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3525111 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Pneumotórax

Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos.

A vida inteira que podia ter sido e que não foi.

Tosse, tosse, tosse.

Mandou chamar o médico:

— Diga trinta e três.

— Trinta e três... trinta e três... trinta e três...

— Respire.
.................................................................................................

— O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.

— Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?

— Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.

Manuel Bandeira. In: O melhor da poesia brasileira. Rio de Janeiro: José Olympio, 2004, p. 101.

Julgue os itens seguintes, considerando as idéias e características da linguagem do texto Pneumotórax, bem como o momento de sua produção na literatura brasileira e o contexto histórico a ele associado.

Em “Tosse, tosse, tosse” (v.3), a repetição do vocábulo é uma figuração literária que, em três palavras, consegue associar o ritmo do texto ao ritmo agudo do sintoma físico e patológico que acomete o paciente.

 

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3525027 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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O assombro de Itaguaí

E agora prepare-se o leitor para o mesmo assombro em que ficou a vila, ao saber um dia que os loucos da Casa Verde iam todos ser postos na rua.

4 — Todos?

— Todos.

É impossível; alguns, sim, mas todos...

— Todos. Assim o disse ele no ofício que mandou hoje de manhã à câmara. De fato, o alienista oficiara à câmara expondo: 1.º, que verificara das estatísticas da vila e da Casa Verde que quatro quintos da população estavam aposentados naquele estabelecimento; 2.º, que esta deslocação de população levara-o a examinar os fundamentos da sua teoria das moléstias cerebrais, teoria que excluía do domínio da razão todos os casos em que o equilíbrio das faculdades não fosse perfeito e absoluto; 3.º, que desse exame e do fato estatístico resultara para ele a convicção de que a verdadeira doutrina não era aquela, mas a oposta, e, portanto, que se devia admitir como normal e exemplar o desequilíbrio das faculdades, e como hipóteses patológicas todos os casos em que aquele equilíbrio fosse ininterrupto; 4.º, que, à vista disso, declarava à câmara que ia dar liberdade aos reclusos da Casa Verde e agasalhar nela as pessoas que se achassem nas condições agora expostas; 5.º, que, tratando de descobrir a verdade científica, não se pouparia a esforços de toda a natureza, esperando da câmara igual dedicação; 6.º, que restituía à câmara e aos particulares a soma do estipêndio recebido pelo alojamento dos supostos loucos, descontada a parte efetivamente gasta com a alimentação, roupa etc.; o que a câmara mandaria verificar nos livros e arcas da Casa Verde.

O assombro de Itaguaí foi grande; não foi menor a alegria dos parentes e amigos dos reclusos. Jantares, danças, luminárias, músicas, tudo houve para celebrar tão fausto acontecimento. Não descrevo as festas por não interessarem ao nosso propósito; mas foram esplêndidas, tocantes e prolongadas.

E vão assim as coisas humanas! No meio do regozijo produzido pelo ofício de Simão Bacamarte, ninguém advertia na frase final do § 4.º, uma frase cheia de experiências futuras.

Machado de Assis. O alienista. In: 50 contos. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 71-2.

No que concerne ao fragmento do conto de Machado de Assis apresentado, ao conjunto de sua obra e à sua relação com os elementos constitutivos da literatura brasileira, assim como às suas estruturas lingüísticas e ao contexto histórico de sua produção, julgue os itens a seguir.

Os habitantes de Itaguaí, ao aprovarem o ofício na câmara e se alegrarem com a libertação dos reclusos, confirmam, sem o saberem, a teoria do alienista de que as pessoas equilibradas é que deveriam ocupar o lugar dos loucos na Casa Verde.

 

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3525025 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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O assombro de Itaguaí

E agora prepare-se o leitor para o mesmo assombro em que ficou a vila, ao saber um dia que os loucos da Casa Verde iam todos ser postos na rua.

4 — Todos?

— Todos.

É impossível; alguns, sim, mas todos...

— Todos. Assim o disse ele no ofício que mandou hoje de manhã à câmara. De fato, o alienista oficiara à câmara expondo: 1.º, que verificara das estatísticas da vila e da Casa Verde que quatro quintos da população estavam aposentados naquele estabelecimento; 2.º, que esta deslocação de população levara-o a examinar os fundamentos da sua teoria das moléstias cerebrais, teoria que excluía do domínio da razão todos os casos em que o equilíbrio das faculdades não fosse perfeito e absoluto; 3.º, que desse exame e do fato estatístico resultara para ele a convicção de que a verdadeira doutrina não era aquela, mas a oposta, e, portanto, que se devia admitir como normal e exemplar o desequilíbrio das faculdades, e como hipóteses patológicas todos os casos em que aquele equilíbrio fosse ininterrupto; 4.º, que, à vista disso, declarava à câmara que ia dar liberdade aos reclusos da Casa Verde e agasalhar nela as pessoas que se achassem nas condições agora expostas; 5.º, que, tratando de descobrir a verdade científica, não se pouparia a esforços de toda a natureza, esperando da câmara igual dedicação; 6.º, que restituía à câmara e aos particulares a soma do estipêndio recebido pelo alojamento dos supostos loucos, descontada a parte efetivamente gasta com a alimentação, roupa etc.; o que a câmara mandaria verificar nos livros e arcas da Casa Verde.

O assombro de Itaguaí foi grande; não foi menor a alegria dos parentes e amigos dos reclusos. Jantares, danças, luminárias, músicas, tudo houve para celebrar tão fausto acontecimento. Não descrevo as festas por não interessarem ao nosso propósito; mas foram esplêndidas, tocantes e prolongadas.

E vão assim as coisas humanas! No meio do regozijo produzido pelo ofício de Simão Bacamarte, ninguém advertia na frase final do § 4.º, uma frase cheia de experiências futuras.

Machado de Assis. O alienista. In: 50 contos. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 71-2.

No que concerne ao fragmento do conto de Machado de Assis apresentado, ao conjunto de sua obra e à sua relação com os elementos constitutivos da literatura brasileira, assim como às suas estruturas lingüísticas e ao contexto histórico de sua produção, julgue os itens a seguir.

O uso do discurso científico, jurídico e legal, entremeado ao literário, é recurso estético de que se vale o autor para pôr em xeque, por meio da ficção, a realidade social, política e histórica.

 

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3525024 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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O assombro de Itaguaí

E agora prepare-se o leitor para o mesmo assombro em que ficou a vila, ao saber um dia que os loucos da Casa Verde iam todos ser postos na rua.

4 — Todos?

— Todos.

É impossível; alguns, sim, mas todos...

— Todos. Assim o disse ele no ofício que mandou hoje de manhã à câmara. De fato, o alienista oficiara à câmara expondo: 1.º, que verificara das estatísticas da vila e da Casa Verde que quatro quintos da população estavam aposentados naquele estabelecimento; 2.º, que esta deslocação de população levara-o a examinar os fundamentos da sua teoria das moléstias cerebrais, teoria que excluía do domínio da razão todos os casos em que o equilíbrio das faculdades não fosse perfeito e absoluto; 3.º, que desse exame e do fato estatístico resultara para ele a convicção de que a verdadeira doutrina não era aquela, mas a oposta, e, portanto, que se devia admitir como normal e exemplar o desequilíbrio das faculdades, e como hipóteses patológicas todos os casos em que aquele equilíbrio fosse ininterrupto; 4.º, que, à vista disso, declarava à câmara que ia dar liberdade aos reclusos da Casa Verde e agasalhar nela as pessoas que se achassem nas condições agora expostas; 5.º, que, tratando de descobrir a verdade científica, não se pouparia a esforços de toda a natureza, esperando da câmara igual dedicação; 6.º, que restituía à câmara e aos particulares a soma do estipêndio recebido pelo alojamento dos supostos loucos, descontada a parte efetivamente gasta com a alimentação, roupa etc.; o que a câmara mandaria verificar nos livros e arcas da Casa Verde.

O assombro de Itaguaí foi grande; não foi menor a alegria dos parentes e amigos dos reclusos. Jantares, danças, luminárias, músicas, tudo houve para celebrar tão fausto acontecimento. Não descrevo as festas por não interessarem ao nosso propósito; mas foram esplêndidas, tocantes e prolongadas.

E vão assim as coisas humanas! No meio do regozijo produzido pelo ofício de Simão Bacamarte, ninguém advertia na frase final do § 4.º, uma frase cheia de experiências futuras.

Machado de Assis. O alienista. In: 50 contos. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 71-2.

No que concerne ao fragmento do conto de Machado de Assis apresentado, ao conjunto de sua obra e à sua relação com os elementos constitutivos da literatura brasileira, assim como às suas estruturas lingüísticas e ao contexto histórico de sua produção, julgue os itens a seguir.

A figura do alienista e a discussão acerca de doenças constituíram temática inédita na literatura brasileira do século XIX, pois as teorias filosóficas e científicas do positivismo europeu só se fizeram sensíveis, na produção literária nacional, a partir do século XX, com o Modernismo.

 

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3525023 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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O assombro de Itaguaí

E agora prepare-se o leitor para o mesmo assombro em que ficou a vila, ao saber um dia que os loucos da Casa Verde iam todos ser postos na rua.

4 — Todos?

— Todos.

É impossível; alguns, sim, mas todos...

— Todos. Assim o disse ele no ofício que mandou hoje de manhã à câmara. De fato, o alienista oficiara à câmara expondo: 1.º, que verificara das estatísticas da vila e da Casa Verde que quatro quintos da população estavam aposentados naquele estabelecimento; 2.º, que esta deslocação de população levara-o a examinar os fundamentos da sua teoria das moléstias cerebrais, teoria que excluía do domínio da razão todos os casos em que o equilíbrio das faculdades não fosse perfeito e absoluto; 3.º, que desse exame e do fato estatístico resultara para ele a convicção de que a verdadeira doutrina não era aquela, mas a oposta, e, portanto, que se devia admitir como normal e exemplar o desequilíbrio das faculdades, e como hipóteses patológicas todos os casos em que aquele equilíbrio fosse ininterrupto; 4.º, que, à vista disso, declarava à câmara que ia dar liberdade aos reclusos da Casa Verde e agasalhar nela as pessoas que se achassem nas condições agora expostas; 5.º, que, tratando de descobrir a verdade científica, não se pouparia a esforços de toda a natureza, esperando da câmara igual dedicação; 6.º, que restituía à câmara e aos particulares a soma do estipêndio recebido pelo alojamento dos supostos loucos, descontada a parte efetivamente gasta com a alimentação, roupa etc.; o que a câmara mandaria verificar nos livros e arcas da Casa Verde.

O assombro de Itaguaí foi grande; não foi menor a alegria dos parentes e amigos dos reclusos. Jantares, danças, luminárias, músicas, tudo houve para celebrar tão fausto acontecimento. Não descrevo as festas por não interessarem ao nosso propósito; mas foram esplêndidas, tocantes e prolongadas.

E vão assim as coisas humanas! No meio do regozijo produzido pelo ofício de Simão Bacamarte, ninguém advertia na frase final do § 4.º, uma frase cheia de experiências futuras.

Machado de Assis. O alienista. In: 50 contos. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 71-2.

No que concerne ao fragmento do conto de Machado de Assis apresentado, ao conjunto de sua obra e à sua relação com os elementos constitutivos da literatura brasileira, assim como às suas estruturas lingüísticas e ao contexto histórico de sua produção, julgue os itens a seguir.

A mudança de opinião do alienista em relação à validade de sua teoria das moléstias cerebrais indica um traço estético marcante da narrativa machadiana, isto é, a facilidade com que uma verdade pode ser substituída pelo seu oposto quando isso for conveniente.

 

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3525021 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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O assombro de Itaguaí

E agora prepare-se o leitor para o mesmo assombro em que ficou a vila, ao saber um dia que os loucos da Casa Verde iam todos ser postos na rua.

4 — Todos?

— Todos.

É impossível; alguns, sim, mas todos...

— Todos. Assim o disse ele no ofício que mandou hoje de manhã à câmara. De fato, o alienista oficiara à câmara expondo: 1.º, que verificara das estatísticas da vila e da Casa Verde que quatro quintos da população estavam aposentados naquele estabelecimento; 2.º, que esta deslocação de população levara-o a examinar os fundamentos da sua teoria das moléstias cerebrais, teoria que excluía do domínio da razão todos os casos em que o equilíbrio das faculdades não fosse perfeito e absoluto; 3.º, que desse exame e do fato estatístico resultara para ele a convicção de que a verdadeira doutrina não era aquela, mas a oposta, e, portanto, que se devia admitir como normal e exemplar o desequilíbrio das faculdades, e como hipóteses patológicas todos os casos em que aquele equilíbrio fosse ininterrupto; 4.º, que, à vista disso, declarava à câmara que ia dar liberdade aos reclusos da Casa Verde e agasalhar nela as pessoas que se achassem nas condições agora expostas; 5.º, que, tratando de descobrir a verdade científica, não se pouparia a esforços de toda a natureza, esperando da câmara igual dedicação; 6.º, que restituía à câmara e aos particulares a soma do estipêndio recebido pelo alojamento dos supostos loucos, descontada a parte efetivamente gasta com a alimentação, roupa etc.; o que a câmara mandaria verificar nos livros e arcas da Casa Verde.

O assombro de Itaguaí foi grande; não foi menor a alegria dos parentes e amigos dos reclusos. Jantares, danças, luminárias, músicas, tudo houve para celebrar tão fausto acontecimento. Não descrevo as festas por não interessarem ao nosso propósito; mas foram esplêndidas, tocantes e prolongadas.

E vão assim as coisas humanas! No meio do regozijo produzido pelo ofício de Simão Bacamarte, ninguém advertia na frase final do § 4.º, uma frase cheia de experiências futuras.

Machado de Assis. O alienista. In: 50 contos. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 71-2.

No que concerne ao fragmento do conto de Machado de Assis apresentado, ao conjunto de sua obra e à sua relação com os elementos constitutivos da literatura brasileira, assim como às suas estruturas lingüísticas e ao contexto histórico de sua produção, julgue os itens a seguir.

Ao se dirigir ao leitor, o narrador em primeira pessoa, ou seja, o alienista, procura estabelecer contato com o leitor para envolvê-lo na trama da narrativa, o que é um recurso estilístico incomum no realismo de Machado de Assis e ausente também nas obras do Romantismo brasileiro.

 

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3508230 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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A vida muda como a cor dos frutos lentamente
e para sempre
A vida muda como a flor em fruto
velozmente
A vida muda como a água em folhas
o sonho em luz elétrica
a rosa desembrulha do carbono
o pássaro, da boca mas
quando for tempo
E é tempo todo tempo mas
não basta um século para fazer a pétala
que um só minuto faz
ou não
mas
a vida muda
a vida muda o morto em multidão

Ferreira Gullar. Toda poesia – Dentro da noite veloz. Rio de Janeiro: José Olympio, 2000, p. 202.

Considerando o poema acima, escrito por Ferreira Gullar, e a amplitude do tema que ele aborda, julgue os itens a seguir.

A poesia de Ferreira Gullar apresenta as mesmas características formais e a mesma temática da poesia de João Cabral de Melo Neto.

 

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3508229 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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A vida muda como a cor dos frutos lentamente
e para sempre
A vida muda como a flor em fruto
velozmente
A vida muda como a água em folhas
o sonho em luz elétrica
a rosa desembrulha do carbono
o pássaro, da boca mas
quando for tempo
E é tempo todo tempo mas
não basta um século para fazer a pétala
que um só minuto faz
ou não
mas
a vida muda
a vida muda o morto em multidão

Ferreira Gullar. Toda poesia – Dentro da noite veloz. Rio de Janeiro: José Olympio, 2000, p. 202.

Considerando o poema acima, escrito por Ferreira Gullar, e a amplitude do tema que ele aborda, julgue os itens a seguir.

A poesia brasileira do século XX e do início do século XXI constitui um bloco único de características semelhantes, aglutinado em torno de preceitos rígidos de versificação.

 

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3508182 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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O orador, que era novo, expunha as suas idéias políticas. Dizia que opinava por isso ou por aquilo. Um dos apartistas acudia: é liberal. Redargüia o outro: é conservador. Tinha o orador mais este e aquele propósito. É conservador, dizia o segundo, é liberal, teimava o primeiro. Em tais condições, prosseguia o novato, é meu intuito seguir este caminho. Redargüia o liberal: é liberal; e o conservador: é
conservador. Durou este divertimento três quartos de colunas do Jornal do Comércio. Eu guardei um exemplar da folha para acudir às minhas melancolias, mas perdi-o numa das mudanças de casa.
Oh! não mudeis de casa! Mudai de roupa, mudai de fortuna, de amigos, de opinião, de criados, mudai de tudo, mas não mudeis de casa! Boas noites.

Machado de Assis. Bons dias. Internet: <www.dominiopublico.gov.br>.

Considerando a obra de Machado de Assis, exemplificada pelo texto acima, e o contexto histórico no qual ela se insere, julgue os itens subseqüentes.

Além de romances, contos, poesias, peças de teatro, Machado de Assis, colaborando com jornais da época, escreveu uma quantidade considerável de crônicas, das quais o trecho acima é um exemplo.

 

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3508168 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Tudo parecia tão simples. O mar lá, o céu por cima, tempo pra tudo, pressa praC quê.
Estava tudo quieto um dia, uns na praia, outros em casa, o fogão frio, a geladeira quieta, uns na cama e outros na rede, uma tia falou que dia quieto.
— Foi num dia assim — falou Tio Raul — que Getúlio se matou. Foi num dia assim que caiu a bomba em Hiroshima. TáC quieto pra nós aqui, suspirou, mas quem sabe o que vai pelo mundo. Quieto para nós aqui, repetiu fechando os olhos; mas a gente ficou se olhando, tontos com o mundo de morte e batalhas lá fora; e de repente até o mar parecia estranho. Domingos Pellegrini. Meninos e meninas.

São Paulo: Ática, 1998, p. 96.

A partir do texto acima, julgue os seguintes itens.

As expressões “pra” (l.2) e “Tá”(l.8) indicam que o autor incorporou ao texto marcas próprias da oralidade.

 

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