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Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.
Acerca do pensamento político de Maquiavel
Na Itália do Renascimento, reinava grande confusão. A tirania imperava em pequenos principados. É nesse panorama de crise
econômica e política que Nicolau Maquiavel nasceu (1469). De formação erudita, ele deixará como legado principal de seu pensamento o livro O Príncipe, no qual distingue e analisa pragmaticamente as formas objetivas pelas quais se manifesta o poder da
política. Até então, o estudo dos assuntos de Estado vinculava-se à moral e à religião, descarnados de uma base mais concreta,
impondo-se como modelos ideais do bom governante de uma sociedade justa.
Maquiavel mudou o curso do pensamento político. Passou a vê-lo associado às ações efetivas do poderoso, que deveriam vir à
luz longe de qualquer abstração. Assim, seu conceito de virtude distingue, na política, a qualidade do homem que sabe aproveitar o
momento exato criado pela fortuna, entendendo-se por esta o momento histórico que propicia a ocasião na qual o homem faz valer
sua real inclinação política, conduzindo suas ações com método rigoroso, para alcançar o êxito pretendido: chegar ao poder e mantê-lo. O carisma da virtude é próprio de quem se adapta à natureza de seu tempo, de quem apreende seu sentido e se capacita para
realizar na prática a necessidade latente de sua época. Maquiavel oferece aos pleiteantes do poder um modelo pragmático e
astucioso de bem orientada ação política.
É lícito discordar das ideias de Maquiavel, mas é difícil demonstrar que o convívio político entre os homens, ao longo dos
séculos, tenha sido outro. Se existem boas teorias políticas, a prática é sempre diferente. Maquiavel simplesmente fez da prática uma
teoria. O enunciado brutal dos princípios do maquiavelismo, com sua chocante amoralidade, explicitaria a realidade interna do poder
político. E isso talvez seja uma contribuição preciosa, até hoje, para a superação desse amoralismo.
(Adaptado de: MARTINS, Carlos Estevam. Encarte a Maquiavel (passim) - Os pensadores. São Paulo: Ed. Abril, 1973)
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Considerando que, ao refletir sobre a função da arte,
Ernst Fischer dialoga com vários autores, leia o trecho
a seguir:
... toda arte é condicionada pelo seu tempo e representa a humanidade em consonância com as ideias e aspirações, as necessidades e as esperanças de uma situação histórica particular. Mas, ao mesmo tempo, a arte supera essa limitação e, de dentro do momento histórico, cria também um momento de humanidade que promete constância no desenvolvimento.
(Ernst Fischer, A necessidade da arte)
Nesse trecho, Fischer está dialogando com
... toda arte é condicionada pelo seu tempo e representa a humanidade em consonância com as ideias e aspirações, as necessidades e as esperanças de uma situação histórica particular. Mas, ao mesmo tempo, a arte supera essa limitação e, de dentro do momento histórico, cria também um momento de humanidade que promete constância no desenvolvimento.
(Ernst Fischer, A necessidade da arte)
Nesse trecho, Fischer está dialogando com
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A compreensão do conhecimento nas sociedades
contemporâneas envolve reconhecer sua
natureza dinâmica. Com base nesse
entendimento, analise as afirmativas a seguir e,
em seguida, assinale a alternativa correta.
( ) As sociedades abertas caracterizam-se pela imprevisibilidade, exigindo que o conhecimento não se apoie em certezas rígidas.
( ) A construção do conhecimento deve basear-se em programas fixos e estáveis, adequados a percursos previamente determinados.
( ) A volatilidade e o acaso são vistos como obstáculos que devem ser eliminados para garantir a linearidade do processo de conhecer.
( ) As sociedades abertas caracterizam-se pela imprevisibilidade, exigindo que o conhecimento não se apoie em certezas rígidas.
( ) A construção do conhecimento deve basear-se em programas fixos e estáveis, adequados a percursos previamente determinados.
( ) A volatilidade e o acaso são vistos como obstáculos que devem ser eliminados para garantir a linearidade do processo de conhecer.
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A ética na sociedade está relacionada a:
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No campo da Filosofia da Arte, a concepção que entende a
arte como forma de imitação da realidade sensível, presente na
filosofia clássica, corresponde à noção de:
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partir do ensaio: As raízes clássicas
da historiografia moderna, do historiador italiano Arnaldo
Momigliano, somos convidados e convidadas a compreender um pouco do contexto de sistematização da tradição
herodoteana e tucidideana acerca do pensamento histórico
ao longo do processo histórico desde a chamada antiguidade clássica. Exercícios epistémicos como esse nos permitem considerar uma tradição racional protagonizada por
pensadores da Grécia Antiga, e lê-los como parte fundamental para a formação do pensamento racional no Ocidente, introduzindo debates sobre ética, conhecimento,
politica e a natureza da realidade. A partir do século V
a.C., a investigação filosófica deixou de se basear apenas em explicações míticas e passou a buscar argumentos l6gicos e métodos sistemáticos para compreender o
mundo.
Considerando essa tradição clássica e seu legado para a história da filosofia, marque a alternativa que apresenta um pensador que não pertence ao contexto da filosofia grega antiga.
Considerando essa tradição clássica e seu legado para a história da filosofia, marque a alternativa que apresenta um pensador que não pertence ao contexto da filosofia grega antiga.
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O critério de demarcação que distingue uma
teoria científica de uma pseudocientífica não é a
sua confirmabilidade, mas sim a possibilidade
lógica de a teoria ser contestada ou refutada pela
experiência, princípio denominado:
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Texto 5A2-I
“A filosofia é uma ciência com a qual e sem a qual o
mundo permanece tal e qual”. Essa afirmação, muito conhecida e
divulgada, tem um sentido muito preciso: a filosofia não serve
para coisa alguma. Essa imagem da filosofia encontra-se presente
entre os alunos do ensino médio, marcados pelo modelo
instrumental de educação e pela figura dos exames vestibulares
como fim último da existência escolar. Curiosamente, porém,
eles também costumam considerar a filosofia como um conjunto
de opiniões e valores pessoais, que orientam a conduta, o
julgamento e o pensamento de alguém, variando de indivíduo
para indivíduo — cada um tem “a sua filosofia”. Como quebrar
essas imagens? Ou melhor, como fazer com que os alunos
percebam que essas imagens não são absurdas, mas que seu
sentido não é exatamente aquele com que se acostumaram?
Talvez o ponto de partida mais interessante seja fazer uma
abordagem filosófica dessas imagens, mas sem avisar aos alunos
de que estão entrando no universo da filosofia. Nesse sentido, o
primeiro momento de iniciação à filosofia seria perguntar: o que
é o útil? Se abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso
comum for útil; se não se deixar guiar pela submissão às ideias
dominantes e aos poderes estabelecidos for útil; se for útil
compreender criticamente nosso presente [...] então podemos
dizer que a filosofia é o mais útil de todos os saberes de que os
seres humanos são capazes.
Marilena Chauí. A filosofia no ensino médio. In: Marilena Chauí. Em defesa da educação pública,
gratuita e democrática. São Paulo: Autêntica Editora, 2018, p. 558-568 (com adaptações).
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Texto 5A2-I
“A filosofia é uma ciência com a qual e sem a qual o
mundo permanece tal e qual”. Essa afirmação, muito conhecida e
divulgada, tem um sentido muito preciso: a filosofia não serve
para coisa alguma. Essa imagem da filosofia encontra-se presente
entre os alunos do ensino médio, marcados pelo modelo
instrumental de educação e pela figura dos exames vestibulares
como fim último da existência escolar. Curiosamente, porém,
eles também costumam considerar a filosofia como um conjunto
de opiniões e valores pessoais, que orientam a conduta, o
julgamento e o pensamento de alguém, variando de indivíduo
para indivíduo — cada um tem “a sua filosofia”. Como quebrar
essas imagens? Ou melhor, como fazer com que os alunos
percebam que essas imagens não são absurdas, mas que seu
sentido não é exatamente aquele com que se acostumaram?
Talvez o ponto de partida mais interessante seja fazer uma
abordagem filosófica dessas imagens, mas sem avisar aos alunos
de que estão entrando no universo da filosofia. Nesse sentido, o
primeiro momento de iniciação à filosofia seria perguntar: o que
é o útil? Se abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso
comum for útil; se não se deixar guiar pela submissão às ideias
dominantes e aos poderes estabelecidos for útil; se for útil
compreender criticamente nosso presente [...] então podemos
dizer que a filosofia é o mais útil de todos os saberes de que os
seres humanos são capazes.
Marilena Chauí. A filosofia no ensino médio. In: Marilena Chauí. Em defesa da educação pública,
gratuita e democrática. São Paulo: Autêntica Editora, 2018, p. 558-568 (com adaptações).
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Texto 5A2-I
“A filosofia é uma ciência com a qual e sem a qual o
mundo permanece tal e qual”. Essa afirmação, muito conhecida e
divulgada, tem um sentido muito preciso: a filosofia não serve
para coisa alguma. Essa imagem da filosofia encontra-se presente
entre os alunos do ensino médio, marcados pelo modelo
instrumental de educação e pela figura dos exames vestibulares
como fim último da existência escolar. Curiosamente, porém,
eles também costumam considerar a filosofia como um conjunto
de opiniões e valores pessoais, que orientam a conduta, o
julgamento e o pensamento de alguém, variando de indivíduo
para indivíduo — cada um tem “a sua filosofia”. Como quebrar
essas imagens? Ou melhor, como fazer com que os alunos
percebam que essas imagens não são absurdas, mas que seu
sentido não é exatamente aquele com que se acostumaram?
Talvez o ponto de partida mais interessante seja fazer uma
abordagem filosófica dessas imagens, mas sem avisar aos alunos
de que estão entrando no universo da filosofia. Nesse sentido, o
primeiro momento de iniciação à filosofia seria perguntar: o que
é o útil? Se abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso
comum for útil; se não se deixar guiar pela submissão às ideias
dominantes e aos poderes estabelecidos for útil; se for útil
compreender criticamente nosso presente [...] então podemos
dizer que a filosofia é o mais útil de todos os saberes de que os
seres humanos são capazes.
Marilena Chauí. A filosofia no ensino médio. In: Marilena Chauí. Em defesa da educação pública,
gratuita e democrática. São Paulo: Autêntica Editora, 2018, p. 558-568 (com adaptações).
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