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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Por que alguns ursos polares estão mais gordos e
saudáveis apesar do derretimento do gelo marinho?
Os cientistas esperavam observar um quadro oposto,
mas os ursos polares de um arquipélago norueguês
tornaram-se mais gordos e saudáveis desde o início da
década de 1990, mesmo com o avanço contínuo do
derretimento do gelo marinho provocado pelas
mudanças climáticas.
Esses animais dependem do gelo marinho como
plataforma de caça às focas, das quais obtêm a gordura
essencial para sua alimentação. As reservas de gordura
são fundamentais para fornecer energia, garantir
isolamento térmico e permitir que as fêmeas produzam
leite rico em nutrientes para os filhotes.
Entre 1992 e 2019, pesquisadores pesaram e mediram
setecentos e setenta ursos polares adultos e
constataram um aumento significativo na condição
corporal dos animais. A principal explicação apontada é
a adaptação desses ursos à perda de gelo, com maior
consumo de presas terrestres, como renas e morsas.
A descoberta, publicada em uma revista científica,
chamou a atenção devido à intensidade das
transformações climáticas na região. Durante o período
analisado, o aumento das temperaturas elevou o número
de dias sem gelo por ano em quase cem, a um ritmo
aproximado de quatro dias anuais. Ainda assim, segundo
os pesquisadores, quanto maior a reserva de gordura do
urso, melhor tende a ser sua condição física.
A proteção das morsas na Noruega, em vigor desde a
década de 1950 após a caça excessiva quase levá-las à
extinção, contribuiu para a recuperação de sua
população. Isso parece ter criado uma nova e abundante
fonte de alimento para os ursos polares. Além disso, a
redução do gelo faz com que as focas se concentrem em
áreas menores, o que facilita a caça pelos ursos.
Apesar do resultado positivo observado no curto prazo,
os pesquisadores alertam que essa tendência
dificilmente se manterá. À medida que o gelo marinho
continue diminuindo, os ursos precisarão percorrer
distâncias maiores para alcançar seus territórios de caça,
gastando mais energia e comprometendo suas reservas
de gordura.
Especialistas também lembram que os ursos polares
noruegueses estiveram entre os mais caçados do mundo
até a adoção de medidas internacionais de proteção na
década de 1970. Assim, a melhora recente está
relacionada, em parte, à recuperação populacional após
esse período, combinada ao aumento de presas
disponíveis, como morsas e renas.
Em outras regiões do Ártico, contudo, o cenário é bem
diferente. Há vinte subpopulações conhecidas de ursos
polares, e algumas delas já apresentam declínio
acentuado. No Canadá, por exemplo, a redução
populacional está diretamente associada ao aumento
das temperaturas e à perda do gelo marinho.
Pesquisadores destacam que a boa condição física
observada no arquipélago representa apenas um
aspecto da situação. Outros estudos indicam que o
aumento dos dias sem gelo reduz a sobrevivência de
filhotes e de fêmeas jovens e idosas. Assim, embora os
dados atuais revelem um efeito positivo localizado e
temporário, o consenso científico aponta que, a longo
prazo, a perda contínua do gelo marinho compromete a
sobrevivência dos ursos polares, tornando o futuro da
espécie cada vez mais incerto.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg10w4j7kmo.adaptado.
Assinale a alternativa CORRETA.
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Por que alguns ursos polares estão mais gordos e
saudáveis apesar do derretimento do gelo marinho?
Os cientistas esperavam observar um quadro oposto,
mas os ursos polares de um arquipélago norueguês
tornaram-se mais gordos e saudáveis desde o início da
década de 1990, mesmo com o avanço contínuo do
derretimento do gelo marinho provocado pelas
mudanças climáticas.
Esses animais dependem do gelo marinho como
plataforma de caça às focas, das quais obtêm a gordura
essencial para sua alimentação. As reservas de gordura
são fundamentais para fornecer energia, garantir
isolamento térmico e permitir que as fêmeas produzam
leite rico em nutrientes para os filhotes.
Entre 1992 e 2019, pesquisadores pesaram e mediram
setecentos e setenta ursos polares adultos e
constataram um aumento significativo na condição
corporal dos animais. A principal explicação apontada é
a adaptação desses ursos à perda de gelo, com maior
consumo de presas terrestres, como renas e morsas.
A descoberta, publicada em uma revista científica,
chamou a atenção devido à intensidade das
transformações climáticas na região. Durante o período
analisado, o aumento das temperaturas elevou o número
de dias sem gelo por ano em quase cem, a um ritmo
aproximado de quatro dias anuais. Ainda assim, segundo
os pesquisadores, quanto maior a reserva de gordura do
urso, melhor tende a ser sua condição física.
A proteção das morsas na Noruega, em vigor desde a
década de 1950 após a caça excessiva quase levá-las à
extinção, contribuiu para a recuperação de sua
população. Isso parece ter criado uma nova e abundante
fonte de alimento para os ursos polares. Além disso, a
redução do gelo faz com que as focas se concentrem em
áreas menores, o que facilita a caça pelos ursos.
Apesar do resultado positivo observado no curto prazo,
os pesquisadores alertam que essa tendência
dificilmente se manterá. À medida que o gelo marinho
continue diminuindo, os ursos precisarão percorrer
distâncias maiores para alcançar seus territórios de caça,
gastando mais energia e comprometendo suas reservas
de gordura.
Especialistas também lembram que os ursos polares
noruegueses estiveram entre os mais caçados do mundo
até a adoção de medidas internacionais de proteção na
década de 1970. Assim, a melhora recente está
relacionada, em parte, à recuperação populacional após
esse período, combinada ao aumento de presas
disponíveis, como morsas e renas.
Em outras regiões do Ártico, contudo, o cenário é bem
diferente. Há vinte subpopulações conhecidas de ursos
polares, e algumas delas já apresentam declínio
acentuado. No Canadá, por exemplo, a redução
populacional está diretamente associada ao aumento
das temperaturas e à perda do gelo marinho.
Pesquisadores destacam que a boa condição física
observada no arquipélago representa apenas um
aspecto da situação. Outros estudos indicam que o
aumento dos dias sem gelo reduz a sobrevivência de
filhotes e de fêmeas jovens e idosas. Assim, embora os
dados atuais revelem um efeito positivo localizado e
temporário, o consenso científico aponta que, a longo
prazo, a perda contínua do gelo marinho compromete a
sobrevivência dos ursos polares, tornando o futuro da
espécie cada vez mais incerto.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg10w4j7kmo.adaptado.
Em relação ao uso do acento indicativo de crase na expressão destacada, é CORRETO afirmar que:
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Por que alguns ursos polares estão mais gordos e
saudáveis apesar do derretimento do gelo marinho?
Os cientistas esperavam observar um quadro oposto,
mas os ursos polares de um arquipélago norueguês
tornaram-se mais gordos e saudáveis desde o início da
década de 1990, mesmo com o avanço contínuo do
derretimento do gelo marinho provocado pelas
mudanças climáticas.
Esses animais dependem do gelo marinho como
plataforma de caça às focas, das quais obtêm a gordura
essencial para sua alimentação. As reservas de gordura
são fundamentais para fornecer energia, garantir
isolamento térmico e permitir que as fêmeas produzam
leite rico em nutrientes para os filhotes.
Entre 1992 e 2019, pesquisadores pesaram e mediram
setecentos e setenta ursos polares adultos e
constataram um aumento significativo na condição
corporal dos animais. A principal explicação apontada é
a adaptação desses ursos à perda de gelo, com maior
consumo de presas terrestres, como renas e morsas.
A descoberta, publicada em uma revista científica,
chamou a atenção devido à intensidade das
transformações climáticas na região. Durante o período
analisado, o aumento das temperaturas elevou o número
de dias sem gelo por ano em quase cem, a um ritmo
aproximado de quatro dias anuais. Ainda assim, segundo
os pesquisadores, quanto maior a reserva de gordura do
urso, melhor tende a ser sua condição física.
A proteção das morsas na Noruega, em vigor desde a
década de 1950 após a caça excessiva quase levá-las à
extinção, contribuiu para a recuperação de sua
população. Isso parece ter criado uma nova e abundante
fonte de alimento para os ursos polares. Além disso, a
redução do gelo faz com que as focas se concentrem em
áreas menores, o que facilita a caça pelos ursos.
Apesar do resultado positivo observado no curto prazo,
os pesquisadores alertam que essa tendência
dificilmente se manterá. À medida que o gelo marinho
continue diminuindo, os ursos precisarão percorrer
distâncias maiores para alcançar seus territórios de caça,
gastando mais energia e comprometendo suas reservas
de gordura.
Especialistas também lembram que os ursos polares
noruegueses estiveram entre os mais caçados do mundo
até a adoção de medidas internacionais de proteção na
década de 1970. Assim, a melhora recente está
relacionada, em parte, à recuperação populacional após
esse período, combinada ao aumento de presas
disponíveis, como morsas e renas.
Em outras regiões do Ártico, contudo, o cenário é bem
diferente. Há vinte subpopulações conhecidas de ursos
polares, e algumas delas já apresentam declínio
acentuado. No Canadá, por exemplo, a redução
populacional está diretamente associada ao aumento
das temperaturas e à perda do gelo marinho.
Pesquisadores destacam que a boa condição física
observada no arquipélago representa apenas um
aspecto da situação. Outros estudos indicam que o
aumento dos dias sem gelo reduz a sobrevivência de
filhotes e de fêmeas jovens e idosas. Assim, embora os
dados atuais revelem um efeito positivo localizado e
temporário, o consenso científico aponta que, a longo
prazo, a perda contínua do gelo marinho compromete a
sobrevivência dos ursos polares, tornando o futuro da
espécie cada vez mais incerto.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg10w4j7kmo.adaptado.
Em relação à regência verbal do verbo destacado, é CORRETO afirmar que
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saudáveis apesar do derretimento do gelo marinho?
Os cientistas esperavam observar um quadro oposto,
mas os ursos polares de um arquipélago norueguês
tornaram-se mais gordos e saudáveis desde o início da
década de 1990, mesmo com o avanço contínuo do
derretimento do gelo marinho provocado pelas
mudanças climáticas.
Esses animais dependem do gelo marinho como
plataforma de caça às focas, das quais obtêm a gordura
essencial para sua alimentação. As reservas de gordura
são fundamentais para fornecer energia, garantir
isolamento térmico e permitir que as fêmeas produzam
leite rico em nutrientes para os filhotes.
Entre 1992 e 2019, pesquisadores pesaram e mediram
setecentos e setenta ursos polares adultos e
constataram um aumento significativo na condição
corporal dos animais. A principal explicação apontada é
a adaptação desses ursos à perda de gelo, com maior
consumo de presas terrestres, como renas e morsas.
A descoberta, publicada em uma revista científica,
chamou a atenção devido à intensidade das
transformações climáticas na região. Durante o período
analisado, o aumento das temperaturas elevou o número
de dias sem gelo por ano em quase cem, a um ritmo
aproximado de quatro dias anuais. Ainda assim, segundo
os pesquisadores, quanto maior a reserva de gordura do
urso, melhor tende a ser sua condição física.
A proteção das morsas na Noruega, em vigor desde a
década de 1950 após a caça excessiva quase levá-las à
extinção, contribuiu para a recuperação de sua
população. Isso parece ter criado uma nova e abundante
fonte de alimento para os ursos polares. Além disso, a
redução do gelo faz com que as focas se concentrem em
áreas menores, o que facilita a caça pelos ursos.
Apesar do resultado positivo observado no curto prazo,
os pesquisadores alertam que essa tendência
dificilmente se manterá. À medida que o gelo marinho
continue diminuindo, os ursos precisarão percorrer
distâncias maiores para alcançar seus territórios de caça,
gastando mais energia e comprometendo suas reservas
de gordura.
Especialistas também lembram que os ursos polares
noruegueses estiveram entre os mais caçados do mundo
até a adoção de medidas internacionais de proteção na
década de 1970. Assim, a melhora recente está
relacionada, em parte, à recuperação populacional após
esse período, combinada ao aumento de presas
disponíveis, como morsas e renas.
Em outras regiões do Ártico, contudo, o cenário é bem
diferente. Há vinte subpopulações conhecidas de ursos
polares, e algumas delas já apresentam declínio
acentuado. No Canadá, por exemplo, a redução
populacional está diretamente associada ao aumento
das temperaturas e à perda do gelo marinho.
Pesquisadores destacam que a boa condição física
observada no arquipélago representa apenas um
aspecto da situação. Outros estudos indicam que o
aumento dos dias sem gelo reduz a sobrevivência de
filhotes e de fêmeas jovens e idosas. Assim, embora os
dados atuais revelem um efeito positivo localizado e
temporário, o consenso científico aponta que, a longo
prazo, a perda contínua do gelo marinho compromete a
sobrevivência dos ursos polares, tornando o futuro da
espécie cada vez mais incerto.
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Em relação à função sintática do termo destacado, é CORRETO afirmar que:
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Por que alguns ursos polares estão mais gordos e
saudáveis apesar do derretimento do gelo marinho?
Os cientistas esperavam observar um quadro oposto,
mas os ursos polares de um arquipélago norueguês
tornaram-se mais gordos e saudáveis desde o início da
década de 1990, mesmo com o avanço contínuo do
derretimento do gelo marinho provocado pelas
mudanças climáticas.
Esses animais dependem do gelo marinho como
plataforma de caça às focas, das quais obtêm a gordura
essencial para sua alimentação. As reservas de gordura
são fundamentais para fornecer energia, garantir
isolamento térmico e permitir que as fêmeas produzam
leite rico em nutrientes para os filhotes.
Entre 1992 e 2019, pesquisadores pesaram e mediram
setecentos e setenta ursos polares adultos e
constataram um aumento significativo na condição
corporal dos animais. A principal explicação apontada é
a adaptação desses ursos à perda de gelo, com maior
consumo de presas terrestres, como renas e morsas.
A descoberta, publicada em uma revista científica,
chamou a atenção devido à intensidade das
transformações climáticas na região. Durante o período
analisado, o aumento das temperaturas elevou o número
de dias sem gelo por ano em quase cem, a um ritmo
aproximado de quatro dias anuais. Ainda assim, segundo
os pesquisadores, quanto maior a reserva de gordura do
urso, melhor tende a ser sua condição física.
A proteção das morsas na Noruega, em vigor desde a
década de 1950 após a caça excessiva quase levá-las à
extinção, contribuiu para a recuperação de sua
população. Isso parece ter criado uma nova e abundante
fonte de alimento para os ursos polares. Além disso, a
redução do gelo faz com que as focas se concentrem em
áreas menores, o que facilita a caça pelos ursos.
Apesar do resultado positivo observado no curto prazo,
os pesquisadores alertam que essa tendência
dificilmente se manterá. À medida que o gelo marinho
continue diminuindo, os ursos precisarão percorrer
distâncias maiores para alcançar seus territórios de caça,
gastando mais energia e comprometendo suas reservas
de gordura.
Especialistas também lembram que os ursos polares
noruegueses estiveram entre os mais caçados do mundo
até a adoção de medidas internacionais de proteção na
década de 1970. Assim, a melhora recente está
relacionada, em parte, à recuperação populacional após
esse período, combinada ao aumento de presas
disponíveis, como morsas e renas.
Em outras regiões do Ártico, contudo, o cenário é bem
diferente. Há vinte subpopulações conhecidas de ursos
polares, e algumas delas já apresentam declínio
acentuado. No Canadá, por exemplo, a redução
populacional está diretamente associada ao aumento
das temperaturas e à perda do gelo marinho.
Pesquisadores destacam que a boa condição física
observada no arquipélago representa apenas um
aspecto da situação. Outros estudos indicam que o
aumento dos dias sem gelo reduz a sobrevivência de
filhotes e de fêmeas jovens e idosas. Assim, embora os
dados atuais revelem um efeito positivo localizado e
temporário, o consenso científico aponta que, a longo
prazo, a perda contínua do gelo marinho compromete a
sobrevivência dos ursos polares, tornando o futuro da
espécie cada vez mais incerto.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg10w4j7kmo.adaptado.
Em relação à oração destacada, é CORRETO afirmar que:
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Por que alguns ursos polares estão mais gordos e
saudáveis apesar do derretimento do gelo marinho?
Os cientistas esperavam observar um quadro oposto,
mas os ursos polares de um arquipélago norueguês
tornaram-se mais gordos e saudáveis desde o início da
década de 1990, mesmo com o avanço contínuo do
derretimento do gelo marinho provocado pelas
mudanças climáticas.
Esses animais dependem do gelo marinho como
plataforma de caça às focas, das quais obtêm a gordura
essencial para sua alimentação. As reservas de gordura
são fundamentais para fornecer energia, garantir
isolamento térmico e permitir que as fêmeas produzam
leite rico em nutrientes para os filhotes.
Entre 1992 e 2019, pesquisadores pesaram e mediram
setecentos e setenta ursos polares adultos e
constataram um aumento significativo na condição
corporal dos animais. A principal explicação apontada é
a adaptação desses ursos à perda de gelo, com maior
consumo de presas terrestres, como renas e morsas.
A descoberta, publicada em uma revista científica,
chamou a atenção devido à intensidade das
transformações climáticas na região. Durante o período
analisado, o aumento das temperaturas elevou o número
de dias sem gelo por ano em quase cem, a um ritmo
aproximado de quatro dias anuais. Ainda assim, segundo
os pesquisadores, quanto maior a reserva de gordura do
urso, melhor tende a ser sua condição física.
A proteção das morsas na Noruega, em vigor desde a
década de 1950 após a caça excessiva quase levá-las à
extinção, contribuiu para a recuperação de sua
população. Isso parece ter criado uma nova e abundante
fonte de alimento para os ursos polares. Além disso, a
redução do gelo faz com que as focas se concentrem em
áreas menores, o que facilita a caça pelos ursos.
Apesar do resultado positivo observado no curto prazo,
os pesquisadores alertam que essa tendência
dificilmente se manterá. À medida que o gelo marinho
continue diminuindo, os ursos precisarão percorrer
distâncias maiores para alcançar seus territórios de caça,
gastando mais energia e comprometendo suas reservas
de gordura.
Especialistas também lembram que os ursos polares
noruegueses estiveram entre os mais caçados do mundo
até a adoção de medidas internacionais de proteção na
década de 1970. Assim, a melhora recente está
relacionada, em parte, à recuperação populacional após
esse período, combinada ao aumento de presas
disponíveis, como morsas e renas.
Em outras regiões do Ártico, contudo, o cenário é bem
diferente. Há vinte subpopulações conhecidas de ursos
polares, e algumas delas já apresentam declínio
acentuado. No Canadá, por exemplo, a redução
populacional está diretamente associada ao aumento
das temperaturas e à perda do gelo marinho.
Pesquisadores destacam que a boa condição física
observada no arquipélago representa apenas um
aspecto da situação. Outros estudos indicam que o
aumento dos dias sem gelo reduz a sobrevivência de
filhotes e de fêmeas jovens e idosas. Assim, embora os
dados atuais revelem um efeito positivo localizado e
temporário, o consenso científico aponta que, a longo
prazo, a perda contínua do gelo marinho compromete a
sobrevivência dos ursos polares, tornando o futuro da
espécie cada vez mais incerto.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg10w4j7kmo.adaptado.
O verbo destacado na frase encontra-se conjugado no:
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Por que alguns ursos polares estão mais gordos e
saudáveis apesar do derretimento do gelo marinho?
Os cientistas esperavam observar um quadro oposto,
mas os ursos polares de um arquipélago norueguês
tornaram-se mais gordos e saudáveis desde o início da
década de 1990, mesmo com o avanço contínuo do
derretimento do gelo marinho provocado pelas
mudanças climáticas.
Esses animais dependem do gelo marinho como
plataforma de caça às focas, das quais obtêm a gordura
essencial para sua alimentação. As reservas de gordura
são fundamentais para fornecer energia, garantir
isolamento térmico e permitir que as fêmeas produzam
leite rico em nutrientes para os filhotes.
Entre 1992 e 2019, pesquisadores pesaram e mediram
setecentos e setenta ursos polares adultos e
constataram um aumento significativo na condição
corporal dos animais. A principal explicação apontada é
a adaptação desses ursos à perda de gelo, com maior
consumo de presas terrestres, como renas e morsas.
A descoberta, publicada em uma revista científica,
chamou a atenção devido à intensidade das
transformações climáticas na região. Durante o período
analisado, o aumento das temperaturas elevou o número
de dias sem gelo por ano em quase cem, a um ritmo
aproximado de quatro dias anuais. Ainda assim, segundo
os pesquisadores, quanto maior a reserva de gordura do
urso, melhor tende a ser sua condição física.
A proteção das morsas na Noruega, em vigor desde a
década de 1950 após a caça excessiva quase levá-las à
extinção, contribuiu para a recuperação de sua
população. Isso parece ter criado uma nova e abundante
fonte de alimento para os ursos polares. Além disso, a
redução do gelo faz com que as focas se concentrem em
áreas menores, o que facilita a caça pelos ursos.
Apesar do resultado positivo observado no curto prazo,
os pesquisadores alertam que essa tendência
dificilmente se manterá. À medida que o gelo marinho
continue diminuindo, os ursos precisarão percorrer
distâncias maiores para alcançar seus territórios de caça,
gastando mais energia e comprometendo suas reservas
de gordura.
Especialistas também lembram que os ursos polares
noruegueses estiveram entre os mais caçados do mundo
até a adoção de medidas internacionais de proteção na
década de 1970. Assim, a melhora recente está
relacionada, em parte, à recuperação populacional após
esse período, combinada ao aumento de presas
disponíveis, como morsas e renas.
Em outras regiões do Ártico, contudo, o cenário é bem
diferente. Há vinte subpopulações conhecidas de ursos
polares, e algumas delas já apresentam declínio
acentuado. No Canadá, por exemplo, a redução
populacional está diretamente associada ao aumento
das temperaturas e à perda do gelo marinho.
Pesquisadores destacam que a boa condição física
observada no arquipélago representa apenas um
aspecto da situação. Outros estudos indicam que o
aumento dos dias sem gelo reduz a sobrevivência de
filhotes e de fêmeas jovens e idosas. Assim, embora os
dados atuais revelem um efeito positivo localizado e
temporário, o consenso científico aponta que, a longo
prazo, a perda contínua do gelo marinho compromete a
sobrevivência dos ursos polares, tornando o futuro da
espécie cada vez mais incerto.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg10w4j7kmo.adaptado.
Sintaticamente, é CORRETO afirmar que, na oração destacada:
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Auxiliar do pequeno arroz
Amo faxinar. Amo varrer. Amo passar aspirador de pó,
carregando nos braços as curvas dos canos como uma
jiboia de estimação.
Quando Beatriz decidiu comprar um robozinho aspirador,
eu me considerei extinto, superado, posto de lado. Minha
primeira reação resumiu-se a um dolorido sentimento de
rejeição. Não poderia mais me vangloriar da limpeza, do
piso lustrado, dos cantos asseados.
Era como o adeus a um reconhecimento familiar. A
despedida de uma função na minha vida. De uma
utilidade. De um significado doméstico. Das
recompensas.
Atingiu em cheio a minha vaidade. Tentei dissuadir
minha esposa, mas ela cedeu aos encantos da
tecnologia. Disse que o aparelho iria facilitar nossa
rotina. Seu discurso centrava-se no atenuante de que
completaria meu trabalho, mantendo meu valor.
Recebemos um disco voador do chão, que jamais
decolava, que falava inglês e ruminava a sujeira. O
produto vinha da China. Seu nome — Xiaomi —
corresponde a "pequeno arroz" (Xiao = pequeno, Mi =
arroz).
Chegava para mexer com o feijão e o arroz dos meus
préstimos.
A princípio, prometia uma varredura sem igual.
Prospectou o espaço do lar, incorporou a planta dos
aposentos, esnobou vantagens em termos de
profissionalismo e método. Ele me humilhou no
brainstorm, no business plan, no dark horse, no deadline,
no follow-up, no know-how, no target, no mindset — e
pensar que eu me achava super organizado arredando
os móveis. Era possível programá-lo remotamente via
celular. Mandaria mensagens ao concluir o serviço.
A teoria, entretanto, não acompanhou a prática.
Ele desapareceu no meio de suas operações. Ou
enforcado nos fios da televisão, ou atolado no box do
banheiro, ou prensado debaixo da cama, ou paralisado
por algum chinelo, ou engasgado com um capacho.
Brincava perigosamente de esconde-esconde conosco.
Empreendíamos diariamente uma expedição para
localizar seu misterioso paradeiro. Adquirido para
diminuir o estresse, só causava preocupação. Parecia um bebê engatinhando e botando na boca tudo o que
encontrasse pelo caminho. Já temíamos por sua
fragilidade.
Provocou um rebuliço na nossa logística. Porque, antes
de colocá-lo em movimento, acabávamos obrigados a
tirar qualquer obstáculo para sua passagem. Fazíamos
uma vistoria do que ele seria capaz de engolir. Deu
saudade da época muito mais simples em que
levantávamos os pés para alguém limpar.
Foi assim que eu me tornei auxiliar do Xiaomi. Ele
depende de mim para não morrer. Guardo a impressão
de que perco mais tempo preparando o terreno para ele
do que eu gastaria realmente arrumando a casa.
Mas ainda permaneço, de um jeito ou de outro, aos
trancos e barrancos, insubstituível.
Fabrício Carpinejar
CARPINEJAR, Fabrício. Auxiliar do pequeno arroz. O Tempo, Belo
Horizonte, 26 dez. 2025. Disponível em:
https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/12/26/auxili
ar-do-pequeno-arroz . Acesso em: 22 fev. 2026.
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Auxiliar do pequeno arroz
Amo faxinar. Amo varrer. Amo passar aspirador de pó,
carregando nos braços as curvas dos canos como uma
jiboia de estimação.
Quando Beatriz decidiu comprar um robozinho aspirador,
eu me considerei extinto, superado, posto de lado. Minha
primeira reação resumiu-se a um dolorido sentimento de
rejeição. Não poderia mais me vangloriar da limpeza, do
piso lustrado, dos cantos asseados.
Era como o adeus a um reconhecimento familiar. A
despedida de uma função na minha vida. De uma
utilidade. De um significado doméstico. Das
recompensas.
Atingiu em cheio a minha vaidade. Tentei dissuadir
minha esposa, mas ela cedeu aos encantos da
tecnologia. Disse que o aparelho iria facilitar nossa
rotina. Seu discurso centrava-se no atenuante de que
completaria meu trabalho, mantendo meu valor.
Recebemos um disco voador do chão, que jamais
decolava, que falava inglês e ruminava a sujeira. O
produto vinha da China. Seu nome — Xiaomi —
corresponde a "pequeno arroz" (Xiao = pequeno, Mi =
arroz).
Chegava para mexer com o feijão e o arroz dos meus
préstimos.
A princípio, prometia uma varredura sem igual.
Prospectou o espaço do lar, incorporou a planta dos
aposentos, esnobou vantagens em termos de
profissionalismo e método. Ele me humilhou no
brainstorm, no business plan, no dark horse, no deadline,
no follow-up, no know-how, no target, no mindset — e
pensar que eu me achava super organizado arredando
os móveis. Era possível programá-lo remotamente via
celular. Mandaria mensagens ao concluir o serviço.
A teoria, entretanto, não acompanhou a prática.
Ele desapareceu no meio de suas operações. Ou
enforcado nos fios da televisão, ou atolado no box do
banheiro, ou prensado debaixo da cama, ou paralisado
por algum chinelo, ou engasgado com um capacho.
Brincava perigosamente de esconde-esconde conosco.
Empreendíamos diariamente uma expedição para
localizar seu misterioso paradeiro. Adquirido para
diminuir o estresse, só causava preocupação. Parecia um bebê engatinhando e botando na boca tudo o que
encontrasse pelo caminho. Já temíamos por sua
fragilidade.
Provocou um rebuliço na nossa logística. Porque, antes
de colocá-lo em movimento, acabávamos obrigados a
tirar qualquer obstáculo para sua passagem. Fazíamos
uma vistoria do que ele seria capaz de engolir. Deu
saudade da época muito mais simples em que
levantávamos os pés para alguém limpar.
Foi assim que eu me tornei auxiliar do Xiaomi. Ele
depende de mim para não morrer. Guardo a impressão
de que perco mais tempo preparando o terreno para ele
do que eu gastaria realmente arrumando a casa.
Mas ainda permaneço, de um jeito ou de outro, aos
trancos e barrancos, insubstituível.
Fabrício Carpinejar
CARPINEJAR, Fabrício. Auxiliar do pequeno arroz. O Tempo, Belo
Horizonte, 26 dez. 2025. Disponível em:
https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/12/26/auxili
ar-do-pequeno-arroz . Acesso em: 22 fev. 2026.
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Auxiliar do pequeno arroz
Amo faxinar. Amo varrer. Amo passar aspirador de pó,
carregando nos braços as curvas dos canos como uma
jiboia de estimação.
Quando Beatriz decidiu comprar um robozinho aspirador,
eu me considerei extinto, superado, posto de lado. Minha
primeira reação resumiu-se a um dolorido sentimento de
rejeição. Não poderia mais me vangloriar da limpeza, do
piso lustrado, dos cantos asseados.
Era como o adeus a um reconhecimento familiar. A
despedida de uma função na minha vida. De uma
utilidade. De um significado doméstico. Das
recompensas.
Atingiu em cheio a minha vaidade. Tentei dissuadir
minha esposa, mas ela cedeu aos encantos da
tecnologia. Disse que o aparelho iria facilitar nossa
rotina. Seu discurso centrava-se no atenuante de que
completaria meu trabalho, mantendo meu valor.
Recebemos um disco voador do chão, que jamais
decolava, que falava inglês e ruminava a sujeira. O
produto vinha da China. Seu nome — Xiaomi —
corresponde a "pequeno arroz" (Xiao = pequeno, Mi =
arroz).
Chegava para mexer com o feijão e o arroz dos meus
préstimos.
A princípio, prometia uma varredura sem igual.
Prospectou o espaço do lar, incorporou a planta dos
aposentos, esnobou vantagens em termos de
profissionalismo e método. Ele me humilhou no
brainstorm, no business plan, no dark horse, no deadline,
no follow-up, no know-how, no target, no mindset — e
pensar que eu me achava super organizado arredando
os móveis. Era possível programá-lo remotamente via
celular. Mandaria mensagens ao concluir o serviço.
A teoria, entretanto, não acompanhou a prática.
Ele desapareceu no meio de suas operações. Ou
enforcado nos fios da televisão, ou atolado no box do
banheiro, ou prensado debaixo da cama, ou paralisado
por algum chinelo, ou engasgado com um capacho.
Brincava perigosamente de esconde-esconde conosco.
Empreendíamos diariamente uma expedição para
localizar seu misterioso paradeiro. Adquirido para
diminuir o estresse, só causava preocupação. Parecia um bebê engatinhando e botando na boca tudo o que
encontrasse pelo caminho. Já temíamos por sua
fragilidade.
Provocou um rebuliço na nossa logística. Porque, antes
de colocá-lo em movimento, acabávamos obrigados a
tirar qualquer obstáculo para sua passagem. Fazíamos
uma vistoria do que ele seria capaz de engolir. Deu
saudade da época muito mais simples em que
levantávamos os pés para alguém limpar.
Foi assim que eu me tornei auxiliar do Xiaomi. Ele
depende de mim para não morrer. Guardo a impressão
de que perco mais tempo preparando o terreno para ele
do que eu gastaria realmente arrumando a casa.
Mas ainda permaneço, de um jeito ou de outro, aos
trancos e barrancos, insubstituível.
Fabrício Carpinejar
CARPINEJAR, Fabrício. Auxiliar do pequeno arroz. O Tempo, Belo
Horizonte, 26 dez. 2025. Disponível em:
https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/12/26/auxili
ar-do-pequeno-arroz . Acesso em: 22 fev. 2026.
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