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Foram encontradas 39.905 questões.

3454820 Ano: 2023
Disciplina: História
Banca: UERJ
Orgão: UERJ
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No texto, Ailton Krenak mantém uma postura crítica em relação ao colonialismo europeu.
A obra de arte de inspiração cartográfica que mantém essa mesma postura é:

 

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3454811 Ano: 2023
Disciplina: História
Banca: UERJ
Orgão: UERJ
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PAÍSES EUROPEUS MEMBROS DA OTAN

Enunciado 3997894-1

Adaptado de veja.abril.com.br.

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) foi criada em 1949 e, a partir da década de 1990, sofreu um processo de expansão, conforme mostra o mapa. Atualmente, a OTAN possui 31 membros.

No cenário das relações internacionais, essa expansão é decorrente do seguinte contexto:

 

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3454810 Ano: 2023
Disciplina: História
Banca: UERJ
Orgão: UERJ
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O MASSACRE DE SOWETO

Em 1974, o governo sul-africano emitiu um decreto exigindo o estudo do africâner nas escolas do país no mesmo nível do inglês. O africâner era língua majoritária entre a minoria branca que controlava o país. Estudantes negros se opuseram. Eles queriam estudar em seu idioma nativo (zulu) e em inglês.

Enunciado 3997893-1

No bairro negro de Soweto, em Joanesburgo, estudantes do Orlando West Institute planejaram uma série de ações contra essa lei, que entrou em vigor em janeiro de 1975. No dia 16 de junho de 1976, cerca de 3000 manifestantes, entre alunos e professores, começaram a protestar pacificamente. Aos poucos, outras pessoas se juntaram e estima-se que a marcha reuniu cerca de 10000 pessoas (algumas fontes dizem 20000), que percorreram as ruas com faixas e slogans como “Abaixo o africâner” e “Se aprendermos africâner, que Vorster (primeiroministro na época) aprenda zulu”.

Os confrontos entre as forças de segurança e os manifestantes duraram todo o dia. O saldo oficial foi de 23 crianças mortas. Porém, a realidade foi bem diferente, já que o número de mortos chegou a 700 e o de feridos ultrapassou mil. Hector Pierterson, um estudante de 13 anos, foi o primeiro manifestante a cair morto. A fotografia daquele momento, feita pelo fotojornalista Sam Nzima, tornou-se um ícone da luta dos estudantes negros sul-africanos.

CHEMA CABALLERO Adaptado de elpais.com, 14/06/2016.

O regime de Apartheid na África do Sul instituiu a segregação racial e outras formas de controle social sobre as populações negras.

A obrigatoriedade do ensino de africâner, destacada na reportagem, está relacionada à seguinte estratégia de dominação colonial:

 

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3454809 Ano: 2023
Disciplina: História
Banca: UERJ
Orgão: UERJ
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Há quem desdenhe das imagens e das representações visuais. Há quem alegue que elas não passam de “ilustrações” que simplesmente decoram e alegram os ambientes, os jornais, as paredes das casas e dos museus – seriam inocentes. Da minha parte, sou dessas pessoas que vivem tomadas pela potência das imagens e pelo poder que elas têm de revelar e criar valores, ideias, concepções de mundo. Por isso, não raro, viram elas mesmas a própria realidade.

É esse o poder reflexivo das imagens e das obras visuais, pois ao reproduzir um contexto elas acabam, ao fim e ao cabo, por criá-lo. Transformam-se em parte constitutiva da imaginação. Muitas vezes lembramos, ou achamos que lembramos, de um evento a partir e por causa de uma imagem guardada num canto da memória.

É possível dizer que nossa imaginação histórica é feita a partir de imaginários alheios; das construções visuais feitas por outras pessoas com seus interesses, contextos e especificidades.

LILIA SCHWARCZ Adaptado de nexojornal.com.br, 22/11/2021.

Uma imagem que exemplifica a capacidade de construção da imaginação histórica, conforme enfatizado pela autora, é:

 

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3454806 Ano: 2023
Disciplina: História
Banca: UERJ
Orgão: UERJ
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Enunciado 3997889-1

memorialdademocracia.com.br

Criada durante o governo de Getúlio Vargas (1950-1954), em um contexto de intensos debates e mobilizações associados à campanha “O petróleo é nosso”, a Petrobras se vinculou, naquela época, à valorização da “bandeira nacionalista”, conforme se observa no cartaz.

No que diz respeito à exploração do petróleo, essa valorização esteve manifesta na seguinte atribuição da empresa:

 

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3454802 Ano: 2023
Disciplina: História
Banca: UERJ
Orgão: UERJ
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NÃO DEIXEM ACABAR COM OS IANOMÂMIS

Enunciado 3997885-1

brasil.elpais.com, 12/07/2020

Ianomâmi. Talvez você nunca tenha ouvido falar nesse nome. Pois saiba que é o nome genérico de cerca de 8400 brasileiros, gente boa que vive em 203 cabanas, no interior da floresta tropical, bem na fronteira com a Venezuela. Formam 14% da população de Roraima e encontram-se ainda no Amazonas.

Os ianomâmis correm no momento um grande risco e estão precisando de você. Cabe a você interessar-se pelo projeto de um grupo de antropólogos, juristas, médicos e jornalistas, que visa a proteger a vida pacífica dos ianomâmis, nos locais que habitam, e dentro do tipo de cultura que é tradicionalmente o deles. Esse projeto, ou anteprojeto, propõe a criação do Parque Indígena Ianomâmi.

Essa é a única maneira de salvar a comunidade social e cultural desses homens, mulheres e crianças que desde 1974 vêm sofrendo as consequências do processo de expansão econômica da Amazônia em sua parte negativa, sem se beneficiar com suas possíveis vantagens. A abertura da Perimetral Norte, BR-210, levou àquela região gripe, sarampo, tuberculose, moléstias de pele e doenças venéreas. O garimpo irrompeu como outra modalidade da doença. Em 1978, é a Cia. Vale do Rio Doce que se apresta para extrair a cassiterita, antes explorada ilegalmente pelos garimpeiros. E a Perimetral Norte vai prosseguir, fornecendo espaço à colonização. Topógrafos percorrem o território ianomâmi, demarcando lotes em terras insofismavelmente pertencentes aos índios.

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE Adaptado de Caderno Ilustrado, Folha de S. Paulo, 02/08/1979.

Em seu artigo de 1979, o escritor Carlos Drummond de Andrade situa circunstâncias do projeto de criação do Parque Indígena Ianomâmi, no contexto das ações de exploração da Amazônia durante os governos militares (1964-1985).

A defesa da criação desse Parque, naquela conjuntura, tinha como objetivo tornar pública a seguinte problemática:

 

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3454744 Ano: 2023
Disciplina: História
Banca: UERJ
Orgão: UERJ
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Enunciado 3997966-1

Foto de capa do jornal The New York Times, 2 de janeiro de 2023

brasildefato.com.br

A imagem da posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, amplamente reproduzida pela imprensa nacional e internacional, representa uma ruptura com o cerimonial até então estabelecido para esse evento oficial.

Essa ruptura está representada pelo seguinte aspecto:

 

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3454741 Ano: 2023
Disciplina: História
Banca: UERJ
Orgão: UERJ
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Enunciado 3997963-1

ANGELO AGOSTINI, 1882.

Adaptado de journals.openedition.org.

Em 1882, o Museu Nacional, ainda sediado no centro do Rio de Janeiro, capital do Império, realizou o mais importante evento científico do Brasil oitocentista: a Primeira Exposição Antropológica Brasileira. Foram trazidos de várias províncias objetos de origem indígena, como lanças, cocares, instrumentos musicais, itens utilizados em rituais, além de objetos arqueológicos, restos humanos fossilizados, múmias naturais e sambaquis. Como atração especial, foram expostos um pequeno grupo de índios Botocudos, do Espírito Santo, e três índios da tribo Xerente, de Minas Gerais. Todos correram para ver os tais índios, considerados, pelos naturalistas da época, exemplares vivos do homem primitivo. O evento contou com a participação do Imperador D. Pedro II. Também estiveram presentes jornalistas do Império, fotógrafos, como Marc Ferrez, e o cartunista Angelo Agostini. A Exposição se estendeu por três meses e foi considerada sucesso de público.

Adaptado de sae.museunacional.ufrj.br.

A Exposição Antropológica Brasileira de 1882 foi um evento marcante, que simbolizava o progresso científico e uma determinada concepção de civilização.

Nessa concepção, a percepção das populações indígenas brasileiras estava associada ao conceito de:

 

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3454735 Ano: 2023
Disciplina: História
Banca: UERJ
Orgão: UERJ
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BRASIL CRIOU PRIMEIRA LEI ANTIRRACISMO APÓS HOTEL EM SÃO PAULO NEGAR HOSPEDAGEM A DANÇARINA NEGRA AMERICANA

Enunciado 3997957-1

Involuntariamente, a turnê que a célebre dançarina e coreógrafa americana Katherine Dunham fazia pelo Brasil acabou por interferir nos rumos da história do país. Na noite de 11 de julho de 1950, em sua estreia no Theatro Municipal de São Paulo, ela aproveitou o intervalo entre o primeiro e o segundo ato para fazer uma denúncia aos repórteres que cobriam o espetáculo: o gerente do Esplanada, o luxuoso hotel vizinho do teatro, se recusara a hospedá-la ao descobrir que era uma “mulher de cor”.

Além de especializada em danças de origem africana, Dunham era antropóloga e ativista social nos Estados Unidos - orgulhosa, portanto, de sua pele negra. A denúncia de racismo caiu no país como uma bomba. Primeiro, por ter partido de uma estrela de renome internacional. Depois, porque o Brasil se julgava o mais perfeito exemplar de democracia racial. O Correio Paulistano classificou o episódio de “revoltante incidente”, o Jornal de Notícias, de “odioso procedimento de discriminação”.

De todas as reações, a mais contundente partiu do deputado federal Afonso Arinos (UDN-MG). Ele apresentou à Câmara dos Deputados um projeto para transformar determinadas atitudes racistas em contravenção penal.

RICARDO WESTIN

Adaptado de brasil.elpais.com, 21/07/2020.

O episódio narrado na reportagem desconstrói a ideia de que no Brasil dos anos 1950 havia uma democracia racial.

O fato que servia de base para tal ideia, à época, é:

 

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3454733 Ano: 2023
Disciplina: História
Banca: UERJ
Orgão: UERJ
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LAMPIÃO, O CAPITÃO DO CANGAÇO

(...)

Este poema que fala

de cangaço e de sertão

é, apenas, (...)

uma contribuição,

um documentário vivo

da vida do Lampião.

(...)

Igreja, seca e cangaço

geram inquietação

provocando em nossa alma

uma estranha sensação

desconhecida pra quem

nunca viveu no sertão.

(...)

Nascido em noventa e oito

quarenta anos viveu,

a vinte e oito de julho

quando o dia amanheceu

de trinta e oito, em Angicos

Virgulino faleceu.

GONÇALO FERREIRA DA SILVA ablc.com.br

Enunciado 3997955-1

nahoradanoticia.com.br, fevereiro/2023.

O cangaço, representado na figura de Lampião, foi tema do desfile da Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense, no Carnaval do Rio de Janeiro, em 2023. Na literatura de cordel, a vida de Lampião é muito recordada, como nos versos do poema transcrito.

Na imagem e no poema, cangaço e cangaceiros foram situados historicamente como elementos constitutivos de:

 

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