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De acordo com a Lei Orgânica da Saúde 8080/90, NÃO são considerados princípios do SUS (Sistema Único de Saúde):

 

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Considere as seguintes afirmações relacionadas ao SUS:

Segundo o Art. 17, da Lei n. 8080, de 19 de setembro de 1990, à direção ESTADUAL do Sistema Único de Saúde (SUS) compete

I. promover a descentralização para os Municípios dos serviços e das ações de saúde;

II. acompanhar, controlar e avaliar as redes hierarquizadas do Sistema Único de Saúde (SUS);

III. prestar apoio técnico e financeiro aos Municípios e executar supletivamente ações e serviços de saúde;

IV. coordenar e, em caráter complementar, executar ações e serviços: vigilância epidemiológica, vigilância sanitária, vigilância da alimentação e nutrição e vigilância da saúde do trabalhador.

Está correto o que se afirma em

 

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Espaços estaduais de articulação e pactuação política que objetivam orientar, regulamentar e avaliar os aspectos operacionais do processo de descentralização das ações de saúde. São constituídas, paritariamente, por representantes do governo estadual – indicados pelo Secretário de Estado da Saúde – e dos secretários municipais de Saúde – indicados pelo órgão de representação do conjunto dos municípios do Estado, em geral, denominado Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems).


Esse texto refere-se à definição de

 

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Considere as seguintes características de um sistema de notificação de incidentes relativo à segurança do paciente para que ele seja efetivo:

I. não punitivo e confidencial;

II. com capacidade de identificar o tipo de incidente e quem cometeu;

III. independente e seus dados analisados por organizações;

IV. baseado em dados georeferenciados;

V. com respostas oportunas para os usuários e orientado para soluções dos problemas notificados.

Estão corretas as características indicadas em

 

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Dentre os conceitos-chave da Classificação Internacional de Segurança do Paciente, o único NÃO adequado é:

 

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Clínica Ampliada NÃO consiste em

 

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TEXTO PARA AS QUESTÕES DE 08 A 10


Cuidar da dor e do sofrimento humano


O povo fala aos cântaros metaforicamente da

realidade do sofrimento. Ouvimos com frequência as pessoas

dizerem: “dói o meu coração", “dói minha alma". Sim, estas são

expressões metafóricas de um sofrimento da pessoa. O corpo

5 não sofre, não sente dor, quem sente dor é a pessoa. A diferença

entre dor e sofrimento tem um grande significado quando

temos que lidar com pacientes terminais. O enfrentamento da

dor exige medicamentos analgésicos, está mais ligado aos

circuitos neurofisiológicos do corpo humano, enquanto que o

10 sofrimento solicita significado e sentido, e liga-se ao todo da

pessoa. A dor sem explicação geralmente se transforma em

sofrimento. O sofrimento é uma experiência humana

profundamente complexa que intervém na identidade e na

subjetividade da pessoa bem como nos valores socioculturais e

15 religiosos. Um dos principais perigos em negligenciar esta

distinção é a tendência de os tratamentos se concentrarem

somente nos sintomas e dores físicas, como se somente estes

fossem a única fonte de angústias e sofrimentos para o

paciente. É a tendência de reduzir o sofrimento a um simples

20 fenômeno físico que pode ser dominado por meios técnicos.

Esta tendência nos permite implementar tratamentos

agressivos, na crença de que enquanto o tratamento protege os

pacientes da dor física, ele protege de todos os outros aspectos

também. A continuação de tais cuidados pode simplesmente

25 impor mais sofrimentos para o paciente terminal.

O sofrimento tem que ser cuidado em quatro

dimensões fundamentais: a) dimensão física. No nível físico, a

dor funciona como um claro alarme de que algo não está bem

no funcionamento normal do corpo. b) dimensão psíquica.

30 Surge constantemente no enfrentar a inevitabilidade da morte.

Perdem-se as esperanças e sonhos, com a necessidade de

redefinir o mundo que está para deixar. c) dimensão social. É a

dor do isolamento, que surge do ser obrigado a redefinir

relacionamentos e necessidade de comunicação. d) dimensão

35 espiritual. Surge da perda do sentido, objetivo de vida e

esperança. Todos necessitam de um horizonte de sentido —

uma razão para viver e uma razão para morrer. Em pesquisas

recentes nos EUA descobriu-se que o aconselhamento sobre

questões espirituais está entre as três necessidades mais

40 solicitadas pelos doentes terminais e familiares. O cultivo desta

perspectiva holística é fundamental para garantir dignidade de

cuidados e sentido neste momento preciso de vida, em que

teremos que aprender a viver e aprender com elegância a dizer

"adeus", como uma expressão de amor e respeito pela pessoa!


Profa. Dra. Maria Isabel Strong, Bioética: uma diversidade temática. Adaptado.

Os termos "dor" e "sofrimento", segundo o texto, equivalem, respectivamente, aos seguintes aspectos:

 

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TEXTO PARA AS QUESTÕES DE 08 A 10


Cuidar da dor e do sofrimento humano


O povo fala aos cântaros metaforicamente da

realidade do sofrimento. Ouvimos com frequência as pessoas

dizerem: “dói o meu coração", “dói minha alma". Sim, estas são

expressões metafóricas de um sofrimento da pessoa. O corpo

5 não sofre, não sente dor, quem sente dor é a pessoa. A diferença

entre dor e sofrimento tem um grande significado quando

temos que lidar com pacientes terminais. O enfrentamento da

dor exige medicamentos analgésicos, está mais ligado aos

circuitos neurofisiológicos do corpo humano, enquanto que o

10 sofrimento solicita significado e sentido, e liga-se ao todo da

pessoa. A dor sem explicação geralmente se transforma em

sofrimento. O sofrimento é uma experiência humana

profundamente complexa que intervém na identidade e na

subjetividade da pessoa bem como nos valores socioculturais e

15 religiosos. Um dos principais perigos em negligenciar esta

distinção é a tendência de os tratamentos se concentrarem

somente nos sintomas e dores físicas, como se somente estes

fossem a única fonte de angústias e sofrimentos para o

paciente. É a tendência de reduzir o sofrimento a um simples

20 fenômeno físico que pode ser dominado por meios técnicos.

Esta tendência nos permite implementar tratamentos

agressivos, na crença de que enquanto o tratamento protege os

pacientes da dor física, ele protege de todos os outros aspectos

também. A continuação de tais cuidados pode simplesmente

25 impor mais sofrimentos para o paciente terminal.

O sofrimento tem que ser cuidado em quatro

dimensões fundamentais: a) dimensão física. No nível físico, a

dor funciona como um claro alarme de que algo não está bem

no funcionamento normal do corpo. b) dimensão psíquica.

30 Surge constantemente no enfrentar a inevitabilidade da morte.

Perdem-se as esperanças e sonhos, com a necessidade de

redefinir o mundo que está para deixar. c) dimensão social. É a

dor do isolamento, que surge do ser obrigado a redefinir

relacionamentos e necessidade de comunicação. d) dimensão

35 espiritual. Surge da perda do sentido, objetivo de vida e

esperança. Todos necessitam de um horizonte de sentido —

uma razão para viver e uma razão para morrer. Em pesquisas

recentes nos EUA descobriu-se que o aconselhamento sobre

questões espirituais está entre as três necessidades mais

40 solicitadas pelos doentes terminais e familiares. O cultivo desta

perspectiva holística é fundamental para garantir dignidade de

cuidados e sentido neste momento preciso de vida, em que

teremos que aprender a viver e aprender com elegância a dizer

"adeus", como uma expressão de amor e respeito pela pessoa!


Profa. Dra. Maria Isabel Strong, Bioética: uma diversidade temática. Adaptado.

Segundo o texto, a “perspectiva holística” (L. 41) deve

 

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TEXTO PARA AS QUESTÕES DE 08 A 10


Cuidar da dor e do sofrimento humano


O povo fala aos cântaros metaforicamente da

realidade do sofrimento. Ouvimos com frequência as pessoas

dizerem: “dói o meu coração", “dói minha alma". Sim, estas são

expressões metafóricas de um sofrimento da pessoa. O corpo

5 não sofre, não sente dor, quem sente dor é a pessoa. A diferença

entre dor e sofrimento tem um grande significado quando

temos que lidar com pacientes terminais. O enfrentamento da

dor exige medicamentos analgésicos, está mais ligado aos

circuitos neurofisiológicos do corpo humano, enquanto que o

10 sofrimento solicita significado e sentido, e liga-se ao todo da

pessoa. A dor sem explicação geralmente se transforma em

sofrimento. O sofrimento é uma experiência humana

profundamente complexa que intervém na identidade e na

subjetividade da pessoa bem como nos valores socioculturais e

15 religiosos. Um dos principais perigos em negligenciar esta

distinção é a tendência de os tratamentos se concentrarem

somente nos sintomas e dores físicas, como se somente estes

fossem a única fonte de angústias e sofrimentos para o

paciente. É a tendência de reduzir o sofrimento a um simples

20 fenômeno físico que pode ser dominado por meios técnicos.

Esta tendência nos permite implementar tratamentos

agressivos, na crença de que enquanto o tratamento protege os

pacientes da dor física, ele protege de todos os outros aspectos

também. A continuação de tais cuidados pode simplesmente

25 impor mais sofrimentos para o paciente terminal.

O sofrimento tem que ser cuidado em quatro

dimensões fundamentais: a) dimensão física. No nível físico, a

dor funciona como um claro alarme de que algo não está bem

no funcionamento normal do corpo. b) dimensão psíquica.

30 Surge constantemente no enfrentar a inevitabilidade da morte.

Perdem-se as esperanças e sonhos, com a necessidade de

redefinir o mundo que está para deixar. c) dimensão social. É a

dor do isolamento, que surge do ser obrigado a redefinir

relacionamentos e necessidade de comunicação. d) dimensão

35 espiritual. Surge da perda do sentido, objetivo de vida e

esperança. Todos necessitam de um horizonte de sentido —

uma razão para viver e uma razão para morrer. Em pesquisas

recentes nos EUA descobriu-se que o aconselhamento sobre

questões espirituais está entre as três necessidades mais

40 solicitadas pelos doentes terminais e familiares. O cultivo desta

perspectiva holística é fundamental para garantir dignidade de

cuidados e sentido neste momento preciso de vida, em que

teremos que aprender a viver e aprender com elegância a dizer

"adeus", como uma expressão de amor e respeito pela pessoa!


Profa. Dra. Maria Isabel Strong, Bioética: uma diversidade temática. Adaptado.

Deduz-se corretamente do texto que

 

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TEXTO PARA AS QUESTÕES DE 05 A 07

A saúde entre dois mundos


No Rio de Janeiro do século XIX, os médicos, cirurgiões

e boticários eram em sua maioria brancos e pertenciam a

classes sociais mais abonadas. Já os sangradores, curandeiros,

parteiras e amas de leite eram quase sempre escravos, libertos

5 e pessoas livres empobrecidas, entre elas imigrantes e africanos

livres. Era essa população desfavorecida que tratava dos

problemas de saúde mais urgentes de quem precisava, não

importava se ricos ou pobres. Os sangradores ofereciam seus

serviços pelas ruas e praças das cidades e em lojas de barbeiros,

10 enquanto as parteiras trabalhavam em ambientes domésticos,

cuidando de questões relacionadas não apenas ao parto, mas

também a abortos e doenças genitais.

Entre 1808 e 1828, a Fisicatura-mor, órgão criado pelo

governo central e sediado no Rio de Janeiro, fiscalizava e

15 regulamentava as “artes de cura”, incluindo tanto as atividades

praticadas por médicos como aquelas desenvolvidas por

pessoas sem formação acadêmica. O órgão estabelecia que os

médicos deveriam diagnosticar e tratar de doenças internas do

corpo, enquanto cirurgiões se ocupavam de moléstias externas.

20 Já os boticários manipulavam os medicamentos receitados por

médicos e cirurgiões. “Oficialmente, sangradores e parteiras

deveriam lidar com casos simples de doença e fazer apenas o

que médicos ou cirurgiões mandassem. Porém, a população

recorria a eles porque partilhava de suas concepções de doença

25 e saúde”, observa a historiadora Tânia Salgado Pimenta.

O cenário acima é descrito em Escravidão, doenças e

práticas de cura no Brasil (Outras Letras, 2016), organizado por

Tânia Pimenta e pelo historiador Flávio Gomes. No livro, eles

apresentam os resultados do projeto de pesquisa realizado na

30 Fiocruz entre 2013 e 2016. Os estudos indicam que ofícios

centrais à saúde da sociedade brasileira naquele momento

eram desempenhados por escravos e libertos, numa época em

que a medicina acadêmica disputava espaço com as práticas

populares de cura.

Christina Queiroz, Pesquisa FAPESP, Novembro de 2017. Adaptado.

O grupo que mais se distanciava das "artes de cura" (L. 15), de seus praticantes e dos tipos de doenças tratadas era o dos

 

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