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Texto I
Tempos modernos – uma crítica à sociedade
industrial
Por Arlindenor Pedro
Quando o filme "Tempos Modernos"
chegou às telas, em 1936, o mundo já convivia
com o cinema sonoro há quase 10 anos. Durante
todo esse tempo, o “vagabundo”, personagem
que conhecemos como Carlitos, criado por
Charlie Chaplin — que compartilhou nas
primeiras décadas do século XX o infortúnio dos
desvalidos, que viam nele uma identificação com
seus geniais desempenhos — ficou sem aparecer
nos cinemas.
No intervalo entre o seu último filme,
"Luzes da Cidade", e o lançamento de "Tempos
Modernos", Chaplin amadureceu a ideia de que o
“vagabundo” não iria transitar no mundo do
cinema sonoro. Decidiu, então, que "Tempos
Modernos" seria o último filme do personagem. O
que aconteceu de fato!
O mundo mudara muito nessa época, já
se vivia a tensão de uma nova guerra que estava
por vir!
Em 1931, Chaplin fez uma turnê pela
Europa e viu que os males que afligiam a
economia americana — a recessão e o
desemprego — estavam presentes em todo lugar.
Viu, também, que os capitalistas europeus, a
exemplo dos americanos, buscavam superar a
crise por alterações no processo produtivo,
adaptando-se aos novos tempos, racionalizando
cada vez mais a produção. Os conceitos de Henri
Fayol e Frederick Taylor, de racionalizar as
operações de trabalho, levariam a um
considerável ganho de produtividade, reduzindo o
custo unitário dos produtos e ampliando a
margem de lucro por implementos, que tiveram
seu ápice com a linha de montagem fordista. Isso
encantava os empresários. A aplicação dessas
ideias resultou no desemprego de milhões de
pessoas, contribuindo para acelerar o confronto
dos países capitalistas através da guerra. O
conflito aliviaria as tensões sociais internas e
abriria as portas para novos mercados.
Retornando aos Estados Unidos,
vivamente sensibilizado com essas questões,
Charlie Chaplin tomou a decisão de fazer um
novo filme, onde retrataria esse novo mundo. O
cineasta sempre teve uma visão diferente daquela que estava sendo construída pelas elites
econômicas da burguesia liberal. Sua Utopia era
uma sociedade mais justa, com pleno emprego,
sem a violência do Estado, com a felicidade ao
alcance de todos, sem o racionalismo científico
que tirava do ser humano a sua essência
humanista, procurando transformá-lo em
máquina. Eram ideias que ele procuraria sintetizar
mais tarde, na cena final de seu próximo filme,
lançado já em plena guerra: "O Grande Ditador".
Em "Tempos Modernos", Chaplin nos
mostra o “vagabundo” — antípoda da sociedade
moderna racionalizada — às voltas com a linha
de montagem fordista, em um ambiente
asséptico, científico, controlado e não menos
cruel. Numa cena clássica, vemos o nosso herói
ser sugado, literalmente, pelas engrenagens das
máquinas industriais, sem condições, portanto, de
se adaptar à linha de produção e, por isso
mesmo, levado à loucura.
Nesses novos tempos, mais do que
nunca, a competição econômica forçaria as
empresas a buscarem a eficácia, revolucionando
o trabalho, a técnica e os produtos, que adiante
voltam a competir e a ser revolucionados, em um
processo contínuo e infindável. Noutras palavras:
estaria na lógica da produção de mercadorias a
obrigatoriedade das empresas a racionalizarem o
desenvolvimento das suas forças produtivas.
Fonte: https://www.jb.com.br/cadernob/2025/10/1057433-tempos-modernos-uma-critica-asociedade-industrial.html. Acesso em 31/10/2025.
Excerto
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Texto I
Tempos modernos – uma crítica à sociedade
industrial
Por Arlindenor Pedro
Quando o filme "Tempos Modernos"
chegou às telas, em 1936, o mundo já convivia
com o cinema sonoro há quase 10 anos. Durante
todo esse tempo, o “vagabundo”, personagem
que conhecemos como Carlitos, criado por
Charlie Chaplin — que compartilhou nas
primeiras décadas do século XX o infortúnio dos
desvalidos, que viam nele uma identificação com
seus geniais desempenhos — ficou sem aparecer
nos cinemas.
No intervalo entre o seu último filme,
"Luzes da Cidade", e o lançamento de "Tempos
Modernos", Chaplin amadureceu a ideia de que o
“vagabundo” não iria transitar no mundo do
cinema sonoro. Decidiu, então, que "Tempos
Modernos" seria o último filme do personagem. O
que aconteceu de fato!
O mundo mudara muito nessa época, já
se vivia a tensão de uma nova guerra que estava
por vir!
Em 1931, Chaplin fez uma turnê pela
Europa e viu que os males que afligiam a
economia americana — a recessão e o
desemprego — estavam presentes em todo lugar.
Viu, também, que os capitalistas europeus, a
exemplo dos americanos, buscavam superar a
crise por alterações no processo produtivo,
adaptando-se aos novos tempos, racionalizando
cada vez mais a produção. Os conceitos de Henri
Fayol e Frederick Taylor, de racionalizar as
operações de trabalho, levariam a um
considerável ganho de produtividade, reduzindo o
custo unitário dos produtos e ampliando a
margem de lucro por implementos, que tiveram
seu ápice com a linha de montagem fordista. Isso
encantava os empresários. A aplicação dessas
ideias resultou no desemprego de milhões de
pessoas, contribuindo para acelerar o confronto
dos países capitalistas através da guerra. O
conflito aliviaria as tensões sociais internas e
abriria as portas para novos mercados.
Retornando aos Estados Unidos,
vivamente sensibilizado com essas questões,
Charlie Chaplin tomou a decisão de fazer um
novo filme, onde retrataria esse novo mundo. O
cineasta sempre teve uma visão diferente daquela que estava sendo construída pelas elites
econômicas da burguesia liberal. Sua Utopia era
uma sociedade mais justa, com pleno emprego,
sem a violência do Estado, com a felicidade ao
alcance de todos, sem o racionalismo científico
que tirava do ser humano a sua essência
humanista, procurando transformá-lo em
máquina. Eram ideias que ele procuraria sintetizar
mais tarde, na cena final de seu próximo filme,
lançado já em plena guerra: "O Grande Ditador".
Em "Tempos Modernos", Chaplin nos
mostra o “vagabundo” — antípoda da sociedade
moderna racionalizada — às voltas com a linha
de montagem fordista, em um ambiente
asséptico, científico, controlado e não menos
cruel. Numa cena clássica, vemos o nosso herói
ser sugado, literalmente, pelas engrenagens das
máquinas industriais, sem condições, portanto, de
se adaptar à linha de produção e, por isso
mesmo, levado à loucura.
Nesses novos tempos, mais do que
nunca, a competição econômica forçaria as
empresas a buscarem a eficácia, revolucionando
o trabalho, a técnica e os produtos, que adiante
voltam a competir e a ser revolucionados, em um
processo contínuo e infindável. Noutras palavras:
estaria na lógica da produção de mercadorias a
obrigatoriedade das empresas a racionalizarem o
desenvolvimento das suas forças produtivas.
Fonte: https://www.jb.com.br/cadernob/2025/10/1057433-tempos-modernos-uma-critica-asociedade-industrial.html. Acesso em 31/10/2025.
Excerto
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Texto I
Quantas vezes você mudou de opinião sobre o
que quer ser quando crescer?
Luana Génot
Muitas vezes, perguntamos às crianças o
que querem ser quando crescer. E, por mais
inocente que pareça, essa pergunta carrega
muitas nuances: ela faz com que a gente projete
o futuro, mas também perceba o quanto os
nossos sonhos mudam com o tempo. Quanto
mais repertório acumulamos, mais atualizamos nossos desejos. O sonho de ontem pode não
fazer mais sentido hoje, e está tudo bem.
Um executivo, certa vez, me contou algo
que jamais esqueci. Ele saiu do interior da Bahia
sonhando em ser caminhoneiro, como o pai.
Achava que aquele era o topo. Não porque
faltasse ambição, mas porque faltavam
referências. Ao se mudar para estudar, porém,
descobriu outros mundos. Passou a almejar um
trabalho como auxiliar, depois, novos postos, e foi
galgando degraus até virar diretor. Hoje, mais do que cargos, sonha em ter tempo. Tempo para si,
para a família, para ver o sol se pôr.
Sonhos mudam de roupa conforme a
estação da vida. Às vezes, crescem; outras
vezes, se simplificam. Já quisemos o palco e,
depois, queremos o sossego. Já almejamos o
sucesso financeiro a todo custo e, em seguida,
queremos a saúde mental acima de tudo. E tudo
isso faz parte do mesmo caminho e pode até
coexistir em muitas medidas.
O que me intriga é que também há
aqueles que não se permitem sonhar. Gente que
aprendeu cedo que isso é luxo, coisa de quem
tem tempo ou dinheiro. Sonhar, porém, é
ferramenta de sobrevivência, especialmente para
quem sempre precisou lutar para existir. É uma
forma de hackear o sistema, de furar a bolha do
“impossível”, de encontrar brechas nas estruturas
que dizem “não”.
O sonho é ancestral. É herança das
nossas avós que sonhavam em liberdade
enquanto lavavam roupa no rio. É a centelha que
moveu quem veio antes, que acreditou num
amanhã que talvez nunca tenha visto, mas
plantou para que a gente colhesse. Por isso,
deixar o sonho morrer é como cortar o fio que liga
o passado ao futuro.
Manter os desejos em dia é um ato de
resistência. É como revisar um documento
importante da alma: precisa ser atualizado,
revisitado, cuidado. Porque o mundo muda, e a
gente muda junto. E, se há dias em que algo
almejado parece distante, que isso vire farol,
mesmo que fraquinho, para iluminar o caminho.
Às vezes, o sonho não é mais ser
astronauta, é só dormir melhor. Não é mais ser
presidente, mas conseguir pagar as contas e
sorrir. E está tudo certo. A beleza existe em
continuar sonhando, mesmo que isso varie
conforme o fôlego do momento.
O importante é não deixar que o peso do
real atropele a leveza do que parece impossível,
que nos projeta. Que a pressa não atropele o
propósito. Que o medo não atropele a esperança.
Então, se hoje você não souber responder “o que
quer ser quando crescer”, relaxa. Talvez o que
você precise é só se perguntar: o que ainda quero
sonhar?
Fonte: https://oglobo.globo.com/ela/luanagenot/coluna/2025/11/quantas-vezes-voce-mudou-deopiniao-sobre-o-que-quer-ser-quando-crescer.ghtml.
Acesso em 15/11/2025. Adaptado.
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Texto I
Quantas vezes você mudou de opinião sobre o
que quer ser quando crescer?
Luana Génot
Muitas vezes, perguntamos às crianças o
que querem ser quando crescer. E, por mais
inocente que pareça, essa pergunta carrega
muitas nuances: ela faz com que a gente projete
o futuro, mas também perceba o quanto os
nossos sonhos mudam com o tempo. Quanto
mais repertório acumulamos, mais atualizamos nossos desejos. O sonho de ontem pode não
fazer mais sentido hoje, e está tudo bem.
Um executivo, certa vez, me contou algo
que jamais esqueci. Ele saiu do interior da Bahia
sonhando em ser caminhoneiro, como o pai.
Achava que aquele era o topo. Não porque
faltasse ambição, mas porque faltavam
referências. Ao se mudar para estudar, porém,
descobriu outros mundos. Passou a almejar um
trabalho como auxiliar, depois, novos postos, e foi
galgando degraus até virar diretor. Hoje, mais do que cargos, sonha em ter tempo. Tempo para si,
para a família, para ver o sol se pôr.
Sonhos mudam de roupa conforme a
estação da vida. Às vezes, crescem; outras
vezes, se simplificam. Já quisemos o palco e,
depois, queremos o sossego. Já almejamos o
sucesso financeiro a todo custo e, em seguida,
queremos a saúde mental acima de tudo. E tudo
isso faz parte do mesmo caminho e pode até
coexistir em muitas medidas.
O que me intriga é que também há
aqueles que não se permitem sonhar. Gente que
aprendeu cedo que isso é luxo, coisa de quem
tem tempo ou dinheiro. Sonhar, porém, é
ferramenta de sobrevivência, especialmente para
quem sempre precisou lutar para existir. É uma
forma de hackear o sistema, de furar a bolha do
“impossível”, de encontrar brechas nas estruturas
que dizem “não”.
O sonho é ancestral. É herança das
nossas avós que sonhavam em liberdade
enquanto lavavam roupa no rio. É a centelha que
moveu quem veio antes, que acreditou num
amanhã que talvez nunca tenha visto, mas
plantou para que a gente colhesse. Por isso,
deixar o sonho morrer é como cortar o fio que liga
o passado ao futuro.
Manter os desejos em dia é um ato de
resistência. É como revisar um documento
importante da alma: precisa ser atualizado,
revisitado, cuidado. Porque o mundo muda, e a
gente muda junto. E, se há dias em que algo
almejado parece distante, que isso vire farol,
mesmo que fraquinho, para iluminar o caminho.
Às vezes, o sonho não é mais ser
astronauta, é só dormir melhor. Não é mais ser
presidente, mas conseguir pagar as contas e
sorrir. E está tudo certo. A beleza existe em
continuar sonhando, mesmo que isso varie
conforme o fôlego do momento.
O importante é não deixar que o peso do
real atropele a leveza do que parece impossível,
que nos projeta. Que a pressa não atropele o
propósito. Que o medo não atropele a esperança.
Então, se hoje você não souber responder “o que
quer ser quando crescer”, relaxa. Talvez o que
você precise é só se perguntar: o que ainda quero
sonhar?
Fonte: https://oglobo.globo.com/ela/luanagenot/coluna/2025/11/quantas-vezes-voce-mudou-deopiniao-sobre-o-que-quer-ser-quando-crescer.ghtml.
Acesso em 15/11/2025. Adaptado.
Nesse trecho, os termos em destaque são classificados, respectivamente, como:
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Texto I
Quantas vezes você mudou de opinião sobre o
que quer ser quando crescer?
Luana Génot
Muitas vezes, perguntamos às crianças o
que querem ser quando crescer. E, por mais
inocente que pareça, essa pergunta carrega
muitas nuances: ela faz com que a gente projete
o futuro, mas também perceba o quanto os
nossos sonhos mudam com o tempo. Quanto
mais repertório acumulamos, mais atualizamos nossos desejos. O sonho de ontem pode não
fazer mais sentido hoje, e está tudo bem.
Um executivo, certa vez, me contou algo
que jamais esqueci. Ele saiu do interior da Bahia
sonhando em ser caminhoneiro, como o pai.
Achava que aquele era o topo. Não porque
faltasse ambição, mas porque faltavam
referências. Ao se mudar para estudar, porém,
descobriu outros mundos. Passou a almejar um
trabalho como auxiliar, depois, novos postos, e foi
galgando degraus até virar diretor. Hoje, mais do que cargos, sonha em ter tempo. Tempo para si,
para a família, para ver o sol se pôr.
Sonhos mudam de roupa conforme a
estação da vida. Às vezes, crescem; outras
vezes, se simplificam. Já quisemos o palco e,
depois, queremos o sossego. Já almejamos o
sucesso financeiro a todo custo e, em seguida,
queremos a saúde mental acima de tudo. E tudo
isso faz parte do mesmo caminho e pode até
coexistir em muitas medidas.
O que me intriga é que também há
aqueles que não se permitem sonhar. Gente que
aprendeu cedo que isso é luxo, coisa de quem
tem tempo ou dinheiro. Sonhar, porém, é
ferramenta de sobrevivência, especialmente para
quem sempre precisou lutar para existir. É uma
forma de hackear o sistema, de furar a bolha do
“impossível”, de encontrar brechas nas estruturas
que dizem “não”.
O sonho é ancestral. É herança das
nossas avós que sonhavam em liberdade
enquanto lavavam roupa no rio. É a centelha que
moveu quem veio antes, que acreditou num
amanhã que talvez nunca tenha visto, mas
plantou para que a gente colhesse. Por isso,
deixar o sonho morrer é como cortar o fio que liga
o passado ao futuro.
Manter os desejos em dia é um ato de
resistência. É como revisar um documento
importante da alma: precisa ser atualizado,
revisitado, cuidado. Porque o mundo muda, e a
gente muda junto. E, se há dias em que algo
almejado parece distante, que isso vire farol,
mesmo que fraquinho, para iluminar o caminho.
Às vezes, o sonho não é mais ser
astronauta, é só dormir melhor. Não é mais ser
presidente, mas conseguir pagar as contas e
sorrir. E está tudo certo. A beleza existe em
continuar sonhando, mesmo que isso varie
conforme o fôlego do momento.
O importante é não deixar que o peso do
real atropele a leveza do que parece impossível,
que nos projeta. Que a pressa não atropele o
propósito. Que o medo não atropele a esperança.
Então, se hoje você não souber responder “o que
quer ser quando crescer”, relaxa. Talvez o que
você precise é só se perguntar: o que ainda quero
sonhar?
Fonte: https://oglobo.globo.com/ela/luanagenot/coluna/2025/11/quantas-vezes-voce-mudou-deopiniao-sobre-o-que-quer-ser-quando-crescer.ghtml.
Acesso em 15/11/2025. Adaptado.
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Quantas vezes você mudou de opinião sobre o
que quer ser quando crescer?
Luana Génot
Muitas vezes, perguntamos às crianças o
que querem ser quando crescer. E, por mais
inocente que pareça, essa pergunta carrega
muitas nuances: ela faz com que a gente projete
o futuro, mas também perceba o quanto os
nossos sonhos mudam com o tempo. Quanto
mais repertório acumulamos, mais atualizamos nossos desejos. O sonho de ontem pode não
fazer mais sentido hoje, e está tudo bem.
Um executivo, certa vez, me contou algo
que jamais esqueci. Ele saiu do interior da Bahia
sonhando em ser caminhoneiro, como o pai.
Achava que aquele era o topo. Não porque
faltasse ambição, mas porque faltavam
referências. Ao se mudar para estudar, porém,
descobriu outros mundos. Passou a almejar um
trabalho como auxiliar, depois, novos postos, e foi
galgando degraus até virar diretor. Hoje, mais do que cargos, sonha em ter tempo. Tempo para si,
para a família, para ver o sol se pôr.
Sonhos mudam de roupa conforme a
estação da vida. Às vezes, crescem; outras
vezes, se simplificam. Já quisemos o palco e,
depois, queremos o sossego. Já almejamos o
sucesso financeiro a todo custo e, em seguida,
queremos a saúde mental acima de tudo. E tudo
isso faz parte do mesmo caminho e pode até
coexistir em muitas medidas.
O que me intriga é que também há
aqueles que não se permitem sonhar. Gente que
aprendeu cedo que isso é luxo, coisa de quem
tem tempo ou dinheiro. Sonhar, porém, é
ferramenta de sobrevivência, especialmente para
quem sempre precisou lutar para existir. É uma
forma de hackear o sistema, de furar a bolha do
“impossível”, de encontrar brechas nas estruturas
que dizem “não”.
O sonho é ancestral. É herança das
nossas avós que sonhavam em liberdade
enquanto lavavam roupa no rio. É a centelha que
moveu quem veio antes, que acreditou num
amanhã que talvez nunca tenha visto, mas
plantou para que a gente colhesse. Por isso,
deixar o sonho morrer é como cortar o fio que liga
o passado ao futuro.
Manter os desejos em dia é um ato de
resistência. É como revisar um documento
importante da alma: precisa ser atualizado,
revisitado, cuidado. Porque o mundo muda, e a
gente muda junto. E, se há dias em que algo
almejado parece distante, que isso vire farol,
mesmo que fraquinho, para iluminar o caminho.
Às vezes, o sonho não é mais ser
astronauta, é só dormir melhor. Não é mais ser
presidente, mas conseguir pagar as contas e
sorrir. E está tudo certo. A beleza existe em
continuar sonhando, mesmo que isso varie
conforme o fôlego do momento.
O importante é não deixar que o peso do
real atropele a leveza do que parece impossível,
que nos projeta. Que a pressa não atropele o
propósito. Que o medo não atropele a esperança.
Então, se hoje você não souber responder “o que
quer ser quando crescer”, relaxa. Talvez o que
você precise é só se perguntar: o que ainda quero
sonhar?
Fonte: https://oglobo.globo.com/ela/luanagenot/coluna/2025/11/quantas-vezes-voce-mudou-deopiniao-sobre-o-que-quer-ser-quando-crescer.ghtml.
Acesso em 15/11/2025. Adaptado.
“A beleza existe em continuar sonhando, mesmo que isso varie conforme o fôlego do momento” (7º parágrafo).
O conectivo em destaque (“mesmo que”) poderia ser substituído, sem prejuízo de sentido, por:
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Quantas vezes você mudou de opinião sobre o
que quer ser quando crescer?
Luana Génot
Muitas vezes, perguntamos às crianças o
que querem ser quando crescer. E, por mais
inocente que pareça, essa pergunta carrega
muitas nuances: ela faz com que a gente projete
o futuro, mas também perceba o quanto os
nossos sonhos mudam com o tempo. Quanto
mais repertório acumulamos, mais atualizamos nossos desejos. O sonho de ontem pode não
fazer mais sentido hoje, e está tudo bem.
Um executivo, certa vez, me contou algo
que jamais esqueci. Ele saiu do interior da Bahia
sonhando em ser caminhoneiro, como o pai.
Achava que aquele era o topo. Não porque
faltasse ambição, mas porque faltavam
referências. Ao se mudar para estudar, porém,
descobriu outros mundos. Passou a almejar um
trabalho como auxiliar, depois, novos postos, e foi
galgando degraus até virar diretor. Hoje, mais do que cargos, sonha em ter tempo. Tempo para si,
para a família, para ver o sol se pôr.
Sonhos mudam de roupa conforme a
estação da vida. Às vezes, crescem; outras
vezes, se simplificam. Já quisemos o palco e,
depois, queremos o sossego. Já almejamos o
sucesso financeiro a todo custo e, em seguida,
queremos a saúde mental acima de tudo. E tudo
isso faz parte do mesmo caminho e pode até
coexistir em muitas medidas.
O que me intriga é que também há
aqueles que não se permitem sonhar. Gente que
aprendeu cedo que isso é luxo, coisa de quem
tem tempo ou dinheiro. Sonhar, porém, é
ferramenta de sobrevivência, especialmente para
quem sempre precisou lutar para existir. É uma
forma de hackear o sistema, de furar a bolha do
“impossível”, de encontrar brechas nas estruturas
que dizem “não”.
O sonho é ancestral. É herança das
nossas avós que sonhavam em liberdade
enquanto lavavam roupa no rio. É a centelha que
moveu quem veio antes, que acreditou num
amanhã que talvez nunca tenha visto, mas
plantou para que a gente colhesse. Por isso,
deixar o sonho morrer é como cortar o fio que liga
o passado ao futuro.
Manter os desejos em dia é um ato de
resistência. É como revisar um documento
importante da alma: precisa ser atualizado,
revisitado, cuidado. Porque o mundo muda, e a
gente muda junto. E, se há dias em que algo
almejado parece distante, que isso vire farol,
mesmo que fraquinho, para iluminar o caminho.
Às vezes, o sonho não é mais ser
astronauta, é só dormir melhor. Não é mais ser
presidente, mas conseguir pagar as contas e
sorrir. E está tudo certo. A beleza existe em
continuar sonhando, mesmo que isso varie
conforme o fôlego do momento.
O importante é não deixar que o peso do
real atropele a leveza do que parece impossível,
que nos projeta. Que a pressa não atropele o
propósito. Que o medo não atropele a esperança.
Então, se hoje você não souber responder “o que
quer ser quando crescer”, relaxa. Talvez o que
você precise é só se perguntar: o que ainda quero
sonhar?
Fonte: https://oglobo.globo.com/ela/luanagenot/coluna/2025/11/quantas-vezes-voce-mudou-deopiniao-sobre-o-que-quer-ser-quando-crescer.ghtml.
Acesso em 15/11/2025. Adaptado.
Nesse trecho, os conectivos em destaque indicam valor semântico de:
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que quer ser quando crescer?
Luana Génot
Muitas vezes, perguntamos às crianças o
que querem ser quando crescer. E, por mais
inocente que pareça, essa pergunta carrega
muitas nuances: ela faz com que a gente projete
o futuro, mas também perceba o quanto os
nossos sonhos mudam com o tempo. Quanto
mais repertório acumulamos, mais atualizamos nossos desejos. O sonho de ontem pode não
fazer mais sentido hoje, e está tudo bem.
Um executivo, certa vez, me contou algo
que jamais esqueci. Ele saiu do interior da Bahia
sonhando em ser caminhoneiro, como o pai.
Achava que aquele era o topo. Não porque
faltasse ambição, mas porque faltavam
referências. Ao se mudar para estudar, porém,
descobriu outros mundos. Passou a almejar um
trabalho como auxiliar, depois, novos postos, e foi
galgando degraus até virar diretor. Hoje, mais do que cargos, sonha em ter tempo. Tempo para si,
para a família, para ver o sol se pôr.
Sonhos mudam de roupa conforme a
estação da vida. Às vezes, crescem; outras
vezes, se simplificam. Já quisemos o palco e,
depois, queremos o sossego. Já almejamos o
sucesso financeiro a todo custo e, em seguida,
queremos a saúde mental acima de tudo. E tudo
isso faz parte do mesmo caminho e pode até
coexistir em muitas medidas.
O que me intriga é que também há
aqueles que não se permitem sonhar. Gente que
aprendeu cedo que isso é luxo, coisa de quem
tem tempo ou dinheiro. Sonhar, porém, é
ferramenta de sobrevivência, especialmente para
quem sempre precisou lutar para existir. É uma
forma de hackear o sistema, de furar a bolha do
“impossível”, de encontrar brechas nas estruturas
que dizem “não”.
O sonho é ancestral. É herança das
nossas avós que sonhavam em liberdade
enquanto lavavam roupa no rio. É a centelha que
moveu quem veio antes, que acreditou num
amanhã que talvez nunca tenha visto, mas
plantou para que a gente colhesse. Por isso,
deixar o sonho morrer é como cortar o fio que liga
o passado ao futuro.
Manter os desejos em dia é um ato de
resistência. É como revisar um documento
importante da alma: precisa ser atualizado,
revisitado, cuidado. Porque o mundo muda, e a
gente muda junto. E, se há dias em que algo
almejado parece distante, que isso vire farol,
mesmo que fraquinho, para iluminar o caminho.
Às vezes, o sonho não é mais ser
astronauta, é só dormir melhor. Não é mais ser
presidente, mas conseguir pagar as contas e
sorrir. E está tudo certo. A beleza existe em
continuar sonhando, mesmo que isso varie
conforme o fôlego do momento.
O importante é não deixar que o peso do
real atropele a leveza do que parece impossível,
que nos projeta. Que a pressa não atropele o
propósito. Que o medo não atropele a esperança.
Então, se hoje você não souber responder “o que
quer ser quando crescer”, relaxa. Talvez o que
você precise é só se perguntar: o que ainda quero
sonhar?
Fonte: https://oglobo.globo.com/ela/luanagenot/coluna/2025/11/quantas-vezes-voce-mudou-deopiniao-sobre-o-que-quer-ser-quando-crescer.ghtml.
Acesso em 15/11/2025. Adaptado.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Texto I
Quantas vezes você mudou de opinião sobre o
que quer ser quando crescer?
Luana Génot
Muitas vezes, perguntamos às crianças o
que querem ser quando crescer. E, por mais
inocente que pareça, essa pergunta carrega
muitas nuances: ela faz com que a gente projete
o futuro, mas também perceba o quanto os
nossos sonhos mudam com o tempo. Quanto
mais repertório acumulamos, mais atualizamos nossos desejos. O sonho de ontem pode não
fazer mais sentido hoje, e está tudo bem.
Um executivo, certa vez, me contou algo
que jamais esqueci. Ele saiu do interior da Bahia
sonhando em ser caminhoneiro, como o pai.
Achava que aquele era o topo. Não porque
faltasse ambição, mas porque faltavam
referências. Ao se mudar para estudar, porém,
descobriu outros mundos. Passou a almejar um
trabalho como auxiliar, depois, novos postos, e foi
galgando degraus até virar diretor. Hoje, mais do que cargos, sonha em ter tempo. Tempo para si,
para a família, para ver o sol se pôr.
Sonhos mudam de roupa conforme a
estação da vida. Às vezes, crescem; outras
vezes, se simplificam. Já quisemos o palco e,
depois, queremos o sossego. Já almejamos o
sucesso financeiro a todo custo e, em seguida,
queremos a saúde mental acima de tudo. E tudo
isso faz parte do mesmo caminho e pode até
coexistir em muitas medidas.
O que me intriga é que também há
aqueles que não se permitem sonhar. Gente que
aprendeu cedo que isso é luxo, coisa de quem
tem tempo ou dinheiro. Sonhar, porém, é
ferramenta de sobrevivência, especialmente para
quem sempre precisou lutar para existir. É uma
forma de hackear o sistema, de furar a bolha do
“impossível”, de encontrar brechas nas estruturas
que dizem “não”.
O sonho é ancestral. É herança das
nossas avós que sonhavam em liberdade
enquanto lavavam roupa no rio. É a centelha que
moveu quem veio antes, que acreditou num
amanhã que talvez nunca tenha visto, mas
plantou para que a gente colhesse. Por isso,
deixar o sonho morrer é como cortar o fio que liga
o passado ao futuro.
Manter os desejos em dia é um ato de
resistência. É como revisar um documento
importante da alma: precisa ser atualizado,
revisitado, cuidado. Porque o mundo muda, e a
gente muda junto. E, se há dias em que algo
almejado parece distante, que isso vire farol,
mesmo que fraquinho, para iluminar o caminho.
Às vezes, o sonho não é mais ser
astronauta, é só dormir melhor. Não é mais ser
presidente, mas conseguir pagar as contas e
sorrir. E está tudo certo. A beleza existe em
continuar sonhando, mesmo que isso varie
conforme o fôlego do momento.
O importante é não deixar que o peso do
real atropele a leveza do que parece impossível,
que nos projeta. Que a pressa não atropele o
propósito. Que o medo não atropele a esperança.
Então, se hoje você não souber responder “o que
quer ser quando crescer”, relaxa. Talvez o que
você precise é só se perguntar: o que ainda quero
sonhar?
Fonte: https://oglobo.globo.com/ela/luanagenot/coluna/2025/11/quantas-vezes-voce-mudou-deopiniao-sobre-o-que-quer-ser-quando-crescer.ghtml.
Acesso em 15/11/2025. Adaptado.
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Texto I
Quantas vezes você mudou de opinião sobre o
que quer ser quando crescer?
Luana Génot
Muitas vezes, perguntamos às crianças o
que querem ser quando crescer. E, por mais
inocente que pareça, essa pergunta carrega
muitas nuances: ela faz com que a gente projete
o futuro, mas também perceba o quanto os
nossos sonhos mudam com o tempo. Quanto
mais repertório acumulamos, mais atualizamos nossos desejos. O sonho de ontem pode não
fazer mais sentido hoje, e está tudo bem.
Um executivo, certa vez, me contou algo
que jamais esqueci. Ele saiu do interior da Bahia
sonhando em ser caminhoneiro, como o pai.
Achava que aquele era o topo. Não porque
faltasse ambição, mas porque faltavam
referências. Ao se mudar para estudar, porém,
descobriu outros mundos. Passou a almejar um
trabalho como auxiliar, depois, novos postos, e foi
galgando degraus até virar diretor. Hoje, mais do que cargos, sonha em ter tempo. Tempo para si,
para a família, para ver o sol se pôr.
Sonhos mudam de roupa conforme a
estação da vida. Às vezes, crescem; outras
vezes, se simplificam. Já quisemos o palco e,
depois, queremos o sossego. Já almejamos o
sucesso financeiro a todo custo e, em seguida,
queremos a saúde mental acima de tudo. E tudo
isso faz parte do mesmo caminho e pode até
coexistir em muitas medidas.
O que me intriga é que também há
aqueles que não se permitem sonhar. Gente que
aprendeu cedo que isso é luxo, coisa de quem
tem tempo ou dinheiro. Sonhar, porém, é
ferramenta de sobrevivência, especialmente para
quem sempre precisou lutar para existir. É uma
forma de hackear o sistema, de furar a bolha do
“impossível”, de encontrar brechas nas estruturas
que dizem “não”.
O sonho é ancestral. É herança das
nossas avós que sonhavam em liberdade
enquanto lavavam roupa no rio. É a centelha que
moveu quem veio antes, que acreditou num
amanhã que talvez nunca tenha visto, mas
plantou para que a gente colhesse. Por isso,
deixar o sonho morrer é como cortar o fio que liga
o passado ao futuro.
Manter os desejos em dia é um ato de
resistência. É como revisar um documento
importante da alma: precisa ser atualizado,
revisitado, cuidado. Porque o mundo muda, e a
gente muda junto. E, se há dias em que algo
almejado parece distante, que isso vire farol,
mesmo que fraquinho, para iluminar o caminho.
Às vezes, o sonho não é mais ser
astronauta, é só dormir melhor. Não é mais ser
presidente, mas conseguir pagar as contas e
sorrir. E está tudo certo. A beleza existe em
continuar sonhando, mesmo que isso varie
conforme o fôlego do momento.
O importante é não deixar que o peso do
real atropele a leveza do que parece impossível,
que nos projeta. Que a pressa não atropele o
propósito. Que o medo não atropele a esperança.
Então, se hoje você não souber responder “o que
quer ser quando crescer”, relaxa. Talvez o que
você precise é só se perguntar: o que ainda quero
sonhar?
Fonte: https://oglobo.globo.com/ela/luanagenot/coluna/2025/11/quantas-vezes-voce-mudou-deopiniao-sobre-o-que-quer-ser-quando-crescer.ghtml.
Acesso em 15/11/2025. Adaptado.
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