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Texto 2
O Quinze foi publicado em agosto de 1930. Não fez grande sucesso quando saiu em Fortaleza. Escreveram até um artigo falando que o livro era impresso em papel inferior e não dizia nada de novo.
Outro sujeito escreveu afirmando que o livro não era meu, mas do meu ilustre pai, Daniel de Queiroz. E isso tudo me deixava meio ressabiada. Morava então no Ceará o jornalista carioca Renato Viana, que me deu os endereços das pessoas no Rio de Janeiro, uma lista de jornalistas e críticos para os quais eu devia mandar o livrinho. O mestre Antônio Sales, que adorou o livro, também me deu outra lista. Então me chegou uma carta do meu amigo Hyder Corrêa Lima, que morava no Rio, convivia com Nazareth Prado e a roda de Graça Aranha. Hyder mostrava na carta o maior alvoroço e contava o entusiasmo de Graça Aranha por O Quinze. Depois veio uma carta autografada do próprio Graça, realmente muito entusiasmado. Em seguida começaram a chegar críticas, de Augusto Frederico Schmidt (no "Novidades Literárias"), do escritor Artur Mota, em São Paulo; foram pipocando notas e artigos, tudo muito animador. No Ceará, não. Não me lembro de nenhuma repercussão. Depois, quando a coisa virou, é que o livro começou a pegar por lá.
(Rachel de Queiroz. In: QUEIROZ, Rachel de e QUEIROZ, Maria Luíza de. Tantos anos. p. 31.)
Marque a opção INCORRETA sobre o que se costuma afirmar a respeito da prosa da segunda fase do Modernismo.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Paisagem n.º 4
Mário de Andrade
Os caminhões rodando, as carroças rodando,
Rápidas as ruas se desenrolando,
Rumor surdo e rouco, estrépitos, estalidos...
E o largo coro de ouro das sacas de café!...
Na confluência o grito inglês da São Paulo Railway...
Mas as ventaneiras da desilusão! A baixa do café!...
As quebras, as ameaças, as audácias superfinas!...
Fogem os fazendeiros para o lar!... Cincinato Braga!...
Muito ao longe o Brasil com seus braços cruzados...
Oh! as indiferenças maternais!...
Em relação ao poema acima bem como ao contexto histórico de sua produção, julgue o item a seguir.
Identifica-se, no poema, referência explícita a uma das recorrentes crises econômicas da República Velha, podendo-se, do ponto de vista da cultura política brasileira, associar as expressões “braços cruzados” e “indiferenças maternais” à facilidade com que, tradicionalmente, se delega ao poder central a resolução das dificuldades encontradas.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Paisagem n.º 4
Mário de Andrade
Os caminhões rodando, as carroças rodando,
Rápidas as ruas se desenrolando,
Rumor surdo e rouco, estrépitos, estalidos...
E o largo coro de ouro das sacas de café!...
Na confluência o grito inglês da São Paulo Railway...
Mas as ventaneiras da desilusão! A baixa do café!...
As quebras, as ameaças, as audácias superfinas!...
Fogem os fazendeiros para o lar!... Cincinato Braga!...
Muito ao longe o Brasil com seus braços cruzados...
Oh! as indiferenças maternais!...
Em relação ao poema acima bem como ao contexto histórico de sua produção, julgue o item a seguir.
As palavras “caminhões”, “carroças”, “ruas”, “rumor” retratam, no poema de Mário de Andrade, o fervilhar do progresso urbano, que alterou o panorama social e econômico das principais cidades brasileiras, no início do século XX.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
A cidade
Destinava-se a uma cidade maior, mas o trem permaneceu indefinidamente na antepenúltima estação.
Cariba acreditou que a demora poderia ser atribuída a algum comboio de carga descarrilado na linha, acidente comum naquele trecho da ferrovia. Como se fizesse excessivo o atraso e ninguém o procurasse para lhe explicar o que estava ocorrendo, pensou numa provável desconsideração à sua pessoa, em virtude de ser o único passageiro do trem.
Chamou o funcionário que examinara as passagens e quis saber se constituía motivo para tanta negligência o fato de ir vazia a composição.
Não recebeu uma resposta direta do empregado da estrada, que se limitou a apontar o morro, onde se dispunham, sem simetria, dezenas de casinhas brancas.
— Belas mulheres? Indagou o viajante.
Percebeu logo que tinha pela frente um cretino. Apanhou as malas e se dispôs a subir as íngremes ladeiras que o conduziriam ao povoado.
(...)
Uma vaga tristeza rodeava o lugarejo. As janelas e portas das casas estavam fechadas, mas os jardins pareciam ter sido regados na véspera. Experimentou bater em alguns dos chalés e não o atenderam. Caminhou um pouco mais e, do topo da montanha, avistou a cidade, tão grande quanto a que buscava.
Murilo Rubião. Contos reunidos. São Paulo: Ática, 1998.
Com relação à estética literária brasileira e ao trecho narrativo apresentado, de Murilo Rubião, integrante da geração de autores que surgiu logo após a consolidação do Modernismo, julgue o item a seguir.
A forma pela qual as ambiguidades se estabelecem no texto de Murilo Rubião evidencia a utilização de técnicas literárias modernistas como o pastiche e a colagem, presentes, também, na obra Memórias sentimentais de João Miramar, de Oswald de Andrade.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
A cidade
Destinava-se a uma cidade maior, mas o trem permaneceu indefinidamente na antepenúltima estação.
Cariba acreditou que a demora poderia ser atribuída a algum comboio de carga descarrilado na linha, acidente comum naquele trecho da ferrovia. Como se fizesse excessivo o atraso e ninguém o procurasse para lhe explicar o que estava ocorrendo, pensou numa provável desconsideração à sua pessoa, em virtude de ser o único passageiro do trem.
Chamou o funcionário que examinara as passagens e quis saber se constituía motivo para tanta negligência o fato de ir vazia a composição.
Não recebeu uma resposta direta do empregado da estrada, que se limitou a apontar o morro, onde se dispunham, sem simetria, dezenas de casinhas brancas.
— Belas mulheres? Indagou o viajante.
Percebeu logo que tinha pela frente um cretino. Apanhou as malas e se dispôs a subir as íngremes ladeiras que o conduziriam ao povoado.
(...)
Uma vaga tristeza rodeava o lugarejo. As janelas e portas das casas estavam fechadas, mas os jardins pareciam ter sido regados na véspera. Experimentou bater em alguns dos chalés e não o atenderam. Caminhou um pouco mais e, do topo da montanha, avistou a cidade, tão grande quanto a que buscava.
Murilo Rubião. Contos reunidos. São Paulo: Ática, 1998.
Com relação à estética literária brasileira e ao trecho narrativo apresentado, de Murilo Rubião, integrante da geração de autores que surgiu logo após a consolidação do Modernismo, julgue o item a seguir.
Como exemplo de narrativa contemporânea, o texto de Murilo Rubião demonstra o apego à descrição positivista dos fatos e dos personagens, sem deixar margem a simbologias.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
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A cidade
Destinava-se a uma cidade maior, mas o trem permaneceu indefinidamente na antepenúltima estação.
Cariba acreditou que a demora poderia ser atribuída a algum comboio de carga descarrilado na linha, acidente comum naquele trecho da ferrovia. Como se fizesse excessivo o atraso e ninguém o procurasse para lhe explicar o que estava ocorrendo, pensou numa provável desconsideração à sua pessoa, em virtude de ser o único passageiro do trem.
Chamou o funcionário que examinara as passagens e quis saber se constituía motivo para tanta negligência o fato de ir vazia a composição.
Não recebeu uma resposta direta do empregado da estrada, que se limitou a apontar o morro, onde se dispunham, sem simetria, dezenas de casinhas brancas.
— Belas mulheres? Indagou o viajante.
Percebeu logo que tinha pela frente um cretino. Apanhou as malas e se dispôs a subir as íngremes ladeiras que o conduziriam ao povoado.
(...)
Uma vaga tristeza rodeava o lugarejo. As janelas e portas das casas estavam fechadas, mas os jardins pareciam ter sido regados na véspera. Experimentou bater em alguns dos chalés e não o atenderam. Caminhou um pouco mais e, do topo da montanha, avistou a cidade, tão grande quanto a que buscava.
Murilo Rubião. Contos reunidos. São Paulo: Ática, 1998.
Com relação à estética literária brasileira e ao trecho narrativo apresentado, de Murilo Rubião, integrante da geração de autores que surgiu logo após a consolidação do Modernismo, julgue o item a seguir.
O texto apresenta características do modelo Naturalista de narrativa, como evidenciado, por exemplo, na influência do meio nas percepções do personagem.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB

Na Europa, Oswald de Andrade conviveu com intelectuais, artistas e boêmios e, por intermédio deles, entrou em contato com o Manifesto Futurista, do escritor ítalo-francês Filippo Marinetti. Esse texto havia sido divulgado, três anos antes da chegada de Oswald à Europa, pelo jornal parisiense Le Figaro e ainda exercia enorme influência sobre a vanguarda europeia. O futurismo defendia uma arte que captasse o impacto das novas tecnologias no cotidiano. A velocidade do automóvel, o movimento da máquina, o ruído das engrenagens — tudo isso constituía a matéria que a poesia e a pintura deveriam celebrar, de maneira inovadora, original. As imagens na tela deveriam não mais tentar imitar a natureza, mas distorcê-la. As palavras estavam livres das regras de versificação.
No Manifesto, constavam proposições como as apresentadas a seguir. “Já não há beleza senão na luta. Nenhuma obra que não tenha um caráter agressivo pode ser uma obra-prima. A poesia deve ser concebida como um violento assalto contra as forças ignotas para obrigá-las a prostrar-se ante o homem.”
Internet: <www.historiadaarte.com.br/futurismo.html> (com adaptações).
Considerando a imagem e o texto acima, julgue o item a seguir.
O emprego da locução verbal “havia sido divulgado” indica que a divulgação do Manifesto Futurista ocorrera antes da estada de Oswald de Andrade em Paris.
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Banca: CESPE / CEBRASPE
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Na Europa, Oswald de Andrade conviveu com intelectuais, artistas e boêmios e, por intermédio deles, entrou em contato com o Manifesto Futurista, do escritor ítalo-francês Filippo Marinetti. Esse texto havia sido divulgado, três anos antes da chegada de Oswald à Europa, pelo jornal parisiense Le Figaro e ainda exercia enorme influência sobre a vanguarda europeia. O futurismo defendia uma arte que captasse o impacto das novas tecnologias no cotidiano. A velocidade do automóvel, o movimento da máquina, o ruído das engrenagens — tudo isso constituía a matéria que a poesia e a pintura deveriam celebrar, de maneira inovadora, original. As imagens na tela deveriam não mais tentar imitar a natureza, mas distorcê-la. As palavras estavam livres das regras de versificação.
No Manifesto, constavam proposições como as apresentadas a seguir. “Já não há beleza senão na luta. Nenhuma obra que não tenha um caráter agressivo pode ser uma obra-prima. A poesia deve ser concebida como um violento assalto contra as forças ignotas para obrigá-las a prostrar-se ante o homem.”
Internet: <www.historiadaarte.com.br/futurismo.html> (com adaptações).
Considerando a imagem e o texto acima, julgue o item a seguir.
O movimento futurista mostrou-se revolucionário ao romper com a percepção humana do tempo: o futuro, antes condicionado pelo passado, pela tradição, passou a representar uma aventura completamente desconhecida. No âmbito da filosofia, esse novo valor atribuído ao tempo futuro serviu de fundamento para se rediscutir o conceito de liberdade.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
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Na Europa, Oswald de Andrade conviveu com intelectuais, artistas e boêmios e, por intermédio deles, entrou em contato com o Manifesto Futurista, do escritor ítalo-francês Filippo Marinetti. Esse texto havia sido divulgado, três anos antes da chegada de Oswald à Europa, pelo jornal parisiense Le Figaro e ainda exercia enorme influência sobre a vanguarda europeia. O futurismo defendia uma arte que captasse o impacto das novas tecnologias no cotidiano. A velocidade do automóvel, o movimento da máquina, o ruído das engrenagens — tudo isso constituía a matéria que a poesia e a pintura deveriam celebrar, de maneira inovadora, original. As imagens na tela deveriam não mais tentar imitar a natureza, mas distorcê-la. As palavras estavam livres das regras de versificação.
No Manifesto, constavam proposições como as apresentadas a seguir. “Já não há beleza senão na luta. Nenhuma obra que não tenha um caráter agressivo pode ser uma obra-prima. A poesia deve ser concebida como um violento assalto contra as forças ignotas para obrigá-las a prostrar-se ante o homem.”
Internet: <www.historiadaarte.com.br/futurismo.html> (com adaptações).
Considerando a imagem e o texto acima, julgue o item a seguir.
Opõe-se à ideia de beleza defendida no Manifesto Futurista, conforme se depreende do segundo parágrafo do texto a perspectiva filosófica de Nietzsche de que os seres, em geral, e o homem, em particular, são, de fato, movidos por uma vontade de potência, uma vontade originária que impulsiona os seres, vivos ou não, a continuarem seus movimentos de expansão em todos os sentidos possíveis, como as águas de um rio que inundam as margens que as oprimem e que a beleza consiste em assumir plenamente essa vontade de potência.
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