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Texto I
I.A., uma inteligência que não pensa. Já pensou nisso?
Por Raphael Conceição
O assombroso avanço tecnológico dos diversos modelos de linguagem existentes no mundo de hoje deixa à margem um debate importante acerca do que se convencionou denominar “Inteligência Artificial”.
A discussão que tenho proposto em inúmeras palestras, oficinas e workshops sobre o tema trata de uma região que figura entre a imprecisão e o engano do uso do termo “inteligência” para um tipo de tecnologia que não pensa, não intui, não dispõe de consciência e, se tanto, simula a atividade cerebral humana.
É indubitável que os bots que conversam de maneira tão natural com as pessoas transmitem uma sensação de proximidade.
Meu ponto, porém, é que essa “pessoalidade”, por assim dizer, é tão legítima quanto a “mágica” de um ilusionista que prende nossa atenção em uma de suas mãos enquanto, com a outra, realiza processos cujo resultado nos encantará com lenços que lhe saem da boca ou uma carta de baralho rasgada que volta a aparecer em um dos bolsos de seu fraque.
É divertido ver, admito. Mas não é mágica. Assim como conversar com um sistema também me entretém. Mas não é conversa. Sob essa ótica, desmistificamos questões que inclusive atrapalham as pessoas a usufruírem mais e melhor da tecnologia de que hoje dispomos.
Quando nos damos conta de que tudo aquilo que perguntamos, demandamos ou pesquisamos, cujas respostas nos chegam em segundos de maneira impressionante, decorre de uma precisão estatística, matemática e padronizada, compreendemos melhor que o caminho a trilhar não é um embate IA x Humano, e sim um viés em que a dita Inteligência Artificial potencializa o que nós, pessoas, somos.
Se de melhor ou pior, bom, o critério e a decisão ficam à nossa conta.
De todo modo, medos de que as máquinas algum dia se revoltem contra nós como nas telas de cinema – ou no streaming que parece adivinhar a melhor série que combina com o meu perfil – podem ser minimizados quando aceitamos a IA tal qual ela é: poderosa em cálculo e correlação, mas desprovida de consciência ou compreensão semântica.
A máquina avança pela nossa real inteligência e nos ajuda a automatizar tarefas repetitivas, calcular cenários em dimensões e magnitudes que há pouco pareciam impossíveis e até mesmo predizer possibilidades com alta taxa de acertos. Tudo isso sem tirar nem ameaçar o papel que nos cumpre: decisores sobre qual impacto queremos que a IA tenha em nossas vidas.
A TV interferiu no rádio. O digital no impresso. O CD no vinil. A IA, claro, vai transformar muitos aspectos da nossa vida, e nossa relação com ela moldará nosso futuro.
A pergunta que não quer calar (Como?), porém, não deve ser direcionada ao ChatGPT ou correlatos. Quem vai respondê-la seremos nós, enquanto sociedade, dentro das classes, castas e divisões a que nos submetemos (ou impomos).
Quem sabe a gente não escolhe usar a tecnologia para um futuro mais inclusivo e menos desigual. Se é possível sonhar? Eu creio que sim.
Mas esse papo é para um próximo texto.
Um abraço, enter, e até lá.
Fonte:
https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2025/10/10 57224-i-a-uma-inteligencia-que-nao-pensa-ja-pensounisso.html. Acesso em 31/10/2025. Excerto
Nesse trecho, o autor utiliza um recurso discursivo específico, com o objetivo de:
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Texto I
I.A., uma inteligência que não pensa. Já pensou nisso?
Por Raphael Conceição
O assombroso avanço tecnológico dos diversos modelos de linguagem existentes no mundo de hoje deixa à margem um debate importante acerca do que se convencionou denominar “Inteligência Artificial”.
A discussão que tenho proposto em inúmeras palestras, oficinas e workshops sobre o tema trata de uma região que figura entre a imprecisão e o engano do uso do termo “inteligência” para um tipo de tecnologia que não pensa, não intui, não dispõe de consciência e, se tanto, simula a atividade cerebral humana.
É indubitável que os bots que conversam de maneira tão natural com as pessoas transmitem uma sensação de proximidade.
Meu ponto, porém, é que essa “pessoalidade”, por assim dizer, é tão legítima quanto a “mágica” de um ilusionista que prende nossa atenção em uma de suas mãos enquanto, com a outra, realiza processos cujo resultado nos encantará com lenços que lhe saem da boca ou uma carta de baralho rasgada que volta a aparecer em um dos bolsos de seu fraque.
É divertido ver, admito. Mas não é mágica. Assim como conversar com um sistema também me entretém. Mas não é conversa. Sob essa ótica, desmistificamos questões que inclusive atrapalham as pessoas a usufruírem mais e melhor da tecnologia de que hoje dispomos.
Quando nos damos conta de que tudo aquilo que perguntamos, demandamos ou pesquisamos, cujas respostas nos chegam em segundos de maneira impressionante, decorre de uma precisão estatística, matemática e padronizada, compreendemos melhor que o caminho a trilhar não é um embate IA x Humano, e sim um viés em que a dita Inteligência Artificial potencializa o que nós, pessoas, somos.
Se de melhor ou pior, bom, o critério e a decisão ficam à nossa conta.
De todo modo, medos de que as máquinas algum dia se revoltem contra nós como nas telas de cinema – ou no streaming que parece adivinhar a melhor série que combina com o meu perfil – podem ser minimizados quando aceitamos a IA tal qual ela é: poderosa em cálculo e correlação, mas desprovida de consciência ou compreensão semântica.
A máquina avança pela nossa real inteligência e nos ajuda a automatizar tarefas repetitivas, calcular cenários em dimensões e magnitudes que há pouco pareciam impossíveis e até mesmo predizer possibilidades com alta taxa de acertos. Tudo isso sem tirar nem ameaçar o papel que nos cumpre: decisores sobre qual impacto queremos que a IA tenha em nossas vidas.
A TV interferiu no rádio. O digital no impresso. O CD no vinil. A IA, claro, vai transformar muitos aspectos da nossa vida, e nossa relação com ela moldará nosso futuro.
A pergunta que não quer calar (Como?), porém, não deve ser direcionada ao ChatGPT ou correlatos. Quem vai respondê-la seremos nós, enquanto sociedade, dentro das classes, castas e divisões a que nos submetemos (ou impomos).
Quem sabe a gente não escolhe usar a tecnologia para um futuro mais inclusivo e menos desigual. Se é possível sonhar? Eu creio que sim.
Mas esse papo é para um próximo texto.
Um abraço, enter, e até lá.
Fonte:
https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2025/10/10 57224-i-a-uma-inteligencia-que-nao-pensa-ja-pensounisso.html. Acesso em 31/10/2025. Excerto
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Texto I
Tempos modernos – uma crítica à sociedade
industrial
Por Arlindenor Pedro
Quando o filme "Tempos Modernos"
chegou às telas, em 1936, o mundo já convivia
com o cinema sonoro há quase 10 anos. Durante
todo esse tempo, o “vagabundo”, personagem
que conhecemos como Carlitos, criado por
Charlie Chaplin — que compartilhou nas
primeiras décadas do século XX o infortúnio dos
desvalidos, que viam nele uma identificação com
seus geniais desempenhos — ficou sem aparecer
nos cinemas.
No intervalo entre o seu último filme,
"Luzes da Cidade", e o lançamento de "Tempos
Modernos", Chaplin amadureceu a ideia de que o
“vagabundo” não iria transitar no mundo do
cinema sonoro. Decidiu, então, que "Tempos
Modernos" seria o último filme do personagem. O
que aconteceu de fato!
O mundo mudara muito nessa época, já
se vivia a tensão de uma nova guerra que estava
por vir!
Em 1931, Chaplin fez uma turnê pela
Europa e viu que os males que afligiam a
economia americana — a recessão e o
desemprego — estavam presentes em todo lugar.
Viu, também, que os capitalistas europeus, a
exemplo dos americanos, buscavam superar a
crise por alterações no processo produtivo,
adaptando-se aos novos tempos, racionalizando
cada vez mais a produção. Os conceitos de Henri
Fayol e Frederick Taylor, de racionalizar as
operações de trabalho, levariam a um
considerável ganho de produtividade, reduzindo o
custo unitário dos produtos e ampliando a
margem de lucro por implementos, que tiveram
seu ápice com a linha de montagem fordista. Isso
encantava os empresários. A aplicação dessas
ideias resultou no desemprego de milhões de
pessoas, contribuindo para acelerar o confronto
dos países capitalistas através da guerra. O
conflito aliviaria as tensões sociais internas e
abriria as portas para novos mercados.
Retornando aos Estados Unidos,
vivamente sensibilizado com essas questões,
Charlie Chaplin tomou a decisão de fazer um
novo filme, onde retrataria esse novo mundo. O
cineasta sempre teve uma visão diferente daquela que estava sendo construída pelas elites
econômicas da burguesia liberal. Sua Utopia era
uma sociedade mais justa, com pleno emprego,
sem a violência do Estado, com a felicidade ao
alcance de todos, sem o racionalismo científico
que tirava do ser humano a sua essência
humanista, procurando transformá-lo em
máquina. Eram ideias que ele procuraria sintetizar
mais tarde, na cena final de seu próximo filme,
lançado já em plena guerra: "O Grande Ditador".
Em "Tempos Modernos", Chaplin nos
mostra o “vagabundo” — antípoda da sociedade
moderna racionalizada — às voltas com a linha
de montagem fordista, em um ambiente
asséptico, científico, controlado e não menos
cruel. Numa cena clássica, vemos o nosso herói
ser sugado, literalmente, pelas engrenagens das
máquinas industriais, sem condições, portanto, de
se adaptar à linha de produção e, por isso
mesmo, levado à loucura.
Nesses novos tempos, mais do que
nunca, a competição econômica forçaria as
empresas a buscarem a eficácia, revolucionando
o trabalho, a técnica e os produtos, que adiante
voltam a competir e a ser revolucionados, em um
processo contínuo e infindável. Noutras palavras:
estaria na lógica da produção de mercadorias a
obrigatoriedade das empresas a racionalizarem o
desenvolvimento das suas forças produtivas.
Fonte: https://www.jb.com.br/cadernob/2025/10/1057433-tempos-modernos-uma-critica-asociedade-industrial.html. Acesso em 31/10/2025.
Excerto
Nesse trecho, as duas palavras em destaque, em termos sintáticos, classificam-se, respectivamente, como:
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Texto I
Tempos modernos – uma crítica à sociedade
industrial
Por Arlindenor Pedro
Quando o filme "Tempos Modernos"
chegou às telas, em 1936, o mundo já convivia
com o cinema sonoro há quase 10 anos. Durante
todo esse tempo, o “vagabundo”, personagem
que conhecemos como Carlitos, criado por
Charlie Chaplin — que compartilhou nas
primeiras décadas do século XX o infortúnio dos
desvalidos, que viam nele uma identificação com
seus geniais desempenhos — ficou sem aparecer
nos cinemas.
No intervalo entre o seu último filme,
"Luzes da Cidade", e o lançamento de "Tempos
Modernos", Chaplin amadureceu a ideia de que o
“vagabundo” não iria transitar no mundo do
cinema sonoro. Decidiu, então, que "Tempos
Modernos" seria o último filme do personagem. O
que aconteceu de fato!
O mundo mudara muito nessa época, já
se vivia a tensão de uma nova guerra que estava
por vir!
Em 1931, Chaplin fez uma turnê pela
Europa e viu que os males que afligiam a
economia americana — a recessão e o
desemprego — estavam presentes em todo lugar.
Viu, também, que os capitalistas europeus, a
exemplo dos americanos, buscavam superar a
crise por alterações no processo produtivo,
adaptando-se aos novos tempos, racionalizando
cada vez mais a produção. Os conceitos de Henri
Fayol e Frederick Taylor, de racionalizar as
operações de trabalho, levariam a um
considerável ganho de produtividade, reduzindo o
custo unitário dos produtos e ampliando a
margem de lucro por implementos, que tiveram
seu ápice com a linha de montagem fordista. Isso
encantava os empresários. A aplicação dessas
ideias resultou no desemprego de milhões de
pessoas, contribuindo para acelerar o confronto
dos países capitalistas através da guerra. O
conflito aliviaria as tensões sociais internas e
abriria as portas para novos mercados.
Retornando aos Estados Unidos,
vivamente sensibilizado com essas questões,
Charlie Chaplin tomou a decisão de fazer um
novo filme, onde retrataria esse novo mundo. O
cineasta sempre teve uma visão diferente daquela que estava sendo construída pelas elites
econômicas da burguesia liberal. Sua Utopia era
uma sociedade mais justa, com pleno emprego,
sem a violência do Estado, com a felicidade ao
alcance de todos, sem o racionalismo científico
que tirava do ser humano a sua essência
humanista, procurando transformá-lo em
máquina. Eram ideias que ele procuraria sintetizar
mais tarde, na cena final de seu próximo filme,
lançado já em plena guerra: "O Grande Ditador".
Em "Tempos Modernos", Chaplin nos
mostra o “vagabundo” — antípoda da sociedade
moderna racionalizada — às voltas com a linha
de montagem fordista, em um ambiente
asséptico, científico, controlado e não menos
cruel. Numa cena clássica, vemos o nosso herói
ser sugado, literalmente, pelas engrenagens das
máquinas industriais, sem condições, portanto, de
se adaptar à linha de produção e, por isso
mesmo, levado à loucura.
Nesses novos tempos, mais do que
nunca, a competição econômica forçaria as
empresas a buscarem a eficácia, revolucionando
o trabalho, a técnica e os produtos, que adiante
voltam a competir e a ser revolucionados, em um
processo contínuo e infindável. Noutras palavras:
estaria na lógica da produção de mercadorias a
obrigatoriedade das empresas a racionalizarem o
desenvolvimento das suas forças produtivas.
Fonte: https://www.jb.com.br/cadernob/2025/10/1057433-tempos-modernos-uma-critica-asociedade-industrial.html. Acesso em 31/10/2025.
Excerto
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Tempos modernos – uma crítica à sociedade
industrial
Por Arlindenor Pedro
Quando o filme "Tempos Modernos"
chegou às telas, em 1936, o mundo já convivia
com o cinema sonoro há quase 10 anos. Durante
todo esse tempo, o “vagabundo”, personagem
que conhecemos como Carlitos, criado por
Charlie Chaplin — que compartilhou nas
primeiras décadas do século XX o infortúnio dos
desvalidos, que viam nele uma identificação com
seus geniais desempenhos — ficou sem aparecer
nos cinemas.
No intervalo entre o seu último filme,
"Luzes da Cidade", e o lançamento de "Tempos
Modernos", Chaplin amadureceu a ideia de que o
“vagabundo” não iria transitar no mundo do
cinema sonoro. Decidiu, então, que "Tempos
Modernos" seria o último filme do personagem. O
que aconteceu de fato!
O mundo mudara muito nessa época, já
se vivia a tensão de uma nova guerra que estava
por vir!
Em 1931, Chaplin fez uma turnê pela
Europa e viu que os males que afligiam a
economia americana — a recessão e o
desemprego — estavam presentes em todo lugar.
Viu, também, que os capitalistas europeus, a
exemplo dos americanos, buscavam superar a
crise por alterações no processo produtivo,
adaptando-se aos novos tempos, racionalizando
cada vez mais a produção. Os conceitos de Henri
Fayol e Frederick Taylor, de racionalizar as
operações de trabalho, levariam a um
considerável ganho de produtividade, reduzindo o
custo unitário dos produtos e ampliando a
margem de lucro por implementos, que tiveram
seu ápice com a linha de montagem fordista. Isso
encantava os empresários. A aplicação dessas
ideias resultou no desemprego de milhões de
pessoas, contribuindo para acelerar o confronto
dos países capitalistas através da guerra. O
conflito aliviaria as tensões sociais internas e
abriria as portas para novos mercados.
Retornando aos Estados Unidos,
vivamente sensibilizado com essas questões,
Charlie Chaplin tomou a decisão de fazer um
novo filme, onde retrataria esse novo mundo. O
cineasta sempre teve uma visão diferente daquela que estava sendo construída pelas elites
econômicas da burguesia liberal. Sua Utopia era
uma sociedade mais justa, com pleno emprego,
sem a violência do Estado, com a felicidade ao
alcance de todos, sem o racionalismo científico
que tirava do ser humano a sua essência
humanista, procurando transformá-lo em
máquina. Eram ideias que ele procuraria sintetizar
mais tarde, na cena final de seu próximo filme,
lançado já em plena guerra: "O Grande Ditador".
Em "Tempos Modernos", Chaplin nos
mostra o “vagabundo” — antípoda da sociedade
moderna racionalizada — às voltas com a linha
de montagem fordista, em um ambiente
asséptico, científico, controlado e não menos
cruel. Numa cena clássica, vemos o nosso herói
ser sugado, literalmente, pelas engrenagens das
máquinas industriais, sem condições, portanto, de
se adaptar à linha de produção e, por isso
mesmo, levado à loucura.
Nesses novos tempos, mais do que
nunca, a competição econômica forçaria as
empresas a buscarem a eficácia, revolucionando
o trabalho, a técnica e os produtos, que adiante
voltam a competir e a ser revolucionados, em um
processo contínuo e infindável. Noutras palavras:
estaria na lógica da produção de mercadorias a
obrigatoriedade das empresas a racionalizarem o
desenvolvimento das suas forças produtivas.
Fonte: https://www.jb.com.br/cadernob/2025/10/1057433-tempos-modernos-uma-critica-asociedade-industrial.html. Acesso em 31/10/2025.
Excerto
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Tempos modernos – uma crítica à sociedade
industrial
Por Arlindenor Pedro
Quando o filme "Tempos Modernos"
chegou às telas, em 1936, o mundo já convivia
com o cinema sonoro há quase 10 anos. Durante
todo esse tempo, o “vagabundo”, personagem
que conhecemos como Carlitos, criado por
Charlie Chaplin — que compartilhou nas
primeiras décadas do século XX o infortúnio dos
desvalidos, que viam nele uma identificação com
seus geniais desempenhos — ficou sem aparecer
nos cinemas.
No intervalo entre o seu último filme,
"Luzes da Cidade", e o lançamento de "Tempos
Modernos", Chaplin amadureceu a ideia de que o
“vagabundo” não iria transitar no mundo do
cinema sonoro. Decidiu, então, que "Tempos
Modernos" seria o último filme do personagem. O
que aconteceu de fato!
O mundo mudara muito nessa época, já
se vivia a tensão de uma nova guerra que estava
por vir!
Em 1931, Chaplin fez uma turnê pela
Europa e viu que os males que afligiam a
economia americana — a recessão e o
desemprego — estavam presentes em todo lugar.
Viu, também, que os capitalistas europeus, a
exemplo dos americanos, buscavam superar a
crise por alterações no processo produtivo,
adaptando-se aos novos tempos, racionalizando
cada vez mais a produção. Os conceitos de Henri
Fayol e Frederick Taylor, de racionalizar as
operações de trabalho, levariam a um
considerável ganho de produtividade, reduzindo o
custo unitário dos produtos e ampliando a
margem de lucro por implementos, que tiveram
seu ápice com a linha de montagem fordista. Isso
encantava os empresários. A aplicação dessas
ideias resultou no desemprego de milhões de
pessoas, contribuindo para acelerar o confronto
dos países capitalistas através da guerra. O
conflito aliviaria as tensões sociais internas e
abriria as portas para novos mercados.
Retornando aos Estados Unidos,
vivamente sensibilizado com essas questões,
Charlie Chaplin tomou a decisão de fazer um
novo filme, onde retrataria esse novo mundo. O
cineasta sempre teve uma visão diferente daquela que estava sendo construída pelas elites
econômicas da burguesia liberal. Sua Utopia era
uma sociedade mais justa, com pleno emprego,
sem a violência do Estado, com a felicidade ao
alcance de todos, sem o racionalismo científico
que tirava do ser humano a sua essência
humanista, procurando transformá-lo em
máquina. Eram ideias que ele procuraria sintetizar
mais tarde, na cena final de seu próximo filme,
lançado já em plena guerra: "O Grande Ditador".
Em "Tempos Modernos", Chaplin nos
mostra o “vagabundo” — antípoda da sociedade
moderna racionalizada — às voltas com a linha
de montagem fordista, em um ambiente
asséptico, científico, controlado e não menos
cruel. Numa cena clássica, vemos o nosso herói
ser sugado, literalmente, pelas engrenagens das
máquinas industriais, sem condições, portanto, de
se adaptar à linha de produção e, por isso
mesmo, levado à loucura.
Nesses novos tempos, mais do que
nunca, a competição econômica forçaria as
empresas a buscarem a eficácia, revolucionando
o trabalho, a técnica e os produtos, que adiante
voltam a competir e a ser revolucionados, em um
processo contínuo e infindável. Noutras palavras:
estaria na lógica da produção de mercadorias a
obrigatoriedade das empresas a racionalizarem o
desenvolvimento das suas forças produtivas.
Fonte: https://www.jb.com.br/cadernob/2025/10/1057433-tempos-modernos-uma-critica-asociedade-industrial.html. Acesso em 31/10/2025.
Excerto
Nesse trecho, o verbo em destaque está flexionado no:
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Tempos modernos – uma crítica à sociedade
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Por Arlindenor Pedro
Quando o filme "Tempos Modernos"
chegou às telas, em 1936, o mundo já convivia
com o cinema sonoro há quase 10 anos. Durante
todo esse tempo, o “vagabundo”, personagem
que conhecemos como Carlitos, criado por
Charlie Chaplin — que compartilhou nas
primeiras décadas do século XX o infortúnio dos
desvalidos, que viam nele uma identificação com
seus geniais desempenhos — ficou sem aparecer
nos cinemas.
No intervalo entre o seu último filme,
"Luzes da Cidade", e o lançamento de "Tempos
Modernos", Chaplin amadureceu a ideia de que o
“vagabundo” não iria transitar no mundo do
cinema sonoro. Decidiu, então, que "Tempos
Modernos" seria o último filme do personagem. O
que aconteceu de fato!
O mundo mudara muito nessa época, já
se vivia a tensão de uma nova guerra que estava
por vir!
Em 1931, Chaplin fez uma turnê pela
Europa e viu que os males que afligiam a
economia americana — a recessão e o
desemprego — estavam presentes em todo lugar.
Viu, também, que os capitalistas europeus, a
exemplo dos americanos, buscavam superar a
crise por alterações no processo produtivo,
adaptando-se aos novos tempos, racionalizando
cada vez mais a produção. Os conceitos de Henri
Fayol e Frederick Taylor, de racionalizar as
operações de trabalho, levariam a um
considerável ganho de produtividade, reduzindo o
custo unitário dos produtos e ampliando a
margem de lucro por implementos, que tiveram
seu ápice com a linha de montagem fordista. Isso
encantava os empresários. A aplicação dessas
ideias resultou no desemprego de milhões de
pessoas, contribuindo para acelerar o confronto
dos países capitalistas através da guerra. O
conflito aliviaria as tensões sociais internas e
abriria as portas para novos mercados.
Retornando aos Estados Unidos,
vivamente sensibilizado com essas questões,
Charlie Chaplin tomou a decisão de fazer um
novo filme, onde retrataria esse novo mundo. O
cineasta sempre teve uma visão diferente daquela que estava sendo construída pelas elites
econômicas da burguesia liberal. Sua Utopia era
uma sociedade mais justa, com pleno emprego,
sem a violência do Estado, com a felicidade ao
alcance de todos, sem o racionalismo científico
que tirava do ser humano a sua essência
humanista, procurando transformá-lo em
máquina. Eram ideias que ele procuraria sintetizar
mais tarde, na cena final de seu próximo filme,
lançado já em plena guerra: "O Grande Ditador".
Em "Tempos Modernos", Chaplin nos
mostra o “vagabundo” — antípoda da sociedade
moderna racionalizada — às voltas com a linha
de montagem fordista, em um ambiente
asséptico, científico, controlado e não menos
cruel. Numa cena clássica, vemos o nosso herói
ser sugado, literalmente, pelas engrenagens das
máquinas industriais, sem condições, portanto, de
se adaptar à linha de produção e, por isso
mesmo, levado à loucura.
Nesses novos tempos, mais do que
nunca, a competição econômica forçaria as
empresas a buscarem a eficácia, revolucionando
o trabalho, a técnica e os produtos, que adiante
voltam a competir e a ser revolucionados, em um
processo contínuo e infindável. Noutras palavras:
estaria na lógica da produção de mercadorias a
obrigatoriedade das empresas a racionalizarem o
desenvolvimento das suas forças produtivas.
Fonte: https://www.jb.com.br/cadernob/2025/10/1057433-tempos-modernos-uma-critica-asociedade-industrial.html. Acesso em 31/10/2025.
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Texto I
Tempos modernos – uma crítica à sociedade
industrial
Por Arlindenor Pedro
Quando o filme "Tempos Modernos"
chegou às telas, em 1936, o mundo já convivia
com o cinema sonoro há quase 10 anos. Durante
todo esse tempo, o “vagabundo”, personagem
que conhecemos como Carlitos, criado por
Charlie Chaplin — que compartilhou nas
primeiras décadas do século XX o infortúnio dos
desvalidos, que viam nele uma identificação com
seus geniais desempenhos — ficou sem aparecer
nos cinemas.
No intervalo entre o seu último filme,
"Luzes da Cidade", e o lançamento de "Tempos
Modernos", Chaplin amadureceu a ideia de que o
“vagabundo” não iria transitar no mundo do
cinema sonoro. Decidiu, então, que "Tempos
Modernos" seria o último filme do personagem. O
que aconteceu de fato!
O mundo mudara muito nessa época, já
se vivia a tensão de uma nova guerra que estava
por vir!
Em 1931, Chaplin fez uma turnê pela
Europa e viu que os males que afligiam a
economia americana — a recessão e o
desemprego — estavam presentes em todo lugar.
Viu, também, que os capitalistas europeus, a
exemplo dos americanos, buscavam superar a
crise por alterações no processo produtivo,
adaptando-se aos novos tempos, racionalizando
cada vez mais a produção. Os conceitos de Henri
Fayol e Frederick Taylor, de racionalizar as
operações de trabalho, levariam a um
considerável ganho de produtividade, reduzindo o
custo unitário dos produtos e ampliando a
margem de lucro por implementos, que tiveram
seu ápice com a linha de montagem fordista. Isso
encantava os empresários. A aplicação dessas
ideias resultou no desemprego de milhões de
pessoas, contribuindo para acelerar o confronto
dos países capitalistas através da guerra. O
conflito aliviaria as tensões sociais internas e
abriria as portas para novos mercados.
Retornando aos Estados Unidos,
vivamente sensibilizado com essas questões,
Charlie Chaplin tomou a decisão de fazer um
novo filme, onde retrataria esse novo mundo. O
cineasta sempre teve uma visão diferente daquela que estava sendo construída pelas elites
econômicas da burguesia liberal. Sua Utopia era
uma sociedade mais justa, com pleno emprego,
sem a violência do Estado, com a felicidade ao
alcance de todos, sem o racionalismo científico
que tirava do ser humano a sua essência
humanista, procurando transformá-lo em
máquina. Eram ideias que ele procuraria sintetizar
mais tarde, na cena final de seu próximo filme,
lançado já em plena guerra: "O Grande Ditador".
Em "Tempos Modernos", Chaplin nos
mostra o “vagabundo” — antípoda da sociedade
moderna racionalizada — às voltas com a linha
de montagem fordista, em um ambiente
asséptico, científico, controlado e não menos
cruel. Numa cena clássica, vemos o nosso herói
ser sugado, literalmente, pelas engrenagens das
máquinas industriais, sem condições, portanto, de
se adaptar à linha de produção e, por isso
mesmo, levado à loucura.
Nesses novos tempos, mais do que
nunca, a competição econômica forçaria as
empresas a buscarem a eficácia, revolucionando
o trabalho, a técnica e os produtos, que adiante
voltam a competir e a ser revolucionados, em um
processo contínuo e infindável. Noutras palavras:
estaria na lógica da produção de mercadorias a
obrigatoriedade das empresas a racionalizarem o
desenvolvimento das suas forças produtivas.
Fonte: https://www.jb.com.br/cadernob/2025/10/1057433-tempos-modernos-uma-critica-asociedade-industrial.html. Acesso em 31/10/2025.
Excerto
A forma verbal em destaque veicula sentido de:
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Texto I
Tempos modernos – uma crítica à sociedade
industrial
Por Arlindenor Pedro
Quando o filme "Tempos Modernos"
chegou às telas, em 1936, o mundo já convivia
com o cinema sonoro há quase 10 anos. Durante
todo esse tempo, o “vagabundo”, personagem
que conhecemos como Carlitos, criado por
Charlie Chaplin — que compartilhou nas
primeiras décadas do século XX o infortúnio dos
desvalidos, que viam nele uma identificação com
seus geniais desempenhos — ficou sem aparecer
nos cinemas.
No intervalo entre o seu último filme,
"Luzes da Cidade", e o lançamento de "Tempos
Modernos", Chaplin amadureceu a ideia de que o
“vagabundo” não iria transitar no mundo do
cinema sonoro. Decidiu, então, que "Tempos
Modernos" seria o último filme do personagem. O
que aconteceu de fato!
O mundo mudara muito nessa época, já
se vivia a tensão de uma nova guerra que estava
por vir!
Em 1931, Chaplin fez uma turnê pela
Europa e viu que os males que afligiam a
economia americana — a recessão e o
desemprego — estavam presentes em todo lugar.
Viu, também, que os capitalistas europeus, a
exemplo dos americanos, buscavam superar a
crise por alterações no processo produtivo,
adaptando-se aos novos tempos, racionalizando
cada vez mais a produção. Os conceitos de Henri
Fayol e Frederick Taylor, de racionalizar as
operações de trabalho, levariam a um
considerável ganho de produtividade, reduzindo o
custo unitário dos produtos e ampliando a
margem de lucro por implementos, que tiveram
seu ápice com a linha de montagem fordista. Isso
encantava os empresários. A aplicação dessas
ideias resultou no desemprego de milhões de
pessoas, contribuindo para acelerar o confronto
dos países capitalistas através da guerra. O
conflito aliviaria as tensões sociais internas e
abriria as portas para novos mercados.
Retornando aos Estados Unidos,
vivamente sensibilizado com essas questões,
Charlie Chaplin tomou a decisão de fazer um
novo filme, onde retrataria esse novo mundo. O
cineasta sempre teve uma visão diferente daquela que estava sendo construída pelas elites
econômicas da burguesia liberal. Sua Utopia era
uma sociedade mais justa, com pleno emprego,
sem a violência do Estado, com a felicidade ao
alcance de todos, sem o racionalismo científico
que tirava do ser humano a sua essência
humanista, procurando transformá-lo em
máquina. Eram ideias que ele procuraria sintetizar
mais tarde, na cena final de seu próximo filme,
lançado já em plena guerra: "O Grande Ditador".
Em "Tempos Modernos", Chaplin nos
mostra o “vagabundo” — antípoda da sociedade
moderna racionalizada — às voltas com a linha
de montagem fordista, em um ambiente
asséptico, científico, controlado e não menos
cruel. Numa cena clássica, vemos o nosso herói
ser sugado, literalmente, pelas engrenagens das
máquinas industriais, sem condições, portanto, de
se adaptar à linha de produção e, por isso
mesmo, levado à loucura.
Nesses novos tempos, mais do que
nunca, a competição econômica forçaria as
empresas a buscarem a eficácia, revolucionando
o trabalho, a técnica e os produtos, que adiante
voltam a competir e a ser revolucionados, em um
processo contínuo e infindável. Noutras palavras:
estaria na lógica da produção de mercadorias a
obrigatoriedade das empresas a racionalizarem o
desenvolvimento das suas forças produtivas.
Fonte: https://www.jb.com.br/cadernob/2025/10/1057433-tempos-modernos-uma-critica-asociedade-industrial.html. Acesso em 31/10/2025.
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Texto I
Tempos modernos – uma crítica à sociedade
industrial
Por Arlindenor Pedro
Quando o filme "Tempos Modernos"
chegou às telas, em 1936, o mundo já convivia
com o cinema sonoro há quase 10 anos. Durante
todo esse tempo, o “vagabundo”, personagem
que conhecemos como Carlitos, criado por
Charlie Chaplin — que compartilhou nas
primeiras décadas do século XX o infortúnio dos
desvalidos, que viam nele uma identificação com
seus geniais desempenhos — ficou sem aparecer
nos cinemas.
No intervalo entre o seu último filme,
"Luzes da Cidade", e o lançamento de "Tempos
Modernos", Chaplin amadureceu a ideia de que o
“vagabundo” não iria transitar no mundo do
cinema sonoro. Decidiu, então, que "Tempos
Modernos" seria o último filme do personagem. O
que aconteceu de fato!
O mundo mudara muito nessa época, já
se vivia a tensão de uma nova guerra que estava
por vir!
Em 1931, Chaplin fez uma turnê pela
Europa e viu que os males que afligiam a
economia americana — a recessão e o
desemprego — estavam presentes em todo lugar.
Viu, também, que os capitalistas europeus, a
exemplo dos americanos, buscavam superar a
crise por alterações no processo produtivo,
adaptando-se aos novos tempos, racionalizando
cada vez mais a produção. Os conceitos de Henri
Fayol e Frederick Taylor, de racionalizar as
operações de trabalho, levariam a um
considerável ganho de produtividade, reduzindo o
custo unitário dos produtos e ampliando a
margem de lucro por implementos, que tiveram
seu ápice com a linha de montagem fordista. Isso
encantava os empresários. A aplicação dessas
ideias resultou no desemprego de milhões de
pessoas, contribuindo para acelerar o confronto
dos países capitalistas através da guerra. O
conflito aliviaria as tensões sociais internas e
abriria as portas para novos mercados.
Retornando aos Estados Unidos,
vivamente sensibilizado com essas questões,
Charlie Chaplin tomou a decisão de fazer um
novo filme, onde retrataria esse novo mundo. O
cineasta sempre teve uma visão diferente daquela que estava sendo construída pelas elites
econômicas da burguesia liberal. Sua Utopia era
uma sociedade mais justa, com pleno emprego,
sem a violência do Estado, com a felicidade ao
alcance de todos, sem o racionalismo científico
que tirava do ser humano a sua essência
humanista, procurando transformá-lo em
máquina. Eram ideias que ele procuraria sintetizar
mais tarde, na cena final de seu próximo filme,
lançado já em plena guerra: "O Grande Ditador".
Em "Tempos Modernos", Chaplin nos
mostra o “vagabundo” — antípoda da sociedade
moderna racionalizada — às voltas com a linha
de montagem fordista, em um ambiente
asséptico, científico, controlado e não menos
cruel. Numa cena clássica, vemos o nosso herói
ser sugado, literalmente, pelas engrenagens das
máquinas industriais, sem condições, portanto, de
se adaptar à linha de produção e, por isso
mesmo, levado à loucura.
Nesses novos tempos, mais do que
nunca, a competição econômica forçaria as
empresas a buscarem a eficácia, revolucionando
o trabalho, a técnica e os produtos, que adiante
voltam a competir e a ser revolucionados, em um
processo contínuo e infindável. Noutras palavras:
estaria na lógica da produção de mercadorias a
obrigatoriedade das empresas a racionalizarem o
desenvolvimento das suas forças produtivas.
Fonte: https://www.jb.com.br/cadernob/2025/10/1057433-tempos-modernos-uma-critica-asociedade-industrial.html. Acesso em 31/10/2025.
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