e pontos, ele
vai em frente, consciente de que seus leitores são
suficientemente inteligentes para colocar as vírgulas e os
pontos nos lugares que sua respiração e o sentido
determinarem.
Mas o escritor português sabe que os revisores são
pessoas que sofrem. Deve ser terrível viver o tempo todo sob
a tirania das leis dos gramáticos e sob a tirania do texto do
autor a que eles têm de se submeter, sem dar sua
contribuição pessoal. Afinal de contas o revisor não gosta de
ser revisor. Ele queria mesmo era ser escritor.
Assim, contrariamente ao que já disse, fico a pensar
que talvez o poder dos revisores seja maior que o poder dos
gramáticos: com uma única palavra, eles podem mudar o
mundo ou arruinar um livro.
Rubem Alves. Folha de S. Paulo, 20/1/2009. Internet: www1.folha.uol.com.br (com adaptações).
Julgue os itens de 109 a 116 à luz da retórica e da teoria da argumentação.
Há uma relação de concessão entre as premissas e a conclusão do seguinte período: Meus filhos foram alfabetizados aos cinco anos de idade e nunca tiveram problemas na escola. Além do mais, todos se deram bem na vida. É por isso que eu defendo a ideia de todas as crianças serem alfabetizadas aos cinco anos.
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Sobre gramáticos e revisores
Os gramáticos são entidades dotadas de um grande
poder.
Eles têm o poder para baixar leis sobre como as
palavras devem ser escritas e sobre como elas devem ser
ajuntadas. Seu poder vai ao ponto de poderem estabelecer
que uma certa palavra existe ou que tal palavra não existe.
Quando a dita palavra aparece em um texto, eles a
desrealizam por meio de uma palavra latina, deleatur,
afirmando que se trata de um simples fantasma.
Foi o que aconteceu com a palavra “estória”.
Atreva-se a escrevê-la! Os “revisores”, policiais da língua
que cumprem as ordens dos gramáticos, logo a transformam
em “história”, assumindo que o escritor a escreveu por
ignorar que ela foi a óbito.
Os revisores são seres obedientes: cumprem e fazem
cumprir as leis ditadas pelos gramáticos. Saramago descreve
a sua condição como seres “atados de pés e mãos por um
conjunto de proibições mais severas que um código penal”.
Olhos de falcão, têm de estar atentos aos mínimos detalhes.
Sua concentração nos detalhes é de tal ordem que, por vezes,
o sentido do texto, aquilo que o escritor está dizendo, lhes
escapa.
Aconteceu comigo. Escrevi um livro — O Poeta,
o Guerreiro, o Profeta. O argumento se construía
precisamente sobre a diferença entre “estória” e “história”.
Em um capítulo era “estória”. No outro, era “história”. Se
ele, o revisor, tivesse prestado atenção naquilo que eu estava
dizendo, ele teria notado que o aparecimento alternativo de
“estória” e “história” não podia ser acidental. Mas ele,
obediente às leis dos gramáticos, transformou todos os
“estórias” em “história”, tornando o meu livro
gramaticalmente correto e literariamente nonsense. Noutra
ocasião, o revisor enquadrou na reforma ortográfica uma fala
do Riobaldo, que eu citava. Ficou divertido ler Riobaldo,
jagunço de muitas mortes, contando seus casos com fala de
professora primária.
Saramago tem medo dos revisores. Não permite que
eles metam o bedelho nos seus livros para enquadrá-los às
regras da gramática. Desprezando vírgulas e pontos, ele
vai em frente, consciente de que seus leitores são
suficientemente inteligentes para colocar as vírgulas e os
pontos nos lugares que sua respiração e o sentido
determinarem.
Mas o escritor português sabe que os revisores são
pessoas que sofrem. Deve ser terrível viver o tempo todo sob
a tirania das leis dos gramáticos e sob a tirania do texto do
autor a que eles têm de se submeter, sem dar sua
contribuição pessoal. Afinal de contas o revisor não gosta de
ser revisor. Ele queria mesmo era ser escritor.
Assim, contrariamente ao que já disse, fico a pensar
que talvez o poder dos revisores seja maior que o poder dos
gramáticos: com uma única palavra, eles podem mudar o
mundo ou arruinar um livro.
Rubem Alves. Folha de S. Paulo, 20/1/2009. Internet: www1.folha.uol.com.br (com adaptações).
Julgue os itens de 109 a 116 à luz da retórica e da teoria da argumentação.
Há um vício de raciocínio no conselho que se segue: Não se case, minha amiga, porque os homens de hoje não têm mais respeito à família. Veja meu caso: meu marido me abandonou com dois filhos pequenos!
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Sobre gramáticos e revisores
Os gramáticos são entidades dotadas de um grande
poder.
Eles têm o poder para baixar leis sobre como as
palavras devem ser escritas e sobre como elas devem ser
ajuntadas. Seu poder vai ao ponto de poderem estabelecer
que uma certa palavra existe ou que tal palavra não existe.
Quando a dita palavra aparece em um texto, eles a
desrealizam por meio de uma palavra latina, deleatur,
afirmando que se trata de um simples fantasma.
Foi o que aconteceu com a palavra “estória”.
Atreva-se a escrevê-la! Os “revisores”, policiais da língua
que cumprem as ordens dos gramáticos, logo a transformam
em “história”, assumindo que o escritor a escreveu por
ignorar que ela foi a óbito.
Os revisores são seres obedientes: cumprem e fazem
cumprir as leis ditadas pelos gramáticos. Saramago descreve
a sua condição como seres “atados de pés e mãos por um
conjunto de proibições mais severas que um código penal”.
Olhos de falcão, têm de estar atentos aos mínimos detalhes.
Sua concentração nos detalhes é de tal ordem que, por vezes,
o sentido do texto, aquilo que o escritor está dizendo, lhes
escapa.
Aconteceu comigo. Escrevi um livro — O Poeta,
o Guerreiro, o Profeta. O argumento se construía
precisamente sobre a diferença entre “estória” e “história”.
Em um capítulo era “estória”. No outro, era “história”. Se
ele, o revisor, tivesse prestado atenção naquilo que eu estava
dizendo, ele teria notado que o aparecimento alternativo de
“estória” e “história” não podia ser acidental. Mas ele,
obediente às leis dos gramáticos, transformou todos os
“estórias” em “história”, tornando o meu livro
gramaticalmente correto e literariamente nonsense. Noutra
ocasião, o revisor enquadrou na reforma ortográfica uma fala
do Riobaldo, que eu citava. Ficou divertido ler Riobaldo,
jagunço de muitas mortes, contando seus casos com fala de
professora primária.
Saramago tem medo dos revisores. Não permite que
eles metam o bedelho nos seus livros para enquadrá-los às
regras da gramática. Desprezando vírgulas e pontos, ele
vai em frente, consciente de que seus leitores são
suficientemente inteligentes para colocar as vírgulas e os
pontos nos lugares que sua respiração e o sentido
determinarem.
Mas o escritor português sabe que os revisores são
pessoas que sofrem. Deve ser terrível viver o tempo todo sob
a tirania das leis dos gramáticos e sob a tirania do texto do
autor a que eles têm de se submeter, sem dar sua
contribuição pessoal. Afinal de contas o revisor não gosta de
ser revisor. Ele queria mesmo era ser escritor.
Assim, contrariamente ao que já disse, fico a pensar
que talvez o poder dos revisores seja maior que o poder dos
gramáticos: com uma única palavra, eles podem mudar o
mundo ou arruinar um livro.
Rubem Alves. Folha de S. Paulo, 20/1/2009. Internet: www1.folha.uol.com.br (com adaptações).
Julgue os itens de 109 a 116 à luz da retórica e da teoria da argumentação.
Na construção do período “O Grêmio está com um time excelente: vai ser campeão este ano”, foi utilizada uma premissa que condiciona a conclusão.
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- Interpretação de TextosTipologia e Gênero TextualTipologias TextuaisTexto Dissertativo-argumentativoMétodos
Sobre gramáticos e revisores
Os gramáticos são entidades dotadas de um grande
poder.
Eles têm o poder para baixar leis sobre como as
palavras devem ser escritas e sobre como elas devem ser
ajuntadas. Seu poder vai ao ponto de poderem estabelecer
que uma certa palavra existe ou que tal palavra não existe.
Quando a dita palavra aparece em um texto, eles a
desrealizam por meio de uma palavra latina, deleatur,
afirmando que se trata de um simples fantasma.
Foi o que aconteceu com a palavra “estória”.
Atreva-se a escrevê-la! Os “revisores”, policiais da língua
que cumprem as ordens dos gramáticos, logo a transformam
em “história”, assumindo que o escritor a escreveu por
ignorar que ela foi a óbito.
Os revisores são seres obedientes: cumprem e fazem
cumprir as leis ditadas pelos gramáticos. Saramago descreve
a sua condição como seres “atados de pés e mãos por um
conjunto de proibições mais severas que um código penal”.
Olhos de falcão, têm de estar atentos aos mínimos detalhes.
Sua concentração nos detalhes é de tal ordem que, por vezes,
o sentido do texto, aquilo que o escritor está dizendo, lhes
escapa.
Aconteceu comigo. Escrevi um livro — O Poeta,
o Guerreiro, o Profeta. O argumento se construía
precisamente sobre a diferença entre “estória” e “história”.
Em um capítulo era “estória”. No outro, era “história”. Se
ele, o revisor, tivesse prestado atenção naquilo que eu estava
dizendo, ele teria notado que o aparecimento alternativo de
“estória” e “história” não podia ser acidental. Mas ele,
obediente às leis dos gramáticos, transformou todos os
“estórias” em “história”, tornando o meu livro
gramaticalmente correto e literariamente nonsense. Noutra
ocasião, o revisor enquadrou na reforma ortográfica uma fala
do Riobaldo, que eu citava. Ficou divertido ler Riobaldo,
jagunço de muitas mortes, contando seus casos com fala de
professora primária.
Saramago tem medo dos revisores. Não permite que
eles metam o bedelho nos seus livros para enquadrá-los às
regras da gramática. Desprezando vírgulas e pontos, ele
vai em frente, consciente de que seus leitores são
suficientemente inteligentes para colocar as vírgulas e os
pontos nos lugares que sua respiração e o sentido
determinarem.
Mas o escritor português sabe que os revisores são
pessoas que sofrem. Deve ser terrível viver o tempo todo sob
a tirania das leis dos gramáticos e sob a tirania do texto do
autor a que eles têm de se submeter, sem dar sua
contribuição pessoal. Afinal de contas o revisor não gosta de
ser revisor. Ele queria mesmo era ser escritor.
Assim, contrariamente ao que já disse, fico a pensar
que talvez o poder dos revisores seja maior que o poder dos
gramáticos: com uma única palavra, eles podem mudar o
mundo ou arruinar um livro.
Rubem Alves. Folha de S. Paulo, 20/1/2009. Internet: www1.folha.uol.com.br (com adaptações).
Julgue os itens de 109 a 116 à luz da retórica e da teoria da argumentação.
O período a seguir, reproduzido da Internet (www.scb.org.br), foi construído com base no raciocínio categórico-dedutivo: Argumentava-se inicialmente que foi o aumento do tamanho do cérebro que ocasionou o surgimento do Homo sapiens, o grande utilizador de artefatos. As criaturas com cérebro menor eram consideradas inferiores na cadeia evolutiva. Posteriormente, ao se promoverem as criaturas com cérebro menor a utilizadoras de artefatos, passou-se a argumentar que foi o uso dos artefatos que ocasionou o aumento do cérebro.
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- Interpretação de TextosTipologia e Gênero TextualTipologias TextuaisTexto Dissertativo-argumentativoMétodos
Sobre gramáticos e revisores
Os gramáticos são entidades dotadas de um grande
poder.
Eles têm o poder para baixar leis sobre como as
palavras devem ser escritas e sobre como elas devem ser
ajuntadas. Seu poder vai ao ponto de poderem estabelecer
que uma certa palavra existe ou que tal palavra não existe.
Quando a dita palavra aparece em um texto, eles a
desrealizam por meio de uma palavra latina, deleatur,
afirmando que se trata de um simples fantasma.
Foi o que aconteceu com a palavra “estória”.
Atreva-se a escrevê-la! Os “revisores”, policiais da língua
que cumprem as ordens dos gramáticos, logo a transformam
em “história”, assumindo que o escritor a escreveu por
ignorar que ela foi a óbito.
Os revisores são seres obedientes: cumprem e fazem
cumprir as leis ditadas pelos gramáticos. Saramago descreve
a sua condição como seres “atados de pés e mãos por um
conjunto de proibições mais severas que um código penal”.
Olhos de falcão, têm de estar atentos aos mínimos detalhes.
Sua concentração nos detalhes é de tal ordem que, por vezes,
o sentido do texto, aquilo que o escritor está dizendo, lhes
escapa.
Aconteceu comigo. Escrevi um livro — O Poeta,
o Guerreiro, o Profeta. O argumento se construía
precisamente sobre a diferença entre “estória” e “história”.
Em um capítulo era “estória”. No outro, era “história”. Se
ele, o revisor, tivesse prestado atenção naquilo que eu estava
dizendo, ele teria notado que o aparecimento alternativo de
“estória” e “história” não podia ser acidental. Mas ele,
obediente às leis dos gramáticos, transformou todos os
“estórias” em “história”, tornando o meu livro
gramaticalmente correto e literariamente nonsense. Noutra
ocasião, o revisor enquadrou na reforma ortográfica uma fala
do Riobaldo, que eu citava. Ficou divertido ler Riobaldo,
jagunço de muitas mortes, contando seus casos com fala de
professora primária.
Saramago tem medo dos revisores. Não permite que
eles metam o bedelho nos seus livros para enquadrá-los às
regras da gramática. Desprezando vírgulas e pontos, ele
vai em frente, consciente de que seus leitores são
suficientemente inteligentes para colocar as vírgulas e os
pontos nos lugares que sua respiração e o sentido
determinarem.
Mas o escritor português sabe que os revisores são
pessoas que sofrem. Deve ser terrível viver o tempo todo sob
a tirania das leis dos gramáticos e sob a tirania do texto do
autor a que eles têm de se submeter, sem dar sua
contribuição pessoal. Afinal de contas o revisor não gosta de
ser revisor. Ele queria mesmo era ser escritor.
Assim, contrariamente ao que já disse, fico a pensar
que talvez o poder dos revisores seja maior que o poder dos
gramáticos: com uma única palavra, eles podem mudar o
mundo ou arruinar um livro.
Rubem Alves. Folha de S. Paulo, 20/1/2009. Internet: www1.folha.uol.com.br (com adaptações).
Julgue os itens de 109 a 116 à luz da retórica e da teoria da argumentação.
O período a seguir está construído sob o formato de raciocínio indutivo: Se, para serem atores de telenovelas, os pretendentes devem ter feito curso de interpretação, Fernanda Montenegro, que atuou em várias telenovelas, deve ter feito curso de interpretação.
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