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Texto 5A2-I
“A filosofia é uma ciência com a qual e sem a qual o
mundo permanece tal e qual”. Essa afirmação, muito conhecida e
divulgada, tem um sentido muito preciso: a filosofia não serve
para coisa alguma. Essa imagem da filosofia encontra-se presente
entre os alunos do ensino médio, marcados pelo modelo
instrumental de educação e pela figura dos exames vestibulares
como fim último da existência escolar. Curiosamente, porém,
eles também costumam considerar a filosofia como um conjunto
de opiniões e valores pessoais, que orientam a conduta, o
julgamento e o pensamento de alguém, variando de indivíduo
para indivíduo — cada um tem “a sua filosofia”. Como quebrar
essas imagens? Ou melhor, como fazer com que os alunos
percebam que essas imagens não são absurdas, mas que seu
sentido não é exatamente aquele com que se acostumaram?
Talvez o ponto de partida mais interessante seja fazer uma
abordagem filosófica dessas imagens, mas sem avisar aos alunos
de que estão entrando no universo da filosofia. Nesse sentido, o
primeiro momento de iniciação à filosofia seria perguntar: o que
é o útil? Se abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso
comum for útil; se não se deixar guiar pela submissão às ideias
dominantes e aos poderes estabelecidos for útil; se for útil
compreender criticamente nosso presente [...] então podemos
dizer que a filosofia é o mais útil de todos os saberes de que os
seres humanos são capazes.
Marilena Chauí. A filosofia no ensino médio. In: Marilena Chauí. Em defesa da educação pública,
gratuita e democrática. São Paulo: Autêntica Editora, 2018, p. 558-568 (com adaptações).
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Texto 5A2-I
“A filosofia é uma ciência com a qual e sem a qual o
mundo permanece tal e qual”. Essa afirmação, muito conhecida e
divulgada, tem um sentido muito preciso: a filosofia não serve
para coisa alguma. Essa imagem da filosofia encontra-se presente
entre os alunos do ensino médio, marcados pelo modelo
instrumental de educação e pela figura dos exames vestibulares
como fim último da existência escolar. Curiosamente, porém,
eles também costumam considerar a filosofia como um conjunto
de opiniões e valores pessoais, que orientam a conduta, o
julgamento e o pensamento de alguém, variando de indivíduo
para indivíduo — cada um tem “a sua filosofia”. Como quebrar
essas imagens? Ou melhor, como fazer com que os alunos
percebam que essas imagens não são absurdas, mas que seu
sentido não é exatamente aquele com que se acostumaram?
Talvez o ponto de partida mais interessante seja fazer uma
abordagem filosófica dessas imagens, mas sem avisar aos alunos
de que estão entrando no universo da filosofia. Nesse sentido, o
primeiro momento de iniciação à filosofia seria perguntar: o que
é o útil? Se abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso
comum for útil; se não se deixar guiar pela submissão às ideias
dominantes e aos poderes estabelecidos for útil; se for útil
compreender criticamente nosso presente [...] então podemos
dizer que a filosofia é o mais útil de todos os saberes de que os
seres humanos são capazes.
Marilena Chauí. A filosofia no ensino médio. In: Marilena Chauí. Em defesa da educação pública,
gratuita e democrática. São Paulo: Autêntica Editora, 2018, p. 558-568 (com adaptações).
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Acerca do uso pedagógico de obras de arte no ensino médio,
assinale a opção que apresenta a assertiva alinhada às
perspectivas de Heidegger e Gadamer sobre arte e sentido.
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Considerando a perspectiva crítica de Benjamin, Adorno e
Horkheimer sobre arte e capitalismo, um professor decidiu
analisar com a turma uma música amplamente difundida pela
indústria cultural, discutindo sua estrutura repetitiva, seu apelo
comercial e a forma como é consumida pelos jovens.
Assinale a opção que apresenta o objetivo filosófico da referida atividade.
Assinale a opção que apresenta o objetivo filosófico da referida atividade.
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Cândido Portinari. O lavrador de café. Internet:<www.commons.wikimedia.org> Em uma aula interdisciplinar, o professor utilizou uma imagem da pintura O lavrador de café, de Cândido Portinari, mostrada acima, para trabalhar simultaneamente conteúdos de filosofia e história. A atividade consistia na seguinte sequência.
1) Analisar a figura do trabalhador rural representado na obra, discutindo conceitos filosóficos como alienação, trabalho e dignidade humana (por exemplo, no pensamento de Marx e outras teorias críticas do trabalho).
2) Relacionar a imagem ao contexto histórico da economia cafeeira no Brasil, abordando desigualdade social, concentração fundiária e o papel do café no processo de modernização brasileira no início do século XX.
3) Debater como a arte pode funcionar como documento histórico e, ao mesmo tempo, como interpretação crítica da realidade social.
Assinale a opção que apresenta um motivo pelo qual essa proposta didática representa uma boa estratégia de seleção e articulação de conteúdos.
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Edvard Munch. O grito. Internet:<www.commons.wikimedia.org> Durante uma aula, um professor mostra uma imagem da obra O grito (exibida acima), de Edvard Munch, e pede aos alunos que discutam como a arte pode afirmar a vida e expressar vitalidade. Assinale a opção que apresenta o teórico cuja perspectiva filosófica se aplica adequadamente à ideia de afirmação da vida expressa pela pintura.
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Vênus de Milo. Internet:<www.commons.wikimedia.org>
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O técnico, representado no sentido mais amplo e segundo
suas múltiplas manifestações, é considerado como o plano que o
ser humano projeta; este plano finalmente o força a decidir entre
tornar-se escravo de seu plano ou permanecer senhor dele.
Pela representação da totalidade do universo técnico,
reduz-se tudo ao ser humano e chega-se, quando muito, a
reivindicar uma ética para o universo da técnica. Cativos dessa
representação, confirmamo-nos na convicção de que a técnica é
apenas um negócio do ser humano. Passa-se por alto o apelo do
ser, que fala na essência da técnica.
Distanciemo-nos, afinal, do hábito de representar o
elemento técnico apenas tecnicamente, isto é, a partir do ser
humano e de suas máquinas. Ouçamos o apelo cujo alvo em
nossa época não é apenas o ser humano, mas tudo o que é,
natureza e história, sob o ponto de vista de seu ser.
Martin Heidegger. O princípio da identidade. In: Martin Heidegger.
Conferências e escritos filosóficos. Coleção Os Pensadores, v. 45.
São Paulo: Abril Cultural, 1973, p. 381-382 (com adaptações).
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Digo que um animal, uma espécie, um indivíduo está
corrompido quando perde seus instintos, quando escolhe, prefere
o que lhe é desvantajoso. Uma história dos “sentimentos
superiores”, dos “ideais da humanidade” — e é possível que eu
tenha de escrevê-la — também seria quase a explicação de
por que o homem se acha tão corrompido.
A vida mesma é, para mim, instinto de crescimento, de
duração, de acumulação de forças, de poder: onde falta a vontade
de poder, há declínio. Meu argumento é que a todos os supremos
valores da humanidade falta essa vontade — que valores de
declínio, valores niilistas preponderam sob os nomes mais
sagrados.
Friedrich Nietzsche. O anticristo. Paulo César de Souza (Trad.). São Paulo: Cia. das Letras, 2007, p. 6.
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Em seu célebre diálogo Górgias, Platão atribui a Sócrates
a seguinte declaração:
“Pelo menos eu não quereria nem um nem outro, mas se fosse necessário ou cometer injustiça ou sofrê-la, preferiria sofrer a cometer injustiça. Cometer injustiça é pior que sofrê-la.”
Considerando a declaração atribuída a Sócrates no diálogo Górgias, de Platão, assinale a opção correta acerca do pensamento platônico sobre a justiça e a injustiça.
“Pelo menos eu não quereria nem um nem outro, mas se fosse necessário ou cometer injustiça ou sofrê-la, preferiria sofrer a cometer injustiça. Cometer injustiça é pior que sofrê-la.”
Considerando a declaração atribuída a Sócrates no diálogo Górgias, de Platão, assinale a opção correta acerca do pensamento platônico sobre a justiça e a injustiça.
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