Foram encontradas 39 questões.
TEXTO 1
Os fatos linguísticos sempre estiveram misturados à história dos povos, a seus esforços de expansão e dominação territorial e política, a suas lutas pela hegemonia cultural, a seus intentos proselitistas, a suas necessidades retóricas; enfim, as línguas foram recebendo tratamentos diversos, conforme as também diversas condições sociais e políticas dos grupos, que as tinham como marca de sua identidade.
Não estranha, portanto, que, historicamente, as questões linguísticas tenham servido a interesses muito diversos e, de acordo com esses interesses, tenham sido vistas em óticas bastante diferentes. “Toda língua são rastros de velhos mistérios”, lembra Guimarães Rosa.
Se isso é verdade, considerando-se a língua como um todo, é mais verdade ainda entre nós, ocidentais, em relação à gramática, em geral. De fato, herdamos dos gregos a concepção da gramática, em todas as acepções, como uma força controladora que preserva a língua contra as possíveis ameaças de desaparecimento ou até mesmo de declínio, seja pela ação de invasores, seja pela ação dos próprios membros da comunidade de falantes.
Na verdade, as pessoas sempre sentiram certa compulsão para defender a integridade de sua língua. Ou, de acordo com certas visões, sua pureza ou seu poder de argumentação. Nada mais apropriado para esses intentos do que a compilação de gramáticas, que estabelecessem paradigmas, modelos, normas, capazes de garantir a manutenção da identidade linguística.
Noutras palavras, se fez necessário, para as comunidades de falantes, um instrumento de controle – a gramática normativa – que disciplinasse o fluxo da própria língua, garantindo sua sobrevivência ou aperfeiçoando suas potencialidades de uso em função dos efeitos retóricos pretendidos.
Nesse quadro, a criação de paradigmas e modelos em gramáticas foi assumindo feições próprias e constituindo uma garantia de vida e de sucesso para as línguas, sem nunca se ter ausentado totalmente. Nem mesmo quando já não eram tão evidentes as ameaças de desaparecimento ou de descaracterização de seus usos mais modelares.
Em suma, foi sendo atribuído aos compêndios de gramática um papel de instrumento controlador da língua, ao qual caberia conduzir o comportamento verbal dos usuários, pela imposição de modelos ou de padrões. Mas não foi apenas a função de controle atribuída à gramática que fez com que os estudiosos se interessassem por ela. Sob ângulos bem diferentes, as pessoas sempre se mostraram curiosas por entenderem a suprema prerrogativa da linguagem humana, e isso também motivou o interesse pelo aparecimento de gramáticas, obras nas quais se tentasse explicitar os mecanismos subjacentes à atividade verbal.
A encruzilhada de fatores tão complexos, historicamente submetidos a interesses políticos, econômicos e sociais diferentes, resultou numa série de concepções e, com o passar dos séculos, deu ensejo à formação de alguns equívocos acerca do que é a gramática e, consequentemente, daquilo que deve constituir seu ensino.
Alguns equívocos mais recorrentes e com sérias repercussões para as atividades de ensino são as crenças de que: língua e gramática são a mesma coisa; basta saber gramática para falar, ler e escrever com sucesso; e toda atuação verbal tem que se pautar pela norma prestigiada.
ANTUNES, Irandé. Muito além da gramática: por um ensino de línguas sem pedras no caminho.
São Paulo: Parábola, 2007, p. 35-38. Adaptado.
Provas
TEXTO 1
Os fatos linguísticos sempre estiveram misturados à história dos povos, a seus esforços de expansão e dominação territorial e política, a suas lutas pela hegemonia cultural, a seus intentos proselitistas, a suas necessidades retóricas; enfim, as línguas foram recebendo tratamentos diversos, conforme as também diversas condições sociais e políticas dos grupos, que as tinham como marca de sua identidade.
Não estranha, portanto, que, historicamente, as questões linguísticas tenham servido a interesses muito diversos e, de acordo com esses interesses, tenham sido vistas em óticas bastante diferentes. “Toda língua são rastros de velhos mistérios”, lembra Guimarães Rosa.
Se isso é verdade, considerando-se a língua como um todo, é mais verdade ainda entre nós, ocidentais, em relação à gramática, em geral. De fato, herdamos dos gregos a concepção da gramática, em todas as acepções, como uma força controladora que preserva a língua contra as possíveis ameaças de desaparecimento ou até mesmo de declínio, seja pela ação de invasores, seja pela ação dos próprios membros da comunidade de falantes.
Na verdade, as pessoas sempre sentiram certa compulsão para defender a integridade de sua língua. Ou, de acordo com certas visões, sua pureza ou seu poder de argumentação. Nada mais apropriado para esses intentos do que a compilação de gramáticas, que estabelecessem paradigmas, modelos, normas, capazes de garantir a manutenção da identidade linguística.
Noutras palavras, se fez necessário, para as comunidades de falantes, um instrumento de controle – a gramática normativa – que disciplinasse o fluxo da própria língua, garantindo sua sobrevivência ou aperfeiçoando suas potencialidades de uso em função dos efeitos retóricos pretendidos.
Nesse quadro, a criação de paradigmas e modelos em gramáticas foi assumindo feições próprias e constituindo uma garantia de vida e de sucesso para as línguas, sem nunca se ter ausentado totalmente. Nem mesmo quando já não eram tão evidentes as ameaças de desaparecimento ou de descaracterização de seus usos mais modelares.
Em suma, foi sendo atribuído aos compêndios de gramática um papel de instrumento controlador da língua, ao qual caberia conduzir o comportamento verbal dos usuários, pela imposição de modelos ou de padrões. Mas não foi apenas a função de controle atribuída à gramática que fez com que os estudiosos se interessassem por ela. Sob ângulos bem diferentes, as pessoas sempre se mostraram curiosas por entenderem a suprema prerrogativa da linguagem humana, e isso também motivou o interesse pelo aparecimento de gramáticas, obras nas quais se tentasse explicitar os mecanismos subjacentes à atividade verbal.
A encruzilhada de fatores tão complexos, historicamente submetidos a interesses políticos, econômicos e sociais diferentes, resultou numa série de concepções e, com o passar dos séculos, deu ensejo à formação de alguns equívocos acerca do que é a gramática e, consequentemente, daquilo que deve constituir seu ensino.
Alguns equívocos mais recorrentes e com sérias repercussões para as atividades de ensino são as crenças de que: língua e gramática são a mesma coisa; basta saber gramática para falar, ler e escrever com sucesso; e toda atuação verbal tem que se pautar pela norma prestigiada.
ANTUNES, Irandé. Muito além da gramática: por um ensino de línguas sem pedras no caminho.
São Paulo: Parábola, 2007, p. 35-38. Adaptado.
Provas
TEXTO 2

Disponível em: https://wordsofleisure.files.wordpress.com/2014/10/img_4480.jpg.
Acesso em 03/07/17.
A adequada interpretação do Texto 2 indica que, nele, faz-se uma crítica:
Provas
Provas
As revoluções tecnológicas contemporâneas requerem que o profissional da informação possua competências condizentes com os mais variados suportes informacionais, influenciando para que ocorram mudanças nos serviços oferecidos pelos serviços de informação. De acordo Accart (2012):
“As ferramentas da Web 2.0 facilitam o trabalho do serviço de referência, pois, permitindo um rápido intercâmbio de informações, o serviço tirará vantagem disso, se estiver conectado com outros serviços de referência ou em rede com os especialistas de uma área.”
Conforme o enunciado, assinale a alternativa que permite ao bibliotecário de referência utilizar ferramentas da Web 2.0.
Provas
Conforme Ortega (2004):
“Define-se Biblioteconomia, no seu sentido restrito, como a área que realiza a organização, gestão e disponibilização de acervos de bibliotecas.”, os livros foram os primeiros suportes de informação e possuem papel importante na história da humanidade. “A existência comprovada das primeiras coleções organizadas de documentos, ou o que se poderia chamar de primeira biblioteca primitiva, data do terceiro milênio a.C.”
Por sua relevância, destacam-se alguns nomes que se fizeram importantes no desenvolvimento da história da Biblioteconomia e da Ciência da Informação. Relacione as colunas de acordo com o personagem histórico e sua denominação.
1. Adelpha Silva Rodrigues de Figueiredo
2. Gabriel Naudé
3. Myriam de Gusmão Martins
4. Rubens Borba de Moraes
5. Suzanne Briet6. Zenódoto de Éfeso
( ) Bibliotecário(a) da Biblioteca de Alexandria, especialista em Homero.
( ) Bibliotecário(a), participou da organização da Semana de Arte Moderna de 1922.
( ) Bibliotecário(a), escreveu a obra Advis pour dresser une bibliothèque, de 1627.
( ) Bibliotecário(a), escreveu, em 1951, o tratado Qu'est-ce que la documentation?, influenciando a Ciência da Informação.
( ) Bibliotecário(a), foi um(a) dos(as) primeiros(as) bibliotecários(as) brasileiros(as).
( ) Bibliotecário(a), foi um(a) dos(as) coordenadores(as) do 1º curso de Biblioteconomia da Universidade do Recife.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA
Provas
De acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT):
“A normalização é, assim, o processo de formulação e aplicação de regras para a solução ou prevenção de problemas, com a cooperação de todos os interessados, e, em particular, para a promoção da economia global.”
No caso específico das normas relativas à documentação e informação, o Comitê Brasileiro de Informação e Documentação no âmbito da ABNT prevê a “normalização no campo da informação e documentação que compreende as práticas relativas a bibliotecas, centro de documentação e informação, serviços de indexação, resumos, arquivos, ciência da informação e publicação”.
Nesse sentido, relacione o enunciado à norma CORRETA.
1. Estabelece os requisitos para a apresentação de sumário de documentos, que exijam visão de conjunto e facilidade de localização das seções e outras partes.
2. Estabelece os princípios gerais para a apresentação dos elementos, que constituem o livro ou folheto.
3. Estabelece um sistema de numeração progressiva das seções de documentos escritos.
4. Estabelece e fixa as condições exigíveis para a elaboração e a apresentação de relatórios técnico-científicos.
5. Estabelece os princípios gerais para a elaboração de trabalhos acadêmicos (teses, dissertações e outros).
( ) NBR 14724-2011
( ) NBR 10719-2015
( ) NBR 6024-2012
( ) NBR 6027-2012
( ) NBR 6029-2006
Assinale a alternativa que indica a sequência CORRETA.
Provas
- Gestão de Bibliotecas e Unidades de Informação
- Recursos e serviços de informaçãoServiço de Referência
O Serviço de referência “compreende todas as atividades voltadas, direta ou indiretamente, à prestação de serviços aos usuários.”
(MACIEL e MENDONÇA, 2000, p. 34).
Sobre a função do bibliotecário que atua no serviço de referência, qual a alternativa que melhor descreve tal função?
Provas
Ao adentrar a universo da gestão, no âmbito das bibliotecas, centros de documentação e serviços de informação, é inerente compreender as pessoas enquanto capital humano, uma vez que se constituem elementos essenciais para as organizações nas quais estão inseridas. Dadas as características peculiares das Unidades de Informação enquanto organizações sem fins lucrativos de natureza aberta e considerando a inovação como processo organizacional coletivo, Motta (1989) defende a importância de mobilização de todos os recursos existentes na organização, em prol da criação de condições favoráveis e superação de eventuais resistências, a fim de impulsionar mudanças julgadas positivas e benéficas à determinada organização. Diante disso, Motta (1989) apresenta 12 proposições oriundas da teoria gerencial contemporânea, sendo que sete referem-se mais a condições organizacionais e cinco a recomendações de natureza individual ao gerente.
isso, solicita-se que se relacionem as colunas, identificando quais proposições referem-se a condições organizacionais e quais recomendações são de natureza individual ao gerente.
1. Proposições acerca das Condições Organizacionais
2. Proposições de natureza individual ao gerente
( ) Transfira acentuadamente poder e iniciativa.
( ) Adote a perspectiva globalista na abordagem de problemas.
( ) Procure alcançar flexibilidade organizacional e administrativa.
( ) Favoreça e mantenha comunicações francas e autênticas.
( ) Crie incentivos e recompensas à iniciativa de mudanças.
( ) Trate com equidade direitos e prestígios individuais.
( ) Considere fracassos anteriores e problemas pendentes.
( ) Destrua a armadilha dos hábitos.
( ) Olhe para a frente, aventure-se sempre, mas devagar.
( ) Reforce e reconstrua sempre uma postura otimista perante a vida.
( ) Procure sentir-se útil diante de problemas; veja o que pode fazer para resolvê-los.
( ) Opte pela ação e pelo desenvolvimento pessoal para destruir os adversários da inovação: comodismo, estabilidade.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
Provas
- Processos Técnicos
- Classificação de Processos Técnicos em Biblioteconomia
- Classificação Decimal de Dewey
Relacione os assuntos de acordo com a Classificação Decimal de Dewey (CDD).
1. 469
2. 158
3. 172
4. 303.6
5. 612
( ) Ética política
( ) Fisiologia humana
( ) Conflitos
( ) Língua portuguesa
( ) Psicologia aplicada
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
Provas
Caderno Container