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O termo agressão, criado para indicar atos de
violência armada de um Estado contra o outro, é, hoje, usado
em sentido mais amplo, com referência não somente a um
ataque militar, mas também a qualquer intervenção
“imprópria” de um Estado com prejuízo de outro. O termo
está, contudo, associado a uma conotação negativa, tanto que
é usado para indicar atividade de um Estado inimigo, nunca
do próprio Estado. Ao tipo de agressão clássica, isto é, a
penetração das fronteiras de um Estado por parte das forças
armadas de outro Estado, acrescentaram-se outras formas de
agressão, indicadas, às vezes, com o termo de agressão
indireta, tal como o apoio aos rebeldes de uma guerra civil
em um Estado estrangeiro, a subversão, a propaganda
(exemplo: o incitamento à revolta por rádio), a espionagem,
a inspeção aérea por meio de satélites, a penetração
econômica.
Norberto Bobbio. Agressão. In: Dicionário de Política. Brasília: Ed. UnB, 1998 (com adaptações)
Com base no texto acima, julgue os itens a seguir.
Levando-se em conta a modernização das tecnologias da informação, seria apropriado incluir e por televisão, completando a informação entre parênteses (l.14), como uma das formas de agressão indireta citadas no texto.
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O termo agressão, criado para indicar atos de
violência armada de um Estado contra o outro, é, hoje, usado
em sentido mais amplo, com referência não somente a um
ataque militar, mas também a qualquer intervenção
“imprópria” de um Estado com prejuízo de outro. O termo
está, contudo, associado a uma conotação negativa, tanto que
é usado para indicar atividade de um Estado inimigo, nunca
do próprio Estado. Ao tipo de agressão clássica, isto é, a
penetração das fronteiras de um Estado por parte das forças
armadas de outro Estado, acrescentaram-se outras formas de
agressão, indicadas, às vezes, com o termo de agressão
indireta, tal como o apoio aos rebeldes de uma guerra civil
em um Estado estrangeiro, a subversão, a propaganda
(exemplo: o incitamento à revolta por rádio), a espionagem,
a inspeção aérea por meio de satélites, a penetração
econômica.
Norberto Bobbio. Agressão. In: Dicionário de Política. Brasília: Ed. UnB, 1998 (com adaptações)
Com base no texto acima, julgue os itens a seguir.
Preservam-se o sentido original e a correção gramatical do texto e ainda se evita repetição de palavra, caso a expressão “do próprio Estado” (l.8) seja substituída por a própria unidade da Federação.
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O termo agressão, criado para indicar atos de
violência armada de um Estado contra o outro, é, hoje, usado
em sentido mais amplo, com referência não somente a um
ataque militar, mas também a qualquer intervenção
“imprópria” de um Estado com prejuízo de outro. O termo
está, contudo, associado a uma conotação negativa, tanto que
é usado para indicar atividade de um Estado inimigo, nunca
do próprio Estado. Ao tipo de agressão clássica, isto é, a
penetração das fronteiras de um Estado por parte das forças
armadas de outro Estado, acrescentaram-se outras formas de
agressão, indicadas, às vezes, com o termo de agressão
indireta, tal como o apoio aos rebeldes de uma guerra civil
em um Estado estrangeiro, a subversão, a propaganda
(exemplo: o incitamento à revolta por rádio), a espionagem,
a inspeção aérea por meio de satélites, a penetração
econômica.
Norberto Bobbio. Agressão. In: Dicionário de Política. Brasília: Ed. UnB, 1998 (com adaptações)
Com base no texto acima, julgue os itens a seguir.
As aspas colocadas na palavra ‘imprópria’ (l.5) marcam-na como gíria.
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O termo agressão, criado para indicar atos de
violência armada de um Estado contra o outro, é, hoje, usado
em sentido mais amplo, com referência não somente a um
ataque militar, mas também a qualquer intervenção
“imprópria” de um Estado com prejuízo de outro. O termo
está, contudo, associado a uma conotação negativa, tanto que
é usado para indicar atividade de um Estado inimigo, nunca
do próprio Estado. Ao tipo de agressão clássica, isto é, a
penetração das fronteiras de um Estado por parte das forças
armadas de outro Estado, acrescentaram-se outras formas de
agressão, indicadas, às vezes, com o termo de agressão
indireta, tal como o apoio aos rebeldes de uma guerra civil
em um Estado estrangeiro, a subversão, a propaganda
(exemplo: o incitamento à revolta por rádio), a espionagem,
a inspeção aérea por meio de satélites, a penetração
econômica.
Norberto Bobbio. Agressão. In: Dicionário de Política. Brasília: Ed. UnB, 1998 (com adaptações)
Com base no texto acima, julgue os itens a seguir.
Levando-se em conta o conceito de agressão exposto no texto, é correto afirmar que a marcha da coluna Prestes não se enquadra no conceito de invasão militar.
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O termo agressão, criado para indicar atos de
violência armada de um Estado contra o outro, é, hoje, usado
em sentido mais amplo, com referência não somente a um
ataque militar, mas também a qualquer intervenção
“imprópria” de um Estado com prejuízo de outro. O termo
está, contudo, associado a uma conotação negativa, tanto que
é usado para indicar atividade de um Estado inimigo, nunca
do próprio Estado. Ao tipo de agressão clássica, isto é, a
penetração das fronteiras de um Estado por parte das forças
armadas de outro Estado, acrescentaram-se outras formas de
agressão, indicadas, às vezes, com o termo de agressão
indireta, tal como o apoio aos rebeldes de uma guerra civil
em um Estado estrangeiro, a subversão, a propaganda
(exemplo: o incitamento à revolta por rádio), a espionagem,
a inspeção aérea por meio de satélites, a penetração
econômica.
Norberto Bobbio. Agressão. In: Dicionário de Política. Brasília: Ed. UnB, 1998 (com adaptações)
Com base no texto acima, julgue os itens a seguir.
Ao se incluir uma vírgula logo após “também” (l.4), mantém-se o sentido e a correção gramatical do texto.
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O termo agressão, criado para indicar atos de
violência armada de um Estado contra o outro, é, hoje, usado
em sentido mais amplo, com referência não somente a um
ataque militar, mas também a qualquer intervenção
“imprópria” de um Estado com prejuízo de outro. O termo
está, contudo, associado a uma conotação negativa, tanto que
é usado para indicar atividade de um Estado inimigo, nunca
do próprio Estado. Ao tipo de agressão clássica, isto é, a
penetração das fronteiras de um Estado por parte das forças
armadas de outro Estado, acrescentaram-se outras formas de
agressão, indicadas, às vezes, com o termo de agressão
indireta, tal como o apoio aos rebeldes de uma guerra civil
em um Estado estrangeiro, a subversão, a propaganda
(exemplo: o incitamento à revolta por rádio), a espionagem,
a inspeção aérea por meio de satélites, a penetração
econômica.
Norberto Bobbio. Agressão. In: Dicionário de Política. Brasília: Ed. UnB, 1998 (com adaptações)
Com base no texto acima, julgue os itens a seguir.
O texto elabora um sentido especializado para o termo “agressão” que está em desacordo com um dos sentidos comuns do uso dessa palavra na língua portuguesa.
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Sobre gramáticos e revisores
Os gramáticos são entidades dotadas de um grande poder.
Eles têm o poder para baixar leis sobre como as palavras devem ser escritas e sobre como elas devem ser ajuntadas. Seu poder vai ao ponto de poderem estabelecer que uma certa palavra existe ou que tal palavra não existe. Quando a dita palavra aparece em um texto, eles a desrealizam por meio de uma palavra latina, deleatur, afirmando que se trata de um simples fantasma.
Foi o que aconteceu com a palavra “estória”. Atreva-se a escrevê-la! Os “revisores”, policiais da língua que cumprem as ordens dos gramáticos, logo a transformam em “história”, assumindo que o escritor a escreveu por ignorar que ela foi a óbito.
Os revisores são seres obedientes: cumprem e fazem cumprir as leis ditadas pelos gramáticos. Saramago descreve a sua condição como seres “atados de pés e mãos por um conjunto de proibições mais severas que um código penal”. Olhos de falcão, têm de estar atentos aos mínimos detalhes. Sua concentração nos detalhes é de tal ordem que, por vezes, o sentido do texto, aquilo que o escritor está dizendo, lhes escapa.
Aconteceu comigo. Escrevi um livro — O Poeta, o Guerreiro, o Profeta. O argumento se construía precisamente sobre a diferença entre “estória” e “história”. Em um capítulo era “estória”. No outro, era “história”. Se ele, o revisor, tivesse prestado atenção naquilo que eu estava dizendo, ele teria notado que o aparecimento alternativo de “estória” e “história” não podia ser acidental. Mas ele, obediente às leis dos gramáticos, transformou todos os “estórias” em “história”, tornando o meu livro gramaticalmente correto e literariamente nonsense. Noutra ocasião, o revisor enquadrou na reforma ortográfica uma fala do Riobaldo, que eu citava. Ficou divertido ler Riobaldo, jagunço de muitas mortes, contando seus casos com fala de professora primária.
Saramago tem medo dos revisores. Não permite que eles metam o bedelho nos seus livros para enquadrá-los às regras da gramática. Desprezando vírgulas e pontos, ele vai em frente, consciente de que seus leitores são suficientemente inteligentes para colocar as vírgulas e os pontos nos lugares que sua respiração e o sentido determinarem.
Mas o escritor português sabe que os revisores são pessoas que sofrem. Deve ser terrível viver o tempo todo sob a tirania das leis dos gramáticos e sob a tirania do texto do autor a que eles têm de se submeter, sem dar sua contribuição pessoal. Afinal de contas o revisor não gosta de ser revisor. Ele queria mesmo era ser escritor.
Assim, contrariamente ao que já disse, fico a pensar que talvez o poder dos revisores seja maior que o poder dos gramáticos: com uma única palavra, eles podem mudar o mundo ou arruinar um livro.
Rubem Alves. Folha de S. Paulo, 20/1/2009. Internet:
<www1.folha.uol.com.br> (com adaptações).
O item a seguir deve ser julgado certo se constituir argumentação adequada e consistente para condenar a utilização da pena de morte no Brasil, ou errado, em caso negativo.
É inconcebível imaginar que a pena de morte possa ser implantada em nosso país, colonizado que foi por Portugal, e que se orgulha de ter assimilado as tradições lusitanas que fizeram com que nosso povo, juntamente com a herança indígena e europeia, tenha alma hospitaleira e espírito generoso.
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Sobre gramáticos e revisores
Os gramáticos são entidades dotadas de um grande poder.
Eles têm o poder para baixar leis sobre como as palavras devem ser escritas e sobre como elas devem ser ajuntadas. Seu poder vai ao ponto de poderem estabelecer que uma certa palavra existe ou que tal palavra não existe. Quando a dita palavra aparece em um texto, eles a desrealizam por meio de uma palavra latina, deleatur, afirmando que se trata de um simples fantasma.
Foi o que aconteceu com a palavra “estória”. Atreva-se a escrevê-la! Os “revisores”, policiais da língua que cumprem as ordens dos gramáticos, logo a transformam em “história”, assumindo que o escritor a escreveu por ignorar que ela foi a óbito.
Os revisores são seres obedientes: cumprem e fazem cumprir as leis ditadas pelos gramáticos. Saramago descreve a sua condição como seres “atados de pés e mãos por um conjunto de proibições mais severas que um código penal”. Olhos de falcão, têm de estar atentos aos mínimos detalhes. Sua concentração nos detalhes é de tal ordem que, por vezes, o sentido do texto, aquilo que o escritor está dizendo, lhes escapa.
Aconteceu comigo. Escrevi um livro — O Poeta, o Guerreiro, o Profeta. O argumento se construía precisamente sobre a diferença entre “estória” e “história”. Em um capítulo era “estória”. No outro, era “história”. Se ele, o revisor, tivesse prestado atenção naquilo que eu estava dizendo, ele teria notado que o aparecimento alternativo de “estória” e “história” não podia ser acidental. Mas ele, obediente às leis dos gramáticos, transformou todos os “estórias” em “história”, tornando o meu livro gramaticalmente correto e literariamente nonsense. Noutra ocasião, o revisor enquadrou na reforma ortográfica uma fala do Riobaldo, que eu citava. Ficou divertido ler Riobaldo, jagunço de muitas mortes, contando seus casos com fala de professora primária.
Saramago tem medo dos revisores. Não permite que eles metam o bedelho nos seus livros para enquadrá-los às regras da gramática. Desprezando vírgulas e pontos, ele vai em frente, consciente de que seus leitores são suficientemente inteligentes para colocar as vírgulas e os pontos nos lugares que sua respiração e o sentido determinarem.
Mas o escritor português sabe que os revisores são pessoas que sofrem. Deve ser terrível viver o tempo todo sob a tirania das leis dos gramáticos e sob a tirania do texto do autor a que eles têm de se submeter, sem dar sua contribuição pessoal. Afinal de contas o revisor não gosta de ser revisor. Ele queria mesmo era ser escritor.
Assim, contrariamente ao que já disse, fico a pensar que talvez o poder dos revisores seja maior que o poder dos gramáticos: com uma única palavra, eles podem mudar o mundo ou arruinar um livro.
Rubem Alves. Folha de S. Paulo, 20/1/2009. Internet:
<www1.folha.uol.com.br> (com adaptações).
O item a seguir deve ser julgado certo se constituir argumentação adequada e consistente para condenar a utilização da pena de morte no Brasil, ou errado, em caso negativo.
Ao Estado não compete, como não compete a ninguém, tirar a vida de seus membros, qualquer que seja a justificação. O Estado é um promotor do bem-estar dos seus cidadãos, incluindo os que se guiam por códigos de conduta altamente desviantes.
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Sobre gramáticos e revisores
Os gramáticos são entidades dotadas de um grande poder.
Eles têm o poder para baixar leis sobre como as palavras devem ser escritas e sobre como elas devem ser ajuntadas. Seu poder vai ao ponto de poderem estabelecer que uma certa palavra existe ou que tal palavra não existe. Quando a dita palavra aparece em um texto, eles a desrealizam por meio de uma palavra latina, deleatur, afirmando que se trata de um simples fantasma.
Foi o que aconteceu com a palavra “estória”. Atreva-se a escrevê-la! Os “revisores”, policiais da língua que cumprem as ordens dos gramáticos, logo a transformam em “história”, assumindo que o escritor a escreveu por ignorar que ela foi a óbito.
Os revisores são seres obedientes: cumprem e fazem cumprir as leis ditadas pelos gramáticos. Saramago descreve a sua condição como seres “atados de pés e mãos por um conjunto de proibições mais severas que um código penal”. Olhos de falcão, têm de estar atentos aos mínimos detalhes. Sua concentração nos detalhes é de tal ordem que, por vezes, o sentido do texto, aquilo que o escritor está dizendo, lhes escapa.
Aconteceu comigo. Escrevi um livro — O Poeta, o Guerreiro, o Profeta. O argumento se construía precisamente sobre a diferença entre “estória” e “história”. Em um capítulo era “estória”. No outro, era “história”. Se ele, o revisor, tivesse prestado atenção naquilo que eu estava dizendo, ele teria notado que o aparecimento alternativo de “estória” e “história” não podia ser acidental. Mas ele, obediente às leis dos gramáticos, transformou todos os “estórias” em “história”, tornando o meu livro gramaticalmente correto e literariamente nonsense. Noutra ocasião, o revisor enquadrou na reforma ortográfica uma fala do Riobaldo, que eu citava. Ficou divertido ler Riobaldo, jagunço de muitas mortes, contando seus casos com fala de professora primária.
Saramago tem medo dos revisores. Não permite que eles metam o bedelho nos seus livros para enquadrá-los às regras da gramática. Desprezando vírgulas e pontos, ele vai em frente, consciente de que seus leitores são suficientemente inteligentes para colocar as vírgulas e os pontos nos lugares que sua respiração e o sentido determinarem.
Mas o escritor português sabe que os revisores são pessoas que sofrem. Deve ser terrível viver o tempo todo sob a tirania das leis dos gramáticos e sob a tirania do texto do autor a que eles têm de se submeter, sem dar sua contribuição pessoal. Afinal de contas o revisor não gosta de ser revisor. Ele queria mesmo era ser escritor.
Assim, contrariamente ao que já disse, fico a pensar que talvez o poder dos revisores seja maior que o poder dos gramáticos: com uma única palavra, eles podem mudar o mundo ou arruinar um livro.
Rubem Alves. Folha de S. Paulo, 20/1/2009. Internet:
<www1.folha.uol.com.br> (com adaptações).
O item a seguir deve ser julgado certo se constituir argumentação adequada e consistente para condenar a utilização da pena de morte no Brasil, ou errado, em caso negativo.
O sistema prisional brasileiro está falido. As prisões estão em contínuo estado de superlotação; os presidiários vivem em condições sub-humanas; a justiça é lenta. Com tantas precariedades, fica cada vez mais distante atingir o ideal de se recuperar o criminoso ou o transgressor para uma vida mais digna.
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Sobre gramáticos e revisores
Os gramáticos são entidades dotadas de um grande poder.
Eles têm o poder para baixar leis sobre como as palavras devem ser escritas e sobre como elas devem ser ajuntadas. Seu poder vai ao ponto de poderem estabelecer que uma certa palavra existe ou que tal palavra não existe. Quando a dita palavra aparece em um texto, eles a desrealizam por meio de uma palavra latina, deleatur, afirmando que se trata de um simples fantasma.
Foi o que aconteceu com a palavra “estória”. Atreva-se a escrevê-la! Os “revisores”, policiais da língua que cumprem as ordens dos gramáticos, logo a transformam em “história”, assumindo que o escritor a escreveu por ignorar que ela foi a óbito.
Os revisores são seres obedientes: cumprem e fazem cumprir as leis ditadas pelos gramáticos. Saramago descreve a sua condição como seres “atados de pés e mãos por um conjunto de proibições mais severas que um código penal”. Olhos de falcão, têm de estar atentos aos mínimos detalhes. Sua concentração nos detalhes é de tal ordem que, por vezes, o sentido do texto, aquilo que o escritor está dizendo, lhes escapa.
Aconteceu comigo. Escrevi um livro — O Poeta, o Guerreiro, o Profeta. O argumento se construía precisamente sobre a diferença entre “estória” e “história”. Em um capítulo era “estória”. No outro, era “história”. Se ele, o revisor, tivesse prestado atenção naquilo que eu estava dizendo, ele teria notado que o aparecimento alternativo de “estória” e “história” não podia ser acidental. Mas ele, obediente às leis dos gramáticos, transformou todos os “estórias” em “história”, tornando o meu livro gramaticalmente correto e literariamente nonsense. Noutra ocasião, o revisor enquadrou na reforma ortográfica uma fala do Riobaldo, que eu citava. Ficou divertido ler Riobaldo, jagunço de muitas mortes, contando seus casos com fala de professora primária.
Saramago tem medo dos revisores. Não permite que eles metam o bedelho nos seus livros para enquadrá-los às regras da gramática. Desprezando vírgulas e pontos, ele vai em frente, consciente de que seus leitores são suficientemente inteligentes para colocar as vírgulas e os pontos nos lugares que sua respiração e o sentido determinarem.
Mas o escritor português sabe que os revisores são pessoas que sofrem. Deve ser terrível viver o tempo todo sob a tirania das leis dos gramáticos e sob a tirania do texto do autor a que eles têm de se submeter, sem dar sua contribuição pessoal. Afinal de contas o revisor não gosta de ser revisor. Ele queria mesmo era ser escritor.
Assim, contrariamente ao que já disse, fico a pensar que talvez o poder dos revisores seja maior que o poder dos gramáticos: com uma única palavra, eles podem mudar o mundo ou arruinar um livro.
Rubem Alves. Folha de S. Paulo, 20/1/2009. Internet:
<www1.folha.uol.com.br> (com adaptações).
O item a seguir deve ser julgado certo se constituir argumentação adequada e consistente para condenar a utilização da pena de morte no Brasil, ou errado, em caso negativo.
A criminalidade no país chegou a tal patamar que nenhum governo, por mais bem intencionado em combatê-la, conseguirá algum resultado positivo sem o apoio da sociedade civil, das organizações de classe, dos partidos políticos.
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