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Texto para a questão
Uma gordura contra a obesidade
As reações do corpo humano à ingestão de dietas ricas
em gorduras são complexas e marcadas por aspectos
positivos e negativos. O coração é provavelmente o órgão em
que os potenciais malefícios e benefícios dessa relação dual
são mais conhecidos. Alguns tipos de ácidos graxos tendem
a se depositar nos tecidos, elevar a pressão arterial e
aumentar os riscos de problemas cardíacos. Esse é o caso
das gorduras saturadas, encontradas na carne vermelha, em
aves e derivados do leite integral, e das trans, produzidas a
partir da modificação de óleos vegetais e usadas em grande
parte dos alimentos processados industrialmente. Já outras
formas de gordura, como as insaturadas, parecem contribuir
para manter baixos os níveis de colesterol e da pressão e
relativamente limpos os vasos sanguíneos.
Nas últimas duas décadas, uma relação igualmente
intrincada com os diferentes tipos de gordura começou a ser
esmiuçada em outro órgão vital – o cérebro. Novos estudos
têm levantado indícios de que a obesidade, marcada
geralmente por um consumo excessivo de gorduras saturadas
e trans como parte de hábitos alimentares e de um estilo de
vida pouco saudáveis, produziria uma inflamação contínua no
hipotálamo. Os danos a essa região, que fica na base do
cérebro e funciona como um sensor de nutrientes, levariam à
morte dos neurônios responsáveis por controlar as sensações
de fome e de saciedade e o gasto de energia. Assim, o mau
funcionamento dos circuitos que regulam o comportamento
alimentar – o indivíduo sente fome logo depois de uma farta
refeição – contribuiria para perpetuar o ganho de peso. Esse
é um dos efeitos deletérios possivelmente ocasionados pelo
acúmulo de gorduras saturadas no sistema nervoso central.
Marcos Pivetta. Revista Pesquisa FAPESP. Julho de 2022. Adaptado.
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Texto para a questão
Bebê reborn: o que há por trás do espanto?
Publicar vídeos de partos de bebê reborn, trocar
fraldas, amamentar, dar nomes, cuidar — tudo isso virou
tendência nos últimos tempos. O tema viralizou, gerando
debates acalorados sobre a suposta infantilização do adulto,
papéis de gênero e a banalização do cuidado real de um
recém-nascido. Alguns dizem que o incômodo gerado por
essas práticas se refere ao fato de vermos adultos brincando.
Mas, quando se estuda o tema a fundo, percebe-se que o
impulso de brincar permanece na vida adulta — apenas
assume outros formatos. Ele está presente nas piadas entre
amigos, nos jogos, nas criações artísticas, nos memes ou no
montar legos. Por que, então, o cuidado com o reborn parece
ultrapassar esse limite?
Talvez porque ele encene um tipo específico de vínculo
— não qualquer um, mas aquele socialmente considerado o
mais profundo e exigente de todos: o materno. Só que, nesse
caso, o bebê não é um sujeito em formação. Não há
reciprocidade, nem desafio, nem transformação mútua. É o
gesto de cuidar deslocado da presença real de um outro. E
isso, por si só, já seria suficiente para causar desconforto. Mas
talvez o desconforto maior esteja em algo que vai além.
Vivemos tempos em que a fronteira entre fantasia e realidade
está cada vez mais diluída. Criamos versões editadas de nós
mesmos nas redes, montamos cenários para exibir afetos,
performamos relações. O bebê reborn surge como símbolo
extremo de um fenômeno que, em alguma medida, é familiar:
um afeto cuidadosamente encenado para parecer real — e
que talvez só se sustente porque pode ser controlado e
exibido. Um afeto com apelo estético, ajustado à imagem do
que é belo. E, ao mesmo tempo, sem risco, sem contradição,
sem frustração.
Elementos dessa mesma lógica também aparecem em
outro fenômeno contemporâneo: o de pessoas que
desenvolvem vínculos afetivos com inteligências artificiais.
Algumas se apaixonam. Outras compartilham segredos. Há
quem trate a IA como terapeuta ou melhor amigo. Assim como
o reborn, a IA apenas simula humanidade. Não sente dor, não
se angustia, não ama. Apenas responde — com precisão e
sem conflito. Ainda assim, nos relacionamos.
Tauane Paula Gehm. Revista Saúde. Maio de 2025. Adaptado.
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Bebê reborn: o que há por trás do espanto?
Publicar vídeos de partos de bebê reborn, trocar
fraldas, amamentar, dar nomes, cuidar — tudo isso virou
tendência nos últimos tempos. O tema viralizou, gerando
debates acalorados sobre a suposta infantilização do adulto,
papéis de gênero e a banalização do cuidado real de um
recém-nascido. Alguns dizem que o incômodo gerado por
essas práticas se refere ao fato de vermos adultos brincando.
Mas, quando se estuda o tema a fundo, percebe-se que o
impulso de brincar permanece na vida adulta — apenas
assume outros formatos. Ele está presente nas piadas entre
amigos, nos jogos, nas criações artísticas, nos memes ou no
montar legos. Por que, então, o cuidado com o reborn parece
ultrapassar esse limite?
Talvez porque ele encene um tipo específico de vínculo
— não qualquer um, mas aquele socialmente considerado o
mais profundo e exigente de todos: o materno. Só que, nesse
caso, o bebê não é um sujeito em formação. Não há
reciprocidade, nem desafio, nem transformação mútua. É o
gesto de cuidar deslocado da presença real de um outro. E
isso, por si só, já seria suficiente para causar desconforto. Mas
talvez o desconforto maior esteja em algo que vai além.
Vivemos tempos em que a fronteira entre fantasia e realidade
está cada vez mais diluída. Criamos versões editadas de nós
mesmos nas redes, montamos cenários para exibir afetos,
performamos relações. O bebê reborn surge como símbolo
extremo de um fenômeno que, em alguma medida, é familiar:
um afeto cuidadosamente encenado para parecer real — e
que talvez só se sustente porque pode ser controlado e
exibido. Um afeto com apelo estético, ajustado à imagem do
que é belo. E, ao mesmo tempo, sem risco, sem contradição,
sem frustração.
Elementos dessa mesma lógica também aparecem em
outro fenômeno contemporâneo: o de pessoas que
desenvolvem vínculos afetivos com inteligências artificiais.
Algumas se apaixonam. Outras compartilham segredos. Há
quem trate a IA como terapeuta ou melhor amigo. Assim como
o reborn, a IA apenas simula humanidade. Não sente dor, não
se angustia, não ama. Apenas responde — com precisão e
sem conflito. Ainda assim, nos relacionamos.
Tauane Paula Gehm. Revista Saúde. Maio de 2025. Adaptado.
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Bebê reborn: o que há por trás do espanto?
Publicar vídeos de partos de bebê reborn, trocar
fraldas, amamentar, dar nomes, cuidar — tudo isso virou
tendência nos últimos tempos. O tema viralizou, gerando
debates acalorados sobre a suposta infantilização do adulto,
papéis de gênero e a banalização do cuidado real de um
recém-nascido. Alguns dizem que o incômodo gerado por
essas práticas se refere ao fato de vermos adultos brincando.
Mas, quando se estuda o tema a fundo, percebe-se que o
impulso de brincar permanece na vida adulta — apenas
assume outros formatos. Ele está presente nas piadas entre
amigos, nos jogos, nas criações artísticas, nos memes ou no
montar legos. Por que, então, o cuidado com o reborn parece
ultrapassar esse limite?
Talvez porque ele encene um tipo específico de vínculo
— não qualquer um, mas aquele socialmente considerado o
mais profundo e exigente de todos: o materno. Só que, nesse
caso, o bebê não é um sujeito em formação. Não há
reciprocidade, nem desafio, nem transformação mútua. É o
gesto de cuidar deslocado da presença real de um outro. E
isso, por si só, já seria suficiente para causar desconforto. Mas
talvez o desconforto maior esteja em algo que vai além.
Vivemos tempos em que a fronteira entre fantasia e realidade
está cada vez mais diluída. Criamos versões editadas de nós
mesmos nas redes, montamos cenários para exibir afetos,
performamos relações. O bebê reborn surge como símbolo
extremo de um fenômeno que, em alguma medida, é familiar:
um afeto cuidadosamente encenado para parecer real — e
que talvez só se sustente porque pode ser controlado e
exibido. Um afeto com apelo estético, ajustado à imagem do
que é belo. E, ao mesmo tempo, sem risco, sem contradição,
sem frustração.
Elementos dessa mesma lógica também aparecem em
outro fenômeno contemporâneo: o de pessoas que
desenvolvem vínculos afetivos com inteligências artificiais.
Algumas se apaixonam. Outras compartilham segredos. Há
quem trate a IA como terapeuta ou melhor amigo. Assim como
o reborn, a IA apenas simula humanidade. Não sente dor, não
se angustia, não ama. Apenas responde — com precisão e
sem conflito. Ainda assim, nos relacionamos.
Tauane Paula Gehm. Revista Saúde. Maio de 2025. Adaptado.
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A expressão “por conta própria” contribui para o efeito persuasivo da peça ao
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