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Respondida
Um dos temas mais debatidos da Administração Pública atual é o do controle. Particularmente, é interessante o impacto
nesse tema que a nova redação da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB) promoveu. Sobre o assunto,
assinale a alternativa correta.
Respondida
Antônio moveu ação pauliana contra Caio e o Banco X,
alegando que no curso de ação trabalhista proposta contra este último, Caio transmitiu à instituição financeira um
imóvel, por meio de dação em pagamento, em garantia
hipotecária constituída por escritura pública, o que configura fraude contra credores. A ação foi julgada improcedente, considerando-se que Antônio não era credor ao
tempo da alienação, pois havia somente expectativa de
crédito, e que houve alienação onerosa.
É correto afirmar que os negócios jurídicos praticados em
fraude pauliana
Respondida
José ingressou com ação de usucapião contra empresa pública municipal, argumentando que é possuidor de
uma área de servidão aparente e pretendendo a declaração por sentença de sua propriedade.
Sobre a usucapião, assinale a alternativa correta.
A
Os direitos reais de gozo e fruição sobre coisa alheia,
como superfície, usufruto e servidão, podem ser objeto de usucapião, exceto na hipótese dos autos,
porque trata-se de bem público, que é inalienável,
imprescritível e impenhorável.
B
Não há impedimento para usucapião da área citada,
porque as empresas públicas e as sociedades de
economia mista são regidas pelas mesmas normas
das pessoas jurídicas de direito privado.
C
A servidão aparente pode ser objeto de usucapião,
desde que José comprove que é titular do prédio
dominante, além da posse sem oposição ou interrupção por dez anos.
D
No caso em tela, o imóvel pode ser objeto de usucapião, porque pertence a empresa pública municipal,
incumbindo a José comprovar o exercício da posse
física da área e a existência de justo título.
E
Os direitos reais de uso, gozo e fruição não podem
ser objeto de usucapião.
Respondida
Sobre o direito de vizinhança, assinale a alternativa correta.
A
Pode o proprietário ou o possuidor de um imóvel
ingressar com ação demolitória ao argumento de
que a construção do vizinho interfere na ventilação
e na iluminação de seu terreno, em razão do descumprimento de posturas municipais.
B
Tanto o proprietário como o possuidor podem fazer
cessar as interferências que prejudiquem a saúde ou
a segurança dos que habitam o imóvel, provocadas
pelo uso anormal da propriedade vizinha, assim entendida como imóveis confinantes ou contíguos.
C
O proprietário ou possuidor de um prédio pode
ingressar com ação cominatória contra estabelecimento comercial vizinho, fundado em perturbações sonoras, comprovando a inexistência de
alvará de funcionamento.
D
Quando a lei civil faz menção a prédio vizinho, ela
abrange imóveis rurais ou urbanos, mesmo que não
sejam contíguos ou confinantes, desde que haja
construções.
E
As interferências prejudiciais à segurança, à saúde
ou à segurança provocadas pelo uso anormal da
propriedade vizinha devem ser intoleráveis, mesmo
justificado por interesse público, como por exemplo
um hospital localizado em zona estritamente residencial, hipótese em que se deve determinar a cessação
da atividade lesiva.
Respondida
Sobre os contratos em espécie, assinale a alternativa
correta.
A
Ao contrário da garantia real, a fiança é garantia pessoal, em que o fiador se obriga ao cumprimento da
obrigação de terceiro, podendo as partes estipular a
solidariedade entre fiador e o afiançado, embora a
regra seja a subsidiariedade.
B
A locação de imóveis urbanos, incluindo-se locação
de bens públicos, estabelecimentos comerciais e
shopping center, é regida pela Lei no
8.245/91, ao
passo que as disposições do Código Civil se aplicam
à locação de bens móveis.
C
O locador responde pelos vícios existentes na coisa
locada no momento da celebração do contrato e pode
o locatário enjeitá-la ou pedir abatimento proporcional
do valor do aluguel, desde que comprove sua má-fé.
D
Tratando-se de contrato acessório, o contrato de
fiança impõe o consentimento do devedor, porque é
o devedor quem o indica ao credor.
E
O contrato de transação atinge somente direitos patrimoniais, inclusive dos entes municipais, que podem,
por exemplo, dispor de seus bens conforme o interesse da administração.
Respondida
Ricardo celebrou compromisso de compra e venda
com a pessoa jurídica X, tendo por objeto um imóvel
em construção para sua moradia, porém, desistiu do
negócio. Assinale a opção que reflete as consequências resultantes dessa desistência.
A
Por se tratar de relação de consumo, caberá à empresa
devolver todos os valores que Ricardo pagou, mesmo
estando inadimplente, sujeitando-se à forma de parcelamento prevista para a aquisição.
B
Tratando-se de relação de consumo entre as partes,
poderá Ricardo reaver as quantias pagas somente
quando comprovada inadimplência da promitente vendedora, decorrente do atraso na entrega do imóvel.
C
Ricardo poderá reaver as quantias pagas, mesmo
estando inadimplente, admitindo-se a compensação
com os gastos próprios com administração e propaganda feitos pela vendedora, conforme entendimento sumulado do Tribunal de Justiça de São Paulo.
D
Embora reconhecida a relação de consumo entre as
partes, caberá à vendedora devolver todos os valores
que Ricardo pagou, autorizada a retenção do mesmo
valor correspondente à cláusula penal prevista em
contrato para a hipótese de sua inadimplência.
E
Em caso de desistência fundada no descumprimento
do prazo de entrega do imóvel, além de reaver todos
os valores que pagou, poderá Ricardo exigir da vendedora indenização por lucros cessantes, presumindo-se
seu prejuízo porque o imóvel se destinava à moradia.
Respondida
Assinale a alternativa correta sobre os atos unilaterais.
Respondida
O condomínio Z pretende ingressar com ação contra a
construtora, em razão de vícios construtivos nas áreas
comuns. Nesse caso, o condomínio tem o prazo de
A
cinco anos para ingressar com ação, contados do
recebimento da obra, hipótese em que poderá postular a indenização.
B
três anos para ingressar com ação, contados do
recebimento da obra, hipótese em que poderá postular a redibição, tratando-se de prazo de garantia
quanto à solidez e segurança da obra.
C
três anos para ingressar com ação de indenização,
contados da ciência dos danos, aplicando-se o Código
de Defesa do Consumidor.
D
cinco anos para ingressar com ação, contados do
recebimento da obra, hipótese em que poderá postular a redibição, tratando-se de prazo de garantia
quanto à solidez e segurança da obra. Poderá ainda,
no prazo de cinco anos, contados da data do conhecimento do dano, ingressar com ação de reparação
dos danos.
E
cinco anos para ingressar com ação, contados do
recebimento da obra, hipótese em que poderá postular a redibição, tratando-se de prazo de garantia
quanto à solidez e segurança da obra. Decorrido
esse prazo, poderá ainda, no prazo de três anos,
ingressar com ação de reparação dos danos.
Respondida
Sobre os contratos em espécie, assinale a alternativa
correta.
A
O comodato é contrato real, bilateral e gratuito e o
comodatário se obriga a restituir a coisa, quando
decorrido o prazo da entrega da coisa ou, na hipótese de prazo indeterminado, após o cumprimento da
finalidade para a qual a coisa foi emprestada.
B
Assim como o comodato, a doação é contrato real,
bilateral e gratuito e pode ser estipulada verbalmente
pelo doador, não exigindo a lei forma específica.
C
Tanto o comodato como a doação são contratos
unilaterais e gratuitos, porém, a doação é contrato
formal, exigindo-se escritura pública ou instrumento
particular.
D
Tanto o comodato como a doação são contratos unilaterais, gratuitos e reais, exigindo-se, em ambos os
casos, escritura pública ou instrumento particular.
E
Embora seja contrato unilateral e gratuito, qualquer
liberalidade informal do doador gera direitos em
favor do donatário, vinculando-se o doador, nesta
hipótese, ao negócio jurídico.
Respondida
Eduardo celebrou compromisso de compra e venda com
uma cooperativa, na década de 90, para aquisição de um
imóvel no empreendimento Z, e iniciou o pagamento das
prestações mensais ajustadas entre as partes. Em 1998, foi
contemplado em assembleia de cooperados e ingressou na
posse do imóvel, dando continuidade aos pagamentos das
prestações. Com a quitação integral em 2002, a cooperativa, no entanto, recursou-se a outorgar a escritura definitiva,
ao argumento de que havia saldo residual pendente, embora não tenha demonstrado a origem da dívida. A cooperativa
também alegou a existência de hipoteca gravando o terreno
em que se assenta o empreendimento, muito embora as
unidades estejam individualizadas em matrícula.
Considerando o tempo decorrido desde a posse do imóvel, a quitação integral e a relação jurídica existente entre
as partes, é correto afirmar que
A
a cooperativa pode cobrar o saldo residual, decorrente do custeio das despesas administrativas com a
construção do empreendimento, porque a cobrança
é corolário do princípio da boa fé objetiva
B
Eduardo faz jus à outorga da escritura definitiva,
pois, ao exigir saldo residual após a declaração de
quitação, a cooperativa agiu em comportamento
contraditório (venire contra factum proprium) e frustou a legítima expectativa do adquirente, de que não
haveria cobrança de saldo residual.
C
há impedimento para outorga da escritura definitiva
do imóvel, porque o terreno em que foi construído o
imóvel está hipotecado e, dessa forma, o proprietário
da coisa dada em garantia perde seu jus disponendi,
em razão da aderência da garantia real.
D
mesmo com a quitação integral, Eduardo terá direito
à escritura definitiva no momento em que a cooperativa comprovar a liberação do gravame.
E
Eduardo terá direito à outorga da escritura definitiva
quando comprovar o pagamento do saldo residual e o
levantamento da hipoteca que recai sobre o terreno.