Matheus, agente público no Estado Alfa, prevalecendo-se do seu
cargo, falsificou, em parte, determinado livro mercantil que lhe foi
apresentado. Contudo, após uma denúncia anônima, os fatos
chegaram ao conhecimento do Ministério Público e das
autoridades policiais. Preocupado com as repercussões, Matheus
procurou a Defensoria Pública, com o objetivo de ser
adequadamente informado e assistido.
Nesse cenário, considerando as disposições do Código Penal, é
correto afirmar que Matheus responderá pelo crime de
Após complexa operação policial, que culminou na arrecadação de
milhares de reais e joias, os bens apreendidos foram colocados no
cofre da Delegacia de Polícia do Município Alfa. Nesse contexto,
Caio, policial civil, embora não tivesse a posse dos valores
pecuniários e das joias, os subtraiu, em proveito próprio, valendose de facilidade que a qualidade de funcionário lhe proporcionou
para acessar o local onde os bens estavam guardados.
Nesse cenário, considerando as disposições do Código Penal, é
correto afirmar que Caio responderá pelo crime de
João, ocupante de um cargo em comissão em um órgão da
administração direta, aceitou promessa de vantagem do
empresário Carlos. As partes combinaram que o referido agente
público proferiria decisão favorável aos interesses do particular
em um determinado processo administrativo em tramitação.
Como contrapartida, João receberia, por interposta pessoa, uma
potente motocicleta. Contudo, antes da prolação da decisão por
parte do servidor público, os fatos foram descobertos pelas
autoridades públicas, dando-se conhecimento ao Ministério
Público.
Nesse cenário, considerando as disposições do Código Penal, é
correto afirmar que João responderá pelo crime de
As medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria
da Penha podem ser deferidas de forma autônoma, apenas com base na palavra da vítima. Por isso, ao versar
sobre a violência de gênero e as questões de direito processual, o Protocolo para julgamento com perspectiva de
gênero, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), qualifica
como de inquestionável importância as declarações da
mulher vítima como meio de prova. O peso probatório
diferenciado legitima-se pela vulnerabilidade e hipossuficiência da ofendida na relação jurídica processual, qualificando-se a atividade jurisdicional, desenvolvida nesses
moldes, como imparcial e de acordo com o aspecto material do princípio da
A violência contra as mulheres constitui uma expressão
da relação de desigualdade entre homens e mulheres.
É uma violência baseada na afirmação da superioridade
de um sexo sobre o outro, nomeadamente, dos homens
sobre as mulheres. Trata-se de um fenômeno que afeta
toda a sociedade, devendo ser considerado o contexto
social em que esses atos de violência ocorrem. A Lei
nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha) define como formas
de violência doméstica e familiar contra a mulher: a física,
a psicológica, a sexual, a patrimonial e a moral.
De acordo com o artigo art. 7º (V) da referida lei, a violência moral é entendida como qualquer conduta que
configure calúnia, difamação ou
Historicamente, a ausência de uma política pública e a
escassez dos serviços para o atendimento de mulheres
em situação de violência, provocavam uma dinâmica tal
que, em busca de ajuda, a mulher vítima registrava a
denúncia, seguida de desistência e retornos, num movimento contínuo definido como “ciclo da violência doméstica”. A Lei Maria da Penha criminalizou essa violência,
responsabilizou e regulamentou a presença do Estado no
espaço privado. A referida lei obstaculiza a “retirada da
queixa” na medida em que determina (art. 16) que, nas
ações penais públicas condicionadas à representação da
ofendida, só será admitida a renúncia à representação
perante o juiz, em audiência especialmente designada
com tal finalidade, antes do recebimento da denúncia e
ouvido o
Fábio, tomado pela fúria, com intenção de matar João, contra este
efetuou um disparo de arma de fogo, que atingiu João em sua mão
esquerda.
Após alguns segundos de reflexão, Fábio se acalmou e, embora
houvesse munições disponíveis, deixou de efetuar novos disparos
e se retirou, sabendo que João sobreviveria, o que de fato
aconteceu.
No caso dos autos, é correto afirmar que Fábio deve se beneficiar
do(a)
Rogério, com intenção de matar André, seu rival de
longa data, desfere uma facada contra ele.
Imediatamente após o ataque, ao ver André caído e sangrando, Rogério se desespera, liga para o socorro e
permanece ao lado da vítima, pressionando o ferimento
para evitar a perda de sangue, até a chegada da
ambulância. O rápido atendimento de André evitou a sua
morte.
Com base na situação apresentada e nas disposições do
Código Penal, assinale a alternativa CORRETA.
Carlos, servidor público efetivo, responsável pelo setor
de materiais da Prefeitura, recebeu um notebook novo,
adquirido com recursos públicos, destinado ao uso
exclusivo em atividades administrativas. Ao invés de
registrar o bem no patrimônio e destiná-lo ao setor,
Carlos levou o notebook para sua casa e passou a
utilizá-lo como se fosse seu, inclusive para fins pessoais.
Descoberta a situação, o bem foi recuperado após
denúncia anônima.
Com base nas disposições do Código Penal sobre os
crimes praticados por funcionário público contra a
Administração, assinale a alternativa CORRETA.