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O homem transporta-se, fisicamente, na geografia terrestre, e viaja, também, na imaginação. As viagens a outros mundos povoaram o imaginário da humanidade durante milênios por meio de relatos detalhados de aventuras fantásticas e das reações que causavam em seus personagens. Com relação a esse assunto e a suas implicações, julgue o item a seguir.
Sabendo-se que, para a filosofia existencialista, uma das estruturas ontológicas mais importantes dos seres humanos é a projeção, por meio da qual nós, humanos, antecipamos aquilo que desejamos ser, é correto afirmar que as viagens a outros mundos cumprem, desse ponto de vista, a função de preencher essa estrutura ontológica.
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A campanha militar empreendida por Alexandre, o Grande, já foi tema de inúmeras filmagens. Essa campanha compreende um período de grandes transformações no mundo grego antigo, tanto na filosofia quanto no desenvolvimento tecnológico. Acerca desse assunto, julgue o item a seguir.
Com Alexandre, o Grande, foi estabelecido o Helenismo, que buscava aplicar diversas perspectivas filosóficas, originalmente gregas, aos povos dos territórios que eram conquistados.
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A campanha militar empreendida por Alexandre, o Grande, já foi tema de inúmeras filmagens. Essa campanha compreende um período de grandes transformações no mundo grego antigo, tanto na filosofia quanto no desenvolvimento tecnológico. Acerca desse assunto, julgue o item a seguir.
Sabendo-se que o Epicurismo, corrente filosófica que surgiu no período Helenista, defendia o Atomismo e o Materialismo, é correto concluir que o Epicurismo se contrapunha fortemente à filosofia de Platão.
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A campanha militar empreendida por Alexandre, o Grande, já foi tema de inúmeras filmagens. Essa campanha compreende um período de grandes transformações no mundo grego antigo, tanto na filosofia quanto no desenvolvimento tecnológico. Acerca desse assunto, julgue o item a seguir.
A filosofia ateniense na Grécia Antiga, em particular a filosofia de Platão e a de Aristóteles, era fortemente dependente da organização política das cidades-Estado e, dessa forma, a campanha de Alexandre, o Grande, por ter sido de natureza cosmopolita, tinha potencial para alterar drasticamente a filosofia grega da época.
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Texto I
Reconstruo mentalmente o começo e o final de Blow Up, o considerável filme de Antonioni: pessoas existentes reúnem-se para um jogo inexistente, fazem força, deslocam braços e pernas, perseguem uma bola invisível, mas não atingem o escopo. Tudo se dissolve no ar, sem palavras, tudo existe e inexiste. As definições científicas nos informam que estamos situados no tempo e no espaço. Mas isto será verdade, ou uma verdade provisória? (...) Retorna, inevitável, a ideia da morte. (...) Morte: ampliação gigantesca da fotografia da vida.
Murilo Mendes. Poesia completa e prosa. Rio de
Janeiro: Aguilar, 1994, p. 1.472 (com adaptações).
Texto II
Os primeiros filmes do movimento dadaísta das artes plásticas eram praticamente uma nova forma de pintura: utilizando as possibilidades do cinema, pintores ampliavam as experiências de sua própria arte em filmes que eram basicamente abstratos, sendo mais uma sinfonia visual do que aquilo que aprendemos a ver como filme. A figura acima apresenta um quadro do filme Rhythmus, do artista plástico Hans Richter, rodado à taxa de 24 quadros/segundo. Nesse filme, formas geométricas retangulares variam de tamanho e de localização ao longo do tempo.
Miriam Nogueira Tavares. Cinema digital: novos suportes, mesmas
histórias. In: Revista ARS. São Paulo: USP, p. 38 (com adaptações).
Em matemática, usa-se a ideia de número real para associar um valor a uma grandeza do mundo real e é comum a utilização de outros símbolos e ideias para representar grandezas não existentes, como é o caso do número imaginário \( i = \sqrt{-1} \), ou do símbolo 4, para representar o infinito. Considerando essas informações, bem como os textos I e II e a figura apresentada, julgue o item a seguir.
A ideia de que tudo se dissolve no ar, como mencionado no texto I, é semelhante à que foi defendida por Marx e Engels no Manifesto Comunista: a avassaladora expansão capitalista destruirá todas as formas antigas de organização socioeconômica — tudo que é sólido se dissolve no ar.
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O Sétimo Selo (1956), de Ingmar Bergman, trata da volta ao castelo de origem de um cavaleiro e de seu escudeiro que haviam participado do movimento das Cruzadas. O cavaleiro é abordado pela morte (personificada em um homem todo vestido de preto) e, antes que ele seja por ela levado, eles disputam uma partida de xadrez. Como o cavaleiro vence, são-lhe permitidos mais alguns dias de vida até uma nova disputa. (...)
De Mario Monicelli, O Incrível Exército de Brancaleone é, em tom de sátira, narrativa da crise do feudalismo europeu, em que, com o aumento do número de servos desocupados e nobres sem terra, os valores cavalheirescos se tornam, nessas circunstâncias, anacrônicos e cômicos. (...)
De Jean Jacques Annaud, O Nome da Rosa, embasado no livro de Umberto Eco, ao focalizar a vida dentro de um mosteiro, revela correntes de pensamento da Igreja medieval e práticas da Inquisição, cenário em que um monge franciscano representa o intelectual renascentista, humanista e racional.
José Jobson Arruda. Nova história moderna e contemporânea. Bauru:
EDUSC; São Paulo: Bandeirantes Gráfica, 2004, p. 20 (com adaptações).
Tendo esses fragmentos de texto como referência, julgue o item a seguir.
Humanismo e racionalismo, marcas do movimento renascentista, que inaugurou a modernidade europeia, constituíam os pilares sobre os quais se assentava a Igreja Católica medieval, provável razão de sua ascendência espiritual e temporal naquele contexto histórico.
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O Sétimo Selo (1956), de Ingmar Bergman, trata da volta ao castelo de origem de um cavaleiro e de seu escudeiro que haviam participado do movimento das Cruzadas. O cavaleiro é abordado pela morte (personificada em um homem todo vestido de preto) e, antes que ele seja por ela levado, eles disputam uma partida de xadrez. Como o cavaleiro vence, são-lhe permitidos mais alguns dias de vida até uma nova disputa. (...)
De Mario Monicelli, O Incrível Exército de Brancaleone é, em tom de sátira, narrativa da crise do feudalismo europeu, em que, com o aumento do número de servos desocupados e nobres sem terra, os valores cavalheirescos se tornam, nessas circunstâncias, anacrônicos e cômicos. (...)
De Jean Jacques Annaud, O Nome da Rosa, embasado no livro de Umberto Eco, ao focalizar a vida dentro de um mosteiro, revela correntes de pensamento da Igreja medieval e práticas da Inquisição, cenário em que um monge franciscano representa o intelectual renascentista, humanista e racional.
José Jobson Arruda. Nova história moderna e contemporânea. Bauru:
EDUSC; São Paulo: Bandeirantes Gráfica, 2004, p. 20 (com adaptações).
Tendo esses fragmentos de texto como referência, julgue o item a seguir.
A filosofia, na Idade Média, foi desenvolvida em escritos em que, a despeito de terem sido produzidos por pensadores cristãos, entre os quais se incluíam diversos padres da Igreja Católica, havia a separação entre os âmbitos filosófico e religioso.
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Texto I
A primeira sessão paga de cinema aconteceu no dia 28 de dezembro de 1895, em uma sala nos fundos do Grand Café, no Boulevard des Capucines, em Paris. Assombrada, a plateia viu imagens de trabalhadores saindo de uma fábrica e de um trem chegando à estação. Para os padrões atuais, as imagens seriam banais, mas, para um mundo acostumado apenas com os slides estáticos, eram uma revelação. Com a projeção das imagens em movimento, Louis e Auguste Lumière realizavam o sonho de muitos inventores — naquela noite, nascia o cinema.
1.000 que fizeram 100 anos de cinema. In: The
Times/IstoÉ. São Paulo: Ed. Três (com adaptações).
Texto II
A Chegada do Trem à Estação (Lumière, 1895), com duração de 50 segundos, narra a chegada de uma locomotiva à plataforma de uma ferrovia repleta de passageiros que a aguardavam. Ao ser projetado, o filme causou espanto diante do público. Como a câmera englobou a totalidade da ação no momento em que o trem chega e para ao lado esquerdo da tela, o público pensou que o trem realmente estava lá, e tamanho foi o medo, que muitos fugiram da sala de exibição, e alguns que permaneceram se esconderam sob as cadeiras.
Fernando Mendonça. A filosofia no cinema.
In: Spectrum, p. 103 (com adaptações).
Texto III
Nada nos impede de afirmar que, comparada com a realidade, a aparência da arte seja ilusória; mas, com idêntica razão, se pode dizer que a chamada realidade é uma ilusão ainda mais forte, uma aparência ainda mais enganadora que a aparência da arte. Na vida empírica e sensitiva, chamamos realidade e consideramos como tal o conjunto dos objetos exteriores e das sensações por eles provocadas. No entanto, todo esse conjunto de objetos e sensações é, não um mundo verdade, mas um mundo ilusões. Sabemos como a verídica realidade existe para lá da sensação imediata dos objetos que percebemos diretamente. Antes, pois, ao mundo exterior do que à aparência da arte se aplicará o qualificativo de ilusório. (...) As obras de arte não são, em referência à realidade concreta, simples aparências e ilusões, mas, sim, possuem uma realidade mais alta e uma existência verídica. Caso se queira marcar um fim último à arte, será ele o de revelar a verdade, o de representar, de modo concreto e figurado, aquilo que agita a alma humana.
F. Hegel. In: Obras completas, H. G., vol. X.
Texto IV
A teoria de Flaubert sobre o realismo como norma estética evidenciava preocupação apenas com os processos profissionais do romancista. Ele idealizou uma indiferença científica, uma frieza e cuidado na observação dos materiais. Fez uma viagem ao Egito para estudar o cenário da sua novela Salammbô. Mas não se pode dizer que as novelas de Flaubert sejam uma servil tradução dos objetos naturais. “As pessoas creem que estou preso ao real”, disse ele, “quando, na realidade, o detesto”. Esse realismo rapidamente se intensificou na passagem para a fase chamada naturalismo, de que Zola foi o expoente máximo na França.
Wimsatt e Brooks. Crítica literária. Lisboa:
Fundação Gulbenkian, 1971, p. 547 (com adaptações).
Texto V
Se tivéssemos de fazer uma trilha sonora para a chegada do trem à estação utilizando como fonte sonora os sons do ambiente da estação, poderíamos planejar a seguinte estrutura musical: som do trem freando lentamente, diminuindo sua velocidade, enquanto se ouve um apito agudo que se repete três vezes; ritmo do movimento da locomotiva ficando mais lento; som do trem diminuindo, e vozes das pessoas na plataforma crescendo de intensidade, de piano para forte; o trem dá seu último suspiro e silêncio. Na plataforma da estação, ouvem-se vozes, choros, pregões de vendedores, sons de carrinhos de carregar bagagem e passos lentos e apressados.
Tendo como referência os fragmentos de textos de I a V apresentados, julgue o item a seguir.
A física postula que a verdade é expressa por leis matematicamente formuláveis, que podem conflitar com estados psicológicos particulares. Nessa ótica, diferentemente do que propõe o texto III, as sensações e as percepções humanas não poderiam representar a verdade última do mundo.
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Texto I
A primeira sessão paga de cinema aconteceu no dia 28 de dezembro de 1895, em uma sala nos fundos do Grand Café, no Boulevard des Capucines, em Paris. Assombrada, a plateia viu imagens de trabalhadores saindo de uma fábrica e de um trem chegando à estação. Para os padrões atuais, as imagens seriam banais, mas, para um mundo acostumado apenas com os slides estáticos, eram uma revelação. Com a projeção das imagens em movimento, Louis e Auguste Lumière realizavam o sonho de muitos inventores — naquela noite, nascia o cinema.
1.000 que fizeram 100 anos de cinema. In: The
Times/IstoÉ. São Paulo: Ed. Três (com adaptações).
Texto II
A Chegada do Trem à Estação (Lumière, 1895), com duração de 50 segundos, narra a chegada de uma locomotiva à plataforma de uma ferrovia repleta de passageiros que a aguardavam. Ao ser projetado, o filme causou espanto diante do público. Como a câmera englobou a totalidade da ação no momento em que o trem chega e para ao lado esquerdo da tela, o público pensou que o trem realmente estava lá, e tamanho foi o medo, que muitos fugiram da sala de exibição, e alguns que permaneceram se esconderam sob as cadeiras.
Fernando Mendonça. A filosofia no cinema.
In: Spectrum, p. 103 (com adaptações).
Texto III
Nada nos impede de afirmar que, comparada com a realidade, a aparência da arte seja ilusória; mas, com idêntica razão, se pode dizer que a chamada realidade é uma ilusão ainda mais forte, uma aparência ainda mais enganadora que a aparência da arte. Na vida empírica e sensitiva, chamamos realidade e consideramos como tal o conjunto dos objetos exteriores e das sensações por eles provocadas. No entanto, todo esse conjunto de objetos e sensações é, não um mundo verdade, mas um mundo ilusões. Sabemos como a verídica realidade existe para lá da sensação imediata dos objetos que percebemos diretamente. Antes, pois, ao mundo exterior do que à aparência da arte se aplicará o qualificativo de ilusório. (...) As obras de arte não são, em referência à realidade concreta, simples aparências e ilusões, mas, sim, possuem uma realidade mais alta e uma existência verídica. Caso se queira marcar um fim último à arte, será ele o de revelar a verdade, o de representar, de modo concreto e figurado, aquilo que agita a alma humana.
F. Hegel. In: Obras completas, H. G., vol. X.
Texto IV
A teoria de Flaubert sobre o realismo como norma estética evidenciava preocupação apenas com os processos profissionais do romancista. Ele idealizou uma indiferença científica, uma frieza e cuidado na observação dos materiais. Fez uma viagem ao Egito para estudar o cenário da sua novela Salammbô. Mas não se pode dizer que as novelas de Flaubert sejam uma servil tradução dos objetos naturais. “As pessoas creem que estou preso ao real”, disse ele, “quando, na realidade, o detesto”. Esse realismo rapidamente se intensificou na passagem para a fase chamada naturalismo, de que Zola foi o expoente máximo na França.
Wimsatt e Brooks. Crítica literária. Lisboa:
Fundação Gulbenkian, 1971, p. 547 (com adaptações).
Texto V
Se tivéssemos de fazer uma trilha sonora para a chegada do trem à estação utilizando como fonte sonora os sons do ambiente da estação, poderíamos planejar a seguinte estrutura musical: som do trem freando lentamente, diminuindo sua velocidade, enquanto se ouve um apito agudo que se repete três vezes; ritmo do movimento da locomotiva ficando mais lento; som do trem diminuindo, e vozes das pessoas na plataforma crescendo de intensidade, de piano para forte; o trem dá seu último suspiro e silêncio. Na plataforma da estação, ouvem-se vozes, choros, pregões de vendedores, sons de carrinhos de carregar bagagem e passos lentos e apressados.
Tendo como referência os fragmentos de textos de I a V apresentados, julgue o item a seguir.
Sabendo-se que Platão considerava o mundo das ideias como absolutamente real, sendo o mundo em que vivemos uma cópia imperfeita daquele, e que, para ele, o conhecimento adquirido por meio de uma cópia era sempre inferior ao obtido por acessos mais diretos ao mundo das ideias, é correto concluir que, de acordo com a filosofia platônica, o cinema, como reprodução do mundo em que vivemos, permite o acesso direto ao mundo das ideias.
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Nunca encontro esta senhora que me não lembre a profecia de uma lagartixa ao poeta Heine, subindo os Apeninos: “dia virá em que as pedras serão plantas, as plantas animais, os animais homens e os homens deuses”. E dá-me vontade de dizer-lhe: — A senhora, D. Camila, amou tanto a mocidade e a beleza, que atrasou o seu relógio, a fim de ver se podia fixar esses dois minutos de cristal. Não se desconsole, D. Camila. No dia da lagartixa, a senhora será Hebe, deusa da juventude; a senhora nos dará a beber o néctar da perenidade com as suas mãos eternamente moças.
Machado de Assis. Uma senhora. In: Machado de Assis: seus trinta
melhores contos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1987, p. 185.
Com relação ao fragmento de texto literário acima, extraído da obra de Machado de Assis, julgue o item a seguir.
A filosofia grega antiga não se contrapunha ao modo mítico de descrever o mundo, o que justifica a constante presença de deuses mitológicos na filosofia grega da época, a exemplo de Hebe, deusa da juventude, citada no texto.
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