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São características principais do Simbolismo, EXCETO:
 

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312520 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Testamento do Sumé

Saí do seio de Jaci,
Nas asas me pendurei
Do grande, temível Tupã;
Caí direito no mar,
Entrei na igara veloz,
Depois alcancei a terra,
Atravessei o sertão
Comendo bichos do mato;
Caaporas me ajudavam;
Curupiras vão na frente
Pra me mostrar o caminho;
Entrei na taba dos homens,

Na minha cabeça pus
Um gracioso canitar,
Minha cintura cobri
Com enduape de mil cores,
Furei beiço, pus botoque,
O maracá agitei
Que nem um homem qualquer;
Na poracê tomei parte,
Dançaram em roda de mim
Soltando uivos e gritos.

Depois ao homem ensinei
A cuidar da terra dele,
Conforme boa receita
Que me deram lá na lua;
Plantei a boa mandioca
Que se transforma em farinha.
As fazendas prosperavam.
Quem fez tudo aquilo, eh!
Não foi ninguém, foi Sumé.
Pensam que me nomearam
Cacique supremo d’eles?
Qual nada, me desprezaram,
Ficaram com muita inveja,
Me pegaram distraído,
Me expuseram na maloca,

Fatal muçurana prenderam
Na cintura e no pescoço
De quem sempre os ajudou.
Por um triz eu não morri;
Mas Tupã naquele instante
Mandou um golpe de vento,
Leva a maloca nos ares,
Eles então se ajoelham.
Desamarram a muçurana
Me dão cauim a beber.

Mas eu perdi a confiança,
Sumi pra sempre no mar;
Pra eles não se esquecerem
Do avô a quem maltrataram
Deixei na laje da costa
As impressões de meus pés.

O país é mesmo agrícola,
Não tenham dúvida não:
Antes de fazerem a máquina
Para a mandioca moer,
Tratem de plantar mandioca,
Senão acaba a fazenda.
Adeus, vão plantar batatas.

Murilo Mendes. Testamento do Sumé.

No poema Testamento do Sumé, escrito, em 1932, pelo poeta modernista Murilo Mendes, a figura central é Sumé, que, segundo os mitos tupis, ensinou aos indígenas as formas de tirarem seu sustento da natureza.

A partir desse texto e dessas informações, julgue o item.

Nesse poema, Sumé, em seu testamento, relata um percurso que evidencia a trajetória histórica bem-sucedida da incorporação do indígena a um país colonizado pelo branco.

 

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312519 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Testamento do Sumé

Saí do seio de Jaci,
Nas asas me pendurei
Do grande, temível Tupã;
Caí direito no mar,
Entrei na igara veloz,
Depois alcancei a terra,
Atravessei o sertão
Comendo bichos do mato;
Caaporas me ajudavam;
Curupiras vão na frente
Pra me mostrar o caminho;
Entrei na taba dos homens,

Na minha cabeça pus
Um gracioso canitar,
Minha cintura cobri
Com enduape de mil cores,
Furei beiço, pus botoque,
O maracá agitei
Que nem um homem qualquer;
Na poracê tomei parte,
Dançaram em roda de mim
Soltando uivos e gritos.

Depois ao homem ensinei
A cuidar da terra dele,
Conforme boa receita
Que me deram lá na lua;
Plantei a boa mandioca
Que se transforma em farinha.
As fazendas prosperavam.
Quem fez tudo aquilo, eh!
Não foi ninguém, foi Sumé.
Pensam que me nomearam
Cacique supremo d’eles?
Qual nada, me desprezaram,
Ficaram com muita inveja,
Me pegaram distraído,
Me expuseram na maloca,

Fatal muçurana prenderam
Na cintura e no pescoço
De quem sempre os ajudou.
Por um triz eu não morri;
Mas Tupã naquele instante
Mandou um golpe de vento,
Leva a maloca nos ares,
Eles então se ajoelham.
Desamarram a muçurana
Me dão cauim a beber.

Mas eu perdi a confiança,
Sumi pra sempre no mar;
Pra eles não se esquecerem
Do avô a quem maltrataram
Deixei na laje da costa
As impressões de meus pés.

O país é mesmo agrícola,
Não tenham dúvida não:
Antes de fazerem a máquina
Para a mandioca moer,
Tratem de plantar mandioca,
Senão acaba a fazenda.
Adeus, vão plantar batatas.

Murilo Mendes. Testamento do Sumé.

No poema Testamento do Sumé, escrito, em 1932, pelo poeta modernista Murilo Mendes, a figura central é Sumé, que, segundo os mitos tupis, ensinou aos indígenas as formas de tirarem seu sustento da natureza.

A partir desse texto e dessas informações, julgue o item.

No poema apresentado, a forma como o poeta modernista reconstruiu a figura mítica de Sumé produziu, como efeito poético, a visão crítica acerca do país, mais visível na última estrofe do poema.

 

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312518 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Testamento do Sumé

Saí do seio de Jaci,
Nas asas me pendurei
Do grande, temível Tupã;
Caí direito no mar,
Entrei na igara veloz,
Depois alcancei a terra,
Atravessei o sertão
Comendo bichos do mato;
Caaporas me ajudavam;
Curupiras vão na frente
Pra me mostrar o caminho;
Entrei na taba dos homens,

Na minha cabeça pus
Um gracioso canitar,
Minha cintura cobri
Com enduape de mil cores,
Furei beiço, pus botoque,
O maracá agitei
Que nem um homem qualquer;
Na poracê tomei parte,
Dançaram em roda de mim
Soltando uivos e gritos.

Depois ao homem ensinei
A cuidar da terra dele,
Conforme boa receita
Que me deram lá na lua;
Plantei a boa mandioca
Que se transforma em farinha.
As fazendas prosperavam.
Quem fez tudo aquilo, eh!
Não foi ninguém, foi Sumé.
Pensam que me nomearam
Cacique supremo d’eles?
Qual nada, me desprezaram,
Ficaram com muita inveja,
Me pegaram distraído,
Me expuseram na maloca,

Fatal muçurana prenderam
Na cintura e no pescoço
De quem sempre os ajudou.
Por um triz eu não morri;
Mas Tupã naquele instante
Mandou um golpe de vento,
Leva a maloca nos ares,
Eles então se ajoelham.
Desamarram a muçurana
Me dão cauim a beber.

Mas eu perdi a confiança,
Sumi pra sempre no mar;
Pra eles não se esquecerem
Do avô a quem maltrataram
Deixei na laje da costa
As impressões de meus pés.

O país é mesmo agrícola,
Não tenham dúvida não:
Antes de fazerem a máquina
Para a mandioca moer,
Tratem de plantar mandioca,
Senão acaba a fazenda.
Adeus, vão plantar batatas.

Murilo Mendes. Testamento do Sumé.

No poema Testamento do Sumé, escrito, em 1932, pelo poeta modernista Murilo Mendes, a figura central é Sumé, que, segundo os mitos tupis, ensinou aos indígenas as formas de tirarem seu sustento da natureza.

A partir desse texto e dessas informações, julgue o item.

Tal como haviam feito os poetas do Indianismo romântico, Murilo Mendes incorporou termos indígenas em seu poema, mas sem o tom
solene da linguagem, que era utilizado no Romantismo.

 

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312517 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Testamento do Sumé

Saí do seio de Jaci,
Nas asas me pendurei
Do grande, temível Tupã;
Caí direito no mar,
Entrei na igara veloz,
Depois alcancei a terra,
Atravessei o sertão
Comendo bichos do mato;
Caaporas me ajudavam;
Curupiras vão na frente
Pra me mostrar o caminho;
Entrei na taba dos homens,

Na minha cabeça pus
Um gracioso canitar,
Minha cintura cobri
Com enduape de mil cores,
Furei beiço, pus botoque,
O maracá agitei
Que nem um homem qualquer;
Na poracê tomei parte,
Dançaram em roda de mim
Soltando uivos e gritos.

Depois ao homem ensinei
A cuidar da terra dele,
Conforme boa receita
Que me deram lá na lua;
Plantei a boa mandioca
Que se transforma em farinha.
As fazendas prosperavam.
Quem fez tudo aquilo, eh!
Não foi ninguém, foi Sumé.
Pensam que me nomearam
Cacique supremo d’eles?
Qual nada, me desprezaram,
Ficaram com muita inveja,
Me pegaram distraído,
Me expuseram na maloca,

Fatal muçurana prenderam
Na cintura e no pescoço
De quem sempre os ajudou.
Por um triz eu não morri;
Mas Tupã naquele instante
Mandou um golpe de vento,
Leva a maloca nos ares,
Eles então se ajoelham.
Desamarram a muçurana
Me dão cauim a beber.

Mas eu perdi a confiança,
Sumi pra sempre no mar;
Pra eles não se esquecerem
Do avô a quem maltrataram
Deixei na laje da costa
As impressões de meus pés.

O país é mesmo agrícola,
Não tenham dúvida não:
Antes de fazerem a máquina
Para a mandioca moer,
Tratem de plantar mandioca,
Senão acaba a fazenda.
Adeus, vão plantar batatas.

Murilo Mendes. Testamento do Sumé.

No poema Testamento do Sumé, escrito, em 1932, pelo poeta modernista Murilo Mendes, a figura central é Sumé, que, segundo os mitos tupis, ensinou aos indígenas as formas de tirarem seu sustento da natureza.

A partir desse texto e dessas informações, julgue o item.

A retomada temática de mitos indígenas no Modernismo aproxima esse período literário do ufanismo patriótico romântico, que havia eleito o indígena como herói e símbolo nacional.

 

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312516 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Testamento do Sumé

Saí do seio de Jaci,
Nas asas me pendurei
Do grande, temível Tupã;
Caí direito no mar,
Entrei na igara veloz,
Depois alcancei a terra,
Atravessei o sertão
Comendo bichos do mato;
Caaporas me ajudavam;
Curupiras vão na frente
Pra me mostrar o caminho;
Entrei na taba dos homens,

Na minha cabeça pus
Um gracioso canitar,
Minha cintura cobri
Com enduape de mil cores,
Furei beiço, pus botoque,
O maracá agitei
Que nem um homem qualquer;
Na poracê tomei parte,
Dançaram em roda de mim
Soltando uivos e gritos.

Depois ao homem ensinei
A cuidar da terra dele,
Conforme boa receita
Que me deram lá na lua;
Plantei a boa mandioca
Que se transforma em farinha.
As fazendas prosperavam.
Quem fez tudo aquilo, eh!
Não foi ninguém, foi Sumé.
Pensam que me nomearam
Cacique supremo d’eles?
Qual nada, me desprezaram,
Ficaram com muita inveja,
Me pegaram distraído,
Me expuseram na maloca,

Fatal muçurana prenderam
Na cintura e no pescoço
De quem sempre os ajudou.
Por um triz eu não morri;
Mas Tupã naquele instante
Mandou um golpe de vento,
Leva a maloca nos ares,
Eles então se ajoelham.
Desamarram a muçurana
Me dão cauim a beber.

Mas eu perdi a confiança,
Sumi pra sempre no mar;
Pra eles não se esquecerem
Do avô a quem maltrataram
Deixei na laje da costa
As impressões de meus pés.

O país é mesmo agrícola,
Não tenham dúvida não:
Antes de fazerem a máquina
Para a mandioca moer,
Tratem de plantar mandioca,
Senão acaba a fazenda.
Adeus, vão plantar batatas.

Murilo Mendes. Testamento do Sumé.

No poema Testamento do Sumé, escrito, em 1932, pelo poeta modernista Murilo Mendes, a figura central é Sumé, que, segundo os mitos tupis, ensinou aos indígenas as formas de tirarem seu sustento da natureza.

A partir desse texto e dessas informações, julgue o item.

No poema, o emprego de rimas e estrofes regulares bem como a descrição do indígena Sumé como herói destoam do estilo modernista.

 

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117260 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
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Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo do seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num incidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo o meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu queria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.
Fernando Sabino. In: Antonio Candido. Recortes.
Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2004, p. 31.
Com relação ao fragmento de texto de Fernando Sabino, apresentado acima, julgue o item seguinte.
No texto, o escritor desenvolve uma breve reflexão acerca da crônica: gênero literário em que predominam o circunstancial e o episódico para o qual o escritor não encontra assunto e percebe-se incapaz de “recolher da vida diária algo do seu disperso conteúdo humano”.
 

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117241 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
Provas:
Cidadezinha qualquer
Casas entre bananeiras
Mulheres entre laranjeiras
Pomar amor cantar.
Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.
Devagar ... as janelas olham.
Eta vida besta, meu Deus.
Carlos Drummond de Andrade.
Seleta em prosa e verso. Rio de
Janeiro: Record, 1995, p. 137.
Julgue o próximo item, considerando o poema acima, de Carlos Drummond de Andrade.
Levando-se em conta os movimentos de rotação da terra, o autor não poderia utilizar a terra como referencial inercial para “Um cachorro vai devagar”.
 

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117219 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
Provas:
Não poderíamos encontrar no Brasil, em todo o século XIX, escritor mais ajustado à via de comunicação fácil do que Joaquim Manoel de Macedo. O pequeno valor literário da sua obra é principalmente social, pelo fato de ele ter se esforçado em transpor a um gênero novo entre nós os tipos, as cenas, a vida de uma sociedade em fase de estabilização, lançando mão de estilo, construção, recursos narrativos os mais próximos possíveis da maneira de ser e falar das pessoas que o iriam ler. Ajustando-se estritamente ao meio fluminense do tempo, proporcionou aos leitores duas coisas que lhe garantiram popularidade e, ao mesmo tempo, a modesta imortalidade que desfruta: narrativa cujo cenário e personagens eram familiares, de todo dia; peripécias e sentimentos enredados e poéticos, de acordo com as necessidades médias de sonho e de aventura. Enquanto fornecia elementos gratos à sensibilidade do público, ia extraindo deles as consequências que não ocorrem no quotidiano e, desta forma, influindo no gosto, dando estilo às aspirações literárias do burguês carioca. E, assim como Alencar inventou um mito heróico, Macedo deu origem a um mito sentimental, a Moreninha, padroeira de namoros que ainda faz sonhar as adolescentes.
Antonio Candido. Formação da literatura brasileira, v. II.
Belo Horizonte: Itatiaia, 2000, p. 122 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial, julgue o item a seguir.
De acordo com o texto, se comparada à de José de Alencar, a obra de Joaquim Manoel de Macedo tem pouco valor literário, pois evidencia apego a temas do cotidiano, além de não ter influenciado o gosto e a mentalidade da sociedade do século XIX.
 

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Questão presente nas seguintes provas
117194 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
Provas:
Cidadezinha qualquer
Casas entre bananeiras
Mulheres entre laranjeiras
Pomar amor cantar.
Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.
Devagar ... as janelas olham.
Eta vida besta, meu Deus.
Carlos Drummond de Andrade.
Seleta em prosa e verso. Rio de
Janeiro: Record, 1995, p. 137.
Julgue o próximo item, considerando o poema acima, de Carlos Drummond de Andrade.
No poema, o tipo de rima dos versos 1 e 2 e a repetição da palavra “devagar” contribuem para a composição do tema do poema, sintetizado no verso final: “Eta vida besta, meu Deus” (v.8).
 

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