As afirmações a seguir são de Hylas e foram todas retiradas do Diálogo entre Hylas e Philonous, de George Berkeley. Qual delas mostra que Hylas finalmente admitiu o idealismo defendido por seu interlocutor, Philonous?
(BERKELEY, George. Três diálogos entre
Hylas e Philonous. Curitiba: UFPR. SCHLA, 2012, p. 29, 73, 37, 63 e 51, respectivamente.)
Pintar um rosto como “objeto” não é despojá-lo do que “traz pensado”. “Acho que o pintor o interpreta”, diz Cézanne, “o pintor não é imbecil”. Mas esta interpretação não deve ser pensada separadamente da visão. “[Ao] pintar todos os pequenos azuis e todos os pequenos marrons, [ele faz] olhar como ele olha ... Ao diabo se duvidarem como, casando um verde matizado com um vermelho, entristece-se uma boca ou faz-se sorrir uma face”.
(MERLEAU-PONTY, Maurice. A dúvida de Cézanne. São Paulo: Abril Cultural, 1975. p. 118. Coleção Os Pensadores.)
De acordo com essa passagem e com o ensaio de que foi retirada, é correto afirmar que cabe ao pintor:
Na filosofia hegeliana, a dialética é
apresentada como lei suprema que rege todo
o real, bem como o processo do pensamento
filosófico. Em seguida, é na lógica que se dissolve
a diferença entre o conhecimento subjetivo
e a objetividade do mundo, em direção ao
conhecimento do Todo, o Absoluto. (ANTISERI,
Dario; REALE, Giovanni. História da Filosofia:
do Romantismo ao Empirocriticismo. Vol. 5. São
Paulo: Paulos, 2005, p. 118-119)
Dentre as alternativas a seguir, qual está
CORRETA quanto ao papel da lógica no sistema
de Hegel?
A lógica proposicional apresenta alguns
princípios para seus tipos de operações (negação,
conjunção, disjunção, condicionalidade,
bicondicionalidade). Qual das alternativas abaixo
NÃO representa um princípio das operações da
lógica proposicional?
Leia os dois trechos a seguir:
“Essa responsabilidade vicária por coisas que
não fizemos, esse assumir as consequências
por atos de que somos inteiramente inocentes,
é o preço que pagamos pelo fato de levarmos
a nossa vida não conosco mesmos, mas entre
nossos semelhantes, e de que a faculdade política
par excellence, só pode ser tornada real numa
das muitas e múltiplas formas de comunidade
humana.” (ARENDT, Hannah. Responsabilidade
e Julgamento. São Paulo: Companhia das Letras,
2004, p. 225).
“Já existe na moral tradicional um caso de
responsabilidade e obrigação elementar não
recíproca (que comove profundamente o simples
espectador) e que é reconhecido e praticado
espontaneamente: a responsabilidade para
com os filhos, que sucumbiriam se a procriação
não prosseguisse por meio da precaução e
da assistência.” (JONAS, Hans. O Princípio Responsabilidade: ensaio de uma ética para
a civilização tecnológica. Rio de Janeiro:
Contraponto, 2006, p. 89).
A responsabilidade, segundo esses dois filósofos,
deve ser tomada como princípio básico para
nossas ações, cujo caráter é moral e político.
Arendt e Jonas compartilham qual o entendimento
sobre a responsabilidade?
Kant distingue “sublime” de “belo” em sua
reflexão sobre a estética e a arte. O sublime
indica um tipo de juízo provindo de algum objeto
ou evento grandioso. Por sua vez, o belo baseia-se naquelas experiências estéticas cujo juízo é fruto da reflexão, isto é, a apreciação está
condicionada à nossa mente e espírito. Ambos,
porém, são agradáveis por si mesmos. Sobre essa
diferenciação entre “belo” e “sublime”, na estética
kantiana, é FALSO dizer que:
A ideia de Justiça é cara às sociedades
contemporâneas ocidentais. Sua abordagem
pode ser feita com ênfase nas reflexões sobre
o indivíduo, ou priorizar o papel da comunidade.
Assim, coloca-se em debate em que medida a
Justiça pode se expressar na preservação da
liberdade individual ou na construção de uma
vida social bem sucedida. Este é um dos pontos
que permeiam as discussões entre liberais e
comunitaristas.
(SOUZA, P. B. O pensamento comunitarista e sua visão crítica
ao liberalismo político. Disponível em: www.publicadireito.
com.br/artigos/?cod=fb6e7c396949fea1. Acesso: em 01 jul
2022.)
No campo do debate contemporâneo entre
liberalismo e comunitarismo, o que se apresenta
como crítica dos comunitaristas ao liberalismo?
John Locke, no Segundo tratado sobre o
governo civil (1690), apresenta sua tese quanto
ao que considera como autoridade e governo
legítimos a partir de dois elementos principais, a lei
natural e o consentimento dos indivíduos. Segundo
o filósofo, a autoridade e o governo legítimos
O homem nasceu, como já foi provado, com
um direito à liberdade perfeita e em pleno gozo de
todos os direitos e privilégios da lei da natureza,
assim como qualquer outro homem ou grupo de
homens na terra; a natureza lhe proporciona, então,
não somente o poder de preservar aquilo que lhe
pertence – ou seja, sua vida, sua liberdade, seus
bens – contra as depredações e as tentativas de
outros homens, mas de julgar e punir as infrações daquela lei em outros, quando ele está convencido
que a ofensa merece, e até com a morte, em crimes
em que ele considera que a atrocidade a justifica.
(LOCKE, J. Segundo tratado sobre o governo civil: ensaio
sobre a origem, os limites e os fins verdadeiros do governo
civil. Petrópolis, RJ: Vozes, 1994, p. 132).
John Locke, em sua teoria do contrato social,
formula a concepção do Estado liberal, de tal
modo que este parece, desde o princípio, ser
justo e legítimo, uma vez que.
Complete a assertiva.