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Foram encontradas 4.889 questões.

117171 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
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Cidadezinha qualquer
Casas entre bananeiras
Mulheres entre laranjeiras
Pomar amor cantar.
Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.
Devagar ... as janelas olham.
Eta vida besta, meu Deus.
Carlos Drummond de Andrade.
Seleta em prosa e verso. Rio de
Janeiro: Record, 1995, p. 137.
Julgue o próximo item, considerando o poema acima, de Carlos Drummond de Andrade.
No poema, a descrição ressalta o espaço campestre e idílico do bucolismo árcade.
 

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117137 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
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Não poderíamos encontrar no Brasil, em todo o século XIX, escritor mais ajustado à via de comunicação fácil do que Joaquim Manoel de Macedo. O pequeno valor literário da sua obra é principalmente social, pelo fato de ele ter se esforçado em transpor a um gênero novo entre nós os tipos, as cenas, a vida de uma sociedade em fase de estabilização, lançando mão de estilo, construção, recursos narrativos os mais próximos possíveis da maneira de ser e falar das pessoas que o iriam ler. Ajustando-se estritamente ao meio fluminense do tempo, proporcionou aos leitores duas coisas que lhe garantiram popularidade e, ao mesmo tempo, a modesta imortalidade que desfruta: narrativa cujo cenário e personagens eram familiares, de todo dia; peripécias e sentimentos enredados e poéticos, de acordo com as necessidades médias de sonho e de aventura. Enquanto fornecia elementos gratos à sensibilidade do público, ia extraindo deles as consequências que não ocorrem no quotidiano e, desta forma, influindo no gosto, dando estilo às aspirações literárias do burguês carioca. E, assim como Alencar inventou um mito heróico, Macedo deu origem a um mito sentimental, a Moreninha, padroeira de namoros que ainda faz sonhar as adolescentes.
Antonio Candido. Formação da literatura brasileira, v. II.
Belo Horizonte: Itatiaia, 2000, p. 122 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial, julgue o item a seguir.
A construção de uma narrativa que representava, de forma poética e sentimental, o cotidiano da sociedade fluminense foi, entre outras razões, o que garantiu ao autor de A Moreninha uma “modesta imortalidade”, à qual o texto se refere.
 

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117097 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
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Cidadezinha qualquer
Casas entre bananeiras
Mulheres entre laranjeiras
Pomar amor cantar.
Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.
Devagar ... as janelas olham.
Eta vida besta, meu Deus.
Carlos Drummond de Andrade.
Seleta em prosa e verso. Rio de
Janeiro: Record, 1995, p. 137.
Julgue o próximo item, considerando o poema acima, de Carlos Drummond de Andrade.
Em “Pomar amor cantar” (v.3), a justaposição das palavras evoca, em tom irônico, o lirismo tradicional, recusado pelo modernismo em favor de um lirismo associado a temas do cotidiano nacional.
 

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117090 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
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Namoro a cavalo
Eu moro em Catumbi. Mas a desgraça
Que rege minha vida malfadada
Pôs lá no fim da rua do Catete
A minha Dulcinéia namorada.
Alugo (três mil-réis) por uma tarde
Um cavalo de trote (que esparrela!)
Só para erguer meus olhos suspirando
A minha namorada na janela...
Todo o meu ordenado vai-se em flores
E em lindas folhas de papel bordado
Onde eu escrevo trêmulo, amoroso,
Algum verso bonito... mas furtado.
Álvares de Azevedo. Antologia de poesia
brasileira: Romantismo. São Paulo: Ática.
Com relação ao poema Namoro a Cavalo, de Álvares de Azevedo, julgue o item subsequente.
Infere-se do poema que não é muito grande a distância entre o Catete e Catumbi e que o amor por Dulcinéia, a namorada, teve o poder de transformar o autor do texto em poeta.
 

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117055 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
Provas:
Cidadezinha qualquer
Casas entre bananeiras
Mulheres entre laranjeiras
Pomar amor cantar.
Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.
Devagar ... as janelas olham.
Eta vida besta, meu Deus.
Carlos Drummond de Andrade.
Seleta em prosa e verso. Rio de
Janeiro: Record, 1995, p. 137.
Julgue o próximo item, considerando o poema acima, de Carlos Drummond de Andrade.
Integrando a função poética, predominante, o último verso do poema, que expressa um comentário, contrasta com os versos anteriores, que são predominantemente descritivos.
 

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117048 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
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Não poderíamos encontrar no Brasil, em todo o século XIX, escritor mais ajustado à via de comunicação fácil do que Joaquim Manoel de Macedo. O pequeno valor literário da sua obra é principalmente social, pelo fato de ele ter se esforçado em transpor a um gênero novo entre nós os tipos, as cenas, a vida de uma sociedade em fase de estabilização, lançando mão de estilo, construção, recursos narrativos os mais próximos possíveis da maneira de ser e falar das pessoas que o iriam ler. Ajustando-se estritamente ao meio fluminense do tempo, proporcionou aos leitores duas coisas que lhe garantiram popularidade e, ao mesmo tempo, a modesta imortalidade que desfruta: narrativa cujo cenário e personagens eram familiares, de todo dia; peripécias e sentimentos enredados e poéticos, de acordo com as necessidades médias de sonho e de aventura. Enquanto fornecia elementos gratos à sensibilidade do público, ia extraindo deles as consequências que não ocorrem no quotidiano e, desta forma, influindo no gosto, dando estilo às aspirações literárias do burguês carioca. E, assim como Alencar inventou um mito heróico, Macedo deu origem a um mito sentimental, a Moreninha, padroeira de namoros que ainda faz sonhar as adolescentes.
Antonio Candido. Formação da literatura brasileira, v. II.
Belo Horizonte: Itatiaia, 2000, p. 122 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial, julgue o item a seguir.
O texto descreve uma época da literatura brasileira em que a prosa romântica nacional enfrentava uma contradição essencial: o gênero romanesco já estava consolidado no país durante o Romantismo, mas a burguesia brasileira, público-alvo do romance, estava ainda “em fase de estabilização”, como mencionado.
 

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113866 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
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Cidadezinha qualquer
Casas entre bananeiras
Mulheres entre laranjeiras
Pomar amor cantar.
Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.
Devagar ... as janelas olham.
Eta vida besta, meu Deus.
Carlos Drummond de Andrade.
Seleta em prosa e verso. Rio de
Janeiro: Record, 1995, p. 137.
Julgue o próximo item, considerando o poema acima, de Carlos Drummond de Andrade.
A fim de que o verso “Um homem vai devagar” (v.4) tenha significado no domínio da Física, deve-se definir um referencial, e, se esse referencial for inercial, a primeira lei de Newton é válida.
 

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113785 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
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Namoro a cavalo
Eu moro em Catumbi. Mas a desgraça
Que rege minha vida malfadada
Pôs lá no fim da rua do Catete
A minha Dulcinéia namorada.
Alugo (três mil-réis) por uma tarde
Um cavalo de trote (que esparrela!)
Só para erguer meus olhos suspirando
A minha namorada na janela...
Todo o meu ordenado vai-se em flores
E em lindas folhas de papel bordado
Onde eu escrevo trêmulo, amoroso,
Algum verso bonito... mas furtado.
Álvares de Azevedo. Antologia de poesia
brasileira: Romantismo. São Paulo: Ática.
Com relação ao poema Namoro a Cavalo, de Álvares de Azevedo, julgue o item subsequente.
Considerando que as informações entre parênteses, na segunda estrofe constituem informações adicionais, sua retirada não prejudica a coerência nem a estrutura do poema.
 

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112246 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
Provas:
Namoro a cavalo
Eu moro em Catumbi. Mas a desgraça
Que rege minha vida malfadada
Pôs lá no fim da rua do Catete
A minha Dulcinéia namorada.
Alugo (três mil-réis) por uma tarde
Um cavalo de trote (que esparrela!)
Só para erguer meus olhos suspirando
A minha namorada na janela...
Todo o meu ordenado vai-se em flores
E em lindas folhas de papel bordado
Onde eu escrevo trêmulo, amoroso,
Algum verso bonito... mas furtado.
Álvares de Azevedo. Antologia de poesia
brasileira: Romantismo. São Paulo: Ática.
Com relação ao poema Namoro a Cavalo, de Álvares de Azevedo, julgue o item subsequente.
O tema central do poema é o amor romântico, idealizado e associado ao sofrimento, como demonstram os seguintes versos: “Só para erguer meus olhos suspirando / A minha namorada na janela...” (v.7-8).
 

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51887 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ITCO
Orgão: IF-TO

Sobre a noção de texto literário e texto não-literário, analise as afirmativas a seguir.

I- Uma das características que permitem distinguir um texto literário de um não-literário é o assunto do texto.

II- O texto literário é de caráter ficcional, podendo recriar o real num plano imaginário.

III- Modernamente, afirma-se que o que diferencia um texto literário de um não-literário é o fato de o primeiro ter função estética enquanto o segundo tem função utilitária.

IV- O texto literário é denotativo e, assim, vale-se de mecanismos como a metáfora e a metonímia.

São corretas:

 

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