Foram encontradas 60 questões.
Pesquisas recentes têm mapeado a relação entre terras indígenas, territórios ocupados por imóveis rurais e o desmatamento, na Amazônia Legal. Alguns dados são mostrados no mapa.

Com base nesse mapa e em seus conhecimentos, é possível concluir que:
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“Embora existam cerca de 120 grupos de Alcoólicos Anônimos (AA) na cidade de São Paulo, apenas seis são direcionados exclusivamente a mulheres. Uma pesquisa etnográfica da USP mostra que o alcoolismo e o seu tratamento são fortemente influenciados por marcadores sociais de gênero. O estudo revela que ao buscar apoio em grupos mistos do AA, as mulheres se sentem pouco à vontade para falar de sua vivência com o consumo de bebidas e dificuldades para expor questões íntimas em ambientes frequentados por homens; declararam também serem vítimas de assédio sexual, preconceito, discriminação e sexismo.
Esses relatos — “dor da alma”, como disse uma delas — fazem parte da pesquisa feita com 30 mulheres com transtorno do uso do álcool e que buscaram apoio em uma reunião feminina de AA em um grupo da zona Norte de São Paulo. Os resultados do estudo foram publicados em artigo na revista Alcoholism Treatment Quarterly Journal, com autoria de dois professores da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP: o antropólogo Edemilson de Campos, coordenador da pesquisa, e a professora Nádia Zanon, especialista em saúde da mulher.
Analisando os dados, a professora Nádia Zanon lembra que algumas mulheres mostraram ter dificuldade em permanecer em programas mistos do AA devido à insegurança dos companheiros (marido ou namorado), uma vez que a presença majoritária de homens no grupo era vista como uma “ameaça” ao relacionamento.
Segundo Edemilson Campos, o alcoolismo é permeado por assimetrias de gênero e isso acaba resvalando para os grupos de recuperação, como os AAs.(...)
Nádia Zanon diz que o alcoolismo na mulher vem carregado de culpa, de vergonha e sofrimento social. Ela é vista como transgressora da moral, das regras e do papel social que é esperado dela, seja como mãe, mulher ou dona de casa.”
Mulheres sofrem abusos e são estigmatizadas ao buscar tratamento para o
alcoolismo. Jornal da USP de 04/04/2023. (adaptado)
Considerando a pesquisa e seus conhecimentos, uma consequência que poderia ajudar diretamente a minimizar a problemática exposta seria o estímulo
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“Embora existam cerca de 120 grupos de Alcoólicos Anônimos (AA) na cidade de São Paulo, apenas seis são direcionados exclusivamente a mulheres. Uma pesquisa etnográfica da USP mostra que o alcoolismo e o seu tratamento são fortemente influenciados por marcadores sociais de gênero. O estudo revela que ao buscar apoio em grupos mistos do AA, as mulheres se sentem pouco à vontade para falar de sua vivência com o consumo de bebidas e dificuldades para expor questões íntimas em ambientes frequentados por homens; declararam também serem vítimas de assédio sexual, preconceito, discriminação e sexismo.
Esses relatos — “dor da alma”, como disse uma delas — fazem parte da pesquisa feita com 30 mulheres com transtorno do uso do álcool e que buscaram apoio em uma reunião feminina de AA em um grupo da zona Norte de São Paulo. Os resultados do estudo foram publicados em artigo na revista Alcoholism Treatment Quarterly Journal, com autoria de dois professores da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP: o antropólogo Edemilson de Campos, coordenador da pesquisa, e a professora Nádia Zanon, especialista em saúde da mulher.
Analisando os dados, a professora Nádia Zanon lembra que algumas mulheres mostraram ter dificuldade em permanecer em programas mistos do AA devido à insegurança dos companheiros (marido ou namorado), uma vez que a presença majoritária de homens no grupo era vista como uma “ameaça” ao relacionamento.
Segundo Edemilson Campos, o alcoolismo é permeado por assimetrias de gênero e isso acaba resvalando para os grupos de recuperação, como os AAs.(...)
Nádia Zanon diz que o alcoolismo na mulher vem carregado de culpa, de vergonha e sofrimento social. Ela é vista como transgressora da moral, das regras e do papel social que é esperado dela, seja como mãe, mulher ou dona de casa.”
Mulheres sofrem abusos e são estigmatizadas ao buscar tratamento para o
alcoolismo. Jornal da USP de 04/04/2023. (adaptado)
Assinale a alternativa que indica situações em que os marcadores sociais de gênero NÃO estejam presentes:
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“Mais de dois terços das línguas indígenas foram se perdendo ao longo do caminho, ao passo que nos dias de hoje muitas delas estão cada vez mais enfraquecidas.
Para ajudar a mudar esse cenário, um projeto conjunto da USP, por meio do Centro de Inteligência Artificial (C4AI) e da IBM Research, tem como objetivo empregar as tecnologias de Inteligência Artificial (IA) no fortalecimento de línguas indígenas brasileiras. A iniciativa pretende criar e desenvolver ferramentas que auxiliem a documentação, preservação, vitalização e uso desses idiomas, sempre em parceria com as comunidades de povos indígenas. De acordo com os pesquisadores envolvidos, os primeiros protótipos de pesquisa poderão ser testados no segundo semestre de 2023.
Por meio da área de Processamento de Linguagem Natural (PLN), a IA poderá ajudar, por exemplo, na construção de sistemas de conversão de fala para texto e vice-versa, no desenvolvimento de ferramentas de tradução e expansão de vocabulário, na melhoria de programas de coleta e análise linguística, além de outros avanços tecnológicos que podem ser aplicados para a preservação das línguas nativas.
'Nós vamos atuar, principalmente, em duas frentes. Uma delas é a de vitalizar, ou seja, aumentar a quantidade de jovens que falam e escrevem essas línguas. Já a segunda é voltada para fortalecer as línguas indígenas que já se encontram em um processo de desaparecimento, por isso estamos buscando formas de documentá-las”, explica o vicediretor do C4AI, Claudio Pinhanez, um dos líderes do projeto.
A iniciativa do C4AI e IBM é importante porque a maioria das línguas indígenas no Brasil e no mundo está ameaçada de desaparecer até o final do século 21. Além de enfrentar a invasão territorial, a disseminação de doenças e a destruição de ecossistemas, os povos indígenas sofrem com a imposição de línguas europeias, a educação não diferenciada e a intensificação das relações com o mundo dos não indígenas. A transformação digital com a internet, celulares, jogos online e mídias sociais tem desestimulado muitos indígenas, especialmente crianças e jovens, a falar e conhecer suas línguas originárias no cotidiano”.
Projeto que utiliza inteligência artificial pretende fortalecer línguas
indígenas no Brasil. Jornal da USP de 31/05/23. Adaptado.
A imposição de uma língua de origem europeia e a utilização indiscriminada de mecanismos tecnológicos são formas de
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“Mais de dois terços das línguas indígenas foram se perdendo ao longo do caminho, ao passo que nos dias de hoje muitas delas estão cada vez mais enfraquecidas.
Para ajudar a mudar esse cenário, um projeto conjunto da USP, por meio do Centro de Inteligência Artificial (C4AI) e da IBM Research, tem como objetivo empregar as tecnologias de Inteligência Artificial (IA) no fortalecimento de línguas indígenas brasileiras. A iniciativa pretende criar e desenvolver ferramentas que auxiliem a documentação, preservação, vitalização e uso desses idiomas, sempre em parceria com as comunidades de povos indígenas. De acordo com os pesquisadores envolvidos, os primeiros protótipos de pesquisa poderão ser testados no segundo semestre de 2023.
Por meio da área de Processamento de Linguagem Natural (PLN), a IA poderá ajudar, por exemplo, na construção de sistemas de conversão de fala para texto e vice-versa, no desenvolvimento de ferramentas de tradução e expansão de vocabulário, na melhoria de programas de coleta e análise linguística, além de outros avanços tecnológicos que podem ser aplicados para a preservação das línguas nativas.
'Nós vamos atuar, principalmente, em duas frentes. Uma delas é a de vitalizar, ou seja, aumentar a quantidade de jovens que falam e escrevem essas línguas. Já a segunda é voltada para fortalecer as línguas indígenas que já se encontram em um processo de desaparecimento, por isso estamos buscando formas de documentá-las”, explica o vicediretor do C4AI, Claudio Pinhanez, um dos líderes do projeto.
A iniciativa do C4AI e IBM é importante porque a maioria das línguas indígenas no Brasil e no mundo está ameaçada de desaparecer até o final do século 21. Além de enfrentar a invasão territorial, a disseminação de doenças e a destruição de ecossistemas, os povos indígenas sofrem com a imposição de línguas europeias, a educação não diferenciada e a intensificação das relações com o mundo dos não indígenas. A transformação digital com a internet, celulares, jogos online e mídias sociais tem desestimulado muitos indígenas, especialmente crianças e jovens, a falar e conhecer suas línguas originárias no cotidiano”.
Projeto que utiliza inteligência artificial pretende fortalecer línguas
indígenas no Brasil. Jornal da USP de 31/05/23. Adaptado.
A vitalização mencionada no texto reconhece as línguas dos diversos povos indígenas como um direito
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As imagens mostram dois eventos que ocorreram nos últimos anos. A primeira faz alusão o submergível Titan que sofreu implosão na costa do Atlântico norte do continente americano, enquanto a segunda faz alusão às mortes, por diversas causas, de migrantes africanos que se dirigiam à Europa.

repercussão dos meios de comunicação social sobre os indivíduos envolvidos nesses dois acontecimentos levantou críticas à imprensa pelo modo dispar com que os tratou, em razão, sobretudo, de fatores
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“Aceitar o preceito do amor ao próximo é o ato de origem da humanidade. Todas as outras rotinas da coabitação humana, assim como suas ordens pré-estabelecidas ou retrospectivamente descobertas, são apenas uma lista (sempre incompleta) de notas de rodapé a esse preceito. Se ele fosse ignorado ou abandonado, não haveria ninguém para fazer essa lista ou refletir sobre sua incompletude.
Amar o próximo pode exigir um salto de fé. O resultado, porém, é o ato fundador da humanidade. Também é a passagem decisiva do instinto de sobrevivência para a moralidade.
Essa passagem torna a moralidade uma parte, talvez condição sine qua non da sobrevivência. Com esse ingrediente, a sobrevivência de um ser humano se torna a sobrevivência da humanidade no humano.
"Amar o próximo como a si mesmo” coloca o amor-próprio como um dado indiscutível, como algo que sempre esteve ali. O amor-próprio é uma questão de sobrevivência, e a sobrevivência não precisa de mandamentos, já que outras criaturas (não-humanas) passam muito bem sem eles, obrigado. Amar o próximo como se ama a si mesmo torna a sobrevivência humana diferente daquela de qualquer outra criatura viva. Sem a extensão/transcendência do amorpróprio, o prolongamento da vida física, corpórea, ainda não é, por si mesmo, uma sobrevivência humana — não é otipo de sobrevivência que separa os seres humanos das feras (e, não se esqueçam, dos anjos). O preceito do amor ao próximo desafia e interpela os instintos estabelecidos pela natureza, mas também o significado da sobrevivência por ela instituído, assim como o do amor-próprio que o protege”.
Zygmunt Bauman. Amor líquido: sobre a fragilidade dos
laços humanos. Rio de Janeiro: Zahar, 2004, p. 98-99.
O preceito “Amar o próximo como a si mesmo” adquire, no texto e em seu contexto, um sentido
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“Aceitar o preceito do amor ao próximo é o ato de origem da humanidade. Todas as outras rotinas da coabitação humana, assim como suas ordens pré-estabelecidas ou retrospectivamente descobertas, são apenas uma lista (sempre incompleta) de notas de rodapé a esse preceito. Se ele fosse ignorado ou abandonado, não haveria ninguém para fazer essa lista ou refletir sobre sua incompletude.
Amar o próximo pode exigir um salto de fé. O resultado, porém, é o ato fundador da humanidade. Também é a passagem decisiva do instinto de sobrevivência para a moralidade.
Essa passagem torna a moralidade uma parte, talvez condição sine qua non da sobrevivência. Com esse ingrediente, a sobrevivência de um ser humano se torna a sobrevivência da humanidade no humano.
"Amar o próximo como a si mesmo” coloca o amor-próprio como um dado indiscutível, como algo que sempre esteve ali. O amor-próprio é uma questão de sobrevivência, e a sobrevivência não precisa de mandamentos, já que outras criaturas (não-humanas) passam muito bem sem eles, obrigado. Amar o próximo como se ama a si mesmo torna a sobrevivência humana diferente daquela de qualquer outra criatura viva. Sem a extensão/transcendência do amorpróprio, o prolongamento da vida física, corpórea, ainda não é, por si mesmo, uma sobrevivência humana — não é otipo de sobrevivência que separa os seres humanos das feras (e, não se esqueçam, dos anjos). O preceito do amor ao próximo desafia e interpela os instintos estabelecidos pela natureza, mas também o significado da sobrevivência por ela instituído, assim como o do amor-próprio que o protege”.
Zygmunt Bauman. Amor líquido: sobre a fragilidade dos
laços humanos. Rio de Janeiro: Zahar, 2004, p. 98-99.
Do ponto de vista da Ciência Política, a expressão “Amar o próximo como a si mesmo” poderia ser contraposta à expressão “O homem é o lobo do homem”. Nesse sentido, tais expressões estariam relacionadas
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“Se é possível falar de um racismo institucional, significa que a imposição de regras e padrões racistas por parte da instituição é de alguma maneira vinculada à ordem social que ela visa resguardar. Assim como a instituição tem sua atuação condicionada a uma estrutura social previamente existente — com todos os conflitos que lhe são inerentes —, o racismo que essa instituição venha a expressar é também parte dessa mesma estrutura”.
Silvio Almeida. Racismo Estrutural. São Paulo:
Sueli Carneiro; Ed. Jandaíra, 2021, p. 47.
O texto remete a três diferentes concepções de racismo: a individualista, a institucional e a estrutural. A esse respeito, pode-se afirmar que o racismo
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Lei nº 14.624 de 17 de julho de 2023 alterou a Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência), instituindo o uso de cordão de fita com desenhos de girassóis para
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