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3962613 Ano: 2026
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FCM
Orgão: IF-AM
Ninguém sabe crasear, mas ler todo mundo lê
Otto Lara Resende
    Depois que a redação voltou ao vestibular, o que mais se ouve nesta época do ano é uma jeremiada sobre o desprezo a que está hoje relegado o livro. Ninguém sabe escrever porque ninguém lê.
    Escrever é uma técnica e, como tal, pode ser ensinada e, claro, pode ser aprendida por quem quiser. Também é uma arte, mas isto é outra história. Há vários métodos de ensinar a técnica de escrever. O mais comum, ou o mais aceito, é o que elimina qualquer noção de gramática. Não há razão para impor regra, nem lei. Tudo se pode ignorar. Ninguém precisa saber análise léxica ou sintática.
    Como os mestres que sustentam este ponto de vista sustentam também que pouquíssimo ou quase nada se lê, sobretudo nas novas gerações, presumo que a técnica de escrever seja ensinada por um processo mediúnico. Com a moda universal do esoterismo, quem sabe já se chegou ao aprendizado da leitura sem livro. Ou sem texto de qualquer espécie.
    No Brasil, como sabemos há séculos, nossos compatriotas analfabetos se contam por milhões. Até porque é muito difícil diagnosticar com precisão o grau de analfabetismo de um cidadão. Há titulares de diplomas e canudos que não vão muito longe em matéria de alfabeto. Um simples ditado, daqueles que há anos se davam na escola primária, pode derrubar milhares de bacharéis de grau superior. Isto para não falar da crase.
    A crase é hoje um obstáculo tão difícil, ou mais, do que o “cujo”. Há 30 anos ou mais, o Ferreira Gullar formulou as novas tábuas da lei nessa matéria. O primeiro mandamento trazia o princípio da libertação. A crase não foi feita para humilhar ninguém. Era um tempo em que a crase ainda humilhava. Hoje chegamos a um tal nível de saúde mental que ninguém se abala com a crase.
    Mas afinal de contas, eu ia falar da leitura. E do livro, cujo dia passou quase despercebido. Pois há um Dia do Livro. Mera coincidência, é o dia de São Judas Tadeu, o santo dos impossíveis e dos desesperados. São Judas Tadeu, de quem sou devoto, atraiu à sua igreja milhares de fiéis no Rio e pelo Brasil afora. 
    Podia ser também o patrono do livro, já que o livro, pelo que ouço, só existe e resiste por força de um milagre. Cheguei até aqui e não disse o que queria. Digo agora assim de estalo o que é a minha tese. Seguinte: nada neste mundo é mais promovido do que o livro. Dessacralizado pela sociedade de consumo, o livro não perdeu status. Continua a seu modo sagrado. Quem ousaria, por exemplo, declarar de público que não lê? Conheço dois casos. O Graciliano, que nos últimos anos de sua vida não lia nada. É o que ele dizia. E o garoto que outro dia disse na televisão que detesta ler. Cara de pau? Não. Um bravo!
Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/6549/ninguemsabe-crasear-mas-ler-todo-mundo-le Acesso em: 24 nov. 2025. Adaptado.
O texto de Otto Lara Resende é uma crônica. No componente Língua Portuguesa da BNCC, prevê-se a ampliação do “contato dos estudantes com gêneros textuais relacionados a vários campos de atuação e a várias disciplinas, partindo-se de práticas de linguagem já vivenciadas pelos jovens para a ampliação dessas práticas, em direção a novas experiências.” (BRASIL, 2018, p. 136)

Dentre as classificações previstas na BNCC, é correto afirmar que a crônica de Lara Resende é
 

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3998851 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Venâncio Aires-RS
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Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando os trechos de poemas abaixo às suas respectivas Gerações da Poesia do Romantismo Brasileiro.

Coluna 1 
1. Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi:
Sou filho das selvas,
Nas selvas cresci;
Guerreiros, descendo
Da tribo tupi.
Da tribo pujante,
Que agora anda errante
Por fado inconstante,
Guerreiros, nasci:
Sou bravo, sou forte,
Sou filho do Norte;
Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi.

2. Era um sonho dantesco…
O tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho,
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar de açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar...
Negras mulheres, suspendendo às tetas
Magras crianças, cujas bocas pretas
Rega o sangue das mães:
Outras moças, mas nuas e espantadas,
No turbilhão de espectros arrastadas,
Em ânsia e mágoa vãs!

3. Adeus, meus sonhos, eu pranteio e morro!
Não levo da existência uma saudade!
E tanta vida que meu peito enchia
Morreu na minha triste mocidade!
Misérrimo! Votei meus pobres dia
À sina doida de um amor sem fruto,
E minh’alma na treva agora dorme
Como um olhar que a morte envolve em luto.

Coluna 2
( ) Primeira Geração.
( ) Segunda Geração.
( ) Terceira Geração.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
 

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3998555 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Venâncio Aires-RS
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O Sítio do Pica-Pau Amarelo, criado por ________________, é um universo literário que mistura fantasia, folclore brasileiro e elementos da cultura popular, sendo frequentado por personagens como Emília, Narizinho e Visconde de Sabugosa. A obra apresenta aventuras que despertam a imaginação das crianças e ensinam valores importantes sobre amizade, coragem e conhecimento.

Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.
 

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3994332 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Renascer
Orgão: Pref. Nova Erechim-SC
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Success is counted sweetest
By those who ne’er succeed.
To comprehend a nectar
Requires sorest need.
Not one of all the purple Host
Who took the Flag today
Can tell the definition,
So clear, of Victory!
As he, defeated — dying —
On whose forbidden ear
The distant strains of triumph
Burst agonized and clear!
(c. 1859)
– Emily Dickinson –
In “Success is counted sweetest”, Emily Dickinson uses figurative language to deepen the contrast between victory and defeat. Which figure of speech is most clearly illustrated in the image of the “purple Host / Who took the Flag today” contrasted with “he, defeated — dying”?
 

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3991921 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FEPESE
Orgão: Pref. Concórdia-SC
Sobre a literatura infantil no Brasil e a contribuição de autores como Monteiro Lobato, Ziraldo, Maria Clara Machado e Cecília Meireles, é correto afirmar que:
 

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3991919 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FEPESE
Orgão: Pref. Concórdia-SC
A respeito do papel da pessoa narradora ou contadora de histórias em contextos de formação de leitura, é correto afirmar que:
 

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3991917 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FEPESE
Orgão: Pref. Concórdia-SC
Sobre a transição da literatura de tradição oral para a literatura infantil de autor, é correto afirmar que:
 

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3991915 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FEPESE
Orgão: Pref. Concórdia-SC
No âmbito da literatura infantil, sobre a relação entre ilustração e outras linguagens não verbais com o texto literário, é correto afirmar que:
 

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Texto 3
“Competências específicas de Língua Portuguesa para o Ensino Fundamental
9- Envolver-se em práticas de leitura literária que possibilitem o desenvolvimento do senso estético para fruição, valorizando a literatura e outras manifestações artístico-culturais como formas de acesso às dimensões lúdicas, de imaginário e encantamento, reconhecendo o potencial transformador e humanizador da experiência com a literatura”.
Base curricular municipal da educação fundamental - Caderno 2 / Organizadores Claudia Maria da Cruz, Paulo Rogério de Rossi. – Concórdia-SC: Secretaria Municipal de Educação de Concórdia, 2023, p. 61.
Segundo o texto 3, excerto retirado da Base Curricular Municipal de Concórdia, e com base em seus conhecimentos sobre o ensino de literatura, é correto afirmar que a literatura deve ser:
 

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3990541 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FEPESE
Orgão: Pref. Cunha Porã-SC
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Os Sertões (1902), de Euclides da Cunha, é uma obra fundamental do Pré-Modernismo brasileiro que relata a Guerra de Canudos. O conflito ocorreu no sertão da Bahia, entre 1896 e 1897, envolvendo as forças do exército brasileiro, na recém-inaugurada República, contra os habitantes do Arraial de Canudos, liderados pelo missionário Antônio Conselheiro.
A crítica literária frequentemente aponta a dificuldade em classificar o livro em um único gênero literário tradicional (lírico, narrativo ou dramático), devido à sua natureza multifacetada. O texto mescla descrições geográficas, análises sociológicas e um relato jornalístico dos eventos.

Considerando a complexidade da obra e a classificação dos gêneros literários, qual das alternativas abaixo descreve corretamente a principal característica genérica de Os Sertões?
 

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