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Dentre os diversos escritos que Anísio Teixeira nos
deixou, alguns se destacam pela riqueza de conceitos e
carregam um turbilhão de elementos, nos remetendo a
muitas reflexões. Em um de seus artigos, Funções da
Universidade, Anísio apresenta-nos quatro funções da
Universidade. A primeira é a responsabilidade sobre a
formação profissional. Esta preparação destina-se às
carreiras de base intelectual, científica e técnica. A segunda
se relaciona com a ampliação da mente humana pela busca
do saber para além da cultura. Seria a iniciação da vida
intelectual do estudante, o prolongamento de sua visão, o
alargamento de sua imaginação. A terceira função diz
respeito ao desenvolvimento do saber humano. Além de
cultivar, a universidade transmite, pesquisa e amplia o saber
humano. É um centro de busca desinteressada pelo
conhecimento fundamental básico, diferentemente do
preparo para a vida profissional, ou mesmo o alargamento da
mentalidade. Por último, a universidade deve ser
transmissora de uma cultura comum. Nessa função foi onde
a universidade brasileira mais falhou.
Para Anísio, “a universidade brasileira,
relativamente desinteressada pelo Brasil, não logrou
constituir-se em transmissora de uma cultura comum
nacional”.
Cristina Maria Barros de Medeiros e Geraldo de Sousa Ferreira. Anísio Teixeira. In: A exclusão social no Brasil – textos comentados. Roberto Bartholo (Org.). Rio de Janeiro: COPPE/UFRJ, 2006, p. 80-1.
Segundo as informações e as características estruturais e gramaticais do texto acima, julgue os próximos itens.
A atuação da universidade não deve favorecer o desenvolvimento de saberes específicos das áreas profissionais que compõem o mundo do trabalho, mas concentrar-se especificamente na difusão de saberes ligados à cultura nacional.
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Dentre os diversos escritos que Anísio Teixeira nos
deixou, alguns se destacam pela riqueza de conceitos e
carregam um turbilhão de elementos, nos remetendo a
muitas reflexões. Em um de seus artigos, Funções da
Universidade, Anísio apresenta-nos quatro funções da
Universidade. A primeira é a responsabilidade sobre a
formação profissional. Esta preparação destina-se às
carreiras de base intelectual, científica e técnica. A segunda
se relaciona com a ampliação da mente humana pela busca
do saber para além da cultura. Seria a iniciação da vida
intelectual do estudante, o prolongamento de sua visão, o
alargamento de sua imaginação. A terceira função diz
respeito ao desenvolvimento do saber humano. Além de
cultivar, a universidade transmite, pesquisa e amplia o saber
humano. É um centro de busca desinteressada pelo
conhecimento fundamental básico, diferentemente do
preparo para a vida profissional, ou mesmo o alargamento da
mentalidade. Por último, a universidade deve ser
transmissora de uma cultura comum. Nessa função foi onde
a universidade brasileira mais falhou.
Para Anísio, “a universidade brasileira,
relativamente desinteressada pelo Brasil, não logrou
constituir-se em transmissora de uma cultura comum
nacional”.
Cristina Maria Barros de Medeiros e Geraldo de Sousa Ferreira. Anísio Teixeira. In: A exclusão social no Brasil – textos comentados. Roberto Bartholo (Org.). Rio de Janeiro: COPPE/UFRJ, 2006, p. 80-1.
Segundo as informações e as características estruturais e gramaticais do texto acima, julgue os próximos itens.
De acordo com o texto, o pensamento de Anísio Teixeira contribui para a compreensão do conceito e da missão da universidade no Brasil.
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A escola era na Rua do Costa, um sobradinho de
grade de pau. O ano era de 1840. Naquele dia — uma
segunda-feira, do mês de maio — deixei-me estar alguns
instantes na Rua da Princesa a ver onde iria brincar a manhã.
Hesitava entre o morro de S. Diogo e o Campo de Sant’Ana,
que não era então esse parque atual, construção de
gentleman, mas um espaço rústico, mais ou menos infinito,
alastrado de lavadeiras, capim e burros soltos. Morro ou
campo? Tal era o problema. De repente disse comigo que o
melhor era a escola. E guiei para a escola. Aqui vai a razão.
Na semana anterior tinha feito dois suetos*, e,
descoberto o caso, recebi o pagamento das mãos de meu pai,
que me deu uma sova de vara de marmeleiro. As sovas de
meu pai doíam por muito tempo. Era um velho empregado
do Arsenal de Guerra, ríspido e intolerante. Sonhava para
mim uma grande posição comercial, e tinha ânsia de me ver
com os elementos mercantis, ler, escrever e contar, para me
meter de caixeiro. Citava-me nomes de capitalistas que
tinham começado ao balcão. Ora, foi a lembrança do último
castigo que me levou naquela manhã para o colégio. Não era
um menino de virtudes.
Subi a escada com cautela, para não ser ouvido do
mestre, e cheguei a tempo; ele entrou na sala três ou
quatro minutos depois. Entrou com o andar manso do
costume, em chinelas de cordovão, com a jaqueta de brim
lavada e desbotada, calça branca e tesa e grande colarinho
caído. Chamava-se Policarpo e tinha perto de cinquenta anos
ou mais. Uma vez sentado, extraiu da jaqueta a caixa de rapé
e o lenço vermelho, pô-los na gaveta; depois relanceou os
olhos pela sala. Os meninos, que se conservaram de pé
durante a entrada dele, tornaram a sentar-se. Tudo estava em
ordem; começaram os trabalhos.
*sueto = feriado escolar
Machado de Assis. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, v. II, 1994 (com adaptações
Com referência às ideias do texto acima, bem como aos seus aspectos estruturais e gramaticais, julgue os itens a seguir.
O emprego do ponto e vírgula no último período do texto justifica-se porque ele separa dois termos sintáticos de sentidos opostos.
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A escola era na Rua do Costa, um sobradinho de
grade de pau. O ano era de 1840. Naquele dia — uma
segunda-feira, do mês de maio — deixei-me estar alguns
instantes na Rua da Princesa a ver onde iria brincar a manhã.
Hesitava entre o morro de S. Diogo e o Campo de Sant’Ana,
que não era então esse parque atual, construção de
gentleman, mas um espaço rústico, mais ou menos infinito,
alastrado de lavadeiras, capim e burros soltos. Morro ou
campo? Tal era o problema. De repente disse comigo que o
melhor era a escola. E guiei para a escola. Aqui vai a razão.
Na semana anterior tinha feito dois suetos*, e,
descoberto o caso, recebi o pagamento das mãos de meu pai,
que me deu uma sova de vara de marmeleiro. As sovas de
meu pai doíam por muito tempo. Era um velho empregado
do Arsenal de Guerra, ríspido e intolerante. Sonhava para
mim uma grande posição comercial, e tinha ânsia de me ver
com os elementos mercantis, ler, escrever e contar, para me
meter de caixeiro. Citava-me nomes de capitalistas que
tinham começado ao balcão. Ora, foi a lembrança do último
castigo que me levou naquela manhã para o colégio. Não era
um menino de virtudes.
Subi a escada com cautela, para não ser ouvido do
mestre, e cheguei a tempo; ele entrou na sala três ou
quatro minutos depois. Entrou com o andar manso do
costume, em chinelas de cordovão, com a jaqueta de brim
lavada e desbotada, calça branca e tesa e grande colarinho
caído. Chamava-se Policarpo e tinha perto de cinquenta anos
ou mais. Uma vez sentado, extraiu da jaqueta a caixa de rapé
e o lenço vermelho, pô-los na gaveta; depois relanceou os
olhos pela sala. Os meninos, que se conservaram de pé
durante a entrada dele, tornaram a sentar-se. Tudo estava em
ordem; começaram os trabalhos.
*sueto = feriado escolar
Machado de Assis. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, v. II, 1994 (com adaptações
Com referência às ideias do texto acima, bem como aos seus aspectos estruturais e gramaticais, julgue os itens a seguir.
O desejo de obter outra recompensa do pai, segundo o narrador, o fez rejeitar as brincadeiras no campo para rumar para a escola.
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A escola era na Rua do Costa, um sobradinho de
grade de pau. O ano era de 1840. Naquele dia — uma
segunda-feira, do mês de maio — deixei-me estar alguns
instantes na Rua da Princesa a ver onde iria brincar a manhã.
Hesitava entre o morro de S. Diogo e o Campo de Sant’Ana,
que não era então esse parque atual, construção de
gentleman, mas um espaço rústico, mais ou menos infinito,
alastrado de lavadeiras, capim e burros soltos. Morro ou
campo? Tal era o problema. De repente disse comigo que o
melhor era a escola. E guiei para a escola. Aqui vai a razão.
Na semana anterior tinha feito dois suetos*, e,
descoberto o caso, recebi o pagamento das mãos de meu pai,
que me deu uma sova de vara de marmeleiro. As sovas de
meu pai doíam por muito tempo. Era um velho empregado
do Arsenal de Guerra, ríspido e intolerante. Sonhava para
mim uma grande posição comercial, e tinha ânsia de me ver
com os elementos mercantis, ler, escrever e contar, para me
meter de caixeiro. Citava-me nomes de capitalistas que
tinham começado ao balcão. Ora, foi a lembrança do último
castigo que me levou naquela manhã para o colégio. Não era
um menino de virtudes.
Subi a escada com cautela, para não ser ouvido do
mestre, e cheguei a tempo; ele entrou na sala três ou
quatro minutos depois. Entrou com o andar manso do
costume, em chinelas de cordovão, com a jaqueta de brim
lavada e desbotada, calça branca e tesa e grande colarinho
caído. Chamava-se Policarpo e tinha perto de cinquenta anos
ou mais. Uma vez sentado, extraiu da jaqueta a caixa de rapé
e o lenço vermelho, pô-los na gaveta; depois relanceou os
olhos pela sala. Os meninos, que se conservaram de pé
durante a entrada dele, tornaram a sentar-se. Tudo estava em
ordem; começaram os trabalhos.
*sueto = feriado escolar
Machado de Assis. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, v. II, 1994 (com adaptações
Com referência às ideias do texto acima, bem como aos seus aspectos estruturais e gramaticais, julgue os itens a seguir.
O trecho “para não ser ouvido do mestre” (l.22-23) pode ser substituído, sem prejuízo do sentido do texto, por com o intuito de não ser percebido pelo professor.
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A escola era na Rua do Costa, um sobradinho de
grade de pau. O ano era de 1840. Naquele dia — uma
segunda-feira, do mês de maio — deixei-me estar alguns
instantes na Rua da Princesa a ver onde iria brincar a manhã.
Hesitava entre o morro de S. Diogo e o Campo de Sant’Ana,
que não era então esse parque atual, construção de
gentleman, mas um espaço rústico, mais ou menos infinito,
alastrado de lavadeiras, capim e burros soltos. Morro ou
campo? Tal era o problema. De repente disse comigo que o
melhor era a escola. E guiei para a escola. Aqui vai a razão.
Na semana anterior tinha feito dois suetos*, e,
descoberto o caso, recebi o pagamento das mãos de meu pai,
que me deu uma sova de vara de marmeleiro. As sovas de
meu pai doíam por muito tempo. Era um velho empregado
do Arsenal de Guerra, ríspido e intolerante. Sonhava para
mim uma grande posição comercial, e tinha ânsia de me ver
com os elementos mercantis, ler, escrever e contar, para me
meter de caixeiro. Citava-me nomes de capitalistas que
tinham começado ao balcão. Ora, foi a lembrança do último
castigo que me levou naquela manhã para o colégio. Não era
um menino de virtudes.
Subi a escada com cautela, para não ser ouvido do
mestre, e cheguei a tempo; ele entrou na sala três ou
quatro minutos depois. Entrou com o andar manso do
costume, em chinelas de cordovão, com a jaqueta de brim
lavada e desbotada, calça branca e tesa e grande colarinho
caído. Chamava-se Policarpo e tinha perto de cinquenta anos
ou mais. Uma vez sentado, extraiu da jaqueta a caixa de rapé
e o lenço vermelho, pô-los na gaveta; depois relanceou os
olhos pela sala. Os meninos, que se conservaram de pé
durante a entrada dele, tornaram a sentar-se. Tudo estava em
ordem; começaram os trabalhos.
*sueto = feriado escolar
Machado de Assis. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, v. II, 1994 (com adaptações
Com referência às ideias do texto acima, bem como aos seus aspectos estruturais e gramaticais, julgue os itens a seguir.
A interjeição “Ora” (l.19) poderia ser substituída, sem provocar alterações sintático-semânticas no texto, pela conjunção Portanto.
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A escola era na Rua do Costa, um sobradinho de
grade de pau. O ano era de 1840. Naquele dia — uma
segunda-feira, do mês de maio — deixei-me estar alguns
instantes na Rua da Princesa a ver onde iria brincar a manhã.
Hesitava entre o morro de S. Diogo e o Campo de Sant’Ana,
que não era então esse parque atual, construção de
gentleman, mas um espaço rústico, mais ou menos infinito,
alastrado de lavadeiras, capim e burros soltos. Morro ou
campo? Tal era o problema. De repente disse comigo que o
melhor era a escola. E guiei para a escola. Aqui vai a razão.
Na semana anterior tinha feito dois suetos*, e,
descoberto o caso, recebi o pagamento das mãos de meu pai,
que me deu uma sova de vara de marmeleiro. As sovas de
meu pai doíam por muito tempo. Era um velho empregado
do Arsenal de Guerra, ríspido e intolerante. Sonhava para
mim uma grande posição comercial, e tinha ânsia de me ver
com os elementos mercantis, ler, escrever e contar, para me
meter de caixeiro. Citava-me nomes de capitalistas que
tinham começado ao balcão. Ora, foi a lembrança do último
castigo que me levou naquela manhã para o colégio. Não era
um menino de virtudes.
Subi a escada com cautela, para não ser ouvido do
mestre, e cheguei a tempo; ele entrou na sala três ou
quatro minutos depois. Entrou com o andar manso do
costume, em chinelas de cordovão, com a jaqueta de brim
lavada e desbotada, calça branca e tesa e grande colarinho
caído. Chamava-se Policarpo e tinha perto de cinquenta anos
ou mais. Uma vez sentado, extraiu da jaqueta a caixa de rapé
e o lenço vermelho, pô-los na gaveta; depois relanceou os
olhos pela sala. Os meninos, que se conservaram de pé
durante a entrada dele, tornaram a sentar-se. Tudo estava em
ordem; começaram os trabalhos.
*sueto = feriado escolar
Machado de Assis. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, v. II, 1994 (com adaptações
Com referência às ideias do texto acima, bem como aos seus aspectos estruturais e gramaticais, julgue os itens a seguir.
A imagem da escola estabelecida pelo narrador do texto, “um sobradinho de grade de pau” (l.1-2), opõe-se à imagem de liberdade que ele via no campo, “um espaço rústico, mais ou menos infinito” (l.7).
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Quanto às condições para as operações de escavação, carga e transporte referentes aos serviços de terraplenagem, julgue o item que se segue.
Para os serviços de corte em rocha, os equipamentos comumente utilizados são as perfuratrizes pneumáticas ou elétricas, tratores com lâminas e carregadores conjugados com transportadores.
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Quanto às condições para as operações de escavação, carga e transporte referentes aos serviços de terraplenagem, julgue o item que se segue.
O revestimento vegetal dos taludes, quando previsto, deve ser executado ao final dos serviços de terraplenagem.
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Quanto às condições para as operações de escavação, carga e transporte referentes aos serviços de terraplenagem, julgue o item que se segue.
Durante os serviços de cortes de solo pode haver excesso de material que gerará os bota-foras. O manejo ambiental desses materiais prevê sua compactação e o depósito em áreas à jusante da rodovia.
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Caderno Container