Foram encontradas 349.256 questões.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Auxiliar do pequeno arroz
Amo faxinar. Amo varrer. Amo passar aspirador de pó,
carregando nos braços as curvas dos canos como uma
jiboia de estimação.
Quando Beatriz decidiu comprar um robozinho aspirador,
eu me considerei extinto, superado, posto de lado. Minha
primeira reação resumiu-se a um dolorido sentimento de
rejeição. Não poderia mais me vangloriar da limpeza, do
piso lustrado, dos cantos asseados.
Era como o adeus a um reconhecimento familiar. A
despedida de uma função na minha vida. De uma
utilidade. De um significado doméstico. Das
recompensas.
Atingiu em cheio a minha vaidade. Tentei dissuadir
minha esposa, mas ela cedeu aos encantos da
tecnologia. Disse que o aparelho iria facilitar nossa
rotina. Seu discurso centrava-se no atenuante de que
completaria meu trabalho, mantendo meu valor.
Recebemos um disco voador do chão, que jamais
decolava, que falava inglês e ruminava a sujeira. O
produto vinha da China. Seu nome — Xiaomi —
corresponde a "pequeno arroz" (Xiao = pequeno, Mi =
arroz).
Chegava para mexer com o feijão e o arroz dos meus
préstimos.
A princípio, prometia uma varredura sem igual.
Prospectou o espaço do lar, incorporou a planta dos
aposentos, esnobou vantagens em termos de
profissionalismo e método. Ele me humilhou no
brainstorm, no business plan, no dark horse, no deadline,
no follow-up, no know-how, no target, no mindset — e
pensar que eu me achava super organizado arredando
os móveis. Era possível programá-lo remotamente via
celular. Mandaria mensagens ao concluir o serviço.
A teoria, entretanto, não acompanhou a prática.
Ele desapareceu no meio de suas operações. Ou
enforcado nos fios da televisão, ou atolado no box do
banheiro, ou prensado debaixo da cama, ou paralisado
por algum chinelo, ou engasgado com um capacho.
Brincava perigosamente de esconde-esconde conosco.
Empreendíamos diariamente uma expedição para
localizar seu misterioso paradeiro. Adquirido para
diminuir o estresse, só causava preocupação. Parecia um bebê engatinhando e botando na boca tudo o que
encontrasse pelo caminho. Já temíamos por sua
fragilidade.
Provocou um rebuliço na nossa logística. Porque, antes
de colocá-lo em movimento, acabávamos obrigados a
tirar qualquer obstáculo para sua passagem. Fazíamos
uma vistoria do que ele seria capaz de engolir. Deu
saudade da época muito mais simples em que
levantávamos os pés para alguém limpar.
Foi assim que eu me tornei auxiliar do Xiaomi. Ele
depende de mim para não morrer. Guardo a impressão
de que perco mais tempo preparando o terreno para ele
do que eu gastaria realmente arrumando a casa.
Mas ainda permaneço, de um jeito ou de outro, aos
trancos e barrancos, insubstituível.
Fabrício Carpinejar
CARPINEJAR, Fabrício. Auxiliar do pequeno arroz. O Tempo, Belo
Horizonte, 26 dez. 2025. Disponível em:
https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/12/26/auxili
ar-do-pequeno-arroz . Acesso em: 22 fev. 2026.
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Auxiliar do pequeno arroz
Amo faxinar. Amo varrer. Amo passar aspirador de pó,
carregando nos braços as curvas dos canos como uma
jiboia de estimação.
Quando Beatriz decidiu comprar um robozinho aspirador,
eu me considerei extinto, superado, posto de lado. Minha
primeira reação resumiu-se a um dolorido sentimento de
rejeição. Não poderia mais me vangloriar da limpeza, do
piso lustrado, dos cantos asseados.
Era como o adeus a um reconhecimento familiar. A
despedida de uma função na minha vida. De uma
utilidade. De um significado doméstico. Das
recompensas.
Atingiu em cheio a minha vaidade. Tentei dissuadir
minha esposa, mas ela cedeu aos encantos da
tecnologia. Disse que o aparelho iria facilitar nossa
rotina. Seu discurso centrava-se no atenuante de que
completaria meu trabalho, mantendo meu valor.
Recebemos um disco voador do chão, que jamais
decolava, que falava inglês e ruminava a sujeira. O
produto vinha da China. Seu nome — Xiaomi —
corresponde a "pequeno arroz" (Xiao = pequeno, Mi =
arroz).
Chegava para mexer com o feijão e o arroz dos meus
préstimos.
A princípio, prometia uma varredura sem igual.
Prospectou o espaço do lar, incorporou a planta dos
aposentos, esnobou vantagens em termos de
profissionalismo e método. Ele me humilhou no
brainstorm, no business plan, no dark horse, no deadline,
no follow-up, no know-how, no target, no mindset — e
pensar que eu me achava super organizado arredando
os móveis. Era possível programá-lo remotamente via
celular. Mandaria mensagens ao concluir o serviço.
A teoria, entretanto, não acompanhou a prática.
Ele desapareceu no meio de suas operações. Ou
enforcado nos fios da televisão, ou atolado no box do
banheiro, ou prensado debaixo da cama, ou paralisado
por algum chinelo, ou engasgado com um capacho.
Brincava perigosamente de esconde-esconde conosco.
Empreendíamos diariamente uma expedição para
localizar seu misterioso paradeiro. Adquirido para
diminuir o estresse, só causava preocupação. Parecia um bebê engatinhando e botando na boca tudo o que
encontrasse pelo caminho. Já temíamos por sua
fragilidade.
Provocou um rebuliço na nossa logística. Porque, antes
de colocá-lo em movimento, acabávamos obrigados a
tirar qualquer obstáculo para sua passagem. Fazíamos
uma vistoria do que ele seria capaz de engolir. Deu
saudade da época muito mais simples em que
levantávamos os pés para alguém limpar.
Foi assim que eu me tornei auxiliar do Xiaomi. Ele
depende de mim para não morrer. Guardo a impressão
de que perco mais tempo preparando o terreno para ele
do que eu gastaria realmente arrumando a casa.
Mas ainda permaneço, de um jeito ou de outro, aos
trancos e barrancos, insubstituível.
Fabrício Carpinejar
CARPINEJAR, Fabrício. Auxiliar do pequeno arroz. O Tempo, Belo
Horizonte, 26 dez. 2025. Disponível em:
https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/12/26/auxili
ar-do-pequeno-arroz . Acesso em: 22 fev. 2026.
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Auxiliar do pequeno arroz
Amo faxinar. Amo varrer. Amo passar aspirador de pó,
carregando nos braços as curvas dos canos como uma
jiboia de estimação.
Quando Beatriz decidiu comprar um robozinho aspirador,
eu me considerei extinto, superado, posto de lado. Minha
primeira reação resumiu-se a um dolorido sentimento de
rejeição. Não poderia mais me vangloriar da limpeza, do
piso lustrado, dos cantos asseados.
Era como o adeus a um reconhecimento familiar. A
despedida de uma função na minha vida. De uma
utilidade. De um significado doméstico. Das
recompensas.
Atingiu em cheio a minha vaidade. Tentei dissuadir
minha esposa, mas ela cedeu aos encantos da
tecnologia. Disse que o aparelho iria facilitar nossa
rotina. Seu discurso centrava-se no atenuante de que
completaria meu trabalho, mantendo meu valor.
Recebemos um disco voador do chão, que jamais
decolava, que falava inglês e ruminava a sujeira. O
produto vinha da China. Seu nome — Xiaomi —
corresponde a "pequeno arroz" (Xiao = pequeno, Mi =
arroz).
Chegava para mexer com o feijão e o arroz dos meus
préstimos.
A princípio, prometia uma varredura sem igual.
Prospectou o espaço do lar, incorporou a planta dos
aposentos, esnobou vantagens em termos de
profissionalismo e método. Ele me humilhou no
brainstorm, no business plan, no dark horse, no deadline,
no follow-up, no know-how, no target, no mindset — e
pensar que eu me achava super organizado arredando
os móveis. Era possível programá-lo remotamente via
celular. Mandaria mensagens ao concluir o serviço.
A teoria, entretanto, não acompanhou a prática.
Ele desapareceu no meio de suas operações. Ou
enforcado nos fios da televisão, ou atolado no box do
banheiro, ou prensado debaixo da cama, ou paralisado
por algum chinelo, ou engasgado com um capacho.
Brincava perigosamente de esconde-esconde conosco.
Empreendíamos diariamente uma expedição para
localizar seu misterioso paradeiro. Adquirido para
diminuir o estresse, só causava preocupação. Parecia um bebê engatinhando e botando na boca tudo o que
encontrasse pelo caminho. Já temíamos por sua
fragilidade.
Provocou um rebuliço na nossa logística. Porque, antes
de colocá-lo em movimento, acabávamos obrigados a
tirar qualquer obstáculo para sua passagem. Fazíamos
uma vistoria do que ele seria capaz de engolir. Deu
saudade da época muito mais simples em que
levantávamos os pés para alguém limpar.
Foi assim que eu me tornei auxiliar do Xiaomi. Ele
depende de mim para não morrer. Guardo a impressão
de que perco mais tempo preparando o terreno para ele
do que eu gastaria realmente arrumando a casa.
Mas ainda permaneço, de um jeito ou de outro, aos
trancos e barrancos, insubstituível.
Fabrício Carpinejar
CARPINEJAR, Fabrício. Auxiliar do pequeno arroz. O Tempo, Belo
Horizonte, 26 dez. 2025. Disponível em:
https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/12/26/auxili
ar-do-pequeno-arroz . Acesso em: 22 fev. 2026.
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Amo faxinar. Amo varrer. Amo passar aspirador de pó,
carregando nos braços as curvas dos canos como uma
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Quando Beatriz decidiu comprar um robozinho aspirador,
eu me considerei extinto, superado, posto de lado. Minha
primeira reação resumiu-se a um dolorido sentimento de
rejeição. Não poderia mais me vangloriar da limpeza, do
piso lustrado, dos cantos asseados.
Era como o adeus a um reconhecimento familiar. A
despedida de uma função na minha vida. De uma
utilidade. De um significado doméstico. Das
recompensas.
Atingiu em cheio a minha vaidade. Tentei dissuadir
minha esposa, mas ela cedeu aos encantos da
tecnologia. Disse que o aparelho iria facilitar nossa
rotina. Seu discurso centrava-se no atenuante de que
completaria meu trabalho, mantendo meu valor.
Recebemos um disco voador do chão, que jamais
decolava, que falava inglês e ruminava a sujeira. O
produto vinha da China. Seu nome — Xiaomi —
corresponde a "pequeno arroz" (Xiao = pequeno, Mi =
arroz).
Chegava para mexer com o feijão e o arroz dos meus
préstimos.
A princípio, prometia uma varredura sem igual.
Prospectou o espaço do lar, incorporou a planta dos
aposentos, esnobou vantagens em termos de
profissionalismo e método. Ele me humilhou no
brainstorm, no business plan, no dark horse, no deadline,
no follow-up, no know-how, no target, no mindset — e
pensar que eu me achava super organizado arredando
os móveis. Era possível programá-lo remotamente via
celular. Mandaria mensagens ao concluir o serviço.
A teoria, entretanto, não acompanhou a prática.
Ele desapareceu no meio de suas operações. Ou
enforcado nos fios da televisão, ou atolado no box do
banheiro, ou prensado debaixo da cama, ou paralisado
por algum chinelo, ou engasgado com um capacho.
Brincava perigosamente de esconde-esconde conosco.
Empreendíamos diariamente uma expedição para
localizar seu misterioso paradeiro. Adquirido para
diminuir o estresse, só causava preocupação. Parecia um bebê engatinhando e botando na boca tudo o que
encontrasse pelo caminho. Já temíamos por sua
fragilidade.
Provocou um rebuliço na nossa logística. Porque, antes
de colocá-lo em movimento, acabávamos obrigados a
tirar qualquer obstáculo para sua passagem. Fazíamos
uma vistoria do que ele seria capaz de engolir. Deu
saudade da época muito mais simples em que
levantávamos os pés para alguém limpar.
Foi assim que eu me tornei auxiliar do Xiaomi. Ele
depende de mim para não morrer. Guardo a impressão
de que perco mais tempo preparando o terreno para ele
do que eu gastaria realmente arrumando a casa.
Mas ainda permaneço, de um jeito ou de outro, aos
trancos e barrancos, insubstituível.
Fabrício Carpinejar
CARPINEJAR, Fabrício. Auxiliar do pequeno arroz. O Tempo, Belo
Horizonte, 26 dez. 2025. Disponível em:
https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/12/26/auxili
ar-do-pequeno-arroz . Acesso em: 22 fev. 2026.
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Auxiliar do pequeno arroz
Amo faxinar. Amo varrer. Amo passar aspirador de pó,
carregando nos braços as curvas dos canos como uma
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Quando Beatriz decidiu comprar um robozinho aspirador,
eu me considerei extinto, superado, posto de lado. Minha
primeira reação resumiu-se a um dolorido sentimento de
rejeição. Não poderia mais me vangloriar da limpeza, do
piso lustrado, dos cantos asseados.
Era como o adeus a um reconhecimento familiar. A
despedida de uma função na minha vida. De uma
utilidade. De um significado doméstico. Das
recompensas.
Atingiu em cheio a minha vaidade. Tentei dissuadir
minha esposa, mas ela cedeu aos encantos da
tecnologia. Disse que o aparelho iria facilitar nossa
rotina. Seu discurso centrava-se no atenuante de que
completaria meu trabalho, mantendo meu valor.
Recebemos um disco voador do chão, que jamais
decolava, que falava inglês e ruminava a sujeira. O
produto vinha da China. Seu nome — Xiaomi —
corresponde a "pequeno arroz" (Xiao = pequeno, Mi =
arroz).
Chegava para mexer com o feijão e o arroz dos meus
préstimos.
A princípio, prometia uma varredura sem igual.
Prospectou o espaço do lar, incorporou a planta dos
aposentos, esnobou vantagens em termos de
profissionalismo e método. Ele me humilhou no
brainstorm, no business plan, no dark horse, no deadline,
no follow-up, no know-how, no target, no mindset — e
pensar que eu me achava super organizado arredando
os móveis. Era possível programá-lo remotamente via
celular. Mandaria mensagens ao concluir o serviço.
A teoria, entretanto, não acompanhou a prática.
Ele desapareceu no meio de suas operações. Ou
enforcado nos fios da televisão, ou atolado no box do
banheiro, ou prensado debaixo da cama, ou paralisado
por algum chinelo, ou engasgado com um capacho.
Brincava perigosamente de esconde-esconde conosco.
Empreendíamos diariamente uma expedição para
localizar seu misterioso paradeiro. Adquirido para
diminuir o estresse, só causava preocupação. Parecia um bebê engatinhando e botando na boca tudo o que
encontrasse pelo caminho. Já temíamos por sua
fragilidade.
Provocou um rebuliço na nossa logística. Porque, antes
de colocá-lo em movimento, acabávamos obrigados a
tirar qualquer obstáculo para sua passagem. Fazíamos
uma vistoria do que ele seria capaz de engolir. Deu
saudade da época muito mais simples em que
levantávamos os pés para alguém limpar.
Foi assim que eu me tornei auxiliar do Xiaomi. Ele
depende de mim para não morrer. Guardo a impressão
de que perco mais tempo preparando o terreno para ele
do que eu gastaria realmente arrumando a casa.
Mas ainda permaneço, de um jeito ou de outro, aos
trancos e barrancos, insubstituível.
Fabrício Carpinejar
CARPINEJAR, Fabrício. Auxiliar do pequeno arroz. O Tempo, Belo
Horizonte, 26 dez. 2025. Disponível em:
https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/12/26/auxili
ar-do-pequeno-arroz . Acesso em: 22 fev. 2026.
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Os desafios da inclusão em uma aula de literatura que desdobra as metáforas de Chico Buarque para alunos surdos
Como professora e interessada que sou por inclusão, desenvolvi uma metodologia voltada ao ensino de literatura para surdos no
curso de graduação em Letras-Libras da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ. O método pode ser adaptado por qualquer
disciplina, basta que se tome consciência de que, do ponto de vista da linguagem, na maioria das vezes, o aluno surdo é um
estrangeiro na própria pátria.
É claro que, em todas as disciplinas, a figura do intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais) é fundamental. No entanto, nem
sempre essa presença é suficiente, sobretudo se o intérprete não tiver uma bagagem cultural vasta e um grande acervo vocabular.
O trabalho com metáforas é muito mais complicado e, no caso da literatura, não há como fugir das metáforas, da palavra cujo sentido
não está nos dicionários, mas é criado pelos diversos contextos e culturas. Como exemplo, trago a experiência de trabalho que
desenvolvi com a letra da música “Eu te amo”, de Chico Buarque, cuja escolha se deu justamente pelo fato de apresentar muitas
metáforas. Destaco um trecho:
“Se ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir”
Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/armario-embutido-e-outros-vocabulos/.
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Questão presente nas seguintes provas
Os desafios da inclusão em uma aula de literatura que desdobra as metáforas de Chico Buarque para alunos surdos
Como professora e interessada que sou por inclusão, desenvolvi uma metodologia voltada ao ensino de literatura para surdos no
curso de graduação em Letras-Libras da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ. O método pode ser adaptado por qualquer
disciplina, basta que se tome consciência de que, do ponto de vista da linguagem, na maioria das vezes, o aluno surdo é um
estrangeiro na própria pátria.
É claro que, em todas as disciplinas, a figura do intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais) é fundamental. No entanto, nem
sempre essa presença é suficiente, sobretudo se o intérprete não tiver uma bagagem cultural vasta e um grande acervo vocabular.
O trabalho com metáforas é muito mais complicado e, no caso da literatura, não há como fugir das metáforas, da palavra cujo sentido
não está nos dicionários, mas é criado pelos diversos contextos e culturas. Como exemplo, trago a experiência de trabalho que
desenvolvi com a letra da música “Eu te amo”, de Chico Buarque, cuja escolha se deu justamente pelo fato de apresentar muitas
metáforas. Destaco um trecho:
“Se ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir”
Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/armario-embutido-e-outros-vocabulos/.
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Os desafios da inclusão em uma aula de literatura que desdobra as metáforas de Chico Buarque para alunos surdos
Como professora e interessada que sou por inclusão, desenvolvi uma metodologia voltada ao ensino de literatura para surdos no
curso de graduação em Letras-Libras da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ. O método pode ser adaptado por qualquer
disciplina, basta que se tome consciência de que, do ponto de vista da linguagem, na maioria das vezes, o aluno surdo é um
estrangeiro na própria pátria.
É claro que, em todas as disciplinas, a figura do intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais) é fundamental. No entanto, nem
sempre essa presença é suficiente, sobretudo se o intérprete não tiver uma bagagem cultural vasta e um grande acervo vocabular.
O trabalho com metáforas é muito mais complicado e, no caso da literatura, não há como fugir das metáforas, da palavra cujo sentido
não está nos dicionários, mas é criado pelos diversos contextos e culturas. Como exemplo, trago a experiência de trabalho que
desenvolvi com a letra da música “Eu te amo”, de Chico Buarque, cuja escolha se deu justamente pelo fato de apresentar muitas
metáforas. Destaco um trecho:
“Se ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir”
Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/armario-embutido-e-outros-vocabulos/.
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Na frase “Pressionado, prefeito diz que segurança no centro da cidade será reforçada”, a oração subordinada exerce
função de:
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Assinale a alternativa que apresenta uma oração principal contendo seus termos essenciais ─ sujeito e predicado.
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