Foram encontradas 13.500 questões.
Diniz (2013) ao pesquisar sobre os processos fonológicos na língua brasileira de sinais afirma que:
A mudança fonológica nas línguas de sinais ocorre quando, em decorrência de algum processo fonológico, observa-se alterações em algum dos parâmetros constitutivos do sinal, como as configurações de mãos, a locação, o movimento e a orientação da palma. (p. 61)
(A história da língua de sinais brasileira (libras): um estudo descritivo de mudanças fonológicas e lexicais” in: QUADROS, R. M. de; STUMPF, M.; LEITE, T. A. (Org.). Estudos da língua brasileira de sinais I. 1. ed. FLORIANOPOLIS: Editora Insular, 2013.)
Desta forma, corrobora com Quadros & Karnopp (2004) quando tecem seu capítulo “Fonologia das línguas de sinais” (in: QUADROS, R. M. de & KARNOPP, L. Língua de sinais brasileira: estudos linguísticos. ArtMed: Porto Alegre, 2004) que detalham minuciosamente o estudo sobre a fonologia da língua de sinais brasileira (Libras). Considerando as fontes citadas, identifique NA ORDEM QUE APARECEM quais diferenças nos pares mínimos são mostradas conforme os parâmetros abordados pelas autoras.

Imagens in: QUADROS, R. M. de & KARNOPP, L. Língua de sinais brasileira: estudos linguísticos. ArtMed: Porto Alegre, 2004. p. 82, 83 e 84.
Provas
O ensino de Libras para ouvintes ganhou grande ênfase com as publicações da Lei nº 10.436/02 e do Decreto nº 5.626/05 incorporando inicialmente essa disciplina em alguns cursos de licenciaturas e um de bacharelado.
Diferente do ensino da Língua Portuguesa, que utiliza-se de uma metodologia de língua materna, a Libras deve ser ensinada na perspectiva metodológica de ensino de segunda língua (L2). Gesser (2012) discorre em seu capítulo “Ensinar Libras para ouvintes” (in: GESSER, A. O ouvinte e a surdez: sobre ensinar e aprender a Libras. 1ª ed. São Paulo: Parábola Editorial, 2012), sobre alguns conteúdos, como, por exemplo, hábitos culturais, elementos gramaticais, vocabulário, uso de espaço na sinalização, elementos de expressão facial e corporal e datilologia.
Considerando as estratégias e conteúdos apresentados pela autora, a datilologia é algo recorrente nas aulas de Libras, tendo algumas funções. Com base nos itens de I a IV, selecione qual alternativa correta que está de acordo com a autora paras funções da datilologia no ensino de Libras para ouvintes:
I. Soletrar nomes próprios de pessoas ou lugares;
II. Acrônimos;
III. Siglas e palavras inexistentes em sinais;
IV. Sinais de pontuação (vírgula, ponto final, interrogação etc.).
Escolha a alternativa CORRETA:
Provas
Strobel (2007) em seus estudos sobre as re - presentações das identidades Surdas, afirma que:
“... a representação “surda” tem procu - rado abrir um espaço igualitário para o povo surdo, procurando respeitar suas identidades e sua legitimação como gru - po com diferencial linguístico e cultural.” (STROBEL, 2007, p. 34 in QUADROS, PERLIN (Org.). Estudos Surdos II. 1 ed. Petrópolis: Editora Arara Azul, 2009.
Nesse mesmo contexto, Perlin (1998, p. 53) afirma que os Estudos Culturais, ao focalizarem a representação da Identidade Surda devem:
Provas
[...] mais do que uma ilha de “entendimento natural”, ou um “círculo aconchegante” onde se pode depor as armas e parar de lutar, a comunidade realmente existente se parece com uma fortaleza sitiada, continuamente bombardeada por inimigos (muitas vezes invisíveis) de fora e freqüentemente assolada pela discórdia interna [...] (Bauman, 2003, p. 19, apud LOPES, M. C. Surdez & Educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2007, p. 74).
Sabendo que os indivíduos Surdos não são únicos, com diferentes características, mas que estão unidos por [...] elos subjetivos capazes de marcar e fortalecer identidades [...] (p. 75), Perlin (1998) (in: SKLIAR, C. (org.) A surdez: um olhar sobre as diferenças. Porto Alegre: Mediação, 1998), descreve algumas “Identidades Surdas”, título de seu capítulo.
Dentre essas identidades aponte quais das identificações abaixo está coerente com a identidade surda de transição:
Provas
- Educação dos Surdos
- Interpretação e Tradução de Línguas de Sinais
- Legislação e Surdez
- Formação do Tradutor-intérprete
Os surdos querem aprender na língua de sinais, ou seja, a língua de sinais é a privilegiada como língua de instrução. O significado disso vai além da questão puramente lingüística. Situa-se, sim, no campo político. Os surdos estão se afirmando como grupo social com base nas relações de diferença. Como diferentes daqueles que se consideram iguais, ou seja, os ouvintes, os surdos buscam estratégias de resistência e de auto-afirmação. São eles que sabem sobre a língua de sinais, são eles que sabem ensinar os surdos, são eles que são visuais-espaciais. Com base nisso, a questão da língua passa a ser também um instrumento de poder nas relações com as crianças e alunos surdos. Sendo a língua de sinais brasileira a língua de instrução, os professores surdos (e/ou instrutores surdos) são os que mais dominam a língua. Quando são professores, são os mais indicados para garantirem o processo de aquisição da língua. (p. 31)
Considerando que as pessoas Surdas têm prioridade para ministrar a disciplina de Libras, conforme garantido no Decreto Federal nº 5.626/05, Capítulo III Da formação do professor de Libras e do Instrutor de Libras, Art. 7º, §1º, aponte qual(is) deve(m) ser o(s) perfil(is) profissional(is) e a titulação das pessoas Surdas para ocupar o cargo de docente de Libras no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia São Paulo (IFSP).
I. Professor de Libras, usuário dessa língua com curso de pós-graduação ou com formação superior e certificado de proficiência em Libras, obtido por meio de exame promovido pelo Ministério da Educação;
II. Instrutor de Libras, usuário dessa língua com formação de nível médio e com certificado obtido por meio de exame de proficiência em Libras, promovido pelo Ministério da Educação;
III. Professor ouvinte bilíngüe: Libras - Língua Portuguesa, com pós-graduação ou formação superior e com certificado obtido por meio de exame de proficiência em Libras, promovido pelo Ministério da Educação.
IV. Profissional surdo, com competência para realizar a interpretação de línguas de sinais de outros países para a Libras, para atuação em cursos e eventos.
Assinale a alternativa CORRETA:
Provas
Identifique os pronomes representados nas figuras abaixo conforme as classificações: possessivos; pessoais demonstrativos; interrogativos e indefinidos e assinale a alternativa CORRETA.






Provas
De acordo com Vieira-Machado (2010): O surdo bilíngue, que é uma invenção cultural do nosso tempo, fruto dos movimentos políticos, passa a ser a nossa obsessão. O que antes fazia parte dos movimentos de resistência passa a ser regra, ganha políticas educacionais “maiores” e leis que afirmam o surdo bilíngue. (VIEIRA-MACHADO, L. M. da C.. SER BILÍNGUE: estratégias de sobrevivência dos sujeitos surdos na sociedade contemporânea. in: VIEIRA-MACHADO, L. M. Costa; LOPES, M. C. (Org.). Educação de surdos: políticas, língua de sinais, comunidade e cultura surda. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2010. p. 51)
A partir do destaque pode-se considerar que, nos últimos 16 anos o Brasil vem mudando a forma de educação dispensada a pessoas Surdas, priorizando a educação bilíngue. Aponte, dentre os documentos legais abaixo, qual das alternativas denomina, especificamente, o conceito de escolas ou classes de educação bilíngue
Provas
Ao tratar sobre a aquisição do Português como segunda língua, Freire afirma que: “o processo de ensino/aprendizagem também precisa ser entendido a partir de uma perspectiva sócio-interacional. (1999, p. 26).
Assinale a alternativa CORRETA com base nos itens a seguir que, segundo a autora são características da visão sócio-interacional:
I. Entende a aprendizagem de uma segunda língua como um processo de aquisição de novos hábitos linguísticos através de uma rotina de estímulo do professor – resposta do aluno e reforço/avaliação do professor.
II. O conhecimento é entendido como sendo construído através da interação por aprendizes e pares mais competentes.
III. Deve ocorrer um esforço conjunto de resolução de tarefas, explorando o nível real e potencial do aluno, conforme as ideias Vygotskianas.
IV. Define o conhecimento como sendo construído por todas as partes envolvidas.
Escolha a alternativa CORRETA:
Provas
Lunardi (1998), aborda vários conceitos acerca da educação de Surdos e dentre eles explora as ideias de ouvintismo curricular e currículo ouvintizado. Dessa forma, leia o trecho abaixo e escolha a alternativa que completa a afirmação da autora, ao tratar sobre o currículo e seus desafios:
Nos encontramos frente a uma possibilidade de construir um currículo que “celebre a diferença”, uma educação que contemple as diversidades culturais e, portanto, da possibilidade de construir uma educação que permita aos/as surdos/as serem agentes de sua própria educação, ou seja, estamos falando de uma... (LUNARDI, M.L., Cartografando Estudos Surdos: currículo e relações de poder. (in: SKLIAR, C. (Org). A surdez: um olhar sobre as diferenças. Porto Alegre: Mediação, 1998. p. 165)
Aponte a resposta CORRETA:
Provas
- Aspectos Linguísticos da Língua Brasileira de Sinais
- Escrita de Sinais - transcrição e tradução de língua de sinais
As línguas de sinais podem ser escritas, assim como as línguas orais são. Diferentemente da Língua Portuguesa, por exemplo, que é uma língua silábico-alfabética, a Língua Brasileira de Sinais utiliza-se de outro sistema de escrita criado há cerca de 30 anos por Valerie Sutton, denominado SignWriting que pode ser traduzido como escrita de sinais. Conforme nos apresenta Stumpf (STUMPF. Marianne Rossi. SISTEMA SIGNWRITING: por uma escrita funcional para o surdo in: THOMA, A. S.; LOPES, M. C. A invenção da surdez: cultura, alteridade, identidade e diferença no campo da educação. Santa Cruz do Sul: Edunisc, 2004):
O SignWriting pode registrar qualquer língua de sinais do mundo sem passar pela tradução da língua falada. Cada língua de sinais vai adaptá-lo a sua própria ortografia. Para escrever em SignWriting é preciso saber uma língua de sinais. (p. 148).
Em 2001 é lançado no Brasil um dicionário trilíngue (Libras, Português e Inglês) (CAPOVILLA, F.C, RAPHAEL, W. D. Dicionário Enciclopédico Ilustrado Trilíngue da Língua de Sinais Brasileira, Volume I e II. São Paulo: EDUSP, 2001) que faz uso do SignWriting para representar na escrita as imagens dos sinais. Em 2002 é reconhecida como meio legal de comunicação e expressão a Libras por meio da Lei nº 10.436, mas no artigo quarto, parágrafo único há uma determinação de que a Libras não poderá substituir a modalidade escrita da língua portuguesa. Desta forma, o SignWriting ainda é pouco difundido na educação de Surdos.
Analise as imagens do SignWriting (escrita de sinais) abaixo e aponte a resposta correta fazendo a referência em Língua Portuguesa:

Provas
Caderno Container