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De acordo com o que pensou Thomas Hobbes (ibid., p. 41-42), o “pacto de união” logo no começo da sua história política formalizaria uma importante declaração contratual: “autorizo e cedo meu direito de governar a mim mesmo a este homem ou a esta assembleia de homens, com a seguinte condição: que tu também lhe cedas teu direito e autorize todas as suas ações do mesmo modo”.
(Leviatã: 112 apud Bobbio.)
Thomas Hobbes foi um filósofo e teórico político inglês, sendo um dos formuladores da teoria contratualista. Trata- -se de um dos pensamentos essenciais no modelo político de Hobbes:
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Ser artista de vanguarda, ainda que de vanguarda em crise, significa, em primeiro lugar, acreditar no conteúdo de verdade da arte. Isto é, acreditar que a arte expressa algo de essencialmente verdadeiro que não pode ser alcançado por outros caminhos. Em segundo lugar, significa acreditar que esse algo, uma vez revelado, possa mudar a relação entre as pessoas e as coisas.
(MAMMI, Lorenzo. In: TASSINARI et al. Nuno Ramos. São Paulo: Ática, 1977. p. 200-1.)
A relação que se estabelece entre arte e filosofia está presente nas discussões sobre estética desde os primórdios da teoria da arte (e mesmo antes de que ela assim fosse nomeada). Observa- se uma constante necessidade de discutir a prática criativa através das discussões filosóficas. Platão e Aristóteles trouxeram importantes considerações sobre a estética, sendo que:
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Na obra “A estrutura das revoluções científicas”, o filósofo estadunidense Thomas Kuhn desenvolve uma nova noção de paradigma para a ciência. Não se trata de um conceito simples. O importante é compreender que o trabalho científico desenvolve- se com base no modelo consensual adotado pelos cientistas. Sua primeira obra intitula-se “A revolução copernicana”; mas foi no livro “A estrutura das revoluções cientificas” que assentou seu público filosófico.
(Aranha, 2016.)
Para kuhn, a ciência progride pela tradição intelectual do seu tempo. Uma das suas conceituações – Paradigma – é:
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Ninguém nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico e econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam de feminino. (...) O drama do nascimento e o da desmama desenvolvem-se da mesma maneira para as crianças dos dois sexos.
(Livros - Simone de Beauvoir - trechos.org.)
Simone de Beauvoir foi escritora, filósofa, intelectual, ativista e professora. Integrante do movimento existencialista francês, Beauvoir foi considerada uma das maiores teóricas do feminismo moderno. Dona de um espírito inquieto e revolucionário para sua época, Beauvoir preconizava em suas teorias e obras:
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Durante a década de 60, as leis de segregação racial predominavam nos EUA. No entanto, um grupo de mulheres afro- -americanas se destacou por resistir ao racismo estrutural da época. Inspirado no livro de não-ficção de Margot Lee Shetterly, o filme “Estrelas Além do Tempo” conta a história dessas figuras feministas. Composta em sua maioria por mulheres — conhecida popularmente como “computadores humanos” — tinha como objetivo resolver manualmente os cálculos matemáticos necessários para a montagem de foguetes. Na época, a segregação racial era iminente, o que dificultou o trabalho das três cientistas. A equipe foi dividida em duas partes, sendo uma composta por matemáticas negras e outra por cientistas brancas. As mulheres afro-americanas ganhavam menos e eram obrigadas a usar uma área reservada para elas dentro da Nasa. As três mulheres enfrentaram o racismo e o machismo, dentro do ambiente de trabalho, para garantir que os astronautas Neil Armstrong, Alan Shepard e John Glenn pudessem realizar uma viagem espacial em total segurança. [...]
(Estrelas Além do Tempo: a verdadeira história das cientistas negras da Nasa. Disponível em: uol.com.br.)
Muitas cientistas eram e são responsáveis por descobertas importantes na história e seus nomes ficaram marcados pelo imenso conhecimento produzido, sobretudo por serem precursoras e vanguardistas em certos períodos em que a ciência era dominada por homens. Em relação a algumas dessas protagonistas da ciência e sua atuação na área do conhecimento, assinale a afirmativa correta.
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A especificidade da informação estética
Segundo José Teixeira Coelho Netto, a informação estética, ao contrário da informação semântica, não é necessariamente lógica. Ela pode ou não ter uma lógica semelhante à do senso comum ou à da ciência. Ela também não precisa ter ampla circulação, isto é, não há necessidade de que um público numeroso tenha acesso a ela. A informação estética continua a existir mesmo dentro de um sistema de comunicação restrito, até interpessoal, ou mesmo quando não há nenhum receptor apto a acolhê-la. Outra característica da informação estética que a diferencia da informação semântica é o fato de não ser traduzível em outras linguagens. Quando dizemos “o tempo hoje está ruim”, podemos traduzir a informação semântica contida nessa frase para qualquer outra língua, sem perda da informação original. No entanto, quando vemos uma cena de tempo ruim num filme, observamos a qualidade da cor, a força do vento, da chuva ou da neve, a vegetação, os ruídos ou o silêncio, a névoa, a qualidade da luz e inúmeros outros detalhes que nos são mostrados pelas câmeras e nos causam determinado sentimento. Essa informação estética não pode ser traduzida para qualquer outra linguagem sem ser mutilada, isto é, sem perder parte de sua significação. A informação estética apresenta, ainda, outro aspecto distintivo, que é o fato de não ser esgotável numa única leitura. Por exemplo: a informação sobre as más condições climáticas de um dia qualquer só me conta algo de novo na primeira vez em que for dada. Ela se esgota. O que não ocorre com a cena de tempo ruim de um filme.
(TEIXEIRA, José Estética aga. Sad Pallo Brerse, 1982. P. 88. Coleção Primeiros Passos.)
A reflexão filosófica sobre a Estética é assunto vasto e de grande complexidade. Vai desde a análise do senso comum relacionado à beleza até a experiência que nos chega pelos sentidos. Ela é tema abordado por quase todos os grandes filósofos. Em Baumgarten, especificamente, a estética:
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A teoria do conhecimento pode ser definida como a investigação acerca das condições do conhecimento verdadeiro. Neste sentido, podemos dizer que existem tantas teorias do conhecimento quantos foram os filósofos que se preocuparam com o problema, pois é impossível constatar uma coincidência total de concepções mesmo entre filósofos que, habitualmente, são classificados dentro de uma mesma escola ou corrente. Dentre as principais questões tematizadas na teoria do conhecimento podemos citar: as fontes primeiras de todo conhecimento ou o ponto de partida; o processo que faz com que os dados se transformem em juízos ou afirmações acerca de algo; a maneira como é considerada a atividade do sujeito frente ao objeto a ser conhecido; o âmbito do que pode ser conhecido segundo as regras da verdade etc.
(Leopoldo e Silva, Franklin. Teoria do conhecimento. In: MORA DE OLIVEIRA, Armando et al. Primeira filosofia. Tópicos de filosofia geral, p. 175.)
A teoria do conhecimento é uma área da Filosofia que estuda como o processo de conhecimento acontece. Embora os gregos já tivessem teorias sobre isso, só com John Locke essa área se tornou uma disciplina separada na Modernidade. Para entender o que é teoria do conhecimento, precisamos entender a classificação de correntes filosóficas. Assinale, a seguir, a única afirmativa que contém a corrente filosófica e um ou mais filósofos que a representem.
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Texto I
É possível distinguir os homens dos animais pela consciência, pela religião, ou pelo que quer que seja. Mas eles mesmos começam a se distinguir dos animais logo que principiam a produzir seus meios de subsistência; um passo que é condicionado por sua organização corporal. Produzindo seus meios de subsistência, os homens estão produzindo, indiretamente, sua própria vida material. O modo como os homens produzem seus meios de subsistência depende, em primeiro lugar, da natureza dos meios já existentes que eles encontram e têm de reproduzir. Esse modo de produção não deve ser considerado simplesmente como a reprodução da existência física dos indivíduos. Trata-se sim de uma determinada forma de dar expressão a suas vidas, um determinado modo de vida deles. A maneira como os indivíduos expressam suas vidas é a sua maneira de ser. Assim, o que eles são coincide com sua produção, tanto com o que eles produzem quanto com o modo como produzem a natureza dos indivíduos depende, então, das condições materiais que determinam sua produção. [...]
(MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. A ideologia alemã. In MARCONDES, Danilo. Textos básicos de filosofia. Dos pré-socráticos a Wittgenstein. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2000, p. 135-136.)
Texto II
[...] na ideologia burguesa, a família não é entendida como uma relação social que assume formas, funções e sentidos diferentes tanto em decorrência das condições históricas quanto em decorrência da situação de cada classe social na sociedade. Pelo contrário, a família é representada como sendo sempre a mesma (no tempo e para todas as classes) e, portanto, como uma realidade natural (biológica), sagrada (desejada e abençoada por Deus), eterna (sempre existiu e sempre existirá), moral (a vida boa, pura, normal, respeitada) e pedagógica (nela se aprendem as regras da verdadeira convivência entre os homens, com o amor dos pais pelos filhos, com o respeito e temor dos filhos pelos pais, com o amor fraterno). Estamos, pois, diante da ideia da família e não diante da realidade histórico-social da família.
(CHAUI, Marilena. O que é idealogia. São Paulo Brasiliense, 1982. P. 88. Coleção Primeiros Passos.)
Ao analisarmos os dois textos, ambos versando sobre “ideologia”, é correto afirmar que:
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Sempre foi assim e sempre será, “que o mal suceda ao bem e o bem ao mal”. Assim como em todos os corpos têm um ciclo natural de nascimento, corrupção e morte. [...] não está na natureza das coisas do mundo o deter-se e quando chegam à máxima perfeição, não podendo mais se elevar, convém que precipitem e, de igual maneira, uma vez caídas e pelas desordens chegadas à máxima baixeza, necessariamente não podendo mais cair convém que se elevem: assim, sempre do bem se cai no mal e do mal eleva-se ao bem. Porque a virtude gera tranquilidade, a tranquilidade, ócio, o ócio, desordem, a desordem, ruína; e, igualmente, da ruína nasce a ordem, da ordem a virtude, e desta, a glória e a prosperidade.
(Maquiavel, 1998, p. 229.)
Nicolau Maquiavel (Niccolò di Bernardo dei Machiavelli) viveu durante o Renascimento Italiano. Os principais escritos em que expõe seu pensamento político — “O príncipe” e “Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio” — são publicados postumamente e repercutem até hoje. Em suas obras, Maquiavel expressa pensamentos às vezes divergentes como:
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No juízo de alguns, a teoria das quatro causas em Aristóteles estaria já em sua origem comprometida por uma séria confusão. Se faz sentido falar em quatro causas, é porque as quatro, não obstante suas diferenças recíprocas, podem ser contadas sob um mesmo conceito-chave, ou seja, é porque, não obstante o fato de serem tipos diferentes de causas, partilham certas características comuns que as fazem ser, de todo modo, causas. Essa exigência, que é por si mesma sensata, também condiz com a filosofia de Aristóteles. Para poder contar objetos, isto é, para poder aplicar-lhes os predicados numéricos “um”, “dois”, “três” etc., temos de tomar os objetos como pertencentes a uma mesma família homogênea: os objetos contados têm de possuir ao menos uma propriedade comum que os tornam suscetíveis de serem contados numa mesma enumeração. Hierarquia das causas. [...]
(Anais de Filosofia Clássica, vol. V nº 10, 2011. ISSN 1982-5323. Angioni, Lucas. As quatro causas na filosofia da natureza de Aristóteles.)
Um aspecto fundamental dessa teoria da causalidade consiste no fato de que as quatro causas não possuem o mesmo valor, nessa hierarquia, segundo Aristóteles, existe a causa menos valiosa ou menos importante e a causa mais valiosa ou mais importante. Trata-se, respectivamente:
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